Higiene Oral

Edicao Atual - Higiene Oral

Editorial

A Democracia em Perigo

A nação está indignada com a demonstração explícita de desrespeito, promovida por políticos, principalmente, nesses últimos tempos. O pior é que a sociedade está convicta de que não haverá punição aos culpados. Você dirá que o eleitor poderá fazer justiça na próxima eleição não votando nesses políticos. Meia-verdade. Com certeza muitos desses não serão reeleitos, entretanto, outros irão surgir para substituir aqueles reprovados pelo voto.

Não há teoria sociológica que explique esse comportamento do eleitor. Pois, não são somente os clientes das “bolsas-qualquer-coisa”, em geral eleitores de baixa escolaridade, que são manipulados e presos ao cabresto e que votam a mando de “coronéis”. Nos grandes centros temos os “votos de protesto” responsáveis pela eleição de figuras “exóticas”.

A cada dia a situação se torna mais crítica. Os sinais de deterioração são mais evidentes.

A continuar dessa forma, é fácil prever que um dia irá surgir alguém que se proponha a “por ordem na casa”. Alguns dos nossos vizinhos acreditaram nas doces promessas de salvadores da pátria e hoje amargam regimes totalitários.

A democracia corre perigo...

Sou da geração que viveu por muito tempo sob céu de nuvens negras, e não podemos permitir que isso se repita!

Esta Cosmetics & Toiletries (Brasil) tem, como matéria de capa, a higiene oral – um mercado de quase 2 bilhões de reais em 2006 e com expectativa de crescimento de 50% até 2011. Outros assuntos são da área de cuidados com a pele e proteção solar.

Nova abordagem para proteção do DNA - C. Lenaers, D. Boudier, V. Barruche, B. Closs R&D Department, Silab, Brive, França

Foi analisado o mecanismo de formação de dímeros de pirimidina ciclobutano (CPD) na pele como fotoproduto induzido por UV, em seguida, foi avaliado o efeito do extrato de algodão na formação de lesões de CPD com o uso de imunocitologia e dot-blot método em queratinócitos humanos.

Analizado el mecanismo de formación de dímeros de pirimidina ciclobutano (CPD) en la piel como fotoproducto inducido por UV. En seguida, evaluado el efecto de el extracto de almidón en la formación de lesiones de CPD con el uso de imunocitologia y dot-blot método en queratinócitos humanos.

The cyclobutane-pyrimidine dymers (CPD) formation as photoproduct UV-induced in the skin is evaluated. Finally, the effect of the cotton extract in the CPD lesions in human keratinocytes are evaluated by immunocytology and dot-blot method.

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Preservação de Protetores Solares - Donald S. Orth PhD Neutrogena Corporation, Los Angeles, CA, Estados Unidos

Os produtos com filtro solar, mesmo aqueles fabricados como formulações anidras ou em pó, podem necessitar de sistemas preservantes devido ao alto risco de contaminação microbiana ou adição de água, especialmente durante o uso pelo consumidor, em atividades aquáticas.

Los productos con filtro solar, incluso aquellos fabricados con formulaciones anhidra o en polvo, pueden necesitar de sistemas preservantes debido al alto riesgo de contaminación microbiana o adicción de agua, en especial durante el uso por el consumidor, en actividades acuaticas.

Sunscreen products, even those formulated as anhydrous or powder formulations, may need preservative systems because of the high risk of microbial contamination or water intrusion, especially during consumer use around water.

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Óleo de Pitanga na Higiene Bucal - Nathalia C. W. Galhardo, Vera Lucia Borges Isaac, Antonio Carlos Pizzolitto, Raquel Regina Duarte Moreira, Marcos Antonio Corrêa Faculdade de Ciências Farmacêuticas UNESP, Araraquara SP, Brasil

Neste trabalho são avaliadas as propriedades antibacteriana de óleos essenciais de pitanga (Eugenia uniflora L.) com objetivo de utilizá-los em produtos de higiene oral como alternativa ao uso da clorexidina.

En ese trabajo son evaluadas las propiedades antibacterianas de aceites esenciales de pitanga (Eugenia uniflora L.) una fruta de la biodiversidad de Amazonia con el objetivo de utilizarlos en productos de higiene oral como una alternativa al uso de la clorhexidina.

In this paper the antimicrobial properties of essential oils from pitanga (Eugenia uniflora L.) a fruit from the Amazon biodiversity are evaluated with the purpose of using these oils in oral care products as a replacement of the chlorhexidine.

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Ciclodextrinas em Cosméticos - Paula E. Fornari, Letícia S. Koester, Silvia S. Guterres Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre RS, Brasil

Ciclodextrinas são oligossacarídeos cíclicos capazes de formar complexos com uma variedade de moléculas. A utilização de ciclodextrinas em cosméticos tem sido amplamente investigada com o objetivo de aumentar a solubilidade, estabilizar substâncias lábeis frente à oxidação, ao calor e à luz, controlar a volatilidade, isolar compostos incompatíveis, entre outras aplicações.

