21 de Outubro de 2018

Vitaminas/Produtos Naturais/IFSCC 2006 (ABSTRACTS)

Edicao Atual - Vitaminas/Produtos Naturais/IFSCC 2006 (ABSTRACTS)

Editorial

À espera de Boas Novas em 2007

 

Um momento de balanço e de análise das oportunidades que aproveitamos,  dos esforços empreendidos e do que o próximo ano nos reserva. No ano de 2006, os ganhos prevaleceram ligeiramente sobre as perdas. Com as incertezas e expectativas de sempre, fica a pergunta: o que esperar de 2007? A julgar pela força e empenho do setor cosmético em empreender ações que fomentem as inovações e o debate de temas importantes, deveremos entrar em 2007 com o pé direito. Nesse contexto, vale destacar dois exemplos de iniciativas recentes e que mostraram tendências importantes, registradas nesta edição.

 

Os chamados produtos orgânicos e naturais são a bola da vez, com um apelo que ganha cada vez mais destaque no mercado. No entanto, ainda há muito que se discutir e esclarecer a respeito – e quanto mais informações a respeito, melhor. As inovações e tendências nessa área, a importância da certificação de matérias-primas e, por outro lado, a baixa disponibilidade de matérias-primas certificadas foram abordados no oportuno seminário organizado pela ABC.

Em seguida, em iniciativa pioneira, a Abihpec promoveu um encontro de 15 cientistas de oito centros de pesquisa e universidades renomadas do país para discutir com empresários as oportunidades no uso de ativos da flora brasileira.

 

Atividades como essas são multiplicadoras de conhecimento, induzem ao desenvolvimento de novas tecnologias que, por sua vez, levam ao lançamento de produtos cada vez mais inovadores e, conseqüentemente, ao fortalecimento do setor industrial.

 

Num setor dinâmico e movido a pesquisas e inovações, iniciativas desse naipe são mais que importantes: são essenciais. Aqui na redação de Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) o clima também é de inovação. Nesta edição apresentamos um novo colunista, Dr. Dermerval de Carvalho, toxicologista, professor titular, aposentado, da Universidade de São Paulo, que passará a assinar a coluna Toxicologia. Esta edição traz artigos sobre o uso de vitaminas em cosméticos, formulário de produtos naturais e o Índice Geral de 2006. Os abstracts do 24º. Congresso da IFSCC realizado em Osaka, no Japão, estão disponibilizados em nossa edição digital.

 

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Vitaminas em Cosméticos - P M Berardo Gonçalves Maia Campos Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto- USP Ribeirão Preto, SP, Brasil

O uso de vitaminas tem despertado grande interesse entre os formuladores. Neste artigo a autora faz uma compilação das principais vitaminas e de seus derivados, descreve suas funções principais e os possíveis usos em cosméticos.

El uso de vitaminas tiene motivado gran interese entre los químicos cosméticos. En este artículo la autora hace una compilación de las principales vitaminas y de sus derivados, describe sus funciones principales e los posibles usos en cosméticos.

Vitamins in cosmetics have being an important subject for the cosmetic chemists. The author in this article made a survey among the principal vitamins and their compounds, describe their functions and theirs use in cosmetic products.

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Ação do Ácido Retinóico em Pele de Ratos - Ednilda E. de Lima Almeida, Lucimar M. Alves, Aldo A. Maul, Jeanete M. Alma, Francisco da Saga Valle Curso de Farmácia, Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo SP, Brasil

Muito embora, o presente artigo, seja experimental, o objetivo deste foi observar e avaliar micro e macroscopicamente a ação do ácido retinóico em forma gel sobre a pele de ratos, mediante o uso continuado e ininterrupto.

The present article, either experimental, the objective of this was to observe and to evaluate micron and macrocospically the action of the retinoic acid in form gel on the skin of rats, by means of the continued and uninterrupted use.

El presente artículo, experimental, fue tendido que el objetivo de este es evaluar micro y macroscopicamente la ación del acido retinoico en la forma de gel sob la piel de ratas, por medio del uso contínuo y ininterrupto.

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Ácido Hialurônico: Principais Aplicações Cosméticas e Terapêuticas - Karen Zazulak, Lali Ronsoni Zancan, Silvia Guterres Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Porto Alegre RS, Brasil

O ácido hialurônico (AH) é um componente majoritário da matriz extracelular que apresenta propriedades interessantes em formulações cosméticas e terapêuticas. O presente trabalho objetiva revisar as características e aplicações do AH em formulações hidratantes e antioxidantes.

El ácido hialurónico (AH), componente mayoritario de la matriz extracelular, presenta interesantes propiedades en formulaciones cosméticas y terapéuticas. El objetivo principal del presente trabajo se hay centrado en la revisión de las principales características y aplicaciones del AH en formulaciones hidratantes y antioxidantes.

The hyalruronic acid (HA), majority component of the extracellular matrix, presents interesting properties in cosmetic and therapeutic formulations. The objective of this paper is to review the characteristics and applications of HA in moisturizers and antioxidant formulations.

