Fragrncias em Cosmticos/Aromaterapia/Preservantes

Edicao Atual - Fragrncias em Cosmticos/Aromaterapia/Preservantes

Editorial

Economia versus Turbilhão Político: a Salvo da Crise?

 

Dos editoriais dos principais veículos de comunicação às conversas de bar, o assunto não muda: novas denúncias,  novas surpresas, o mesmo espanto. Por isso é tão difícil deixar de registrar aqui, mais uma vez, nossas impressões e preocupações quanto a esse novelo que parece não ter fim. E agora, pasmados, vemos as denúncias chegarem ao  Ministro da Fazenda, Antônio Pallocci. Mais estupefação, inquietação no mercado e a pergunta: como ficam as  expectativas quanto aos rumos da economia?

 

De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que se mantém longe de prestar maiores explicações à sociedade - apesar do turbilhão da crise política, as linhas de ação permanecerão as mesmas e não haverá mudança de rumo ou sustos na economia. Durante uma reunião do CNDI (Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial), ele enfatizou que a política econômica manterá a mesma linha de previsibilidade. Enquanto isso, obviamente, sua  popularidade despenca – de um índice de aprovação de 54% em julho, para 45% em agosto, segundo o Ibope.

 

Por ora, alguns dados deixam o panorama econômico menos sombrio, como o volume de dinheiro programado para entrar em circulação neste semestre – cerca de R$ 64 bilhões, oriundos do 13°, PIS e restituições do IR – que deve aquecer a produção e o consumo, além de reforçar a blindagem da economia contra toda essa crise política. O  presidente da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), João Carlos Basílio - para quem nossa economia continuará se mantendo a salvo da crise - acredita na manutenção do cenário econômico e que “continuaremos avançando, com modestos crescimentos do PIB”. É, navegar é preciso...

 

... Mesmo por mares agitados, como os que já navegou a Perfumes Mauá, empresa com mais de 30 anos, que tem um pouco de sua história narrada no Especial desta edição de Cosmetics & Toiletries (Edição em Português), que traz  artigos técnicos sobre Fragrâncias em Cosméticos, Aromaterapia e Preservantes, além de uma breve reportagem  sobre a trajetória desta publicação que recentemente chegou ao número 100.

 

Boa leitura!

Hamilton dos Santos
Editor

A Essência das Fragrâncias - Randy Schueller, Perry Romanowski Alberto Culver, Melrose Park, Illinois, Estados Unidos

Este artigo apresenta a química da fragrância aos iniciantes, quando é feita uma analise de seus ingredientes, seu processo de desenvolvimento, problemas da formulação e a legislação da União Européia sobre Fragrâncias

Esse artículo presenta La química de la fragancia a los principiantes, cuando se efectua um análisis de SUS ingredientes, su proceso de desarrollo, problemas de formulaciones y la legislación de la Unión Europea sobre Fragancias

This article introduces the beginner to fragrance chemistry by discussing fragrance ingredients, the development process ,formulation issues and fragrance regulations in the EU

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Novas Alternativas de Misturas de Preservantes à Base de Parabenos - Klaus Weber Schülke & Mayr GmbH, Norderstedt, Alemanha

A adição de diazolidinil uréia a uma mistura de ácidos orgânicos (como benzoato de sódio e sorbato de potássio) amplia a faixa do pH na qual a mistura é utilizavel, chegando até o nível de pH 7, protege contra descoloração, e serve de alternativa às misturas preservantes baseadas em parabenos.

La adicción de dizolidinil urea a una mezcla de ácidos orgánicos (como benzoato de sodio y sorbato de postasio) amplía la faja de pH em el cual la mezcla ES utilizable, llegando hasta on nivel de pH 7, protege contra la decoloración, y sirve como alternativa para las mezclas preservantes basadas en parabenos.

Adding diazolidinyl urea to a blend of organic acids (i,e,, sodium benzoate and potassium sorbate) extends this sample blends applicable pH range up to a pH level of 7, provides protection from discoloration, and offers an alternative to paraben-based preservative blends.

