Qumica do Silicone/Combate s Rugas/Suplementos Dietticos

Edicao Atual - Qumica do Silicone/Combate s Rugas/Suplementos Dietticos

Editorial

De Olho no Mercado Sênior

Segundo dados do IBGE, os brasileiros acima dos 60 anos ultrapassam os 15 milhões e têm renda média que os coloca à frente da média da população entre 18 e 39 anos, atrás apenas da faixa entre os 40 e 59 anos.Com base nessas informações e nos dados da pesquisa “Panorama da Maturidade”, realizada pela empresa Indicator GFK, o jornal “Gazeta Mercantil”, de 29 de março, trouxe reportagem sobre o “novo idoso brasileiro” – alvo de estratégias de marketing dos meios de comunicação, que cada vez mais voltam suas atenções para os maiores de 60 anos.A matéria destaca produtos e serviços voltados para esse segmento, como os cosméticos desenvolvidos para mulheres acima dos 50 e 60 anos, cujas propagandas apresentam modelos de todas as idades.Dos 1800 entrevistados para a pesquisa, 51% usam produtos de beleza e 63% freqüentam salões de cabeleireiros – também estão entre as prioridades as viagens e a leitura de jornais e revistas. Alcançaramíndices inexpressivos algumas atividades que se costuma atribuir a essa faixa etária, como jogos de baralho e os “bailes da saudade”. Sinais (bem-vindos) dos novos tempos.Como bem lembrou João Carlos Basílio, presidente da Abihpec, na edição anterior, é preciso estar atento às novas tendências e “aguçar a percepção”, num segmento tão dinâmico como este. E se, como diz o ditado, o melhor da vida começa mesmo aos 40, aos 60 essas pessoas podem exercer o melhor de suas escolhas, preferências e exigências como consumidores.Esta edição de Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) traz novidades sobre a tecnologia dos silicones e o uso de cosméticos em dermatologia. Também vale destacar o Especial sobre a centenáriaGranado - empresa que traz suaves lembranças da época do Império.O processo, passo a passo, da queratinização - tão em moda atualmente - e o programa do 18º Congresso Brasileiro de Cosmetologia são outros destaques.

Boa Leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Hexapeptídeo: Nova Alternativa ao Combate às Rugas - Arturo Puig Lipotec SA, Gavà, Espanha

Um dos sinais mais expressivos do envelhecimento cutâneo é o aumento da formação de rugas, cuja causa pode ser decorrente de movimentos faciais repetitivos causados pela superestimulação e contração dos músculos faciais de expressão. Este artigo visa apresentar um ativo que é uma alternativa segura à toxina botulínica A.

Uno de los señales más expresivos del envejecimiento cutáneo es el incremento de la formación de arrugas, que puede ser una consecuencia de los movimientos faciales repetitivos causados por la superestimulación y contracción de los muslos faciales de expresión. Este artíiculo tiene como objetivo presentar un nuevo activo que es uma alternativa segura a La toxina botulinica A.

One of the most striking signs of skin aging is the increasing wrinkling of the face, due to repeated facial movements caused by the overstimulation and contraction of the muscles responsible for facial expression. This article aims to present an active ingredient that is a safe alternative to botulinum toxin A.

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Suplementos Dietéticos: Os Novos Aliados das Formulações Tópicas de Cosméticos? - Alain Thibodeau e Édouard Lauzier Atrium Biotechnologies, Inc. Quebec, Canadá

Os autores demonstram que a combinação da eficácia de um creme tópico com um suplemento alimentar melhorou a aparência da pele. No estudo realizado, foram melhorados os parâmetros associados com envelhecimento aparente da pele.

Los autores demuestraron que La combinación de La eficácia de una crema tópica con un suplemento alimentar mejoró La aparencia de la piel. Em el estudio realizado, fueran mejorados los parámetros asociados con el envejecimiento aparente de la piel.

The authors demonstrate that combining the efficacy of the topical cream with adietary/nutritional supplement improved theskin´s appearance. In the trial conducted, parameters associated with aged skin appearance were improved.

