Preservao de Cosmticos

Edicao Atual - Preservao de Cosmticos

Editorial

Tributo ao Nordeste

A morte de Drei Damião representou muito mais que a perda do último santo do sertão, revelou a identidade de um Brasil que o próprio Brasil desconhece. Os nordestinos, como imigrantes dentro de seu próprio país, ajudaram a construir, com mão-de-obra barata, nossas principais capitais. Não foram recompensadas por isso, ao contrário, esquecidos em suas necessidades básica (saúde e educação) buscam na religiosidade o alívio para suas dores e a esperança de uma vida melhor. Mais que um santo, Frei Damião é a cultura de um povo, que deve ser traduzida na valorização do conhecimento, na educação dos jovens, no respeito aos idosos e na preservação do meio ambiente. Nosso país precisa, urgentemente, resgatar sua cultura, porque é nela que incorporamos as lições da história e os desafios do futuro.

Nesta Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) estamos fazendo ampla abordagem sobre a preservação de cosméticos e a importância da otimização de sistemas conservantes em formulações de cosméticos. Além disso estamos apresentando uma compilação das matérias-primas utilizadas na indústria brasileira de cosméticos, de acordo com as exigências da Portaria 71/96, do Ministério da Saúde, para a qual contamos com a colaboração das empresas fornecedoras que enviaram informações técnicas de seus produtos. A todas elas nossos sinceros agradecimentos.

Boa leitura!

Sistemas Conservantes em Formulações Cosméticas - ¹Maria A. Nicoletti, ¹Eliane M. de Almeida Orsine e ²Nádia A. Bou Chacra

¹Instituto de Ciência da Saúde da Universidade Paulista (UNIP) e ²Faculdade de Ciências Farmacêuticas Oswaldo Cruz (FOC), São Paulo SP, Brasil.

Para a determinação do melhor conservante ou sistemas destes produtos cada fórmula cosmética deve ser tratada individualmente durante a fase de seu desenvolvimento. As suas características, o processo de fabricação, matérias primas e embalagens devem ser analisados. Os autores descrevem como devem ser analisadas as associações de conservantes com relação aos microrganismos existentes e como a escolha do sistema conservante deve considerar as matérias primas, pois enquanto que alguns ingredientes potencializam os conservantes, outros interferem ou potencializam as atividades microbianas.

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Avaliação do Risco Microbiológico de Matérias-Primas - Donald S. Orth, PhD

Neutrogena Corporation, Los Angeles CA, Estados Unidos.

Partindo do axioma: a qualidade de um produto depende da qualidade das matérias-primas que ele contém, o autor apresenta uma avaliação e classificação de risco de matérias-primas. Aquelas que contém água apresentam risco maior que aquelas secas. 0 grau de classificação de risco varia de 0 a 4 e fornecerá a freqüência sugerida de amostragem e conseqüente análise. Esta classificação permite que se organize um programa de amostragem e análise de matérias-primas que juntamente com a validação do processo, garantirá a qualidade microbiológica do produto cosmético.

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Técnicas para Recuperação de Matérias-Primas Contaminadas - Comitê de Microbiologia da CTFA (The Cosmetic, Toiletry and Fragrance Association)

Washington DC, Estados Unidos.

São apresentadas várias técnicas que podem ser usadas na recuperação de matérias-primas microbiologicamente contaminadas com a descrição do seu mecanismo, das vantagens e desvantagens e em quais produtos estas se aplicam. A primeira técnica a ser descrita é o calor nas
suas versões seco e úmido (vapor, pasteurização e cocção). Em seguida vem as técnicas de recuperação por métodos químicos com substâncias gasosas como o óxido de etileno, óxido de propileno e os preservantes, embora o artigo recomende que estes sejam escolhidos e utilizados antes de uma situação de crise como prevenção. As radiações ionizantes, raios-gama, aceleração de elétrons e ultra-violeta fazem parte de outro grupo de soluções apresentadas com detalhes. Por fim são descritas as técnicas como microondas e a filtragem.

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Organismos Domésticos - Donald S. Orth, C. Dumatol, S. Zia

Neutrogena Corp., Los Angeles CA, Estados Unidos.

