matéria publicada na revista Cosmetics & Toiletries Brasil, Set/Out de 2022, Vol. 34 Nº5 (pág 7 a 11)

Redução de custos e desperdícios, visibilidade e geração de valor junto aos públicos com os quais a empresa se relaciona são alguns dos benefícios relacionados à sigla ESG. O conceito cresce em relevância, orientando empresas, investimentos e escolhas de consumo. De acordo com um levantamento do Google Trends, o Brasil foi o país que mais pesquisou sobre o tema no período de 12 meses até fevereiro de 2022.
Um estudo da Bloomberg apontou que o montante mundial de investimentos relacionados ao modelo de gestão ESG foi de US$ 38 trilhões em 2020. A previsão é de que a cifra chegue a US$ 53 trilhões em 2025, representando um terço dos ativos de investimentos.
ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance, que em português pode ser traduzido como ambiental, social e governança. O conceito é fruto de um movimento que vem evoluindo nas últimas quatro décadas e produzindo expressões que conhecemos bem, como “empresa cidadã”, “empresa socialmente responsável” e “responsabilidade social corporativa”.

A economista Maria Cecília Prates explica que o termo “empresa ESG” ganhou tração a partir de 2018, ao ser encampado pelo mercado financeiro. Práticas normalmente associadas à sustentabilidade passaram a ser consideradas como parte da estratégia financeira das empresas. Maria Cecília é autora de livros sobre o desenvolvimento de projetos sociais no ambiente corporativo e comanda o site www.estrategiasocial.com.br.
“É importante entender que essas fases foram se sucedendo como uma estratégia corporativa de se contrapor ao modo de operação da empresa tradicional, focado exclusivamente na lucratividade e nos interesses dos seus donos e acionistas, o que vigorou por um longo período em âmbito global”, comenta. Nas décadas de 1970 e 1980, as críticas a esse modelo de negócio – que penalizava trabalhadores, o meio ambiente e a sociedade – se intensificaram. Era preciso encarar o desafio de se reinventar, em termos teóricos e práticos.
Uma empresa considerada ESG cuida dos interesses dos seus donos e acionistas, bem como de todos os públicos envolvidos na sua atuação: colaboradores, fornecedores, clientes, comunidades, governos e o meio ambiente. “Em função da área de atuação da empresa, determinados aspectos ganham maior relevância”, afirma.
“No setor cosmético, acredito que a dimensão ‘relacionamento com os clientes’ seja das mais delicadas, pois a empresa tem de conviver com o desafio de impulsionar as vendas e, ao mesmo tempo, ser o mais transparente possível, sem vender ilusões de beleza. Outra dimensão ESG bastante delicada é a do relacionamento com o meio ambiente, cabendo atentar para fatores como descarte de embalagens, evolução da tecnologia e uso de insumos renováveis”, diz.
A economista acredita que o grande desafio para empresas do Brasil e do mundo é colocar em prática os valores ESG em seus vários níveis de atuação – para ser de fato um comprometimento e não apenas um “verniz”. É preciso buscar orientação junto a organizações líderes e especialistas no assunto. “A atuação corporativa ESG é um campo em construção”, define.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto FSB, em 2021, concluiu que 79% das empresas brasileiras consultadas consideram as questões socioambientais relevantes e as incluem nas estratégias de negócios. No entanto, a porcentagem caiu para 31% quando essas questões se transformaram em metas e para 15,5% no que diz respeito à conexão dessas metas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Claudia Cristina Machado, professora de Certificação em ESG na pós-graduação da FAE Business School, em Curitiba, acredita que, diante desse resultado, “e por observação direta”, o discurso ainda está distante da prática. “A ironia da questão é que as questões socioambientais são enormes e requerem práticas organizacionais de impacto positivo continuadas. Um grande caminho já foi percorrido, mas ainda há muito mais para ser feito”, aponta.
A consultoria PwC fez uma pesquisa com 78 das 81 empresas que faziam parte do Ibovespa no período de maio a agosto de 2021. O estudo mostrou que, embora os relatórios dessas corporações destaquem temas ESG, 31% não adotam metas claras relacionadas a essa agenda. De acordo com a sondagem, apesar de divulgarem relatórios sobre sustentabilidade, essas empresas não estão preocupadas em “submeter suas informações a uma verificação externa que assegure a qualidade e a confiabilidade dos seus relatórios”.

