Uso de TiO2 Hidrofbico/MMPs no Branqueamento/Filtros UV mais Usados

Edicao Atual - Uso de TiO2 Hidrofbico/MMPs no Branqueamento/Filtros UV mais Usados

Editorial

10 anos de Plano Real

 

Congelamento de preços, gatilho salarial, “fiscais” do presidente... Ecos recentes de uma conturbada realidade econômica, às voltas com o desafio de controlar o dragão da inflação – que crescia a cada dia, chegando a absurdos 5000% ao ano, 12 meses antes do Plano Real. Dez anos depois da implantação da nova moeda e do inegável controle dos índices de inflação, os avanços conquistados são tão irrefutáveis quanto a pertinência das críticas. Se há o que celebrar nesses 10 anos de vida, como a modernização da indústria, também há o que o atual governo chama de “herança maldita”, como o risco-país elevado, ameaça de retorno da inflação, juro e câmbio altos.No entanto, um dos saldos positivos e facilmente perceptíveis da implantação do Real foi a inclusão de milhões de brasileiros no mercado consumidor - sobretudo nos primeiros anos após a sua implantação. Também ganhou força um processo de conscientização dos consumidores, que se tornaram mais exigentes - o que se refletiu na busca das empresas por níveis cada vez melhores de qualidade. Como exemplo, vale destacar uma reportagem publicada na “Gazeta Mercantil”, no mês de junho. O texto ressalta o salto de qualidade que o Setor Cosmético experimentou na última década, com ênfase no forte investimento em tecnologia, promovido pelas gigantes do Setor, que promoveram “uma verdadeira revolução” no segmento. Somos o terceiro país que mais compra produtos para cabelo, o sétimo em produtos masculinos, oitavo em bronzeadores, dentre outros dados da Abihpec, destacados na reportagem.

 

Esta edição de Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) traz novidades em clareadores da pele e protetores solares, as inovações apresentadas na HBA South América, a cobertura do Seminário de Atualização em Cosmetologia, além dos trabalhos e pôsteres premiados no 18o Congresso Brasileiro de Cosmetologia. 

 

 

Boa leitura!

Hamilton dos Santos

Editor

Freqüência de Uso de Filtros UV Orgânicos - David Steinberg Steinberg & Associates, Painsboro NJ, Estados Unidos

O autor informa a freqüência de uso de 17 filtros UV orgânicos em aproximadamente 18.000 produtos reportados voluntariamente para o governo dos Estados Unidos até maio de 2003.

El autor informa la frecuencia de uso de 17 pantallas UV orgánicas en aproximadamente 18.000 productos reportados voluntariamente para El gobierno de Estados Unidos hasta mayo del 2003.

The author reports on frequency of use 17 organic UV filters in nearly 18.000 formulations voluntarily reported to United States government as of May 2003

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Composto Branqueador com Extrato de Waltheria indica e Ácido Ferúlico - Liye Mayema, Isabelle Stüssi, Gaël Scherbeck Laboratories Serobiologiqués, Pulnoy, França

O extrato de Waltheria indica, ácido ferúlico e alguns outros ingredientes agem de modo sinérgico num composto branqueador que inibe a tirosinase e1 proporciona esfoliação leve.

El extracto de Waltheria indica, acido ferulico y alguns otros ingredientes agen de modo sinérgico en um compuesto blanqueador que inhibe la tirosinasa y proporciona esfoliación blanda.

Waltheria indica extract, ferulic acid and certain other ingredients act synergistically in a whitening complex that inhibits tyrosinase and provides mild exfoliation.

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Dispersões Aquosas de TiO2 Hidrofóbico - Julian P. Hewitt Uniqema, Reino Unido

Neste artigo é apresentado o uso de TiO2 hidrofóbico com o objetivo de alcançar resultados de melhor transparência e melhor sensorial em formulações de filtro solar.

En este articulo es presentado el uso de TiO2 hidrofóbico con El objetivo de alcanzar resultados de mejor transparência y mejor sensorial em formulaciones de pantalla solar.

