Novas Matrias-Primas/Nanotecnologia em Cosmticos/Emulses

Edicao Atual - Novas Matrias-Primas/Nanotecnologia em Cosmticos/Emulses

Editorial

Retomada do Crescimento?

 

O ano começa com ótimas notícias e boas perspectivas para os próximos meses, graças aos sinais de retomada do crescimento em 2004 e aos números animadores alcançados pelo Setor, atingindo o melhor resultado nos últimos 10 anos, segundo dados da Abihpec.

Por outro lado o IBGE informa que a produção industrial encerrou 2004 com crescimento acima de 8% - o maior desde 1986.

 

Também vale mencionar o volume recorde de regularização de dívidas no ano que passou: de acordo com levantamento realizado pelo Serasa, 10,2 milhões de pessoas saíram das listas de inadimplência entre janeiro e dezembro de 2004, um incremento de 5,2% em relação a 2003. Analistas creditam o aumento recorde do número de regularizações à melhora do nível da atividade econômica, que abriu novas vagas de trabalho.

 

Estamos, finalmente, caminhando para o tão esperado crescimento sustentável? Se ainda não há uma resposta clara, há, sim, bons motivos para manter o otimismo. A começar pelas opiniões de nossos entrevistados sobre o desempenho de 2004 e as perspectivas para 2005, que você confere na reportagem Balanço Econômico.

 

Esta edição da Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) também traz uma lista com mais de 150 novas matériasprimas disponíveis no mercado brasileiro, com informações técnicas enviadas por fabricantes e distribuidores, além de artigos falando de emulsões e de ingredientes obtidos por processo de nanotecnologia para aplicação em cosméticos.

 

Boa leitura!

Hamilton dos Santos
Editor  

Formulando Emulsões Cosméticas: Um Guia para Principiantes - Ken Klein Cosmetech Laboratories Inc., Fairfield, New Jersey, Estados Unidos

Emulsões que agem como sistema de liberação para ingredientes ativos, como aloe, vitaminas, extratos vegetais etc, devem ser seguras, estáveis e econômicas. Este artigo discute os ingredientes que compõem as emulsões, e razão de seu uso.

Emulsiones que actuan como sistema de liberación para ingredientes activos, como aloe, vitaminas, extractos vegetales etc, deben ser seguras, estables y económicas. En este artículo son presentados los ingredients que componen las emulsiones y la razón de su uso.

Emulsions that act as a delivery system for beneficial ingredients such as aloe, vitamins, plant extracts etc, must also be safe, stable and cost-effective. This article discusses the ingredients that go into emulsions and why they are used.

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Nanotecnologia Melhora Bio-Aderência e Liberação Após Enxágüe - Adi Shefer, Charlene Ng e Sam Shefer Salvona Technologies Inc., Dayton, NJ, Estados Unidos

Uma plataforma de tecnologia da nanosfera melhora a deposição de ingredientes encapsulados sobre as superfícies do corpo após aplicações com enxagüe, e proporciona uma ação de liberação prolongada.

Una plataforma de tecnología de La nanoesfera mejora La deposición de ingredientes encapsulados sobre las superficies del cuerpo después de aplicaciones con enjague, y proporciona una acción de liberación prolongada.

A nanosphere technology platform enhances the deposition of encapsulated ingredients on body surfaces after rinse-off aplications and provides a prolonged release action.

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Emulsões Estabilizadas por Partícula: Uma Rápida Análise - Shelly Corcorran, Robert Y. Lochhead e Tonya McKay Instituto da Ciência da Formulação, Universidade do Sul do Mississipi, Hattiesburg, Mississipi, Estados Unidos

Os fundamentos das emulsões estabilizadas por partículas estão delineados aqui, e são feitas comparações com emulsões estabilizadas por tensoativos. O artigo também descreve os avanços recentes nas emulsões de Pickering para cosméticos.