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A Química do Silicone - Tania C. Sá Dias, Álvaro Gomes, Renato de Arruda, Cássia Donolato e Fernanda Tachinardi Dow Corning do Brasil, Hortolândia SP, Brasil

Neste artigo, os autores fazem uma revisão da química dos silicones desde o histórico de sua evolução até as aplicações atuais.

En ese articulo, los autores hacen uma revisión de la quimica delas siliconas desde El histórico de su evolución hacia las aplicaciones actuales.

In this article, the authors make a review of the silicone chemistry from its historical evolution up to the
present applications.

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Resinas: O Outro Tipo de Silicones - Arndt Schlosser e Bryan Fry Wacker Chemical Corp., Adrian, Michigan, Estados Unidos

Resinas de silicone trimetilsiloxisilicato e trimetilsilsesquioxane dão resistência às formulações de cosméticos. Resinas de silicone contendo o grupo fenila, além disso, conferem brilho e maior índice de refração à fórmula. Uma resina de silicone à base de gel em pó melhora a sensação da pele e a absorção de óleos.

Resinas de silicona trimetilsiloxisilicato y trimetilsilsesquioxana dán resistencia a las formulaciones de cosméticos. Resinas de silicona conteniendo El grupo fenila, además, suministran brillo y mayor índice de refración a la fórmula. Una resina de silicona a base de gel en polvo mejora la sensación de la piel y la absorción de los aceites.

Silcone resins trimethylsiloxysilicate and polymethylsesquioxane provide transfer resistance to cosmetic formulations. Phenylcontaining silicone resins additionally provide a high refractive index and gloss. A gel-based silicone resin-containing powder adds improved skin feel and oil absorption.

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Protetores Solares, Radiações e Pele - Daniella Almança Gonçalves da Costa e Oliveira, Elizângela Abreu Dutra, Maria Inês Rocha Miritello Santoro, Erika Rosa Maria Kedor-Hackmann Faculdade de Ciências Farmacêuticas - USP, São Paulo SP, Brasil

Artigo de revisão no qual são focalizados os vários aspectos envolvidos na proteção solar.

Artículo de revisión en lo cual son descriptos los vários aspectos involucrados em la protección solar.

Review article in wich the many aspects related to the sun protection are focused.

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Determinação de Tanino em Extrato de Barbatimão - Vânia Rodrigues Leite e Silva Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo SP, Brasil Jorge Luiz Seferin Martins Faculdade de Ciências Farmacêuticas USP, São Paulo SP, Brasil

Neste trabalho os autores descrevem um método espectrofotométrico para avaliação da concentração de tanino em extratos e tinturas.

En este trabajo los autores discriben un método espectrofometrico para evaluar la concentración de tanino en extractos y tinturas.

In this paper the authors describe a spectrophotometric method for evaluation of tanin concentration in extracts and tints.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Canais de Comunicao dos Servios Pblicos

Prezar pela eficincia dos servios o objetivo de qualquer fornecedor da esfera privada, seja este uma empresa ou simplesmente um prestador de servios, que tem por finalidade a manuteno e maior captao de clientes.

Por outro lado, o consumidor de servios tem plena liberdade de escolha na hora de optar pela contratao do fornecedor. Alm disso, quando no gostar do servio, este consumidor tambm pode reclamar e at trocar de fornecedor.

Entretanto, quando se trata de servios que esto na esfera pblica, tais como fornecimento de gua, energia eltrica, meios de transporte, no possvel trocar de fornecedor... Infelizmente, h muitos servios pblicos que esto muito aqum daquele merecido por qualquer consumidor, ou melhor, cidado!

possvel reclamar? Sim!!!

O artigo 22 do Cdigo de Defesa do Consumidor estabelece:

Os rgos pblicos, por si ou suas empresas, concessionrias, permissionrias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, so obrigados a fornecer servios adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contnuos.

nico - Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigaes referidas neste artigo, sero as pessoas jurdicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste Cdigo.

Observando este artigo e todos os demais previstos no Cdigo de Defesa do Consumidor, e todas as aes voltadas ao respeito e ao bom atendimento de consumidores do setor privado - para atingir sua plena satisfao -, o setor pblico est tentando se transformar...

