Espessantes/Metodologia de Testes/Formulrio Skin/Body Care

Edicao Atual - Espessantes/Metodologia de Testes/Formulrio Skin/Body Care

Editorial

Ao respeitável público

 

Que país é esse? A pergunta, já cantada em verso e prosa, se faz mais oportuna do que nunca. É o que vem à cabeça quando observamos o cenário político nacional, que por vezes mais parece ficção – quase um picadeiro. Vai do dramalhão à comédia. Da farsa à ironia. Como classificar o comportamento de Anthony Garotinho, com sua “greve de fome”? Numa atitude inusitada, o senhor que se preparava para concorrer à presidência da República preferiu a saída extrema, antes mesmo de prestar explicações sobre as denúncias de irregularidades em sua pré-campanha. Do drama à comédia, uma das melhores cenas das últimas semanas foi protagonizada pelo ex-secretário geral do PT, Silvio Pereira, em depoimento à CPI dos Bingos. Ele não sabia mais o que havia dito em entrevista ao jornal O Globo, quando informou detalhes sobre a pretensão do empresário Marcos Valério de arrecadar R$ 1 bilhão com o PT no governo... De repente deu branco. “Coisa de doido”, disse um dos parlamentares. Ou de artista. E como não tocar num assunto que é a bola da vez nos noticiários e cujas conseqüências ainda não podem ser mensuradas com clareza: a nacionalização do gás boliviano. Ainda se espera pela reação do governo diante da atitude de Evo Morales, que foge a quaisquer regras contratuais ou do bom senso. Espera-se também pelos efeitos na indústria e no comércio. O episódio e a (falta de) reação de nosso mandatário demonstram que, ao invés do papel de líder na América do Sul, Lula está mais para o de um coadjuvante... Os fatos comentados aqui aconteceram mais ou menos ao mesmo tempo, como todos sabem. Volto a perguntar... Que país é este?É, felizmente, também o do trabalho e da criatividade. É o que você vai conferir na reportagem sobre as novidades da FCE Cosmetique, a maior feira de tecnologia para o Setor Cosmético da América Latina. Esta edição de Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) também traz artigos técnicos sobre tecnologias de espessantes e metodologia de testes, além do formulário de skin care e body care.

 

Boa leitura!
Hamilton dos Santos

Editor

Aditivos Reológicos para Produtos de Limpeza Pessoal - U. Kortemeier, H. I. Leidreiter Degussa (Goldschmidt GmbH), Essen, Alemanha

Produtos de higiene como shampoos ou shower gels devem ser fáceis de usar e transmitir substantividade. Por esta razão, a viscosidade de tais formulações, em geral, é aumentada com agentes espessantes especiais ou eletrólitos. A reologia tem papel fundamental na produção, envase, estabilidade na estocagem e também nas propriedades sensoriais.

Productos de higiene como champués o shower geles deben ser faciles de usar y transmitir substantividad. Por esa razón, La viscosidad de tales formulaciones, em general, es aumentada con agentes espesantes especiales o electrolitos. La reología tiene papel fundamental en La producción, envase, estabilidad en La almacenage y también en las propiedades sensoriales.

Toiletry products like shampoos or shower gels have to be easy to use and to appear substantial. For this reason, the viscosity of such formulations is increased by special thickening agents or electrolytes. The rheology plays an important role inproduction, filling, storage stability and also in the sensory properties.

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Medições de Viscosidade e Reologia em Cosméticos - Anamaria Caldo Tonzar Braseq Brasileira de Equipamentos Ltda., Jarinu SP, Brasil

A medição de viscosidade em produtos cosméticos é importante na determinação de vida de prateleira, estabilidade, características de aplicação e percepção dos consumidores. Copos de escoamento, viscosímetros cinemáticos e rotacionais podem ser usados na avaliação da viscosidade.

La medición de La viscosidad em productos cosméticos es importante en La determinación de vida en la repisa, estabilidad, características de aplicación y percepción de los consumidores. Copas de escoamento, viscosímetros cinemáticos y rotacionales pueden ser usados en la evaluaciónde la viscosidad.

Viscosity measurements in cosmetics products are important in shelf lifeand stability determination as application and Perception characteristics. Efflux cups, cinematic and rotational viscometers are some equipment used to evaluate viscosity.

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Novo Sistema Modificador de Reologia para Cosméticos - James V. Gruber, Ph.D., Lisa Bouldin, Fiona Lam Arch Personal Care Products, South Plainfield NJ, USA Jadir Nunes, Ph.D. Arch Química Brazil Ltda., São Paulo SP, Brás

Neste artigo os autores apresentam um novo sistema modificador de reologia, que, comparado a dois outros sistemas disponíveis no mercado, demonstrou qualidade superior quanto a: funcionalidade e eficência do sistema espessante, tolerância à agitação, estabilidade ao pH, compatibilidade com sal e AHA, e avaliação sensorial.

En este los autores presentan un nuevo sistema modificador de reologia que comparado a dos otros disponibles en el mercado, demostró calidad superior cuanto la: funcionalidad e eficiencia del sistema espesante, tolerancia a la agitación, estabilidad al pH, compatibilidad con la sal y AHA, y evaluación sensorial.

