Cosmecuticos/Naturais/Metodologia de Testes

Edicao Atual - Cosmecuticos/Naturais/Metodologia de Testes

Editorial

O que é isso, companheiro?

 

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei de criação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, que possibilita ao microempreendedor tomar dinheiro emprestado a juros menores e eleva de R$ 1 mil para R$ 5 mil o limite máximo de concessão de empréstimos para pessoas com renda bruta, comprovada, abaixo dos R$ 60 mil anuais.

 

No entanto, é difícil comentar essa sanção sem voltar a mencionar o já virou notícia de ontem – mas que ainda vale a reflexão. Somos comodistas, incapazes de “levantar o traseiro da cadeira” para encontrar bancos que nos cobrem taxas menores, disse o presidente.

 

Cada um de nós sabe que o brasileiro é capaz de tirar o traseiro da cadeira para muitas coisas – como os empresários do Setor Cosmético, que têm de conviver com o peso da elevada carga tributária, enquanto driblam o crescimento da informalidade. Tiram o traseiro da cadeira para levar os cosméticos brasileiros ao exterior - a participação brasileira na Cosmoprof Bolonha gerou cerca de US$ 26,9 milhões em perspectivas de negócios para os próximos meses - e para alcançar o melhor desempenho dos últimos seis anos no mercado de venda direta, que movimentou R$ 10,4 bilhões em 2004, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (Abevd). Isso para falar em notícia recente.

 

Como o Presidente, um líder cuja trajetória dispensa comentários, pode afirmar que somos mesmo um bando preguiçosos?

 

Enquanto não encontramos a resposta, continuaremos trabalhando e pagando impostos...

 

Esta edição de Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) traz artigos técnicos sobre cosmecêuticos, uso de produtos naturais com destaque para o açúcar, além de metodologia de testes para avaliar a penetração cutânea na ordem de ppb. Esta edição encarta o Programa Oficial do 19o Congresso Brasileiro de Cosmetologia e publica o abstract de todos os trabalhos que serão apresentados.

 

Boa leitura!

Hamilton dos Santos

Editor

Em Busca da Conexão Cosmecêutica - Zoe Diana Draelos, M.D. Dermatology Consulting Services, High Point, North Carolina, Estados Unidos

Os produtos cosmecêuticos têm numerosos mecanismos de ação, afetando a comunicação celular, receptores, função de barreira, exfoliação, inflamação, oxidação, pigmentação e fotoproteção. Trabalhando em conjunto, o dermatologista e o químico formulador podem encontrar os meios e os ativos para reduzir o envelhecimento da pele.

Los productos cosmecéuticos tienen numerables mecanismos de acción, afectando comunicación celular, receptores, función de barrera, esfoliación, inflamación, oxidación, pigmentación y fotoprotectión. Trabajando juntos, El dermatólogo y el químico formulador puden encontrar los medios y los activos para reducir el enviejecimiento de La piel.

Cosmeceuticals have numerous mechanism of action, affecting cellular communication, receptors, barrier function, exfoliation, inflammation, oxidation, pigmentation and photoprotection. Working together, the dermatologist and the cosmetic chemist can find the pathways and the actives to reduce skin anging.

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Breve Histórico do Tratamento de Pele com Aloe - Ken Jones Aloecorp, Inc. Lacey, Washington, Estados Unidos

Aloe tem propriedades terapêuticas na pele e em qualquer parte do corpo, mesmo do sistema imune, como se tem sido demonstrado por pesquisas científicas publicadas nos últimos 30 anos.

Aloe tiene propiedadesterapéuticas en la piel e en cualquier parte Del cuerpo, mismo Del sistema inmune, como se tiene demuestrado por investigaciones publicadas en los últimos 30 años.

Aloe has therapeuticproperties in the skin and elsewhere in the body extending even to the imune system, as has been demonstrated by scientific research published within the last 30 years.