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Notcias da Abihpec por Joo Carlos Basilio da Silva

Encontro da Iniciativa Privada e Academia para discutir Inovao

Em 2005, o segmento de cuidados de pele (skin care) faturou US$ 56,1 bilhes ao redor do mundo. Somado ao negcio de proteo solar (Sun care), esse valor totalizou US$ 61,5 bilhes e ultrapassou at mesmo o gigantesco mercado de produtos para os cabelos, que liderava o ranking com uma grande vantagem. Esse exemplo nos d uma pequena mostra sobre a tendncia crescente e acelerada por novidades do mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosmticos.

Assim, a Abihpec e o recm-criado Itehpec (Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmticos) realizaram no dia 7 de novembro, no Hotel Gran Meli Mofarrej, em So Paulo, a II Rodada Tecnolgica do Setor, cujo tema foi Oportunidades de Negcios em Cosmticos para Pele com Uso de Ingredientes Ativos da Flora Brasileira.

Este ano reunimos 15 cientistas de oito destacados centros de pesquisa e universidades de todo o pas, alm de uma fundao, para apresentar os mais recentes trabalhos na rea de cosmticos para pele aos representantes de 56 empresas presentes ao evento.

Para realizar um evento deste porte tivemos a ajuda de parceiros fundamentais: o Ministrio da Cincia e Tecnologia, a ABDI (Agncia Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e o Sebrae.

A idia do encontro a de estreitar os laos entre a iniciativa privada e os laboratrios de pesquisa, para que a academia conhea melhor o nosso setor e as nossas necessidades e, a partir disso, possa direcionar seus estudos para as demandas que existem no mercado. Com a iniciativa, nosso objetivo o de fortalecer ainda mais a indstria nacional, afinal, um pas que possui o terceiro maior mercado consumidor do mundo tem obrigao de oferecer, cada vez mais, produtos inovadores.

Entre os vrios projetos apresentados para a indstria, podemos destacar a aplicao de tecnologia supercrtica (que protege o meio ambiente) para a obteno de extratos vegetais com ativos antioxidantes, o desenvolvimento de produtos fitocosmticos a partir de espcies amaznicas e o desenvolvimento de preparaes fotoprotetoras.

Outro destaque o cultivo e a produo-piloto de leo essencial de folhas de pau-rosa (Aniba rosaeodora), o principal ingrediente usado no famoso Chanel n 5, criado por Coco Chanel em 1921 e, at hoje, o perfume mais vendido no mundo. Mas, segundo estimativas, para obter esse componente, mais de 500 mil rvores foram derrubadas na floresta e, por isso, a espcie acabou includa pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis (Ibama), em 1992, na lista das rvores ameaadas de extino.

O modelo de rodada que criamos est to azeitado que j se tornou referncia no Ministrio da Cincia e Tecnologia e deve virar um processo a ser adotado por outros setores da indstria. Na primeira parte do dia, os pesquisadores apresentaram seus painis. No perodo da tarde, aconteceram as reunies. Os resultados sero conhecidos ao longo do tempo, com o amadurecimento de idias e interesses comuns.

Na verdade, acredito que esse seja o principal papel do Itehpec: conscientizar os empresrios da necessidade de se envolver com projetos inovadores e facilitar essa estratgia. Sabemos como custa caro investir em inovao e como esse preo inviabiliza o acesso das pequenas e mdias a ela. Estamos aqui para encurtar os caminhos tortuosos. A adeso ainda pequena, se pensarmos nas 1415 indstrias do setor espalhadas pelo pas. A iniciativa pioneira e ainda est engatinhando, mas tenho convico de que este o caminho. Se, l na frente, apenas uma dessas empresas investir em um desses projetos, e acertar na mosca, todo o nosso trabalho ter valido a pena.

Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

O Vibrante Mercado da Maquiagem

inegvel o papel das cores no mundo a nossa volta. E como no podia deixar de ser tambm nos cosmticos, principalmente no segmento no qual fundamental a sua presena: maquiagem. A cor um verdadeiro atrativo ao consumidor, pois em muitos casos o fator decisivo no momento da compra.

O mercado de maquiagem representa 14% do mercado mundial (US$ 33,0 bi - 2004), o terceiro maior segmento do setor cosmtico. Alm da cifra interessante tambm apresenta taxa de crescimento invejvel aos outros segmentos: 15,2% no perodo de 2000-2004. A maior parte desse consumo est concentrado na Amrica do Norte e Europa Ocidental, sendo a Amrica Latina responsvel por 7%, porm detentora da maior taxa de crescimento, 52,2% no perodo.

A razo de tanta ateno por parte do consumidor em relao ao segmento o simples fato dele entregar aquilo que o consumidor, em quase toda a sua totalidade mulheres, procuram: beleza e cuidado.

Beleza para o rosto, olhos, unhas e lbios, so mais desejveis para a grande parte da populao mundial que vive em cidades no-praianas e desenvolveram hbitos mais noturnos do que dirios - mas que tambm no dispensam boa apresentao no ambiente de trabalho, durante o dia.

