Logsitica ferramenta que possibilita vantagens competitivas

Edicao Atual - Logsitica ferramenta que possibilita vantagens competitivas

Editorial

Mudou o centro de gravidade da economia

Uma certeza, após a crise: a distribuição de forças na economia não será como antes. O centro de gravidade mudou, ficou mais abaixo. A economia das superpotências (Estados Unidos, principalmente) continuará a movimentar fábulas de dinheiro, porém diminuirão os trilhões de dólares que as separava.

Outro fato: o centro das decisões econômicas mundiais, anteriormente sob o controle hegemônico de um grupo pequeno de potências, está se abrindo e admitindo novos sócios. A conferir as decisões da última cúpula das grandes potências realizada na Itália, que a partir de agora passará a contar com os países emergentes, entre os quais, o Brasil.

Espera-se que esse convite para a união de esforços tenha como resultado uma melhor divisão das riquezas, hoje concentrada nas mãos de alguns poucos, e não seja simplesmente para arcar com os prejuízos decorrentes da crise pela qual estamos passando.Esta edição de Cosmetics & Toiletries (Brasil) traz mais algumas novidades editoriais. Estão sendo apresentadas duas novas seções: Notícias da Abihpec e ABRE em Foco, com notícias e opiniões das duas entidades. O desenvolvimento de produtos, a partir desta edição, será registrado na coluna Gestão em P&D assinada por Wallace Magalhães. A coluna Assuntos Regulatórios passa a ser pilotada por Emiro Khury e Antonio Celso Silva continua com suas “aulas”, agora na coluna Embale Certo.

E mais: a matéria de capa enfoca a Logística, uma ferramenta indispensável a todas as atividades nos dias atuais. Esta edição tem muito mais.

Convido mais uma vez o leitor para acessar o portal cosmeticsonline.com.br, diariamente, com informações do setor. 

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Ácido glicólico no tratamento de discromias - Christiane Martins de Paula Chiabi Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte MG, Brasil

O ácido glicólico é uma opção terapêutica consolidada para o tratamento do melasma. Há inúmeros fatores envolvidos na etiologia da doença; porém, nenhum deles pode ser responsabilizado isoladamente.

El acido glicólico es una opción terapéutica consolidada para el tratamiento del melasma. Hay muchos factores involucrados en la etiología de la enfermedad, pero ningún de estos puede ser responsabilizado aisiladamente.

The glycolic acid is an effective therapeutic option for the melasma treatment. There are many factors related in to the etiology of this disease, however none of them can be considered the only cause.

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Preservação Natural a Partir de Conceitos da Natureza - Fernando Ibarra, PhD Dr. Straetmans GmbH, Hamburgo, Alemanha Christopher H. Johnson Kinetic Technologies Inc., Haziet, NJ, Estados Unidos

Os mecanismos químicos de defesa usados pelo reino vegetal servem de base para os antimicrobianos naturais com multifuncionalidade para preservação de cosméticos. Ácidos orgânicos e os monoésteres de glicerila são dois exemplos.

Los mecanismos químicos de defensa usados por el reino animal sirven de base para los antimicrobianos naturales con multifuncionalidade para preservación de cosméticos. Ácidos orgánicos y los monoesteres de glicerilo son dos ejemplos.

Chemical defense mechanisms used in the plant kingdom are the basis of natural antimicrobials with multifunctionality for preservation of cosmetics formulations. Two examples are organic acids and glyceryl monoesters.

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Formulando Produtos de Limpeza para Pele de Bebês - Russel M. Walters, Michael J. Fevola, Joseph J. LiBrizzi e Katharine Martin Johnson & Johnson Consumer and Personal Products, Skillman, NJ, Estados Unidos

A limpeza do bebê é importante para a higiene, mas água apenas é insuficiente. Além disso, considerando que a pele do bebê ainda está em desenvolvimento, e é diferente da pele do adulto, os produtos de limpeza para adultos são inadequados. Neste artigo, os autores examinam como os produtos de limpeza infantis, contendo tensoativos suaves, são mais delicados e diferentes dos para adultos.

La limpieza del bebé es importante para la higiene, pero el agua solamente no es suficiente para hacerlo. Además, como la piel del bebé esta aún en formación y es diferente de piel adulta, los productos de limpieza de adultos son inadecuados para ese hecho. En esto artículo, los autores repasan cómo los productos de limpieza del bebé que contienen los tensioactivos suaves son más delicados y diferentes de aquellos para adultos.