O artigo apresenta amplo quadro explicando como se desenvolvem os organismos domésticos e o que fazer para eliminá-los. Discute, ainda os fatores que possibilitam aos microrganismos estabelecerem-se como organismos domésticos, os métodos e os limites microbianos usados em produtos acabados além dos procedimentos de limpeza e sanitização que permitem as unidades de produção cumprir as normas de GMP. Bactérias, fungos e leveduras adaptam-se muitas vezes a conduções desfavoráveis, utilizando mecanismos como a encapsulação por EPS (exopolissacarídeos), pela produção de corantes, pela presença dos sideróforos que realçam a capacidade de crescimento de outros microrganismos ou ainda pela síntese de uma família de proteínas induzida por estresse HPS (proteínas de choque técnico). Para manter e garantir a qualidade microbiológica de um produto são descritos procedimentos de controle de qualidade que devem ser observados.

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Preservantes Utilizados na Indústria Cosmética Brasileira - Hamilton dos Santos

Cosmetics & Toiletries (Edição em Português), São Paulo SP, Brasil.

Trata-se de uma compilação e revisão dos preservantes disponíveis comercialmente no mercado brasileiro e aprovados segundo regulamentação da Portaria 71. Para cada conservante são fornecidos as denominações (INCI, CAS, comercial), máxima concentração autorizada, dados técnicos, fabricantes/distribuidores e limitações.

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A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida Cunha

Construir o Futuro com Qualidade

BR Assessoria em Qualidade, So Paulo SP, Brasil.

Temos observado inquietao e ansiedade tanto nas empresas como nos profissionais diante das rpidas transformaes pelas quais o mundo vem passando, em todos os campos quer seja no organizacional, econmico, tecnolgico e social.

O volume de informaes e modelos disponveis muitas vezes ao invs de ajudar acaba confundindo, principalmente quando no se est preparado para separar "0 joio do trigo".

Em busca de se preparar para o futuro e geralmente impulsionados pela ansiedade e mesmo pela solicitao do mercado, as empresas acabam utilizando modelos voltados para o processo e a tecnologia, deixando de lado outras dimenses como sua identidade, seus valores, sua razo de ser e as pessoas.

O processo de transformao organizacional requer alinhamento de cultura e no jogar tudo fora para criar uma nova empresa. As mudanas devem ser assimiladas e incorporadas de forma que a organizao preserve sua histria, sua essncia, os valores e competncias que lhe garantiram a posio no mercado.

Evidentemente os modelos administrativos e de gesto ficam obsoletos, pois o mundo dinmico, a vida est sempre em processo de renovao.

Nesta era, considera "era da efetividade ou do conhecimento", as pessoas esto deixando de serem vistas apenas como "mao de obra", ou simplesmente executoras de tarefas, mas sim como colaboradores e parceiros na construo da nova organizao.

Temos freqentemente nos referido em nossos artigos que Qualidade se faz atravs das pessoas e que as organizaes, preocupadas que esto em implementar modelos modernos e inovadores, acabam se esquecendo que seus colaboradores esto treinados a darem respostas para um modelo antigo e que estas respostas ficaram obsoletas diante do novo. nesse ponto que acontecem as resistncias, os bloqueios s mudanas. Isso faz com que as mesmas no ocorram com a velocidade desejada.

Esta a dimenso implcita da organizao, onde transitam as emoes como medo, insegurana, onde os mecanismos de defesa se apresentam com mais fora, as pessoas se armam. H uma grande dificuldade em se lidar com esta dimenso porque estamos habituados a perceber e trabalhar no campo do explcito, do concreto, do racional.

Portanto, num processo de mudana, para que esta ocorra de maneira planejada e atinja os resultados que se prope, devemos considerar algumas etapas:
- Conscientizao: fazer com que as pessoas compreendam e percebam a necessidade e a importncia da mudana e quais os benefcios que tero.
- Instrumentalizao: fornecer e preparar as pessoas com relao as novas tcnicas, procedimentos e mtodos. E isto inclui, principalmente, desenvolver novas competncias e habilidades adequadas numa situao diferente e desconhecida, com a qual as pessoas no esto habituadas a lidar, tanto a nvel tcnico, como pessoal (humano) e conceitual.
- Ao: somente aps cumpridas as duas etapas anteriores e que os colaboradores se sentiro seguros e mais confiantes para "praticar" o novo modelo. A simplicidade e a participao devem permear todo o processo para que a
compreenso, assimilao e interiorizao ocorram com rapidez e proporcionem o comprometimento com a mudana.
- Acompanhamento e Ajustes: esta etapa fundamental para o amadurecimento e continuidade do modelo implantado.