Las ciclodextrinas son oligosacáridos cíclicos capaces de formar complejos de inclusión con distintos tipos de moléculas. La aplicación de las ciclodextrinas en cosméticos ha sido extensamente investigada con el objetivo de mejorar la solubilidad, la estabilidad de los compuestos labiles a la oxidación, al calor y a la luz, controlar la volatilidad, aislar compuestos incompatibles, entre otras aplicaciones.
Cyclodextrins are cyclic oligosaccharides which are able to form inclusion complexes with a large number of molecules. The use of cyclodextrins in cosmetics has been widely investigated with the aim to enhance solubility, stabilize labile guests against oxidation, heat and light, control the volatility, to isolate incompatible compounds, among other applications.

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Mudanças por Radicais Livres e Ação Tópica de Antioxidantes - Valéria Maria Di Mambro, Maria José Vieira Fonseca Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto-USP, Ribeirão Preto SP, Brasil

No trabalho são descritos os radicais livres de maior importância biológica e os danos na pele causados pela formação de radicais livres e espécies reativas de oxigênio. São discutidos também o efeito da radiação solar na geração destas espécies e o mecanismo de defesa antioxidante da pele.

En el trabajo son descritos los radicales libres más importantes biológicamente y los daños causados en la piel debido a la formación de radicales libres y de especies reactivas de oxígeno. Son discutidos también el efecto de la radiación solar en la generación de estas especies y el mecanismo de defensa antioxidante de la piel.

In the present work the free radicals of biological relevance and the skin damaged caused by free radicals or reactive oxygen species generation are described. The effect of sun irradiation in generating the radicals and the skin antioxidant mechanism are also discussed

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Fotoenvelhecimento e Recuperação da Pele - Martin Rieger, PhD Tinton Falls, NJ, Estados Unidos

Esta revisão periódica é uma tentativa de alertar os leitores sobre as mais recentes tendências na pesquisa da pele. Os assuntos foram organizados nos seguintes termos: impacto da luz sobre a pele humana normal, fotoenvelhecimento e recuperação da pele, com destaque especial para a recuperação da pele fotoenvelhecida induzida por medicamentos.

Esta revisión periódica es una tentativa de alertar a los lectores sobre las más recientes tendencias en la pesquisa de la piel. Los asuntos fueran organizados en términos del impacto de la luz sobre la piel humana normal, fotoenvejecimiento y recuperación de la piel, com énfasis especial en la reparación inducida por medicamentos de la piel de foto-envejecida.

This periodical review is an effort to make readers aware of recent trends in skin research. The subjects have been organized into the impact of light on human skin, photo-aging and skin repair, with special emphasis on the drug-induced repair of photo-aged skin.

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Luiz Brando
Assuntos Regulatrios por Luiz Brando

Rotulagem

Um dos maiores fatores que provoca exigncias, correes e indeferimento a rotulagem. No momento da solicitao do registro de um produto grau 2 ou notificao de produto grau 1, tem que se tomar muito cuidado para que o processo no sofra atraso com exigncias.

Uma regra simples e que poucos seguem obedecer s recomendaes da tabela constante na RDC 211/2005. Essa tabela (reproduzida abaixo) forneceo que deve constar obrigatoriamente na rotulagem dos produtos cosmticos.

Os produtos listados a seguir tm que apresentar rotulagem especifica:

- Aerossis

- Agentes clareadores de cabelos e tinturas capilares

- Bronzeadores simulatrios

- Dentifrcios e enxaguatrios bucais com flor

- Depilatrios e epilatrios

- Neutralizantes, produtos para ondular e alisar os cabelos

- Produtos antiperspirantes/antitranspirantes

- Produtos infantis

- Tinturas capilares com acetato de chumbo

- Tnicos capilares

- Produtos que esto previstos nos pareceres da CTEC

- Produtos que contenham substncias da lista restritiva (RDC 215/06)

A tabela reproduzida abaixo tem os nossos comentrios. Outro ponto para o qual se deve tomar muito cuidado o enunciado do Art. 93 do Decreto 79094/77: No podero constar da rotulagem ou da publicidade e de propaganda dos produtos submetidos presente norma, designaes, nomes geogrficos, smbolos, figuras, desenhos ou quaisquer indicaes que possibilitem interpretaes falsas, erros ou confuso quanto origem, procedncia, natureza, composio ou qualidade, ou que atribuam ao produto finalidade ou caractersticas diferentes daquelas que realmente possua.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

As utilidades devem seguir as BPE

Prosseguindo o assunto da edio anterior, quando abordamos as BPE (Boas Prticas de Engenharia) como condio necessria implantao das BPF, vamos abordar as utilidades, que na nossa vivncia, na avaliao de instalaes, parece que no tem merecido a importncia devida.

O grupo de utilidades compreende o conjunto denominado AVAC, composto por gua purificada e gases comprimidos.