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Métodos Para Medir Penetração Cutânea da Ordem de PPB - Jurij J. Hostynek, H.I. Maibach University of California School of Medicine, Los Angeles, CA, Estados Unidos

Os desenvolvimentos de técnicas microanaliticas permitem a detecção de número de metais na ordem de ppm e ppb, e estas aliadas a outras técnicas permitem a diferenciação entre as quantidades de elementos exógenos absorvidos através da pele daqueles ingeridos na dieta.

El desajollo de técnicas microanaliticas permiten la detección de metales en la ordem de ppm y ppb, e esas juntas com otras tecnicas permiten la diferenciación entre las cantidades de elementos exógenos absorvidos atraves de La piel de otros ingerido em la dieta.

The developments in the microanalytical techniques allow detection of a number of metals to levels of ppm or ppb, and these tecnhoques joined to others allow to differentiate between the amount of exogenous element absorbed throught the skin and the amount consumed through diet.

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Açúcar: Um Material Natural Subestimado - Barbara E. Brockway, PhD Optima Chemicals Ltd., Uxbridge, Reino Unido

O açúcar pode ser útil para formular produtos livres de preservantes e mantém a estabilidade da formulação durante os ciclos de aquecimento- resfriamento. Os formuladores estão começando a reconhecer o açúcar como um ingrediente ativo, cujos derivados possuem novos usos na indústria de cuidado pessoal.

El azucar puede ser UTI para formular productos libres de conservadores y mantiene la estabilidade de la formulación durante los ciclos de calentamentoenfriamento. Los formuladores empiezan a reconecer el azucar como un ingrediente activo cuyos derivados tienen nuevos usos en La indústria de cuidado personal.

Sugar can be useful to formulate preservativefree products and to maintain the stability of formulations during freeze-thaw cycles. Formulators are beginning to recognize sugar as an active ingredient whose derivatives offer new
uses in the personal care industry.

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Análise Global da Legislação dos Produtos Cosmecêuticos - David Steinberg Steinberg & Associates, Plainsboro, NH, Estados Unidos

Neste artigo, o autor faz uma comparação entre as legislações dos Estados Unidos, Europa e Japão quanto ao tratamento dado aos produtos cosmecêutico, comentando e apontando as diferenças existentes.

En este articulo, el autor hace una comparación entre las legislaciones de Estados Unidos, Unión Européa y Japón cuanto al tratamiento que hacen a los productos cosmecéuticos, com comentarios y apuntando las diferencias que existen.

In this article, the author presents a comparison among the inforce cosmeceutical regulations in the United States, Eurepean Union and Japan, making comments and pointing up the differences.

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Fabricando Microalgas para Produtos de Cuidados com a Pele - Patrick Stolz, Barbara Obermayer Pentapharm Ltd., Basiléia, Suíça

São descritos métodos biotecnológicos para a fabricação de microalgas livres de contaminantes com benefícios potenciais para o cuidado da pele, tais como: síntese de colágeno e redução do estresse oxidante intracelular.

Son descriptos métodos biotecnologicos para La fabricación de microalgas libres de contaminantes com beneficios potenciales para el cuidado de La piel, tales como: sintense de colageno y reducción del estresse oxidadante intracelular.

Biotechnology methods are described for manufacturing of contaminant-free microalgae with potential skin care benefits, such as collagen synthesis and reduction of intracellular oxidative stress.

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Cravo-da-Índia: Mais que um Simples Condimento - Sílvia Carine Furtado Guimarães e Simone Santos Bezerra Universidade Católica de Pernambuco

O cravo-da índia, Eugenia caryophylata Thunb, teve grande importância no passado, sendo sua utilização comercial bastante difundida no presente. Devido à presença do eugenol, o óleo essencial desta planta possui diversas aplicações em saúde, beleza e culinária.

El clavo tenía gran importancia en El pasado, siendo muy utilizado en el presente. Debido a la presencia del eugenol, el aceite essencial de la Eugenia caryophylata Thunb tiene diversas aplicaciones em salud, belleza y culinaria.