In this article the authors present a new rheology modifier system which compared with two others available in the market, show superior quality related to: thickener system functionality and efficiency, mixing tolerance, pH stability, salt and AHA compatibility, and sensorial evaluation.

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Comportamento Torcional pelo Método do Pêndulo - Y. K. Kamath TRI/Princeton, Princeton, NJ, Estados Unidos

O autor descreve propriedades torcionais como método para distinguir efeitos de superfície e de volume de ingredientes ativos em formulações para tratamento dos cabelos.

El autor describe propiedades torcionales como método para distinguir efectos superfície y de volúmen de ingredientes activos en formulaciones para tratamiento de los cabellos.

Torsional properties are described by the author as a method to distinguish between the surface and the bulk effects of actives in hair formulations.

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Influência do Phytantriol na Penetração do d-Pantenol - Gislaine Ricci Leonardi, Maria Luiza Ozores Polacow, Maria Sílvia M. Pires-de-Campos, Vivian Zague Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Metodista da Piracicaba UNIMEP, Piracicaba SP, Brasil

Neste artigo é reportada a penetrabilidade do dpantenol na pele e demonstrada que a sua associação com Phytantriol ocasiona aumento na penetração cutânea desta provitamina em produtos cosméticos.

En ese articulo se reporta la penetración del d-pantenol en la piel y se demuestra que su asociación con El Phytantriol ocasiona um aumento en La penetración cutánea de esa pro-vitamina em productos cosméticos.

In this article it is reported the d-panthenol skin penetration and it is demonstrated that its association with Phytantriol enlarge the skin penetration of this pro-vitamin in cosmetic products.

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Notcias da Abihpec por Joo Carlos Basilio da Silva

Responsabilidade Social

Nos ltimos anos, como presidente da Abihpec, tenho observado o esforo de vrias indstrias do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosmticos para incorporar polticas sociais em seus empreendimentos.

Muitas dessas empresas investem em sua responsabilidade social, ou seja, conduzem atividades, financiam projetos e apiam atitudes responsveis que ajudam a conscientizar as pessoas de suas responsabilidades como cidados.

Baseados nessa filosofia, no dia 25 de abril, foi oficialmente lanado o projeto-piloto D a Mo para o Futuro (www.maoparaofuturo.org.br). Com cunho social e ambiental, seu principal objetivo gerar trabalho e renda para os catadores de materiais reciclveis que atuam em associaes e cooperativas, no Estado de Santa Catarina.

Um dos objetivos do projeto priorizar a organizao econmica dessa categoria de trabalhadores. Como nossos objetivos coincidem com o do Programa Trabalho e Cidadania, mantido pela Fundao Banco do Brasil, a entidade entrou no projeto como parceira.

A Fundao assumiu o compromisso de equipar as cooperativas e associaes com equipamentos novos, como esteiras, balanas, moedores, prensas, trituradores de vidros e outros instrumentos, que vo aumentar significativamente a produtividade do grupo de trabalho.

Alm de propor e divulgar o projeto, Abihpec cabe a capacitao dos catadores de materiais reciclveis. Para profissionalizar os trabalhadores das cooperativas e das associaes, foi escolhido o Senac- SC.

Os municpios contemplados para dar incio ao projeto - Florianpolis, Joinville, So Bento do Sul, Lages e Blumenau - foram escolhidos de acordo com os seguintes critrios: constituio legal do grupo de trabalhadores como cooperativa ou associao, comprometimento das pessoas envolvidas e infra-estrutura bsica, como sistema de coleta de lixo implantado na cidade.

No lanamento do projeto, em Florianpolis, o prefeito de Joinville, Marco A. Tebaldi, afirmou em seu discurso que, em mais de 30 anos de vida pblica, esta foi primeira vez que a iniciativa privada nos procurou com uma proposta para minimizar dois problemas: um social e outro ambiental. E nos apresentou um projeto completo: trouxe recursos e parceiros fortes, como a Fundao Banco do Brasil. A cidade de Joinville acolhe a iniciativa de braos abertos e agradece publicamente Abihpec por incluir nossa cidade nesse projeto.

Ao melhorar as condies de trabalho e a qualidade de vida dos catadores de materiais reciclveis, estamos promovendo incluso social, alm de colaborar com a reduo do impacto negativo das embalagens usadas no meio ambiente.

Todos ns, que vivemos no Brasil, temos vrios desafios a superar. Um deles reduzir a mdia nacional, de 28,7%, de jovens entre 15 e 24 anos, que no esto no mercado de trabalho nem nos bancos escolares. Eu no tenho dvidas de que movimentos sociais, como este, firmado nos municpios catarinenses, abrem possibilidades de um futuro sustentvel para as prximas geraes, e que ainda vamos atingir o to sonhado desenvolvimento social.

Quero aproveitar este espao para agradecer aos associados que nos apoiaram. Eles tornaram possvel realizar o D a Mo para o Futuro.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Arbitragem: Soluo mais gil

O instituto da arbitragem, apesar de aparentar ser uma novidade do mundo moderno, uma das formas mais antigas de se resolver conflitos tm-se notcias de sua utilizao na Babilnia, Grcia antiga, Roma, Idade Mdia.