Los fundamentos de las emulsiones estabilizadas por partículas están delineados aqui, y son hechas comparaciones con emulsiones estabilizadas por tensioactivos. El articulo también describe los avances recientes en las emulsiones de Pickering para cosmeticos.

The fundamentals of particle-stabilized emulsions are outlined here, and comparison are made to surfactantstabilized emulsions. Recent advances in Pickering emulsions for cosmetics are described in this survey article.


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Uso de Extratos de Plantas em Produtos Cosméticos - André Rolim Baby, Carolina Penteado Moraes Maciel, Idalina M. Nunes Salgado-Santos, Tânia C. de Sá Dias, Telma M. Kaneko, Vladi O. Consiglieri e M. Valéria Robles Velasco Departamento de Farmácia, Faculdade de Ciênc

Nos últimos anos tem aumentado o interesse pelo uso de ativos naturais. Neste artigo são apresentadas as várias etapas de produção de extratos de plantas da biodiversidade brasileira para uso na indústria cosmético-farmacêutica.

En los últimos años há aumentado el interes por el uso de activos naturales. En este articulo son presentadas las diferentes etapas de producción de extractos de plantas de La biodiversidad brasileña para uso en indústria cosmético-farmacéutica.

Recently it has increase the interest for the natural actives use. In this article, the many steps of the extracts production with brazilian biodiversity plants for the cosmetical and pharmaceutical industries are presented.

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Uso da Técnica do Tape Stripping na Quantificação da Benzofenona-4 - Tatiane Otto, Marlus Chorilli, Vivian Zague, Maria Cristina Ribeiro, Gislaine Ricci Leonardi Faculdade de Ciências da Saúde (Curso de Farmácia), Universidade Metodista de Piracicaba UNIMEP, Piracicaba SP, Brasil

Este artigo relato trabalho experimental utilizando a técnica do tape stripping para pesquisar o teor de benzofenona-4 remanescente no estrato córneo quando veiculada através de um gel aquoso.

Este artículo describe um trabajo experimental em el cual fue utilizada La técnica del tape stripping para investigar El contenido de benzofenona-4 remanescente en El estrato córneo cuando ES transportada mediante un gel acuoso.

This article reports a experimental study in which the tape stripping technique was utilized to search the contain of benzophenone-3 which remains in the corneous layer after using a suscreen product.

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Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

As Novas Decises

A XXIII Reunio Ordinria do SGT N 11 Sade/Comisso de Produtos para a Sade/Grupo Ad Hoc de Cosmticos, com a presena das delegaes da Argentina, Brasil e Uruguai, realizou- se em Braslia, nos dias 22 a 24 de novembro passado.

A delegao do Paraguai no participou da reunio, e a aprovao das decises fica ad referendum desse Estado- Parte, conforme preconizam as regras legais que norteiam as decises no mbito do Mercosul.

Entre os vrios assuntos discutidos ressaltamos dois, importantes pelo impacto que devero causar rotina das atividades das empresas.

O primeiro a implantao da Auto Inspeo na BPFeC na rea de Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes, fundamentada na responsabilidade das empresas em estabelecer um sistema de garantia da qualidade, para garantir segurana e eficcia dos produtos.

Alm disso, considera-se indispensvel avaliar o cumprimento dessas normas, por parte dos fabricantes na rea do Mercosul.

De acordo com a proposta apresentada, as empresas do Setor instaladas no territrio dos Estados-Partes devero realizar auto-inspees para verificar o cumprimento das BPFeC estabelecidas nas Resolues GMC N 92/94 e 66/96. Essas empresas realizaro as auto-inspees de acordo com suas necessidades, em freqncia mnima anual.

Os responsveis tcnicos das empresas devero, uma vez realizada a auto-inspeo, emitir relatrio detalhado que incluir os resultados, avaliaes, concluses e medidas corretivas, se for o caso, com prazos para sua implementao.

A partir de 30 de setembro de 2005 os relatrios de auto-inspeo devero estar disposio da Autoridade Sanitria, sempre que sejam solicitados, durante o procedimento de inspeo e de verificao do cumprimento das normas de Boas Prticas de Fabricao e Controle.

