Novas Matrias-Primas/Balano Econmico/Tratamento Corporal

Edicao Atual - Novas Matrias-Primas/Balano Econmico/Tratamento Corporal

Editorial

Paixão Nacional

Que venham as boas notícias! Depois das dificuldades de 2003, este parece ser o espírito dos brasileiros neste início de 2004, bem como o dos empresários do setor, ouvidos para o “Balanço Econômico” que publicamos nesta edição.

 

Vem dos números gerados pelas exportações um dos melhores saldos de 2003 para a indústria de cosméticos. Segundo dados da Abihpec, as exportações do setor foram superiores a US$ 220 milhões, um crescimento de 18% bem próximo das estimativas de 20%.

 

Já com relação ao mercado interno, nunca é demais lembrar que longe dos números e do sobe-e-desce dos humores do mercado, o brasileiro continua vaidoso. E muito. É o que destacou a reportagem da capa da revista “Isto É” na primeira semana de fevereiro. Consumidores de cosméticos estão espalhados até nos lugares mais remoto do país – informação sempre de olho em novos nichos de mercado, como é a indústria cosmética.

 

A matéria da “Isto É” ressalta a paixão do brasileiro por cremes e perfumes, mesmo em pequenos povoados da região amazônica – lugares onde cosméticos podem valer gramas de ouro e cabeças de gado. Levantamento feito pelo IBGE mostra, que em Belém, por exemplo, uma família gasta em média 1,38% de sua renda com artigos de perfumaria. A média nacional é de 0,64%. Para se ter uma idéia dessa paixão, basta comparar esse percentual com os 0,88% que o paraense gasta de sua renda com arroz.

 

Esta edição da Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) aborda novos tratamentos corporais, traz a opinião de empresários do setor sobre o ano de 2003 e as expectativas para 2004 em mais um “Balanço Econômico”, além de mais de 100 novas matérias-primas disponíveis para os formuladores, com especificações técnicas enviadas pelos fabricantes e distribuidores.

 

Boa Leitura!

Hamilton dos Santos

Editor

 

Regulação do Metabolismo Adipocitário - Jean-François Nicolay e Chistophe Paillet Exsymol, Monte Carlo, Mônaco

Neste artigo os autores demonstram, por meio de modelo experimental original, que o monometil-silanotriol L-arginina pode gerar uma mensagem lipolítica própria para estimular os adipócitos à distancia.

En este articulo los autores demuestran, por médio de un modelo experimental original, que el monometilsilanotriol L-arginina puede generar un mensage lipolitica propia por estimular los adipocitos a distancia.

In this article the authors show, throught an original experimenthal method, that the monomethylsilanetriol L-arginina can generate a proper lipolytic message to stimulate far away the adipocytes

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Formulação de Exfoliantes Corporais - James Ziming Sun, PhD e James W. Parr Advanced Research Laboratories, Costa Mesa CA, Estados Unidos

Produtos exfoliantes baseados em formulações não-aquosas proporcionam maiores benefícios para tratamento da pele e se constituem numa nova categoria de recursos para limpeza da pele do corpo, com objetivos não só de limpar, mas também condicionar e tratar. Óleos, glicóis e óleos de silicone são três fases contínuas de exfoliantes não-aquosos, discutidas neste artigo.

Productos exfoliantes basados en formulaciones no-acuosas proporcionan mayores benefícios para el tratamiento de la piel y constituense una nueva categoria de médios para limpieza de la piel del cuerpo, con objetivos no solo de limpiar, como también de condicionar y tratar. Aceites, glicoles y aceites de silicona son tres fases continuas de exfoliantes no-acuosos, presentados en este articulo.

Nonaqueous-based scrubs provide more functions and benefits for complete treament of the body´s skin and are a new category of cleasing tools focusing on cleansing, conditioning and treating, oils, glycols and silicone oil are three continous phases in non-aqueous scrubs discussed in this article.

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Gordura Localizada: Um Desafio a ser Superado - Valéria B. Câmara Chemyunion Química Ltda., São Paulo SP, Brasil

Neste artigo, a autora apresenta estudo para diminuir a gordura localizada utilizando extrato de algas vermelhas da espécie Gelidium sp.