Nas fases do projeto, todos os aspectos crticos tm que ser avaliados para minimizar e, sempre que possvel, eliminar contaminaes.

Podem ser considerados os seguintes aspectos crticos:

Gases comprimidos

- Vrios sistemas em lugar de um nico sistema
- Qualidade da filtrao a ser obtida
- Recirculao de ar
- Localizao de elementos filtrantes
- Localizao da captao, retorno, sentido do fluxo, exausto
- As presses diferenciais inerentes s condies dos processos
- As isomtricas
- Facilidade de limpeza e manuteno
- Instrumentos de medio e controle, e sistemas de segurana
- Sistemas de purificao de gua
- Adequao e seleo dos materiais
- Qualidade de solda e juntas sanitrias
- Passivao das partes em ao inoxidvel
- Elementos de ventilao
- Inclinao das linhas
- Vazo e temperatura de recirculao
- Relao capacidade versus consumo
- Localizao dos pontos de utilizao, exemplos: vlvulas, registros, drenos e pontos de amostragem
- Condies de limpeza e sanitizao

Ar comprimido

- Localizao dos compressores
- Materiais, solda, vlvulas
- Preveno de contaminao das linhas

Outros sistemas

- Acesso para inspeo e troca de elementos filtrantes
- Facilidade de acesso para limpeza
- Remoo de material e de resduos retidos nos filtros sem risco para as demais operaes
- Evitar poluio ambiental
- Condio de acesso para calibrao, ajuste, manuteno sem interromper as demais operaes

Mesmo considerando a no obrigatoriedade legal (pela Anvisa ou outro rgo competente), a validao do projeto e das instalaes pode proporcionar grau de segurana bastante satisfatrio quanto implicao do projeto nas BPF e C. Essa ferramenta garante que as atividades foram executadas de forma a atingir os resultados esperados.

Na validao de equipamentos ou mdulos, sistemas de movimentao e manuseio de fluidos, movimentao e manuseio de slidos/ps, sistemas de proteo e segurana, instalaes de controle de processo, e instalaes eltricas e iluminao, as seguintes condies devem ser avaliadas:

- Acabamento de salas/paredes/pisos
- Ventilao e condicionamento de ar
- Captao de p, redes de dutos e filtros
- Aquisio e comunicao de dados
- Sistemas dedicados de limpeza e sanitizao

Documentao a ser consultada:

- Especificao das necessidades do usurio
- Especificaes bsicas de engenharia
- Documentao tcnica de referncia

Outro ponto a ser levado em considerao quando parte ou toda a instalao for fabricada e montada por fornecedor externo. Neste caso, devem ser efetuados os testes de aceitao. Essa atividade realizada no equipamento/instalao, ainda no fabricante, serve para verificar e comprovar o atendimento das especificaes, a existncia das funes solicitadas e prever o desempenho esperado, sugerindo eventuais melhorias.

uma etapa fundamental para produzir a documentao que suportar a qualificao de pessoal tcnico do clienteusurio. Podemos concluir que nada do acima exposto ser suficiente para a implantao das BPF e C se no houver a efetiva participao e comprometimento dos colaboradores da empresa.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Cansei!

Lamentavelmente, no ltimo dia 17 de julho, o Brasil vivenciou o pior desastre areo de sua histria.

O acidente do avio da TAM no aeroporto de Congonhas resultou em centenas de mortos, alguns feridos e uma sociedade inteira indignada com o descaso por parte de muitos de seus governantes.

Negligncia, incompetncia, deboche e condecorao foram os gestos manifestados por eles.

O que ocasionou essa tragdia pode ter sido defeito mecnico, falha humana, chuva, pista inacabada, o acaso... porm, ficou demonstrada a parcela de responsabilidade por parte do governo, que deveria fiscalizar desde a manuteno dos aeroportos at os avies.

Alm disso, os riscos de excesso de pousos e decolagens em Congonhas j eram conhecidos h alguns anos. Mas no se sabe bem por que o governo costuma ceder a presses das empresas quando estas correm o risco de terem seus lucros abalados...

Assim, os riscos de Congonhas foram tapados com a peneira.

Enquanto o pas se solidarizava com a dor dos familiares das vtimas, funcionrios da Infraero riam... (de qu?) at perceberem que estavam sendo fotografados, conforme amplamente publicado pela imprensa.

No Palcio do Planalto, em Braslia, o assessor especial da presidncia e seu assistente comemoravam com gestos peculiares - a notcia veiculada pelo Jornal Nacional, que apontava uma possvel falha mecnica o importante era eximir a responsabilidade do governo, a tragdia e a dor da sociedade eram meros detalhes.

Para completar o cenrio e a falta de sensibilidade de nossos governantes membros da Anac (Agncia de Aviao Civil) foram condecorados, na mesma semana do acidente, na Base Area de Braslia com uma medalha por relevantes servios prestados Aeronutica...

E o nosso presidente? Levou trs dias, da data da tragdia, para se manifestar... talvez nesses dias ele ainda no soubesse de nada...

