Temas Dermatológicos

Manchas

Novembro/Dezembro 2008

Denise Steiner

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Denise Steiner

Não há dúvida de que as manchas de pele são causadoras de sérias angústias durante quase todas as fases da vida, pois influenciam na aparência da pessoa. Todos nós buscamos cuidar da estética em vista da sua crescente valorização, havendo grande preocupação com relação às manchas de pele.

As manchas dividem-se em escuras, como melasma e melanose, e castanhas, pretas ou brancas, como vitiligo e micoses. A melanose solar ou senil apresenta manchas de cor castanho-claro, escura ou negra, principalmente no dorso das mãos, braços, antebraços e face. São decorrentes do aumento da ação cumulativa do sol na pele, observadas em pessoas claras após a terceira década de vida.

A recomendação é usar filtro solar várias vezes ao dia para evitar que as manchas apareçam. Quando elas já se fazem presente, cremes à base de ácidos, agentes clareadores e peelings são tratamentos interessantes para sua retirada. Para eliminar as marcas da pele, o laser também é um método eficaz.

Melasma ou cloasma é uma alteração da pele caracterizada por manchas escuras que ocorrem na face, quase sempre em mulheres. Surgem após exposição solar, gravidez ou terapia hormonal. Tendência genética e característica racial influenciam no aparecimento do melasma. São freqüentes as manchas nas maçãs do rosto, testa, nariz, lábio superior e têmporas. O tratamento implica o uso de bloqueadores solares potentes e substâncias despigmentantes como hidroquinona e ácidos. Peelings superficiais podem colaborar no processo. Facilita a penetração dos despigmentantes e removem o pigmento da pele.

Outro tipo comum de mancha são as brancas decorrente de uma infecção causada por um fungo chamado Malassezia furfuur. A doença apresenta manchas de cor variável, assintomáticas e com leve descamação na superfície. O fungo produz uma substância de ação tóxica que destrói o pigmento da pele temporariamente. Freqüente em regiões de clima quente e úmido acomete adultos de ambos os sexos e está associada à umidade, o uso de roupas sintéticas, praias, piscinas e estresse.

Combater a umidade e utilizar antifúngicos tópicos e sistêmicos acabam com o problema. Como as manchas podem persistir por meses após o tratamento, a repigmentaçao deve ser estimulada pela exposição à luz solar.

Um dos tipos mais preocupantes é o vitiligo. Difícil de tratar, são manchas acrômicas (sem cor), de tamanho e forma variados, que se espalham por todo o corpo sem apresentar nenhum outro sintoma. É resultante de um defeito na célula que produz a melanina, o chamado melanócito. Não é contagioso e acomete pessoas de todas as idades, com maior incidência entre os jovens. Traumas físicos e/ou emocionais parecem ter papel fundamental no vitiligo. Não é raro o doente relatar o surgimento das primeiras manchas após choques emocionais graves. Observa- se uma relação direta entre o estresse e o aumento do número de manchas brancas. O curso da doença é imprevisível. A repigmentação espontânea das lesões poderá ocorrer em 10 a 20% dos pacientes.

Medicações tópicas e de uso sistêmico são utilizadas com o propósito de estimular os melanócitos.

Cremes com corticóides e banhos de luz têm bons resultados a longo prazo. Drogas que regulam a imunidade da pele têm sido usadas topicamente com resultados promissores. O uso de cosméticos para disfarçar as manchas é comum. Permitem excelente resultado estético e melhor convivência social com a doença, atenuando os efeitos emocionais negativos.

As manchas senis são manchas brancas em gotas de 2 a 5 mm de diâmetro e ocorrem em áreas expostas da pele pela ação cumulativa da luz solar, após os 30 anos. Surgem principalmente nos membros superiores e inferiores, com evolução crônica, sem tendência à malignidade.

O tratamento é difícil. Estimular a coloração da pele com terapias à base de nitrogênio líquido e microabrasão da pele são as opções possíveis para tentar reverter o quadro. O ideal é prevenir novas manchas usando protetor solar de amplo espectro.



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