Maquiagens com apelos antiaging e embalagens portveis nas bolsas so responsveis pelo aumento do consumo.

A maior parte do mercado de maquiagem est concentrado nos produtos para o rosto (36% do faturamento). Os mais significativos em termos de consumo so os corretivos faciais (67%), com propriedades sensoriais especiais, apelos de FPS e promessas de nutrio da pele, voltados ao mercado de faixa etria mais madura.

Porm, a promessa para o futuro em termos de taxa de crescimento indica que os produtos para a regio dos olhos sero maiores. Os olhos so a janela da alma, nada mais certo do que isso. Concordando ou no com a poesia, o fato que os olhos so o foco das mulheres

As empresas lderes no mundo nesse segmento concentram 60% do faturamento em 10 empresas, sendo a Lreal a mais proeminente (18,7%) a qual apenas na Frana teve aumento no faturamento de 4,2% (2004 versus 2005) e incremento nos investimentos de marketing de 15%. As marcas mais consumidas so da prpria Lreal: Germey, Maybeline e Jade (7,4% do faturamento).

O Brasil, com mercado de R$ 23 bi (preo ao consumidor) e promessa de taxa de crescimento de 5,0% a.a. tambm privilegia os produtos para os lbios mais do que os seus vizinhos (41%), embora tambm apresentem taxa de crescimento mais atraente para os produtos para a regio dos olhos. Por conta disso investe em propaganda na sua forma mais agressiva: TV (novela). Nos produtos para os brilho. Apelos de hidratao so fundamentais, em conseqncia do clima. A lder no mercado local Avon, que ostenta a estatstica de que fabrica 1 em cada 3 batons consumidos.

A tendncia local continuarmos a ter ofertas cada vez maiores de produtos com apelos de tratamento (UV, hidratao, nutrio) e corretivos (volume, contorno). Quanto cor, o investimento em brilhos labiais ficar para os produtos voltados aos novos consumidores, da faixa etria teen.

Em termos de praticidade, maquiagens com apelos bi ou tri funcionais devem ter a preferncia do consumidor. Quem investir em portabilidade com certeza abocanhar uma fatia maior do mercado.

Sem dvida nenhuma, a beleza passa pelo uso da maquiagem. Estar belo faz parte da vaidade humana e importante que cada um se sinta belo para si e para os outros, a quem amam e se relacionam. A cincia cosmtica est presente para ajudar e j no de hoje que se fala nisso, basta lembrar das imagens esculpidas nas paredes das tumbas egpcias ou no busto da rainha Nefertit, para ter uma idia de quo antiga a preocupao com a beleza facial, dos olhos e lbios. Mas no se deve se apegar em demasia a isso, pois conforme disse Antonie de Saint-Exupry, em o Pequeno Prncipe, o essencial invisvel para os olhos.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Lei de Arbitragem comemora 10 Anos

No final de setembro foi realizado um simpsio nacional, aqui em So Paulo, o qual apresentou como tema Os Instrumentos Extrajudiciais de Soluo de Conflitos, comemorando os 10 anos da Lei de Arbitragem Lei n 9.307/96.

Diversas figuras importantes estiveram presentes neste evento, como o senador Marco Maciel, o governador Cludio Lembo, o ministro Francisco Resek, entre outros, que demonstraram seu apoio incondicional difuso deste instituto e na criao da cultura da arbitragem no Brasil.

O tema da arbitragem j foi exposto em colunaanterior (edio jul/ago 2006), mas vale a pena rever alguns conceitos:

A arbitragem consiste num processo jurdico de solucionar conflitos entre pessoas fsicas ou jurdicas, no-estatal, praticado em funo de um regime contratual previamente estabelecido, no qual as partes voluntariamente e de comum acordo, escolhem um ou mais rbitros, os quais lhes outorgam o poder decisrio para resolver o conflito de maneira justa e eficaz. Que o Poder Judicirio brasileiro extremamente moroso e ineficiente no nenhuma novidade. Mas os dados que foram apresentados durante esse Simpsio comprovaram que tais caractersticas s tendem a se agravar.

Somente no Estado de So Paulo, nas instncias de 1 e 2 graus, no mbito cvel, existem 25.541.096 processos para serem julgados.

A situao to catica que em 2005, por exemplo, havia 14.807.08 processos que j estavam em andamento, somando-se mais 5.872.872 processos que foram distribudos naquele ano,subtraindo-se apenas 3.119.855 processos que resultaram em sentena.

Com relao Justia do Trabalho, tambm vale comparar os nossos nmeros com alguns pases do primeiro mundo: o Japo registra 1.000 processos trabalhistas por ano; a Inglaterra 66.000 processos por ano e o Brasil 6.000 processos por dia!

Assim, prev-se que um processo leve no mnimo 12 anos para ser solucionado na Justia Convencional. Alm de estar inteiramente superada, a litigncia convencional tornou-se um buraco negro, comentou um dos palestrantes.

Diante deste panorama, demonstrado pelos fatos apresentados, inevitvel buscar-se alternativas nas solues de conflitos.