H alguns anos, especificamente em 1991, o Governo Federal implantou o Programa de Qualidade do Servio Pblico (www.pqsp.planejamento.gov.br), com a finalidade de transformar as empresas pblicas. Inicialmente foi focado no desenvolvimento do pblico interno e, desde 1999, visa melhorar a satisfao do cidado. Isto significa que a satisfao do cidado passou a ser elemento de preocupao do poder pblico.

A cidade de So Paulo, por exemplo, tambm tem um canal de comunicao entre a prefeitura e seus cidados o site: http://sac.prefeitura.sp.gov.br

O metr paulistano tambm disponibiliza canais de comunicao ouvidoria, endereo eletrnico (servic@metrosp.com.br), telefone etc. E atravs de panfletos disponveis nas estaes manifesta a preocupao em saber a opinio de seus clientes.

O elemento essencial e o ponto de partida, tanto no setor pblico como no privado, para que estes programas atinjam seus resultados, a educao do consumidor, pois no momento em que este tiver acesso e compreender bem as informaes sobre os servios e a legislao envolvida, ser mais fcil reivindicar seus direitos e menos abusos sero cometidos.

Outro ponto muito importante deste processo a divulgao destas iniciativas para facilitar o acesso de todos os cidados. Pois de nada adianta ter meios de comunicao se no h emissores... Da mais uma vez a importncia da educao e da conscientizao destes consumidores.

Sem dvida alguma esta cultura ainda muito nova e em alguns rgos pblicos ainda indita e apesar de muito lenta j pode ser considerada bastante significativa, pois representa um incio... Mais um passo para o respeito cidadania...

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Importncia do Treinamento e Capacitao de Inspetores

O treinamento e a capacitao de inspetores para avaliar o atendimento das normas de Boas Prticas de Fabricao e Controle na indstria cosmtica um tema de fundamental importncia para alcanar, no futuro, o Reconhecimento Mtuo necessrio para a comercializao entre pases do Mercosul, que por sua vez muito semelhante co-validao de registros propostos anteriormente.

A inspeo sanitria a ferramenta nica e especfica para avaliar as reais condies tcnico peracionais e organizacionais das empresas quanto possibilidade de atendimento aos requisitos mnimos daquelas normas.

Conhecimento um ato de vontade que exige mtodo, disciplina, persistncia e esprito vencedor para transform-lo em realizao. Treinar a nica estratgia para a aquisio do conhecimento, principalmente, quando esse aprendizado foi obtido apenas com o exerccio da prtica.

Existe uma relao direta entre o investimento despendido com o treinamento e os resultados obtidos. As naes lderes mundiais so aquelas que mais investem no treinamento das pessoas, em qualquer nvel, independente da tradio e da cultura de cada povo.

Alm de ampliar os conhecimentos dos treinandos para o exerccio de funes mais complexas, o treinamento e a capacitao desenvolvem habilidades e aumentam o campo de raciocnio para a maior amplitude possvel, no deixando de considerar a internacionalizao das atividades.

Esse prembulo necessrio para melhor compreender os comentrios a seguir, os quais acreditamos que sejam de grande importncia neste momento crucial em que se pretende iniciar o programa de treinamento conjunto de inspetores.

Deve ser lembrado que no por estarem todos reunidos em um mesmo local que a informao recebida ser processada de forma semelhante por todos os participantes do treinamento. O resultado vai depender do nvel de conhecimento prvio de cada treinando.

A regionalidade das situaes reais encontradas em cada pas fruto, em muitos dos casos, da inexistncia ou do desconhecimento da legislao, tanto por parte das empresas quanto por parte dos agentes de inspeo. Esse fato pode acarretar no surgimento de obstculos absoro do conhecimento.

O desnvel existente entre a capacitao das empresas quanto ao atendimento das Boas Prticas de
Fabricao e Controle em cada um dos pases tambm implica na impossibilidade da aplicao dos conhecimentos adquiridos pelos inspetores.

