Biologia, Histologia e Fisiologia da Pele

I de Souza, R Spagolla Napoleão Tavares, MG Landim Bravo, L Rigo Gaspar
Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto – USP, Ribeirão Preto SP

Epiderme
Derme
Hipoderme
Anexos
Referências

Bibliografia Consultada

 

A pele é um órgão que protege mecanicamente o corpo humano e atua como barreira física natural. Faz a interface entre o interior do corpo e o ambiente externo, e está diretamente exposta à radiação ultravioleta, a xenobióticos e a microrganismos. Sendo um dos maiores órgãos do corpo humano, a pele é responsável pela regulação da temperatura corporal por meio de vasos sanguíneos, de glândulas sudoríparas e do tecido adiposo. A pele também protege o corpo humano contra a desidratação e atritos, promove a homeostase dos fluídos e é capaz de receber estímulos sensoriais que enviam informações sobre o ambiente ao sistema nervoso central. É, ainda, capaz de produzir vitamina D quando é submetida à exposição solar e de proteger o organismo contra a radiação ultravioleta. Possui células do sistema imunológico, podendo desencadear resposta imune inata ou adquirida dependendo do patógeno.14


Histologicamente, a pele é considerada um epitélio de revestimento e é dividida em três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Entre as células que constituem esse epitélio de revestimento, estão presentes: os queratinócitos que formam a epiderme, a parte mais superficial da pele, e os fibroblastos que compõem a derme, a parte mais profunda da pele. Há, ainda, outras células que serão descritas a seguir.


A pele também tem estruturas anexas, originadas da invaginação da epiderme na derme, que são as glândulas sebáceas e sudoríparas, os pelos e as unhas. Os pelos atuam no isolamento térmico da pele. As glândulas sudoríparas são importantes para a regulação da temperatura corpórea. Já as glândulas sebáceas atuam como lubrificantes da pele. Cada camada da pele e dos anexos será detalhada nos próximos itens.

 

Epiderme

Composta de queratinócitos que originam o epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, a epiderme tem origem ectodérmica na organogênese. Intercalados entre os queratinócitos, também estão as células de Langerhans, os melanócitos e as células de Merkel.7


A epiderme varia de 0,04 a 1,5 mm de espessura e é composta de queratinócitos que, durante o processo de diferenciação, formam células anucleadas e ricas em queratina na superfície da pele. Conforme a Figura 1, iniciando da parte mais exterior da pele para a mais profunda, a epiderme pode ser subdividida em até cinco subcamadas na chamada pele espessa, presente na palma das mãos, na planta dos pés e em algumas articulações. Essas subcamadas são denominadas: camada córnea, camada lúcida, camada granulosa, camada espinhosa e camada basal. Na epiderme fina, que está presente nas outras regiões do corpo, frequentemente, não são encontradas as camadas granulosa e lúcida e, também, possuem uma camada córnea mais reduzida.7 Cada subcamada da epiderme exerce uma função diferenciada. O estrato córneo difere das outras camadas, que são chamadas de viáveis por não conter células vivas. Essas camadas serão detalhadas a seguir.

 

Camada basal

Também chamada de camada germinativa, a camada basal apresenta intensa atividade mitótica e é a camada mais profunda da epiderme, separada da derme pela lâmina basal e ligada a esta por estruturas conectoras chamadas de hemidesmossomos. Os queratinócitos encontrados nessa camada são cuboides, com núcleos grandes e alongados que repousam sobre a lâmina basal.19


A camada basal e a camada espinhosa, que apresenta atividade mitótica em menor intensidade quando comparada à basal, respondem pela contínua renovação da epiderme.7 A renovação epidérmica é o processo de geração de queratinócitos na camada basal da epiderme até o achatamento e a perda do núcleo, como nos corneócitos da superfície da pele (camada córnea). A epiderme é um epitélio estratificado que se regenera e se renova continuamente ao longo da vida do organismo.10 O tempo necessário para a conclusão desse processo é chamado de taxa de renovação da epiderme (turnover), estimado em 40 a 56 dias.10 Esse turnover desempenha um papel importante na manutenção da função de barreira da pele.13


Quando a taxa de renovação é constante ou ideal, o tempo turnover dos queratinócitos no estrato córneo é de aproximadamente 20 dias em adultos jovens, embora esse tempo aumente gradualmente com a idade, prolongando-se em até 10 dias a mais nos idosos. Sabe-se também que a taxa de renovação é acelerada em áreas mais expostas ao ambiente externo, como a face, em comparação com as áreas não expostas. Assim, a medição da taxa de renovação pode fornecer uma pista importante para a saúde da pele.13


Na camada basal, além dos queratinócitos, são encontrados os melanócitos, responsáveis pela produção de melanina, que serão mais bem discutidos posteriormente, e as células de Merkel.