The clove had great importance in the past, being intensively utilized in the present. Due to the presence of eugenol, the essencial oil of Eugenia caryophylata Thunb is known to comprise many applications in health, beauty and culinary.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

A Influncia do CDC no Marketing de Relacionamento

Na dcada de 1990, com a promulgao do Cdigo de Defesa do Consumidor, as empresas brasileiras comearam a instalar suas centrais de atendimento ao cliente, inicialmente para se defender contra o ataque de seus consumidores.

Segundo o Ministro da Justia da poca, Renan Calheiros, o CDC definia uma nova ordem de proteo dos direitos sociais, ao reforar a questo da cidadania e reconhecer a vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo.

Sendo assim, num primeiro momento, o CDC estava apenas ao lado da parte considerada a mais fraca: a dos consumidores!

Como conseqncia da nova imposio legal por mera obrigao de se cumprir a Lei os SACs foram rapidamente instalados e compostos por profissionais que, em geral, no tinham qualquer tipo de habilidade para aquela funo experincia de fato ningum tinha, pois se tratava de uma atividade nova para a maior parte das empresas (a ttulo de curiosidade, a Rhodia e a Nestl foram algumas das poucas empresas que implantaram este tipo de canal de relacionamento anteriormente promulgao do CDC). Pois bem, estes profissionais despreparados eram responsveis por atender e tentar solucionar os problemas dos consumidores e claro que diante deste contexto pela total falta de conhecimento e experincia sobre este segmento de fidelizao - no se chegava a rpidas e eficientes solues!!!

Mas como quase tudo na vida depende um processo de maturao, tanto os consumidores quanto os fornecedores do mercado de consumo amadureceram e esto evoluindo a cada dia.

Hoje as centrais de relacionamento devem fazer muito mais do que apenas cumprir a Lei. Desenvolveu-se uma cultura de atendimento visando uma maior lucratividade da empresa, e para isso busca-se cada vez mais a fidelizao do cliente.

E buscar a fidelidade de um consumidor neste mercado competitivo uma tarefa extremamente rdua ou ser que mais simples do que se pensa?

J constatamos que para os consumidores conscientes de hoje mais importante que o preo o bom atendimento.

Para ser fiel, o consumidor quer se sentir importante. E o primeiro passo para faz-lo se sentir importante saber individualiz-lo.

Da a importncia das informaes obtidas nas centrais de relacionamento. Estas informaes so to valiosas que podem fazer com que o consumidor individualizado passe a consumir mais e at mesmo se tornar fiel quela empresa.

95% dos clientes que classificam os servios de uma empresa como excelente, permanecem absolutamente fiis, contra 60% dos que os classificam como bons, apenas. (Stanley A Brown, Customer Relantionship Management: a strategic imperative in the world of ebusiness)

Logo, constata-se que vale a pena estruturar e divulgar as centrais de relacionamento para se estimular o relacionamento com os consumidores.

E mais uma vez constata-se que o CDC no apenas um instrumento de defesa do consumidor.

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Reunio Extraordinria

No final de maro foi realizada em Buenos Aires, reunio extraordinria do Mercosul para avaliar o progresso do Reconhecimento Mtuo entre os Estados- Parte. Embora coubesse ao Paraguai sediar a reunio, esta foi realizada na Argentina.

Para o tpico Reconhecimento Mtuo foram abordados os seguintes pontos:

- Comunicao de Exportao

- Comunicao do Representante MERCOSUL

- Nivelamento para a operao da forma de comunicao entre Estados- Parte

- Aplicabilidade do sistema brasileiro In Focus no MERCOSUL

Quanto Habilitao foi sugerida a substituio por um comunicado de comercializao pelo Titular do Produto Cosmtico de grau I - a ser denominada Comunicao de Comercializao de Produto Cosmtico no Mercosul no caso de fabricao prpria. Quando se tratar de Terceirizao de Fabricao, Controle de Qualidade, Depsito (Armazenagem) ficou clara a necessidade de legalizar as instalaes em concordncia com a legislao competente do Estado- Parte

A delegao brasileira informou a existncia de Consulta Pblica quanto Terceirizao a qual, ao seu trmino, ser avaliada e implementada.

