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A cultura dos dupes – versões mais acessí- veis de produtos de marcas premium – já se consolidou como um fenômeno global entre os consumidores de cosméticos. Contudo, sua evolução mais recente traz um ingrediente ainda mais valioso para a fórmula do sucesso: a sustentabilidade. Em 2025, os dupes sustentáveis despontam como uma resposta inteli- gente à procura por beleza eficaz, acessível e alinhada com os valores ambientais e éticos da nova geração de consumidores.
A transição de um dupe meramente econômico para um dupe ético representa um avanço significativo na forma como o mercado entende o valor de um produto cosmético. Já não basta imitar texturas, fragrâncias ou efeitos visuais: o consumidor consciente exige hoje transparência na ca- deia de produção, ingredientes de origem ética e impacto ambiental reduzido. Isso obriga marcas independentes e até gigantes da cosmética a repensar suas fórmulas, embalagens e narrativas de marca.
Entre os casos mais emblemáticos dessa tendência estão os produtos que replicam formulações consagradas — como séruns antioxidantes, óleos faciais ou bálsamos multifuncionais — recorrendo a matérias-primas vegetais obtidas de forma sustentável e assim, substituindo ingredientes controversos (como silicones, microplásticos ou fragrâncias sintéticas persistentes) por alternativas biodegradáveis e seguras. Muitos desses produtos tam- bém utilizam ativos produzidos via biotecnologia, como esqualano derivado da cana-de-açúcar ou ácido hialurôni- co obtido por fermentação bacteriana, reduzindo assim a dependência de recursos de origem animal ou com elevado custo ambiental.
A embalagem é outro pilar-chave dos dupes sustentáveis. O uso de materiais reciclados, recicláveis ou de origem biológica — muitas vezes em sistemas refill — contribui para a redução de resíduos e aumenta a perceção de valor agregado pelo consumidor. Marcas que ado- tam rótulos claros e informativos, indicando a origem dos ingredientes e os impactos ambientais do produto, tendem a conquistar mais facilmente a confiança do público-alvo, sobretudo das gerações Z e millennial.
Do ponto de vista do marketing, os dupes verdes prosperam nas redes sociais, nas quais influenciadores e especialistas em beleza consciente fazem comparações diretas entre produtos premium e versões sustentáveis com preços mais democráticos. Esse movimento tem sido importante não apenas para promover a educação do consumidor, mas também para pressionar marcas tradicionais a repensarem suas cadeias de valor.
Contudo, é importante frisar que o desenvolvimento de um “dupe sustentável” exige investimento em formulação científica rigorosa. Não se trata apenas de copiar um produto de sucesso, mas também de oferecer uma alternativa que cumpra os mesmos padrões de segurança, eficácia e sensorialidade — agora com o adicional da responsabilidade ambiental – do produto original. Nesse sentido, a colabo- ração entre marcas, centros de investigação e fornecedores de matérias-primas verdes tem sido determinante para a viabilidade técnica e comercial dessas novas propostas.
Em suma, os dupes sustentáveis são mais do que uma tendência de mercado: representam uma mudança estrutural na forma como a indústria cosmética concebe, produz e comunica seus produtos. Ao democratizar o acesso à beleza consciente, essa nova geração de produtos contribui para um consumo mais bem informado e responsável — no qual não se abre mão da qualidade, mas também não se fecham os olhos ao futuro do planeta.
A beleza do amanhã será acessível, transparente e sustentável — e os dupes conscientes são a prova disso.
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