En ese articulo la auctora presenta un estúdio para disminuir la gordura localizada con el uso de un extracto de algas rojas de la especie Gelidium sp.

In this articles the author presents a study to decrease the body local wax deposits by using a red algaes from Gelidum sp species extract.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Fornecedores Atentos = Consumidores Fiis

A busca pela fidelizao na relao entre consumidor e fornecedor muito antiga...

Muito antes da promulgao do Cdigo de Defesa do Consumidor, j era possvel identificar princpios que propiciavam a fidelidade desta relao, e que se tornaram a base de todas as normas que compe o CDC.

A transparncia, a boa-f, a infor-mao, entre outros, estavam presentes na relao daqueles proprietrios de estabelecimentos comerciais que anotavam as compras de venda a fiado de seus consumidores, e, em algumas ocasies, providenciavam encomendas para sempre atender seus clientes e mant-los, desta maneira, fiis...

Entretanto, esta relao direta e pessoal no persistiu naquelas cidades que se transformaram em grandes centros urbanos. E aquela relao caracterizada pela aproximao foi substituda pelo distanciamento entre as empresas e seus clientes.

Mas, distanciamento no faz bem para nenhuma relao...

As evolues muitas vezes so resultados de revolues, e assim como a revoluo industrial foi um marco para os sculos XVIII/XIX, a revoluo das comunicaes foi o acontecimento do sculo XX.

O resultado desta revoluo propiciou uma amplitude na diversidade dos canais de comunicao, e, conseqentemente, facilitou uma reaproximao das relaes...

Tendo uma tecnologia que facilita "estreitar os laos" - telefone, e-mail, chat - e uma Lei (CDC) que traa princpios e normaliza a necessidade desta relao entre fornecedor e consumidor, verifica-se a importncia da necessidade de um canal que viabilize este processo.

As Centrais de Relacionamento com o Consumidor - mais conhecidas como Servios de Atendimento ao Consumidor - SACs - foram surgindo aos poucos, de uma maneira tmida, e vem crescendo a cada dia, tornando-se essenciais para as posies estratgicas assumidas pelas empresas.

Esta relao perceptvel medida que se verifica o poder exercido pelo consumidor nas empresas brasileiras.

Todos os setores buscam a opinio de seus consumidores e a melhor maneira de atend-los.
Em 1960, j com a finalidade de "estreitar estes laos" com seus consumi-dores e melhor atend-los, a Nestl criou a "Cozinha Experimental", atravs da qual buscava inovar receitas com seus produtos.

Alm de estabelecer uma relao, estes canais podem proporcionar mudanas efetivas.

No setor das companhias areas, por exemplo, a criao de um banheiro exclu-sivamente feminino e a introduo de suco no servio de bordo na Gol; refei-es mais leves e alterao do tamanho do suporte para copo nas mesinhas na TAM foram algumas das conquistas atingidas pelos consumidores atravs dos canais de relacionamento.

J as indstrias de cosmticos que estabelecem um canal de comunicao eficiente com seu consumidor tambm conseguem aperfeioar seus produtos (como, por exemplo, quando h substituio de uma embalagem), esclarecer dvidas (indicao de produto de acordo com o tipo de cabelo ou pele) e at mesmo zelar pela sade de seu consumidor - quando ocorre algum tipo de alergia e um dermatologista deve entrar em ao. Alm disso, atravs das informaes obtidas atravs deste canal conseguem conhecer melhor o perfil deste consumidor.

Estes so alguns exemplos da impor-tncia e da necessidade de se estabelecer uma relao entre consumidor e fornecedor.

Se bem aproveitados e direcionados de forma adequada as Centrais de Rela-cionamento com o Consumidor podem representar aquela "caderneta" do co-merciante, na qual eram anotadas as informaes do cliente com o intuito de atend-lo melhor, seja no aprimoramento do produto ou do atendimento, gerando assim uma relao mais pessoal e com maior fidelidade.

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

A Capacitao de Inspetores: O Grande Desafio

Durante a reunio do Grupo ad-hoc Cosmticos SGT 11, realizada de 20-22 de outubro de 2003, em Montevidu, foi abordado o tema da Capacitao de Inspetores para atuao nos Estados-Parte, tarefa de fundamental importncia, para que efetivamente possa ser estabelecido o Reconhecimento Mtuo dos produtos entre os quatro pases.