Quanto Classificao de produtos novamente foram abordados os tpicos:

- Definio

- Tipo de Produto Cosmtico

- Apresentao Forma Cosmtica

- Cdigo de barras (foram mencionados casos de unicidade de cdigo globalizado e de empresas que, devido particularidade do sistema de venda e distribuio venda direta - no utilizam o mencionado cdigo).

Quanto a este ltimo tpico, cada Estado-Parte se prontificou a avaliar e estudar. No caso do Brasil, consultar a EAN quanto possibilidade de usar o nmero em registro, notificao, admisso etc.

A delegao brasileira fez uma apresentao sobre o processo de peticionamento eletrnico e a interao com o comunicado de exportao-importao.

A delegao argentina posicionou que o prazo para verificar a aplicabilidade ser de trs a quatro meses.

A delegao brasileira se prontificou a disponibilizar o programa.

Outro ponto discutido foi o da cobrana de taxas para servios de vigilncia sanitria, fato que sofreria impacto pelo Reconhecimento Mtuo. A delegao do Paraguai comunicou que naquele pas todo e qualquer servio de Vigilncia Sanitria pago.

Estes tpicos ficaram para ser discutidos na prxima Reunio Ordinria com base na documentao fornecida pelo Brasil.

O assunto Representante Mercosul foi abordado, porm a deciso final ficou para poca posterior, assim como a definio se a notificao Importao/Exportao seria nica ou individualizada, caso-a-caso.

Feita abordagem quanto troca ou substituio do Representante Mercosul e da respectiva responsabilidade.
Sugerida a hiptese da responsabilidade continuar, por determinado perodo, com o responsvel substitudo (ao menos para produtos j colocados no mercado).

Ficou esclarecido que a responsabilidade total sobre o produto do importador, seja ele ou no o Representante Mercosul.

Dever ser estabelecido documento que relacione de forma clara as responsabilidades do Representante Mercosul. Ficou claro tambm que o Titular do Produto o nico que pode nomear o Representante Mercosul.

Quanto aplicabilidade das normas de GMP para o Reconhecimento Mtuo foi comentado pela delegao argentina que o seu no cumprimento deveria implicar no fim das atividades do estabelecimento

Como se pode concluir pelo que foi apresentado e discutido nessa reunio, ainda muito complexo o processo de implantao do Reconhecimento Mtuo desejado pelos Estados-Parte, que visam incrementar as exportaes.

Embora o consenso seja extremamente difcil de ser atingido, como temos afirmado em vrias oportunidades, para os mais ansiosos isso pode significar uma grande frustrao.

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

As Restries e os Sistemas Integrados de Gesto

No raro se ouvir falar que os sistemas de gesto engessam as empresas. Se analisarmos com cuidado, veremos que as empresas esto repletas de restries e que se no forem tratadas adequadamente, iro se transformar em problemas.

As restries se encontram em cada rea e processo de atuao: seja na qualidade de seus produtos estabelecida pelas especificaes dos clientes -, nos processos de produo - para garantir a qualidade, a segurana, o cuidado com o meio ambiente -, nos processos de armazenamento, no atendimento aos clientes, no atendimento aos diversos preceitos legais - de ordem financeira, de classificao de produtos para fins de IPI e ICMS -, nas reas ambientais, de sade e segurana, impostos diversos, no respeito s pessoas, principalmente no tocante aos aspectos da discriminao, da qualificao de seus clientes quanto fidelidade de compra e de pagamento, e muitos outros.

Os programas de gesto oficiais, as normas ISO 9001 e ISO 14001 tratam dos aspectos da qualidade empresarial e da qualidade ambiental. As duas normas que ainda no foram oficializadas pela ISO, OHSAS 19001 e AS 8000, cuidam dos aspectos de sade e segurana operacional e da parte social.