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Aromaterapia: um Aroma Terapêutico - Elisabete de Fátima Manso Clínica Projeto Corpo, São Paulo SP, Brasil

São descritas as propriedades dos óleos essenciais utilizados em Aromaterapia e sugerido o seu uso em produtos cosméticos.

Son descriptas las propiedades de los aceites esenciales utilizados em Aromaterapia y sugerido su uso en productos cosméticos.

The Aromatherapy essencial oils properties are described and the use of these oils in cosmetics products is suggested in this article.

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Ésteres de Grau Alimentício como Antimicrobianos - Monna Manning, Philip Orawski ABITEC Corporation, Columbus, Ohio, Estados Unidos

Alguns ésteres de grau alimentício apresentam propriedades antimicrobianas em certas formulações de emulsões de produtos de cuidado pessoal, conforme ficou demonstrado em testes MIC e testes de desafio em produtos acabados preservados com esses ésteres ou, por comparação, com antimicrobianos cosméticos tradicionais.

Algunos ésteres de grado alimenticio presentan propiedades antimicrobianas em determinadas formulaciones de emulsiones de producto de cuidado personal, como quedó demostrado en pruebas MIC y pruebas de desafio em productos terminados preservados com esos esteres o, por comparación, con antimicrobianos cosméticos tradicionales.

Certain food-grade esters have antimicrobial properties in selected personal care emulsion formulations, as demonstrated by MIC tests and by challenge tests on finished formulations preserved by these esters or, for comparison, by traditional cosmetic antimicrobials.

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Atividade Antimicrobiana Sinérgica de Óleos Essenciais - Rodrigo Novacoski, Rosângela Stadnick Lauth de Almeida Torres Núcleo de Ciências Biológicas e da Saúde, Centro Universitário Positivo - UNICENP, Curitiba PR, Brasil

Os autores relatam a pesquisa de uma mistura eficaz e estável de óleos essenciais para aplicação como preservante natural em cosméticos.

Los autores describen La pesquisa de una mezcla eficaz e estable de aceites esenciales para aplicación como conservante natural em cosméticos.

The authors describe the research of a real stable and efficacious essential oils blend suitable to be utilized as natural cosmetic products preservative.

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Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Terceirizao

A reunio do SGT 11 Sade/Comisso de Produtos para a Sade/Grupo Ad Hoc de Cosmticos, realizada em Assuno em 30 de maio e 1 de junho passados, promoveu significativo avano na discusso das regras da terceirizao.

Nessa oportunidade foi elaborada proposta de regulamentao da atividade no Setor da qual vamos transcrever os itens principais, que no seu artigo 1 estabelece as seguintes definies:

Terceirizao: a contratao de servios de terceiros para a execuo de etapas de fabricao ou fabricao total de Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes.

Empresa Contratante: empresa titular de produtos, que contrata servios de terceiros, responsvel por todos os aspectos legais e tcnicos vinculados com o produto e processo objeto da terceirizao.

Empresa Contratada: empresa que executa etapas de fabricao ou fabricao total de Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes, co-responsvel pelos aspectos tcnicos e legais inerentes atividade objeto da terceirizao. Chamada empresa terceirista.

Contrato: o documento devidamente legalizado em cada Estado Parte que estabelece o vnculo entre as empresas envolvidas nas atividades objeto desta Regulamentao.

Fabricao/Manufatura: todas as operaes necessrias para a obteno dos produtos contemplados pela legislao sanitria vigente.

Produo/Elaborao: operaes envolvidas na preparao de determinado produto desde o recebimento dos materiais, processamento, embalagem, at a concluso do produto acabado/ terminado.

Representante Legal: pessoa que representa a empresa e responde administrativa, civil, comercial e penalmente pela mesma.

Responsvel Tcnico/Diretor Tcnico/ Regente: profissional legalmente habilitado pela Autoridade competente para exercer a responsabilidade tcnica das atividades desenvolvidas pela empresa e reguladas pela legislao sanitria vigente.

O artigo 2 dessa proposta estabelece que: Ser permitido o contrato de terceirizao entre empresas para a execuo de etapas da fabricao ou fabricao total de Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes, sempre e quando se cumpra o disposto pelo presente Regulamento.