Nos pases desenvolvidos a arbitragem praticada h muitos anos, principalmente em questes de comrcio internacional.

Logo, no mundo globalizado de hoje, a arbitragem tem relevncia fundamental ao aprimoramento dos negcios internacionais, suscitando numa maior segurana para a prtica dos contratos internacionais.

Portanto, a difuso deste instituto e a criao da cultura da arbitragem no Brasil so de amplo interesse econmico, empresarial, social e, inclusive, do Poder Pblico, j que trata de uma medida eficaz para diminuir o acmulo de processos judiciais pelo menos naquelas matrias que podem ser resolvidas por meio da arbitragem (direitos patrimoniais disponveis, como contratos; no cabendo matrias de mbito penal, tributrio ou de direito de famlia, exceto partilha de bens).

Para finalizar, destaca-se a milenar sabedoria chinesa, por meio de um provrbio expressado naquele evento: Na morte evite o inferno. Em vida evite os tribunais.

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

Resduos, Custos e Responsabilidade Legal

Os resduos se encontram em quaisquer uma de nossas atividades. Nem sempre nos lembramos que os resduos, em algum momento foram comprados, foram produzidos, estocados, transportados, analisados, contados em inventrios e foram submetidos a processos de produo, de embalagens e de diversos manuseios. Chega um momento que se tornam inservveis e recebem um tratamento diferenciado daqueles produtos que representam o valor da empresa e que se destinaro ao processo de venda.

Segundo a sua origem, os resduos podem vir de devolues, estoques vencidos, avarias diversas, restos que ficaram nas embalagens, amostras de reteno que j cumpriram o seu prazo, resduos de laboratrio, restos da limpeza de misturadores, de filtros, de linhas e outros equipamentos industriais. Outros resduos so as embalagens vazias, contaminadas ou no, matrias-primas e produtos encalhados, enfim, uma infinidade de origens.

O fato mais importante que os resduos custaram dinheiro e trabalho, assim como o produto que vai ser vendido. Os valores representados pelos resduos so significativos e aumentam ainda mais se considerarmos o custo de seu gerenciamento, estocagem e destinao final.

Para o gerenciamento dos resduos deve-se classific- los segundo suas origens e propriedades sabendo se so resduos perigosos, inertes, se podem ser reciclados, criando tabelas de seu gerenciamento: origem, quantidades, responsveis, estocagens intermediarias e finais, e a destinao intermediaria e final.

Uma das destinaes mais seguras de resduos perigosos continua sendo a incinerao, seja em forno de incinerao ou em co-processamento em forno de cimento. Neste caso o resduo deixa de existir e cessa a responsabilidade de quem originou o resduo, o que no ocorre no caso do resduo ser destinado a aterros.

Lembramos tambm que o transporte de resduos perigosos est sujeito ao uso de transportadoras devidamente credenciadas e destinao intermediria e final acompanhada das devidas autorizaes legais de transporte. As empresas de destinao tambm tm de demonstrar suas autorizaes, licenas e registros vlidos.

Outra medida conveniente a descaracterizao de embalagens e de produtos classificados como resduos.

Todo o processo de gerenciamento dos resduos deve ser fechado por meio de um balano de massa para a efetiva demonstrao de que toda a quantidade gerada est em estoque ou que tenha sido devidamente destinada.

O fechamento final dado pelo certificado de destinao final, emitido pela empresa de destinao. Considerando quo crtico o manuseio de resduos e os riscos de sua destinao, recomenda-se realizar auditorias ou visitas e acompanhamentos do transporte, e da destinao, assegurando o conhecimento e a comprovao da execuo contratada.

Antes do surgimento da legislao ambiental os resduos em geral e tambm os perigosos eram tratados de forma muito simples, como qualquer outro lixo.

Na atual situao de restrio cada vez maior dos custos e dos riscos legais, h necessidade urgente e efetiva do gerenciamento adequado destes materiais. Entram a as substituies de embalagens por containeres, a reviso da diversidade de matrias-primas e de materiais, a eficincia operacional nos processos de carga, descarga, limpeza, troca de produo, eficcia dos processos de set up, controle dos estoques quanto ao vencimento dos prazos de validade e uma infinidade de outras caractersticas.

Lembrando sempre que o custo da destinao final de resduos perigosos pode ser muito mais alto que o custo da prpria matria-prima. Sabe-se que muitos processos qumicos tiveram suas rotas modificadas exatamente para evitar a formao de resduos cuja disposio final nas atuais condies de mercado e de legislao mais restritiva ou mais custosa.

Uma contrapartida para os maiores custos da destinao dos resduos perigosos pode ser encontrada no gerenciamento adequado dos materiais suscetveis aos processos de reciclagem, sempre pensando no seguinte princpio: materiais reciclveis misturados so lixo, ao passo que devidamente separados e ordenados so preciosas matrias-primas.

Assuntos Regulatrios por Rubens Brambilla

Nova RDC disciplina a Contratao de Terceiristas

A RDC N 176 da Anvisa, publicada em 21 de setembro de 2006 aprova o regulamento tcnico para a contrao de servios de terceiros para a fabricao de produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes.

