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A indústria de cosméticos sempre refletiu seu tempo. Por décadas, as marcas se comunicaram a partir de uma perspectiva aspiracional: rostos perfeitos, promessas grandiosas e mensagens unilaterais. Hoje, esse paradigma mudou. Em um mundo hiperconectado, onde as pessoas buscam autenticidade, representatividade e valores compartilhados, o marketing de influência se tornou a ponte entre as marcas de beleza e as emoções reais dos consumidores. O mercado global de marketing de influência foi estimado em US$ 32 bilhões em 2025, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de aproximadamente 14% nos três anos seguintes. A seguir, exploraremos algumas das tendências mais interessantes no campo dos influenciadores na área de cosméticos.
- Produtos híbridos: cosméticos que combinam maquiagem com benefícios para a pele atraem consumidores e impulsionam a promoção por influenciadores.
- Nano e microinfluenciadores: em contraste com os grandes nomes com milhões de seguidores, as marcas estão investindo cada vez mais em microinfluenciadores (10 mil a 100 mil seguidores) e nanoinfluenciadores (menos de 10 mil seguidores). Esses perfis geralmente têm comunidades menores, porém altamente engajadas.
- Beleza diversa, inclusiva e representativa: a diversidade deixou de ser uma tendência e se tornou uma expectativa. Influenciadores de beleza estão cada vez mais incorporando diferentes tons de pele, idades, gêneros, tipos de corpo e origens culturais. Marcas que entendem que a beleza não é singular, mas plural, se conectam com públicos mais amplos e constroem relevância e diferenciação.
- Conteúdo educativo como foco central: o influenciador de cosméticos evoluiu para uma figura mais informativa e educativa. Rotinas passo a passo, análise de ingredientes, diferenças entre ingredientes ativos e mitos e verdades sobre cuidados com a pele fazem parte dessa abordagem. Hoje, ensinar é uma das formas mais eficazes de vender.
- Ásia-Pacífico: essa região apresenta um crescimento explosivo devido ao grande tamanho do mercado, aos consumidores que priorizam dispositivos móveis e ao aumento da classe média.
- Dos “likes” à ação real: a revista colombiana PYM, em publicação de dezembro de 2025, afirma que: “A influência não se mede mais por visualizações, curtidas ou alcance. A nova fronteira é o impacto real: mobilizar pessoas, e não apenas gerar uma reação digital, para participar de eventos, causas, experiências presenciais, compras conscientes, ativações de marca ou mudanças de hábitos. Nesse sentido, os criadores ou influenciadores mais populares deixarão de ser relevantes; aqueles com a capacidade de criar comunidade, gerar movimento e provocar ações concretas terão a verdadeira voz.”
- De influenciador ideal a criador autêntico: uma das maiores tendências é o abandono gradual do ideal inatingível. O público não se identifica mais com perfis excessivamente perfeitos ou artificiais. Em vez disso, valoriza criadores autênticos que mostram imperfeições, rotinas reais e opiniões sinceras. A autenticidade se tornou o novo luxo.
- Influenciadores como catalisadores de valores de marca: os influenciadores de cosméticos estão cada vez mais se alinhando a propósitos e valores como sustentabilidade, práticas livres de crueldade animal, ciência, bem-estar emocional e autoestima, entre outros.
- Vídeos curtos como formato dominante: plataformas como TikTok, Reels e até mesmo o Shorts consolidaram os vídeos curtos como o formato principal.
- Influenciadores como cocriadores de produtos: cada vez mais marcas convidam influenciadores a participar do desenvolvimento de produtos, desde a formulação até a embalagem e a narrativa de lançamento. Essa tendência segue uma lógica clara: quem conhece a comunidade entende suas necessidades.
- Parcerias de longo prazo em vez de campanhas pontuais: as marcas estão percebendo que a confiança não se constrói com uma única publicação. É por isso que os relacionamentos duradouros com influenciadores, que atuam quase como embaixadores, estão crescendo. No setor de cosméticos, essa continuidade reforça a credibilidade da mensagem e permite uma narrativa mais profunda e consistente ao longo do tempo.
Quando a beleza para de falar e começa a conversar... O influenciador no universo dos cosméticos não se resume mais à visibilidade, mas sim à conexão. Conectar-se com emoções, realidades, valores e comunidades. As marcas que compreen- dem essa mudança e se comprometem com relacionamentos autênticos, narrativas honestas e estratégias centradas nas pessoas estarão em melhor posição para liderar o futuro da beleza. Porque, no fim das contas, como disse Coco Chanel, “A beleza começa no momento em que você decide ser você mesma”, e talvez essa seja a maior lição para o influenciador de hoje: quando a beleza é autêntica, a mensagem realmente transcende.
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