Baby cleasing is important for hygiene, but water alone is insufficient. Additionally, because baby skin is still developing and different from adult skin, adult cleansers are inappropriate. Here, the authors review how baby cleansers containing mild surfactants are milder than and different from adult cleansers.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Publicidade de medicamentos

No dia 16 de junho entrou em vigor a RDC (Resoluo de Diretoria Colegiada) n 96, de 17 de dezembro de 2008, da Anvisa (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria), que dispe sobre a propaganda, publicidade, informao e outras prticas cujo objetivo seja a divulgao ou promoo comercial de medicamentos.

De acordo com rgos de defesa do consumidor, como o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), a regulamentao publicada no levou em conta as proposies enviadas consulta pblica, entre as quais se destacava o pedido de proibio total de publicidade de medicamentos ou restries de horrio de veiculao para os medicamentos de venda livre.

De fato, a RDC 96/08 constitui mais uma norma a integrar o rol de regulamentos, aumentando o j existente excesso de normatizao nessa rea, limita aspectos que pouco interferem na prtica de publicidade e promoo de medicamentos. Dessa forma, o consumidor ainda poder continuar exposto a propagandas que estimulam a automedicao, j que a publicidade de medicamentos de venda livre permanece autorizada.

Segundo o CDC (Cdigo de Defesa do Consumidor), compete Anvisa, como um rgo regulador, proteger a sade e a segurana do consumidor contra os riscos provocados no fornecimento de produtos e servios considerados perigosos ou nocivos. (Art. 6, I).

A publicidade de medicamentos pode ser danosa ao consumidor, pois estimula um consumo desnecessrio e leva prtica da automedicao - dados divulgados pelo Sinitox (Sistema Nacional de Informaes Txico-Farmacolgicas) indicam que os medicamentos foram os principais causadores de intoxicao no ano de 2004.

Entre os aspectos tratados nesta RDC, vale destacar o artigo 26, que probe a veiculao de publicidade por parte de celebridades na mdia em geral, impressa e eletrnica tentativa de diminuir a influncia na compra desnecessria ou inadequada do medicamento.

Artigo 26 Na propaganda ou publicidade de medicamentos isentos de prescrio vedado:

III apresentar nome, imagem e/ou voz de pessoa leiga em medicina ou farmcia, cujas caractersticas sejam facilmente reconhecidas pelo pblico em razo de sua celebridade, afirmando ou sugerindo que utiliza o medicamento ou recomendando o seu uso.

Tambm probe o merchandising: a veiculao de imagem e/ou meno de qualquer substncia ativa ou marca de medicamentos, de forma no declaradamente publicitria, de maneira direta ou indireta, em espaos editoriais na televiso; contexto cnico de telenovelas; espetculos teatrais; filmes; mensagens de programas radiofnicos; entre outros tipos de mdia eletrnica ou impressa. (Artigo 4).

E determina que os remdios que dispensam prescrio mdica mantenham a advertncia: aos persistirem os sintomas o mdico dever ser consultado; ou advertir quando contiver determinados princpios ativos, como, por exemplo, a dipirona: no use este medicamento durante a gravidez e em crianas menores de trs meses de idade. Alm da forma textual, essas advertncias devero ser lidas pelos personagens em comerciais de televiso.

Entre todos os aspectos, positivos e negativos, trazidos pela nova RDC, uma coisa certa: a indstria farmacutica dever estar atenta a todos os detalhes para o seu cumprimento.

Ser que o consumidor vai ficar menos suscetvel ao consumo desnecessrio ou inadequado de medicamentos? S o tempo poder responder!

Emiro Khury
Assuntos Regulatrios por Emiro Khury

Cosmticos orgnicos na rota da harmonizao

Em maio, o European Cosmetics Working Group, entidade formada pelo BDIH (Alemanha), Bioforum (Blgica) Cosmebio e Ecocert (Frana), ICEA (Itlia) e OSA - Organic Soil Asscociation (Reino Unido) publicou a Cosmos (Cosmetics Organic and Natural Standards), sua proposta para harmonizao dos requisitos para produtos cosmticos orgnicos e naturais.

