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Os departamentos de marketing têm a obrigação de fazer campanhas que vendam seus produtos, quer sozinhos, quer acompanhados. Essa ação pode ser isolada, de lançamento simultâneo ou até com produtos consagrados.
Provavelmente se você acompanha as principais tendências de marketing, moda, música ou influenciadores, com certeza já ouviu falar em collab. O termo, abreviação de collaboration (colaboração, em inglês), ganhou força nos últimos anos e se tornou uma ótima estratégia para marcas que querem inovar, ampliar seu alcance e criar conexões com novos públicos. Na verdade, o termo é novo, mas a ação é mais antiga.
Uma collab é um projeto criado por duas ou mais partes que se unem com um propósito em comum, geralmente ampliar as vendas. Isso pode acontecer entre marcas, entre uma marca e um influenciador, entre artistas ou até entre empresas de setores diferentes.
Elas devem unir forças criativas, reputações e públicos distintos em prol de um resultado inovador e devem oferecer mais resultados do que a soma dos individuais. O sinergismo tem que superar as expectativas. O consumidor precisa acreditar que a somatória dos benefícios que ele vai obter deverá ser maior do que usando os dois produtos separadamente.
A plêiade de formatos de marketing é enorme. Inclui campanhas de desconto, lançamentos exclusivos, ações sociais etc. A flexibilidade desse modelo contribui para sua popularização em diferentes áreas.
Na área de produtos para tratamento de pele e cabelos, é difícil fazer uma collab, uma vez que cada indústria tem no seu portfólio uma gama de produtos que abraçam a grande parte das necessidades do consumidor final. Ficaria estranho uma collab entre uma marca de shampoo e um condicionador de outra origem que não a mesma do primeiro produto. Mas nada contra uma tintura para cabelos e um hidratante para pele. Ou um perfume.
Como eu disse anteriormente, o nome collab é novo mas a ideia nem tanto. Cerca de 30 anos atrás, logo após o lançamento da Finasterida como tratamento da alopecia androgenética (calvície), houve uma tentativa de co-marketing (esse era o nome dado) entre o detentor da marca premium do medicamento com um produto tópico, o minoxidil, que sustentava a ideia de que era um produto para resolver o mesmo problema e que teriam potencial sinérgico. Até hoje esses dois produtos frequentam o receituário da maioria dos médicos tricologistas.
Na esfera dos remédios, parece ser mais fácil existir essas collabs, pois os grandes laboratórios são, cada vez mais, especializados em um determinado grupo de medicamentos. Colaborar com outras empresas ou profissionais também permite que as organizações acessem recursos, habilidades e conhecimentos que podem estar ausentes internamente. Essa sinergia de talentos pode ser uma fonte valiosa para superar desafios e impulsionar o crescimento.
Cabe ao profissional que está à frente de cada produto procurar pontos de intersecção entre duas ou mais características que os produtos finais possam ter, ou eventualmente, se são produtos que ensejam algo em comum, quer seja a origem, a finalidade, o apelo social ou até um time esportivo.
Geralmente, nasce da identificação de sinergias entre duas marcas, criadores ou empresas que compartilham valores, interesses ou públicos complementares. Ela pode surgir de forma espontânea – a partir de uma admiração mútua ou de uma conversa entre equipes – ou ser estrategicamente planejada como parte de um posicionamento de marca, lançamento de produto ou ação de branding.
Além disso, muitas vezes, as colaborações surgem a partir de relacionamentos preexistentes ou parcerias já estabelecidas entre as empresas.
O primeiro passo para dar origem a uma collab bem-sucedida é entender o objetivo da parceria. A intenção pode ser aumentar o alcance, reposicionar uma marca, gerar burburinho nas redes sociais ou até criar algo inédito para um nicho específico. Nesse processo, ferramentas como a pesquisa de mercado são fundamentais para identificar oportunidades, compreender o comportamento do público e mapear possíveis parceiros estratégicos.
As collabs têm se tornado cada vez mais relevantes em um mundo conectado. Afinal, elas permitem que diferentes entidades compartilhem ideias, expertise e perspectivas únicas, criando sinergias poderosas e estimulando a criatividade e a inovação.
Além disso, esse tipo de parceria muitas vezes proporciona o acesso a novos públicos e mercados, aumentando a visibilidade e o potencial de crescimento para todas as partes envolvidas.
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