O motivo principal dessa publicao, entre outros, foi atualizar a Resoluo Mercosul/ GMC/Res. No. 26/06 Contratao de Terceirizao para Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes, alm de regulamentar e criar novos critrios para a contratao, por empresas especializadas e autorizadas, dos servios de terceirizao, garantindo, assim, a segurana na fabricao desses produtos.

De modo geral, a nova RDC no apresenta grandes inovaes naquilo que se estava sendo praticando no mercado, embora destaque no seu Anexo, diversos itens que definem os critrios e as possibilidades que justifiquem a contratao dos servios de terceirizao, bem como, suas etapas que podero ser parciais ou totais, dependendo de cada caso.

Outros itens de destaque do Anexo se referem aos contratos de terceirizao, inclusive com nfase aos servios de controle de qualidade, que sero limitados, podendo somente ser realizados em terceiros, desde que devidamente capacitados e reconhecidos, pela Autoridade Sanitria competente , mas, somente quando o grau de complexidade da anlise torna necessria a utilizao de equipamentos ou recursos altamente especializados, ou pela pequena freqncia desse tipo de anlise, como tambm, a exigncia da indicao da data de inicio e termino desses contratos, a indicao dos produtos a serem fabricados, determina a responsabilidade conjunta, dos responsveis tcnicos das empresas e determina que todos os contratos, aps assinados, devam ser enviados para as autoridades competentes.

Como nos demais casos, esta RDC, tambm determina que as empresas estejam devidamente autorizadas e licenciadas na vigilncia sanitria federal e no rgo estadual/municipal, bem como estejam habilitadas para as atividades, objeto do contrato de terceirizao. As empresas devem cumprir tambm todas as demais legislaes pertinentes, bem como, igualmente, so passiveis de inspees pela autoridade sanitria competente e, principalmente, em conformidade com as normas de boas praticas de fabricao vigentes.

Apesar das reunies havidas entre autoridades e representantes do setor regulado para esclarecimentos quanto montagem do dossi de produtos cosmticos estabelecido pela RDC No. 211/2005, para produtos registrados e notificados, muitas empresas ainda esto encontrando dificuldades em juntar os novos e diversos documentos exigidos. Recebemos informaes de empresas do setor que essas dificuldades se estendem mesmo para a atualizao das notificaes. O setor est aguardando a elaboraode um manual de orientao para a composio desse dossi,conforme divulgado naquelas reunies.

Nova reunio do Mercosul foi realizada nos dias 23a 26 de outubro passado, desta vez em Braslia, dentro da vigncia brasileira da Presidncia Pro-Tempore Mercosul. Na prxima edio estaremos comentando as principais decises.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Cosmetovigilncia e BPF

Como de conhecimento geral, a Anvisa publicou a Resoluo RDC N 332 de 1 de dezembro de 2005, que torna obrigatria a implantao de sistema de Cosmetovigilncia por parte das empresas importadoras e/ou fabricantes.

A referida RDC preconiza que a Cosmetovigilncia ir facilitar a comunicao por parte do usurio quanto a problemas decorrentes do uso, defeitos dequalidade ou efeitos indesejveis dos produtos, alm do acesso do consumidor informao.

Quando, em colunas anteriores, mencionamos a definio e o conceito das Boas Prticas de Fabricao e Controle (BPFeC), deixamos claro que o objetivo da implantao de processo como esse na empresa, exatamente evitar as ocorrncias mencionadas no pargrafo anterior.

Se tomarmos por base as possveis causas para as no-conformidades que possam resultar em problemas decorrentes do uso, selecionaramos os defeitos de desenvolvimento da frmula, quando no so levados em conta todos os tpicos que devem ser considerados para a obteno dos benefcios apregoados. O mesmo pode-se, tambm, considerar quando da elaborao das informaes contidas na rotulagem, e algo deixa de ser esclarecido, seja por motivo mercadolgico ou mesmo tambm por efetiva ausncia de comprovao.

Estas duas consideraes remetem aos quesitos das BPFeC, que tratam da correta elaborao de informaes. Quanto aos defeitos de qualidade, podem ser considerados os quesitos das BPFeC que incluem as formulaes, manuseio e controle de qualidade.

Ocorre que em algumas circunstncias a legislao vigente obriga as empresas a submeter os produtos a uma srie de avaliaes quanto aos seus efeitos e comprovao dos seus benefcios.

Desnecessrio seria argumentar que se as recomendaes contidas nos guias e manuais de BPFeC fossem efetivamente observadas, a Cosmetovigilncia resultaria uma forma do consumidor avaliar se o fabricante efetivamente cumpre essas recomendaes, pois no existiriam no conformidades e seus efeitos indesejveis.

Apenas para efeito de informao, resumimos no quadro abaixo uma possvel correlao entre o no cumprimento das BPFeC e suas conseqncias.