Maria Cecília menciona que grandes empresas brasileiras estão adotando uma referência internacional em ESG, o modelo de relatório Global Reporting Initiative (GRI). O modelo GRI é constituído por um sistema integrado de três indicadores: universal (aplicável a todas as empresas), setorial (para setores específicos) e temático (que trata de temas relevantes e sensíveis para a empresa, como diversidade, gestão de emissões e combate à corrupção).
“No Brasil, os Indicadores Ethos, que estão em fase de reformulação, continuam sendo uma boa referência para orientar as empresas em suas políticas ESG. São quatro cardápios de indicadores, adaptados ao estágio de maturidade da empresa: uma versão ‘básica’, com apenas 12 indicadores; as versões ‘essencial’ e ‘ampla’; e a ‘abrangente’, com 47 indicadores”, explica.
Segundo a especialista, atualmente o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), desenvolvido pela Bolsa de Valores de São Paulo, é considerada a principal referência ESG no país. O ISE B3 abrange cinco dimensões: capital humano, governança e alta gestão, modelo de negócio e inovação, capital social e meio ambiente. Essas dimensões são subdivididas em 28 temas, “que, por sua vez, se abrem em 259 perguntas, que podem ser de caráter geral (aplicáveis a todas as empresas) ou específico (dependendo do setor de atuação da empresa)”.

Investimentos em ESG são acessíveis para empresas de portes variados? Sim, no que diz respeito ao modo de gestão e interação com os públicos relacionados ao negócio, com investimentos compatíveis ao estágio de vida da empresa. “Em síntese, vejo dois tipos de investimento em ESG. O primeiro está relacionado às práticas do próprio processo produtivo e de gestão da empresa”, diz.
São exemplos dessas práticas: adotar princípios éticos em todos os procedimentos; executar os princípios da boa governança corporativa; capacitar, tratar e remunerar de forma justa os colaboradores; ter transparência na divulgação dos resultados; buscar excelência no atendimento aos energia, água, produtos tóxicos implementar processos de destinação dos resíduos.
Esse primeiro tipo de investimento está acessível a negócios de qualquer porte, com geração de impactos positivos, como a mitigação de riscos, a atratividade dos públicos com os quais a empresa se relaciona e a adequação gradual a padrões tecnológicos mais sustentáveis. “São investimentos que, a médio e longo prazos, vão gerar retorno financeiro para a empresa”, afirma. O segundo tipo de investimento em ESG diz respeito às práticas associadas ao papel público do negócio, bem como a um compromisso mais abrangente com a sociedade.
Ela menciona como exemplos desse modelo: apoio ao desenvolvimento de fornecedores; atuação em parceria com organizações locais, buscando influenciar políticas públicas e o desenvolvimento local; participação em políticas públicas para melhorar a qualidade de ensino, assistência social, saúde, geração de renda e emprego, segurança alimentar e erradicação do trabalho infantil; a criação de um programa social estruturado nas comunidades do entorno; e atuação em políticas públicas de educação ambiental e de combate às mudanças climáticas.
“Em relação a esse segundo tipo de práticas ESG, não me parece que elas tenham efeito tão direto sobre a produtividade, mitigação de riscos e rentabilidade da empresa. Essas ações demandam investimentos elevados e normalmente não têm vínculo imediato com o negócio. Por isso, elas tendem a ser práticas ESG mais acessíveis às grandes empresas, com impacto positivo para a visibilidade e a imagem dessas companhias”, diz.

Na Kaapi, empresa localizada na cidade paulista de Campinas, a pauta ESG está presente em todas as esferas da empresa, desde a alta gestão até os trabalhadores da fábrica. “A Kaapi é uma empresa que está envolvida em processos para a geração de renda a partir da biodiversidade brasileira e tem um compromisso com o desenvolvimento das comunidades que guardam essa biodiversidade. Além disso, é uma empresa que atua principalmente no setor de perfumaria e cosméticos, que está entre os mais comprometidos com a agenda ESG”, menciona André Tabanez, gestor de sustentabilidade e sociobiodiversidade.
Nos últimos anos, a empresa vem desenvolvendo novas formas de incluir o conceito ESG em todas as suas práticas. “Isso começa pela forma como compramos nossos ingredientes, por meio de projetos desenvolvidos junto às comunidades produtoras, principalmente na Amazônia. Os projetos incluem negociação comercial transparente, ações de capacitação e suporte às populações tradicionais”, diz.
A Kaapi é membro da União para o Biocomércio Ético (UEBT), organização de apoio às cadeias produtivas da biodiversidade. “Temos trabalhado em nosso inventário de carbono, que está em andamento, mas já tem uma ação prática de compensação, que é a recomposição de matas ciliares por meio de uma parceria com a Associação Ambientalista Copaíba [da cidade de Sororro]”, destaca.