A norma ISO 9001 no abrange s especificamente a gesto econmico-financeira, mas com seus princpios de gesto (gerenciamento), suas ferramentas podem ser usadas com grande sucesso em todas as necessidades de controle das restries. A norma ISO 14001 e a OHSAS iniciam o seu processo de gerenciamento por meio da identificao das restries em suas reas de atuao, os aspectos ambientais num caso, e os riscos e perigos no caso da OHSAS.

A partir deste levantamento estes aspectos e riscos so valorizados para a identificao das prioridades, para que ento sejam tomadas as aes para os respectivos controles e a atenuao de seus efeitos por meio de programa de gerenciamento, investimentos, programas de sugesto, entre outros. O mesmo sistema pode ser usado para identificar restries nas outras reas de atuao, na rea financeira, no estudo da cobertura de seguros e em todos os outros casos.

pela falta de uma varrio completa das restries existentes que surgem as situaes no controladas: multas, acidentes, devolues e as inevitveis solues de ltima hora, cujo custo nem sempre suportvel.

Naqueles casos em que foram levantadas todas as restries numa forma unificada e criado um calendrio global de atendimento, todos os aspectos estaro sob controle: as licenas so renovadas com antecedncia e na forma correta, os novos preceitos legais j sero identificados na sua fase embrionria no Congresso, permitindo a antecipao de aes de proteo.

Um calendrio deste tipo tambm facilita a interao das atividades que dependem de diversas reas como, por exemplo, o planejamento anual, que iniciado em marketing e vendas transita por toda a organizao para que o conjunto de atividades seja devidamente considerado e organizado, com a finalidade, inclusive, de criar os oramentos globais e setoriais que guiaro a evoluo da organizao ao longo do perodo.

Um calendrio de obrigaes com completo levantamento das restries e sua constante avaliao se torna ferramenta bsica para o gerenciamento de toda a empresa, permitindo que cada pessoa, na sua rea, cuide de todos os aspectos sob sua responsabilidade: qualidade de produtos, rentabilidade, qualidade ambiental, responsabilidade social interna e externa, programas de manuteno fabril, programas de treinamento e desenvolvimento pessoal, responsabilidades sociais, gerenciamento dos conflitos, enfim, toda a gama de responsabilidades usualmente presente em cada cargo.

Um programa de gesto completo na forma descrita pode ser expandido com base no aprendizado obtido durante o processo de implantao das Normas ISO 9001 e 14001. Isto no engessamento, fazer com que cada um identifique e defina as suas restries e as trate com preciso e disciplina.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Avanos do Laser nos Tratamentos Dermatolgicos

Com o advento do laser nos tratamentos dermatolgicos, uma nova luz no fim do tnel surgiu para aquelas pessoas que buscavam alternativas mais precisas e rpidas para eliminar diferentes leses de pele.

Antes de falarmos das diversas aplicaes do laser, vale mencionar o significado da palavra que define bem a sua ao: Light, Amplification by the Stimulated Emission of Radiation, ou seja, trata-se de uma luz estimulada por emisso de radiao.

A grande caracterstica do laser, que o diferencia de outros aparelhos para tratamentos de pele, que este tem a possibilidade de ser especfico. At ento, os outros aparelhos utilizados nos tratamentos dermatolgicos (bistur eltrico, gelo seco ou cidos) queimavam a leso manchas, verrugas etc - de forma no especfica, pois atingiam a rea ao redor dela, queimando tambm o tecido normal.

J o laser trabalha atravs do mtodo denominado fototermlise seletiva, no qual a luz interage especificamente com o tecido de determinada cor, o cromforo. Pode-se citar como exemplo o caso de hemangiomas (manchas vermelhas que aparecem ao nascimento), no qual o laser procura o pigmento vermelho atingindo somente a leso, no atingindo a pele vizinha. No caso de manchas escuras, provocadas por melanina, a luz agride o pigmento marrom, provocando menos reao e menor tempo de recuperao.