Quanto habilitao das partes, contratante e contratada, est explicitado no artigo 3: As empresas contratantes e contratadas que realizem contrato de terceirizao devem dispor de Autorizao de Funcionamento/ Habilitao/Licena de Funcionamento vigentes, expedidos pelas autoridades sanitrias competentes, antes do incio das atividades. As empresas contratadas devem contar com a habilitao para as atividades objeto do Contrato.

J o artigo 4 estabelece a amplitude das responsabilidades: Para as etapas de fabricao derivadas a terceiros, a planta e distribuio fsica industrial do contratado so consideradas como extenso da empresa contratante, e como tal, so passveis de inspeo pela autoridade sanitria competente, em conformidade com as Boas Prticas de Fabricao vigentes.

Somente produtos regularizados podem ser armazenados , como estabelece o artigo 5: A terceirizao dos servios de armazenagem somente est permitida para os produtos devidamente regularizados junto autoridade sanitria competente.

A responsabilidade do controle de qualidade no pode ser transferida a terceiros (artigo 6): O controle de qualidade em processo na etapa de produo/elaborao privativo da empresa fabricante do produto, portanto no pode ser terceirizado.

Entretanto, h excees como aquelas previstas no artigo 7: O fabricante pode contratar terceiros para a realizao de controle de qualidade somente quando:

a) O grau de complexidade da anlise torna necessria a utilizao de equipamentos ou recursos altamente especializados;

b) A freqncia com que se efetuam certas anlises to baixa que torna injustificvel a aquisio de equipamentos para tal fim;

Os fabricantes devem realizar contratos, nos casos previstos neste artigo, com laboratrios analticos capacitados e reconhecidos pela Autoridade Sanitria competente.

Como podemos observar, as regras so bastante claras quanto aos objetivos pretendidos e permitem que as partes envolvidas na atividade de terceirizao possam realiz-la com bom critrio, preservando a qualidade do produto e por conseqncia a segurana do consumidor.

Direito do Consumidor por Cristiane Martins Santos

Telefonia: Novo Alvo dos Consumidores

A cada dia novas surpresas, realizaes e a criao de um hbito de luta so observadas atravs das diversas conquistas obtidas pelos consumidores nestes ltimos anos.

Atualmente, o novo foco, sedento por mudanas, o dos servios de telefonia.

De acordo com o artigo 22 do Cdigo de Defesa do Consumidor - CDC:

Os rgos pblicos, por si ou suas empresas, concessionrias, permissionrias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, so obrigados a fornecer servios adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contnuos.

Pargrafo nico Nos casos de descumprimento total ou parcial, das obrigaes referidas neste artigo, sero as pessoas jurdicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste Cdigo.

O setor de comunicao telefnica, considerado um servio essencial, vem ocupando h algum tempo os primeiros lugares no ranking de reclamaes por parte dos consumidores.

Alm de oferecer um servio digno de tantas reclamaes, ainda cobra pela assinatura bsica na qual est embutida uma franquia de pulsos (100 pulsos para consumidores residenciais e 90 para os no- residenciais).

Impor uma quota mnima de consumo para disponibilizar um servio pblico essencial uma prtica considerada abusiva pelo CDC.

Art.39 vedada ao fornecedor de produtos ou servios dentre outras prticas abusivas:

I condicionar o fornecimento de produto ou de servio ao fornecimento de outro produto ou servio, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Diante de tamanha ilegalidade a Justia parece comear a se sensibilizar.

Uma liminar determinando a suspenso da cobrana da taxa de assinatura bsica em todo pas havia sido concedida ao INADEC (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), no ltimo dia 1 de agosto. Entretanto, a mesma foi cassada trs dias depois, aps a interposio de recurso por parte da Agncia Nacional de Telecomunicaes - ANATEL. Outro recurso foi interposto pelo INADEC, mas at a publicao desta coluna ainda no se tinha uma deciso.

Por enquanto devemos continuar pagando a famosa taxa e aguardar. Essa briga grande e ainda vai longe... S se espera que o consumidor no continue sendo lesado em detrimento de certos interesses, j que segundo as empresas de telefonia os recursos arrecadados por meio desta cobrana representam 40% de seu faturamento (R$ 1,6 bilho por ms)!