O Reconhecimento Mtuo implica que os quatro pases estejam com as suas condies operacionais, no que diz respeito s Boas Prticas de Fabricao e Controle, num mesmo nvel mnimo de atendimento s citadas normas, confor-me a Resoluo Mercosul 92/94 (inter-nalizada no Brasil atravs da Portaria SVS/MS 348 de 19/8/97).

Uma das alternativas para capacitar os inspetores ser a aplicao de treinamento distncia atravs de vrios recursos atualmente disponveis, especialmente os recursos de Internet e de mdia impressa.

Com relao ao treinamento distncia gostaramos de fazer algumas consideraes:

Os sistemas de formao distncia esto sendo utilizados com freqncia cada vez maior em todo o mundo. As vantagens so enormes, entretanto, formular as bases para iniciar o caminho da aprendizagem bastante complexo.

Os avanos na tecnologia empregada nos sistemas de treinamento evoluem rapidamente e esto constantemente sendo alterados.

Outras consideraes fazemos com relao ao contedo desses programas de treinamento:

O sistema de inspeo nos pases est preparado para adotar o treinamento distncia?

Este tipo de treinamento j se encontra incorporado cultura do sistema?

O treinamento levado verdadeira-mente a srio pelos treinandos?

Existem recursos de suporte para a recepo do treinamento, computador, vdeo, conexo Internet, CD-ROM, etc? Os treinandos tm acesso fcil a esses recursos?

Existe alguma estatstica quanto ao nvel de aptido dos treinandos com relao aos tpicos que sero abordados?

As necessidades so as mesmas para os quatro pases?

O prazo para introduo do treinamento inclui tempo suficiente para o desenvolvimento efetivo dos recursos?

Devemos ter em mente que h necessidade de se criar um projeto didtico slido que obrigue a identificar quem ser treinado e o que deve ser apreendido.

Uma vez identificada a necessidade e confirmados os benefcios, dever ser corretamente avaliado o tempo para que o rgo oficial se capacite tecnologicamente. Iniciar por um curso que atenda a um maior nmero de inspetores talvez seja uma alternativa.

Para que tudo possa ocorrer dentro das expectativas, sem dvida, extrema-mente importante conhecer os tpicos a serem apresentados e fundamentalmente avaliar o nvel de motivao dos ins-petores e outros aspectos relativos qualidade do treinamento.

Antes de mais nada, preciso criar um slido projeto didtico, identificar com clareza quem ser treinado, o que deve ser aprendido e uma avaliao do desem-penho das reas em que os inspetores necessitam de melhoria. Pode ocorrer que um recurso de treinamento de menor qualidade pode ser compensado pela solidez do projeto.

O visual do projeto dever ser o mais atraente possvel, o gerente ou gestor do projeto dever ter conhecimento amplo e tambm sensibilidade para avaliar este item, como tambm garantir que os profissionais responsveis sejam os mais talentosos possveis.

Devero ser utilizados todos os recursos para chamar e manter a ateno dos treinandos.

As ferramentas de avaliao e a manuteno das informaes permitem analisar o andamento do curso e so vali-osas para a tomada de decises relativas a estes. O domnio de cada uma das partes dever ser pr-requisito para a passagem para a etapa seguinte.

Tomamos a liberdade dos comentrios acima, pois somos sabedores e conhe-cedores da realidade das condies opera-cionais da grande parte das empresas existentes nos quatro pases e tambm da enorme diversidade de critrios com que so executadas as inspees para avaliao das Boas Prticas de Fabricao e Controle.

Uma considerao tambm dever ser feita relativamente figura do Gestor do processo, pois dever ser profundo conhecedor da realidade existente nas condies operacionais das empresas dos quatro Estados-Parte, para evitar que se nivele, muito por baixo ou muito por cima, com sabidas conseqncias nefastas.

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

Acelerao da Histria e o Meio Ambiente

H cerca de meio ano tivemos um congresso em So Paulo comemo-rando os mil certificados emitidos para organizaes brasileiras, em conformi-dade com a ISO 14001.