A simplificao do j considerado nmero mnimo de quesitos constantes nas atuais Boas Prticas de Fabricao e Controle no necessariamente ir proporcionar segurana quanto ao estgio de qualidade uniforme em cada pas, pois sabido que a conscientizao do produtor e do inspetor necessrio para o incio de qualquer programa de nivelamento de qualidade.

Por essas razes, esperamos que o planejamento deste processo de treinamento seja realizado com a participao de treinadores efetivamente qualificados e capacitados, com pleno conhecimento da atual situao da qualidade.

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha/ Friedrich Reuss

Os Sistemas Integrados de Gesto

Os sistemas de gesto nada mais so do que listas de verificao (check lists) integradas que so implementados numa organizao, para garantir que todos os passos necessrios para o adequado controle dos processos sejam realizados e observados. Nas reas de produtos da sade obrigatoriamente so necessrios processos que exeram um controle de todos os pontos que garantam a eficcia do produto, incluindo neste termo toda a exigncia de higiene.

O sistema de gesto que est definido para regulamentar esta particularidade o GMP. Um pouco mais amplo que o GMP a nova norma ISO 9001:2000, que vem introduzir com maior profundidade os indicadores e as metas, que so definidas conforme as decises da organizao. Mas um sistema de gesto adequado para funcionar como ncora de todo o sistema integrado.

Com o advento da forte preocupao com o meio ambiente e a infinidade de preceitos legais para ter os seus processos ambientais, como o adequado conhecimento e aplicao da legislao sob rgido controle. Este trio de normas j se constitui no esqueleto bsico necessrio para praticamente toda as empresas que tenham uma ao comercial mais forte, e se torna praticamente obrigatrio para as empresas com maior amplitude de atuao, em especial aquelas que expandem a suas atividades para o exterior.

O outro sistema de gesto que facilita a identificao dos fatores de segurana e sade ocupacional a OHSAS que, com estrutura muito parecida com a da Norma ISO 14001, se presta a organizar todas as atividades relacionadas com segurana e sade, e tambm promove uma identificao das legislaes aplicveis e os sistemas de treinamento, atendimento e preveno de acidentes. Todas estas normas tm alguns requisitos em comum, que podem ser unificados, e os requisitos especficos, com finalidades prximas, harmonizados.

Resta ainda a norma da responsabilidade social, que tendo sido deturpada em alguns pases que a implementaram apenas para fachada, perdeu um pouco a sua finalidade principal. Mas tambm esta pode ser integrada num sistema nico, como j so vistos alguns exemplos no nosso mercado. Se avaliarmos toda esta questo da implementao destas normas de forma mais objetiva e menos do ponto de vista da norma, veremos que elas cobrem aquilo que da responsabilidade de qualquer lder de organizao.

Qualquer lder numa organizao deve desenvolver, observar e zelar para que a qualidade seja produzida com eficcia, que os objetivos de custos sejam atingidos, que os desperdcios e as poluies sejam contidos, que seja mantido um ambiente de trabalho seguro, saudvel e agradvel convivncia, que sejam respeitadas todas as legislaes, que se respeitem as liberdades e necessidades individuais dos colaboradores, que se tenha liderana e tambm se promova o comprometimento com os objetivos da organizao, e que cuide da formao do desenvolvimento da competncia de seus colaboradores.

Estas so, em suma, as responsabilidades normais e usuais de cada lder de uma organizao. Mas como nem todos os lderes esto devidamente preparados para assumir esta infinidade de responsabilidades, as normas surgem com o propsito da harmonizao de todos estes compromissos na organizao. Se implementadas sob esta tica, o sistema integrado de gesto est preenchendo uma grande lacuna da competncia individual. Se ampliarmos um pouco mais a nossa viso, poderemos considerar que cada um de ns um colaborador de um empreendimento maior, considerados como setores, gerncias, diretorias e finalmente alinhados com os objetivos e misso da organizao.