Ainda no campo da telefonia tem-se uma outra deciso judicial que tambm reflete a luta dos consumidores: um juiz da Justia Federal em Braslia concedeu uma liminar, vlida em todo pas, que impede a estipulao de prazo de validade para os crditos de celulares pr-pagos por parte das operadoras que at ento tinham validade de at 90 dias.

Ser que est liminar tambm ser cassada?

Isso vai depender de quanto isto representa...

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

Qualidade, a ISO para o USO

Qualidade, apesar de todas as teorias surgidas nos ltimos tempos, um conceito muito antigo. A sua formalizao em sistemas e posteriormente em normas fez com que estes conceitos tivessem sido sistematizados e popularizados. Em todas as formas antigas de arte, de pinturas em igrejas ou nas prprias edificaes, assim como nas grandes obras de engenharia do antepassado, nas construes da velha Grcia e nas decoraes dos mosaicos dos banhos romanos, a Qualidade do arteso e do engenheiro sempre esteve presente, tanto na excelncia da forma artstica como na durabilidade de suas obras.

J no sculo 19 tem-se como marca do treinamento a funo do aprendiz, que conhecendo passo-a-passo todos os segredos de uma profisso, desde a realizao de trabalhos prticos e tericos at se tornar, mais tarde, um mestre na sua profisso. Esta forma de aprendizado dual na indstria e no comrcio foi instituda no Brasil juntamente com a legislao trabalhista implantada na Itlia nos anos 40 por essa razo o agente motivador de SENAI e de SENAC, quando de sua fundao, foi a grande colnia italiana de So Paulo.

Da mesma forma que o arteso, a indstria qumica e mecnica do sculo 18 tambm j dominavam os principais conceitos da Qualidade de organizao e de produtos. Caso contrrio, empresas como a Dupont - fundada em 1802, que produziu plvoras at 1904 - e as indstrias qumicas europias, em especial as alems que iniciaram aps 1850, no teriam sobrevivido at os dias de hoje. A qualidade intrnseca e sua constncia sempre foram os marcos de todos os grandes nomes da poca. Foi em meados de 1800 que a Inglaterra iniciou a construo de pontes e a fabricao de material ferrovirio, ainda hoje operante e distribudo por praticamente todos os pases do mundo.

No final de 1800 surgiram os primeiros motores a exploso interna e se iniciou a fabricao de automveis. desta poca que conhecemos, por exemplo, uma frase de Robert Bosch, fundador de uma grande empresa de autopeas, que na poca fornecia bomba injetora para os motores construdos por Rudolf Diesel, que com justo orgulho dizia: eu no posso admitir que algum cliente encontre em meus produtos motivos para reclamaes de qualidade. Henry Ford tambm no teria obtido xito com os seus antigos Ford bigode se no tivessem elevada qualidade, durabilidade e preo acessvel, caractersticas provenientes de trabalho com qualidade e produtividade.

Os perodos ps-guerra, no entanto, com as fbricas anteriormente ocupadas na produo de material blico, detinham consumidores vidos pela aquisio de produtos civis. O mercado estava to desabastecido que qualquer bem que se produzisse era vendido.

A Qualidade foi deixada em segundo plano por muito tempo. Isto perdurou at que o mercado se tornou devidamente abastecido e mais crtico em relao escolha dos produtos, qualidade e ao custo, iniciando uma nova fase, com novos conceitos de Qualidade.

Iniciou-se a procura por produtos mais duradouros, em seguida por produtos que apresentassem diferenciais em termos de cor, de facilidades de uso e de todas as caractersticas que hoje em dia so valorizadas, no esquecendo tambm o valor da inovao e do status.

A dificuldade da venda dentro de um mercado cada vez mais competitivo requer que a Qualidade, sob todos os aspectos, seja maximizada. Para gerenciar todas estas exigncias, desde a satisfao do cliente, passando por distribuio, economia de escala, produtividade, durabilidade, segurana de uso, reduo dos impactos ambientais, aumento da segurana operacional, gesto de custos, satisfao dos colaboradores, reduo de perdas, reduo de acidentes, dentre outras, torna-se necessria a instalao de um sistema de gerenciamento da organizao um sistema que planeje, organize, amarre e promova a comunicao efetiva entre todos os componentes, departamentos e pessoas da organizao.