As células de Merkel são células ovais que podem estar agrupadas ou isoladas na camada basal e que estão ligadas aos queratinócitos por desmossomos, com função de ancoragem que permite que uma célula fique aderida a outra, conferindo coesão entre elas e resistência a traumas mecânicos. Essas células estão em maior quantidade na epiderme espessa, especialmente nas extremidades distais dos dedos, dos lábios, das gengivas e da bainha externa dos folículos pilosos. São consideradas mecanorreceptoras, pois auxiliam na sensibilidade ao meio ambiente, como à textura e à temperatura, em conjunto com terminações nervosas presentes na derme, e enviam essas informações ao sistema nervoso central. Os discos de Merkel, que se localizam na base das células de Merkel, são as estruturas nas quais se inserem as fibras nervosas aferentes.8

 

Camada espinhosa

É formada por oito a dez camadas de células poliédricas, com núcleo central e citoplasma pequeno e queratinizado. Essas células vão se achatando progressivamente em direção à superfície e estão ligadas umas às outras por meio de desmossomos. As células de Langerhans estão presentes nessa camada e são as células dendríticas envolvidas em reações imunológicas cutâneas, sendo capazes de identificar antígenos e apresentá-los aos linfócitos T. As células de Langerhans são originadas na medula óssea e estão presentes em toda a epiderme, predominantemente na camada espinhosa.8

 

Camada granulosa

É composta de três a cinco camadas de queratinócitos poligonais, com núcleo central e citoplasma repleto de grânulos de querato-hialina. Esses grânulos originam a filagrina, proteína rica em histidina fosforilada. Os componentes filagrina, involucrina, queratolinina, pancornulinas e loricrinas são necessários para a morte programada das células e para a formação da barreira superficial impermeável à água.8 Os grânulos de querato-hialina contêm precursores de queratina que eventualmente agregam, reticulam e formam feixes. Os grânulos lamelares contêm os glicolipídios que são secretados na superfície das células e funcionam como uma cola, mantendo as células unidas.19

 

Camada lúcida

Presente na epiderme espessa, a camada lúcida é constituída de duas a três camadas de células nucleadas, achatadas, eosinofílicas e translúcidas, que se conectam umas às outras por meio de desmossomos. Essas células contêm eleidina, que é produto de transformação da querato-hialina.19 Os núcleos e as organelas dessas células normalmente são degradados por enzimas de lisossomos. O citoplasma é densamente repleto de filamentos de queratina.8

 

Camada córnea

Também conhecida como estrato córneo, é a camada mais superficial da epiderme. Na camada córnea se encontram os queratinócitos, também chamados de corneócitos nessa camada, em seu processo de maturação completo. É constituída de células anucleadas e achatadas, com citoplasma formado por queratina. Essa camada sofre descamação continuamente e os queratinócitos mortos secretam beta-defensinas, que fazem parte do sistema de defesa do organismo contra microrganismos.19 O manto hidrolipídico da pele está localizado no estrato córneo. Os filtros solares das formulações fotoprotetoras devem permanecer no estrato córneo formando uma barreira para exercer a função de proteção contra a radiação UV.

 

Função de barreira da pele

A epiderme também é constituída de uma porção fluida chamada manto hidrolipídico, composta de água, lipídios e uma mistura de aminoácidos que formam o fator natural de hidratação (natural moisturizing fator – NMF). O NMF mantém o pH fisiológico da pele ligeiramente ácido, na faixa de 5,4 a 5,9, e protege contra agentes externos nocivos. Essa porção hidrolipídica também auxilia na manutenção da hidratação da pele, bem como na manutenção da microbiota da pele. Os aminoácidos que compõem o NMF são bastante higroscópicos. Dessa forma, absorvem água da atmosfera mesmo com baixa umidade e são responsáveis por manter a flexibilidade do estrato córneo. Para melhorar ou manter essa característica fisiológica de hidratação da pele, loções e cremes hidratantes devem conter agentes umectantes. Os agentes umectantes higroscópicos retardam a perda de água tanto do produto durante sua vida de prateleira quanto a perda transepidérmica de água (TEWL) durante sua aplicação na pele. O umectante e a água formam um blend que promove efeito plastificante na pele. Entre os fatores de hidratação natural, o principal é o ácido pirrolidônico carboxílico (PCA). Além deste, podemos citar o lactato, a ureia, entre outros. Posteriormente, foram descobertos os polímeros higroscópicos que, por meio do seu alto peso molecular, também promovem a formação de filme protetor, um toque aveludado e a maciez da pele.7


