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As mudanças climáticas são uma ocorrência inexorável. Na área dos cosméticos para pele e cabelos, estamos experimentando desafios cada vez maiores que afetam tanto a produção quanto o uso dos produtos. A indústria é responsável por emissões de carbono, desmatamento, poluição da água e geração de resíduos, especialmente plásticos. Além disso, as mudanças climáticas podem alterar a qualidade e a disponibilidade de ingredientes naturais e afetar a saúde da pele. Só a título de exemplo, em 2020, gastou-se mais de 10 bilhões de litros de água na produção de cosméticos.
Mudanças climáticas estão afetando a indústria de cosméticos, tanto em termos de formulações de produtos quanto de práticas de produção e consumo. O clima influencia a saúde da pele, levando a problemas como oleosidade excessiva, acne e sensibilidade. Ao mesmo tempo, a indústria de cosméticos precisa lidar com desafios ambientais, como a produção de resíduos e emissões de carbono.
Alguns impactos nas formulações de produtos e o que fazer:
- Alterações na pele: mudanças climáticas, como aumento de temperatura e exposição solar, podem levar a pele a produzir mais óleo e aumentar a sensibilidade, necessitando de formulações específicas para essas condições. Essas alterações acometem também o couro cabeludo. Cabe ao formulador ficar mais atento ao que está acontecendo ao seu redor e, munido destas informações, adequar o seu produto à nova realidade.
- Ingredientes e matérias-primas: a disponibilidade e a qualidade de ingredientes naturais podem ser afetadas pelas mudanças climáticas, exigindo formulações mais resistentes e adaptações nas fontes de matérias-primas. Especialmente matérias-primas oriundas de ecossistemas afetados têm que ter uma atenção especial. Imagine uma alteração de temperatura na selva amazônica: o impacto no bioma seria catastrófico.
- Estabilidade do produto: a calor e a umidade podem afetar a estabilidade de cosméticos, exigindo testes e formulações que garantam a qualidade e a eficácia do produto mesmo em condições climáticas adversas. Testes mais eficazes e mais frequentes talvez sejam necessários e a descoberta de novos conservantes talvez seja um caminho.
Os impactos nas práticas de produção podem ser avaliados por:
- Embalagens: a produção e o descarte de embalagens de cosméticos são fontes de resíduos plásticos e poluição. A indústria tem que buscar alternativas como embalagens recicláveis, biodegradáveis ou reutilizáveis. O armazenamento e a entrega do produto ao consumidor final também precisam ser pensados. Embalagens individuais poderiam ser retornáveis, como se fazia no passado.
- Emissões de carbono: a fabricação, o transporte e o uso de cosméticos geram emissões de gases de efeito estufa. Empresas buscam reduzir essas emissões através de processos mais eficientes e fontes de energia renovável. Parques eólicos ou hidroelétricos têm que ser mais explorados.
- Consumo de água e energia: a produção de cosméticos pode envolver altos consumos de água e energia. A indústria busca otimizar o uso desses recursos e reduzir o impacto ambiental, mas ainda estamos longe de criar um substituto renovável para a água. Pesquisas nessa direção deveriam ser estimuladas.
- Uso de ingredientes sustentáveis: a busca por ingredientes naturais, orgânicos e de fontes sustentáveis tem crescido, reduzindo o impacto ambiental da produção, mas ainda não é o suficiente. De novo: estimular pesquisas e fomentar a academia na busca de novos produtos é essencial.
No consumidor, os impactos ambientais podem ser medidos por:
- Cosméticos sustentáveis: a conscientização sobre os impactos ambientais da indústria impulsiona a demanda por cosméticos sustentáveis, que buscam minimizar os impactos negativos em toda a cadeia produtiva. O estímulo do marketing nesta direção vai ajudar o desenvolvimento desta área.
- Rótulos e informações claras: os consumidores buscam informações sobre a composição, a origem dos ingredientes e práticas sustentáveis das marcas, exigindo transparência e responsabilidade.
A indústria de cosméticos está se adaptando às mudanças climáticas, buscando soluções sustentáveis em toda a cadeia produtiva e desenvolvendo produtos mais adequados às novas condições ambientais.
O formulador consciente deve sempre ter em mente que o objetivo final do seu produto deve ser o de servir ao usuário de hoje sem perder de vista o futuro, lembrando que qualquer atitude contrária a esses princípios vai impactar a vida das novas gerações.
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