Ainda no que diz respeito às parcerias com o entorno da fábrica, Tabanez cita o trabalho junto à Cooperativa Aliança, de Campinas, para a reciclagem de embalagens oriundas da fábrica. “Temos discussões e palestras dentro da empresa, para a conscientização dos nossos colaboradores em relação às questões ambientais, como reciclagem e uso consciente dos recursos naturais”, acrescenta.
Para ele, os valores ESG geram engajamento. “A empresa que busca um lugar de protagonismo na pauta ESG por meio de ações consegue formar uma rede ao redor do tema, multiplicando os benefícios dessas ações. Os impactos positivos para a empresa são múltiplos e passam não somente pelo reconhecimento dos stakeholders (clientes, colaboradores, fornecedores, comunidade local e sócios), pelo fortalecimento de sua cadeia, que se torna ainda mais profissional e produtiva”, pontua.

A agenda ESG integra os objetivos estratégicos da Aqia. “Há alguns anos temos implementado diversas ações que são diretrizes desse conceito, o que nos levou a conquistar a certificação ISO 14001, que especifica os requisitos de um sistema de gestão ambiental e permite à organização desenvolver uma estrutura para a proteção do meio ambiente, com respostas rápidas às mudanças das condições ambientais”, diz Tatiane Ferreira, da Controladoria Estratégica de Performance.
Ela informa que está em andamento o processo para a obtenção da certificação da Aqia como empresa B. “Trata-se de uma comunidade global de líderes que usam seus negócios para a construção de um sistema econômico mais inclusivo, equitativo e regenerativo para as pessoas e para o planeta”. Este ano a Aqia recebeu o Selo Paulista de Diversidade, instituído pelo Governo do Estado de São Paulo com o objetivo de estimular as organizações públicas, privadas e da sociedade civil a inserir o assunto em suas gestões de recursos humanos.
“Dentre as boas práticas que realizamos está um projeto de diversidade e inclusão bem estruturado e com diversas frentes: Embaixadores da Solidariedade, Jovens Talentos, Mulheres, Cor e Etnia, LGBTQIA+ e Pessoas com Deficiência”, conta. Em 2020, a empresa criou a Universidade Aqia, um projeto educativo composto por oito programas, para auxiliar no desenvolvimento profissional dos colaboradores.
“No que diz respeito aos ingredientes, já era uma prática da Aqia fornecer aos clientes o índice de vegetalização, cálculo que era realizado internamente, de acordo com a metodologia da empresa, com o intuito de facilitar o entendimento sobre a composição dos produtos. Com a criação da ISO 16128, nos adequamos e hoje entregamos o cálculo do Índice de Naturalidade, conforme a ISO. Esse índice também serve como base para desenvolvermos novos produtos, cada vez mais sustentáveis”, comenta.

Presente nos setores cosmético, farmacêutico, de nutrição, biotecnologia e diagnóstico microbiológico, o Grupo Solabia tem oito unidades produtivas. “Nossos centros de pesquisa e desenvolvimento reúnem mais de trinta pesquisadores de nível internacional”, diz Ana Rezende, diretora comercial. “Ao incluir a responsabilidade social corporativa entre suas prioridades, o grupo confirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Todos os recursos da empresa são mobilizados para enfrentar os desafios econômicos, sociais e ambientais, e assim construir juntos um futuro mais responsável”, ressalta.
Ela destaca a valorização da biodiversidade e o uso de matérias-primas derivadas de recursos vegetais e marinhos, que podem ser oriundos de áreas protegidas. “Damos grande importância à rastreabilidade dos recursos e à conformidade com as leis de biodiversidade. Trabalhamos diariamente para minimizar o impacto de nossas atividades no meio ambiente, reduzindo emissões e consumo de recursos naturais e otimizando nosso gerenciamento de resíduos e reciclagem”, afirma.
A executiva cita as políticas de prevenção, conscientização e treinamento voltadas aos funcionários e o compromisso das equipes de pesquisa e desenvolvimento, “que colocam a inovação a serviço do meio ambiente, tanto para desenvolver processos mais ecológicos, quanto para reduzir a pegada ambiental de nossos produtos quando eles são usados”.
Como exemplo dessa preocupação, ela menciona a implementação de um sistema de biodigestão para tratamento de efluentes industriais em uma das plantas no Brasil. O objetivo foi diminuir o consumo de lenha para a caldeira, de energia elétrica e de produtos químicos, para consequentemente reduzir a emissão de gás metano, que é 21 vezes mais poluente que o CO2.
“Por ser produzido em nossas caldeiras, o gás metano, ou biogás, é utilizado para a produção de energia. Esse projeto economiza anualmente o equivalente à quantidade energética necessária para abastecer uma cidade de 28 mil habitantes por um dia. Ou seja: temos uma economia do consumo de energia de 600 casas/mês e preservação de 3.900 árvores anualmente, o que corresponde a uma área plantada de 24 mil metros quadrados por ano.
A Solabia desenvolve projetos de recuperação da mata ciliar no Brasil e uma reserva legal de quase 70 mil metros quadrados de áreas verdes, onde foram inseridas cerca de sete mil mudas de espécies nativas, para o reequilíbrio dos ecossistemas. A empresa mantém uma reserva nativa permanente, de mais de 10 mil metros quadrados.
“O ESG facilita o crescimento da receita, reduz custos, minimiza intervenções regulatórias e legais, aumentando a produtividade dos funcionários, e otimiza o investimento e as despesas de capital. Os critérios estão sendo usados progressivamente para informar os objetivos estratégicos, a execução operacional e o relatório de práticas de negócios sustentáveis para os principais interessados”, conclui.
As unidades da Colgate-Palmolive localizadas em São Paulo e em São Bernardo do Campo receberam recentemente a certificação TRUE, de resíduo zero em plantas fabris, emitida pela Green Busines Certification Inc. (GBCI). O grupo é o primeiro no Brasil a obter essa certificação. A Colgate-Palmolive agora tem 29 unidades no mundo que receberam o selo. O objetivo é certificar 100% das operações globais até 2025.