Queremos nos deter um pouco mais na questo do desenvolvimento das competncias profissionais requeridas para o presente e o futuro das organizaes. No devemos nos esquecer que o futuro no algo "virtual". Nos o construimos com as aes praticadas no presente.

Vivemos at recentemente uma era dentro das organizaes, profundamente influenciada pelo paradigma mecanicista que, por sua vez, ditou o perfil dos profissionais adequados a este modelo. Paradigma este que permeou tambm a educao, a medicina, a sociedade, tendo com principal foco a viso segmentada do todo, ou a teoria reducionista, que com o intuito de dividir para simplificar, acabou estabelecendo fortemente um modelo segmentado, tcnico e racional.

Dentro deste cenrio os aspectos mais desenvolvidos foram os relacionados com a competncia tcnica, o raciocnio linear, viso segmentada, objetividade, autoridade, enfim os profissionais ficaram mais voltados para a execuo de tarefas. Atualmente este perfil deve ter uma formao completamente diferente com nfase no que denominamos competncias permanentes, ou seja, aquelas relacionadas ao desenvolvimento humano como pensamento estratgico, criatividade, flexibilidade, percepo, emoo amadurecida e integrada, viso holstica etc.

O conhecimento e as informaes passam a ser transitrios, pois a velocidade da mudana grande, isto requer uma capacidade desenvolvida de aprender a aprender constantemente.

Existe ainda uma mudana bastante importante na relao de emprego, ou na relao "Capital x Trabalho", este conceito muda para "Empregabilidade", onde a empresa no mais responsvel, nem pelo desenvolvimento do seu colaborador e nem para segurana e estabilidade do seu emprego.

Neste novo conceito o profissional deve conscientizar-se de que ele prprio responsvel pelo seu desenvolvimento cultural, tcnico e pessoal, para garantir a sua qualidade de empregvel", ou promover sua empregabilidade.

Ento podemos concluir que este novo cenrio que se desenha, onde a mudana um fator constante, requer das organizaes e das pessoas uma nova postura e uma nova atitude frente ao mundo e diante da vida.

Referncias:

Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade. o titular da BR Assessoria em Qualidade.

Maria Aparecida V. da Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas.

Correspondncia para os autores: a/c redao de Cosmetics & Toiletries (Edio em Portugus), Rua Alvaro de Menezes 74, 04007-020 So Paulo SP, Brasil. Fax (011) 3887-8271.

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

A Realidade da Implementao II

Consultor Independente, So Paulo SP, Brasil.

No artigo anterior fizemos referncia a falta de sincronismo existente entre as decises tomadas e consensadas a nvel de Mercosul e a realidade existente em nosso pas, no que concerne a sua efetivao prtica na rea da vigilncia sanitria.

No momento em que estamos redigindo esta coluna, est completando quase 60 dias sem que ocorram publicaes de registros na rea de cosmticos, produtos de higiene e perfumes, fato que acarreta grande prejuzo s empresas,
referente aos lanamentos de produto para a data festiva do "dia dos namorados," alm das colees de cores para a prxima estao.

Quando se menciona que nossa legislao por si s uma "barreira no alfandegria", pelos mais variados obstculos que ela impe, em muitos dos casos isto significa que no adianta agilizar ou tentar criar mecanismos para sobrepo-los. Nos permitimos citar um dos princpios da Lei de Murphy que estabelece:"quando houver quatro possibilidades de algo dar errado e forem
tomadas providncias para que tal no acontea uma quinta possibilidade aparecer sem que se saiba de onde". na prtica, e isto que acontece.

Para reforar a considerao anterior podemos citar as justificativas para tais atrasos:

- Ausncia de funcionrio autorizado para assinar as listas a serem enviadas para publicao.
- Quebra da impressora do setor de informtica.

Da podemos concluir que extremamente difcil aceitar tais "fatos," pois apesar de todo os esforos dos membros do grupo ad-hoc de cosmticos do SGT- 3, quando nas reunies pressionam e se posicionam positivamente contra os negociadores dos demais estados-parte na defesa de melhor normatizao, e depois se deparar, na sua prpria casa, com atitudes que dificultam o cumprimento dos compromissos acordados.

Muito se comenta sobre a atitude argentina quanto a propor solues descabidas que visam somente a desregulamentao total, mas devemos dar a mo palmatria porque na prtica eles implementaram normativas tanto do ponto de vista sanitrio (prazo mximo de 30 dias), quanto no fiscal (eliminao de impostos), que resultaram na agilizao do programa de lanamento de produtos.