Sua definio consiste num processo jurdico de solucionar conflitos entre pessoas fsicas ou jurdicas, no-estatal, praticado em funo de um regime contratual previamente estabelecido, no qual as partes voluntariamente e de comum acordo escolhem um ou mais rbitros, os quais lhes outorgam o poder decisrio para resolver o conflito de maneira justa e eficaz.

Nos pases desenvolvidos a arbitragem praticada h muitos anos, principalmente em questes de comrcio internacional.

No Brasil, a arbitragem ainda um instituto novo, regulamentado pela Lei n 9.307/96, e sendo considerada uma das mais importantes medidas legais como mtodo alternativo ao Poder Judicirio cada vez mais moroso e ineficiente para a soluo de disputas.

No mundo globalizado de hoje em dia, a arbitragem tem relevncia fundamental ao aprimoramento dos negcios internacionais, suscitando em uma certa segurana para a prtica dos contratos internacionais.

Pois, imagine depender do Poder Judicirio brasileiro para se resolver algum problema contratual no mbito do comrcio internacional!

Portanto, de amplo interesse econmico, empresarial, social, e, inclusive, do Poder Pblico, j que trata de uma medida eficaz para diminuir o acmulo de processos judiciais pelo menos naquelas matrias que podem ser resolvidas por meio da arbitragem.

Traz diversas vantagens para a soluo de litgios em comparao a justia comum, pois prevalece autonomia da vontade das partes, a rapidez (de acordo com a Lei, o prazo para a resoluo do conflito de seis meses), a especializao dos rbitros que podem conhecer muito mais da matria que um juiz, alm do menor custo.

Tratando-se de soluo de conflitos comerciais internacionais, a experincia estrangeira relata a utilizao freqente da arbitragem.

Como se contrata a arbitragem?

Deve haver uma previso expressa nos contratos, denominada Clusula Compromissria, ou um Termo de Compromisso Arbitral, que deve ser firmado por ambas as partes.

A arbitragem s pode reconhecer direitos patrimoniais disponveis (contratos, por exemplo), no cabendo a este instituto julgar matrias de mbito penal, tributrio ou de direito de famlia (exceto partilha de bens).

A sentena arbitral definitiva, no cabendo recurso quanto ao mrito da sentena, mas apenas em aspectos formais, e constitui um ttulo executivo. Quem pode ser rbitro?

No necessrio ser advogado. Entretanto, para que a sentena arbitral seja exeqvel no processo de execuo preciso que esta cumpra com algumas formalidades jurdicas, sendo, ento, razovel que esta sentena seja proferida em conjunto com algum que tenha formao jurdica e conhecimento desta sistemtica.

Sem dvida a arbitragem representa uma verdadeira revoluo no mbito da soluo de conflitos uma possibilidade de fuga da morosidade do Poder Judicirio; alm de ser um instituto fundamental para o facilitar desenvolvimento das prticas comerciais internacionais.

Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

A Pele Nossa de Cada Dia

Atravs da pele podemos contar a histria de uma vida e mostrar as marcas e memrias da nossa existncia.

No entanto, nem sempre tratamos bem este que pode ser considerado o livro da nossa vida. Porm, h anos as pessoas vm se dedicando cada vez mais aos cuidados da pele, e os motivos para isto foram se transformando ao longo dos tempos, de acordo com o grau de informao que as pessoas passaram a ter sobre o tema.

Cada vez mais, os aspectos de uma pele saudvel se tornam um fator importante para a carreira profissional do indivduo, no s daquele que se expe ao contato direto com o pblico, mas como fator decisivo na hora da escolha entre candidatos de todas as reas.

O motivo mais forte atualmente fica por conta da busca do verdadeiro bem-estar.

Os itens desta categoria j deixaram de ser considerados pelas mulheres brasileiras, que so o foco de consumo deste segmento do setor cosmtico, como item de luxo e passaram a ser uma necessidade. Cientes disto, os fabricantes passaram a se empenhar mais no uso de princpios ativos que atendam aos apelos de proteo solar, antiidade, preveno de rugas, com frmulas livre de leo para peles extremamente oleosas, com o fim de fidelizao dos clientes.

O segmento Cuidados da Pele envolve no s os produtos voltados para o rosto (geralmente mais exposto nos grandes centros urbanos), mas tambm o corpo (mais visvel nas faixas litorneas), e mos e ps.

O mercado nacional de produtos voltados para este segmento representa R$ 2,3 milhes (consumidorfinal), ou seja, 10% dos gastos totais do segmento cosmtico. Este percentual menor do que o percentual do segmento no mundo (18%) e da Amrica Latina (12%). Apesar disto, o Brasil considerado a 11 economia mundial neste segmento. A taxa de crescimento mdia tem sido 16,7% em faturamento e 8,2% em volume no perodo de 1999-2004 (Euromonitor). O mercado de cuidados da pele no Brasil se concentra em 10 empresas que representam 66% do faturamento do segmento.

A Avon a empresa lder com 19% do market share. Para a empresa o segmento representa o 2 mais importante em faturamento dentre todos os demais segmentos do setor cosmtico. A marca mais expressiva da empresa a Renew (7,5% de market share por ranking de marcas), alm de vasta linha para o segmento com outras marcas como a Avon Basics.

