Cabelostnicos/Proteo Solar/Desodorantes/Antiperspirantes

Edicao Atual - Cabelostnicos/Proteo Solar/Desodorantes/Antiperspirantes

Editorial

Não Quebra, mas não Cresce

De acordo com o IBGE, a economia teve o pior desempenho desde o 3º trimestre do ano passado, com crescimento do PIB de apenas 0,5% no segundo trimestre.O número aquém das expectativas é reflexo do descompasso entre os avanços que levaram à estabilidade econômica – como inflação em queda e saldo cada vez mais expressivo no comércio exterior – e os fatores que ainda travam nosso crescimento, como as taxas de juros estratosféricas (as maiores do mundo, que atraem capital especulativo e supervalorizam a moeda) e a alta taxa de desemprego. A projeção de crescimento econômico para este ano não ultrapassa os 3,5%.Estaríamos colhendo os bons frutos da estabilidade não fossem entraves como a altíssima carga tributária, necessária para suportar os gastos do governo. É a conclusão do estudo realizado pela McKinsey, uma das maisimportantes consultorias do mundo, em reportagem publicada recentemente pela revista Exame.Como escreveu o empresário Antônio Ermírio de Moraes na sua coluna na “Folha de São Paulo” de 3 de setembro, quando comparou o Brasil a uma empresa, que gasta mais do que ganha: “O Brasil não quebra, mas também não cresce”.Com o foco primordialmente no leitor, esta Cosmetics & Toieletries (Edição em Português) marca o início de algumas importantes mudanças no projeto editorial da revista, que estarão concluídas na primeira edição de 2007.Como sabemos, a embalagem e seus componentes são fundamentais para a composição dos produtos cosméticos, de higiene pessoal e perfumes. Em alguns casos atingem muito mais que 50% do custo industrial, representando, portanto, como as matérias-primas, insumo significativo na composição do produto. Pensando nisso, a partir desta edição, estaremos publicando a seção EmbaleCerto, um informativo de embalagens e design para o setor cosmético e de perfumaria. Serão abordados temas variados, como: entrevista com personalidades, relato de cases de embalagens interessantes, descrição técnica de processos produtivos, “notas de mercado”, notas sobre embalagens e componentes e sobre máquinas e ferramental, além de meioambiente, legislação, responsabilidade social, feiras, logística etc. Dessa forma, a partir de agora, a indústria de cosméticos e de perfumaria irá encontrar informações de tecnologia de fabricação de produtos e de embalagensnuma única publicação.Além disso, nesta edição, que tem enfoque especial em desodorantes e antiperspirantes, você irá encontrar também matérias sobre proteção solar e cabelos étnicos.

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Fisiologia da Sudorese e Ação de Desodorantes e Antiperspirantes - Ana Lucia Tabarini Alves, Daniela Brotto Lopes Terci, Douglas Terci, Tânia Ap. Lopes Pinheiro, Adriano S. Pinheiro Kosmoscience, Valinhos SP, Brasil

Nesse artigo, os autores descrevem a fisiologia da sudorese, o funcionamento das glândulas sudoríparas e, a ação dos desodorantes e dos antiperspirantes. É feita breve abordagem sobre hiperidrose.

En este artículo, los autores describen La fisiología de La sudoración, El funcionamiento de las glándulas sudorales y, La acción de los desodorantes y de los antitranspirantes. Um breve comentario ES hecho cuanto a La hiperhidrosis

In this article, the authors describe the sweat physiology, the sweat glands activity and the deodorants and antiperspirants action. A brief comment is made to the soaking sweats

Comprar

Mecanismo de Ação dos Desodorantes - Angela Martins Ciba Especialidades Químicas, São Paulo SP, Brasil

Neste artigo, o autor apresenta uma revisão do principais aspectos a serem considerados na formulação de um produto com ação desodorante

En este artículo, el autor presenta una revisión de los principales aspectos a considerarse en la formulación de un producto con acción desodorante

In this article, the author presents a survey of the most important aspects to be considered during a product with deodorant product development

Comprar

Antiperspirantes e o Bloqueio do Suor - Daniela Yoshimi Baba Sarfam, São Paulo SP, Brasil

Neste artigo é descrito o mecanismo de ação dos antiperspirantes e os ingredientes utilizados nas várias formas de produto

En este artículo se describe el mecanismo de acción de los antiperspirantes y los ingredientes utilizados en las diversas formas de productos

In this article it is described the antiperspirants action mechanism and the ingredients used in the many product forms