Acreditamos que com estas breves observaes possamos enfatizar a necessidade para o efetivo cumprimento das BPFeC, o que resultaria na inexistncia de no-conformidades e, portanto, no ocorreriam problemas decorrentes do uso, defeitos de qualidade ou efeitos indesejveis.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Vitaminas em Cosmticos

H muito que as vitaminas deixaram de ser apenas nutrientes reguladores, aqueles que figuravam nas tabelas de alimentao como os responsveis por manter em perfeito funcionamento o intrincado mecanismo qumico que rege o organismo. Na dcada de 60, com o mdico americano, Linus Pauling, surgiu a teoria que deu origem medicina ortomolecular, aquela que considera as vitaminas e seus primos menores, os minerais (oligoelementos) como agentes capazes de prolongar e melhorar a vida.

Nos ltimos tempos, porm, essas substncias comearam a ganhar fama em outro cenrio: os cosmticos. No de hoje que a cincia sabe do potencial das vitaminas e minerais na manuteno de pele saudvel. E algumas dessas substncias j so figuras assduas nos cosmticos (especialmente as vitaminas A e E).

Mas o vertiginoso avano tecnolgico da indstria cosmtica vem provocando uma verdadeira revoluo e tais substncias podem agora chegar estveis pele, em altas concentraes e com maior poder de ao.

A principal ao das vitaminas e dos minerais adicionadas aos cosmticos a ao antioxidante ou a apacidade de combater os radicais livres, molculas desequilibradas e potencialmente danosas para todas as clulas do organismo.

A vitamina A (retinol) tem vrias funes crticas no organismo humano principalmente no funcionamento da retina. necessria para a diferenciao do tecido epitelial, para crescimento do tecido sseo e do aparelho reprodutor, e tambm para o desenvolvimento embrionrio. A vitamina A est associada melhora da resposta imunolgica, reduzindo os efeitos de certas doenas infecciosas e diminuindo o desenvolvimento de alguns tumores malignos. Devido aos efeitos no tecido epitelial, os retinides tm sido usados para o tratamento de doenas de pele como acne, psorase, fotoenvelhecimento e preveno de tumores cutneos.

Embora outros metablicos tenham sido reconhecidos, o cido retinico considerado mais importante em relao s aes na pele. Este cido sintetizado atravs do metabolismo do retinol passando por dois estgios: retinol para retinol-aldedo atravs de oxidao e ento para cido retinico. Os retinides circulantes esto ligados a protenas especficas carreadoras de anlogas da vitamina A que so conhecidas como CRBP (cellular retinoic-binding protein) e CRABP (cellular retinoic acid biding protein). Os trabalhos mais recentes sobre retinides demonstram a existncia de receptores especficos nucleares. Estes receptores so pertencentes superfamlia dos receptores de hormnios esterides.

A funo principal dos retinodes na pele relaciona-se hiperproliferao da epiderme com aumento do estrato espinhoso e granuloso, sem modificao no nmero de camadas do estrato crneo.

Atualmente tenta-se comprovar que o retinol (vitamina A) aplicado pele pode causar efeitos similares ao do cido retinico, sem irritao. Isto possvel medida que a pele tenha as enzimas necessrias para este metabolismo especfico. Esses achados corroboram a idia de que muito se tem a caminhar ainda no conhecimento deste grupo denominado retinides.

O cido ascrbico (vitamina C) extremamente instvel e perde suas propriedades na presena de ar, gua, luz ou calor, o que dificulta sua utilizao em formulaes cosmticas. A grande revoluo foi a possibilidade de estabilizar a vitamina C para que possa ser usada em altas concentraes (5 a 10%). A vitamina C um poderoso antioxidante, do mesmo modo que aumenta a resistncia do organismo s infeces, protege a pele contra a ao dos radicais livres. Experimentos mostram que a quantidade de cido ascrbico na epiderme cai aps a exposio solar diminuindo os radicais livres produzidos pela agresso dos raios ultravioleta. A vitamina C tem outra grande funo antiaging: atua na formao do colgeno, fibra que compe 80% da derme e garante a firmeza da pele. Alm disso, o cido ascrbico inibe a ao clareadora, ajudando a eliminar manchas. Tambm possui papel fundamental na reciclagem de vitamina E, outro importante agente antioxidante.

Vitaminas e minerais fazem parte de um conceito moderno de cosmtica voltada mais para a preveno do envelhecimento do que para reverter os estragos do tempo. Por isso os especialistas recomendam seu uso desde cedo perto dos 20 anos em formulaes que busquem manter a pele com a hidratao e o vigor da juventude. Em geral, as concentraes nesses casos so baixas e os produtos podem ser usados noite e pela manh, antes do filtro solar. Mais tarde, quando se inicia o uso de produtos de tratamento como o cido retinico o uso de vitaminas e minerais tpicos continua necessrio, embora como coadjuvante.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Produtos Cosmticos Seguros

A histria muito rica quando se fala em cosmticos. Basta ver as citaes bizantinas, egpcias e romanas, nas quais mulheres e homens j se preocupavam com a apresentao pessoal, usando preparaes cosmticas. No novo Imprio Romano, mdicos ilustres apareceram em cena. Os bizantinos tambm j dedicavam especial ateno aparncia, usando preparaes cosmticas para os cabelos.