O sistema de maior sucesso encontrado at agora a Norma ISO 9001:2000, um sistema de gerenciamento de organizaes suficientemente flexvel e adequadamente completo para ser aplicado a qualquer tipo de empresa, podendo abranger desde pouqussimas pessoas at o volume de uma multinacional.

Para gerenciar a insero da organizao no meio ambiente, a ISO 14001 representa uma ferramenta completa para gerenciar todas as interferncias positivas e negativas com o meio ambiente e, se considerarmos o homem como o principal objeto do meio ambiente a ser protegido, esta mesma norma tambm servir para o gerenciamento da sade e da segurana ocupacional.

Temas Dermatolgicos por Dra. Denise Steiner

Celulite

Celulite o nome popular, que ficou consagrado, daquilo que chamamos lipo (gordura) distrofia (alterao) ginide (feminina), nos termos mdicos e cientficos.

A celulite multifatorial, aparecendo devido a problemas hereditrios, hormonais e circulatrios, principalmente na rea das ndegas e pernas. As mulheres com caractersticas mais arredondadas e femininas (quadris largos e pernas grossas) tm mais chances do aparecimento desta alterao, enquanto aquelas com pernas finas e seios grandes, no.

A celulite no somente gordura ou obesidade, mas sim uma srie de alteraes seqenciais que determinam a formao de um tecido irregular repleto de fibrose. Tudo comea com reteno de lquido, principalmente no perodo pr-menstrual, provocando um engurgitamento dos vasos e dificultando a irrigao daquele tecido. A pele fica mais inchada e a mulher tem a sensao de peso e dolorimento. Alm disso, o hormnio feminino estrgeno tambm facilita o acmulo de gordura nesta regio. Os culotes, ndegas e coxas tm maior quantidade de gordura localizada com menor tendncia a metabolizao. Alm da reteno hdrica e tambm do aumento de gordura, os vasos superficiais dilatam visivelmente nos membros inferiores, levando piora da circulao, dor e peso nas pernas.

Com o passar do tempo a irrigao nas reas de celulite vai se tornando irregular e o tecido acumula toxinas, formando traves endurecidas. Os vasos vo ficando com as paredes mais duras e rgidas e no conseguem oxigenar os tecidos. Neste momento a pele vai demonstrando caroos e tambm depresses devido a uma intensa fibrose (cicatriz) que repuxa a pele para baixo. Estas regies ficam muito doloridas e pesadas.

bom lembrar que celulite no obesidade e que mesmo mulheres magras podem t-la. O hormnio feminino favorece a reteno hdrica e o acmulo de gordura e por isso as mulheres tm muito mais celulite que os homens.

A celulite no causada por fator nico, mas sim por um processo de inchao, acmulo de gordura, m irrigao e formao de traves fibrosas que depois so irreversveis.

O tratamento da celulite multidisciplinar e no h um nico remdio que provoque a cura. importante praticar exerccios fsicos para melhorar a irrigao da pele e a musculatura, alm de alimentao equilibrada para evitar excesso de peso e acmulo de gordura. Alm disso, a drenagem linftica, que ajuda a retirar o excesso de lquido, muito til neste tratamento. Nesta massagem especial, so pressionados delicadamente os gnglios no trajeto linftico, evitando o acmulo de excesso de lquido. Esta deve ser realizada por profissionais especializados, que conheam a anatomia da pele e a tcnica de massageamento.

Podem ser utilizados tratamentos por via oral, porm no existe uma medicao nica especfica. Deve-se evitar o sensacionalismo e as curas milagrosas, que so impossveis de serem alcanadas pela prpria caracterstica do processo.