Diante de tanto descaso... a sociedade reagiu!

Cerca de cinco mil pessoas se reuniram na Praa da S, em So Paulo (e no aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre), um ms aps a tragdia, em prol do Movimento Cvico pelo Direito dos Brasileiros, liderado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil - Seo de So Paulo).

O objetivo principal era mobilizar a sociedade diante desses fatos, alm de lembrar a populao que cidadania deve ser exercitada, no apenas pelo voto a cada quatro anos, mas tambm por meio de manifestaes previstas num regime democrtico, pois s assim a nossa prtica da democracia ir amadurecer...

muito provvel que os resultados dessas manifestaes demorem muito para serem aferidos, mas a hora de reagir e mostrar que estamos cansados...

Cansei... de caos areo.
Cansei... do governo paralelo dos traficantes.
Cansei de crianas na rua.
Cansei de empresrios corruptores.
Cansei... de bala perdida.
Cansei de tanta corrupo.
Cansei... de no fazer nada!

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

A importncia da embalagem na indstria cosmtica

Talvez a principal razo desta coluna existir seja o ttulo acima. Diferente dos medicamentos, nos quais a funo principal da embalagem proteger e preservar as caractersticas do produto, os cosmticos precisam ter uma embalagem que agrade, ou seja, a embalagem fator decisivo na hora da compra.

Qual seria a embalagem perfeita?

O ovo, que acondiciona um alimento que ir se transformar em vida? O coco, que harmoniosamente armazena e preserva um alimento slido e um lquido?

No mundo cosmtico a embalagem perfeita aquela que acondiciona, facilita o uso, protege e informa, mas, acima de tudo, aquela que agrada, que faz com que a consumidora no a jogue fora, mesmo depois de acabado o produto.

Veja o exemplo das embalagens de batons importados, mais parecem jias, um trofu que toda mulher se sente orgulhosa e importante ao retirar da bolsa e exibir em local pblico, ao retocar a maquiagem.

Grandes empresas trazem especialistas de outros pases para criar suas embalagens. So verdadeiros artistas que cobram caro pelo projeto. Em contrapartida, usam o nome desses artistas na divulgao do seu produto.

Na dcada passada, um famoso estilista lanou uma linha de batons com estojo que era banhado a ouro, ou seja, a consumidora comprava uma verdadeira jia.

Alm dos estojos diferenciados de batons, temos as formas, cores e brilho das embalagens dos perfumes, a beleza das tampas, a praticidade das vlvulas, o design das embalagens de blush, sombra, p compacto, a proteo das embalagens air less, necessrias para produtos que perdem sua eficcia em contato prolongado com o oxignio, alm de outras inovadoras e prticas.

Na maioria dos produtos cosmticos o custo da embalagem maior que o custo do produto. Isso no significa que o produto no tenha qualidade, mas significa que de fundamental importncia investir no diferencial da embalagem.

Cada vez mais as empresas tm investido em moldes prprios, so donas exclusivas de formatos de embalagens que as tornam conhecidas e reconhecidas no competitivo mercado cosmtico. Essas embalagens so patenteadas e tm sua reproduo proibida por outras empresas.

Mesmo as que no tm moldes prprios e exclusivos procuram usar embalagens do mercado, porm, diferenciam- nas pela quantidade de cores de seus rtulos, pelo uso de hot stamping (fitas que pela ao do calor transferem cores nobres, brilhantes ou foscas, geralmente, ouro ou prata para o corpo das embalagens).

Pela importncia que agrega nos produtos cosmticos, a embalagem tem controle de qualidade focado nos testes por atributos. No bastam testes dimensionais, necessrio ter critrios rigorosos de aprovao para os defeitos visuais no corpo da embalagem.

Quem compra um cosmtico, o faz para uso prprio ou para presentear algum, por isso, defeitos visuais na embalagem no so tolerados.

Hoje somos o terceiro pas consumidor de cosmticos. Perdemos apenas para Estados Unidos e Japo, colocandonos frente de Frana, Alemanha e outros.

De olho nesse mercado, estamos assistindo verdadeira invaso do Brasil por embalagens asiticas. O que chama a ateno a diversidade e a beleza dessas embalagens. Est claro que a qualidade precisa ser minuciosamente avaliada. De qualquer forma, mais uma opo para o nosso competente time de profissionais que desenvolvem produtos.

Para os belos corpos que criam, tm sua disposio, lindas e maravilhosas roupas para embelez-los

Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

Boa sade bucal

O que voc v quando se olha no espelho? Detalhes da aparncia, e entre eles, o sorriso. J notou como os dentes influenciam a voc e a outros? Os dentes realam a beleza e o brilho de um sorriso. inegvel que a perfeita higiene bucal tem lugar de referncia, e critrio de aceitao social e profissional. Sendo assim, e uma vez que os dentes permanentes foram feitos para durar a vida toda, importante que venhamos a dar ateno especial a eles, visto que 3 em cada 10 pessoas com mais de 65 anos nos Estados Unidos j perderam todos os dentes (Despertai! 22/12/2005).

