21 de Outubro de 2018
Tricologia

Perguntas mais comuns sobre depilação

Setembro/Outubro 2018

Valcinir Bedin

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Valcinir Bedin

Segundo pesquisadores, a rainha Cleópatra já tirava os pelos indesejados com faixas de tecidos finos banhados em cera quente, técnica essa que ainda é utilizada nos atuais salões de beleza, com a chamada cera egípcia. Do mesmo modo, em 1500 a.C. os homens também já removiam os pelos com uma espécie de cera, feita com sangue de diversos animais, gordura de hipopótamo e carcaça de tartaruga.


Outros povos compartilhavam a técnica, entre eles os romanos, que criavam composições depilatórias em que a soda cáustica era o principal ingrediente.


As mulheres gregas, mais radicais em relação à conservação da beleza, arrancavam os pelos pubianos com as mãos e os queimavam.


Já as árabes preparavam um xarope espesso (feito de partes iguais de açúcar e suco de limão com água) e o passavam pelo corpo, deixando secar para depois extrair os pelos, por meio de uma técnica parecida com a da cera quente que foi inventada por Peronet, em 1742, na cidade de Paris.


Muito se fala sobre este hábito ocidental, muito arraigado na nossa sociedade, e são muitas as dúvidas a respeito dele. Para tentar ajudar, selecionamos as perguntas mais comuns e suas respostas.


Cortar o pelo faz com que ele engrosse?

Não! O que se vê após a depilação por este método é a porção mais inferior do pelo, e, portanto, mais espessa.


Cera quente “provoca” varizes?
Não! Isso é um mito. O calor da cera quente pode relaxar a musculatura por alguns instantes, mas não é suficiente para dilatar definitivamente as veias.


Cera reutilizada pode “transmitir” doenças?
Sim. Mesmo que se tenha cuidado com as temperaturas para tentar matar os seres vivos, sabe-se que existem organismos muito resistentes que podem sobreviver e, portanto, o uso de ceras reutilizáveis deve ser evitado.


Retirada por pinça antecipa a fase anágena?
Sim. O estímulo causado pelo trauma pode ser sentido pelo pelo como uma necessidade de antecipação da nova fase anágena.


Aparelhos de lâminas flutuantes são menos agressivos?
Sim. Aparelhos com lâminas flutuantes adaptam-se às curvas do corpo e evitam cortes.


Pelos étnicos provocam mais pseudofoliculite?
Sim. Este tipo de pelo, por conta do seu formato, tem mais chances de encravar do que um pelo liso, por exemplo.


Por que depois da depilação aparecem espinhas na pele?
Esses sinais que surgem na pele têm aparência de espinhas, mas na verdade são foliculites, inflamações na saída do pelo (folículo). Sua principal causa são os pelos encravados, que não conseguem romper a pele, causando inflamação.


Como livrar-se das foliculites?
É indicada a aplicação de um anti-inflamatório duas vezes ao dia. Em casos mais graves, sempre sob orientação médica, deve-se aplicar cremes com antibióticos. Quando nenhuma dessas medidas funciona, receitam-se antibióticos por via oral.


Foliculites podem se transformar em cistos?
Não. A formação de cistos é causada por alterações no funcionamento das glândulas sebáceas e não está relacionada com a depilação.


A depilação pode deixar manchas na pele?
Sim. Toda vez que ocorre uma infl amação na pele, há uma maior produção de pigmentos no local. É uma resposta natural do corpo. Essa mancha pode surgir quando há pelo encravado ou foliculite e a região é manipulada. Isso traumatiza a pele e estimula seu escurecimento.


Como eliminar essas manchas?
O mais indicado é o uso de cremes clareadores, à base de hidroquinona e/ou ácido kógico, receitados pelo médico. Também é importante evitar o sol no local da mancha. Em casos mais graves, o médico pode recomendar o peeling, que provoca uma renovação da pele e elimina os sinais.


Existem pessoas com mais tendência a esses sinais?
Sim. As pessoas de pele morena têm maior capacidade de pigmentação, o que aumenta a tendência para manchas. Gestantes também devem tomar cuidados redobrados pois os estímulos hormonais podem facilitar o aparecimento de manchas.


Passar desodorante nas axilas logo depois da depilação pode irritar a pele?
Sim. As substâncias químicas e o álcool presentes no desodorante podem agredir a pele que está sensível. O ideal é deixar a região sem nenhum cosmético por 12 horas.



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