Saiba com ocorrem as interaes entre filtros solares

Edicao Atual - Saiba com ocorrem as interaes entre filtros solares

Editorial

Finalmente uma boa notícia. No começo de junho, médicos americanos anunciaram a criação de uma técnica que promete mudar a rotina do diagnóstico de câncer.

Desenvolvido por cientistas da Clínica Mayo e da Universidade de Minnesota, o novo método utiliza a vitamina B12 no diagnóstico e se mostrou extremamente preciso em 90% dos casos estudados. As pesquisas ainda estão em fase inicial. Mas já se começa a estudar a possibilidade de essa técnica com a vitamina B12 ser usada não apenas no diagnóstico da doença mas também em seu tratamento. Seria uma grande evolução no diagnóstico e tratamento de uma doença que até então é urn mistério para a Medicina em todo o mundo. 

Sem dúvida, trata-se de uma boa notícia.

Mas na cosmetologia igualmente temos novidades. 

Nesta edição estamos enfocando a harmonização da legislação sanitária, um "objetivo global" como mostra Carlos Alberto Trevisan num artigo interessante. A proteção solar também tem destaque nesta edição. 

Há muito mais para você conferir. 

Boa leitura.

Harmonização: O Objetivo Global - Uli Osterwalder, Helmut Luther e Bernd Herzog

A harmonização da legislação sanitária está sendo discutida em diversos grupos regionais de comércio. Neste artigo o autor mostra o estágio já atingido no Mercosul, União Européia, Grupo Asiático e Pacto Andino.

La armozinación de la legislacion de cosméticos és un hecho que está siendo discutido por vários grupos economicos regionales. En ese artículo el autor muestra el estagio alcanzado por Mercosul, Unión Europea, Grupo Asiático y Pacto Andino.

The harmonization de cosmetic regulation is being discussed among various comercial regional groups. In this article the author present status already reached by Mercosul, European Community, Asiatic Andean Groups.

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Interação de Formulações com Filtro Solar - Willianm Johncock Hammann & Reimer GmbH, Holzminden, Alemanha

Como evitar os problemas de incompatibilidade enfrentados pelos formuladores de produtos de proteção solar, e como usar interações favoráveis, entre as quais efeitos sinérgicos, para melhorar o desempenho dos filtros solares.poração em formulações.

Como evitar los problemas de incompatibilidad que enfrentan los formuladores de productos para protección contrael sol, y uso de interacciones favorables, lo cual incluye efectos sinergísticos, para mejorar el desempeño de los fitros solares.

Avoid the incompatibility pitfalls that await sunscreen formulators and use favorable interactions, in ding synergistic effects, to improve sunscreen performance.

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Novo Protetor UVA - Uli Osterwalder, Helmut Luther, Bernd Herzog Cia Specialty Chemicals, Basiléia, Suiça

O autor apresenta uma nova classe de protetor UV, são partículas orgânicas microfinas, com propriedades de combinar o melhor das duas categorias convencionais: quimico/solúvel e físico/insolúvel.

EL autor presenta una nueva clase de absorvedor UV, son particulas orgânicas microfinas, com propriedas de combinar el mejor de dos categorias convencionales: quimico/soluble y fisico/insoluble.

The author presents a new class 0 UV absorber; consisting of microfine organic particles, combining the best of the two conventional categories chemical/soluble and physical/insoluble.

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Introdução aos Produtos Fotoprotetores - Randy Schueller e Perry Romanowski Alberto Culver, Melrose Park, Illinois, Estados Unidos

0 artigo analisa os efeitos biológicos da luz solar; as características químicas dos absorvedores UV mais comuns e os fatores que devem ser levados em consideração ao formular-se e avaliar-se os produtos fotoprotetores.

En este artículo se discuten los efectos biológicos de la luz solar, las características químicas de los absorbentes más comunes de UV y los factores que deben considerarse cuando se formulan y evaluan los productos protectores contra el sol.