Hbitos de higiene bucal fazem parte dos costumes das sociedades mais primitivas. Os Romanos, j no primeiro sculo antes da Era Comum, ao receberem convidados colocavam a disposio palitos de metal. A frmula mais antiga para pasta de dentes, usada h mais de 1.500 anos antes da primeira marca comercial, Colgate, ser lanada no mercado em 1873 vem do Egito. Composta de sal-gema, hortel, flor de ris desidratada, como antimicrobiano, e gros de pimenta-do-reino, tudo triturado e misturado foi testada e aprovada por odontologistas vienenses em 2003 (Despertai! 22/11/2003).

Porm, apesar de ser um hbito antigo e de fcil execuo, a incorporao da higiene bucal no cotidiano no uniforme em todas as classes sociais e nem muito bem entendida por todos, mesmo porque a placa bacteriana dental s ganhou o status de precursora da crie e de outras doenas periodontais h cerca de 40 anos (Vasconcellos NGC, Rev Bras Odontol 44).

A higiene bucal compreende o uso do fio dental, creme e escova dental, e enxaguatrio. Estes so os principais produtos diretos da higienizao bucal, mas h um mercado no muito bem mapeado que inclui os perifricos. Com o advento dos aparelhos protticos removveis surge tambm uma srie de produtos qumicos para sua higienizao.

No entanto, o grosso do faturamento deste mercado se concentra nos produtos bsicos.

Em 2006 o mercado fabricante (ex-works) faturou cerca de R$ 860 milhes (estimativa baseada em dados da Abihpec) com creme dental, o que equivale a dizer consumo per capita nacional de R$ 4,69/pessoa/ano, ou ainda 516 g/pessoa/ano (cerca de 6 bisnagas de 90 g). Diante da imensido do pas, o mercado potencial enorme.

J as escovas dentais faturaram cerca de R$ 270 milhes, os enxaguatrios bucais R$ 125 milhes com expressivo crescimento de 30% sobre o ano anterior, e R$ 60 milhes com fio dental. O mercado de fio dental e enxaguatrio bucal sofre mais com o veis da economia, pois so ainda considerados suprfluos por boa parte da populao economicamente ativa.

O mercado brasileiro controlado por grandes multinacionais, como Colgate e Unilever (respectivamente, 49 e 17% de participao de mercado - faturamento consumidor final), porm, produtores nacionais tm investido agressivamente neste mercado com a estratgia de baixo preo para conquistar parte dos consumidores. Como ao reativa, as grandes marcas focam em constantes lanamentos com apelos de marketing para o pblico infantil com as associaes de figuras desse universo.

A Johnson & Johnson (8%) prefere trabalhar os mercados especiais, nos quais consumidores com problemas especficos encontram promessas de soluo (gengivites, clareadores dentais, etc..). Gillete, GlaxoSmithKline e Aventis Pharma so outros gigantes do segmento. A preferncia por cremes dentais com apelos de ingredientes naturais, tais como malva, melissa, ju e prpolis, cresce. A linha Mame Bebe da Natura um bom exemplo disto, com os cremes dentais com extrato de camomila menos irritantes para crianas entre 4 meses e dois anos. Os produtos na forma gel esto conquistando o gosto popular (hoje 22% do volume de consumo).

Quanto aos enxaguatrios bucais presenciamos uma guerra de propaganda que levou a lder Aventis Pharma, com a sua marca Cepacol, a perder posies de mercado frente ao seu principal concorrente Listerine, da Pfizer. A expectativa de faturamento no mercado consumidor final para o ano de 2008 aponta para a cifra de R$ 2,4 bilhes (Euromonitor).

Boa sade bucal para todos ns.

Notcias da Abihpec por Joo Carlos Baslio da Silva

O Brasil de hoje

Quando escrevi esta coluna, nosso pas estava com pletando um pouco mais de 30 dias aps termos vivido a maior tragdia nacional. O acidente com o avio da TAM, vindo de Porto Alegre, que matou 199 pessoas, continua sendo debatido, discutido e analisado. Mas a populao brasileira no sabe ainda quem so os verdadeiros responsveis. As informaes, ainda que em alguns casos contraditrias, vo sendo divulgadas em doses homeopticas. Com essa estratgia, o noticirio vai diminuindo, o choque que nossa sociedade viveu vai sendo amenizado, tanto aqui como internacionalmente.