Devemos considerar que uma das grandes barreiras para que ocorra efetiva agilizao no trmite dos processos na vigilncia sanitria de nosso pas a imposio legal de que esta a co-responsvel pelos produtos, o que do ponto de vista prtico totalmente inexeqvel pois no existe fiscalizao efetiva e capacidade para tal.

No seria descabido considerar que a exacerbada preocupao com os cosmticos poderia ser, circunstancialmente, usada para atenuar as responsabilidades do mesmo orgo governamental que deveria estar trabalhando para evitar mortes por contaminaes diversas em crianas com o uso de soro parenteral e em adultos na gua de hemodilise.

A soluo, hoje com estudos em fase embrionria, ser a mudana da legislao no que se refere aos cosmticos, produtos de higiene e perfumes.

O ideal seria que a nova legislao no mais contivesse procedimentos e padres para atividades e produto, mas estabelecesse que a vigilncia sanitria seria o rgao competente para fiscalizar e que a normatizao, quando necessria, seria feita com base em portarias. Esta soluo seria mais gil e, portanto, mais adequada s atuais necessidades de globalizao.

Poderiam alguns argumentar que tal procedimento provocaria o total descontrole quanto aos produtos ditos "clandestinos," mas isso j ocorre nos dias de hoje, onde quase 40% dos produtos do mercado no passa "nem perto" do prdio da vigilncia sanitria.

A argumentao de que novas regras iramos controlar razoavelmente os produtos corretos e nao estaramos nos preocupando mais com os "incorretos." Entretanto estaremos cumprindo o que determina a lei.

Poderiam alguns perguntar o que tem a ver esses nossos problemas domsticos com o Mercosul. A reposta simples, caso o exposto acima no seja auto-explicativo, caso no surja uma deciso expontnea urgente, no sentido de eliminar estas barreiras "no-alfandegrias" circunstanciais, alguns escales superiores, atabalhoadamente, o faro, pressionados pela poltica de globalizao. As decises podero no ser as desejveis.

Acreditamos que este um fato que merece alguma reflexo.

Referncias:

Carlos Alberto Trevisan engenheiro qumico, consultor independente na rea de cosmticos e membro do SGT-3 (Sub- Grupo de Trabalho) do Mercosul e do Conselho Fiscal da Associao Brasileira de Cosmetologia.

Correspondncias com o autor: a/c redao de Cosmetics & Toiletries (Edilo em Portugus, Rua Alvaro de Menezes 74, 04007-020 Sao Paulo SP, Brasil, Fax(011) 3887-8271.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Doenas Infecciosas da Pele

Faculdade de Medicina de Jundia, Jundia SP, Brasil.

As doenas infecciosas da pele so aquelas causadas por microrganismos e que podem passar de pessoa para pessoa.

Micose

No caso das micoses o agente o fungo que pode causar leses em vrios locais da pele como couro cabeludo, mos, ps e unhas.

Os fungos so agentes microscpicos que crescem com facilidade em ambientes quentes e midos. Sendo que podem ter crescimento mais intenso na pele das pessoas e dos animais e na terra.

A micose de couro cabeludo apresenta-se como uma rea arredondada, com menos cabelo, descamao e coceira. Os cabelos desta rea esto cortados (rente) e entremeados por escamas. Esta micose compromete mais crianas, sendo muito contagiosa e aparecendo em ambientes comunitrios como orfanatos, creches etc.

O diagnstico feito arrancando um pouco dos cabelos e examinando ao microscpio ptico, onde so identificados os fungos dentro e fora do fio de cabelo.

O tratamento por via sistmica (boca) sendo antifngicos potentes que tem que ser receitados pelo mdico.

A micose na pele pode ser causada por vrios tipos de fungos. A mais comum aquela chamada pitirase versicolor que provoca manchas redondas e esbranquiadas, principalmente no tronco e nos braos. Algumas pessoas tem predisposio para ter esta micose causada pelo fungo malazessia furfur.

Estas pessoas costumam adquir-lo todo vero, quando a temperatura mais alta favorece o crescimento do fungo. 0 tratamento feito com antifngicos de uso local, sendo importante manter o local arejado e sem umidade. 0 calor,
facilitando a transpirao, o principal fator de risco para o aparecimento desta micose.