Na pele, os lipídios naturais secretados tanto pelas glândulas sebáceas quanto pelo estrato córneo (lipídios intracorneais) também aumentam a função de barreira por oclusão e protegem a pele de infecção microbiana.7 Emulando esse mecanismo natural, quando a pele está desidratada pela baixa umidade do ar, por fatores climáticos, ou por características individuais, para evitar a redução da flexibilidade do estrato córneo, os lipídios e os óleos assumem essa função em uma formulação hidratante. Os lipídos e os óleos compõem a segunda classe dos hidratantes, também são conhecidos como agentes emolientes e agem melhorando a função de barreira ocluindo a pele ao reduzir a volatilidade da água, o que reduz a perda de água transepidérmica.7


Existem várias proteínas da epiderme que também são de relevância funcional da barreira cutânea e das fibras elásticas, relevância funcional para a barreira cutânea e para as fibras elásticas, que são úteis na proteção cutânea.15


Durante a diferenciação epidérmica, diversas proteínas estão envolvidas na formação do envelope córneo, entre elas: a loricrina, a involucrina, a filagrina e as queratinas.


A filagrina é responsável por agregar a queratina e outras proteínas nas camadas mais superficiais da epiderme, para a formação do estrato córneo. O processo de conversão da pró-filagrina em filagrina mantém a integridade da epiderme. A filagrina é a proteína contida nos grânulos de querato-hialina (na camada granulosa), que ativa as enzimas trigliceridase e agrega os filamentos de queratina em macrofibrilas. Depois, essa proteína é degradada em aminoácidos livres os quais são convertidos em ácido urocânico ou PCA que, mais tarde, serão utilizados na constituição do NMF.7,15 Com a diminuição do gradiente hídrico nas camadas mais externas da epiderme, ocorre a hidrólise da filagrina em aminoácidos higroscópicos.15


A força de coesão da camada córnea depende da formação de ligações covalentes de glutamina, em que proteínas precursoras são incorporadas à queratina: involucrina, SPRP (pequenos peptídeos ricos em prolina ou small proline-rich peptides), cornifina, loricrina, queratolinina e proteínas desmossômicas (como a envoplaquina e a periplaquina). Os corpos lamelares, oriundos da camada granulosa, também contribuem para a formação da matriz lipídica onde estão os corneócitos.15


Qualquer perturbação da barreira cutânea desencadeia uma resposta de reparação com duração de dias ou horas, conforme a intensidade do estímulo, por exemplo, exemplo a irritação cutânea. Há, inicialmente, a secreção de um pool de corpos lamelares pré-formados, seguida do aumento da síntese de colesterol e ácidos graxos livres, além de ceramidas.15


A loricrina e a involucrina são importantes proteínas que facilitam a diferenciação terminal da epiderme e a formação da barreira cutânea. A loricrina humana é uma proteína insolúvel, inicialmente expressa na camada granular da epiderme durante a cornificação, e compreende 80% da massa proteica total do envelope cornificado. Além disso, funciona como proteína de reforço principal para o estrato córneo.15


A involucrina também é um componente comum do estrato córneo e proporciona um esqueleto ao qual outras proteínas subsequentemente se tornam reticuladas.