Nesta semana tambm teremos alguma definio sobre o impasse que vive o Congresso Nacional. Refiro-me ao caso do Senador Renan Calheiros. Hoje o pas se encontra politicamente paralisado h mais de 80 dias, discutindo se houve falta de tica de um Senador da Repblica Presidente do Congresso Nacional - ao usar um lobista para pagar mesadas para o sustento de uma ex-amante. A oposio brecou a pauta e tenta colocar o Senador contra a parede com a expectativa que o caso possa se resolver rapidamente. O Senador que, vamos e venhamos, tem uma resistncia inimaginvel, resiste a tudo e a todos. Por muito menos outras autoridades no resistiram a essa presso e explodiram muito rapidamente. Exemplos no faltam, mas cito um: Antonio Carlos Magalhes renunciou e voltou novamente para sua cadeira como se nada tivesse acontecido. A meu ver o tema foi totalmente desvirtuado e a preocupao tem sido se o Senador tinha rendimentos para suportar essas despesas, ou no. Usar um lobista para efetuar esses pagamentos, imagine, isso no se discute, mais que natural, absolutamente normal.

Nesta semana, tambm, o procurador Geral da Repblica encaminhou para o Supremo Tribunal Federal um dossi, acusando os mensaleiros (voc se lembra?) de formarem uma verdadeira quadrilha com prejuzo de bilhes de reais aos cofres pblicos e pedindo ao Supremo que julgue e sentencie cada um deles a pagar com pena de priso pelos atos cometidos. Li que 27 advogados dos rus se inscreveram para defender seus clientes. Teremos uma verdadeira novela que dever se arrastar da mesma maneira que vem se arrastando o caso do Senador Renan Calheiros, s que nesse caso levaremos anos e anos at que os fatos sejam totalmente apurados.

So trs fatos extremamente graves e importantes que marcaro definitivamente os rumos que nossa sociedade deseja para o nosso pas.

Est em jogo a credibilidade de instituies fortes e soberanas; Justia, atravs da sua mais alta corte; o Senado; envolvendo o seu mais alto mandatrio, nada mais, nada menos que o Presidente do Congresso Nacional; as Agncias Reguladoras, sendo que na sua maioria, seus Diretores so indicaes de carter poltico; Infraero; entre outros.

Minha impresso que, provavelmente, nada acontecer, na sua grande maioria, sero absolvidos ou seus processos cairo por decurso de prazo e todos cairo em nosso esquecimento, pois novos fatos atrairo a ateno da mdia. Temos que lembrar a todos que o Natal, o final de ano, as frias, o Carnaval e as eleies municipais vo acontecer j j... E falando em eleies, alguns dos que esto envolvidos se candidataro e sero eleitos ou at reeleitos. Os inocentados diro que sangraram em vo e que iro processar aqueles que os caluniaram, pois foram julgados pelas cortes mais srias de nosso pas.

E quem so os responsveis para que a impunidade prevalea perante fatos to absurdamente claros? Quem? Somos ns, sim somos ns os responsveis que aceitarmos que tudo acontea, que tudo seja permitido.

Acabamos nos tornando cmplices de tudo que est ocorrendo em nosso pas.

Algumas piadas sero enviadas por e-mail falando de mais uma pizza, outros danaro e comemoraro a sua dana da pizza e, enfim, a caravana continuar marchando em direo a que rumo? Onde vamos parar? Eu como todos vocs, gostaria de ter a resposta.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Orientaes para a Proteo Solar

Apesar dos consumidores estarem bem informados quanto ao uso de produtos cosmticos, no seria demasiado se a indstria pudesse atuar mais ativamente na divulgao de cuidados que alguns produtos necessitam.

Os produtos com proteo solar pertencem a uma classe de produtos de uso indispensvel, porm que necessitam de cuidados especiais de uso.

Como sugesto, para os prximos meses de vero, os fabricantes como campanha promocional de suas linhas - poderiam incluir uma bula na embalagem com informaes teis que certamente ajudariam na perfomance dos produtos, deixariam os consumidores confiantes na sua marca e a indstria estaria contribuindo mais para a elevao do nvel de conhecimento e conscientizao do consumidor. E por que no, agregando valor ao seu produto.

Como sugesto, essa bula poderia ter o texto seguinte:

O que protetor solar?

um produto cuja formulao tem ingredientes capazes de proteger a pele do sol: os filtros solares.

Os filtros podem ser: qumico e fsico. O primeiro interage quimicamente e transforma a radiao ultravioleta em calor. O segundo forma uma barreira, promovendo a reflexo dos raios ultravioleta.

Os produtos com filtro solar tambm podem ter outras funes como: hidratantes, vitaminas antioxidantes e clareadores. Podem ser apresentados como pomadas, cremes, gis e loes, adequados aos tipos de pele.

Como escolher o fator de proteo (FPS)?

Pelo tempo que a pessoa queira ficar exposta ao sol sem o risco de queimadura. Uma pessoa que vai a praia sem filtro solar e fica vermelha aps 10 minutos, se ela utilizar um produto com FPS 15, aps aplic-lo, poder ficar 15 vezes mais tempo exposta antes de ficar vermelha, isto 150 minutos (cerca de 2 horas e meia).

O fator de proteo solar para usar na praia deve ser pelo menos 15, mesmo em pessoas mais morenas.

Como usar o protetor solar?