Ocupando o 2 lugar em faturamento aparece a Natura (17%), que tem o segmento como o 3 mais significativo em faturamento, perdendo para os segmentos de Perfume e Maquiagem. Atua no mercado atravs das marcas Chronos (7,1%), Sve, e Faces de Natura.

Com 8% do mercado fica a BDF Nivea, em 3o. lugar, que tem no setor o 2 lugar em importncia de faturamento com as linhas Nivea Visage e Nivea Body. As outras sete empresas mais representativas so: O Boticrio, Unilever, LOreal, DM, Davene, Johnson & Johnson e Mary Kay.

O mercado pode ser segmentado em dois tipos de consumidores:

- Consumidores heavy aqueles extremamente preocupados com tratamento e hidratao da pele com o fim de manter a aparncia eternamente jovem. O perfil deste consumidor so mulheres economicamente ativas, independentes financeiramente, e extremamente conscientes dos produtos necessrios para os cuidados da sua pele. Tendem a procurar produtos com apelos vegetais ao invs dos sintticos. Este perfil no se importa em pagar um pouco mais por produtos que entreguem efetivamente as promessas informadas nos rtulos.

- Por outro lado, os consumidores light se preocupam mais em manter a pele suave e macia sem levar em conta se h ou no ingredientes ativos de valor agregado ao produto.

Enquanto para o primeiro grupo o preo no um fator de deciso to crtico, para o segundo, fundamental.

O consumo per capita do Brasil considerado baixo, cerca de R$ 13,8 pessoa/ano, quando comparado com os demais segmentos do setor cosmtico. Longe de ser um dado desanimador para as empresas, um indicador de excelente oportunidade de negcios para um setor que promete um crescimento de 7,0% ao ano no perodo de 2004-2009.

Assuntos Regulatrios por Rubens Brambilla

Novo prazo para Atualizaes

De acordo com a RDC 343, de 12/12/05 e para contemplar a necessidade legal das atualizaes das antigas notificaes, at antes peticionadas e protocoladas, a Anvisa concedeu inicialmente prazo de 120 dias para que todas as empresas do setor efetuassem as devidas atualizaes das notificaes vlidas, com a incluso do cdigo de barras e meno dos ingredientes na nomenclatura INCI. Nessa atualizao, inclusive, podem ser feitas incluses de novas tonalidades, como no caso de maquilagens, por exemplo, j que o Sistema de Notificao Eletrnica, assim o permitia, e para isso, cada uma ter que ter o seu prprio cdigo de barras.

Embora, se deva reconhecer que a Anvisa tenha tomado todos os cuidados possveis, inclusive atravs de simulaes prticas internamente e depois, de comum acordo com as Entidades, usando notificaes simulatrias de diferentes empresas privadas do Setor, o Sistema de Peticionamento Eletrnico da Anvisa apresentou diversas falhas no seu processamento, com o uso prtico do dia-a-dia. Essas falhas, muito provavelmente, por conta do grande volume de acessos simultneos ao website da Agncia. Ou mesmo devido possvel falta da perfeio esperada pelo recente e novo programa adotado e implantado em curto prazo de tempo.

Assim, no dia 28 de abril, a Anvisa publicou no seu site a nota de prorrogao do prazo para atualizao de notificao de cosmticos: O prazo para a atualizao das Notificaes regidas pela Resoluo 335/99, e que constam do atual sistema de Peticionamento Eletrnico, fica prorrogado por mais 120 (cento e vinte) dias, de acordo com a RDC 343/2005, artigo 19. Portanto, at o final de agosto as empresas do Setor Cosmtico, devero ter concludo, as atualizaes de todas suas antigas e vlidas Notificaes Eletrnicas.

Outro tema

Ainda como assunto importante e devido proximidade da reunio ordinria do Mercosul (Mercado Comum do Sul), a Anvisa publicou, nova RDC, na forma de Regulamento Tcnico.

A RDC No. 47, de 16/3/06: Regulamento Tcnico Lista de Filtros Ultravioletas permitidos para produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes, que consta como anexo e fazendo parte da Resoluo.

Como principais alteraes, em relao a RDC 161/2001 agora substituda, destacamos:

- Benzophenone-2: Retirada da lista, por ser usada somente como protetor de cor do produto e no como filtro solar

- Benzophenone-3: Quando utilizada em concentraes maiores que 0,5%, deve ter advertncia na rotulagem: Contm Oxibenzona. Mxima concentrao autorizada: 10%

- Benzophenone-4: Listada em separado da benzofenona- 5, porm mantida a concentrao de uso em 10% (mxima).

- Benzophenone-5: Concentrao mxima permitida reduzida a 5%

- Dioxido de titnio: Concentrao mxima limitada a 25%

- Zinc Oxide: Concentrao mxima limitada a 25%

Novos ingredientes foram includos:

- Polisylicone15 (dimetico-dietil-benzil-malonato): Concentrao mxima limitada a 10% - Diethyilamino hydroxybenzoyl hexyl benzoate {ster etlico do cido 2-[4-(dietilamino)-2- hidroxibenzoil]-benzico}: Concentrao mxima limitada a 10%

Para finalizar, informamos que a prxima reunio oficial do Mercosul est programada para o perodo de 15 a 18 de maio, em Buenos, Argentina, uma vez que a coordenao pro-tempore est sob a responsabilidade daquele pas.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Ser ou no ser, eis a Questo

Prosseguindo com a abordagem conceitual relativa s Boas Prticas de Fabricao e Controle consideramos de grande relevncia comentar a efetiva participao da implantao das BPF e C com sua caracterstica de Ferramenta da Qualidade no processo da Qualidade.