O segundo assunto aprovado foi a Certificao de BPFeC na rea de Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes.

Quanto aos motivos para a sua implantao, foi ressaltado que um deles que a certificao de BPFeC requisito para garantir a segurana e eficcia dos produtos.

Outro motivo que a emisso do Certificado requisito indispensvel para reativar as atividades, quando a empresa titular de produtos e/ou fabricante e/ou importadora responsvel tenha sido objeto de medidas cautelares referentes a desvio de qualidade e/ou inobservncia dos requisitos previstos na legislao vigente.

H tambm a necessidade de contar com modelo nico de certificao de boas prticas de fabricao de produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes.

Os Estados-Parte do Mercosul, por meio das autoridades sanitrias competentes, emitiro Certificado de Boas Prticas de Fabricao. A outorga do Certificado que trata esta Resoluo depender da comprovao, perante a Autoridade Sanitria competente, do cumprimento das
normas como o previsto na legislao.

O Certificado ser emitido pela Autoridade Sanitria dos Estados-Parte, por solicitao do interessado.

Do exposto podemos concluir que grandes alteraes iro ocorrer no dia-a-dia das empresas, pois, se efetivamente forem realizadas as inspees e a confrontao dos mencionados relatrios com a realidade, a implantao desta deciso ser bastante proveitosa na direo da qualidade.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

O Jurdico e o Marketing

Diversas vezes ouvi amigos que trabalham com marketing falarem mal do departamento jurdico de suas empresas reclamaes do tipo: tudo o que gente faz aqui, o jurdico barra ali!.

Definitivamente, consumeristas e marqueteiros extremistas devem se estranhar muito!! Talvez essas reclamaes sejam mais compreensveis quando se deixa o mundo jurdico para conhecer melhor o mundo do marketing...

Pois bem, no mundo do marketing se faz de tudo para aumentar o faturamento e lucratividade da empresa o que de fato, quando bem aplicado, faz muito bem para qualquer pas capitalista do ponto de vista social e econmico.

claro que para se alcanar este objetivo, deve-se ter o consumidor como o principal foco. Da aquelas famosas frases: o fregus tem sempre razo; o consumidor nosso rei; o cliente quem manda etc.

Entretanto, durante muito tempo, no se agiu em conformidade com essas frases, e como conseqncia surgiu o Cdigo de Defesa do Consumidor - CDC.

O CDC no veio para impor uma ditadura do consumidor perante os fornecedores, mas sim, para gerar equilbrio nessas relaes.

Logo, quando aplicado corretamente (dever de todos os fornecedores) o CDC pode ser mais uma ferramenta de marketing!

Tambm cabe ao jurdico um mnimo de sensibilidade para respeitar um pouco a criatividade das publicidades e no querer torn-las uma coisa extremamente chata para os possveis consumidores. J somos bombardeados diariamente por elas (umas criativas e outras no), imagine se todas tivessem o aspecto de que foram ajustadas no departamento jurdico?!

Ento, como se pode equilibrar esta outra relao (marketing X jurdico)?

Quando o pessoal de marketing quiser colocar um novo produto no mercado e evitar restries do jurdico deve ter em mente alguns artigos do CDC, como por exemplo, os artigos 30 e 31:

Art.30 - Toda informao ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicao com relao a produtos e servios oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Falando em termos prticos: prometeu, tem que cumprir!!!

Ento, melhor evitar se exceder naquilo que no ser possvel cumprir integralmente. E para evitar problemas de interpretao, a linguagem deve ser clara e acessvel para qualquer consumidor leigo.

Art.31 A oferta e apresentao de produtos ou servios devem assegurar informaes corretas, claras, precisas, ostensivas e em lngua portuguesa sobre suas caractersticas, qualidades, quantidade, composio, preo, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam sade e segurana dos consumidores.