Em quantidade suficiente para deixar uma camada espessa e protetora, deve ser espalhado em todo o corpo, inclusive orelhas, ps e mos, 30 minutos antes da exposio solar. O protetor deve ser reaplicado, tambm em quantidade significativa, de 20 a 30 minutos aps o incio da exposio. Aps isso ser necessrio reaplicar a cada 2 horas.

Quem deve usar protetor solar?

Todas as pessoas, independentemente da cor da pele e da idade, inclusive crianas e idosos. Mesmo assim aps 2-3 horas de exposio conveniente se resguardar sob um guarda-sol, e vestir uma camiseta ou qualquer outra proteo, para no permitir exposio demasiada da pele. Com as crianas, pela delicadeza da pele, deve-se ter maiores cuidados. Apesar do uso de protetor solar, deve-se evitar que permaneam muito tempo ao sol. Os idosos, da mesma forma devem ter muito cuidados, pois tm pele com maior dificuldade de defesa. Em relao s pessoas adultas, aquelas de pele mais clara so as mais agredidas pelo sol.

Sol na medida certa

- Evitar o excesso de sol
- Preferir o horrio at as 10 horas e aps as 15 horas
- Usar sempre filtro solar pelo menos fator 15
- Passar o filtro solar no corpo todo
- Repetir o uso do filtro aps os primeiros 30 minutos de exposio
- No usar bronzeadores sem filtro
- No usar frmulas caseiras

Logicamente, cada empresa poderia fazer as suas prprias recomendaes. Mas essas so as nossas sugestes.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Protetor solar: com segurana o sol nasce para todos

Na avaliao de segurana de ingredientes e produtos cosmticos devem ser apreciados: perfis fsico- qumicos, ensaios pr-clnicos, margem de segurana, natureza da formulao, condies de uso, ensaios clnicos, boas prticas laboratoriais, clnicas e de fabricao, bem como o cumprimento das normas de regulamentao (SCCNFP/0690/ 03-Final, Intern J for Appl Sc 133(6):16-22, 2007 e Regulat Tox Pharm 33:285-289, 2001).

Protetores solares so sistemas utilizados com o objetivo de prevenir os possveis danos pele resultante da exposio solar, danos estes descritos pela primeira vez em 1922. Segundo consta, o primeiro protetor solar foi comercializado, nos Estados Unidos, no ano de 1928 (Clin Exp Derm 23:147- 157, 1998).

Anos 70/80, outra novidade: o primeiro protetor solar com FPS 15. Ainda, na mesma dcada, os danos da radiao solar foram cientificamente reconhecidos e, com isso, caminhos foram abertos na busca de novos ingredientes (Derm Clin 18:577-90, 2000).

Os ativos, empregados no preparo de protetores solares, so compostos orgnicos (diversas funes) e inorgnicos, cujas caractersticas de interesse toxicolgico tm sido objeto de comentrios na literatura especializada. Ingredientes aprovados pelo FDA e Unio Europia vm sendo empregados de forma isolada ou combinada (J Cosm Derm 5:322-327, 2006 e http://europa.eu.int). O uso de protetor solar tem sido referido como seguro, embora alguns casos de reaes adversas j tenham sido relatados. Assim, pressupe-se favorvel o benefcio, comparativamente, ao risco (Derm Clin 24(1):35-45, 2006). Em torno do assunto, Nash JF (Derm Clin 24(1)35-51, 2006) discutiu a segurana e eficcia em humanos de ingredientes usados em protetores solares.

O mecanismo de ao dos ativos, utilizados no preparo dos protetores solares, pode ser explicado em funo de duplas ligaes, covalentes, conjugadas, presentes em suas molculas. Alternando duplas e simples ligaes, geram um estado de ressonncia magntica que promove a absoro da luz em comprimentos de onda de baixa energia.

Os protetores solares tm o privilgio de contar com enorme rea de exposio corprea, fato que nos leva a pensar em penetrao/absoro. Por qu? Porque so, na sua maioria, compostos orgnicos de alto coeficiente de partio leo/ gua, conseqentemente, tm facilitada a sua absoro e, como decorrncia, pode manifestar ao sistmica. (Int J Cosm Sc 18:167-1775, 1996, Clin Exp Derm 27:691-694, 2002 e J Inv Derm 23:123-57, 2004).

Protetor solar fonte inesgotvel de investigao cientfica. Tantos outros assuntos, convergentes, teriam espao garantido nesta coluna: exposio radiao solar e cncer de pele (Cochrane Database Syst Rev 2007-jan. 24(1): CD003412, Ped Derm 24(2):222-229 2007). Este importante assunto, segundo nosso entendimento, poderia ser objeto de estudos por parte dos rgos Governamentais, pois mesmo se aplica ao Brasil, pas de clima tropical. O assunto poltica de sade pblica/cncer de pele/exposio solar foi recentemente discutido (Int J Appl SC 133(7)8-11, 2007 e Photoch Photob 83:459-463,2007).