Como continuamente enfatizamos, Qualidade um estado de esprito, pois est umbilicalmente ligada s pessoas e, portanto, conscientizao e, conseqentemente, ao comprometimento, constituindo pilar de sustentao para a estrutura da Qualidade.

Foram inmeras as vezes em que, ao prestarmos servios na atividade de treinamento de empresas para a auto-inspeo, deparamos com o quadro de que no est implantado um processo de BPF e C. Portanto a questo que se apresenta : autoinspeo ou inspeo?

A dvida surge a partir da constatao de que so tantas as no-conformidades, que estas deixam de ser exceo para se transformarem em regra.

Formulamos este questionamento pois a autoinspeo j consta da Portaria 348 de 1997, mas no tem, at o momento sido levado em considerao. Com a publicao, na qual consta que as empresas devem, pelo menos uma vez ao ano, realizar uma auto-inspeo sob a responsabilidade do respectivo Responsvel Tcnico, teve incio uma corrida para a realizao desse procedimento - sem que as empresas levassem em conta os fatos mencionados anteriormente.

Quando da apresentao do Relatrio de Auto- Inspeo aos responsveis pela empresa surgem questionamentos do tipo: mas isto no me foi exigido quando da inspeo. Por que seria necessrio agora?

Esta dvida muitas vezes difcil de ser esclarecida, pois no podemos efetivamente considerar que a empresa ao iniciar suas atividades no tenham, por simples bom senso, sido levadas em considerao, coisas mais bsicas, como recipientes de lixo e proteo contra a entrada de insetos, animais etc.

O quadro que relatamos, obviamente, ocorre em empresas em pleno funcionamento e podemos, apenas para efeito de exemplificao, indicar no grfico que segue um percentual mdio de atendimento ao constante na Portaria 348 que contempla o Guia de Boas Praticas de Fabricao e Controle e o respectivo Roteiro de Inspeo.

O grfico representa o resultado de auto-inspees, realizadas em 22 empresas identificadas pelas letras de A a X, localizadas em vrias regies do territrio nacional, no que respeita ao atendimento dos quesitos classificados como necessrios, ou seja, aqueles que em uma segunda inspeo seriam classificados como imprescindveis.

Observando o grfico verificamos que 13 das 21 empresas, ou seja, 61% no atingem 60% de conformidade e que apenas uma est no patamar de 90%.

Ressaltamos que em vrios dos casos a auto-inspeo realizada indicou a impossibilidade de adequao, pois a quantidade de no-conformidades so tantas que, do ponto de vista econmico-financeiro, a empresa entraria, segundo informaes prestadas por seus administradores, em estado de insolvncia.

Tomamos a liberdade de abordar este exemplo para sinalizar que muito deve ser feito ainda, para que se construa o alicerce antes de tentar alcanar o telhado.

Tem ocorrido comentrios sobre a necessidade de implantar processos de Gesto da Qualidade e Qualidade Total, mas talvez aqui se aplique a conhecida expresso: depois do terremoto que aprendemos Geologia.

Concordamos que o processo da Qualidade dinmico, e ai est o ciclo PDCA que no nos deixa mentir, mas devemos ter em mente que no existe a possibilidade de durante o processo saltar as etapas, como se o organismo vivo Qualidade pudesse sobreviver sem que suas clulas bsicas estejam funcionando e se desenvolvendo de modo harmnico e saudvel.

A busca da Qualidade como objetivo da melhoria contnua no se obtm sem que os princpios bsicos da BPF e C estejam solidamente implantados no dia-a-dia da empresa.

Por fim esperamos que o bom senso prevalea e no ocorra a precipitao oportunista, pois as conseqncias podem ser funestas.

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

Em Detrimento da Natureza

Os nascidos aps 1950 viram mais pessoas nascerem durante suas vidas que nos 4 milhes nascidos nos anos precedentes. Entre 1950 e 2000 a populao mundial aumentou de 2,5 para 6,1 bilhes. uma realidade que poucas pessoas se do conta, pois nos falta a viso de conjunto.

Este crescimento absurdo nos faz perguntar at que ponto a natureza tem capacidade de absorver tal interferncia. A taxa de crescimento completamente diferente comparando pases desenvolvidos e com os em desenvolvimento. Se em 1950 havia 0,8 bilhes de pessoas em pases desenvolvidos e 1,7 bilhes de pessoas em pases em desenvolvimento, estes nmeros em 2001 passam a 1,3 e de 5,9 bilhes, ou seja, crescimento muito maior para a populao dos pases em desenvolvimento.

As preocupaes com o meio ambiente so muito recentes e muito mais concentradas nos pases desenvolvidos. Tradicionalmente, esses pases se preocupam mais com o equilbrio global de meio ambiente e da segurana.