O objetivo deste artigo garantir que consumidor seja livre na sua escolha, ou seja, quando contrata qualquer tipo de produto e/ou servio est fazendo de maneira consciente, pois tem todas as informaes necessrias que influenciam na sua deciso.

Conhecendo um pouquinho e respeitando os dois mundos, ao invs de se estranharem, que tal fazer com que o jurdico e o marketing trabalhem efetivamente juntos desde o incio de qualquer novo projeto?

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

As Pessoas e a Empresa

Muito se ouve falar e discutir a respeito das empresas, de suas virtudes de suas origens e de seus sucessos, motivos e razes de ser.

Fala-se na misso, na viso de futuro, nos valores, enfim, num direcionamento institucional, no seu carisma, nas suas capacidades de adaptao s novas situaes de mercado, nas suas flexibilidades no atendimento aos clientes e na capacidade de enfrentar situaes difceis causadas por acidentes, muitas vezes terrveis, que podem ocorrer mesmo em empresas que, bem administradas, tinham tudo sob controle.

Em verdade a empresa depende unicamente das pessoas, e so estas que formam os dois pilares de sua sustentao, o pilar formado pelos colaboradores e o pilar formado pelos clientes. O pilar formado pelos clientes tem de ser atrado e sustentado pelas aes do pilar formado pelos colaboradores. Um clima interno de confiana, de tica, de produtividade, de crescimento horizontal ou vertical, de melhorias, de reconhecimentos, de intensa colaborao e de compromissos percebido e devidamente valorizado pelos clientes. So estes clientes que sabero valorizar uma melhor qualidade de produtos e de servios pelo preo s vezes mais alto, mas recompensador pela qualidade intrnseca do atendimento, do fato de se sentir bem quando estiver na empresa ou em seu contato.

A empresa que se mostra homognea em todas as reas, dar aos setores de cobrana e de atendimento s reclamaes a mesma ateno que seus clientes recebem na rea de vendas.

Determinada empresa, que partiu de uma estratgia adequada a sua situao e a do mercado, seguramente tem planos b e c, para no ser surpreendida em situaes inesperadas. O mesmo vale para situaes de mudanas provocadas pela empresa, como ajuste de preos, alteraes de produtos, mudanas de local, mudanas de estratgias, entre inmeras outras possibilidades.

Para que esta empresa efetivamente seja e se mantenha como lder em seu mercado, necessita de uma direo competente e conhecedora de seu mercado, uma equipe de primeira linha, que alm de competente para as suas funes especficas tenha habilidades de comunicao, de seleo das pessoas mais capacitadas para os devidos cargos, de tal forma que cada um faa exatamente aquilo que mais gosta, que esteja devidamente comunicado e comprometido para se alinhar com a filosofia bsica da empresa, ou seja, com a sua identidade.

O grande problema no est nas capacitaes tcnicas. Estas so facilmente conseguidas por meio de treinamentos, cursos, formaes, estudos, pois so conhecimentos que podem ser adquiridos. A parte mais importante do processo est na descoberta das habilidades necessrias a cada funo na empresa, e na descoberta das pessoas que as possuam na intensidade e combinao adequadas. O outro componente fazer com que as habilidades das diferentes pessoas se integrem na formao de uma rede interna de comunicao, que se inicia na alta direo, flui de forma natural e orgnica por todos os processos da organizao, e se integra com os seus clientes externos. As habilidades so inatas, parte do carter e a forma de ser das pessoas. Sem dvida haver alguma possibilidade de moldagem, de treinos, de trabalhos em grupos para que as habilidades desejadas sejam melhoradas e a organizao tambm dever deixar claro por meio de comunicao verbal e no-verbal as habilidades e as formas de atuao desejadas que se tornem a cara da empresa.