Com a chegada dos lasers surgiu tambm uma nova possibilidade de se eliminar os indesejveis plos femininos, que tantos transtornos trazem s mulheres. A ao do laser nesse caso est relacionada com a sua afinidade pela cor escura do plo, que bastante forte na raiz.

bom lembrar que mais difcil a depilao definitiva em pacientes de pele morena ou negra. Em contrapartida, quanto mais contraste houver entre a pele (branca) e o plo (escuro), melhor ser o resultado geral da depilao. Peles muito claras, com plos grossos e escuros, apresentam resultados mais satisfatrios com a depilao a laser.

Vale destacar que a depilao a laser no definitiva com uma nica aplicao. Isso ocorre porque no h agresso suficiente raiz em crescimento e, muitas vezes, esta consegue se regenerar. Assim, em determinada rea pode ser necessrio nmero maior de sesses. Em geral, a virilha, axila e pernas precisam de quatro a seis sesses.

A depilao definitiva dos plos, a partir do laser, vem respondendo de forma muito melhor, sendo um alento para o tratamento de hirsutismo (aumento de plos) na rea do buo e queixo e, tambm, plos encravados.

Esse foi, sem dvida, o grande avano do laser nos tratamentos dermatolgicos: mais especificidade e melhor resoluo para aquela leso que voc est querendo tratar, com menor agresso aos tecidos vizinhos e de cicatrizao mais fcil e rpida.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Cabelos e Metabolismo

Todos temos uma informao a respeito de que o estresse faz os cabelos carem. muito comum associarmos um perodo de longo trabalho com a queda de cabelos. Mas o que tem a ver, realmente, uma coisa com a outra?

Os cabelos so vistos, do ponto de vista fisiolgico, como algo no muito importante para o corpo, isto , uma parte que no essencial para a vida. Como o corpo assim reconhece os cabelos, toda vez que existe algum fator que promova maior demanda de energia, protenas, vitaminas ou sais minerais, os cabelos so os que mais sofrem, pois param de receber estes nutrientes, que vo para reas consideradas mais nobres do nosso organismo.

Quando nos estressamos, o corpo produz uma substncia chamada estriol, que serve para nos manter alerta. Este mesmo estriol, que nos faz bem, ocupa um espao nos folculos pilosos, no permitindo a entrada de outros nutrientes, impedindo os cabelos de terem crescimento normal.

Tambm pode ocorrer um estresse, de grande intensidade, que interrompa o ciclo de crescimento normal dos cabelos. Em rea especfica da cabea ou at mesmo do corpo h uma interrupo brusca no crescimento de cabelos ou plos, fazendo com que, em aproximadamente dois a trs meses aps o evento, os cabelos dessas reas caiam todos. a chamada pelada, nome popular para uma doena chamada alopecia areata.

Outro problema desencadeado pelo estresse a dermatite seborrica, conhecida popularmente como caspa. Este processo inflamatrio das reas com plos se d preferencialmente em pessoas propensas ao problema, especialmente quando submetidas a uma situao de tenso. Ocorre descamao excessiva e avermelhamento da rea, seguido por prurido (coceira).

muito comum em couro cabeludo, especialmente de homens, mas pode ocorrer em mulheres e em outras regies do corpo.

A oleosidade, muito comum nos homens por causa dos hormnios masculinos, tambm pode ser aumentada pelo estmulo do estresse.

O que fazer?

A resposta mais fcil a ao mais difcil de ser executada: no fique estressado. Aprenda a relaxar! Todos sabemos como isso difcil, quase impossvel. Mas, enquanto no apreendermos a viver de maneira light, devemos controlar os efeitos adversos do estresse, usando produtos, tpicos ou por via sistmica, que podem melhorar e controlar esta situao.