Esse crescimento logartmico da populao tem dizimado as riquezas da natureza. Na mesma proporo cresceu a economia, que tambm se desenvolve em ritmo galopante. A capacidade de produo do meio ambiente est chegando ao limite, pois desde 1950 o consumo de gros triplicou, o consumo de frutos do mar quintuplicou, fazendo com que o limite sustentvel da pesca j esteja atingido. O consumo de gua, da carne e da lenha triplicou. O consumo de papel, a despeito dos computadores e dos registros eletrnicos, sextuplicou e o consumo de combustveis fsseis quadruplicou.

A pergunta de onde chegaremos se as coisas continuarem dessa forma. O consumo de combustveis fsseis, a gerao de gs carbnico e a reduo das florestas trazem o aumento das temperaturas. Temperaturas recordes dos ltimos anos podem ter exterminado grande parte dos corais do Oceano ndico, que so a proteo da vida e a proteo das mars e tempestades. A Antrtida, em cerca de uma dcada perdeu uns 10.000 quilmetros quadrados de cobertura de gelo, que aliada a outras perdas de gelo podero aumentar significativamente o nvel do mar.

A outra preocupao com a gua. A gua no se perde, apenas muda de lugar. De toda a gua existente na terra, 97% est nos mares. Dos 3% de gua doce 99% esto em geleiras e em guas subterrneas. O 1% restante, apenas a metade est disponvel em rios e lagos. Da imensido de gua que conhecemos, apenas parte nfima est disponvel para o uso humano, sem falar das guas poludas e sem condio de uso. Muitos dos pases superpopulosos j fazem uso no-sustentvel da gua. Se imaginarmos que para a produo de uma tonelada de gros so necessrias mil toneladas de gua comeamos a nos preocupar com as conseqncias de sua falta. Algumas centenas de milhes de toneladas de gros so produzidas com o uso no-sustentvel da gua. Na gria costumamos dizer que a natureza vai se vingar. A cobertura de florestas continua diminuindo uns 20 milhes de hectares por ano e uma das conseqncias a extino de 10% a 20% das espcies de pssaros, animais e peixes. O excesso de reas devastadas ou agrcolas e a falta de florestas ciliares nas margens dos rios fazem com que se percam dezenas de bilhes de toneladas de terras agriculturveis no Brasil, correspondentes a uma Sua por ano. Toda esta terra, rica em nutrientes, vai para os rios, onde provoca assoreamento e dificulta a navegao, como o vimos recentemente na seca em Manaus.

Em muitos pases desenvolvidos j h algumas aes no sentido do controle da agresso ao meio ambiente. Porm, em outros pases esta conscincia ainda est muito longe e exatamente l que est o grande crescimento populacional. Nos pases desenvolvidos a conscincia j no sentido de que devemos fazer o que tiver de ser feito, ao passo que nos pases em desenvolvimento o grau de conscincia ainda se situa no pensamento retrgrado: o meio ambiente no importante, o que importa produzir.

Enquanto esta mentalidade no for alterada, no haver salvao para a terra e a pergunta final a seguinte: como conscientizar toda uma populao, que constantemente bombardeada com propaganda de venda de produtos cada vez mais industrializados? um trabalho que deveria ser iniciado nas escolas, mas nos pases em desenvolvimento que a qualidade e a freqncia nas escolas a pior possvel.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Oligoelementos

Na abordagem da terapia antioxidante no combate ao envelhecimento, publicado na edio anterior, falamos das principais vitaminas presentes nos alimentos e que fazem parte da dieta cotidiana.

Da mesma forma que as vitaminas, os minerais participam das reaes qumicas necessrias vida como se fossem coenzimas. Esto presentes nos ossos, nos msculos e no sangue onde exercem funes importantes e so fundamentais nas atividades do sistema nervoso. Aqueles elementos dos quais necessitamos maior aporte dirio na alimentao so designados como minerais: clcio, magnsio, sdio, potssio e fsforo. Oligoelementos so os demais elementos, disponveis na alimentao e em menor concentrao: zinco, ferro, cobre, mangans, cromo, selnio e iodo, dos quais falaremos a seguir.

Cobre

Uma das numerosas coenzimas com funes muito importantes no organismo. Completa a atividade do ferro na elaborao de hemceas, permite bom funcionamento do sistema nervoso e da mielina. Entra na constituio da superoxidodismutase (SOD), enzima que neutraliza os radicais livres. Possui ao antiinflamatria, antiviral e antiinfecciosa. Sua carncia acarreta fadiga, anemia, reumatismo e infeces. Fgado de bovinos e ovinos, cogumelos crus, amndoas, caju e leguminosas em geral so fontes naturais do cobre.

Magnsio

Depois do clcio e do fsforo, o mineral mais abundante no organismo. Um adulto de 75 quilos possui por volta de 30 gramas de magnsio. O esqueleto concentra cerca de 70% desta substncia. O resto tem importantes funes no organismo, como equilbrio do sistema nervoso, juntamente com o clcio, ao antiinfecciosa ou virais, reduo da taxa de triglicrides e colesterol no sangue e auxilia nos regimes hipocalricos: quando os adipcitos perdem suas reservas lipdicas, e tm de absorver magnsio para substituio. Sua falta dificilmente suprida pela alimentao e sua assimilao, dificultada ou totalmente impedida pelo alcoolismo, diabetes e doenas renais. Est presente nas nozes em geral, cacau, feijo, grmen de trigo e soja.