Cada um de ns o seu prprio empresrio, sendo diretamente responsvel pelo desenvolvimento da sua formao, pelos seus resultados, pela sua aceitao, pelo seu desenvolvimento pessoal e profissional, enfim, por toda a sua carreira. Caso ele lidere outras pessoas, tanto melhor sero os seus resultados quanto melhor conseguir tornar este grupo uma equipe coesa e sinrgica. H pessoas que j nascem com estes conceitos, mas a maioria deve aprender a conhecer e, finalmente, a usar todos estes conceitos. As diversas normas nos ajudam a identificar e a harmonizar estes conceitos na organizao, assim como a receita de um produto nos permite faz-los sempre da forma mais correta.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Celulite

Celulite o nome popular, que ficou consagrado, daquilo que chamamos lipo (gordura) distrofia (alterao) ginide (feminina), nos termos mdicos e cientficos.

A celulite multifatorial, aparecendo devido a problemas hereditrios, hormonais e circulatrios, principalmente na rea das ndegas e pernas. As mulheres com caractersticas mais arredondadas e femininas (quadris largos e pernas grossas) tm mais chances do aparecimento desta alterao, enquanto aquelas com pernas finas e seios grandes, no.

A celulite no somente gordura ou obesidade, mas sim uma srie de alteraes seqenciais que determinam a formao de um tecido irregular repleto de fibrose. Tudo comea com reteno de lquido, principalmente no perodo pr-menstrual, provocando um engurgitamento dos vasos e dificultando a irrigao daquele tecido. A pele fica mais inchada e a mulher tem a sensao de peso e dolorimento. Alm disso, o hormnio feminino estrgeno tambm facilita o acmulo de gordura nesta regio. Os culotes, ndegas e coxas tm maior quantidade de gordura localizada com menor tendncia metabolizao. Alm da reteno hdrica e tambm do aumento de gordura, os vasos superficiais dilatam visivelmente nos membros inferiores, levando piora da circulao, dor e peso nas pernas.

Com o passar do tempo a irrigao nas reas de celulite vai se tornando irregular e o tecido acumula toxinas, formando traves endurecidas. Os vasos vo ficando com as paredes mais duras e rgidas e no conseguem oxigenar os tecidos. Neste momento a pele vai demonstrando caroos e tambm depresses devido a uma intensa fibrose (cicatriz) que repuxa a pele para baixo. Estas regies ficam muito doloridas e pesadas.

bom lembrar que celulite no obesidade e que mesmo mulheres magras podem t-la. O hormnio feminino favorece a reteno hdrica e o acmulo de gordura e por isso as mulheres tm muito mais celulite que os homens.

A celulite no causada por fator nico, mas sim por um processo de inchao, acmulo de gordura, m irrigao e formao de traves fibrosas que depois so irreversveis.

O tratamento da celulite multidisciplinar e no h um nico remdio que provoque a cura. importante praticar exerccios fsicos para melhorar a irrigao da pele e a musculatura, alm de alimentao equilibrada para evitar excesso de peso e acmulo de gordura.

Alm disso, a drenagem linftica, que ajuda a retirar o excesso de lquido, muito til neste tratamento. Nesta massagem especial, so pressionados delicadamente os gnglios no trajeto linftico, evitando o acmulo de excesso de lquido. Esta deve ser realizada por profissionais especializados, que conheam a anatomia da pele e a tcnica de massageamento.

Podem ser utilizados tratamentos por via oral, porm no existe uma medicao nica especfica. Deve-se evitar o sensacionalismo e as curas milagrosas, que so impossveis de serem alcanadas pela prpria caracterstica do processo.

As substncias utilizadas so: diurticos, para evitar reteno hdrica; medicamentos lipolticos, para metabolizar gordura e outros para melhorar a oxigenao vascular. Tambm so realizados tratamentos especficos, como hidrolipoclasia (tratamento para gordura localizada, aplicando-se soro e ultra-som). Atravs desta tcnica, por causa da distenso das clulas gordurosas e do calor liberado pelo ultra-som, as clulas gordurosas so destrudas e metabolizadas.

Pode-se realizar tambm a subciso, que uma tcnica especial para as depresses (furinhos). O local anestesiado e ento se entra com uma agulha especial. Com movimentos de vai-e-vem se desfaz a fibrose acumulada. No local da subciso se forma um hematoma, depois o tecido refaz novas fibras mais adequadas e a depresso desaparece. Evitar estresse excessivo, bebidas alcolicas e excesso de cafena tambm muito importante.