Em ltima anlise, a alta gerncia quem sinaliza, por meio de seus exemplos, a direo a ser seguida. H muitas situaes a serem consideradas e monitoradas como, por exemplo, as formas de alegria e tristeza, medo e raiva, compreendendo como essas emoes afetam os relacionamentos profissionais e pessoais, adquirindo e vivenciando de forma positiva os comportamentos empreendedores como: tolerncia ambigidade, manuteno da expectativa e do propsito, capacidade de visualizao, superao de desafios, manuteno do foco, criao de mapas de percurso, promovendo auto-reforos para a autoestima, no apenas para si, mas para todo o grupo a que pertence, reforando tambm os sentimentos dos outros, agregando autoconfiana a cada um e um sentimento geral de confiana mtua.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Manchas da Pele

No h dvida que as manchas da pele so causadoras de srias angstias durante quase todas as fases da vida, principalmente na adolescncia e na fase adulto-jovem, pois influenciam, em muito, a aparncia.

Atualmente, pessoas de qualquer idade, sexo, etnia e classe social buscam cuidar da esttica, em vista da sua crescente valorizao profissional, e o aparecimento de qualquer mancha deve ser vista de modo especial.

As manchas so classificadas em: hipercrmicas (melanose solar e melasma), ou manchas escuras, e hipocrmicas (vitiligo, pitirase versicolor e leucodermia solar), ou manchas claras.

Vitiligo

Caracterizado por manchas acrmicas (sem cor), de tamanho e forma variados e que se espalham por todo corpo, sem apresentar nenhum outro sintoma. resultante de um defeito na clula que produz a melanina, o melancito.

O vitiligo acomete pessoas de todas as idades, com maior incidncia entre os jovens, e no contagioso. Sua causa ainda no totalmente esclarecida, mas existem algumas teorias que tentam explicar o aparecimento.

Existem basicamente duas formas clnicas de vitiligo: vulgar, que se caracteriza por manchas de distribuio aleatria no tegumento e que parece estar associada s doenas auto-imunes, como as tireoidites, e a forma segmentar que se caracteriza por manchas restritas a um segmento unilateral do corpo, sem relao com doenas auto-imunes.

O curso da doena imprevisvel. A repigmentao espontnea das leses poder ocorrer em 10 a 20% dos pacientes. No tratamento so utilizadas medicaes tpicas e de uso sistmico, com o propsito de estimular os melancitos. Cremes com corticides e banho de luzes associado com psoralenos, a chamada Puvaterapia, tm bons resultados em longo prazo. Mais recentemente, drogas com o objetivo de regular a imunidade da pele tm sido usadas topicamente, com resultados promissores. O uso de produtos cosmticos para disfarar as manchas muito utilizado pelos pacientes com vitiligo, pois permitem excelentes resultados estticos e melhor convivncia social com a doena.

Melanose Solar

A melanose solar ou actnica caracterizada por manchas de cor castanho-claro escura localizadas no dorso das mos, punhos, antebraos e face decorrente do aumento de produo de melanina pelos melancitos.

um quadro bastante freqente e tambm decorrente da ao cumulativa do sol na pele, observada aps a terceira dcada de vida.

No tratamento, a recomendao mais importante o uso constante de filtro solar, FPS mnimo 15, vrias vezes ao dia. Vrias tcnicas podero ser utilizadas para tratar as manchas, como os cremes base de cidos retinico, gliclico, agentes clareadores, como a hidroquinona e substncias qumicas, como cido tricloroactico, que podem ser aplicadas em consultrio mdico e, mais recentemente, o laser de dixido de carbono.

Melasma

Tambm conhecido como cloasma, uma alterao da pele caracterizada por manchas escuras que ocorrem na face, quase sempre em mulheres, aps exposio solar, gravidez ou terapia hormonal.

Tendncia gentica e caractersticas raciais tambm influenciam no surgimento do melasma. Estas manchas ocorrem principalmente nas regies malares (mas do rosto), testa, nariz, lbio superior e tmporas. So irregulares, porm de limites precisos. A intensidade de pigmentao varivel: s vezes discreta e quase imperceptvel, noutras muito acentuada, trazendo srios distrbios emocionais.