Na estrutura do envelope corneificado, a involucrina é adjacente à membrana celular e forma sua superfície exterior. Estudos atuais investigaram a expressão da loricrina e da involucrina em lesões da pele eczematosa e da pele não lesionada de indivíduos com dermatite atópica. Esses estudos demonstraram que essa expressão gênica é regulada por citocinas e interleucinas IL-4 e IL-13, sugerindo que a sensibilização cutânea por vários alérgenos e patógenos na dermatite atópica, ocorra, em parte, devido a um defeito na barreira e possa resultar em inflamação e infecção cutâneas.15


Ao mesmo tempo, os desmossomas e as estruturas de junção intercelular são transformados em corneodesmossomas após a adição de corneodesmosina. O envelope de células cornificadas e os corneodesmossomos são críticos para as funções de barreira do estrato córneo, uma vez que conferem resistência a essa camada. Além disso, está envolvido na organização estrutural dos lipídios que preenchem os espaços intercorneócitos na forma de lamelas, após a secreção desses lipídios por corpos lamelares. Essa matriz hidrofóbica extracelular, enriquecida com colesterol, ceramidas e ácidos graxos livres, desempenha um papel importante na proteção da camada córnea.


Além disso, a expressão de caderinas e integrinas está relacionada com a presença de marcadores citoesqueléticos (citoqueratinas) e do envelope celular (involucrina) durante o desenvolvimento do epitélio cutâneo humano. A ausência dessas proteínas e a fraca expressão de filamentos intermediários nos locais de proliferação celular estão relacionadas à migração celular que ocorre no processo de formação dos anexos cutâneos e em desordens relacionadas ao câncer.9 Portanto, todas as proteínas mencionadas anteriormente podem ser consideradas bons biomarcadores para a verificação da eficácia e segurança de claims cosméticos e farmacológicos.

 

A melanina e os fototipos

Na camada basal da epiderme estão presentes os melanócitos, que são células dendríticas, com citoplasma globular e prolongamentos citoplasmáticos. Cada melanócito está ligado à lâmina basal da camada basal por meio de estruturas conectoras chamadas hemidesmossomos. Os prolongamentos citoplasmáticos dos melanócitos se estendem pelas reentrâncias dos queratinócitos das camadas basal e espinhosa, e transferem os grânulos de melanina destas para as demais camadas.8 Os melanócitos surgem a partir da diferenciação dos melanoblastos, que são células que se desenvolvem na crista neural durante o processo de organogênese, e assim, acabam situados na derme.


Os melanoblastos se diferenciam em melanócitos que migram para a lâmina basal da epiderme, onde podem sofrer divisão mitótica. Dentro do melanócito, a enzima tirosinase é sintetizada pelo retículo endoplasmático rugoso, a partir da transcrição do RNA, e transportada para o complexo de Golgi. Por sua vez, o complexo de Golgi libera vesículas chamadas melanossomos e a formação da melanina ocorre dentro dessas vesículas por um processo chamado melanogênese.11


Existem dois tipos principais de melanina: a eumelanina e a feomelanina. A tirosinase converte o aminoácido L-tirosina presente na pele em 3,4-di-hidroxifenilalanina (DOPA) e essa em DOPA-quinona. A DOPA-quinona em associação ao oxigênio e a outros intermediários pode resultar em eumelanina. Entretanto, na presença de cisteína, ocorre um desvio da rota de biossíntese de eumelanina para a produção da feomelanina. A eumelanina, presente em indivíduos de pele negra e morena, apresenta proteção contra a formação de espécies reativas de oxigênio. Mas a feomelanina, presente em indivíduos de pele clara, aumenta a produção de espécies reativas de oxigênio e, consequentemente, não oferece proteção contra a radiação UV.11


A transferência dos melanossomos do melanócito para os queratinócitos circundantes acontece à medida que os queratinócitos se diferenciam e se movem para cima na epiderme até o estrato córneo. Nos distúrbios hipopigmentários da pele, podem ocorrer deficiências em diferentes etapas do processo de produção da melanina. Essas deficiências podem ocasionar: piebaldismo, devido à migração inadequada de melanoblastos ou a uma falha na diferenciação em melanócitos; albinismo, defeitos na síntese da tirosinase e falha na melanização de melanossomos; vitiligo, em que as áreas de hipopigmentação ocorrem devido à destruição ou à perda de melanócitos; entre outros distúrbios. Nos distúrbios hiperpigmentários da pele, também existem deficiências em várias etapas da melanogênese que podem ocasionar as seguintes doenças: melasma, deposição de melanina na derme ou do aumento da atividade da tirosinase; doença de Addison, aumento da síntese de tirosinase ou aumento da síntese de melanina; entre outras.10 Em formulações cosméticas que contêm ingredientes ativos clareadores, geralmente o sítio de atuação é na inibição da tirosinase, reduzindo a formação da melanina.