Mangans

Entra na composio de metaloenzimas e como tal tem varias funes. Trabalha na sntese de mucopolissacardeos que entram na constituio de cartilagens. As artroses so decorrentes da destruio e do desaparecimento da cartilagem das articulaes. O mangans previne este desaparecimento e muito eficaz contra dores articulares, causadas por problemas de discos cartilaginosos intervertebrais. Os mucopolissacardeos so tambm compostos do colgeno e tm funo importante na proteo dos msculos, tendes, pele e ossos. O mangans indispensvel passagem do fluxo nervoso. necessrio sntese da protombina, fundamental coagulao do sangue. Sua carncia acarreta arteriosclerose, artrites, falta de coordenao motora e irritabilidade. Cereais completos, leguminosas e aveia so fontes naturais.

Selnio

um antioxidante. O organismo humano fabrica, durante o metabolismo, corpos oxidantes agressivos os radicais livres que a glutation-peroxidase, que contm selnio. Suas propriedades decorrem desta particularidade. Ajuda a combater o deposito de colesterol, age contra o envelhecimento celular e aprimora o sistema imunitrio. Sua falta se deve ao fato de ser quase impossvel obter uma taxa de selnio suficiente na alimentao.

Zinco

Entra na composio de numerosas metaloenzimas e numa infinidade de processos vitais do organismo. O zinco tem funo importante no aparelho genital masculino: o rgo mais rico em zinco a prstata. Quando sua Taxa diminui, o volume da prstata aumenta. Os rgos genitais se desenvolvem pouco em adolescentes carentes de zinco. Ocorre tambm ausncia de ereo. Sua falta pode gerar doenas de pele. Perda de olfato, paladar e libido e fadiga. O zinco, assim como a vitamina E e os flavonides, um inibidor de radicais livres. Faz parte do processo de desintoxicao do organismo. encontrado no fgado bovino, carne de frango, girassol e soja.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Metodologias de Testes

Sempre que vamos falar sobre mtodos para avaliao dos plos e cabelos precisamos, de maneira didtica, agrupar nossas necessidades.

Talvez a mais importante para nossos leitores seja aquela que envolva o mercado. Assim, testes que comprovem a eficcia de algum produto so os mais visados e, portanto, so tambm os mais criticados. Temos ainda os trabalhos cientficos, de estudos bsicos, normalmente realizados nas universidades e com propsitos acadmicos. Finalmente temos os testes utilizados pela medicina forense, no qual o cabelo tem uma participao muito grande. S para constar, neste ltimo item temos como testes para avaliao de presena de drogas nos cabelos os mtodos de extrao, como a hidrlise cida, a hidrlise alcalina, a digesto enzimtica e o tratamento com tampo ou solventes orgnicos.

Temos ainda os mtodos no-cromatogrficos, divididos em imunolgicos e no-imunolgicos, e os mtodos cromatogrficos, de fina camada, a cromatografia lquida de alta performance e a cromatografia de gs/espectometria de massa. No campo acadmico, mas no exclusivamente, temos vrios testes que se imbricam com aqueles que so usados pelo marketing, mas poderamos ressaltar os estudos das cadeias de queratina como um dos que comeam na universidade e acabam no mercado.

Durante anos os cientistas desenvolveram uma gama variada de testes para avaliar a eficcia dos produtos capilares, para sustentar aquilo que o departamento de marketing anuncia. Estes testes tentam traduzir para a linguagem cientfica aquilo que percebido pelos consumidores e fazem uma correlao entre os dados dos testes e os resultados da vida real, obtidos em testes de salo ou painis de especialistas. Para tanto, utiliza-se aquilo que chamamos de cincia da avaliao, que nada mais que uma cincia da medida, mas com fronteiras muito prximas com outras formas de medida. Quando medimos os parmetros fsicos e qumicos, correlacionamo- os com os efeitos fisiolgicos e at mesmo psicolgicos e filosficos - mistura cincia e marketing e, para ser validado, tem de ter algumas caractersticas, dentre as quais a reprodutibilidade , com certeza, a mais importante.

Vamos classificar os testes no por ordem de importncia, mas por rea de atuao, e citar os mtodos considerados mais modernos em cada item.

Performance de shampoos

- Gerao de espuma: teste desenvolvido por Conklin J. et al em 1992, que utiliza dispositivo composto de quatro tubos de vidro interconectados, no qual se cria a espuma e se mede a quantidade dela.

- Detergncia: pode-se usar um mtodo de gerao de espuma e um de limpeza, avaliando-se a quantidade de produtos utilizados, a temperatura da gua, o tempo de limpeza total, usando-se a at o scanning da microscopia

- Produtos de penteado: um teste apenas no suficiente para obter um resultado positivo, portanto, associam- se algumas tcnicas e mtodos para se avaliar este item, tais como propriedades de fixao, de penteabilidade, de frico, de brilho, tensora e de comportamento de sudorese.

No campo do manejo dos cabelos tambm podemos ter vrias formas de avaliao. Capacidade de fixao do penteado e de reteno do mesmo so alguns dos principais itens que se quer medir. Outros so referentes medida da fora esttica gerada pelos cabelos quando penteados ou escovados.