In this article is presented the hydrophobic TiO2 with the aim of reach improved transparency and skin feel in sunscreen formulations.

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Controle das MMPs Durante o Branqueamento da Pele - Alain Thibodeau Atrium Biotechnologies, Québec, Québec, Canadá

A adição de inibidores da metaloproteinase da matriz em formulações de branqueadores da pele pode ajudar a reduzir as lesões causadas por efeitos colaterais dos processos de branqueamento.

La adición de inhibidores de metaloproteinasa de La matriz en formulaciones de blanqueadores de piel puede ayudar a reducir las lesiones causadas por efectos colaterales de los procesos de blanqueamento.

Adding matrix metalloproteinease inhibitors to skin whithening formulations can help reduce the damaging side effects of the whitening processes.

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Fórmulas de Filtros Solares com Estrutura Lamelar Multi-Camadas - Timothy Gao, PhD, Jung-Mei Tien e Yoon-Hee Choi Croda Inc., North American Technical Center, Edison, NJ, Estados Unidos

A estrutura lamelar de múltiplas camadas nos filtros solares contendo emulsificantes baseados em fosfatos desempenham papéis importantes na reologia da emulsão e no aumento da deposição na superfície da pele de produtos graxos com filtro solar, melhorando a resistência do FPS à água.

La estructura lamelar de múltiplas camadas en las pantallas solares contiendo emulsificantes basados en fosfatos desempenham papeles importantes en la reologia de La emulsión y en el aumento de la deposición sobre La piel de productos grasos com pantalla solar, com mejora de la resistência de el FPS a el água.

The multilayer lamellar structure in sunscreens containing phosphate emulsifiers plays key roles in the emulsion rheology and in enhancing deposition of sunscreen oil on skin surface, thereby improving the SPF water wash resistance.

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Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

No Caminho da Harmonizao

A ltima reunio ordinria do SGT 11 Sade/Comisso de Produtos para a Sade /Grupo ad- hoc de Cosmticos realizada nos dias 10 a 12 de maio passado, em Buenos Aires, contou com a presena dos quatro Estados-Parte, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e os resultados foram bastante animadores. Vrios tpicos importantes que foram harmonizados e enviados para aprovao esto relacionados a seguir:

Definio de Produtos Grau 1: produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes cuja formulao cumpra com a definio adotada pela Resoluo GMC 110/94, que se caracterizam
por possurem propriedades bsicas ou elementares, cuja comprovao no seja inicialmente necessria e no requeira informaes detalhadas quanto ao seu modo de usar e suas restries de uso, devido s caractersticas intrnsecas do produto.

Definio de Produtos Grau 2: produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes cuja formulao cumpra com a definio adotada pela Resoluo GMC 110/94 e que possuam indicaes especficas, cujas caractersticas exijam comprovao de segurana e/ou eficcia, bem como informaes e cuidados, modo e restries de uso.

Autorizao de Funcionamento/ Habilitao de Empresas: ato privativo do Ministrio da Sade, com incumbncia na vigilncia sanitria dos produtos de que trata a Legislao Sanitria vigente, na qual se outorga a permisso para que as empresas realizem as atividades propostas com comprovao prvia dos requisitos tcnicos e administrativos especficos
.
Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes: definidos segundo a Resoluo GMC No. 110/94.

Produto a Granel: material processado que se encontre em sua forma final, e que s requeira ser acondicionado ou embalado antes de se converter em produto terminado/acabado.

Produto Semi-Elaborado: substncia ou mistura de substncias que requeira posteriores processos de produo a fim de se converter em produtos a granel.

Produto Terminado/Acabado: produto que tenha passado por todas as fases de produo e acondicionamento, pronto para venda/consumo.

Empresa: pessoa jurdica que, segundo as leis vigentes de cada Estado-Parte, explore atividade econmica e/ou industrialize produto abrangido pela legislao sanitria vigente.