A profundidade em que se localiza o pigmento na pele determina o tipo de melasma, que pode ser epidrmico (superficial), drmico (profundo) ou misto. O tratamento do melasma implica no uso de protetores solares potentes para UVA e UVB, de preferncia aqueles que associam propriedades qumicas e fsicas (de barreira). Substncias despigmentantes, como a hidroquinona e o cido kjico, associadas ao cido retinico podero ser utilizados.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Tricologia e Tecnologia

O estudo dos cabelos e dos plos (tricologia) deve ser orientado para as necessidades e queixas dos nossos clientes. Assim, devemos buscar solues que envolvam a queda dos cabelos, os cuidados cosmticos destes e o manejo adequado dos plos no desejados.

A queixa mais comum nos consultrios mdicos, e talvez nos cabeleireiros e terapeutas capilares, a da queda. Ao tomarmos como parmetro a perda de 60 a 100 fios dirios, qualquer nmero que exceda este deve ser sinal de alerta. O bom clnico deve pensar sempre em trs hipteses diagnsticas: heredo- constitucional (gentica), hormonal ou metablica. A partir da pesquisa diagnstica clnica e laboratorial deve chegar primeiro a um diagnstico e depois tratar adequadamente cada um dos itens descobertos. Pode e deve, para isso, utilizar medicamentos, cosmticos e cosmecuticos que tm a funo de interromper a queda e recuperar os fios perdidos. Sabe-se que, aps, em mdia, 12 anos sem atividade o folculo piloso acaba por ser reabsorvido pelo organismo. Ento, este o prazo mximo para a recuperao dos cabelos.

Independente do que tenha causado a queda, algumas medidas so sempre aconselhadas. Melhorar a condio do couro cabeludo, tratando qualquer alterao externa, como dermatite seborrica, eczemas, fungos ou bactrias, sempre importante.

Aumentar a vascularizao do couro cabeludo, para trazer mais sangue para esta rea tambm pode ajudar a curar a queda. Aplicar produtos tpicos revulsivantes ou estimulantes da diviso celular, certamente, vai contribuir para a melhora do quadro.

Mas, um desafio maior e que persegue todos os profissionais da rea da tricologia como tratar os fios cosmeticamente, obtendo resultados efetivos e no apenas mercadolgicos. Nesta rea temos de levar em conta alguns atributos dos cabelos: penteabilidade, brilho, hidratao e reparao.

Na verdade, esses atributos esto intrinsecamente correlacionados, pois so interdependentes.

O importante, outra vez, ter o diagnstico mais preciso possvel. Sabe-se que o brilho e a penteabilidade esto diretamente ligados ao estado da cutcula. Se esta estiver ntegra no teremos problemas com esses dois atributos. A hidratao e a reparao so dois atributos que esto muito dependentes da estrutura mais interna dos fios, que a crtex. Cabelos tintos ou que foram submetidos radiao ultravioleta perdem a estrutura das pontes bissulfridicas (as pontes de enxofre) e necessitam produtos que recuperem este status anterior. Necessitam de proteo preventiva ou reforada, dependendo do caso.

Alguns produtos tm origem animal, outros vegetal, e, mais recentemente, temos produtos desenvolvidos em laboratrios, sintetizados a partir de tecnologia biolgica ou sinttica exclusivamente. A entram os produtos com a nanotecnologia, que nada mais do que o estgio tecnolgico alcanado que permite fabricar partculas com tamanho muito reduzido, que, por isso, tm capacidade de adsoro e de penetrabilidade, podendo em alguns casos ser utilizadas tanto na pele como nos cabelos.

Dentro destas alternativas mais modernas temos, a guisa de exemplo, e em ordem alfabtica: Crodazosoft DBQ (quaternrio com duas cadeias berrnicas - Croda), Gluadin R (protena do arroz - Cognis), Hidrahair O2 (fotoprotetor - Chemyunion), Oliquat (oligossacardeo quaternizado - Arch Qumica), Solamer (polmero de adsoro UV para cabelos - Nalco) e Velvesil 125 (copolmero de silicone - GE Silicones). Outros produtos esto no mercado e, felizmente, para os interessados, a maioria dos fabricantes e/ou importadoras tem fornecido informaes tcnicas adequadas e de fcil acesso.