As substncias utilizadas so: diurticos, para evitar reteno hdrica; medicamentos lipolticos, para metabolizar gordura e outros para melhorar a oxigenao vascular. Tambm so realizados tratamentos especficos, como hidrolipoclasia (tratamento para gordura localizada, aplicando-se soro e ultra-som). Atravs desta tcnica, por causa da distenso das clulas gordurosas e do calor liberado pelo ultra-som, as clulas gordurosas so destrudas e metabolizadas.

Pode-se realizar tambm a subciso, que uma tcnica especial para as depresses (furinhos). O local anestesiado e ento se entra com uma agulha especial. Com movimentos de vai-e-vem se desfaz a fibrose acumulada. No local da subciso se forma um hematoma, depois o tecido refaz novas fibras mais adequadas e a depresso desaparece. Evitar estresse excessivo, bebidas alcolicas e excesso de cafena tambm muito importante.

Como observamos, tratar a celulite depende de uma avaliao adequada e de um conjunto de aes que possam corrigir os vrios problemas causados por esta dermatose.

No h milagre, e sim a boa f dos pacientes.

Tricologia por Dr. Valcinir Bedin

Fragrncias, Cores e Produtos Capilares

O apelo sensorial nos cosmticos sempre foi uma preocupao de quem atua no departamento de pesquisa e desenvolvimento de produtos. A sensao de bem-estar fundamental para a boa aceitao de qualquer produto.

Com relao aos produtos capilares este item est diretamente relacionado com a percepo de efetividade.

Um shampoo de cor creme ou amarelado para caspa teria muito sucesso? Acredito que no! Portanto, em se tratando de shampoos, a cor est muito relacionada com a funo a qual se destina. As cores ctricas so as mais utilizadas para aqueles cuja funo seja diminuir a oleosidade e a seborria.

As cores pastis servem para aqueles que se propem a hidratar ou manter a oleosidade natural. Para cabelos tintos prefere-se cores mais vibrantes como o vermelho ou cereja. Para cabelos grisalhos cores como o azul claro ou a prata so as mais indicadas.

Para produtos do tipo leave in, as cores transparentes so as melhores em termos de percepo, j para os condicionadores as preferidas so as cores cremosas, que passam o sensorial de hidratao.

Com relao s fragrncias muito importante que saibamos unir os odores prprios dos princpios ativos com os perfumes, para que o resultado no se torne, no mnimo, desagradvel. Nesse tpico a tarefa um pouco mais rdua, uma vez que o gosto pessoal do cliente tem um peso muito maior.

comum que, depois de observar a cor, o usurio tente sentir qual o odor do produto, mesmo quando este est tampado adequadamente. bvio que odores desagradveis tm de ser suprimidos e/ou substitudos.

Com relao aos condicionadores e cremes hidratantes para os cabelos, as preocupaes com a cor e com o odor so menores, uma vez que o consumidor no faz tanta questo destes requisitos, esperando muito mais o efeito imediato na penteabilidade.

Uma das queixas mais comuns relacionadas s loes capilares em relao ao efeito adverso na penteabilidade (o cabelo fica ressecado, difcil de pentear etc) e ao odor. As loes so, na sua maioria, transparentes ou levemente leitosas, para que o usurio no tenha a impresso de que vai manchar o couro cabeludo, mas estas pecam em relao ao odor.

difcil encontrar loes estimulantes do couro cabeludo sem odor ou com odor de fcil assimilao, alm da dificuldade cosmtica j referida.

Outro ponto o excesso de odor que, s vezes, temos em alguns produtos. No af de mascarar ou acentuar certas fragrncias o profissional responsvel acaba por no se dar conta do efeito negativo no resultado final.

Quando se trata de tinturas para cabelos e plos, alm dos pigmentos da cor prpria da tintura, os produtos coadjuvantes (despigmentantes, clareadores etc) tm, caracteristicamente, odores muito fortes, que chegam a causar irritao ocular e de mucosas oral e nasal. Compete ao formulador que os desenvolve tentar amenizar estes odores indesejveis, em que pese que algumas vezes este trabalho acaba sendo inglrio.