Esta publicao ocorre seis anos aps o incio das discusses e trs meses depois de um perodo de consulta pblica, mas pode ter chegado tarde devido ao grande movimento dos ltimos anos na criao de outras propostas de certificao nos mercado norte-americano e europeu.

A proposta Cosmos apresenta pontos interessantes e arrojados com exigncias mnimas, porm realistas especialmente para produtos cosmticos. Pretende estabelecer uma plataforma sustentvel para conciliar o progresso econmico do setor com a responsabilidade social, contribuindo para o equilbrio natural do planeta. Alm disso, estimula processos de produo sustentveis considerando as dificuldades tcnicas e as caractersticas que fazem de nossos produtos o que so, tentando assim dar fim a confuso entre produtos cosmticos e alimentcios.

Um dos pontos arrojados a incluso do conceito de Green Chemistry como alternativa para a criao de novos agroingredientes quimicamente processados, permitindo flexibilizar exigncias em algumas classes de ingredientes dificilmente naturalizveis e propondo um cronograma com datas para a criao de novos ingredientes, de acordo com os requisitos mnimos das formulaes orgnicas visando reduzir a presso sobre as empresas de produtos acabados e ajudando a preservar o alto grau de inovao caracterstico dos nossos produtos.

Os ingredientes so classificados em cinco grupos: minerais, agroingredientes fisicamente processados, agroingredientes quimicamente processados, gua e outros ingredientes.

A proposta estabelece um prazo de 36 meses para o uso de ingredientes que devero ser substitudos por alternativas naturais ainda no disponveis, mas com adequada margem de segurana para o consumidor. A gua no considerada no clculo de ingredientes orgnicos da formulao e os fornecedores devem informar a proporo e a origem dos solventes conservantes e veculos nos extratos vegetais.

Fica banida a possibilidade gredientes que so somente aprovados para uso. O clculo da porcentagem de ingredientes no estabelece uma concentrao mnima.

O produto acabado Cosmos pode ter dois nveis: produto cosmtico certificado orgnico e certificado natural.

Para a certificao natural, as regras no estabelecem valores mnimos para ingredientes orgnicos apenas requisitos de rotulagem e a indicao da origem orgnica de algum ingrediente limitada expresso de agricultura orgnica, ou similar, somente na lista de ingredientes INCI.

Na certificao orgnica as regras indicam: 95% dos agroingredientes fisicamente processados devem ser organicamente produzidos, 30% dos agroingredientes quimicamente processados devem ser de origem orgnica (somente daqui a 36 meses), o produto acabado deve conter no mnimo 20% de ingredientes orgnicos, exceo aos produtos enxagveis, loes e ps, onde o mnimo 10%.

Alm disso, define regras para estocagem, fabricao e embalagens chegando a proibir tipos de materiais como o PVC e o poliestireno, bem como exige a execuo de um plano de gerenciamento ambiental nas plantas de fabricao e sugere a auditoria do carbono liberado nas operaes.

Na rotulagem procura no induzir o consumidor a erros como no uso do termo orgnico no nome da linha ou empresa e veta o uso do termo produto orgnico em produtos com menos de 95% de ingredientes orgnicos (este ponto serve como abertura para a harmonizao com outras regras aceitas pelo mercado mundial).

Tambm contm anexos das listas de processos fsicos e qumicos, ingredientes minerais e molculas permitidas.

Este guideline um passo importante para a harmonizao dos requisitos de produtos cosmticos naturais e orgnicos, especialmente no mercado europeu, mas continuamos observando relativa confuso mundial. Encontramos propostas de requisitos elaboradas por associaes de consumidores, fabricantes de produtos acabados ou de certificadoras. Em vista disto, convm lembrar ao leitor que a proposta Cosmos no constitui uma regra que deva ser seguida compulsoriamente, mas sim uma proposta entre as vrias disponveis que podem ser adotadas de forma voluntria e conforme a convenincia.

Wallace Magalhes
Gesto em P&D por Wallace Magalhes

Boas prticas de desenvolvimento

O desenvolvimento de formulaes cosmticas, como qualquer atividade, fortemente influenciado pelas prticas adotadas e ferramentas empregadas em sua realizao. Quando estabelecidas de forma correta, repercutem positivamente nos resultados, determinando elevao na eficincia, seguida de aumento de produtividade e reduo de custos.

