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As últimas três décadas pautaram a ordem mundial em três principais temáticas: se- gurança internacional, economia global e o último a entrar na festa: o meio ambiente. A inclusão de temas ambientais na agenda internacional aumentou significativamente. Em parte, porque um número maior de pessoas, pelo menos nos países ocidentais, acredita que a atividade social e econômica ameaça o meio ambiente. Ademais, nos últimos 50 anos, a população mundial cresceu mais do que em todos os milênios anteriores, e uma elevada população global em busca de padrões de vida mais altos é uma ameaça potencial à natureza.
Um exemplo disso é o aumento mundial da produção de alimentos, que ocorreu mais rapidamente do que o cres- cimento da população global durante os últimos 40 anos. Esse fornecimento, contudo, é distribuído de modo desigual: enquanto os Estados ocidentais desenvolvidos possuem um enorme excedente de comida, muitos países pobres sofrem com a falta de estoque. Além disso, a produção industrial em massa ameaça o esgotamento dos raros recursos de matéria- -prima e energia. Problemas locais de degradação ambiental têm ramificações internacionais. A poluição ultrapassa as fronteiras; a chuva ácida na França, por exemplo, ameaça a população, os lençóis freáticos, os peixes de lago e as florestas não só do país mas também de nações vizinhas. Fora que os problemas ambientais podem intensificar o já existente conflito internacional. Um exemplo atual é a disputa dos aquíferos no Oriente Médio. Os conflitos por causa da água na região não são absolutamente uma nova controvérsia, pois já existem desde o século VII a.C. A diferença, no entanto, é que hoje o problema é parte do conflito árabe-israelense. Atualmente, mais de um terço dos estoques de água de Israel derivam de territórios ocupados desde a guerra de 1967. Outras ameaças ambientais de proporções interestatais, como a caça às baleias, o comércio de resíduos tóxicos, o meio ambiente da Antártica, a perda da biodiversidade, o aquecimento global e o surgimento de doenças adormecidas ou desconhecidas, além da elevação do nível dos mares, têm ocupado cada vez mais espaço nas agendas internacionais.
A atenção internacional em relação ao problema ambiental começou a ter importância em 1972, quando, em Estocolmo, a ONU realizou a primeira conferência sobre o meio ambiente. Naquele mesmo ano, o think tank Clube de Roma publicou o que seria o livro mais vendido sobre o tema na história, Os limites do crescimento. Nele se afirma que a Terra tem uma capacidade limitada, ou seja, que há limites quanto ao que o meio ambiente global pode suportar em termos de crescimento populacional caso se deseje evitar sérios problemas de degra- dação. Isso levou a ideias sobre desenvolvimento sustentável, definido como um “desenvolvimento que atenda às necessida- des do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender as suas”.
Em 1992, no Rio de Janeiro, a conferência da ONU deu lu- gar à primeira cúpula global sobre o tema. O encontro assinalou o início de um processo em que a maioria dos países começou a pensar em maneiras de integrar os objetivos do desenvolvi- mento sustentável em suas políticas econômicas. Entretanto, por trás desse processo, há um enorme desacordo a respeito do grau em que crescimento e preocupações ambientais podem realmente caminhar juntos. Muitos países desenvolvidos ou em desenvolvimento não estão necessariamente interessados em priorizar temas ambientais à custa de outros objetivos. Em vários casos, isso tem levado a ambiciosas declarações internacionais sobre o meio ambiente na teoria e poucas ações concretas na prática.
Um elemento importante dessas discórdias refere-se à gra- vidade do problema ambiental. Por um lado, os “modernistas” acreditam que um aprimoramento contínuo do conhecimento científico e tecnológico aumentará nossa capacidade de pro- teger o meio ambiente, ou seja: devemos investir em nossas capacidades e técnicas de produção e consumo de forma benéfica à natureza. Do outro lado do debate, encontram-se os “ecorradicais”, para os quais o ecossistema tem uma capa- cidade biótica máxima limitada. Esse limite define o tamanho máximo da população de uma espécie antes que esta use de modo exagerado os recursos disponíveis no ecossistema. En- tre os extremos acima, há os que pregam um Estado-Verde, os quais acreditam na transição de um Estado industrial para uma condição autossustentável por meio de uma normatização internacional viável e prática.
Enquanto o ponto de equilíbrio sobre as diversas visões de mundo em relação à temática ambiental não se estabelece, resta-nos acompanhar o desenrolar desse aspecto da vida em sociedade internacional cada vez mais importante para o futuro da humanidade.
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Uau! O texto é bastante amplo sob a ótica mundial em geral, uma colcha de retalhos com infinitas possibilidades! E como toda equação pode ficar mais complicada, arriscaria acrescentar alguns elementos: Sempre que ouvimos "Agenda Verde" impossível não lembrar da teoria Malthusiana que subestimava a capacidade da Natureza e da própria engenhosidade humana em encontrar soluções. Me pergunto se não estamos vendo novamente essa história se repetindo agora numa nova persona - O Maior Filósofo Russo da História recente e principal influenciador de Purin, Alexander Dugin, que prega a "Grande Eurasia" Em resumo básico: Um plano de Destruição do Ocidente através da Cultura e os meios de produção. Parece difícil crer, mas nos bastidores da Geopolítica Mundial a Rússia sempre foi historicamente muito ativa em promover seu Ideal de Mundo. E uma de suas principais ações recentes foi promover toda a "Agenda Verde" Mídias não faltaram para isso, uma vez que o próprio Putin detém Emissoras de Mídia diversas pela Europa. Então Na teoria, Rússia se torna o principal distribuidor de gaz para a Europa através dos Nord stream - uma série de gaseodutos interligando toda a Europa, que para perplexidade de todos se desfez de várias opções viáveis que seriam alternativas para qualquer possível crise de energia futura, como por exemplo vemos hoje. No entanto, em nome da Agenda Verde, A Governança Europeia em Geral abriu mão da Tecnologia de Usinas Nucleares, que seriam mais baratas até; inclusive havendo até dispositivos mais seguros hoje em dia. Então a pergunta que fica é: Será que um Governante pode ter a ingenuidade de abrir mão de sua produção energética em nome de uma Ideologia Transnacional, tendo do outro lado do tabuleiro a filosofia Destrutiva promovida pelo mesmo Player?
por Angelo 29/07/2022 - 18:55