Shampoos anticaspa, com princpios ativos diversos, derivados do zinco, cetoconazol, cido salcilico, esto entre alguns deles. Antioleosidade, como liquor carbono detergens tambm podem ser adicionados.

Estudos recentes tentam associar a carncia de cobre com o aparecimento da cancie, que o embranquecimento dos cabelos e plos. At o momento apenas estudos em centros de pesquisa mostraram esta associao, ainda no disponvel no mercado. Portanto, at o momento, a nica maneira de se livrar dos cabelos brancos a tintura (que no faz os cabelos carem, como muitos pensam).

Hoje o tratamento mdico para a queda causada por estresse se d associando-se medicamentos orais a base de protenas, aminocidos, vitaminas, sais minerais e agentes estimulantes da diviso celular, com produtos tpicos, como o minoxidil, o 17-alfa-estradiol, e estimuladores da vascularizao, como o Anastim (Laboratrio Ducray).

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Produtos Cosmticos podem ser Fracionados?

Sim! Os produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes podem ser fracionados. Quando li esta notcia no site da ANVISA logo me lembrei da consulta feita por um empresrio, fabricante de embalagens, que desejando diversificar seus negcios, questionou a possibilidade de vender, em lojas de shoppings, shampoos e condicionadores. A venda seria direta ao consumidor, fracionando e embalando os produtos, no exato momento da venda. Esses produtos seriam acondicionados em tubulaes transparentes. As diferentes cores dos produtos e a disposio area desses tubos dariam uma conotao ldica ao ambiente.

Esta consulta foi feita h muitos anos. No entanto, j eram do conhecimento dos profissionais da rea cosmtica os procedimentos de Boas Prticas de Fabricao e Controle de Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes. Tambm j era do conhecimento de grande parte da populao a lei n 8.078, de 11/9/1990, que dispe sobre a proteo do consumidor. De acordo com esta lei, a composio qumica do produto, o prazo de validade etc, devem constar no rtulo do produto.

Como advogados do diabo, levantamos todos os contras fantstica idia, argumentando que, com toda a certeza, a Secretaria de Vigilncia Sanitria no permitiria a comercializao dos produtos dessa forma.

A argumentao do meu cliente, favorvel instalao de sua loja, foi o conhecimento que ele tinha a respeito de lojas que vendem, diretamente aos consumidores, perfumes e sabonetes fracionados. Os sabonetes eram expostos na forma de tarugo e cortados no tamanho desejado pelo cliente.

Respondi que essas lojas poderiam ter toda a documentao referente a uma simples loja como, por exemplo, licena de funcionamento pela Prefeitura, inspeo de segurana por bombeiros etc. Mas que, com toda a certeza, seus proprietrios desconheciam outros rgos do governo que poderiam estar envolvidos nesse negcio. Um desses rgos exatamente a Vigilncia Sanitria. Neste ponto, uma questo pode ser levantada: Por que a Vigilncia Sanitria no fiscaliza essas lojas? Podemos responder a essa questo falando das dificuldades que o Estado tem em abranger todas as empresas fabricantes e distribuidoras de produtos cosmticos.

Finalizando, aps apresentar ao cliente algumas normas de procedimentos referentes ao envase de produtos, ele desistiu do negcio. Agora, 10 anos depois desse fato, aparece a RDC N 108 que aprova o Regulamento Tcnico para empresas que exercem a atividade de fracionamento de produtos cosmticos com venda direta ao consumidor. Dvida: essas empresas incluem lojas? Ou trata-se de empresas embaladoras de produtos fabricados por terceiros e distribudos para lojas e afins?

O Artigo 2 aborda a instituio de Boas Prticas de Fracionamento para essas empresas e, portanto, instalaes, higiene pessoal dos manipuladores, limpeza e sanitizao de materiais so imprescindveis. Enfim, acredito que muitos desses procedimentos no seriam factveis para uma loja.