This article discusses the biological effects of sunlight, the chemistry of common UV absorbers and factors to consider when formulating and testing sun-care products

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Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

A Proximidade da Luz

A PAUTA DA REUNIO DO SGT 11 (Sade/Comisso de Produtos para a Sade/Grupo Ad-hoc Cosmeticos), realizada de 5 a 7 de junho de 2000 em Buenos Aires, contou com os seguintes assuntos: protetores solares, terceirizao, atualizao das listas de matrias-primas, e requisitos para registro de produtos e habilitao de empresas.

Quanto aos protetores solares, no houve deciso, pois as delegaes do Uruguai e Argentina solicitaram mais tempo para anlise do assunto.

Para a terceirizao foi discutida a proposta da delegao Argentina, que foi motivo de grandes divergncias. Uma delas, a possibilidade da terceirizao das importaes, com o que nem Brasil e nem Uruguai concordam.

Ainda com relao a este tema surgiram divergncias quanto ao conceito de empresa contratante, e sob quais as condies a serem estabelecidas no contrato de terceirizao.

Outro tpico polmico refere-se possibilidade de existir contratante sem estabelecimento, o que no permitido pelas legislaes de Brasil e Uruguai.

Devemos considerar que o tema da terceirizao de importncia fundamental para o nosso setor, pois existe um grande nmero de empresas cuja atividade bsica e exatamente a industrializao para terceiros.

Outro aspecto a ser considerado a diferena de legislao entre Brasil e Argentina, no que se refere ao conceito de titular do produto, pois aqui no se permite a titularidade de produto por pessoa fsica.

As listas de matrias-primas foram apresentadas, tanto pela delegao do Brasil quanto pela da Argentina, aps trabalhos de atualizao realizados de forma simultnea, assessorados pelas entidades tcnicas de cada pas, foram acordadas as listas seguintes:

Substncias corantes permitidas: foi includo o corante CI 40215, laranja, no campo de aplicao 4, conforme lista da Unio Europia.
Substancias de ao conservante: foram includos na lista definitiva, seguintes:
- Cloreto, brometo e sacarinato de benzalcnio (3% como cloreto em produtos rinse-off para cabelos, e 0,1% em outros produtos).
- Benzil-hemi-formal (0,15% em produtos rinse-off).
- 3-Iodo-2-propinil-butil-carbamato (0,5% - no utilizar em produtos de uso bucal).

Quanto ao tpico de registro de produtos e habilitao de empresas, a delegao Argentina novamente apresentou proposta sobre o registro de produtos como complemento da Resoluo GMC 24/95 "Requisitos para registros de produtos cosmticos no Mercosul e extra zona e para a habilitao de empresas representantes titulares do registro no Estado-parte receptor e importadores", em funo da importncia de estabelecer, em definitivo, um sistema nico de admisso automtica dentro do Mercosul.

As delegaes presentes consideram necessrio estabelecer um mecanismo nico para o registro/notificao de produtos que facilitem a livre comercializao entre os Estados-parte.

Apenas para efeito de informao, a delegao Paraguaia mais uma vez no se fez presente ficando, portanto, as decises para aprovao ao Ad-referendum .

* Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria.
E-mail:trevisan@dialdata.com.br

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Diferenas entre Sistemas de Gesto

Em oportunidades anteriores j nos reportvamos a sistemas burocrticos de gesto da qualidade. Ainda hoje, aps o muito que se aprendeu sobre a ISO 9000, possvel encontrar sistemas que em nada ajudam a organizao da empresa. J por diversas vezes temos observado diferenas gritantes entre sistemas de gesto da qualidade, existentes em organizaes de porte e de produtos equivalentes. Em uma o sistema documentado se amolda ao estilo e s necessidades da organizao, sendo um sistema simples, descomplicado, que integra todas as necessidades e requisitos, enquanto que na outra organizao ele muito formal e atua em paralelo as aes da empresa, tornando-se um sistema que no integra as necessidades da organizao.