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

O Operador e a Reologia


Voc, leitor, que com toda a certeza atua na rea cosmtica e, portanto, est bem familiarizado com as BPFs, conhecendo muitssimo bem o contedo dessas Normas editadas pela ANVISA, sabe que o primeiro item referente Produo o treinamento de quem produz, ou seja, do operador. Tambm conhecendo os demais tpicos referentes produo de ps, slidos, lquidos, etc, chega concluso, pelo nmero abrangente dessas instrues, que esse treinamento deve estar ligado s condies de higiene no trabalho, incluindo conhecimentos de microbiologia.

bvio que importante eliminar todo o potencial de contaminao microbiana e isto est correto, mas no o suficiente em termos de treinamento. necessrio dar aos operadores conhecimentos dos fundamentos da Qumica. E por qu? Porque os operadores processam misturas e uma delas, muito crtica, so as emulses.

Inmeras vezes tive a oportunidade de conversar com operadores e sempre perguntava se era fcil obter uma emulso estvel que resultasse em viscosidade dentro do especificado. A resposta sempre foi afirmativa: muito fcil obter uma emulso perfeita s misturar as matrias-primas conforme o descrito na frmula padro. Essa resposta gerava uma outra pergunta: Ento vocs nunca tiveram um produto rejeitado por viscosidade fora dos parmetros estabelecidos ou mesmo por separao de fases (quebra da emulso)? E a a resposta era sempre afirmativa. Juntos, eu e os operadores, levantvamos, no ano, o nmero de rejeies de produtos e suas causas. Destas, a mais freqente era aquela relacionada preparao de uma emulso.

Fica claro que o treinamento em noes de Qumica tambm indispensvel para os operadores. Por esse motivo que muitas empresas fabricantes de cosmticos exigem, para ocupar o cargo de operador, no mnimo, o nvel mdio (d-se preferncia a quem tenha o curso Tcnico em Qumica).

Ento? Voc, que supervisor ou gerente de operaes, o que acha? Basta ordenar aos operadores que sigam a receita? Ou necessrio instru-los sobre a qumica das emulses?

Sabemos que as emulses so misturas complexas, caracterizadas por propriedades reolgicas, que so determinadas no somente pela composio qumica da mistura, mas so dependentes do mtodo de preparao.

O operador deve saber que a temperatura exerce papel importante na preparao de uma emulso e, portanto, deve obedecer aquela registrada na frmula-padro. Da mesma forma, o grau de agitao, tipo de agitadores, bombeamento e caractersticas reolgicas tambm so importantes.

Por falar em Reologia, que relao tem esta com a preparao de emulses?

O comportamento reolgico das emulses tem influncia no s sobre o tato, o que importante sob o ponto de vista de aceitabilidade pelo consumidor, mas tambm devido s suas conseqncias no processo de fabricao.

Mas afinal o que Reologia?

A palavra vem do grego (reo = corrente e logo = estudo) e a cincia relacionada com a matria que se deforma ou flui por foras aplicadas. Devido diferena de velocidade da corrente de matria que flui, temos uma emulso que no s flui, mas deformada. Essas diferenas de velocidade geram uma fora de frico entre elas (F). E a relao entre F e a rea da superfcie conhecida como fora de cisalhamento (diviso da matria por agitadores) por unidade de rea. E viscosidade pode ser definida como a tenso de cisalhamento dividida por sua velocidade.

Alm das condies fsicas citadas, importante tambm que o operador saiba que o pH tambm interfere na obteno de uma emulso estvel.

E o que dizer das caractersticas qumicas interferindo na estabilidade das emulses?