Afinal, qual a verdadeira histria do nascimento dos produtos cosmticos? Este marco pode estar relacionado ao ato dos homens de tingir o corpo, atendendo ao desejo de conseguir melhorar o visual. Provavelmente, com o mesmo propsito, o primeiro cosmtico colocado no mercado foi utilizado pelo homem da caverna. Como foi preparado? Consta na literatura que utilizaram fuligem como ingrediente e cinzas como excipiente.

O uso de sombras para os olhos foi registrado em 4000 a.C. Para isso, verde de malaquita era adicionado pasta de antimnio e o produto resultante conferia colorao verde s plpebras.

O produto acabado era envasado em potes, previamente umedecidos com saliva.

Certamente, o desejo de se embelezar estava acima do compromisso tecnolgico, da estabilidade e da segurana. A histria cosmtica prdiga em relatar casos semelhantes.

O empirismo era geral. E cada ato emprico gerava espao para o avano tecnolgico. O avano tecnolgico e a sagrada obrigao daqueles que tm compromisso com o desenvolvimento cientfico promovem o crescimento da cincia, aqui includa a Cosmetologia. O primeiro registro de produto cosmtico destinado a cuidar da higiene da pele um sabo foi preparado a partir da suspenso das cinzas da saboeira em gua. Estava, assim, lanado o primeiro surfactante.

O primeiro produto resultante de reaes qumicas foi atribudo ao hidrolisado de gordura de cabra, gua, cinzas ricas em carbonato de potssio que, reunidos, foram transformados em cera slida.

pocas, fatos, lendas e a busca do conhecimento marcam a histria dos produtos cosmticos.

A histria e os grandes feitos cientficos asseguram interesses e conflitos. Juntemos no mesmo atalho da discusso - segurana dos cosmticos - pesquisa e desenvolvimento, rgos de regulamentao, globalizao e segurana dos usurios.

A segurana dos produtos cosmticos exige conhecimento fsico-qumico dos ingredientes; desvendar a relao estrutura-atividade; estudos relevantes de toxicidade; avaliao do risco; alm de criar e alimentar banco de dados e clculo da margem de segurana, tidos como parmetros vitais para a interpretao dos resultados obtidos para fins pr-clinicos, na primeira etapa de outras que obrigatoriamente se sucedero e os ensaios clnicos, nos quais o personagem principal o ser humano.

Merece citao muito especial e respeitosa o fiel cumprimento da declarao de Helsinki, assim como os ditames da legislao brasileira.

Pesquisa e desenvolvimento e avaliao de toxicidade de ingredientes cosmticos devem seguir esquemas muito bem planejados. No entanto, na grande maioria das vezes, a avaliao est freqentemente relegada ao final do ciclo produtivo. Este procedimento, por razes econmicas, tem sido atribudo s indstrias dotadas de menores suportes financeiros.

Aos rgos de regulamentao foram reservadas atribuies cujo resultado final garantir o uso seguro do produto cosmtico, cuidar da legislao com o rigor devido, universalizar a definio de cosmticos, no se envolver em razes nacionalistas, evitar protecionismos polticos, incentivar o intercmbio tcnico-cientifico e a discusso entre aqueles que acreditam ser a sua regulamentao a melhor.

No se esquea de que h pouco mais de 10 anos, a harmonizao regulatria de produtos cosmticos era apenas um sonho.

O usurio no aparece por acaso no final de nossas consideraes por mera coincidncia textual. Como ltimo pargrafo desta coluna, queremos comungar decises, mesmo sabendo que o risco zero mera premissa.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Vitaminas e Produtos Capilares: at onde vai a Verdade?

A palavra vitamina foi usada pela primeira vez pelo bioqumico polons Casimir Funk, em 1912. uma palavra montada a partir da palavra latina vita (vida) e do sufixo amina, usado para descrever substncias do grupo funcional amina; naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar de no ser verdade, o nome acabou por se manter.

As vitaminas podem ser classificadas em dois grupos, de acordo com sua solubilidade. As solveis em gorduras so agrupadas como vitaminas lipossolveis e sua absoro semelhante a da gordura, podendo acumular-se no organismo, alcanando nveis txicos. Exemplos dessas vitaminas so: A, D, E e K.

J as vitaminas solveis em gua so chamadas de hidrossolveis e consistem nas vitaminas presentes no complexo B e a vitamina C. Essas no so acumuladas em altas doses no organismo, sendo eliminadas pela urina. Por isso necessria uma ingesto quase diria para a reposio dessas vitaminas.

Algumas vitaminas do complexo B podem ser encontradas como co-fatores de enzimas, desempenhando a funo de coenzimas, essenciais na diviso celular e na manuteno de certos rgos.

Na pele e nos seus anexos acontece o mesmo. As vitaminas so essenciais para o seu bom funcionamento. Infelizmente a via para administrao de vitaminas a sistmica (oral ou intravenosa) o que nos afasta do seu uso tpico com efeitos interessantes.