Quando o sistema implementado e no abrange as necessidades da organizao, a sua implementao no fica completa e o uso do sistema formal mais atrapalha do que ajuda. As conseqncias so a falta de compreenso e de comprometimento, seja pelos colaboradores como pela sua direo. Esta, por achar que deve ser assim mesmo, fora o uso do sistema. Os colaboradores no conseguem trabalhar e cooperar com o sistema por ser muito burocrtico e por no agregar valor, e a coordenador da qualidade se torna um sujeito mal visto e autocrtico por estar forando um sistema que no est a favor da natureza do trabalho.

As auditorias de terceira parte, por sua vez, no conseguem colaborar muito, porque todo o sistema arrumado algumas semanas antes da auditoria, para que no sejam encontradas "nao conformidades". Estes sistemas normalmente so volumosos, tanto no nmero de pginas e de itens em cada documento, como na quantidade de documentos. comum encontrar-se documentos com cerca de 10 ou mais pginas e sistemas com cerca de 500 documentos, enquanto que empresas com sistema enxuto, mesmo sendo sujeitas a requisitos de GMP/BPF (Good Manufacturing Practices/Boas Prticas de Fabricao), dispem de documentao pratica que se restringe ao necessrio e cujo conjunto de documentos pouco maior que uma centena.

Quando a empresa tiver a felicidade de implementar um sistema documentado que seja orgnico, homogneo e integrado s suas necessidades, haver forte interao com os colaboradores e o sistema se tornar um aliado da qualidade. A implementao nestes casos se torna extremamente simples, pois contar com o apoio e muitas sugestes dos colaboradores, que se sentiro orgulhosos de sua participao. Eles percebero o sistema como sendo sua propriedade e desta forma ser devidamente cuidado para que seja usado efetivamente. A administrao sentir a clara mudana de clima e sentir tambm a melhoria dos resultados. Os colaboradores de um sistema implementado desta forma vem os resultados das auditorias, internas e externas, como importantes ferramentas da melhoria continua.

Como auditor externo gratificante realizar auditorias em empresas deste tipo, pois as conversas e verificaes fluem sem estresse e possvel verificar que as pessoas esto vidas em avaliar e anotar as perguntas, e as avaliaes surgidas nas conversas, que usaro para estudar possibilidades de melhorias em seus sistemas. Neste tipo de empresas nota-se ainda que as pessoas tem clara compreenso de todo a seu fluxo operacional, tendo desta forma a capacidade de antever as conseqncias que podem ocorrer em reas distantes da sua, quando alguma alterao est para ser realizada.

Est claro que o resultado do sistema implementado diretamente decorrente do sistema de gesto empresarial que se encontra na organizao, em parte tambm da personalidade do seu coordenador, porm, a capacidade de compreenso e o estilo da consultoria escolhida para auxiliar a empresa na implantao de seu sistema da qualidade, de importncia capital no sucesso do sistema operacional futuro.

importante lembrar, que se torna extremamente difcil modificar posteriormente um sistema da qualidade que tenha sido implementado de forma inadequada, havendo muitas resistncias, desconfianas, e sero necessrios treinamentos e a total reformulao da documentao, constituindo-se num processo doloroso e praticamente impossvel de ser realizado .

Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade.
Maria Lia A.V. Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas.
e.mail: freuss@uol.com.br

Marketing por Rogrio Martins

Resilincia

EM REUNIES NO INSTITUTO Ayrton Senna discutamos vrios conceitos sobre de como promover melhorias sociais. Um dos temas mais importantes era o de como ajudar as pessoas sem sermos paliativos, e usando a velha mxima, ensinar a pescar em vez de dar o peixe de presente. Eu colhi vrios ensinamentos desses trabalhos. Um deles foi apresentado pela professora Cenise Monte Vicente: era o Guia de Promoo de Resilincia. Aqui eu vou dar um apanhado geral do que aprendi, levando esses conceitos s empresas e seu marketing.

Resilincia um conceito da fsica, muito utilizado pela engenharia. Refere-se capacidade de um material sofrer tenso e recuperar seu estado normal, quando suspenso o "estado de risco".