Estabelecimento: unidade da empresa onde se realizem atividades previstas pela legislao sanitria vigente.

Fabricao: todas as operaes necessrias obteno dos produtos contemplados pela legislao sanitria vigente.

Representante Legal: pessoa que estatutariamente represente a empresa e responda administrativa, civil, comercial e penalmente pela mesma.

Responsvel Tcnico/Diretor Tcnico/Regente: profissional legalmente habilitado pela Autoridade competente para exercer a responsabilidade tcnica das atividades desenvolvidas pelo estabelecimento e reguladas pela legislao sanitria vigente.

Foi tambm harmonizada a relao de documentos a serem apresentados para a habilitao e cancelamento da autorizao de funcionamento de empresas. Para a prxima reunio ficaram pautados os seguintes tpicos:

Atualizao da lista restritiva

Reviso da lista de substncias proibidas

Reviso da lista de filtros solares e absorvedores de UV

Terceirizao

Reconhecimento mtuo

Os resultados da ltima reunio demonstram novos impulsos decisrios e vontade poltica para produzir resultados - constituem-se passos importantes para se alcanar a harmonizao. Quem viver ver.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Contratos de Adeso

Quem nunca assinou um contrato para abrir uma conta no banco ou para adquirir um seguro?

Certamente, nestas oportunidades, e em tantas outras, voc, na qualidade de consumidor, no chegou a discutir as clusulas que iriam compor este contrato com a outra parte, o fornecedor. Muito pelo contrrio, j que o contrato j estava impresso s esperando a sua assinatura...

Pois bem, este tipo de contrato, que elaborado inteira e exclusivamente pelo fornecedor e que no gera possibilidade do consumidor alterar de fato as condies apresentadas, chamado de Contrato de Adeso.

Tendo em vista os princpios norteadores das relaes de consumo, que consistem na transparncia e no equilbrio entre consumidor e fornecedor, o Cdigo de Defesa do Consumidor dedica especial ateno ao tema contrato, e especificamente aos Contratos de Adeso.

Por definio do artigo 54, do CDC, Contrato de adeso aquele cujas clusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou servios, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu contedo.

Explica-se que autoridade competente em referncia trata-se do Poder Pblico.

Considerando os fatores e as conseqncias suscitadas pelos Contratos de Adeso, o CDC determinou algumas condies visando a proteo da parte mais frgil desta relao: o consumidor!

Assim, preocupaes com aspectos formais e facilidade de compreenso deste tipo de contrato foram disciplinadas pelo CDC nas disposies seguintes:

1- A insero de clusula no formulrio no desfigura a natureza de adeso do contrato. - O objetivo principal que a natureza do contrato de adeso no seja desconfigurada pela insero de clusula manuscrita ou datilografada no contrato j impresso.

2 - Nos contratos de adeso admite-se clusula resolutria, desde que alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no 2 do artigo anterior. - Permite-se a insero de clusula resolutria (clusula que possibilita o fim do contrato antes do previsto se uma das partes no cumprir com sua obrigao como deveria), cabendo ao consumidor escolher pela resoluo (fim do contrato) ou pela manuteno deste, observado o disposto no artigo 53, ou seja, a devoluo das quantias pagas, monetariamente atualizadas, etc.

3- Os contratos de adeso escritos sero redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legveis, de modo a facilitar sua compreenso pelo consumidor. - Vale destacar aqui que tantos os contratos escritos quanto os verbais podem ser considerados de adeso se verificados os requisitos legais. Porm, o maior destaque dever ser dado ao fato do dispositivo visar o acesso informao, a preocupao que o consumidor possa tomar conhecimento do contedo do contrato por uma simples leitura, sem necessidade de esclarecimentos por parte do fornecedor.

Da a importncia da legibilidade das clusulas contratuais e a inadmissibilidade das letras midas, quase sempre ilegveis por uma pessoa com nvel de viso razovel.