Atuar em curva ascendente de desempenho o objetivo de todos, o que todos desejam. Portanto, independentemente do porte da empresa, se ela desenvolve formulaes, deve planejar seu modo de operar, alinhando seus recursos da melhor maneira possvel, segundo um conjunto de prticas adotado. De outra forma ter comportamento anlogo ao de um condutor que dirige um automvel sabendo somente o destino, sem definir o itinerrio e sem respeitar as leis de trnsito.

Procedimentos padronizados e planejados so requisitos fundamentais, pois vo gerar a organizao necessria para realizar o trabalho, garantindo seu sucesso.

Quando o dia-a-dia do laboratrio de desenvolvimento se d em um ambiente agitado ou desorganizado, com correria para emitir relatrios e documentos, sem dvida haver erros que iro atingir a documentao regulatria, peas de embalagem e at o produto acabado, gerando prejuzos e perdas considerveis.

Ao estabelecer o que poderamos chamar de boas prticas de desenvolvimento de cosmticos devemos ir alm das boas prticas de laboratrio e estabelecer claramente os procedimentos e o formato de sua gesto.

Informaes devem ter tratamento e arquivamento padronizados. Tendncias, novas matrias-primas e tecnologias devem ser prontamente avaliadas. O ambiente externo deve ser sempre considerado e suas mudanas devem ser identificadas e interpretadas de maneira rpida. Mudanas significativas do ambiente externo tm afetado corporaes e empresas no mundo inteiro, e entre as que afetam o setor de desenvolvimento podemos destacar algumas, a seguir.

Competio global e acirrada - produtos importados esto disponveis no mercado e o novo projeto dever ter diferenciais competitivos para atingir o sucesso esperado. At a empresa de pequeno porte deve considerar que a competio ser global e acirrada.

Sofisticao do mercado consumidor - a evoluo do mercado eleva naturalmente a expectativa dos consumidores quanto qualidade e desempenho de produtos, inclusive no mercado de produtos populares. Isto facilmente percebido se compararmos os produtos populares dos anos 1980 com os produtos populares atuais.

Demanda por produtos mais complexos - um mercado sofisticado e exigente demanda produtos mais complexos e, obrigatoriamente, haver elevao do nvel tecnolgico dos projetos. Ser necessrio agregar recursos que dem suporte a este novo patamar tecnolgico.

Avano tecnolgico exponencial sabido que o avano tecnolgico atual tem um claro vetor exponencial. No acompanhar estes avanos pode determinar perda de competitividade, e isto grave. Empresas e tcnicos devem estar preparados para lidar com um nmero cada vez maior de informaes, que deve ter bem determinada a sua forma de arquivamento e de acesso. Lembre-se de que em nada adiantar buscar novas informaes se no armazen-las de maneira que fiquem eficientemente disponveis e aplicveis.

Aumento da regulao - o aumento em quantidade e especificidade das regras regulatrias uma tendncia clara. A expanso e fuso de mercados que estamos vivenciando s fazem reforar esta realidade. Antes de preparar ou testar uma nova formulao deve-se obrigatoriamente fazer sua avaliao regulatria. Para isto, essencial que a formulao esteja expressa em teores de ativo reais e em padro centesimal.

Downsizing trata-se de uma tendncia global marcante e est baseado na premissa de que pessoas vo realizar mais tarefas. Estas novas tarefas so criadas por avanos tecnolgicos ou normas regulatrias. Um exemplo claro ocorreu recentemente no Brasil, com a publicao da RDC 211/2005, que instituiu o dossi de produtos, e a RDC 332/ 2005, que estabeleceu a obrigatoriedade de implantao de um sistema de cosmetovigilncia, o que implica no desenvolvimento de novas habilidades e utilizao de novos recursos por parte do pessoal tcnico.

A magnitude dos resultados na indstria de cosmticos passa pela competncia de seu setor de desenvolvimento, que, por sua vez, deve estar sintonizado com tendncias e novidades tecnolgicas. A reviso sistemtica dos recursos tcnicos disponveis e a assimilao de novos mtodos, solues e ferramentas so exigncias bsicas para a busca da competitividade e da normalidade regulatria. Vencer estes desafios significa ter melhor posicionamento num mercado em franca expanso.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Cosmetotoxicologia - especialidade que veio para ficar

O Papiro de Ebers, obra publicada em 1500 a.C., Hipcrates (430-364 a.C.), Theophrastus (370-287.C.),
Dioscorides (40-90 d.C), Scrates (470 a.C), Mitridates (120-63 a.C.), Lex Cornelia (sculo IV a.C), madame Toffana, Marquesa de Brinvillers e Paracelsus, entre outros, foram os precursores de uma rea do conhecimento que se firmava como especialidade, a Toxicologia Forense.