Comprar

Cabelos Étnicos e Distúrbios do Couro Cabeludo - Valerie D. Callender e Cherie M. Young Faculdade de Medicina da Universidade Howard, Washington, DC, Estados Unidos

Este artigo pesquisa as diferenças raciais dos cabelos, e depois focaliza os cabelos afroamericanos, suas práticas de tratamento capilar e como essas práticas se relacionam com os distúrbios comuns do couro cabeludo, específicos dessa população

Este artículo investiga las diferencias raciales de los cabellos, y después se enfoca en los cabellos afroamericanos, sus prácticas de tratamiento capilar y cómo estas prácticas se relacionan con las alteraciones comunes del cuero cabelludo, especificas de esa población

This article surveys the racial differences of hair and the focuses on African-Americans, their hair grooming practices and how these practices relate to the common hair scalp disorders unique to this population

Comprar

Nanomateriais Proporcionam Proteção Solar de Amplo Espectro - Patrícia Aikens, PhD BASF Corporation, Ledgewood, NJ, Estados Undios

Óxido de zinco microfino e dióxido de titânio revestido têm se mostrado capazes de proporcionar excelente proteção para a pele em amplo espectro de UV. O autor descreve como a partícula de pequena dimensão previne a dispersão da luz visível e previne o efeito indesejável de branqueamento da pele

El Oxido de zinc microfino y el dióxido de titanio recubierto se han mostrado capaces de proporcionar una excelente protección para la piel en un amplio espectro de UV. El autor describe cómo la partícula de pequeña dimensión previne la dispersión de la luz visible y previne el efecto indeseable de blanqueado de la piel

Microfine zinc oxide and coated titanium dioxide have been shawn to provide excellent broadspectrum UV protection for the skin. The author describes how the small size prevents the
scattering of visible light and prevents undesirable whitening effect on the skin

Comprar

Estabilidade de Emulsões Magistrais com FPS - Mônica Valero Singh, Juliana Pinheiro Gomes, Priscila Rabelo Guimarães, Bruna Fraga Baranhuk Fac. de Ciências da Saúde, Depto. de Farmácia, Fundação Universidade de Brasília, Brasília DF, Bras

O objetivo deste trabalho foi realizar testes de estabilidade acelerada em emulsões fluidas FPS 15 e 25 preparadas em laboratório para verificar pH e sent do de fase, através de armazenamento em temperaturas de 4, 37, 50oC e temperatura ambiente, centrifugação e avaliação das características organolépticas

El objetivo de este trabajo fue el de realizar pruebas de estabilidad acelerada en emulsiones fluidas FPS 15 y 25 preparadas en laboratorio paraverificar pH y el sentido de fase, por medio de almacenamiento, centrifugación y evaluación de las características organolépticas

The objetive of this paper was to perform accelerated stability tests on fluid emulsions prepared in laboratory with SPF 15 and 25. The tests were to check the pH and to identify the emulsion phase, after to keep storaged the emulsions at different temperatures (4, 37, 50°C and room temperature), centrifugation and characterization of organoleptic properties

Comprar
Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

Panorama do Mercado de Desodorantes e Antiperspirantes

Transpirao. Para muitos, s a idia j causa desconforto. Para controlar o problema vem o desodorante para ajudar. Utilizados para mascarar ou evitar os odores desagradveis produzidos pela transpirao. Os desodorantes neutralizam os efeitos do suor que contm, em grande parte, cidos carboxlicos, produzido pelas glndulas sudorparas apcrinas, atravs da reao desses com bicarbonato de sdio para produzir sais inodoros.

H algum tempo o desodorante deixou de ser usado unicamente nas axilas, mas tambm no cabelo, ps, genitlias e algumas variaes dos desodorantes axilares passaram a ser usados em roupas, ambientes e com o advento da indstria dos pet, at nos animais. H tambm os antiperspirantes que tm o mesmo fim, porm agem de maneira diferente. Provocam o fechamento de mais ou menos 50% das glndulas sudorparas, reduzindo a eliminao de toxinas.

Por outro lado, a idia da transpirao no nada desconfortvel para quem produz produtos para esse fim. O mercado brasileiro de produtos para esse segmento movimentou R$ 1,7 bilhes em 2003 (Euromonitor) com taxa de crescimento mdia de 18,5% ao ano, no perodo de 1998/2003, e previso de 4,6% para o perodo de 2003/2008.

A liderana de mercado cabe a Unilever (32,0% market share em faturamento) com a sua linha para ambos os sexos, Ax para o pblico masculino, e Dove para o mercado feminino, alm da linha Rexona Ebony para o nicho afro-descendente. Atualmente considerada Top of Mind para o pblico entre 15 e 25 anos.

