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As técnicas de avaliação sensorial para cosméticos e perfumes são amplamente conhecidas. Infelizmente, na área capilar ainda não temos padronização de todos os testes sensoriais que gostaríamos de ter, cabendo aos técnicos e aos cientistas que atuam neste setor a responsabilidade de criar, testar, aprimorar, padronizar e validar estes instrumentos que só melhorarão nossa prática.
Os cabelos têm características específicas que podem ser avaliadas de maneira sensorial. A penteabilidade, o brilho, a definição são apenas algumas destas características, que têm na análise sensorial um dado a mais.
Quando sou perguntado por algum cliente qual é o shampoo ou condicionador ideal, costumo responder em tom de “brincadeira”: use aquele que você sente que deixa seus cabelos com melhor aspecto!
Parece que estou fugindo da resposta correta, mas me parece que esta é a mais honesta delas. Cada pessoa tem uma resposta diferente para o mesmo produto. Claro que temos os dados estatísticos, e estes são fundamentais.
Elaboramos recentemente um questionário de quase 100 perguntas que tem a função de definir alguns dados sensoriais sobre cabelos, cosméticos capilares e queda. Temos aplicado com rotina em nossos serviços, para atingir um número considerável de respostas e validado (nossa meta é de obter, pelo menos, 1.000 questionários respondidos).
No nosso meio, Dra. Mirella Brito Moraes, médica especialista em medicina estética e tricologia, elaborou um questionário sobre queda de cabelos e qualidade de vida, que se tornou sua monografia de titulação. Este questionário, aparentemente subjetivo, pode comprovar objetivamente e estatisticamente o quanto o fato “queda de cabelos” pode interferir na qualidade de vida do individuo.
Os testes de meia cabeça, para avaliar produtos e aparelhos também são bastante úteis. Seguindo uma padronização o pesquisador aplica ou pede para o voluntário aplicar o produto ou o aparelho (um secador com algum novo dispositivo, como um emissor de íons negativos, por exemplo) em apenas metade da cabeça. Na outra metade um outro produto ou aparelho similar sem o dispositivo é aplicado. Logo após procede-se o inquérito que deve constar de perguntas simples, mas que não sejam tendenciosas e nem induzam a uma resposta específica. No caso do emissor de íons, podemos
perguntar simplesmente que lado foi mais fácil de pentear, ou qual lado tinha mais brilho após o uso.
Outro exemplo é o uso de instrumentos para modelagem dos cabelos, como chapinhas ou congêneres. Além dos dados técnicos dos aparelhos, aplicamos um questionário de satisfação com o efeito final do produto.
Neste testes costumeiramente se atribui valores às alternativas e o resultado final é a somatória de todas as respostas.
Com isso ficamos sabendo qual é a verdadeira sensação sobre o produto, podendo assim orientar a sua fabricação ou o projeto de marketing.
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