4- As clusulas que implicarem limitao de direito do consumidor devero ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fcil compreenso. - O fornecedor dever destacar, a fim de chamar a ateno do consumidor, qualquer clusula que implicar numa restrio de direito ou numa desvantagem ao aderente (exemplo: se o consumidor deixar de pagar duas parcelas consecutivas no poder utilizar o servio ora contratado).

Diante do exposto, fique atento quando for assinar um contrato de adeso e sempre faa valer o seu direito!!!

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Pele Negra

O sistema melanocitrio, responsvel pela pigmentao, compreende os melancitos e os queratincitos circundantes, formando a unidade epidrmica melnica.

Na pele branca os melanossomas so pequenos (400 nm) e reunidos por grupos no interior dos queratincitos, sendo degradados nas camadas superficiais da epiderme.

Na pele negra os mesmos esto dispersos individualmente no citoplasma dos queratincitos e apresentam tamanho maior (800 nm), no sendo degradados e chegando intactos camada crnea. Este fato talvez explique a maior proteo solar no caso da pele negra. Porm, no caso de traumatismos, como cirurgias, a resposta exagerada dos melancitos causa freqente hiperpigmentao ps-inflamatria inesttica na pele negra.

Evidentemente variaes tnicas existem e, possivelmente, entre os indivduos da mesma espcie, no sobre o nmero de melancitos, mas sobre a velocidade de produo da melanina. A resistncia relativa da pele negra radiao ultravioleta deve-se, obviamente, mais capacidade funcional do que ao nmero de melancitos/nm (pele da face do europeu do norte muito mais sensvel do que a coxa de pessoa negra, colocados na mesma radiao - o nmero de melancitos efetivamente superior na face). Geralmente, a hiperpigmentao da pele resultado de aumento na velocidade de formao do melancito e no do aumento no nmero de melancitos. Estes possuem formas dendrticas, como as clulas nervosas, caracterizando a recente formao de melanina e adquirem a forma arredondada em casos de hiperpigmentao, dando a impresso de que esto inseridos como razes na epiderme.

Em estudos realizados sobre a transmisso da luz atravs do estrato crneo, e da epiderme de pele negra e branca, verificou-se que a epiderme branca mais transparente, no somente em relao luz visvel, como tambm aos raios ultravioleta. A 300 nm (UVB) a transmisso estimada em torno de 10% a 15% atravs da pele negra.

Kaidbey e col., a fim de determinar a contribuio da camada crnea e da epiderme viva na fotoproteo natural de brancos e negros, recorreram metodologia de determinao do fator de proteo solar de filtros solares. Os valores do fator de proteo encontrados foram 13,4 e 3,4 para a epiderme negra e branca respectivamente, o que significa que a negra quatro vezes mais protetora do que a branca.

A diferena menos acentuada em relao ao estrato crneo: para a camada crnea negra o fator de proteo solar 3,3 contra 2,1 da branca, o que significa que esta ligeiramente menos protetora que a pele do negro.

No caso de indivduos negros, portanto, a filtrao dos raios UVB ocorre principalmente nas camadas mais profundas da epiderme, e nos brancos isto ocorre principalmente no estrato crneo. Para a regio UVA ocorre principalmente nas camadas mais profundas da epiderme, e nos brancos isto ocorre principalmente no estrato crneo.

Para a regio UVB (320-400 nm), observa-se o mesmo resultado: a pele negra trs vezes mais protetora do que a branca. A pele negra mais fotoprotetora do que a pele branca em todos os comprimentos de onda. No indivduo negro, a melatonina mais fotoprotetora na camada malpighiana do que na camada crnea, para as radiaes UVA e UVB.

Quando, no negro, a melanina atinge o estrato crneo, esta perde em grande parte a sua capacidade protetora e a razo disto ainda desconhecida. A absoro e a difuso dos raios pela melanina depende da densidade e da distribuio dos melanossomas no interior dos queratincitos.

Os melanossomas grandes e dispersos presentes na pele de indivduos negros absorvem mais energia do que no indivduo branco, isto explica a excelente fotoproteo da epiderme negra.