A Avon segue em 2 lugar, com 10% de market share e aposta na forma antiperspirante com proteo 24 horas. A Nivea, por outro lado, apostou no lanamento de lenos umedecidos com propriedades desodorantes (Deo FrashLeno).

Embora o mercado esteja concentrado (5 empresas com 65% e 20 empresas com 80%), sendo duas destas nacionais (O Boticrio e Natura), h espao para um grande nmero de empresas nacionais de pequeno e mdio portes - ganharem mercado, principalmente se trabalharem os nichos regionais.

Os hbitos de consumo no pas fazem com que a escolha do produto e os motivos de troca de uma marca pela outra sejam motivadas pelo fator fragrncia, diferente de outras partes do mundo, onde se privilegia os apelos de proteo duradoura e benefcios de hipoalergenicidade.

A forma tpica roll-on tem sido a preferida do pblico, pois teve a melhor taxa de crescimento do perodo em estudo e a que apresenta a melhor perspectiva futura em termos de crescimento. Na contramo, a forma stick apresentou baixo desempenho de crescimento e a pior aposta para o perodo futuro. As outras formas tpicas (squeeze spray, pump e creme) caminham sem grandes surpresas, tendendo a migrao de formas de menor valor agregado para as de mais valia, enquanto os lenos umedecidos com
fins desodorantes prometem surpreender os nmeros de mercado em virtude da praticidade.

Apelos de proteo 24 horas so interessantes, bem como embalagens arrojadas e fragrncias para todos os gostos, sem esquecer aos aspectos regionais de um pas vasto como o nosso, onde as regies mais ao norte do preferncia s fragrncias mais fortes e encorpadas do que a populao do sul, que prefere fragrncias mais leves.

Direito do Consumidor por Cristiane Martins Santos

Defesa do Consumidor na Amrica Latina

Recentemente, o Departamento de Defesa do Consumidor (DPDC), rgo do Ministrio da Justia, publicou um Atlas Geopoltico da Defesa do Consumidor na Amrica Latina.

Este documento, desenvolvido ao longo do ano de 2005, teve como objetivo a necessidade e interesse de se estabelecer uma linha de comunicao direta entre os pases latino-americanos no que diz respeito s questes de proteo e defesa do consumidor (...).

Ao todo 17 pases integraram a pesquisa, representados por rgos oficiais e entidades civis de defesa do consumidor, sendo estes: Brasil, Chile, Argentina, Bolvia, Colmbia, Uruguai, Paraguai, Equador, Peru, Guiana, Belize, Guatemala, Costa Rica, El Salvador, Panam, Honduras e Mxico.

Outro aspecto interessante que na maioria dos pases pesquisados h regulamentao sobre contratos de adeso, clusulas abusivas, publicidade enganosa e adoo do princpio da responsabilidade solidria entre os membros da cadeia produtiva (fornecedores).

Como este mundo est cada vez mais globalizado e as relaes comerciais entre os pases esto cada vez mais intensas, vale a pena, para as empresas que pretendem vender seus produtos no exterior, conhecer e se adequar s prticas de defesa do consumidor destes pases.

Para ilustrar algumas informaes prticas obtidas neste documento, vamos restringir este universo aos pases que compem o Mercosul - a Venezuela no foi esquecida, entretanto, este pas no respondeu pesquisa!

Assim, tomando por base os pases do Mercosul e questes que envolvem matrias contratuais (clusulas abusivas, contrato de adeso e contratos distncia) e de publicidade (enganosa e abusiva), sero transcritos alguns itens da pesquisa com estes pases e o resultado:

Preocupao de se aplicar o princpio da informao nas relaes contratuais: Todos os pases do MERCOSUL responderam positivamente com relao previso desta preocupao em suas legislaes.

Proteo contra clusulas abusivas: Todos os pases prevem proteo contra clusulas abusivas.

Contratos de adeso: As legislaes argentina e brasileira regulamentam esta matria. No Paraguai h previso legal que, no entanto, carece de regulamentao. E no Uruguai a regulamentao se refere somente s clusulas abusivas deste tipo de contrato.

Contratos distncia: Na Argentina, no Brasil e no Uruguai h regulamentao. J, no Paraguai no existe regulamentao especfica.

Publicidade enganosa ou abusiva: Na Argentina no existe regulamentao especfica sobre a publicidade enganosa. No Paraguai, apesar de existir uma lei que contempla esta matria, no se encontra regulamentada. J as legislaes brasileira e uruguaia contemplam tal regulamentao.