A Vigilncia Sanitria apropriadamente vetou o fracionamento de produtos de grau de risco II. Por outro lado, os produtos permitidos para fracionamento, como perfumes e sabonetes, no trazem grande risco sobre o ponto de vista de contaminao microbiana. O mesmo no se pode afirmar a respeito de outros produtos, como os shampoos.

Para finalizar, poderamos repetir o que foi publicado na Folha de So Paulo, na coluna Tendncias/Debates em 2/12/98, de autoria do Dr. Gonzalo Vecina Neto: A principal funo da vigilncia num Estado moderno controlar os riscos resultantes da produo, da comercializao e do consumo de produtos e servios.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Rtulo ou Gravao nas Embalagens: O que Melhor?

Uma das dvidas mais freqentes quando se define a embalagem para um produto como imprimir o texto. Mandar fazer rtulo ou gravar no frasco, o que mais barato e mais rpido? O que melhor?

Em ambos os casos existem vantagens e desvantagens. No caso do rtulo a vantagem o visual, a possibilidade de uso de vrias cores, imagens, brilho. Outra vantagem poder fazer a decorao do frasco, de acordo com a necessidade de momento da produo, considerando que o frasco normalmente comum a vrios produtos e o rtulo especfico. Como desvantagem temos o preo e a quantidade mnima de compra dos rtulos estabelecida pelos fabricantes.

A gravao tambm tem vantagens, porm muito mais desvantagens. Como vantagem, tem o preo menor que o do rtulo, exceto quando se exagera na quantidade de cores, e pode sair mais caro que o rtulo. Outra vantagem a quantidade mnima de compra. As gravadoras no exigem grandes quantidades, por essa razo, as empresas de pequeno porte, ou produtos de pouca vendagem nas empresas de grande porte, so gravados e no rotulados.

Como desvantagem temos a aparncia. Tambm nesse caso, se no for uma boa gravao, no se consegue fazer a leitura do cdigo de barras. Outra desvantagem ter de gravar previamente os frascos e assim armazen-los gravados, alm disso, ainda o pequeno nmero de gravadoras existentes no mercado, comparadas aos fabricantes de rtulos.

Rtulo ou gravao, o importante, antes de se definir por um ou outro, visitar o fornecedor, saber para quem ele fabrica. prefervel que j fabriquem para alguma empresa de cosmticos. Normalmente, as empresas que fabricam frascos fazem a gravao, mas tambm existem empresas que s fazem a gravao, sem produzir o frasco as gravadoras.

No caso da gravadora, deve-se verificar, principalmente, se esta tem o equipamento para fazer a flambagem sistema usado para abrir os poros das paredes dos frascos antes da gravao. Um frasco no flambado vai soltar a gravao . Isso vai acontecer na mo do consumidor aps algum tempo de uso do produto.

Um aspecto importante quanto informar o material de composio do frasco (PP, PE, PVC, PET etc) ao fabricante do rtulo. O material do rtulo e tambm o tipo de adesivo a ser utilizado no liner (fita sobre a qual vm fixados os rtulos) so selecionados em funo do material de composio do frasco. O BOPP (polipropileno bi-orientado) hoje o material mais usado na composio de rtulos, pela sua transparncia, brilho, facilidade de aplicao etc. Outras opes so papel, PE, PP, vinil etc. Podem ser auto-adesivos ou no.

Um cuidado especial deve ser tomado quando se usa rtulo de vinil, pois uma das caractersticas desse material o encolhimento aps aplicao no frasco. Com o encolhimento do rtulo, o adesivo fica exposto e permite a aderncia de sujeira, deixando o produto com pssima aparncia no ponto de venda, principalmente quanto se trata de frasco branco.

A rea de aplicao disponvel no frasco deve ser cuidadosamente avaliava, sob pena de se posicionar o rtulo numa curva, rebaixo ou relevo da parede do frasco e no se conseguir a aderncia desejada.

Feitas as devidas avaliaes, cabe aos setores de Marketing e de Custos das empresas definirem por rtulo ou gravao.

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