Quando utilizadas em produtos cosmticos tm de obedecer a rgidos padres de concentrao, conservao e veculos, sob o risco de no ter nenhum efeito. O maior exemplo que temos o da vitamina C tpica, que, segundo estudos recentes, precisa estar na concentrao de 10% e adicionada a veculos bem especficos para que se tenha algum benefcio.

Sabemos hoje o papel mais que importante exercido pela camada mais externa da epiderme, o estrato crneo. este que vai fazer o primeiro papel de barreira deste nosso rgo de defesa. Assim, quando temos a camada crnea intacta sabemos que, alm de ter os componentes do manto hidrolipdico apostos na sua superfcie, a produo prpria de lipdeos ir fazer com que se torne uma defesa entrada de substncias estranhas ao organismo, compreendendo a as vitaminas.

Com relao ao couro cabeludo e especialmente aos cabelos, acontece o mesmo. Se tivermos um ambiente saudvel pouco ou nada ser absorvido por estas estruturas. Assim, elementos antioxidantes como a vitamina C, muito estudada e discutida, tm pouco valor quando adicionados a produtos capilares, embora recentes estudos com ratos mostrem efeitos positivos quando se associa vitamina C e minoxidil topicamente.

Alguns anlogos da vitamina D, especialmente a D3, tm sido estudados com a finalidade de acelerar o crescimento de cabelos em pacientes que apresentavam um tipo especial de queda, chamada de eflvio telgeno. Esses anlogos j so bem conhecidos em produtos tpicos para psorase.

Estudos feitos no Japo mostram, em coelhos, que a aplicao tpica de vitamina E pode ter efeito sobre a velocidade de crescimento dos plos, o que levaria a uma analogia com produtos teis em seres humanos.

Na verdade, o que temos at o momento que, infelizmente, a maioria das vitaminas no tem efeito quando aplicada em quantidades compatveis com os cosmticos para cabelos, sendo usadas mais como apelo mercadolgico.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Especificao Tcnica para Embalagens

A especificao tcnica o documento oficial que define parmetros para os materiais de embalagem, tanto para defeitos por atributos (visuais) como variveis (dimensional). a bblia do inspetor de qualidade ao inspecionar cada lote no recebimento. documento obrigatrio para a rea de Compras colocar o pedido junto aos fornecedores, bem como cotar novos fornecedores.

Uma especificao tcnica precisa ser abrangente, porm simples e de fcil entendimento, sob pena de existir sem ser usada ou, o que pior, no ser respeitada.

Ao se montar uma especificao tcnica, no aconselhvel usar ou copiar a especificao de outra empresa, mesmo que seja do mesmo segmento, pois cada empresa tem suas peculiaridades, seu NQA (nvel de qualidade aceitvel), seus conceitos, suas necessidades. O que normalmente se faz usar a base e fazer as adaptaes de acordo com cada empresa e seus respectivos fornecedores. Convm lembrar, no entanto, que alguns testes so padronizados e portanto usados em todas as demais empresas.

Deve ser atualizada periodicamente, identificandoo nmero e motivo da alterao. As alteraes na especificao tcnica s podem ser feitas pela rea de desenvolvimento de embalagem ou pela rea responsvel pela sua elaborao. Ao ser alterada, a especificao antiga deve ser recolhida de todas as reas e tambm dos fornecedores envolvidos.

Para facilitar o conhecimento dos materiais de embalagem numa especificao, aconselhvel dividi- los e identific-los por famlia ou grupos, subgrupos etc. Alm de seus respectivos cdigos para identificao.

Como exemplos:
Grupo dos plsticos, cdigo: 1000
Subgrupo frasco, cdigo: 1100
Frasco para shampoo, cdigo: 1110

Esses so apenas exemplos, devem ser tomados os devidos cuidados ao criar esses cdigos, em funo do tamanho da empresa, quantidade de itens existentes, dentre outros aspectos.

Abaixo, um modelo bsico de especificao tcnica, apenas para conhecimento, enfatizando no considerar os parmetros, tolerncias, quantidade de itens etc.

Nome da empresa:
Cdigo da embalagem: 1110
Nome da embalagem: frasco para shampoo cabelos secos
Requisitos:
Especificao:
Estilo geral: frasco, transparente, plano, gravado...
Material de composio: polietileno de alta densidade
Cor: conforme padro ou Pantone
Texto: conforme arte aprovada
Scotch Test: Mtodo 0001
Vedao: Mtodo 0015
Acoplamento de componentes: perfeito
Volume OF (over flow): 2603 ml
Volume BG (base do gargalo): 2502 ml
Peso: 312g
Altura total: 1901,5 mm
Largura: 900,5 mm
Profundidade: 350,3mm
Altura do gargalo:
Dimetro T (total):
Dimetro i (interno):

Finalizando, especificao tcnica o conjunto de informaes fornecidas pela empresa fabricante da embalagem e/ou pela empresa usuria, e de uso comum entre ambas.

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