O termo tem sido utilizado em psicologia como a capacidade humana de enfrentar adversidades sucessivas ou acumuladas, sem prejuzos para o desenvolvimento.

A resilincia pode ser pensada como capacidade de adaptao ou faculdade de recuperao. Uma atitude resiliente significa fazer as coisas bem feitas, apesar das adversidades, ou seja, soma-se a resilincia capacidade de construo positiva, superao. Ela no apenas um fenmeno individual. Pode ser grupal, institucional, comunitria e por que no empresarial e mercadolgica.

A resilincia ativada e desencadeia um processo positivo de construo, atravs da vivncia das pessoas, instituies ou empresas. Fatores como: alcanar resultados positivos em situaes de alto risco, manter competncia sob ameaas e no caso de empresas, a ataques de concorrentes ou enfrentar situaes inesperadas revertendo-as a seu favor, so como se recuperar de traumas.

A resilincia no pode ser confundida com invulnerabilidade. Ser resiliente no ser invulnervel, ser um "superman", pelo contrrio, ter a capacidade de se reerguer depois de atingido, de aceitar o que lhe foi imposto, extraindo experincia das situaes difceis, enriquecendo de maneira nica a vivncia do indivduo ou da empresa e depois, utilizar esses aprendizado para reverter a situao a seu favor.

O resiliente tem atitudes bsicas como auto confiana, auto respeito, acumula experincia, estabelece metas para serem atingidas, tem viso equilibrada e global sobre situaes adversas. Ele no se julga uma vtima. E no toma atitudes precipitadas chamadas de espelhamento. Nunca devemos pensar nas dificuldades como sendo danos, mas sim como desafios a serem vencidos. 0 que ocorre que muitas vezes as pessoas sentem-se impotentes diante dos problemas. 0 resiliente no. Ele tem sua meta, e vai seguir seu caminho sem perder o foco, aceitando os problemas como desafios que sero vencidos.

A resilincia algo construdo durante o desenvolvimento, e se construdo, pode ser promovido. Esse o ponto em que eu queria chegar.

As empresas e as pessoas podem aprender e ensinar essas atitudes resilientes, com treinamento e planejamento. Elas devem acreditar que tudo controlvel, e passar a agir ativamente para vencer os problemas, aceitando-os. Assim o reconhecimento dos problemas ser acompanhado do reconhecimento das possibilidades de enfrentamento. Ento surge a esperana, o acreditar. Acreditar e ter vontade, so fundamentais para o sucesso. Devemos ento seguir em frente, sem nos preocuparmos em vencer a guerra, mas sim em vencer pequenas batalhas que gera o aprendizado e a experincia necessrias para seguirmos em frente. As pequenas vitrias servem de flego para nos recompormos e assim seguirmos na busca da realizao das metas estabelecidas.

Na prxima edio falaremos de como promover essas atitudes de resilincia .

Rogrio Martins publicitrio.
E-mails:rogerio.martins@originet.com.br e rogerio@mworkdesign.com
www.mworkdesign.com

Atualidades Tcnicas por Prof. Dr Pedro Alves da Rocha Filho

Proteo Solar

TENSOATIVOS BASE DE SILICOnes podem ser empregados na preparao de emulses a/o ou o/a, com excelente aspecto macroscpico alm de propriedades hidratantes e protetoras.1 Em testes de performance das emulses, estas demonstraram a presena de filtro solar no local de aplicao aps 24 horas de teste. A estabilidade fsica da emulso foi verificada em testes de centrifugao e de envelhecimento a 25, 40 e 60C. Testes de estabilidade em diferentes valores de pH, granulometria demonstraram mnima variao e o tamanho das partculas mantm-se pequeno e homogneo.

Um produto bloqueador solar para a proteo da pele, particularmente peles ou reas sensveis como ao redor dos olhos constitudo por uma emulso de dixido de titnio micronizado e um filtro solar qumico encapsulado em esferas plasticas transparentes que impedem que a formulao apresente aspecto branco quando aplicada a pele.2 0 produto tem a vantagem portanto de no apresentar poder irritante devido ao filtro qumico (3,0%) e no deixa o local de aplicao com cor esbranquiada.

