21 de Outubro de 2018

Derivado de Creatina no Tratamento de Cabelos Danificados

Edicao Atual - Derivado de Creatina no Tratamento de Cabelos Danificados

Editorial

Como já estamos percebendo, este ano de 2003 marca o início de muitas mudanças sem todos os setores da atividade humana. Para mencionar um exemplo: ao decifrar a seqüência do código genético, com inumeráveis aplicações permite, o homem pode mudar a estrutura dos seres gerados pela natureza. E isso é fantástico!

Entretanto, queremos falar também de outras mudanças, não tão sérias como essa, mas não menos importantes como a adoção do novo logotipo para esta revista. A nova marca da Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) agora tem um desenho mais moderno, que reflete o estilo dos dias de hoje. 

Marcando a mudança do logo, esta edição aborda o tratamento de cabelos e apresenta artigos com novidades sobre o assunto. Além disto, estamos publicando a lista das novas matérias-primas, com especificações e informações  técnicas enviadas pelos fabricantes e distribuidores. 

Aqui o leitor ainda encontrará outras matérias de interesse, com destaque para o Especial sobre a Niasi, uma das mais antigas empresas nacionais de cosméticos, que completou 70 anos. 

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Efeitos de Bases Dermocosméticas na Hidratação da Pele - M.Chorilli, M.C Almeida Prado Ribeiro, M.L Ozores Polacow, M.S. Silvia Mariani Pires de Campos G. Ricci Leonardi. Fac de Ciências da Saúde da Unimep, