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As unhas são estruturas complexas e importantes para o organismo humano. Alterações ungueais podem ser marcadores de doenças graves ou também de alterações metabólicas e fisiológicas em fases especiais da vida. Ao contrário dos cabelos, que têm fases de crescimento e fases de repouso, as unhas crescem ininterruptamente. A velocidade média de crescimento é de 1 cm a cada 3 meses para as unhas da mão e metade dessa velocidade se aplica às unhas do pé. As unhas crescem mais rapidamente durante o dia, na gestação e durante o verão. O crescimento fica mais lento durante a noite, nos idosos e durante o inverno. Por estarem crescendo o tempo todo, as unhas são extremamente sensíveis a alterações hormonais, nutricionais ou qualquer doença sistêmica.
Queixas frequentes:
Unhas frágeis: qualquer situação em que o estado nutricional, hormonal ou o estado de saúde geral esteja alterado pode se refletir nas unhas, deixando-as frágeis. Uma forma especial de fragilidade das unhas, denominada onicosquizia, é o descolamento das porções superficiais da lâmina ungueal. Esta pode ter várias causas, sendo as mais frequentes o excesso do uso de produtos químicos (principalmente de esmaltes e bases) e molhar as unhas com frequência.
Descolamento da unha (onicólise): é o descolamento de toda a unha do leito ungueal. Suas causas são diversas, como doenças próprias da unha, psoríase, líquen plano, micoses e alergia a medicamentos. Porém, a principal causa é o trauma, que pode ser: um trauma repetitivo causado pelo uso de calçados apertados, o trauma agudo e, mais comumente, o trauma ocasionado pela limpeza excessiva da unha feita pela própria pessoa.
Onicomicose: é uma infecção que atinge as unhas, causada por fungos. As unhas mais comumente afetadas são as dos pés, pois o ambiente úmido, escuro e aquecido, encontrado dentro dos sapatos e tênis, favorece o seu crescimento. Manifestações clínicas: unhas espessadas, duras, amareladas, com material escamoso depositado embaixo delas. A apresentação da onicomicose é bastante variável e extremamente difícil de ser diferenciada de outras doenças das unhas, portanto, consultar um especialista é fundamental.
Como evitar? Não andar descalço em pisos constantemente úmidos (como os de lava pés, vestiários e saunas). Observar a pele e o pelo de seus animais de estimação (cães e gatos). Ter seu próprio material para levar a manicure, principalmente lixas de unha e lixas de pé. Evitar usar calçados fechados o máximo possível, optando pelos mais largos e ventilados. Evitar meias de tecido sintético, preferindo as de algodão.
O tratamento, em geral, é feito com medicação sistêmica e deve ser indicado pelo dermatologista. A substância a ser usada deve ser escolhida com base no agente causador da micose. Este deve ser identificado por meio de exame apropriado.
Outra queixa frequente é a de unha encravada. Esta ocorre quando uma de suas pontas penetra na pele circunjacente. A causa do encravamento é, geralmente, o hábito errado de cortar os cantos das unhas. Isso causa a formação de uma espícula na ponta cortada e permite que, com o peso do corpo, a pele que antes estava embaixo da unha se projete para cima e entre na frente desta. Ao crescer, a unha encrava nesse local.
O uso de sapatos de ponta fina também facilita o encravamento das unhas. Em crianças recém-nascidas, o uso de macacões fechados na área dos pés também pode ocasionar o problema se essas roupas não forem bem folgadas.
Os dedos mais atingidos são os dos pés, principalmente o hálux, e as unhas encravam nos cantos. O quadro se inicia com dor local que vai aumentando de intensidade com o passar do tempo e pode tornar-se insuportável. A pele ao redor da unha fica inchada e avermelhada, podendo haver eliminação de pus e formação de um granuloma piogênico.
Para prevenir o encravamento das unhas, aconselha-se cortá-las corretamente, deixando-as com bordas retas, e evitar usar constantemente calçados apertados e fechados.
Os tratamentos variam de acordo com a intensidade de cada caso e devem ser realizados pelo dermatologista. Entre eles estão: a tentativa de desencravar a unha por meio de chumaço de algodão ou de órteses manipuladas por podólogos; a cauterização química (à base de ácidos) do granuloma piogênico; e a cirurgia, com a remoção da porção encravada incluindo a raiz dessa parte da unha, evitando assim recidivas do quadro. Em caso de infecção secundária, pode ser necessário utilizar antibióticos de uso local ou via oral.
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