O fototipo da pele se refere à classifi cação da pele de acordo com sua sensibilidade à radiação ultravioleta (UV) proveniente do Sol. Até a década de 1960, uma simples avaliação clínica da cor da pele era feita para determinar o fototipo da pele. Mais tarde, foi demonstrado que esse procedimento era falho. Em 1975, Thomas B. Fitzpatrick propôs um sistema de classificação baseado na etnia do indivíduo e suscetibilidade a queimaduras solares e bronzeados, para o cálculo da dose inicial de fototerapia.6 Fitzpatrick classificou os fototipos da pele em 6 categorias, conforme é demonstrado na Tabela 1.

A melanina é responsável por proteger a pele contra os danos causados pela radiação solar. Além disso, esse pigmento define os diferentes fototipos de pele, sendo que os fototipos 1 a 3 possuem quantidade menor de eumelanina e o fototipo 6 tem concentração maior de eumelanina (Figura 2). Assim, quando a pele é exposta ao Sol, ocorre a aceleração da transferência da melanina para os queratinócitos das camadas basal e espinhosa, provocando o bronzeamento da pele.8


Entretanto, existem muito mais fatores para classificar o fototipo da pele do que apenas considerar a quantidade de melanina. A origem genética e a etnia desempenham um papel importante, e pode haver vários outros fatores menos compreendidos que influenciem a resposta da pele aos vários estímulos externos. Vários métodos de fototipagem cutânea já foram propostos, entretanto o sistema de fototipagem de pele Fitzpatrick é o método de classificação de pele mais utilizado atualmente. Além de estimar a dose terapêutica inicial da luz UV em fototerapias, a fototipagem da pele é útil na previsão do risco de dano causado pela luz UV e do risco de câncer de pele, e na previsão da resposta da pele a procedimentos estéticos, como peeling a laser ou químico.6

 

Vitamina D

O termo vitamina D engloba várias moléculas derivadas do 7-de-hidrocolesterol. Seu metabólito ativo (1α,25-di-hidroxivitamina D ou calcitriol) é considerado um hormônio importante para: a absorção de cálcio ósseo, a homeostase sistêmica, a regulação dos sistemas imunológico e cardiovascular etc. Apenas de 10% a 20% dessa vitamina provém da dieta (por exemplo, é proveniente da ingestão de peixes  gordurosos e fungos comestíveis), pela ingestão de seus precursores, como de vitamina D3 (ou colecalciferol) e de vitamina D2 (ou ergosterol).


O processo de síntese dessa molécula começa nos estratos espinhoso e basal, pois é nesse local que fica o 7-DHC (7-de-hidrocolesterol), responsável pelo início da produção dessa vitamina. Entretanto, para que haja a ativação dessa molécula, é necessário a presença da radiação UVB. A quantidade de melanina presente na pele também é um fator importante. Isso porque a melanina compete com o 7-DHC pela radiação UVB, diminuindo então a sua disponibilidade para a formação da vitamina D.3 Por causa desse fato, alguns estudos mostraram que pessoas negras precisam de maior tempo de exposição solar para que haja a formação de vitamina D, quando comparadas a pessoas de pele clara.12


Quando o 7-DHC absorve a radiação, ocorre uma quebra nessa molécula, formando a pré-vitamina D3, que, por sua vez, não é muito estável e assim vai assumir outra forma, conhecida como colecalciferol ou vitamina D3. Por fim, quando essa última molécula adentra a corrente sanguínea e chega ao fígado, ela sofre uma última reação química, formando a 25-hidroxivitamina D, também conhecida como calcidiol.3

 

Derme

Localizada após a epiderme viável, a derme é a camada subjacente também chamada de tecido subcutâneo ou conjuntivo. A derme se liga à epiderme por meio das papilas dérmicas, ou pela chamada camada papilar. Essas invaginações ou cristas aumentam a superfície de contato, portanto aumentam adesão entre as duas camadas da pele.


Mais profundamente, a derme se une à hipoderme por meio da camada reticular. A derme é composta de aproximadamente 60% de água e tem uma espessura que varia de 0,5 mm a 5 mm, dependendo de sua localização. É a camada da pele que tem a maior variedade de tipos celulares, como nervos, vasos e linfonodos. Fica envolta em tecido conjuntivo formado por fibroblastos, que são responsáveis pela síntese das fibras colágenas, elásticas, e reticulares e do colágeno.2,5 As fibras colágenas representam 70% da derme e são fibras mais resistentes, enquanto as fibras elásticas associadas a elas possuem alto grau de distensão.