Outras micoses de pele, causadas por outros fungos chamados dermatfitos tambm podem ocorrer na pele. As leses normalmente aparecem como reas arredondadas ou ovais com borda vermelha elevada e descamao discreta no centro. As pessoas leigas tendem a cham-las de "impinge." Estas leses podem ser adquiridas por contato com ces e gatos e ocorrem mais em pessoas debilitadas por doenas, diabticos e indivduos imunodeprimidos.

A micose de ps muito comum, causando leses variadas como bolhas, descamao e intertrigo. A famosa frieira, que provoca macerao e avermelhamento entre os dedos, em geral causada por fungos e acontece em pessoas que mantm o p quente e mido. Outra micose de p freqente o "p-de-atleta", que provoca descamao intensa, principalmente na planta. Ela muito confundida com "cido rico" o que no
tem nenhum tipo de respaldo cientfico. O aumento de cido rico no causa este tipo de alterao na pele.

A micose de unha mais crnica e de difcil tratamento em relao a outras. 0 fungo adapta-se muito bem ao local e alimenta-se da queratina das unhas. Estes agentes causam engrossamento e amarelamento das unhas e descamao intensa. 0 tratamento das micoses das unhas deve ser feito com medicao sistmica por alguns meses. Atualmente existem antifngicos eficazes que em 6 meses podem deixar a aparncia da unha normalizada.

Tambm existem esmaltes capazes de tratar as unhas quando a micose no avanou demasiadamente.

Herpes

O herpes causado por vrus e afeta grande parte da populao de qualquer idade.

Existem dois tipos muito conhecidos, porm com caractersticas diferentes: o herpes simples e o herpes zoster.

O herpes simples causado por vrus de mesmo nome (herpes simples) que crnico, aparece em forma de agrupamento de vesculas (bolhinhas), principalmente na regio da boca. A pessoa comprometida tem inicialmente um ardor e avermelhamento no local seguido de formao de bolhinhas e depois uma casquinha.

Pode haver inchao local e tambm mal-estar geral. Para apresentar o herpes simples a pessoa tem que ser contaminada, podendo ainda apresentar quadro mais grave de estomatite ou vulvo-vaginite. Em seguida a primeira infeco o vrus permanece incubado sem qualquer manifestao. Quando esta pessoa apresenta queda de resistncia por qualquer motivo como doenas, febre, estresse, as leses reaparecem e duram cerca de 10 dias.O sol tambm um fator que desencadeia o herpes, pois diminui a resistncia da pele e facilita o crescimento do
vrus.

Os surtos de herpes tem freqncia variada, mas se ocorrerem seguidamente so perturbadores do ponto de vista psico-social. 0 herpes simples contagioso na fase em que existem bolhinhas. 0 herpes simples genital, variante do herpes simples do corpo, pode ser transmitido pelo contato sexual enquanto as leses esto ativas. Esta doena causa
grandes problemas psicolgicos para o casal, pois confundida com outras doenas sexualmente transmissveis, alm de ser dolorosa, provocando situaes desagradveis na relao.

A maioria dos indivduos adultos j teve contato com o vrus da herpes e elimina o mesmo sem apresentar qualquer tipo de leses. Alguns, porm permanecem com o vrus, no contagiam enquanto no apresentam leses, mas a cada surto podem contaminar as pessoas ao redor.

O herpes simples pode ser tratado com medicaes por boca e tambm com vacinas e medicaes locais.

Hoje, existem remdios mais efetivos que conseguem controlar o surto e evitar rescidivas muito freqentes.

O caso sempre deve ser analisado pelo mdico para ser tratado de forma mais eficiente possvel.

O herpes zoster o popular "cobreiro," causado pelo mesmo vrus responsvel pela catapora (varicela).

Os adultos que tiveram catapora e foram contaminados pelo mesmo vrus varicela zoster apresentaro o quadro do herpes zoster.

Ele caracterizado por vesculas que acometem o trajeto de um nervo atingindo grande extenso com vermelho na base e muita dor.

Esta doena sempre mais intensa e extensa do que o herpes simples. 0 indivduo apresenta inicialmente dor em algum lugar do corpo, em seguida aparece um avermelhamento depois grupos e grupos de bolinhas.

O trajeto pode ser linear e torna-se mais grave quando acomete rea prxima dos olhos. 0 quadro pode complicar com infeco e tambm pode haver dor residual muito forte.

Doenas debilitantes como cncer, AIDS, diabetes podem predispor a pessoa ao herpes zoster.

Diferente do herpes simples ele s aparece uma vez, no apresentando rescidivas.

O tratamento feito com antivirais potentes por via oral, sendo tambm utilizados antibiticos locais.