A avaliao de toxicidade pode-se tornar uma nova frente de investigao cientfica, pois a recente publicao (Int J Tox 26(1)13-23, 2007) trs um sinal de alerta quanto ao protocolo a ser utilizado na realizao de ensaios de toxicidade, de baixas doses, especialmente os possveis efeitos danosos que podem ser ocasionados nas fases de reproduo e desenvolvimento.

Nanomateriais em trabalho recente (Tox Sci 89:42-50, 2006) os autores avaliaram que o impacto toxicolgico, relativo ao uso de nanopartculas, ainda no est claro e tem sua frente um longo caminho a ser percorrido na busca do provvel entendimento cientfico e regulatrio.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Cabelos, couro cabeludo e filtro solar

Existe grande nmero de condies patolgicas do couro cabeludo relacionadas s radiaes ultravioletas (UVR), particularmente doenas fotossensveis do couro cabeludo calvo fotodanificado cronicamente. Dentre os mais importantes efeitos crnicos da UVR esto a fotocarcinogenese e a elastose solar.

Alm destes, a dermatose pustular erosiva e o couro cabeludo vermelho so alteraes no raras do couro cabeludocalvo.

Enquanto as conseqncias da UVR constante sobre a pele desprotegida do couro cabeludo so bastante estudadas, os efeitos dessas radiaes sobre a queda de cabelo tm sido ignorados.

Entretanto, observaes clnicas e consideraes tericas sugerem que as UVR podem ter efeitos negativos: eflvio telgeno agudo devido a UVR que tem sido descrita, e produo de profirinas pelo Propionibacterium sp. No duto pilossebceo, a fotoativao das porfirinas, que leva ao dano oxidante dos tecidos, tem sido implicada em casos de microinflamao folicular.

Os prprios queratincitos podem responder ao estresse fsico-qumico dos UVR. Os agentes irritantes e poluentes produzem radicais livres e xido ntrico e, por liberao de citoquinas pr-inflamatrias, que podem levar a eventuais danos das clulas totipotentes do folculo.

Como todos esses processos tm em comum o fato de serem induzidos ou exarcerbados pela exposio luz solar, prope-se que a alopecia androgentica seja considerada uma dermatose fotoagravada e que, portanto, necessite de fotoproteo.

Em termos de carcinogenese, no haveria porque se proteger o fio do cabelo contra as radiaes ultravioleta uma vez que a haste capilar uma estrutura no viva. Assim, os cabelos danificados pela radiao UV so substitudos por fios novos e sem dano. Mas, o valor cosmtico dos cabelos pode ter muito ganho quando se protege contra os raios nocivos.

Portanto, quando falamos de mecanismos de fotoproteo capilar temos que pensar nos efeitos qumicos das radiaes UV na haste capilar, no fotoenvelhecimento dos cabelos, nos mecanismos intrnsecos de fotoproteo capilar e no uso dos filtros solares.

fato conhecido que os raios UV danificam os cabelos. Mas existem diferenas entre os vrios tipos de comprimento de onda relacionados com o tipo e cor dos cabelos.

Todos os tipos de cabelo (pretos, castanhos, loiros, ruivos) mostram perdas substanciais de protenas aps irradiao solar ou por luz artificial. Dependo do tipo de cabelo a radiao UVB tem efeitos danosos 2 a 5 vezes maiores do que os causados pela UVA.

H significante alterao da cor em todos os tipos de cabelo, especialmente nos mais claros.

O amarelamento dos cabelos tambm ocorre, paradoxalmente , mais nos cabelos coloridos do que nos cabelos brancos. Acredita-se que este fato se d por desestruturao do triptofano, que levaria a esta aparncia dos fios.

No h alterao nas propriedades mecnicas ou na topografia dos fios.

A perda da cor artificial dos cabelos tem sido investigada simulando-se situao real atravs da exposio radiao artificial num aparelho denominado Weatherometer, e por lavagens peridicas. Os resultados indicam que a extenso da perda de cor, medido pelo parmetro de mudana da cor total, dE, maior para os cabelos coloridos submetidos a radiao e lavagem, e significantemente menor para cabelos que foram submetidos isoladamente a radiao ou a lavagem.

A perda da cor tambm dependente do tipo de cabelo empregado no teste, com os cabelos brancos e descoloridos sofrendo muito mais modificaes do que os cabelos coloridos de castanho. A contribuio da luz UV (UVA+UVB) para a perda de cor nos cabelos tingidos mostrou-se experimentalmente dependente da dose de irradiao e variou de 63% com 16 horas de tempo de irradiao a 27% com 48 horas de exposio luz. A extenso terica da fotoproteo dada por uma formulao foi conseguida calculando-se a percentagem de luz UV que atenua na mdia de comprimento de onda e que varia de 290 nm a 400 nm. Os resultados indicam que os filtros UVB absorvem menos de 25% do total de irradiao UV em concentraes de 30 mg/g de cabelo. Os filtros UVA mostraram ser mais efetivos, absorvendo 40% dos raios UV na mesma concentrao.






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