Os danos ocasionados aos trabalhadores expostos ao mercrio e chumbo, mais tarde confirmados por Paracelsus na obra On the miners sickness and other disease of miners, paralelamente aos trabalhos experimentais de Mathieu Orfila (1787-1853), permitiram o nascimento de especialidades relacionadas sade ocupacional, clnica e experimental. O Senado Norte-americano revisou, em 1933, a legislao sanitria - editada em 1906 -, porm o to esperado ato constitui-se em verdadeiro fracasso. Outros atos se sucederam: em 1947, a criao do Federal Inseticide, Fungicide and Rodenticide Act enquanto o US Food and Drug tratou da segurana de alimentos, drogas e cosmticos.

Aps a promulgao deste ltimo, 107 pessoas morreram devido ingesto de xarope de sulfanilamida contendo dietilenoglicol como veculo. Apesar disto, em 1962, o mundo conheceu a catastrfica ao teratognica da talidomida. Sem dvida, estas tragdias poderiam ter sido evitadas. Assim, a especialidade batizada como Toxicologia Regulatria mostrou-se imprescindvel rea sanitria.

A segurana de ingredientes e produtos cosmticos tem sido objeto de sucessivas avaliaes toxicolgicas, mostrando a fora da especialidade regulatria. Por qu? Cerca de 13 mil ingredientes vm sendo manipulados na produo de aproximadamente 30 mil formulaes. O Scientific Committee on Cosmetic and non-Food Products, da Unio Europia, gerou e/ou alterou 121 atos regulatrios relacionados s tinturas capilares, conservantes, corantes e filtros solares no perodo de 2000/06 (Food and Chemical Toxicology 47:898- 905, 2009).

Atualmente, do ponto de vista globalizado, com pequenas diferenas, a Toxicologia conta com as seguintes especialidades: Regulatria, Industrial, Acadmica, Ocupacional, Mdica, Ecolgica, Ambiental, Gentica, Avaliao de Toxicidade, tendo como parceiras Patologia, Epidemiologia, Fundamentos Mecanicistas, Biologia Molecular, Farmacologia, Farmacocintica e Avaliao do Risco. Do ponto de vista acadmico, outras podero ser indicadas em funo dos perfis dos cursos, obrigatrias ou optativas. Os cursos devem estar aparelhados para atender ensino, pesquisa e formao de recursos para o setor produtivo.

A riqueza dos trabalhos disponveis na literatura cientfica e regulatria j credencia o registro de uma nova especialidade a Cosmetotoxicologia, graas ao crescimento exigido pelo setor produtivo (Technovation 25:1263-72, 2005) e regulatrio, os quais exigem produtos seguros e normatizados, catalisando a Academia na busca investigativa.

A Cosmetotoxicologia, acreditamos, veio para ficar, chega fortalecida, com premissas e fundamentos que se organizam de forma sistemtica para o uso do cosmtico cada vez mais seguro, onde o risco pode ser plenamente determinado.

Publicaes e atos regulatrios confirmam este neologismo - a Cosmetotoxicologia - que engloba assuntos de Cosmetologia e Toxicologia, altamente direcionados segurana de ingredientes e produtos cosmticos, tais como Cosmetovigilncia, Cosmetotoxicology, Cosmetovigilance Imunotoxicologia,
Toxicovigilncia, Dermatotoxicologia e Toxicogenmica.

Novas contribuies cientficas devem ser recebidas como reconhecimento ao desenvolvimento cientfico: estamos certos de que Cosmetotoxicologia atende a plena interao destas duas importantes reas do saber, quais sejam, Toxicologia e Cosmetologia.

A Cosmetotoxicologia certamente, hoje anunciada pela primeira vez, valoriza o neologismo, de forma ampla e irrestrita a duas disciplinas milenares - Toxicologia e Cosmetologia - que caminham em regime de dependncia cientfica para garantir a segurana dos usurios de produtos cosmticos.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Estoque de embalagens, sempre falta espao

No conheo nenhuma empresa de cosmticos que esteja confortvel com o espao disponvel para suas embalagens.