A conscientizao para as questes do meio ambiente por parte das indstrias decorre de forma bastante rpida e consciente, porm apenas uma gota dgua no oceano, quando imaginamos o tamanho do Brasil e todas as influncias malficas das atividades de explorao que ocorrem nas reas rurais, florestais, nos rios, no mar e em toda a riqueza nacional.

Nesta coluna, apresentamos algumas informaes quantitativas sobre o enorme crescimento da agresso ao meio ambiente que vem sendo provocada em todo o mundo. Sendo que um dos grandes gera-dores da agresso o elevado crescimento populacional. O crescimento populacional no Brasil j foi reduzido h alguns anos, mas ainda grande e insustentvel, se considerarmos que ocorre nas camadas de renda mais baixa.

Se analisarmos dados mundiais veremos que aqueles que nasceram depois de 1950 viram mais pessoas nascerem do que nos 4 milhes de anos precedentes, pois de 1950 para 2000 a populao aumentou de 2,5 para 6,1 bilhes. Deste valor, nos pases desen-volvidos o crescimento foi de 0,8 para 1,3 trilhes, ao passo que nos pases menos desenvolvidos o crescimento foi de 1,7 para 5 e isso com tendncia exponencial.

A economia por seu lado cresceu de 4 trilhes de dlares em 1950 para 25 trilhes em 1997 e de 1985 para 1995, ou seja, em dez anos o crescimento foi de outros 4 trilhes.

Para sustentar tudo isso, o consumo em geral tambm aumentou, pois de 1950 para 2000 o consumo de gros triplicou, o de frutos do mar quintuplicou, o de gua, de carne e de lenha triplicaram. O consumo de combustveis fsseis quadruplicou e o de papel sextuplicou, apesar do cres-cimento da informatizao. A pesca mais que quintuplicou e j atingiu o seu limite de sustentabilidade. Neste aspecto, recen-temente ficamos sabendo que a sardinha em lata, to conhecida no Brasil, j no vem mais da pesca em nosso litoral. congelada, importada do Peru e de outros pases do Pacfico para ser enlatada em nossas fbricas. o resultado da pesca predatria.

O consumo de combustveis fsseis por sua vez aumentou a concentrao de gs carbnico em 16% nos ltimos 40 anos, resultando num aumento de tem-peratura de meio grau. As temperaturas recordes dos ltimos anos podem ter exterminado perto de 70% dos corais do Oceano ndico (origem da vida e proteo das mars e das tempestades).

Por meio sculo, at 1997, a Antrtida perdeu 7.000 km2 e nos ltimos dois anos j perdeu mais 3.000 km2, devido ao aumento de temperatura de 2,5 graus, desde 1940. Com isso o nvel dos oceanos pode aumentar de 17 cm at mais de um metro at 2.100.

A utilizao no sustentvel da gua um outro grande problema, pois a gua doce superficial disponvel para consumo menos de 1% da gua total (a grande parte da gua salgada e est nos oceanos). Esta situao bem visvel no Brasil, onde o desmatamento em geral, sem respeito s matas ciliares junto s nascentes dos rios, responsvel pela drstica diminuio do volume dos rios. O Rio Jequitinhonha, a exemplo de muitos outros, perdeu 50% de sua vazo nos ltimos 10 anos.

O desmatamento tambm ocasiona a perda de terras agriculturveis, as perdas anuais da camada superior do solo so estimadas em 24 bilhes de toneladas, equivalente a perder uma Sua por ano.

Uma outra agresso representada pelas montanhas de lixo que diariamente so transportadas (consumindo energias e combustveis no renovveis) e so destinadas a aterros, ocupando reas nobres, ou mesmo sendo destinadas de forma no controlada em aterros clandestinos ou em margens de rios, contribuindo para a poluio das guas subterrneas dos lenis freticos.

O Brasil, alm da Amaznia, j praticamente no tem mais florestas. urgente que sejam tomadas medidas profundas para a proteo das florestas existentes e para o reflorestamento com rvores da regio. A China, por exemplo, proibiu a fabricao de janelas e de portas de madeira, l j existem grandes fbricas que produzem as modernas esquadrias de PVC, do mesmo tipo das que esto sendo introduzidas no Brasil.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Transpirao

O suor um lquido, produzido pelas glndulas sudorparas, que mantm a temperatura do corpo. No calor suamos para perder calor; aps ingerir um medica-mento para controlar a febre, por exemplo, suamos tanto que ficamos molhados e gelados para o corpo voltar temperatura normal.