Escabiose

A escabiose causada por um caro chamado sarcoptes scabiei que contamina a pele causando coceira intensa. Os locais mais afetados so regies submamria, axilas, baixo-ventre e interdgitos deixando sulcos, papulas e escamaes
na pele. Nas crianas menores, ps e mos so mais acometidas causando vesculas e bolhas.

O sintoma principal a coceira, mais intensa a noite e que pode afetar diversos familiares ao mesmo tempo. A contaminao possvel por amigos e colegas de escola ou trabalho.

A escabiose no causa sintomas gerais, porm a coceira to intensa e inconveniente que provoca problemas sociais.

A sarna tratada com remdios anti-parasitrios especficos que devem ser espalhados pelo corpo todo a noite, 2 ou 3 noites, e repetido aps 7 dias, porque os ovos podem no ser atingidos no primeiro tratamento.

Cada 15 anos costuma haver uma epidemia de sarna, ento ela se torna muito mais freqente mesmo quando h higiene adequada.

Referncias:

Dra. Denise Steiner mdica especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, doutorada pela Unicamp, professora chefe do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundia e diretora da Clnica Stockli, em So Paulo SP.

Correspondncia para a autora: a/c redao de Cosmetics & Toiletries (Edio em Portugus), Rua Alvaro de Menezes 74, 04007-020 Sao Paulo SP, Brasil. Fax (011)3887 -8271.

Atualidades Tcnicas por Prof. Dr Pedro Alves da Rocha Filho

Preservantes para Cosmticos

Ziolkowski B [SOFW J 120(6):330, 1994] publica uma reviso com 13 referncias descrevendo os vrios mtodos para a preservao de cosmticos incluindo a preveno da contaminao microbiana durante a fabricao de produtos e, a aplicao de preservantes naturais.

Um mtodo para identificar e quantificar 10 diferentes de preservantes em produtos cosmticos e para o cuidado pessoal descrito por Reifschneider C, Jager MB [SOFW J 120(11):650-654, 1994]. Como solvente para a extrao do preservante utilizam uma mistura composta por metanol e KH2PO4 em gua e como padro interno empregam o acido 3-hidrxi-benzico. Aps a extrao, o preservante analisado por HPLC tendo eficincia de dosagem na faixa de 83-100%.

Segundo Franke J, Meyer B [SOFW J 120(6):317-321, 1994] 0 glicerol e o sorbitol foram usados para diminuir a atividade da gua em diferentes cosmticos. Com estas substituies, novas formulaes cosmticas foram submetidas ao teste de desafio microbiolgico. Essas foram preservadas conforme as exigncias da farmacopia alem. As fomulaes de detergente com pequenas mudanas apresentam-se adequadamente preservadas. Nas emulses 0/A as propriedades de aplicao foram alteradas consideravelmente devido dosagem de substituio destes componentes necessrios para a preservao adequada.

Na patente norte americana n 5462729 de 9 de agosto de 1994, Vlasblom J (Cintra Science Ltd.) indica a utilizao da imidazolidinil-uria (0,05%) como preservante para condicionadores de unha contendo pantotenol (1,0%), lanolina etoxilada (3,0%), monolaurato de sorbitano (1,0%), derivado de queratina (5,0%) e gua destilada (89,9%).

Sedlewiicz L, Steinberg DC [DCI 157(4):32-37,1995] relatam o emprego do preservante Liquapar (Sutton) indicado para vrios produtos cosmticos. um produto livre de solventes e composto de steres isoproplico, isobutlico e butlco do acido p-hidrxi-benzico.

Uma mistura hidrossolvel de preservantes que apresenta atividades sinrgica biocida contra ampla faixa de fungos e bacterias Gram-positivas e negativas, descrita na patente alema n 9529588 de 28 de abril de 1994 (Merianos JJ, ISP Chemicals Inc). composta pela associao de metilol ou derivados com lcool iodo-propinfico ou seus derivados e steres de carbamatos, na proporo 100: 1 at 2000:1.

Misturas sinrgicas de compostos hidrossolveis com atividade biocida so apresentadas por Merianos JJ na patente norte americana n 5552425 de 28 de abril de 1994.