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Importante para o Segmento Cosmtico

Sries Temticas. O que representa esta linha de publicaes da ANVISA para os profissionais que atuam na indstria de produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes? A resposta no poderia ser outra: claro que tem um significado muito importante. Dessas publicaes, podemos destacar como a mais importante a orientao que a ANVISA est dando para que procedimentos padronizados sejam estabelecidos.

evidente que tambm esto sendo transmitidos conhecimentos, mas estes, na maioria das vezes, j fazem parte da formao tcnica e das pesquisas dos profissionais da rea cosmtica, tanto de mtodos j existentes, como novas de metodologias.

E aqui que, vez ou outra, aparece o impasse. Por exemplo, temos alguns mtodos para conduzir os Testes de Desafio a Preservantes: o da Farmacopia Americana (USP 25), do CTFA e o mtodo de Regresso Linear. Este ltimo indicado no livro Handbook of Cosmetic Microbiology - D. Orth - Editado por Marcel Dekker (1993).

Surge ento uma pergunta: a ANVISA aceitaria o mtodo de Regresso Linear como parte dos dados microbiolgicos para a formao do processo de registro? A resposta poderia ser: desde que o mtodo seja validado.

Outra pergunta: Os dados da validao do prprio autor, e que fazem parte de seu trabalho de pesquisa, seriam suficientes para que a ANVISA os considerasse? Essas dvidas existem, so freqentemente manifestadas durante encontros com profissionais da rea. Assim, este acontecimento a publicao do 1 volume da Srie Temtica Qualidade - Guia de Estabilidade de Produtos Cosmticos - realmente um importante e indito instrumento para os profissionais da rea.

Alis, os testes para verificao da estabilidade de produtos cosmticos tambm apresentam variaes, dependendo da fonte pesquisada.

Existem os testes introduzidos por J. J. Cancellieri, apresentado no 2 Congresso Latino Americano de Qumicos Cosmticos, o mtodo apresentado pela International Federation of the Societies of Cosmetic Chemists (IFSCC Monograph, n 2 - The Fundamentals of Stability Testing, 1992), mtodos publicados em revistas especializadas, etc.

Acredito que os exemplos aqui citados, por si s, comprovam minha afirmao inicial de que a importncia dessa publicao est no apenas em ampliar os conhecimentos dos cosmetlogos, mas tambm, em suprir a necessidade de padronizar procedimentos.

Nessa linha de cooperao da ANVISA com aqueles que trabalham para oferecer produtos de qualidade, j tivemos, em 2003, a publicao do Guia para Avaliao de Segurana de Produtos Cosmticos, pela Gerncia-Geral de Cosmticos.

Todas essas publicaes auxiliam o entendimento de solicitaes apresentadas na Portaria n 348, de agosto de 1997. Por exemplo, no item 12 - Garantia de Qualidade, aparece como Recomendvel (R) que os produtos de Higiene, Cosmticos e Perfumes sejam projetados e desenvolvidos de acordo com os requisitos de Boas Prticas de Fabricao.

Entretanto, esses requisitos no esto muito claros no texto da Portaria n 348. Seguir as Boas Prticas de Fabricao e Controle um dos recursos tcnicos e cientficos capazes de reduzir possveis danos aos usurios, mas existem outros que esto mencionados no Guia para Avaliao de Segurana de Produtos Cosmticos.

Um outro exemplo o item 12.15, classificado como necessrio (N), em que deve haver um programa escrito de estabilidade, no qual as condies dos testes, resultados, mtodos analticos usados, dentre outros itens, devem ser registrados.

Com a publicao do Volume 1 da Srie Qualidade em Cosmticos, de maio de 2004, este item poder ser plenamente atendido.

