colunistas@tecnopress-editora.com.br
Por definição, nostalgia é um sentimento que mistura alegria e melancolia, caracterizado por saudade de um passado idealizado que não retorna. Envolve o desejo de reviver lugares, pessoas ou épocas felizes, funcionando como ponte para memórias afetivas que ajudam a construir a identidade e fortalecer laços sociais. É como se a pessoa preferisse algo do passado por aquilo ser mais estável do que o futuro. O passado parece melhor porque tem uma estrutura conhecida.
É o cheiro da chuva caindo no pavimento quente que nos remete aos 12 anos de idade. É ouvir uma música de 20 anos atrás e se lembrar do que estava fazendo naquele dia, de como era a sala da sua casa e como se sentia com os amigos.
A nostalgia tem algumas características. Ela é seletiva, edita partes ruins e as apaga. Você se lembra da parte boa de ir dormir com as amigas, mas não se lembra do silêncio do pré-sono. Aquele perfume lembra sua avó e tem, às vezes, um poder maior que uma foto. Tem ainda um papel de cola social. Lembranças coletivas levam à sensação de que nós estávamos lá.
A nostalgia faz você se sentir bem porque te lembra que sua vida tem significado e continuidade, mas, ao mesmo tempo, te pontua que o tempo tem uma única direção. Embora possa causar melancolia, a nostalgia é vista como um sentimento saudável que reafirma qualidades humanas, como a compaixão e a conexão interpessoal. No entanto, o excesso pode levar a viver apenas na memória, limitando a aceitação do presente.
Aspectos principais da nostalgia:
• Etimologia: deriva do grego nóstos (retorno ao lar) e álgos (dor), cunhada no século XVII para descrever a dor de não conseguir voltar ao lar.
• Função psicológica: atua como um combustível vital, conectando o presente ao passado para dar sentido e propósito à vida.
• Idealização: o passado nostálgico tende a ser percebido como mais simples ou melhor do que o presente, por vezes idealizado para aliviar o estresse atual.
• Diferença de saudade: enquanto a saudade pode ser apenas uma lembrança afetiva, a nostalgia frequentemente carrega uma dor mais intensa pela impossibilidade de retorno.
• Uso comercial: marcas frequentemente utilizam a nostalgia para atrair consumidores, revivendo tendências, filmes e produtos antigos.
Nostalgia e cabelos são dois termos que combinam muito. O modo como se trata os cabelos representa muito de uma época. Desde os tempos mais antigos, no Egito, por exemplo, só usava cabelos trabalhados quem fosse da nobreza, faraós ou sacerdotes. Os escravos tinham a cabeça raspada. Esse hábito de raspar a cabeça para identificar alguém seguiu até os tempos modernos. A maioria das prisões raspa o cabelo do detento assim que ele entra no recinto.
O estilo dos cabelos, como penteados e perucas, percorre a história do mundo. Quem não se lembra das perucas cheias de farinha das festas francesas do século XV? Ou das mesmas perucas usadas hoje em dia pelos magistrados ingleses? São os cabelos ajudando a dar o status ao indivíduo.
Para ser mais didático, vamos ao passado mais recente. Cada época tem um corte ou um penteado que insiste em ser lembrado. Os cabelos se prestam muito à nostalgia. Os cortes tipo tigela da infância ou a franja da adolescência ou até luzes que antecederam alguma situação épica. Alguns exemplos de tipo de corte: nos anos 1970, reinou o cabelo tipo black power, longos, divididos ao meio e franja. Nos anos 1980, o corte tipo Mullet, o laquê e o permanente. Nos anos 1990, estilo Chanel, lápis no coque e luzes extravagantes. Já nos anos 2000 apareceram as mechas californianas, franja lateral grande, alisamentos químicos e gel para dar o aspecto molhado. Nos anos 2010, temos o ombre hair, o coque samurai e a volta do ruivo.
É importante perceber que esses estilos de moda para os cabelos, é cíclico. O que foi considerado chique 30 anos atrás pode reviver atualmente. Compete ao formulador atento criar produtos que se antecipem a essa sazonalidade, buscando inspiração no passado, informações no presente e visão de futuro.
A indústria moderna não pode prescindir da história para mostrar que está atenta ao que ocorre ao seu redor. Aproveitar uma tendência é função do departamento de pesquisa e desenvolvimento. Ele tem que ser a alma da indústria, aquele que consegue antecipar uma mudança e se posicionar à frente dos concorrentes.
A La Prairie amplia a coleção Pure Gold com a chegada de P...
A Pink Cheeks apresenta o Duo Stick Blush e Bronzer FPS 98 FPUVA 46 by M...
Terracotta Golden Dunes, da Guerlain, chega ao mercado em ediç&at...
A Eucerin, marca da Beiersdorf, relança a linha DermoPure Clinical, desen...
Para atender os brasileiros que desejam uma perfumação mai...
A linha Toque Seco da Garnier ganha um novo integrante: o Hidratante Fac...