Outras informaes sobre o assunto podem se obtidas acessando o website www.mj.gov.br/dpdc

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

A Infra-estrutura de um Pas

A boa infra-estrutura de um pas a mola mestra do seu desenvolvimento empresarial.

A recente copa de futebol teve como resultado paralelo a divulgao mundial da Alemanha reunificada. A organizao geral, a modernidade dos estdios, a segurana pessoal e as facilidades de transporte pela complexa teia viria: metro, nibus, trens subrbios, trens de alta velocidade e todos integrados aos aeroportos, puderam ser apreciados e elogiados pelos visitantes de todos os pases.

O quadro que vimos da Alemanha, apresentado pelas emissoras de televiso e revistas, nos faz lembrar a fase do renascimento deste pas, da sua total destruio pelos horrores da 2a grande guerra mundial. Os governantes do aps-guerra tomaram medidas completas e urgentes para a reconstruo, medidas essas que se tornaram a base do chamado milagre alemo.

Houve o Plano Marshal para ajudar a reconstruir da Alemanha, porm nenhum dos pases vencedores dispunha de capital suficiente para custear todos os investimentos. Muitas aes de recuperao foram tomadas, mas as mais importantes foram as que determinaram a competitividade e que deram a liberdade para a livre iniciativa empresarial.

A moeda foi desvalorizada (quatro marcos por um dlar), que se manteve neste nvel at os finais dos anos 70. Esta medida tornou os produtos alemes competitivos no mercado mundial. Para complementar a moeda fraca, foram estabelecidos acordos comerciais com os Estados Unidos e com outros pases de economia forte para incentivar a exportao.

Foi estabelecido um nico imposto para os produtos, no valor de 14%, que aplicado ao longo da cadeia produtiva, funciona no regime de valor agregado (IVA). Este imposto descontado no momento da exportao para gerar maior competitividade e porque nenhum importador v razes para pagar impostos de outros pases.

Estas so as regras que valem at hoje.

A principal fonte de receita tributria no provm dos produtos, mas da renda, tanto de empresas como de pessoas fsicas. Trata-se de um tipo de arrecadao muito mais justa do ponto de vista social, tornando os produtos mais baratos e promovendo a verdadeira distribuio de renda.

Os juros foram mantidos baixos para permitir baixo custo de financiamento para as atividades produtoras e da construo de moradias. A livre iniciativa pode atuar na indstria, nas atividades de servios e do campo.

Estas medidas trouxeram tal crescimento das atividades que ocasionou o pleno nvel de emprego e a necessidade de abrir a imigrao para suprir a demanda do mercado de trabalho. Os que mais imigraram para a Alemanha naquela poca foram os portugueses, gregos e turcos.

Dentre as outras medidas tomadas contam-se a reconstruo do sistema de ensino, da infra-estrutura como a gerao e distribuio de gua e energia eltrica -, a reconstruo da malha ferroviria e da grande malha hidroviria alem. A malha hidroviria europia vem desde meados de 1800 e na Alemanha suportada por inmeros canais e eclusas. Os canais permitem a interligao de rios e as eclusas servem para a superao do desnvel ao longo dos rios ou dos canais para os rios. As quedas dgua existentes em cada eclusa so aproveitadas para a gerao de energia eltrica. Trata-se de um sistema em que a energia eltrica gerada nas eclusas ao longo de todo o leito dos rios, com a vantagem de que cada unidade de gerao atende aos consumidores das regies prximas. Evita-se, desta forma, a construo de grandes represas e dos linhes para a sua transmisso de energia eltrica.

A livre iniciativa permitiu que as atividades industriais, de servios e da agricultura se desenvolvessem em todas as cidades e regies, sem a criao de megalpoles. Contando com custos otimizados de energia e de transporte, mesmo a agricultura, que opera com elevados custos da mo-de-obra alem, trabalhando apenas seis meses por ano devido ao inverno rigoroso, que ainda assim permanece competitiva.

O exemplo alemo nos mostra que a atividade empresarial saudvel necessita de uma infra-estrutura completa e adequada.