O que tambm gostaramos de ressaltar a feliz escolha do tema do primeiro volume das Sries Temticas, Qualidade. A escolha mostra a preocupao dos rgos oficiais com a segurana e eficcia dos produtos cosmticos que sero utilizados pelo consumidor - e que, por outro lado, tambm do subsdios aos fabricantes para alcanarem esse objetivo.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Embalagens para Cosmticos

A partir desta edio estaremos falando de embalagens para cosmticos: suas peculiaridades, compatibilidades, dificuldades, fornecedores e, acima de tudo, seu Controle de Qualidade.

Normalmente, o projeto de um novo produto nasce na rea de marketing e vai para a rea de Pesquisa e Desenvolvimento, na qual a preocupao com o produto em si - seu foco, apelo, que princpios ativos deve conter, ao e eficcia comprovada desses princpios ativos, segurana, estabilidade da formulao, a parceria com um fornecedor idneo e renomado etc.

Sabe-se da importncia da embalagem. Sabe-se tambm da necessidade dos testes de compatibilidade do produto com a embalagem. No entanto, no so raras as vezes que se define o produto e a embalagem antes mesmo do trmino desses testes.

Entende-se que com relao s embalagens - diferentemente das matrias- primas - no preciso realizar pesquisas e no necessrio um superdiferencial, a menos que o incio do projeto esteja focado num tipo de embalagem exclusiva. Mas isso raramente acontece - se considerarmos que nos desenvolvimentos no existe esse tempo, nem recurso.

exatamente a que muitos projetos deixam seus responsveis malucos. Desenvolveu-se um corpo bonito, porm no se encontra roupa compatvel a sua importncia, para torn-lo elegante. Ento, chega-se concluso de sempre: ainda no temos no Brasil embalagens para cosmticos com a variedade e qualidade encontradas em outros pases.

Neste contexto tm destaque as embalagens para maquiagem. As grandes e at mesmo as mdias empresas brasileiras trazem suas embalagens de batons, sombra, blush etc, de outros pases. Obviamente, paga-se muito mais caro - o que compensado pelo diferencial de variedade e qualidade.

At pouco tempo atrs, desenvolver um produto em embalagem bisnaga implicava no risco de atrasar o lanamento ou mesmo na falta do produto depois de lanado. Isso porque a demanda era muito maior do que a capacidade produtiva das poucas (ou talvez da nica) empresas que fabricavam bisnagas no Brasil. Percebendo essa deficincia, o mercado comeou a mudar. A mudana aconteceu a partir da instalao de empresas - brasileiras e multinacionais - fabricantes de bisnagas.

Tal mudana est refletida na grande quantidade de produtos que hoje tem sua embalagem em bisnaga: o tradicional frasco para shampoo, por exemplo, j comea a ser ameaado pelas coloridas e prticas bisnagas. Apesar de j termos muito mais opes, a procura por bisnagas de qualidade ainda maior que as ofertas.

O mesmo acontece quando se procura um pote de vidro ou de plstico para cremes. Percebemos que h anos no temos grandes novidades - exceto, obviamente, quando se trata de um molde exclusivo. Nesse caso, pouco a pouco, empresas multinacionais vm se instalando no Brasil ou montando distribuidores/representantes para suprir essa carncia. Alm das bisnagas, o exemplo mais recente o dos fabricantes de vlvulas.

Ainda assim estamos muito longe de ser um pas de primeiro mundo quando se fala em embalagens para cosmticos. O Controle de Qualidade de cada empresa de cosmtico precisa parar de fazer as famosas aprovaes com restrio por conta das urgncias e seguir seus procedimentos e planos de amostragem de NQAs (Nvel de Qualidade Aceitvel) pr- estabelecidos. Isso obrigaria empresas a repensar seu parque industrial, seus profissionais e, sobretudo, seus procedimentos.

Em suma, to importante quanto o desenvolvimento da formulao o desenvolvimento ou a definio da embalagem. Por outro lado, se faltam opes de embalagem, falta tambm considerar que nem sempre uma embalagem exclusiva tem custo proibitivo. Muitos fabricantes se dispem a amortizar o preo do molde nas compras da embalagem durante um certo perodo ou quantidade - obviamente, com uma quantidade mnima de compra negociada.

