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Sun Tzu foi um general, estrategista militar e filósofo da antiga China. Acredita-se que Sun Tzu seja o autor de A arte da guerra, considerado como um dos melhores livros de estratégia de todos os tempos e de leitura obrigatória nas escolas de marketing. A obra tem 13 capítulos e é comum que seja usada como guia em programas de administração e liderança. Uma das mais famosas frases presentes na obra é: “Estruture estrategicamente suas forças, segundo o que for benéfico ou vantajoso”.
Muitos séculos depois da obra ter sido escrita?), o marketing de guerrilha se apresenta como um conjunto de estratégias desenvolvidas e executadas por meios não convencionais e nas quais a criatividade, a capacidade de surpreender e o engenho se misturam em espaços publicitários não tradicionais. A expressão “marketing de guerrilha” foi criada por Jay Conrad Levinson, em 1984, em seu livro Guerrilla marketing: secrets for making big profits from your small business. Pouco a pouco, está se convertendo em um grande aliado de empresas em muitos setores, tornando-se parte dos meios não convencionais ou BTL (below the line), nos quais as empresas tendem a investir mais.
Por que essa é uma tendência? Ao se considerar que a oferta para qualquer produto ou serviço vem aumentando exponencialmente nos últimos anos, é comum que as empresas trabalhem com mais engenho para chamar a atenção do público. Esse tipo de marketing se caracteriza por demandar um investimento menor que o exigido por estratégias tradicionais. Também é uma boa opção contra a saturação publicitária que certos tipos de produto enfrentam.
No início, os grafites se tornaram a tática mais empregada em lugares movimentados, onde muitas pessoas podiam vê-los diariamente. Depois outras táticas passaram a ser muito usadas pela internet.
No marketing de guerrilha predomina uma alta dose de engenho e criatividade, presentes em mensagens personalizadas e específicas que são enviadas para o segmento objetivo que se pretende impactar. A mensagem que o consumidor recebe deve ser emocionante e ter grande potencial de difusão mediática. Também deve ter a capacidade de “viralidade”, ou seja, o consumidor deve simpatizar-se com a mensagem e querer compartilhá-la.
Dentre os tipos de marketing de guerrilha, estão:
Street marketing: faz grande uso de elementos urbanos, e as atividades são realizadas total ou parcialmente na rua. Interage-se com o consumidor sem aviso prévio e de forma direta.
Ambient marketing: utiliza elementos do contexto para transmitir uma mensagem publicitária de forma criativa e vistosa, na qual a publicidade está integrada com o meio porque usa objetos cotidianos.
Buzz marketing: é um marketing de terceira geração. Transmite e comunica mensagens por meios verbais diferentes dos meios tradicionais e massivos.
Marketing viral: procura a rápida propagação da mensagem pela internet, on-line, e aproveita, assim, o poder das redes sociais.
Quais elementos são necessários para a efetividade do marketing de guerrilha?
- Uso de criatividade e inovação.
- Emprego de meios não convencionais.
- O marketing deve basear-se na psicologia humana em vez de na experiência.
- Em vez de dinheiro, o principal investimento é tempo, energia e imaginação.
- Alta conexão com o usuário.
- Considerar um investimento e não um gasto.
- Praticidade, porque as pessoas sabem que tempo não é igual a dinheiro.
- Surpreender o cliente e deixar uma marca em sua memória.
- Dar seguimento à compra.
- Oferecer recursos sem custo, como newsletters e relatórios on-line.
- Considerar a página da web a vitrine da empresa.
- Em vez de encontrar novos clientes, fazer mais ações com os clientes já existentes.
- Utilizar a tecnologia para potencializar o negócio.
- Compartilhar todas as ações nas redes sociais, o que motiva os consumidores a fazerem o mesmo.
O que veremos no mercado? Novas formas criativas de marketing de guerrilha, pois, hoje em dia, o consumidor médio filtra e seleciona inconscientemente as mensagens publicitárias às quais quer estar exposto.
Warketing = marketing de guerrilha = menos recursos e mais criatividade para gerar emoções. Essa é uma relevante ferramenta para que as companhias fiquem mais próximas do consumidor.
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