Nas unidades paulistas, mais de 90% de todos os resíduos não perigosos produzidos nas duas plantas deixaram de ser enviados para aterros sanitários. Foram adotadas alternativas, como a reciclagem, e práticas que contribuem para reduzir a própria geração de resíduos, bem como o reuso e a compostagem de materiais.
A Natura, o Grupo Boticário e a Avon foram incluídas pelo Ranking Merco Responsabilidade ESG entre as 100 empresas mais responsáveis do Brasil em 2021. A Natura manteve a primeira colocação pelo oitavo ano consecutivo, o Grupo Boticário ficou em segundo lugar e a Avon esteve pela primeira vez entre as cinco melhores do levantamento, ocupando a quinta posição.
O ranking é elaborado pelo Monitor Empresarial de Reputação Corporativa (Merco), que realiza a análise reputacional de companhias com base em uma metodologia pública e diversos públicos avaliadores, como diretores de empresas, acadêmicos, ONGs, representantes do governo e consumidores.
O Grupo Boticário e o Itaú BBA lançaram o Risco Sacado ESG, crédito destinado ao financiamento da cadeia produtiva, que tem como diferencial taxas de desconto melhores para fornecedores que adotem práticas sustentáveis e façam parte da plataforma Facilita, da Mooz, que é a fintech do Grupo Boticário.
Inicialmente, um grupo de parceiros estratégicos pré-selecionados será contemplado e avaliado conforme o cumprimento de indicadores relacionados à diversidade em cargos de liderança, à utilização e redução do volume de água consumido na cadeia produtiva, dentre outros aspectos, como energia renovável e redução das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE).
A antecipação de recebíveis, ou risco sacado, é uma operação que se assemelha a uma linha de crédito, permitindo que os fornecedores adiantem o recebimento de suas vendas junto às instituições financeiras, de maneira simples e rápida. Ao utilizar esse produto, o parceiro do Grupo Boticário consegue ter acesso a uma linha de crédito adicional. Caso cumpra com os requisitos determinados pelo programa, ele tem acesso a taxas mais atrativas.
Criada em 2017, a Use Orgânico nasceu para ser “o caminho confiável entre produtos naturais e orgânicos e o consumidor”, define a empresa. O e-commerce oferece mais de dois mil produtos de 60 marcas, nas categorias cosméticos, corpo e banho, maquiagem, gestante e bebê, mundo pet, aromaterapia, e casa e ambiente. A atuação da empresa é pautada pelo modelo ESG, com práticas fixas.
Algumas delas são:
• Todas as embalagens e produtos próprios de papelão são compensados com a empresa EuReciclo, que atua por meio do processo de logística reversa;
• Todo o lixo gerado pela empresa e os cosméticos devolvidos no âmbito do Projeto Returns, da loja física em São Paulo, são levados para a reciclagem, para a produção de adubo e combustível verde pela empresa Musa;
• Os pedidos são enviados sem plástico. Para a proteção dos produtos, é utilizada serragem de madeira de reflorestamento, que depois pode ser usada na compostagem. A tinta usada nas caixas é vegetal, sem aditivos tóxicos;
• O papelão e o alumínio gerados dentro da empresa são doados para trabalhadores urbanos;
• A empresa adquire rascunhos de outras empresas para utilizar o lado branco do papel, diminuindo a produção de lixo. Quando é necessária a impressão em papel branco, é utilizado um sulfite oriundo da cana-de-açúcar.
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