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Iniciamos esta coluna com uma digressão sobre um tema que ao se confirmarem os resultados de pesquisas de intenção de votos aos candidatos que concorrem ao cargo de Presidente da República na Argentina, divulgadas pela imprensa, e que concedem ligeiro favoritismo ao candidato Carlos Menen (no momento da redação desta coluna), será de suma importância para o prosseguimento do Mercosul.
A digressão proposta está baseada no posicionamento que sempre foi adotado por Carlos Menen, quando questionado sobre a real importância do Mercosul para a Argentina.
Menen sempre manifestou que preferiria uma relação bilateral forte com os Estados Unidos à uma relação compartilhada com os demais paÃses membros do Mercosul.
Na hipótese, não muito remota, de Menen ser efetivamente eleito, acreditamos que a atual situação econômica da Argentina poderá servir de pretexto para a tentativa de uma efetiva aproximação ao parceiro do norte em detrimento aos seus vizinhos do sul.
As estatÃsticas demonstram quanto as exportações de produtos brasileiros do setor dependem do mercado argentino e quanto será impactada no caso de ruptura das relações atuais. A existência ainda de itens não consensados, como temos repetido durante muitos anos de negociação, poderá ser utilizada como motivo para um maior distanciamento entre Argentina e Brasil.
Outra questão que deve ser claramente colocada é qual será a efetiva importância que tem a legislação Mercosul para um paÃs como o Paraguai, cuja representatividade industrial e tecnológica, no que concerne ao nosso setor, é praticamente nula.
Encerradas as digressões, voltamos aos nossos desejos para o que realmente poderá ser consensado na próxima rodada de negociação a ser realizada no Paraguai nos mês de junho.
Já mencionamos que caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, através da Gerencia Geral de Cosméticos, consiga implementar no Brasil o denominado PRODIR para o setor de Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes, acreditamos que a possibilidade de obtenção de consenso para alguns dos tópicos pendentes será maximizada.
Sociedade, comunidade e famÃlia são instituições conservadoras que procuram manter a estabilidade e evitar, ou pelo menos desacelerar, as mudanças. Mas, a organização moderna é desestabilizadora. Precisa ser para a inovação e renovação, como disse o grande economista austro-americano Joseph Schumpeter, é "destruição criativa". E ela "precisa estar organizada para o abandono sistemático de tudo aquilo que é estabelecido, costumeiro, conhecido
e confortável, quer se trate de um produto, um serviço ou um processo, um conjunto de aptidões, relações humanas e sociais e a própria organização".
Em resumo, a legislação e as regras devem ser organizadas para possibilitar mudanças constantes. A função das organizações, privadas, oficiais, nacionais ou internacionais e colocar o conhecimento para trabalhar com ferramentas, produtos processos, na concepção do trabalho, no próprio conhecimento e que por natureza muda rapidamente e as certezas de hoje sempre se tornam os absurdos de amanhã. E não é somente a ciência ou a tecnologia que cria novos conhecimentos, tornando obsoletos os antigos. A inovação social é tão importante - com freqüência mais - quanto à inovação cientÃfica.
Continuamos na expectativa de que as mudanças possam servir de argumento para a almejada covalidação.
Carlos Alberto Trevisan é consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria
e.mail: trevisan@dialdata.com.br
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