Cosmticos protetores das radiaes UV-A e UV-B que apresentam boa dispersabilidade podem conter em sua formulao: a) dixido de titnio em forma de partculas ou agulhas com tamanho de 0,005-0, I x 0,01-0,5 m; b) dixido de titnio ou de ferro com tamanho mdio entre 0,1 x
0,14m e superfcie especfica entre 10-30 m2/g.3 Aplicada adequadamente a pele torna-a macia e com aspecto natural. Uma soluo de titanil sulfato aquecida para obter-se a pasta de titnio com tamanho mdio de 0,12 m e superfcie especfica entre 10-30 m2/g. 0 produto cosmtico contm titnio (obtido como indicado) 15,0; mistura de xido de ferro com titnio 15,0; di-metil-polissiloxano 2,0; deca-metil-ciclo-pentassiloxano 30,0; silicone modificado com politer 3,0; 2-etil-hexil p-metoxicinamato 7,0; bentonita 1,0; perfume, preservantes qs; e gua destilada qsp 100,0%.

Protetores solares podem conter polisteres na formulao no mnimo dois filtros solares orgnicos.4 Um deles parcialmente solvel no outro e os dois so compatveis e solubilizados com o polister. Estes so includos na formulao como agentes dispersantes para filtros solares inorgnicos. Por exemplo o copolmero cido adpico - dietil-enoglicolglicerina na concentrao de 5,0% aumenta a solubilidade da benzofenona-3 em octil p-metoxicinamato para 35%.

O xido de zinco usado em cosmticos protetores em associao determinada quantidade de carbmero e de acrilato de alquila C10-30, sendo a emulso, preferentemente do tipo o/a.5 So preparadas contendo (fase oleosa) xido de zinco 5,00; triglicrides cprico/ caprlico 5,00; metoxicinamalo de octila 7,00; derivado poli-glicerinado de cera de abelhas 1,50; (fase aquosa) gua 49,00; Na2-EDTA 0,10; Carbopol ETD 2020 0,75; propileno glicol 8.00; Amphisol 1050 0,50; e soluo tampo (pH 7,5) 20,00 p/p como fase aquosa.

Maleatos de alquila C6.24 so solventes ou solubilizantes para derivados de triazina, empregados como filtros solares em formulaes cosmticas, evitando sua recristalizao.6 A solubilidade de um derivado do Uvinul T 150 nestes maleatos 25% e essa solubilizao permite aumento do fator de proteo solar. Um creme o/a contm estearato de glicerila 3,50; cido esterico 3,50; butileno glicol 5,00; lcool cetoeslearflico 3,00; NaOH (soluo aquosa 45%) 0,35; benzoato de alquila C12.15 10,0; Uvinul T 150 4,0; dioctil maleato 6,0; carbmero 0,20; preservante, perfume qs e gua desmineralizada qsp 100.0%.

Combinaes de 4,4,4"-(1.3.5- triazina-2,4,6 triil-trimnio) trisbenzico cido tris-(2- etil-hexil ster) -Uvinul T150 - como filtro solar e 1-alceno-dicarboxlico cido ster R02C-(CH)-C02R-(R e-R=H, alquila C1.5; n=2-12 ) como solubilizante para melhorar a solubilidade do filtro so empregadas em emulses, geis oleosos e outras formas cosmticas.7 Emulses o/a so formuladas contendo: cido esterico 3,50; glicerina 3,00; lcool cetearflico 0,50; preservante, perfume, eter caprlico 8,00; Uvinul T 150 5,00; diisopropil sebacato 12,0; NaOH (soluo aquosa 45%) 0,33; carbmero 0,20 e gua desmineralizada qs 100,0%.