Assuntos Regulatrios por Rubens Brambilla

A Dinmica das Reunies do Mercosul

O Grupo de Trabalho Sade Mercosul, do Brasil, provavelmente um dos mais bem preparados para todas as reunies oficiais. Isto se deve ao fato da Anvisa estar sempre atenta aos assuntos pendentes discutidos nas reunies regulares, como tambm, devido s reunies prvias realizadas com as diversas Entidades participantes do Grupo Ad hoc Cosmticos, oficialmente denominado SGT No. 11 - Sade/Mercosul Comisso de Produtos para a Sade/Grupo Ad Hoc Produtos Cosmticos, Medicamentos, Saneantes (Domissanitrios), Produtos para a Sade (Correlatos), Hemoderivados

Para o leitor, no habituado com o assunto, vamos apresentar em detalhes algumas informaes de carter geral, mas que no deixam de ser interessantes conhecer, j que poucos tm tido oportunidade de tomar parte desses grupos de trabalho, sempre ocupados por membros das entidades representativas do setor.

Atualmente o mando ou coordenao e sede do Mercosul, muda a cada 6 meses, perodo em que se realiza a reunio oficial do Mercosul, chamada de Presidncia Pro-Tempore PPT (com as denominaes PPTB para Presidncia Pro-Tempore-Brasil, quando a coordenao cabe ao Brasil, e assim respectivamente, com os demais membros).

Ainda, as reunies so realizadas, quando possvel, em locais adequados, em salas separadas para cada segmento, e as autoridades de cada pas se renem em torno de mesas de trabalho, com quatro faces, cada pas se posiciona em uma das faces. Ficam em segundo plano os representantes das entidades participantes.

No mesmo local, mas em salas separadas, ficam reunidos os Coordenadores Mercosul representantes de cada pas, como tambm os demais representantes oficiais e secretariado, responsveis em solucionar os assuntos polmicos e impasses, que as Mesas de Trabalho no consigam resolver.

Tambm existem salas especiais, para as solenidades oficiais de abertura das reunies, comunicaes especiais, ou ainda, para a leitura das atas das reunies, quando do encerramento.

A ltima reunio Mercosul, foi realizada em Buenos Aires, portanto sob a Presidncia Pro-Tempore da Argentina, nos dias 15 a 18 de maio passado, contando com a presena de todas as Delegaes.

Como destacado no inicio desta coluna, a Anvisa no que compete ao Grupo de Trabalho de Produtos Cosmticos, costuma se apresenta bem preparada.

A prxima Presidncia Pro-Tempore Mercosul, ser do Brasil (PPTB) e a reunio em Braslia, provavelmente, na segunda quinzena de outubro, as Autoridades Brasileiras, responsveis pelo agendamento do MERCOSUL esto aguardando a confirmao dos demais pases membros.

Devido perfeita organizao do grupo de trabalho Mercosul Cosmticos, diversas reunies prvias, j
foram realizadas, (e outras sero ainda agendadas) tanto pelas autoridades da Gerncia Geral de Cosmticos, como pelo grupo de trabalho das entidades, de forma isolada, como tambm em conjunto, para preparar e resolver os diversos assuntos pendentes da ltima reunio Mercosul.

Entre esses assuntos, esto sendo discutidos, os seguintes:

- Propostas de Alterao da Lista de Substncias de Ao Conservantes

- Lista de Substncias Corantes Permitidas para Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes

- Lista Restritiva de Substncias para Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes

- Atualizao das Boas Praticas de Fabricao (BPF) (conforme proposta brasileira)

- Critrios de Atualizao de Listas (conforme proposta argentina)

Finalizando, lembramos que esses assuntos pendentes sero discutidos na prxima reunio.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Prtica e Gramtica

Continuando ao assunto das edies anteriores, vamos abordar as disparidades existentes entre o comportamental e o documental. Os exemplos descritos a seguir fundamentam o ttulo da presente
coluna.

Como de conhecimento geral, uma das principais caractersticas das Boas Prticas de Fabricao e Controle a preveno, ou seja, conhecer a causa para evitar o efeito.

Durante as vrias atividades de consultoria que executamos nas empresas, muitas vezes deparamos com fatos que se no fossem trgicos seriam cmicos, pois alm de colocar em risco a sade de pessoas tambm levam risco qualidade dos produtos.

Treinamento

Iniciaremos com o acontecido em uma empresana qual, uma funcionria teve o piercing que portava no umbigo, preso na esteira transportadora situada no setor de envase. Felizmente no houve maior gravidade, alm do enorme susto pelo qual todos passaram.

Ao analisarmos o fato, o primeiro passo foi verificar a existncia de instrues quanto ao uso adequado e efetiva proteo fornecida pelos uniformes.

Para nossa surpresa existiam procedimentos, Comisso Interna de Preveno de Acidentes, etc... Mas faltava um detalhe muito importante: o treinamento adequado.