Como animais de sangue quente, nossa temperatura deve se manter entre 36-42oC. Se a temperatura descer ou subir alm desses limites, as clulas no funcionam e morrem. Da a importncia da transpirao.

A quantidade de suor produzida por uma pessoa varia segundo a idade, sexo, raa, e local de moradia. Os estmulos que influenciam as glndulas sudorparas so: calor externo, exerccios fsicos, vrios tipos de doenas e alteraes emocionais.

bom lembrar que o suor no tem cheiro nenhum ao atingir a superfcie da ctis, sendo formado por gua, eletrlitos, toxinas e alguns elementos, como princpios ativos de medicamentos ou alimentos ingeridos pela pessoa. na pele que se d o crescimento bacteriano que exala o odor desagradvel do suor; o odor se deve s bactrias e no ao suor (bromidrose) em si.

Quanto maior a quantidade de suor produzido e o tempo que este permanece na superfcie da pele, maior e mais forte ser o odor da transpirao. Por esta razo, locais mais abafados, roupas e sapatos inadequados estimulam o crescimento bacteriano, aumentando, assim, o odor desagradvel.

Estresse ou alteraes emocionais tambm aumentam muito a produo de suor nas mos, ps e axilas. Certas pessoas esto sempre com as mos geladas ou molhadas e, em situaes estressantes, no conseguem nem escrever tal a quantidade de suor que produzem.

O aumento excessivo do suor (hiperidrose) freqentemente interfere at na vida social da pessoa. A sudorese excessiva pode ocorrer nas axilas, deixando a roupa manchada, com odor mais forte, ou pode acontecer nos ps ou nas mos. Neste ltimo caso, as mos ficam constantemente molhadas, dificul-tando a realizao de determinados tipos de trabalho, como escrever, digitar, etc. Em geral, no h casos de doenas associadas hiperidrose, e esta anomalia est relacionada a uma tendncia pessoal ou a uma situao de estresse acompa-nhada de muita ansiedade.

Contudo, os casos de hiperidrose nas axilas, por exemplo, podem ser revertidos com uma cirurgia especfica que consiste num corte na pele e a retirada de uma quantidade de glndulas. Trata-se de uma cirurgia relativamente simples, feita pelos dermatologistas. O resultado bastante satisfatrio com significativa diminuio da sudorese.

Os casos de hiperidrose nas mos ou ps so mais difceis de serem solu-cionados. O tratamento local com produtos especficos, como desodorantes ou antiperspirantes, muitas vezes, no consegue controlar o problema. Mas existe um tipo de tratamento para a sudorese excessiva, atravs de um aparelho eltrico, baseado na ionizao. Nesse procedimento o paciente tem que colocar as mos ou os ps, ou ambos, duas vezes ao dia, no aparelho que, ao ser ligado, provoca uma modificao na pele, diminuindo a sudorese, atravs da diminuio do tamanho do orifcio de sada das glndulas na pele.

Outra opo de tratamento para hiperidrose o uso da toxina botulnica, substncia derivada de uma bactria, utilizada como medicao em vrios tipos de doena (principalmente oftalmo-lgicas) e at em tratamentos estticos (aplicao mais conhecida pelas pessoas). Essa toxina bloqueia a ao da acetilcolina, necessria para a sudorese. aplicada com agulha, ponto-a-ponto, em toda a regio das mos e dos ps, e se for o caso, nas axilas.

Com o bloqueio da acetilcolina ocorre a diminuio de cerca de 80% da sudorese nos locais onde a toxina aplicada, sem causar nenhum efeito colateral, uma vez que a pessoa continua suando no restante do corpo. Na realidade, o tratamento inibe o excesso de suor que prejudica a pessoa e tem durao de 7 meses.

O mais importante procurar um profissional especializado, que possa diagnosticar cada caso e indicar o melhor tratamento.

Boas Prticas por Teresa F. S. Rebello

Importncia do P&D nas BPF e C

Apesar de no ser destaque no texto que descreve as normas de Boas Prticas de Fabricao (Portaria n 348/97), o responsvel pelo desenvolvimento de produtos tem importncia capital no objetivo das BPF e C, ou seja, na qualidade dos produtos cosmticos.