O cido estaridnico ou derivado pode ser usado em combinao com bloqueadores e/ou absorvedores de radiao solar UV, agindo no tratamento da inflamao causada pela exposio solar ou ento na pele danificada.8 O leo extrado da semente de Echium plantagineum e convertido ao cido graxo - derivado metilado - e associado ao butil metoxi-dibenzoil metano 2,0; metoxicinamato de octila 7.5; benzofenona-3 4,5; PPG-2-eter miristlico-propionato 10,0; leo 2,0- 10,0, perfumes, preservantes e triglicrides caprico/caprlico qs 100,0%.

Emulses livres de tensoativos contendo filtros solares so preparadas dispersando uma substncia oleosa, de preferncia leo de silicone com copolmeros do cido acrlico/metacrilato de alquila e misturando-os com substncias formadoras de pelcula, como copolmero de PVP ou copolmero de isocianato propileno glicol-4,4 -di-ciclo-hexil-metano. 9 As formulaes apresentam excelente resistncia gua, estabilidade e so incuas.

Emulses mltiplas do tipo a/o/a composta de: a) fase externa aquosa; b) fase descontnua oleosa contendo uma fase interna aquosa (emulsao a/o) e um tensoativo lipoflico do tipo copolmero derivado do cido mono-hidroxi-carboxlico (a sequncia do polmero derivada de alquil-glicol ou poli-alquileno glicol); c) sistema de proteo solar constitudo por filtros solares UV-A e/ou UV-B.10 Esta emulso poder ser empregada tanto para proteo cutnea como capilar. A formulao poder conter Arlacel P I 35 2,4; iso-hexadecano 6,6; lcool estearlico propoxilado 3,3; triglicerdio do cido cprico e caprlico 3,3; Parsol MCX 5,0; cido benzeno-1,4- (di-3-metilideno-10-canfo-sulfnico) 2,0; trietanolamina 1,12; preservantes
1,92; Poloxamer 407 2,0 e gua qs 100,0%.

Bibiografia
1. Gallardo, V., Aybar, N., Hernandez, A., Ruiz, M. A. Sunscreen formulation: a study of silicone - emulsifier concentration. J Api Cosmetol 16(2):37-44,1998.
2. Disomma, J., Brion, G. M. Sunblock composition suitable for sensitive skin areas. Patente norte-americana n 5876699, 14 de maio de 1996.
3. Shimoyama, M., Tomita, Y. Cosmetic compositions containing titanium particles. Patente Japonesa n 10291922 17 de abril de 1997.
4. Siegfried, R.W., Howe, A. M., Burgo, R. V. Jr., O Connor, A. P., Grebenar, T. Jr. Polyester based sunscreen formulations. Patente norte-americana n 5833961, 25 de junho de 1996.
5. Chiarelli, J. A., Bathina, H., Desai, D., Lang, W. Sunscreen compositions containing zinc oxide. Patente Internacional n 9915144, 24 de setembro 1997.
6. Gers-Barlag, H., Kroepke, R. Cosmetic and dermatologic sunscreens containing triazine derivatives and dialkyl maleates. Patente Alem n 19739344, 9 de setembro de 1997.
7. Gers-Barlag, H., Kroepke, R. Cosmetic and dermatological agent for protection from light, containing triazine derivatives and alkyl and/or dialkyl esters of , - alkanedicarboxylic acids. Patente Alem n 1615041, 17 de abril de 1996.
8. Coupland, K., Packer, C. E. Sunscreen composition comprising stearidonic acid or derivatives in combination with a UV blocking and/or absorbing material. Patente Internacional n 9746219, 3 de junho de 1996.
9. Tanda, K. Emulsion - type sunscreens. Patente Japonesa n 09309818, 22 de maio de 1996.
10. Allard, D. Triple cosmetic emulsion containing a sunscreen. Patente Internacional n 9913853, 16 de setembro de 1996.

Temas Dermatolgicos por Dra. Denise Steiner

O que h de Novo na Proteo Solar

Todos sabemos a importncia de se usar um filtro solar, especialmente se vivemos num pas tropical como 0 Brasil. 0 sol tem poder de danificar algumas clulas da nossa pele causando danos as vezes irreversveis como no caso dos tumores de pele, ou danos seno graves mas tambm de importncia, como o envelhecimento da nossa ctis.