Ao entrevistar a colaboradora fomos informados de que trabalhava com o uniforme aberto em razo do calor intenso na rea de trabalho devido inexistncia de ventilao adequada.

Devemos ressaltar que uso de uniformes abertos era uma prtica generalizada e, portanto, esse fato poderia j ter ocorrido anteriormente. A possibilidade de evit-lo seria a existncia de condies de conforto trmico no ambiente de trabalho.

Calor em Excesso

Outro exemplo que pode ser mencionado quando no setor de manipulao existem fontes de calor tais como tanques aquecidos, tubulaes sem isolamento, tampas de recipientes inadequadas, paredes que recebem grande quantidade de irradiao solar etc.

Nesse caso muitos operadores transpiram de maneira excessiva e ,o suor do rosto e dos braos sempre acaba gotejando. A possibilidade de que isto acontea sobre produto ou componente de embalagem, em determinado momento, muito grande.

Para evitar este fato necessrio que, desde o projeto, prevendo os fatores que possam acarretar tais ocorrncias, sejam adotadas solues adequadas - que, neste caso, incluem no s a correta orientao espacial do edifcio, controlando a incidncia solar, como tambm o monitoramento da temperatura para proporcionar climatizao, situao de conforto, etc.

Nossa experincia indica que de todas as sugestes apresentadas aos empresrios, quando da elaborao do projeto construtivo, o condicionamento ambiental o que mais sofre resistncia para sua implantao com a desculpa do alto custo de investimento.

Intil tentar explicar que condies de trabalho adequadas so tambm parte fundamental das Boas Prticas de Fabricao e Controle, pois ningum pode suportar, em situaes adversas, realizar suas tarefas com satisfao.

Ergonomia

Outro exemplo a utilizao de equipamentos inadequados do ponto de vista ergonmico, ou seja, obrigando os colaboradores a executar suas atividades em posies no-conformes ou atravs de esforos que podem acarretar em no-conformidades quanto ao manuseio e carga de insumos.

Vivenciamos neste caso uma ocorrncia singular.

Ao inspecionar uma empresa, notamos que por vrias vezes um operador se ajoelhava atrs de um tanque de manipulao. Em razo da freqncia de tal ocorrncia, questionamos ao encarregado do setor sobre o fato que nos informou a razo.

O tanque de manipulao fora adquirido de segunda mo. Na instalao original estava localizado sobre uma plataforma. Como na empresa atual, o p direito do vo, na rea de manipulao, era insuficiente para abrigar a plataforma original, o tanque foi instalado sobre uma plataforma mais baixa.

Inexplicavelmente, quando da instalao, o termmetro localizado na parte inferior do equipamento foi posicionado com a face voltada para a parte posterior do tanque, ou seja, fora do campo de viso do operador. Para verificar e anotar a temperatura o operador tinha que se ajoelhar - seria bvio supor que a temperatura, na maioria das vezes, era anotada com base na adivinhao.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Psorase

A psorase universal compromete homens e mulheres em qualquer idade e atinge prevalncias entre 2 a 10%. Esta doena caracterizada por placas eritematosas descamativas com tamanhos e formatos diversos, comprometendo principalmente cotovelos e joelhos. O couro cabeludo tambm pode ser afetado, confundindo-se com dermatite seborrica e caspa. As unhas apresentam descolamento, mudanas de cor, alm de depresses puntiformes generalizados.

As formas graves de psorase so classificadas em: eritrodrmica, quando disseminada; pustulosa, com pstulas; artroptica, quando afeta as articulaes.

A causa da psorase desconhecida. Existe predisposio gentica e associao com vrios antgenos de histocompatibilidade, como B13, B17, B37 entre outros.

Alguns fatores tm sido implicados no desencadeamento e exarcebao da doena. Traumas mecnicos, fsicos e qumicos podem causar leses de psorase, fenmeno este chamado de reao de Koebner. Infeces tambm esto associadas ao aparecimento da psorase, principalmente do tipo guttata (aguda em gotas). Certas drogas como: ltio, beta-bloqueadores, antimalricos e antiinflamatrios no-hormonais, assim como o lcool, podem agravar a psorase. O estresse emocional e o perfil ansioso de certos pacientes parecem piorar e manter a doena. Na patogenia da psorase h encurtamento do ciclo germinativo epidrmico com turn over menor na pele lesada.

A explicao que a predisposio gentica seria responsvel por defeitos inerentes do ciclo celular, que levaria proliferao epidrmica aumentada.