Tambm com atividade contra fungos e bactrias Gram- negativas e positivas, estas misturas so compostas por mistura de (a) compostos de meilol selecionados a partir de N-[1,3- bis-(hidrxi-metil)-2,5- dixi-4- imidazolidini1-N-hidrxi-metil] uria; 1,3-dimetilol-5,5-dimetil-hidantona;
hidrxi-metil glicinato sdico; 1,1-metileno bis[3- {3-(hidrxi-metil-orto -2,5-dixi-4-imidazolidinil)}] uria e glicina anidrido dimetilol; (b) 3-iodo-2-propinilbutil carbamato em gua, na proporo de (a):(b) de 100:1 a 2000: 1, e propilenoglicol ou 1,3-butileno glicol.

Dweck C [SOFW J 121(7):490-495, 1995] cita uma reviso sobre preservantes naturais como acar, mel, glicerol, sal e antioxidantes. Mtodos de preservao, nomenclatura empregada e microrganismo especficos empregados na literatura tambm so mencionados.

cido snico, uma substncia ativa natural isolada de lquens apresenta atividade antibacteriana significante. A caracterizao qumica, farmacolgica, toxicidade e aplicaes cosmticas do cido snico foram descritas por Seifert P e Bertram C (Croda Novarom) e publicadas
em SOFW J 121(7):480-485, 1995. A principal caracterstica do acido snico a preveno do crescimento de microrganismos. Cremes umectantes foram preparados usando diferentes concentraes do cido snico cuja atividade foi checada frente a bactrias, leveduras e fungos. A faixa de concentrao efetiva de cido snico indicada como ativa e 0,25-2,5%.

leo essencial de ch verde consistindo de uma mistura de monoterpenos , sesquiterpenos e terpenos e mais de 90 compostos qumicos com atividade germicida devido ao 4-terpinemol , usado como preservante natural em produtos farmacuticos e de higiene pessoal segundo Priest D (maian Camp Tea Tree Oil Ltd) e foi publicada em SOFW J 121 (7) 486-489, 1995. Formulaes de condicionadores de cabelos e cremes umectantes empregando 0,5-30% de leo essencial de ch verde com atividade germicida citada como exemplo.

Parabenos (steres do cido 4-hidrxi-benzico) so usados como molculas modelos para demonstrar o poder de resoluo da tcnica de eletroforese capilar. Geise RJ, Machnicki NI (J Capillary Eletrophor 2(2) 69,75-1975, usando borato como tampao pH 10, promovendo a ionizao da tcnica dos parabenos, consegue detectar o metil e o propil parabenos a partir de preparaes cosmticas. 0 uso de micelas modificadas por fosfato (tampo pH 7,0) permite a
determinao de cinco parabenos como espcie qumica neutra, incluindo dois pares de ismeros estruturais. 0 emprego de tampo borato (pH 10,0) melhora a determinao dos parbenos empregados em formulaes cosmticas.

Na edio em italiano da revista Cosm & Toil 16(4):17-29, 1995, Cozzoli 0 apresenta uma reviso sobre a atividade antimicrobiana de alguns tensoativos anfotricos relacionando-a com sua estrutura qumica. Alguns derivados de aminocidos que funcionam como tensoativos anfotricos e usados como preservantes em cosmticos tiveram determinadas as concentraes inibitrias mnimas.

A atividade antimicrobiana de preservantes para cosmticos tal como parabenos e benzoatos foi determinada por Lepage C e Boureche J. A concentrao inibitria mnima para o sorbato de potssio foi determinada contra Escherichia coli como 0,75%.

Bayoud-Snyder RS publica no J AOAC Int 79(1):192-193,1996, resultados e discusso de pesquisas realizadas sobre parabenos e outras matrias-primas cosmticos como filtros solares.

Segundo Brannan DK [J Soc Cosmet Chem 46(4):199-220, 1995] a finalidade dos preservantes prevenir a contaminao microbiana de produtos cosmticos. Genericamente este artigo trata de uma reviso crtica sobre a validade dos testes de eficcia de preservantes (PET). Considera-se os microorganismos como comunidades vivendo em associao. O modo de ao dos preservantes discutido assim como a ao dos antibiticos. A necessidade de pesquisadores especialistas em microbiologia (bilogos, farmacuticos) tambm realada.

Eigener U (Mikorb Materialzerstoerung Materialschutz, p188-231, 1995, publica reviso de 180 referncias sobre a contaminao microbiolgica de cosmticos como bronzeadores, produtos capilares e desodorantes.