Este segundo ponto o que pouca gente conhece ou talvez no esteja muito ligado no fato que o sol, ao danificar algumas clulas do nosso corpo, est agindo como fator oxidante do organismo, fazendo com que ocorra um envelhecimento mais rpido da nossa aparncia. Um teste fcil de ser feito comparar a pele que est constantemente exposta ao sol com aquela parte do nosso corpo que permanece coberta. Neste caso veremos que num mesmo corpo teremos dois tipos de pele totalmente diferentes, sendo aquela que nunca tomou sol muito mais "nova, quando comparada aquela que ficou exposta. Isto se deve ao fato de que existem dois tipos de envelhecimento, um chamado de cronolgico, prprio da idade e outro chamado de fotoenvelhecimento, este sim, causado pela exposio luz, especialmente solar.

Contra o envelhecimento cronolgico pouco pode-se fazer, uma vez que ainda no foi descoberto um elixir da juventude, mas com relao a exposio solar podemos nos precaver fazendo uso de vrios artifcios, entre os quais esto os filtros solares. Este nome um pouco imprprio porque d a sensao de que s deveramos us-los quando nos expusermos espontaneamente ao sol, o que no verdade. Uma pele bem protegida aquela que est sob a proteo diria de um bom filtro solar. Hoje sabe-se que o uso intermitente do filtro muito prejudicial quando se fala em envelhecimento da pele. 0 fator de proteo preconizado pela American Academy of Dermatology entre 15 e 30. Fatores menores que 15 so considerados inteis e fatores maiores que 30, desnecessrios.

Outro item descrito nas embalagens "resistente gua" e " prova dagua. 0 primeiro quer dizer que voc pode ficar at 20 minutos na gua e ele ainda mantm o efeito. 0 segundo que voc pode ficar ate 40 minutos. importante lembrar que os raios UV penetram na gua at aproximadamente 90 cm.

Algumas partes da anatomia humana so, muitas vezes, esquecidas quando da aplicao do filtro: orelhas, lbios e peitos dos ps acabam se queimando por falta de proteo.

As novidades ficam por conta das substncias que protegem contra os raios UVA, responsveis pelo envelhecimento. Dentre elas as mais importantes so a Mexoryl SD (3-benzilideno canfora) e a avobenzona. H substncias que atuam na reparao do DNA e entre elas duas so derivadas de seres vivos: o Photosome, derivado de algas marinhas e o Ultrasome de um microorganismo encontrado no leite (micrococus lysote). Ambos os organismos so considerados os seres vivos mais resistentes a radiao UV e, estes produtos, idealizados sob a forma de lipossomas, podem chegar at pontos bem profundos da epiderme, revertendo os efeitos danosos do sol.

O filtro solar para cabelos tambm j pode ser incorporado a produtos tipo hair-care ou a tinturas. 0 representante deste grupo o Escalol HP-610. Que protege a cutcula do cabelo impedindo danos maiores a queratina, sem, entretanto podermos quantificar a sua proteo, pois no h ainda uma normatizao especfca para este caso .

Dra. Denise Steiner dermatologista. E-mail: c1inicastockli@sti.com.br
Colaborao: Dr. Valcinir Bedin, mdico, coordenador do Curso de Ps-Graduao em Medicina Esttica da FTESM e SBME e Presidente da SBEC - Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo.

Boas Prticas por Teresa F. S. Rebello

O Papel do Inspetor

1999 FOI UM ANO DE MUITAS "MUdanas" no plano da Vigilncia Sanitria. Podemos dizer que o caldeiro comeou a ferver no final de 98 com a publicao da MP 1791, e explodiu no alvorecer do ltimo ano do milnio, quando ento a MP foi regulamentada pela Lei 9782. Esta lei instituiu e definiu a ANVS (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria).

Depois, tivemos outras MPs, por exemplo, a 1814 (com fora de lei) e outras ainda, alterando dispositivos da citada lei, ou seja, harmonizando seus artigos em funo da nossa realidade.

