28/02/2008
P&G apresenta alternativas aos testes com animais
Os cientistas da Procter and Gamble Beauty continuam trabalhando no aperfeiçoamento de modelos humanos para testes de segurança e eficácia, como maneira de reduzir a dependência de testes com animais.
A empresa apresentou suas descobertas na reunião anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS) realizada em Boston, Estados Unidos, na semana passada.
A pesquisa se concentrou nas possibilidades de melhorar equivalentes de pele humana (HSE) – substitutos à base de células de tecidos cientificamente trabalhados – que poderiam substituir os testes com animais. A vigência do REACH faz com que a busca por alternativas aos testes com animais se tornando cada vez mais urgente.
Um objetivo importante, quando se trabalha com equivalentes da pele humana é fazer que culturas de pele sejam cada vez mais semelhantes à pele in vivo, explicou porta voz da empresa. Para essa finalidade, os pesquisadores da P&G, juntamente com cientistas do University of Ottawa’s Eye Institute, Ottawa, Canadá, acrescentaram células nervosas a tecidos construídos e constataram que se comportavam de maneira semelhante aos seus correspondentes naturais. Além disso, as culturas de tecido inervado pareciam mais resistentes a irritantes químicos, que os pesquisadores consideraram poder ser causado por uma estratificação mais realista do epitélio. Essas culturas, potencialmente, serão os futuros modelos in vitro, alternativos aos animais, para testes de irritação dérmica e ocular.