A derme é ricamente irrigada, com extensas redes capilares, vasos linfáticos e nervos.4 Por conter esses pequenos vasos, a derme é responsável por levar nutrientes e oxigênio para a camada mais externa (a epiderme).


Além das numerosas terminações nervosas livres localizadas na epiderme e anexos, existem receptores encapsulados e não encapsulados, na derme e na hipoderme, que são mais frequentes nas papilas dérmicas. As terminações nervosas livres são sensíveis ao toque (percepção sensorial) e à pressão (receptores táteis), bem como a variações de temperatura, dor, coceira e outras sensações, por causa da presença de terminações nervosas livres abundantes e de corpúsculos finais. Assim, diferentes tipos de mecanorreceptor, incluindo discos de Merkel, corpúsculos de Meissner, terminações de Ruffini, corpúsculos pacinianos e, em alguns locais, lâmpadas terminais de Krause, estão presentes.


A camada reticular é a mais espessa e é constituída de tecido conjuntivo denso. Ambas as camadas da derme contêm muitas fibras do sistema elástico, que são responsáveis, em parte, pela elasticidade da pele. Além dos vasos sanguíneos e linfáticos e dos nervos, na derme são encontrados os anexos, derivados da epiderme, que serão tratados mais adiante.


O envelhecimento fisiológico da pele está muito associado à perda de tecido fibroso, à baixa taxa de renovação celular e à redução da rede vascular e glandular da derme.2 Visando prevenir ou atenuar o processo de envelhecimento da derme, fatores de crescimento têm se tornado uma opção terapêutica ageless, modificando a velocidade de diferenciação celular e maturação e, atenuando, assim, os sinais da pele.


Outro problema estético relacionado à derme é a formação das estrias, causada por vários mecanismos. Ainda não há cura para esse problema. Tratamentos tópicos, por exemplo, com tretinoína, ácido glicólico, ácido tricloroacético e vitamina C, juntamente com intervenções não farmacológicas, como microdermoabrasão, técnicas a laser e métodos cirúrgicos, têm auxiliado na melhora do aspecto das estrias.2,18

 

Hipoderme

A hipoderme é a camada mais interna e liga a pele a estruturas mais profundas, como músculos e ossos. É composta de tecido conjuntivo frouxo e de um manto adiposo, que atua como isolamento térmico e reservatório nutritivo, protegendo o corpo de traumas e permitindo a mobilidade da pele em relação às estruturas adjacentes.1


Dependendo da região e do grau de nutrição do organismo, a hipoderme pode ter uma camada variável de tecido adiposo que, quando está desenvolvida, constitui o panículo adiposo, capaz de modelar o corpo. Entretanto, a distribuição de gordura não é uniforme em todas as regiões do corpo. Na maioria dos indivíduos, algumas regiões nunca acumulam gordura, como a pálpebra, a cicatriz umbilical, a região esternal e as dobras articulares. Em outras regiões, pelo contrário, há maior acúmulo de tecido adiposo: na porção proximal dos membros e na parede abdominal, especialmente nas porções laterais.5


Em pacientes com celulite no primeiro estágio, há o inchaço do tecido subcutâneo, o decaimento e a alteração da estrutura adipócito, a ampliação e o espessamento do endotélio vascular, a hiperplasia e a hipertrofia das fibras reticulares, bem como a microangiopatia subcutânea. Em estágios posteriores, as doenças vasculares extensas, as anomalias cutâneas atróficas e distróficas e os distúrbios de apêndice são perceptíveis, bem como o borrão da borda entre a pele e o tecido subjacente. O envolvimento de muitos mecanismos complexos do corpo implica que a celulite não é apenas uma questão estética, mas também se desenvolve como resultado de distúrbios homeostáticos mais complexos.17

 

Anexos

A pele, conforme foi mencionado anteriormente, tem os chamados anexos (Figura 3), ou seja, componentes que estão ligados de alguma forma a esse tecido. São consideradas estruturas anexas da pele: as unhas, os pelos e as glândulas (que, por sua vez, são subdivididas em sudoríparas e sebáceas).