Atualmente est sendo muito usada uma tcnica chamada escova progressiva ou escova permanente, entre outros nomes. uma tcnica na qual o profissional cabeleireiro aplica uma substncia alisante (tioglicolato de amnia) para se obter um efeito de alisamento mais duradouro. Aps o produto ser aplicado sobre os cabelos este aquecido com a ajuda do dispositivo de aquecimento conhecido como chapinha. Isso causa a potencializao no odor do tioglicolato, que derivado do enxofre (cheiro de ovo).

Finalmente, fixadores e sprays para estilo tambm podem ter sua fragrncia alterada para melhor, para promover bem estar do cliente que se submete a este tipo de trabalho.

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

leos Essenciais na Preservao de Cosmticos

No poderiam ser mais sugestivos os assuntos abordados nesta edio da Cosmetics & Toiletries (Edio em Portugus): Fragrncias, Aromaterapia e Preservantes. E por qu? Porque os leos essenciais tm muito a haver com preservao de produtos.

Muitos dos estudos publicados sobre preservao de produtos cosmticos tm focado a influncia de formulaes com a atividade dos preservantes. Porm, esses estudos tm priorizado as interaes negativas, como certos ps - talco, caolin etc. - que diminuem a concentrao de alguns preservantes, como o caso de certos compostos de amnio quaternrio.

Por outro lado, pouco tem sido publicado sobre o sinergismo entre diferentes preservantes, ou seja, aquelas substncias que podem potencializar a ao de determinados preservantes utilizados em formulaes cosmticas.

De acordo com alguns autores, como P. G. Hugbo em Additivity and Synergism in vitro as displayed by mixtures of some commonly employed antibacterialpreservatives, (Cosmetic & Toiletries 92(3), 1977), preservantes que pertencem a grupos qumicos semelhantes, como os parabenos, produzem simplesmente efeitos aditivos. Em geral, recorre-se a adio de preservantes diferentes por limitaes de solubilidade ou toxicidade. Sabemos da possibilidade de irritao de grande parte dos preservantes atualmente comercializados e, justamente por esse motivo, a legislao editada pela ANVISA limita a concentrao destes. Vrios autores afirmam que muito difcil obter ao sinrgica entre preservantes.

E quanto ao uso de alguns leos essenciais ou extratos botnicos? Estamos informados de que estes auxiliam na preservao de produtos: se a ao aditiva ou sinrgica, estudos detalhados devem ser conduzidos, pois sabemos que a presena dos componentes das formulaes em combinao com o leo pode modificar o efeito antisptico deste ltimo.

Mas, de qualquer modo, a ao dos leos essenciais no combate a certos microrganismos confirmada em estudos realizados por vrios autores. Um deles, Marcel Guillot, em seu artigo volution historique dans le mode dutilization des substances odorantes, (La France ET ss Parfums 60:311, 1968), cita a eficincia dos leos essenciais para cosmticos perfumados. Neste estudo, entre outras afirmaes, mencionada a ao do leo essencial obtido do Cinnamon ceylon contra Staphylococcus aureus, E. coli e Pseudomonas aeruginosa. No mesmo estudo tambm observamos forte ao anti-sptica do leo de lemongrass contra S. aureus, E. coli e Proteus, mas nenhuma ao contra Psudomonas aeruginosa. Alis, constatamos, mais uma vez, a alta resistncia deste microrganismo a grande parte de substncias antimicrobianas, incluindo os leos essenciais.

Em um estudo mais antigo, onde evidenciada a grande variabilidade do coeficiente fenlico dos vrios leos essenciais, observamos que o leo de organo aproximadamente 26 vezes mais ativo que o fenol, enquanto o de ylang-ylang 10 vezes menos ativo. evidente que nestes experimentos foram utilizados apenas o leo essencial, isto , no foi considerada a interao entre leo essencial e os componentes de uma formulao.

Sabemos que na composio de uma fragrncia entram diferentes compostos qumicos: alguns naturais, provenientes da extrao do leo essencial e obtidos a partir de flores, folhas, frutos, razes etc, e outros que so considerados sintticos. Por exemplo: do cravo obtido o eugenol, um fenol com acentuada ao anti-sptica; do timo temos um leo com coeficiente fenlico entre 13 e 14; do gernio obtido o geraniol, com coeficiente fenlico entre 7,0 e 12,0; j o leo de melaleuca apresenta coeficiente fenlico 11,0 etc.