H linfcitos ativados no local e diminudos no sangue perifrico. H desequilbrio nas linfocinas, mas no foi identificado um antgeno especfico. A infeco por estafilococus poderia ser uma hiptese plausvel para desencandear a resposta imunolgica anormal, que repercute na queratinizao epidrmica. Numa pessoa normal o queratincito leva de 28 a 30 dias para se deslocar da camada basal at a camada crnea e se despregar, enquanto na psorase, este percurso leva de 3 a 4 dias, provocando inflamao e descamao intensa.

Tratamento

O tratamento da psorase complexo e inclui medidas gerais e especficas. A abordagem inicia com uma relao mdico/paciente interativa e confiante.

feita uma anamnese completa, com dados sobre o incio da doena, locais de comprometimento, fatores de melhora e piora, informaes sobre a sade geral e remdios ingeridos. Tambm a idade, atividade da doena, grau de comprometimento da pele e tipos de tratamento realizados so importantes para optar pela melhor teraputica em cada caso.

Como eu Trato

Utilizo associao de corticides imunomoduladores e vitamina D tpicos para casos com at 10% de comprometimento da pele.

O couro cabeludo tratado com shampoos especficos que contenham cido saliclico, coal tar (alcatro de hulha) e antralina. Na unha podem ser usados esmaltes com concentraes variadas de tretinona.

Nas pessoas com 20% a 40% de comprometimento utilizo tratamento com luz ultravioleta. Nestes casos fao associao de coal tar, cido saliclico e luz do sol duas vezes por semana. Fao uso tambm de psoralmicos tpicos noite (8-metaxipsoroleno) e luz do sol pela manh - PUVA.

Sesses de UVA antecedidos por ingesto de trisoralen ou metoxipsoroleno, 2 trs vezes por semana, fazem parte da minha indicao preferencial.

Utilizo tambm metotrexate injetvel em casos graves. Em casos graves, com mais de 50% de comprometimento, utilizo ciclosporina A agente imunossupressor que no interfere na produo de anticorpos -, por dois a quatro meses, alternando com acitretina. Aps o controle da atividade, troca para medicao tpica e luz UV.

Outra opo a luz pulsada, com comprimento de onda 390 mm, para reduzir a inflamao.

O tratamento da psorase um desafio para o mdico, no qual imprescindvel a relao com o paciente. A buscado conhecimento com o paciente fundamental.

A abordagem com terapias alternativas pode diminuir a ansiedade e o sofrimento e ajudar para o sucesso final.

importante lembrar que o papel teraputico do mdico no se restringe a redigir uma receita no apoio e aconselhamento ao paciente - relembrando que o mesmo no somente um prescritor de remdios.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Cabelos tnicos:no Brasil, Muito Alm dos Afro-Americanos

Toda vez que se fala em produtos, cosmticos ou cabelos tnicos pensa-se quase que imediatamente em uma parcela da populao afro-descendente, da raa negra. bom lembrar que, at mesmo na raa negra h diferenas tnicas: os negros da costa oeste da frica, trazidos ao Brasil quando da escravido tm diferenas marcantes comparados aos da costa leste africana e os da Oceania (aborgenes da Austrlia).

Mas, quando se fala em tnico dever-se-ia pensar em grupamentos raciais diversos, especialmente quando se trata de cabelos, e mais, quando se fala de cabelos e de Brasil ao mesmo tempo.

Devemos lembrar sempre que o Brasil o pas onde existe uma miscigenao muito grande e, a ttulo de exemplo, onde se encontra a maior comunidade de japoneses fora do Japo.

Aqui temos todas as raas e nacionalidades do mundo reunidas no mesmo solo, o que d ao nosso pas uma caracterstica praticamente nica. um verdadeiro caldeiro de misturas raciais, chegandose at ao exagero de se dizer que deveria haver uma raa brasileira!

Portanto, ao estudar cientificamente ou de maneira mercadolgica o assunto cabelos, temos de levar em considerao essas particularidades.

Para comear sabemos, aps os estudos do genoma humano, que so oito pares de genes que manejam os cabelos. Imagine a variedade de combinaes que poderemos ter quando temos ascendentes to diversificados.

A forma anatomia e as qualidades fisiologia dos cabelos dos brasileiros est estritamente ligada a estes genes e, assim, poderemos ter uma gama enorme de formas e tipos de cabelos.

Mas o que diferencia, basicamente, os trs grandes grupos raciais: os brancos, com cabelos denominados caucasides, os amarelos com cabelos mongolides e os negros com cabelos negrides?