A atividade antimicrobiana de leos essncias obtidos de sementes de espcies de Juniperus (cupressaceae) da Grcia foi estudada por Stassi V. Verykokidou E, loukis A, Harvalha C, Philianos S )flavour Fragrance J 1191, p.71-74
1996. O leo essencial foi fracionado por cromatografia e a atividade microbiolgica de cada frao foi determinada. A frao com maior atividade, analisada por cromatografia gasosa contm como componente principal o α-terpineol.

Na patente japonesa de n 859419 de 19 de agosto de 1994, Yamaguchi J(Takasago Ltd.) descreve a aplicao antimicrobiana do hinoquitiol de cido citrolnico. Apresentam grande espectro de ao, no so txicos ao homem e so empregados na proporo de (1-3): 1, respectivamente. Alm da atividade antibacteriana, possuem tambm atividade fungicida.

Labiatae com teor acentuado e linalol, lactonas monoterpnicas e derivados fenlicos foram testadas por Borrel C, Vilarem G, Gaset A, Mitjavila S, Fernandez Y (Riv Ital EPPOS 7:429-434, 1996). A presena destes componentes permite indicar este material para ao antibacteriana e antioxidante.

Lehmann R apresenta na Preservatech Conf Proc, p. 101-108, 1995, estudo sobre a influncia da interao produto-matriz, sobre o sistema preservante. Esco1hido o sistema mais adequado para a preservao cosmtica, no somente a questo da determinao da concentrao inibitria mnima que interfere nesta atividade. Alm das influncias primrias do preservante, reduzindo a atividade da gua ou desativando-a por processo de adsoro/absoro, existem interaes qumicas que destroem lentamente o preservante.

Matrias-primas como laurato de glicerila, capriloil-glicina, 1,2-pentileno glicol, N-carbxi-metil-quitosano, (quitoglicana), leo essencial de Melaleuca e frao esteroidal da saponina de Yucca tiveram a ao preservante determinada para o emprego em produtos cosmticos. Segundo Prosrpio G, Cattaneo R (Cosm & Toil Ed Ital)17(3):11-19, 1996 o pentileno glicol (4%) em soluo aquosa e a capriloil-glicina (1,0%) em base lipdica representam alternativas para sistemas preservantes tradicionais.

Testes realizados por Casetta P Negretti F (Cosmet & Toil Ed Ital 17 (3):22, 1996, sobre as membranas utilizadas para filtrao de sistemas preservantes de produtos cosmticos
detectaram que aps a sua lavagem com gua peptonada, apresentam halo de inibio de crescimento de microrganismos. 0 fenmeno observado pode interferir na determinao da carga microbiana de produtos acabados e interferir na ava1iao da atividade do sistema preservante
utilizado.

Sistemas sinrgicos de preservantes so descritos na patente francesa de n 2729050 de 23 de fevereiro de 1995 de propriedade da LOreal (Van Leewen AV). 0 sistema composto por C2-6-poliol (glicerol, propileno glicol, butileno glicol, isopreno glicol ou sorbitol) e mono C3-9-alquil ou alquenil ter, tal como 3-[(2-etil-hexil)oxil]-1,2 -propanodiol.

Siebert 1 (Schuelle & Mayr) na revista SOFW J 122(7):449-457, 1996, fazem uma avaliao do impacto dos sistemas preservantes cosmticos sobre o meio natural e o seu risco, conforme estabelecido pela Comunidade Europia. Mtodos para reduo de sua toxicidade tambm so discutidos.

Em relao a perspectiva futura da indstria cosmtica, Eindenbergr R [Parfuem Kosmet 77( 10):616-620, 1996] apresenta uma reviso sem referncias sobre a qualidade das matrias-primas, produto final e mtodos para esterilizao como a irradiao-gama e seus efeitos sobre microrganismos e produtos cosmticos.

A comparao entre mtodo automatizados e tradicionais na determinao da concentrao inibitria de microrganismos foi realizada por Lenczewski ME, McGavin ST, Van Dick K
(Amway Corporation) e publicada no J AOAC Int 79 (6):1294-1299. Produtos Cosmticos como creme para as mos e shampoos foram empregados para comparao.

Referncias:
O Prof. Dr. Pedro Alves da Rocha Filho farmacutico bioqumico industrial, professor de Tecnologia em Cosmticos da Faculdade de Cincias Farmacuticas de Ribeiro Preto USP, Ribeiro Preto.

Correspondncia para o autor a/c redao da revista Cosmetics & Toiletries (Edio em Portugus), Rua lvaro de Menezes 74, 04007-020, So Paulo SP Fax (11) 3887-8271

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