E isto significa colocar no mercado produtos seguros e eficazes.

Assim, na citada Portaria, em Defini-es l-se: "Identificao - Ao ou srie de aes que permitem que se assegure o uso de matria-prima ou componente correto durante a fabricao". E quem, a no ser o profissional que desenvolve o produto, pode identificar tais matrias-primas e componentes em etapa anterior fabricao?

Ainda na mesma Portaria, no Reque-rimento para a Garantia da Qualidade, mencionada a importncia da "estreita colaborao" entre os departamentos envolvidos. E, um deles, o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento. este o primeiro a avaliar os ingredientes a serem utilizados do ponto de vista de sua performance na formulao, isto , eficcia e segurana em seu uso. Estas caracte-rsticas esto relacionadas s concentraes das substncias selecionadas e, portanto, o pesquisador deve ter um bom conhe-cimento, no s de suas propriedades, como tambm da legislao vigente.

oportuno repetir aqui o texto do Guia de Orientao para Avaliao de Segurana de Produtos Cosmticos, editado pela ANVISA e que foi coordenado pela Gerncia-Geral de Cosmticos: "At o presente tem sido mais acessvel a busca de informaes tcnicas, de ordem cientfica e normativa para maioria dos ingredientes qumicos, enquanto que para as substncias obtidas de extratos naturais, vrios fatores esto associados desde o seu plantio at o seu preparo farmacognstico, fatores estes que podem conferir s substncias presentes um grau enorme de contrastes, cujos valores sem dvida alguma podem interferir na avaliao toxicolgica do produto acabado".

Acrescentaramos interferncia toxicolgica a de eficcia. Podemos exemplificar bem esta colocao do Guia, com as matrias-primas utilizadas no tratamento esttico da celulite, j que, de um modo geral, nesses produtos so utilizados muitos extratos naturais.

Por exemplo, as propriedades das enzimas devem ser muito bem conhecidas pelo formulador, como o caso da interferncia do calor sobre esses ativos. O pesquisador deve saber que as enzimas so desativadas em temperaturas acima de 60C (temperatura tima: 35-40C).

Dessa forma, os processos de fabricao devem ser muito bem detalhados, para que a incorporao de enzimas, como a bromelina e papana (proteolticas) ou a tiomucase (uma condroitinase), ocorra apropriadamente e, assim, atuem sobre as proteoglicanas e compostos acidossul-furnicos, respectivamente, minimizando edemas.

Um outro ativo que merece cuidados a L-carnitina, um constituinte nitrogenado que, em 1905, foi identificado nos msculos por Frankael e colaboradores, sendo estabelecido, posteriormente, seu papel na oxidao de cidos graxos de cadeia longa. O formulador deve saber que somente a L-carnitina possui atividade biolgica.

Outra matria-prima com funo lipoltica o extrato de alcachofra, graas ao seu teor em cinarina. Portanto, necessrio que o fornecedor do extrato fornea esse dado e, se possvel, que o controle de qualidade do fabricante do produto, tenha equipamentos apropriados para esta avaliao.

Outro extrato indispensvel para produtos que auxiliam no controle dos efeitos ocasionados pela celulite, o de Centella asiatica. Mas, imprescindvel que esse extrato tenha teor suficiente dos sesquiterpenos, que vo atuar no tecido conjuntivo, regulando a estruturao das formas fibrilares, controlando, assim, a fixao de prolina e alanina nessas fibras. Em vez do extrato de Centella asiatica, pode ser utilizado o extrato titulado desses sesquiterpenos, conhecido como madecassol e que contm 30% de cido asitico, 30% de cido madecssico e 40% de asiaticosdeo.

O formulador deve tambm conhecer muito bem os fundamentos da Talasso-terapia (thalassa, em grego significa mar) e os benefcios dos oligoelementos.

Em resumo, no s o conhecimento qumico dos princpios ativos que essencial para o formulador. Ele deve conhecer a interao desses ativos com o rgo mais importante sobre o qual ser aplicado: a pele (e anexos).

O formulador no deve esquecer que ele , antes de tudo, um pesquisador e, exatamente por isso, no incio desta coluna nos referimos a ele como de importncia capital para a empresa fabricante de cosmticos.

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