Assim, s nos resta cobrar do fabricante da embalagem a qualidade compatvel com a frmula do produto, que foi cuidadosamente trabalhada.

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

Plato: Onde Estou? Para onde vou?

Esta a essncia da Norma ISSO 9001:2000. Conforme informamos em nossa ltima coluna, quem ainda est certificado por algumas das verses da norma ISSO 9000 da verso1994, estar certificado apenas at 14 de dezembro deste ano. A partir da perder a chance de migrar para a nova norma, tendo de iniciar os trmites de um novo processo de certificao. Quem j est certificado pela norma anterior e a usa efetivamente, tem todas as condies de completar o seu sistema de gesto da qualidade para atender tambm nova norma.

Conforme j citamos em nossas colunas anteriores a norma da nova edio vem para se somar e complementar a nova verso anterior. A norma da verso 1994 se baseava dos princpios de Taylor: escrever o que se faz e fazer exatamente na forma descrita para que esteja garantindo que sempre seja feito da mesma forma, ou seja, ser eficiente, fazer tudo corretamente.

A norma da nova edio j entra muito mais nos princpios de Peter Drucker, que prega a concentrao naquilo que prioritrio a ser feito, ou seja, basicamente no seu princpio da gerncia por objetivos. Para que tal acontea ser necessrio saber onde estamos e determinar para onde vamos.

Saber onde estamos e para onde vamos j era a preocupao de Plato e a preocupao bsica da norma ISSO 9001 da nova edio. At agora, apenas 70% das empresas certificadas pela norma anterior migraram para a nova edio da norma, faltando, portanto, 30%. Caso estas empresas j estivessem entendido o esprito da nova norma, j teriam h muito tempo realizado a adequao de seus processos de operao aos novos requisitos. Para quem j tem todos os seus processos de operao aos novos requisitos. Para quem j tem todos os seus processos descritos na forma do como fazer muito mais fcil identificar os seus principais processos, a sua inter-relao e estabelecer os objetivos e as metas. A norma anterior gerenciava a eficincia, o fazer as coisas da forma certa, a norma da nova verso tem o seu foco na eficcia, ou seja, fazer aquilo que prioritrio.

Para estar em linha com a nova edio da norma possvel manter toda a organizao existente do sistema de gesto da qualidade e apenas complementar o seu processo com as exigncias adicionais:

1 - adequar a poltica no sentido de incluir a melhoria contnua.
2 estratificar a poltica para criar objetivos e metas decorrentes.
3 estabelecer e implementar os oito princpios da qualidade na organizao.
4 focar em clientes, instituindo tambm alguma forma adequada de pesquisar o grau de satisfao e insatisfao destes.
5 completar as descries de cargos com as respectivas competncias mnimas.
6 identificar os processos mais importantes da organizao.
7 na base destes processos, desenhar a sua inter-relao.
8 a partir da, entremos na dvida de Plato, identificando o onde estamos e estabelecendo o para onde vamos, ou seja, identificar os indicadores atuais e estabelecer as metas e caso no as atinja, implementar aes corretivas para que as metas sejam alcanadas.

Tudo isso pode ser feito da forma harmnica com todos aqueles procedimentos e instrues que j so amplamente conhecidos e implementados na empresa. A criao e a divulgao dos indicadores demonstram claramente aos colaboradores a direo e a velocidade a ser seguida, podendo inclusive ser atrelada a processos de participao dos resultados da empresa.

O acompanhamento dos indicadores da qualidade, da produtividade, das economias de energias, da gesto dos refugos e resduos, da reciclagem, dos custos de manuteno e muitos outros fazem com que todos os colaboradores da empresa se motivem na evoluo positiva da organizao. Haver a formao de um efetivo time de jogadores que estar sempre e cada vez mais preocupado com o desenvolvimento da satisfao de seus clientes internos e externos.

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