Visualmente, a forma dos cabelos mongolides nos d o primeiro indcio: a sua haste lisa e escorrida, revelando que deve haver alguma estrutura interna a determinar essa caracterstica. E realmente h. Na regio do crtex do cabelo temos a distribuio da queratina e de suas pores orto e paracorticais distribudas de forma que bem homogneas, no havendo supremacia de nenhuma delas, o que faz com que um corte transversal na haste de um cabelo asitico resulte numa circunferncia.

Nos cabelos dos caucasianos esta distribuio est presente de forma irregular, perdendo a fase paracortical - o poder de dureza, que faz os cabelos lisos ao ceder espao para a fase orto se tornarem encaracolados.

Nos negros este processo totalmente irregular, pendendo para a fase orto o que torna o corte transversal totalmente elptico, dando a caracterstica clssica dos cabelos negrides.

Com relao fisiologia, a produo de lipdeos que esto apostos aos cabelos tambm sofre estas diferenas tnicas. Sabe-se hoje que existe produo de lipdeos na prpria haste dos cabelos e no apenas na glndula sebcea, o que faz grande diferena na hora de se pensar em produtos para cada grupamento tnico, especialmente no Brasil.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Inspees por Atributos ou por Variveis

Quando falamos em controle de qualidade nas embalagens para cosmticos, necessariamente dividimos as inspees em dois tipos.

- Por variveis: como o prprio nome diz, so as inspees nas quais o resultado pode variar e mensurvel. o dimensional da embalagem, que obrigatoriamente consta no seu desenho tcnico como (dimetro, altura, largura, espessura, peso, volume etc). So inspees que precisam de medies e o resultado fcil de ser interpretado. Se os nmeros estiverem dentro da tolerncia prevista na especificao tcnica, o lote inspecionado est aprovado, e reprovado, se estiver fora.

Uma reprovao resultante de inspeo por variveis no gera dvida.

- Por atributos: so as inspees para detectar defeitos considerados subjetivos. So os mais difceis de interpretar, pois dependem de acuidade visual e, acima de tudo, bom senso. Diferente das inspees por variveis, as inspees por atributos no tm nmeros que possam direcionar e definir a aprovao ou reprovao do lote, por isso no so raras as vezes nas quais o fornecedor contesta a reprovao. Variao de cor, manchas, bolhas, sujeira, borrese outras variaes so alguns dos defeitos detectados na inspeo por atributos.

Porm, existe um outro tipo de inspeo, que pode ser por varivel e tambm por atributo. Exemplo: no acoplamento da tampa na base de um estojo para batom. Se considerarmos que possvel determinar um valor mximo e mnimo para quantificar a fora necessria para retirar ou colocar a tampa, podemos considerar que por varivel.

Se considerarmos que est difcil de abrir ou abrindo muito facilmente, sem quantificarmos a fora, passa a ser um defeito por atributos.

No pode ser to difcil tirar a tampa de um estojo de batom, a ponto da consumidora no conseguir abrir, porm o mesmo no pode estar com a tampa solta, de modo a abrir facilmente na bolsa da consumidora.

O que fazer ento para aprovar ou reprovar um lote? Existem aparelhos que podem medir a fora necessria para abrir esses estojos, porm precisam ser adaptados e no custam to barato. Um outro recurso usado pelas empresas a criatividade da sua rea tcnica, em parceria com a rea de manuteno. So os dispositivos criados in house (em casa) que podem quantificar essa fora. No caso de um estojo de batom, por exemplo, possvel criar um dispositivo (veja modelo na foto) com um peso tal que, se preso pela base desse estojo e levantado pela tampa acoplada, suporte o peso desse dispositivo, sem soltar a tampa. Num outro extremo, esse mesmo dispositivo, porm com peso maior, se feito o mesmo procedimento, deve soltar a tampa da base. Com isso determinamos um peso mnimo e mximo conhecido para definir uma aprovao ou reprovao do lote inspecionado.

lgico que o peso desse dispositivo deve ser minunciosa e tecnicamente avaliado pelo cliente e aceito pelo fornecedor da embalagem.

Isso vale tambm para tampas, disc e flip-top, tampa de lpis, ou outras embalagens nas quais preciso determinar a fora exercida para abrir ou fechar. O dispositivo deve ser feito e adaptado para cada caso, porm, seguindo o mesmo raciocnio.

Por atributos ou variveis, o importante que a inspeo esteja documentada e contemplada numa especificao tcnica devidamente acordada com o fornecedor da embalagem.

Novos Produtos