Os operadores devem ter informaes sobre os tensoativos, principalmente os no-inicos.

obvio que os formuladores que devem ter o conhecimento mais profundo dessa matria, mas os operadores devem saber porque devem respeitar temperaturas, velocidade de agitao e o tipo de agitadores para a obteno de emulses estveis e dentro dos parmetros de viscosidade estabelecidos.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Personalizao da Embalagem

Dando seqncia coluna publicada na edio anterior, citamos os potes como parte integrante da famlia dos frascos plsticos. Nesse aspecto temos carncia muito grande de novos modelos, tamanhos etc. comum se deparar com empresas que lanam produtos com apelo diferenciado na composio qumica e no conceito, porm, por falta de opo, utilizam o pote j conhecido no mercado, suficiente para diminuir o impacto perante o consumidor.

Com raras excees, h muito tempo no so criados novos modelos, mesmo se falando em moldes exclusivos. A criatividade na escolha de cores, na aplicao do hot stamping nos rtulos ou no uso de sleeve que acaba fazendo a diferena.

Tampas

Quanto aplicao na boca do frasco, as tampas podem ser de rosca ou de encaixe. Quanto ao fechamento do orifcio, tambm podem ser do tipo disc top (a pastilha deve ser levantada para o produto sair) ou flip top (a sobretampa com dobradia deve ser levantada para usar o produto) ou fechada (quando se retira a tampa para usar o produto).

Nas tampas disc top, se no houver boa trava na pastilha de fechamento, pode haver vazamento do produto. Por outro lado, nas flip top, preciso ter o cuidado para no deixar o fabricante usar materiais de baixa qualidade ou reciclados, sob pena da dobradia quebrar aps acionamento da tampa por poucas vezes.

As tampas so normalmente injetadas em PE, PP ou PS.

Podem ainda ser coloridas ou mesmo decoradas com hot stamping, que encarece um pouco mais, mas oferece um toque de elegncia numa tampa comum. Nas tampas fechadas e com rosca, deve-se atentar para o detalhe do disco de vedao, normalmente de Polexam, encaixado na parte superior e interior da tampa, que garante a vedao do frasco, principalmente quando usadas para leos de banho.

No aconselhvel o uso de tampas disc top em leos de banho, pois so freqentes os problemas de vazamento.

Captulos parte so as tampas em Surlym, normalmente usadas para frascos de colnias. Modelos, cores, tamanhos e beleza so os diferenciais encontrados nessas tampas.

Frascos de Vidro

Na maioria das vezes, o que determina o sucesso de venda de uma colnia sua embalagem. O frasco (normalmente de vidro) o principal componente no conjunto de peas que compem a embalagem desse produto. O frasco pode ser transparente (flint), colorido, foscado ou pintado. No Brasil, ainda temos alguma dificuldade no fornecimento de frascos coloridos. Quantidades mnimas de compra e preo impedem as pequenas empresa de optar por um frasco colorido. Por outro lado, j existem opes de frascos coloridos fabricados fora do Brasil, mas com estoque local. Nesse caso, possvel comprar pequenas quantidades, porm o preo desestimulante.

Aquela aparncia de gelado nos frascos resultado de um trabalho de foscao. O vidro transparente torna-se fosco pela ao de jateamento (areia) ou por imerso em soluo de cido fluordrico. A foscao por jateamento ou por ao do cido um trabalho delicado, perigoso e requer do fabricante conhecimento e tecnologia. Esse ataque ao vidro precisa se limitar parte externa, pois resduos de cido dentro do frasco podem causar riscos ao consumidor.

Outro cuidado a ser tomado num frasco foscado quanto ao tipo de adesivo do rtulo a ser aplicado. Ao especificar o rtulo, deve ser dito ao seu fabricante que este vai ser usado num frasco foscado. Nem todos os adesivos de rtulo so eficientes quando aplicados em frascos desse tipo. Nesse caso, o fabricante do rtulo vai definir o melhor tipo de adesivo a ser usado no liner, para melhor aderir ao frasco. Menos usados que os coloridos e foscados so os frascos pintados.

Na prxima edio finalizaremos este assunto, abordando outras famlias de embalagens.

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