Entre as substncias sintticas, encontramos principalmente compostos aldedicos e lcoois aromticos. Sabemos que a funo aldedica apresenta ao antimicrobiana graas complexao do grupo aldedico com a funo amina (-NH) existente na parede celular dos microrganismos. evidente que a ao vai depender do tamanho da cadeia dos compostos aldedicos considerados e tambm do tipo de formulao.

Finalizando, enfatizamos aqui o importante papel do formulador na escolha da fragrncia e da concentrao que deve ser utilizada no produto, para lhe proporcionar uma boa proteo contra o ataque de microrganismos.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Vlvulas para Cosmticos

Antes de falar sobre esse componente da embalagem vamos entender a diferena entre vlvula e bomba. No passado com o sistema aerosol que utiliza um gs propelente-, s se usava vlvula. A vlvula um equipamento ou dispositivo que, ao aliviar presso expeli o produto.

Dessa forma podemos dizer que vlvulas so aquelas usadas nos produtos em aerosol, nos quais a presso fornecida pelo propelente (gs ou ar comprimido) e o produto expelido com o alvio da presso desse propelente, quando a vlvula acionada.

Tecnicamente, bomba um equipamento ou dispositivo que transporta massa de um lugar para o outro, no nosso caso, normalmente, um lquido ou um semi-slido. A bomba para cosmticos chamada tambm de bomba volumtrica alternativa.

Volumtrica porque dosa sempre um mesmo volume. Alternativa por causa dos movimentos alternados do pisto.

Com o desenvolvimento da tecnologia e a chegada das multinacionais ao mercado brasileiro, passamos a ouvir mais a palavra bomba e menos a palavra vlvula.

Convm lembrar, no entanto, que foi exatamente uma empresa brasileira que desenvolveu e produziu as primeiras bombas inteiramente nacionais. O mrito ainda maior se considerarmos que uma bomba pode ter de 8 a 15 componentes.

As bombas so as usadas nos perfumes, sabonetes, lquidos, loes etc. um dispositivo dotado de boto acionador, mola, esfera, pastilha, pescante e outros componentes que, ao ser acionado, succiona e transporta o produto do interior para fora do recipiente.

Talvez bomba seja o tipo de embalagem que teve maior aumento de consumo e, conseqentemente, preo cada vez menor. No passado, falar em usar bomba em um desodorante spray (squezze) era proibitivo, isso porque o preo de tal componente era maior do que todos os outros da embalagem juntos (frasco, tampa, pescante etc). Hoje, boa parte dos desodorantes j usa bomba. No possvel imaginar um perfume ou colnia que no seja acionado por bomba.

Alm de facilitar o uso do produto, embelezam. Nas bombas com abas metlicas (normalmente alumnio em vrias opes de cor) pode-se fazer um arranjo combinando as cores da bomba e da tampa com o prprio frasco que, como mencionamos na coluna anterior, pode ser apresentado em diversas cores, em degrad etc.

As bombas podem ser do tipo spray, com leque do jato de acordo com o orifcio da pastilha do boto acionador, ou do tipo dosadora, para variadas quantidades desde frasco de 30 ml num reparador de pontas para cabelos at como dispensador em frascos de produtos profissionais para vrios mililitros por vez.

Na verdade, ambas podem ser consideradas bombas dosadoras. A diferena que no spray o boto acionador tem a funo de transformar a gota em partculas menores. A micronizao mecnica. Quanto menor o tamanho da partcula mais fcil de se obter um jato seco.

As bombas, portanto, proporcionam volumes constantes, no vazo.

Cabe mencionar tambm bombas que funcionam mesmo com o frasco virado de cabea para baixo. Nesse caso, as esferas contidas na bomba abrem ou fecham a passagem do lquido pelo pescante, independentemente da posio de aplicao do produto.

As bombas podem ter saia metlica (de recrave) ou saia plstica (rosca ou do tipo snap-on - de encaixe)

Isto apenas um pequeno pedao desse universo de bombas e vlvulas, por essa razo considero esses componentes, um captulo parte no mundo das embalagens para cosmticos.

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