Como observamos, tratar a celulite depende de uma avaliao adequada e de um conjunto de aes que possam corrigir os vrios problemas causados por esta dermatose.

No h milagre, e sim a boa f dos pacientes.

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

O Papel por Testemunha

Tudo o que se faz deve ser escrito e tudo que est escrito deve ser feito.

No me lembro bem onde li esta frase, mas com toda certeza deve ter sido em algum artigo sobre Sistema de Garantia de Qualidade. Na minha opinio, esta no deve ser considerada apenas como uma simples frase. Deve ser o slogan ou, traduzindo para o portugus, deve ser o grito de guerra dos responsveis pela Qualidade das empresas.

E qual a importncia de ter todo o processo registrado e, mais ainda, por que importante registrar todas as alteraes ou informaes ocorridas durante o processo? Porque estas podem ser muito teis. Mas teis em qu? Vamos tomar como exemplo a descoberta do planeta Urnio. Este foi observado pela primeira vez (e muitas outras a seguir) pelo astrnomo Pierre LeMonier, em 1760. S que este homem tinha o pssimo hbito de rabiscar suas notas em pedaos de papel, que poderiam at ter acabado no lixo. Por sorte estas anotaes caram em mos certas as de Sir. William Herschel, que recolheu todos os dados esparsos, confirmando que, realmente, o oitavo planeta fora descoberto oficialmente por Pierre LeMonier.

Se registros so importantes para a astronomia, que dir para a construo da qualidade dentro de uma empresa. Mas por que o registro de operaes de manufatura to importante?

Porque o registro das ocorrncias durante o processo de fabricao de um produto evita perda de tempo em repetir experimentos que no deram certo ou, se deram, surge a possibilidade de transferir essas informaes para o novo produto que apresenta similaridades. E o que mais importante, permite o rastreamento da(s) causa(s) de no-conformidade(s). O fato de esses registros estarem num nico local pode ajudar a visualizar datas e fatos, fazendo conexes que, de outra maneira, poderiam passar despercebidas.

Outra resposta pergunta anterior poderia ser respondida com o nmero de vezes (pelo menos 39) que a palavra registro mencionada e exigida na Portaria n 348 de agosto de 1997 BPF e C para as indstrias de Produtos de Higiene, Cosmticos e Perfumes.

Para termos uma idia das inter-relaes na ao de registrar ocorrncias e das normas que fazem parte da Portaria n 348, vamos ver que praticamente todas estas convergem para a necessidade de registro. Por exemplo, no item sobre Sistema e Instalaes de gua Purificada, no roteiro de inspeo, a pergunta se o sistema de purificao da gua validado e se existem registros dessa validao. No mesmo item e como necessrio (N), a pergunta se os cartuchos de filtros so sanitizados e se essa operao est registrada.

Para que se constate, de uma vez por todas, a importncia desses registros, vamos supor que houve contaminao microbiana de um lote de produtos. A suspeita, pela densidade da populao contaminante e pela espcie encontrada, recaiu na gua purificada. Mas, lembremos que, por enquanto, a gua r (mas no confessa) e precisamos de provas para inocent-la ou conden-la. E como faz-lo? O primeiro passo ver seus antecedentes e fazer isto consultando os registros. Assim, pergunta-se: o sistema foi validado? Houve uma testemunha que disse: sim, o sistema foi validado. E as provas? A, a testemunha titubeou!

Talvez algum tenha registrado, rabiscando algum papel, como o astrnomo desastrado. Outras perguntas foram dirigidas testemunha: foi executada a sanitizao do sistema? A resposta dada foi que lembrava que num feriado prolongado (no precisamente, quando), todo o sistema de distribuio da r havia sido sanitizado, mas a prova (registros) no sabia onde estava.

Ento, como ficamos? A gua ou no culpada? Por falta de provas pr-r, a gua foi inocentada. Curiosamente as contaminaes continuaram. Mas, por falta de registro ningum sabe, ningum viu... O que resta, ento? Correr atrs do prejuzo e iniciar a elaborao do protocolo de validao de todo o Sistema.

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