Na maioria, alm de ter que estocar uma quantidade superior s suas necessidades ( espera daquela venda surpreendente), no consegue se livrar dos obsoletos, dos resultados de lanamentos frustrados e daquela negociao onde o fornecedor, nada parceiro, o convenceu a receber a previso/programao quase do ano inteiro.

interessante notar que com o estoque entupido, a empresa ainda deixa de vender por falta de embalagens. Isto fato, se considerarmos que de nada adianta ter todos os componentes de embalagem de um batom no estoque se falta aquela etiquetinha de fundo, que um item C na curva de custo. Mas, onde est o problema? Onde as empresas erram? O que fazer para minimizar essa situao to comum?

Antes de ir para as respostas, vale lembrar que, quando se trata de matrias-primas, a maioria dos fornecedores as possuem em seus estoques para entrega rpida, ou at imediata, exceto quando se trata de uma fragrncia, um ativo exclusivo etc. Vale lembrar tambm que o custo da embalagem em um produto normalmente maior do que o das matrias-primas. E, por fim, diferente das matrias-primas, boa parte dos componentes de embalagem de um produto so exclusivos, como, por exemplo, o rtulo, o cartucho, a caixa de embarque, as gravaes de frasco e outros itens.

Em resumo, se boa parte das matrias-primas esto disponveis de imediato, isso no acontece com as embalagens.

Outro fator que colabora para esse quadro o volume que cada componente de embalagem ocupa no estoque.

Na verdade, se as empresas forem avaliar detalhadamente o que componente de embalagem ativo com giro no estoque vai perceber que estoca muita coisa que no usa.

Em geral, este fato resultado de uma previso de vendas de lanamentos que no aconteceram conforme o esperado; de produtos que saram de linha, mas que no se teve a devida preocupao e cuidado de antes zerar as embalagens envolvidas nesses produtos ou, o que ainda pior, erro no planejamento. Tambm o receio de faltar embalagens acaba fazendo as empresas reforarem seus estoques, necessitando de cada vez mais espao.

Existem algumas solues para minimizar esse problema. Uma delas trabalhar com fornecedores-parceiros nos lanamentos, ou seja, aqueles que fazem quantidades menores e tenham competncia e capacidade para repor o estoque em curto espao de tempo, atendendo necessidade do cliente. Outra seria manter um maior envolvimento do setor de Marketing, no que diz respeito quantidade de itens de embalagem envolvidos em um produto, ou seja, ter a cabea no Marketing, na inovao, na venda, no consumidor, mas no esquecer nunca da fbrica.

Inventrios mais constantes no estoque de embalagens acabam mostrando para a empresa a falta de giro de determinados itens e a necessidade de providncias nesse sentido. Assim, seria importante realizar uma programao de entrega negociada e revista ms a ms com o fornecedor, principalmente nos itens A.
De todas as solues, a que efetivamente vai reduzir consideravelmente a necessidade de espao para estocar embalagens a implantao de um sistema kanbam, junto aos fornecedores.

Esse sistema pode parecer complexo, mas extremamente simples e fcil de ser implantado, bastando efetuar a contratao de um consultor que conhea e entenda o processo. O kanbam (do japons, carto) um sistema visual que trabalha com estoque mnimo necessrio, onde o fornecedor-parceiro repe um pedido programado de acordo com a necessidade do cliente que, por sua vez, sinaliza antes com o envio de carto verde, depois amarelo e, por ltimo, o vermelho, que significa urgncia.

Para melhor entender esse sistema, poderemos abord-lo com mais detalhes nas prximas edies, pois a inteno aqui era de apenas levantar o problema de logstica com as embalagens e alertar para a necessidade de um trabalho de melhoria constante neste setor da fbrica.

Em resumo, o espao para armazenar embalagens sempre muito maior do que o espao para armazenar matrias-primas porque, na maioria, dela se armazena ar (frascos, potes etc.); no se confia nos fornecedores; no existe uma logstica adequada considerando a curva ABC de venda do produto; no se observa a obsolescncia desses componentes e tambm no se d a devida importncia para o controle do que existe no estoque e do que, efetivamente, um item ativo e de giro.

preciso dar valor ao que importante e pesa mais no custo do produto.






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