Uma das medidas mais controvertidas a do corpo do cabelo, definido como a medida da resistncia que uma massa capilar tem de se recobrar de uma deformao induzida externamente. Baseados nesta definio, podemos avaliar a densidade, curvatura, rugosidade da haste, dimetro e interao entre as fibras.

Alm destes testes, podemos relacionar, para efeito de pesquisas posteriores, todos os outros mtodos que servem para a tricologia, sem a listarmos os de subjetividade: microscopia eletrnica, espectroscopia, reflectometria, espectrofotometria, espectrometria lquida, microfluorometria, espectroscopia de raio-X, eltrocintica, anlise qumica de espectroscopia eletrnica, anlise de imagem, microscopia polarizada, espectrometria infra-vermelha da transformada de Fourier, espectrofluorometria, anlises quantitativas e qualitativas.

Como podemos perceber, muitas so as formas de medio dos produtos para cabelo. Cabe a quem trabalha com esta rea separar os que realmente serve pesquisa daqueles que so criados especificamente para um produto.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Controle de Qualidade

Quando se fala em Controle de Qualidade numa empresa de cosmtico, o que primeiro vem cabea o controle da qualidade do produto e das matrias-primas que o compem. Ao passo que o controle da qualidade da embalagem, talvez at inconscientemente, acaba sendo deixado para um ltimo estgio. No fundo, existem algumas razes para se agir dessa forma. Uma delas que, obrigatoriamente, o fabricante ou o distribuidor da matria-prima entrega o lote acompanhado de seu respectivo laudo de anlise. Isso j demonstra a preocupao com o controle de qualidade da matria-prima. O mesmo no acontece com todos os fabricantes ou distribuidores de embalagens. A segunda razo que no existe padronizao dos parmetros de qualidade de embalagem por parte dos fornecedores, conseqncia direta da falta de uniformidade na classificao dos defeitos, conceitos de qualidade e nveis de qualidade aceitvel (NQA) nas empresas de cosmticos.

O Controle de Qualidade de Embalagem o departamento responsvel pela inspeo ou auditoria dos lotes no recebimento ou no prprio fornecedor. Quem faz esse controle so os tcnicos contratados ou formados dentro da prpria empresa. O controle deve ser feito obedecendo-se s normas, padres e procedimentos, devidamente acordados com os respectivos fornecedores.

Controlamos a qualidade porque no confiamos nas pessoas, equipamentos e na reprodutibilidade dos processos.

Embalagem tudo que serve para: acondicionar (frasco, pote, estojo, bisnaga, etc.), proteger (cartucho, bero, etc.), informar (bula, folheto, rtulo, etc), vedar (tampa, batoque, casca-seal, etc.) e facilitar o uso (vlvulas, tampas disc/flip-top, etc).

As embalagens so classificadas por famlias, geralmente dessa forma: plsticos (frascos, potes, bisnagas, tampas, rtulos, etiquetas, cartuchos, estojos, etc), vidros (frascos, potes, flaconetes, etc), papis (cartuchos, bulas, rtulos, etiquetas, bulas, folhetos etc.), metais (bandejas, tampas, anis, etc), vlvulas (dosadoras, spray, etc) e diversas (ncessaires, enfeites, esponjas ou tudo que no se encaixa nas famlias
citadas).

Para se fazer o Controle de Qualidade nas embalagens, necessariamente precisamos definir antes qual ser o Plano de Amostragem, NQA (Nvel de Qualidade Aceitvel) e a classificao de defeitos que a empresa quer adotar. O Plano de Amostragem mais utilizado o Military Standard e dentro dele se define o NQA.

Quando falamos em NQA, estamos admitindo que no existe o efeito zero. Da a importncia do Plano de Amostragem e da classificao/definio dos tipos de defeito. Os defeitos numa embalagem so classificados de trs formas:

Crticos: tm como definio bsica o defeito que no permite o uso da pea, coloca em risco a sade do consumidor e deixa de atender a legislao.

Graves ou Maiores: aqueles que dificultam o uso da pea, no permitem ou dificultam o acoplamento no conjunto da embalagem final, denigrem a imagem da empresa e provocam problemas na linha de produo.

Menores ou Mnimos: aqueles que o consumidor no percebe, mas o tcnico sim, e que podem se transformar num defeito maior se no corrigido a tempo pelo fabricante.

Essas so definies bsicas para os tipos de defeitos. As inspees de qualidade so feitas por atributos, que so normalmente os defeitos visuais e comparativos, ou por variveis, que so os defeitos de ordem dimensional, normalmente definidos pelo desenho tcnico da pea.

Considero de fundamental importncia para a montagem de um Controle de Qualidade nas empresas, que a iniciativa deva partir, primeiramente, dos proprietrios ou da alta direo da empresa. Em segundo lugar, que fornecedor e cliente falem a mesma lngua e, finalmente, que o Departamento tenha a coordenao de um tcnico especializado, seja ele funcionrio da empresa ou mesmo um consultor prestador de servio - sob pena de no se usar o sistema implantado por ser complicado e querer ser mais realista que o rei ou mesmo to simples que no defina nada, no controle e, portanto, no gere credibilidade.

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