 

Pelos

Os pelos são considerados componentes queratinizados e delgados, e cada pelo resulta de uma invaginação da epiderme, formando o que é conhecido como folículo piloso. O tamanho, a disposição e a cor dos pelos variam de acordo com a cor da pele do indivíduo e a região do corpo, sendo que eles estão presentes em quase toda a extensão corpórea. Essas características são influenciadas por hormônios, em especial os hormônios sexuais, com destaque para os hormônios masculinos (andrógenos), que são os responsáveis pela atividade mitótica das células do folículo piloso.8


Sobre o crescimento dos pelos, deve ser levado em consideração que estes não crescem de maneira contínua, mas sim em ciclos, que podem ser dividido em três diferentes fases:


- Anágena: nessa fase, o crescimento do pelo se comporta de maneira ativa e geralmente tem duração de 2 a 7 anos, variando conforme cada região.


- Catágena: é considerada a fase de regressão, ou seja, é quando o pelo começa a morrer, o que dura em média de 10 a 20 dias.


- Telógena: essa fase é marcada pela queda dos pelos, uma vez que o novo fio anágeno começa a empurrar o fio morto, o que tem duração aproximada de 3 meses.16


Quando o pelo está na fase de crescimento, seu folículo apresenta dilatação na porção terminal, que é denominada bulbo piloso e que, por sua vez, na porção central, apresenta o que é conhecido como papila dérmica, na qual as células que a envolvem formam a raiz do pelo. O pelo também tem medula, córtex, cutícula e uma unidade muito importante, denominada músculo eretor do pelo, de forma que, quando é contraído, o músculo é puxado verticalmente, fazendo com que o pelo seja eriçado.8

 

Unhas

As unhas são placas de queratina que ficam localizadas na superfície dorsal, ou seja, nesse caso, na parte de cima das falanges distais dos dedos.


As unhas são divididas em partes, sendo que a porção proximal é conhecida como raiz da unha, constituída de camadas da epiderme (também pode ser chamada de prega ungueal proximal). Quando entram proliferação e diferenciação, é possível observar sua formação, formando então a placa córnea. A unha tem várias escamas córneas compactadas umas às outras (também conhecidas como lâminas). Isso possibilita que ao crescer, haja um deslizamento sobre o leito ungueal, o que acaba acarretando o crescimento visível das unhas.8 Além dessas partes, a unha tem dobras laterais, que estão localizadas ao lado da lâmina ungueal, e a borda livre, que se localiza de maneira distal em relação à raiz da unha (Figura 4).

 

Glândulas

- Glândulas sebáceas: primeiramente, deve ser entendido o conceito de glândulas holócrinas, que, nesse caso, são estruturas que, ao liberar a secreção produzida em seu citoplasma, sofrem um rompimento da membrana plasmática, o que causa sua autodestruição e acarreta a expulsão da secreção e da própria célula para o meio exterior.


Dessa forma, as glândulas sebáceas são consideradas holócrinas, assim, têm como função a produção e a excreção do sebo, que nada mais é do que uma mistura de lipídios, sendo que os mais conhecidos são os triglicerídeos, os ácidos graxos livres e o colesterol e seus ésteres. As glândulas sebáceas estão presentes em quase toda a extensão do corpo humano e geralmente estão intimamente ligadas aos folículos pilosos, de modo que o sebo é secretado por meio do ducto sebáceo, localizado dentro do folículo, atuando dessa forma como um lubrificante entre os pelos.16


É sabido que a atividade secretora dessas glândulas é ativada pelos hormônios sexuais, e isso explica o porquê do aparecimento das acnes durante a puberdade. Entretanto, é notório que as espinhas podem aparecer em qualquer faixa etária, sendo que o principal hormônio sexual envolvido é a testosterona, que é convertida em di-hidrotestosterona pela 5-α-redutase, que vai ativar os receptores androgênicos sinalizando para que ocorra a produção do sebo.


A acne ocorre com o aumento dos hormônios sexuais, que, por sua vez, desencadeiam o aumento da produção do sebo de forma contínua. Caso haja qualquer interferência na saída desse sebo, ocorrendo obstrução dos ductos sebáceos, uma inflamação é gerada nesse local, ocasionando o aparecimento da acne.8 As bactérias presentes na pele também são grandes responsáveis pelo surgimento das espinhas.