Algumas dessas alteraes tiveram origem em negociaes de entidades de classe e associaes (ABIHPEC/Sipatesp/ABC).

Por exemplo, a Circular ABISIPA 261 99-27 de 5 de fevereiro de 1999, ao mesmo tempo que informava o xito das negociaes, no processo de desregulamentao fazia um lembrete a seus associados: "Importante inform-los, tambm, que a Vigilncia Sanitria estar centralizando suas aes numa efetiva fiscalizao as empresas produtoras e distribuidoras e no mercado, objetivando a proteo da sade dos consumidores".

E, falando de inspeo e inspetores, seria interessante mencionar aqui as Boas Prticas para a Fabricao de Produtos Farmacuticos: cujo Captulo 2 Primeira Parte - refere-se as diretrizes para a inspeo de fabricantes. Fica claro que nesse documento, a OMS est se referindo a fabricantes farmacuticos mas, lembremos o histrico da cosmetologia. Por razes bvias, a cosmetologia sempre se inspirou nas normas de procedimentos da indstria farmacutica e assim, podemos transferir para a indstria cosmtica, as informaes contidas no Captulo 2 que, tenho certeza, tambm dizem respeito aos cosmticos.

O que mais chama a ateno nesse captulo a nfase que se d a necessidade de se ter diretrizes que visam a promoo e harmonizao das prticas de inspeo, sendo que o propsito de tais diretrizes auxiliar os inspetores governamentais a avaliarem o cumprimento das BPF por parte dos fabricantes.

Essas diretrizes tambm tem grande valor para os prprios fabricantes que esto engajados em suas auto-inspees ou auditorias. No item 1 do citado documento, trata do papel do inspetor, lendo-se:
"Os inspetores devero ser previamente treinados e possuir experincia prtica na fabricao e/ou no controle da qualidade de produtos ....."; e mais adiante: "Entretanto a inspeao no dever se limitar a compilao de um inventrio de defeitos, irregularidades e discrepncias.... e dever prestar aconselhamento quanta aos procedimentos de produo e de controle a serem utilmente aperfeioados.....Toda inspeo dever ser considerada como uma oportunidade de assistir e motivar o fabricante no cumprimento das BPF e na correo de quaisquer deficincias especficas". Vejam que se fala aqui de assistir e motivar e no de punir. A punio claro deve acontecer quando a primeira etapa que de assistir e motivar no estiver sendo cumprida.

A meu ver, o treinamento dos inspetores governamentais essencial para que se eliminem posicionamentos subjetivos, por exemplo, quanto a certos procedimentos que envolvem instalaes. Digo isto porque tenho ouvido reclamaes de fabricantes que esto reformando ou construindo seus espaos, seguindo recomendaes de um inspetor e que, em visitas posteriores de um outro, so obrigados a desfazer o que j havia sido feito e com isso gerou custos, na maioria das vezes elevados.

No mesmo Captulo 2, lemos sobre a relevncia que essas diretrizes tambm tem em vrios outros contextos, como por exemplo: na auto-inspeo de uma empresa ou parte dela, realizada pelo seu prprio pessoal; na inspeo realizada por pessoa ou grupo independente para rever se o sistema de qualidade de determinada empresa est de acordo com os padres especificados pela ISO 9000-9004 ou por padres nacionais equivalentes; na auditoria de fabricantes ou fornecedores de matrias-primas, embalagens etc, por agentes autorizados da parte compradora.

bvio que a inspeo depender da legislao vigente e, portanto, os inspetores, tanto os governamentais como aqueles da prpria empresa devero conhecer muito bem a legislao em todos os seus mbitos, ou seja, Federal, Estadual (cada Estado tem o seu Cdigo Sanitrio) e Municipal. E fcil??? No, mas factvel!

Bem, o que queremos dizer aqui, que todas essas normas de procedimentos devem ser harmnicas para no confundir, nem inspetores e nem fabricantes .

* Tereza F. S. Rebello farmaceutica bioqumica.
E-mail: methodus@netco.com.br

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