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Estamos no apagar das luzes de mais um ano. Ano complicado, com vendas que não obedeceram às regras e aos critérios das previsões e com a área produtiva descabelando-se para atender pedidos além da previsão. As áreas de planejamento e controle de produção (PCP) e comercial foram colocadas contra a parede, pois não chegaram os pedidos esperados e os estoques de insumos e produtos acabados foram lá para cima.
Enfim, apesar dos altos e baixos, na média, esse foi mais um ano bom. Essa é a conclusão que mais tenho ouvido das empresas do setor, seja de venda direta, seja de varejo ou mesmo de franquia, obviamente, com maior ênfase nas empresas de venda direta, que tiveram mais um bom ano.
Houve destaque especial para as empresas de terceirização. Com raras exceções, praticamente todas ficaram com suas carteiras recheadas de pedidos, alguns de última hora, acarretando o já conhecido problema da falta de produtos e atrasos nas entregas. Ainda não existem números que nos façam conhecer
melhor esse mercado de terceirização de cosméticos, mas é perceptível o grande volume de novas empresas terceirizadoras que nascem a cada mês. Também é perceptível o crescimento das empresas já existentes: muitas já se mudaram para galpões maiores e tantas outras procuram espaços maiores para suas fábricas. Esse é um setor que promete muito para 2012.
Voltando o foco para as embalagens, gostaria de abordar, nesta última coluna do ano, as tradicionais embalagens sazonais e, mais especificamente, os estojos promocionais de fim de ano. Comuns nas empresas de varejo e mandatórios nas empresas de venda direta, os kits promocionais de final de ano colaboram para fazer acontecer o bom faturamento do último trimestre.
No entanto, juntamente com essas embalagens, normalmente ocorrem problemas. Elas são produzidas em grande quantidade para atender à venda sazonal de fim de ano e, portanto, disputam espaço nas lotadas programações dos fornecedores.
Consequentemente, acontecem atrasos, problemas de qualidade, entre outros. A primeira grande preocupação é que essas embalagens, necessariamente, precisam ser entregues rigorosamente no prazo estabelecido, caso contrário, a empresa “perde o bonde”, mais especifi camente, o Natal.
Outra preocupação é não deixar sobrar embalagens no estoque, pois elas não poderão ser usadas depois, ou seja, a compra das embalagens e a venda do produto acabado têm de falar a mesma língua.
No aspecto qualidade, temos a preocupação com a gramatura das caixas/kits. Nas caixas com gramatura menor que a especifi cada (ideal) ocorrerá o que estamos acostumados a ver nos pontos de venda, ou seja, elas vão abrir, descolar, desmontar ou até rasgar.
Há ainda a preocupação legal: o texto do produto (ou dos produtos) precisa estar visível e legível no verso da caixa, quando esta não for transparente.
Essa mesma lógica vale para o prazo de validade. Nesse caso, se não for possível informar o prazo de todos os produtos contidos na caixa, será preciso, necessariamente, colocar uma validade única – a do produto que vencerá primeiro.
Finalmente, existe a preocupação com a segurança (evitar roubos), principalmente quando o produto fica exposto nas gôndolas dos supermercados. Kits contendo presentes como relógios, carteiras, nécessaires, bijuterias e utensílios úteis funcionam como um chamariz para roubos dentro da loja. Nesse caso, os kits requerem lacres especiais para evitar o roubo desses brindes que acompanham os produtos. Cabe lembrar que um dos grandes problemas nos supermercados é o roubo de peças pequenas e componentes de kits de promoção.
Por fim, é importantíssimo declarar corretamente na embalagem o que está contido dentro do kit.
Ainda na questão da embalagem sazonal, existem, no fim de ano, as promoções de produtos para proteção solar. É comum a promoção “Pague 120 ml e leve 150 ml”, por exemplo.
Nesse caso, é preciso informar a quantidade de produto que o consumidor está pagando e a quantidade que ele efetivamente está levando gratuitamente. Uma declaração que induza à dúvida ou à má-fé pode trazer grandes complicações para o fabricante em relação aos órgãos governamentais.
Repetindo o que eu disse na edição de fi m de ano de 2010, espero que, em 2012, tenhamos grandes problemas de entrega de produtos, não por falta de insumos ou incompetência das áreas produtivas, mas por excesso de pedidos.
Boas festas a todos!
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