Dessa forma, os produtos para acnes estão focados em dois grupos: os que reduzem a produção sebácea e os que são responsáveis pelo controle da proliferação de microrganismos. O primeiro é representado por produtos de limpeza, como os sabonetes, os ácidos glicólico e salicílico, entre outros. O segundo tem representantes como os antibióticos, o peróxido de benzoíla e o ácido azelaico.


- Glândulas sudoríparas merócrinas ou écrinas: essas glândulas estão em grande quantidade em quase todo o corpo humano, exceto em partes bem delimitadas (por exemplo, na glande, no leito das unhas e nos lábios), provêm da epiderme e, diferentemente das glândulas sebáceas, não fazem parte do complexo pilossebáceo.


As glândulas écrinas são consideradas tubulosas simples e a sua unidade secretora é enovelada, de forma que sua porção terminal se abre para a superfície exterior, por onde o suor flui devido à ajuda de células mioepiteliais, que ajudam essa mistura a ser excretada. Nessas glândulas, há dois tipos de células, que são conhecidas como células escuras e células claras. As primeiras são possivelmente responsáveis pela produção de glicoproteínas e a segundas pela parte aquosa do suor.8


O suor é um dos responsáveis pela regulação da temperatura corpórea, sendo uma solução muito diluída de sódio, potássio, cloreto, ureia, amônia, ácido úrico e proteínas, que estão presentes em menor quantidade.8


Quando há situações de estresse ou de calor, o suor evapora fazendo com que ocorra diminuição da temperatura superficial da pele. Outro fator que deve ser levado em consideração é que o suor, assim como a urina, por exemplo, participa da excreção de substâncias desnecessárias ao corpo humano.


- Glândulas sudoríparas apócrinas: diferentemente das glândulas merócrinas, as glândulas apócrinas estão presentes na(o)(s) axilas, escroto, prepúcio, pequenos lábios, mamilos, região perianal e, de forma modificada, no canal auditivo (glândulas de cerume) e nas pálpebras (glândulas de Moll). Além disso, as glândulas apócrinas derivam da derme e da hipoderme, e fazem parte do complexo pilossebáceo.16 Essas glândulas têm maior tamanho e o seu lúmen é mais dilatado quando comparadas às glândulas écrinas.


A secreção produzida por essas células é viscosa e inodora, entretanto, quando entra em contato com as bactérias presentes no corpo, desenvolve odor desagradável devido à sua decomposição por esses microrganismos.8 Essa mistura é constituída de proteínas, açúcares, ácidos graxos e amônia e, assim como no caso dos pelos e das glândulas sebáceas, são controladas por hormônios sexuais.


Esse mau cheiro que é formado fez surgir os desodorantes e antitranspirantes e, diferentemente do que muitas pessoas pensam, esses dois produtos de higiene têm conceitos diferentes. Os desodorantes são responsáveis por combater o odor da transpiração por meio do uso de fragrâncias e antissépticos, de forma a diminuir o número de bactérias causadoras do mau odor. Por sua vez, os antitranspirantes têm um mecanismo mais complexo, que envolve a demonstração de eficácia e segurança dessas formulações, por atuarem inibindo a transpiração devido à presença de sais de alumínios (por exemplo, cloridróxido de alumínio), que atuam bloqueando os ductos sudoríparos e, consequentemente, diminuindo a saída do suor.


Uma curiosidade sobre essas glândulas é que provavelmente elas derivam de espécies anteriores à do ser humano atual, cuja função principal seria a de se comunicar por meio de compostos químicos para realizarem atividades sexuais.

 

Referências

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Bibliografia Consultada

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Izadora de Souza é farmacêutica graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Mestre em Ciências Farmacêuticas pela mesma universidade. Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de São Paulo (FCFRP-USP).
Renata Spagolla Napoleão Tavares é farmacêutica pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é Mestre e Doutora em Ciências pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - FCFRP-USP, no programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas e área de concentração de Medicamentos e Cosméticos.
Maria da Graça Landim Bravo é farmacêutica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP). Atualmente é mestranda em Ciências Farmacêuticas pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas na área de concentração de Medicamentos e Cosméticos da FCFRP-USP.
Lorena Rigo Gaspar é farmacêutica, com mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo e estágio de pós-doutorado no ZEBET (National Centre for Documentation and Evaluation of Alternative Methods to Animal Experiments), em Berlim, Alemanha. É professora associada de Cosmetologia na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP.


Este artigo foi publicado na revista Cosmetics & Toiletries Brasil, 32(3): 14-21, 2020.

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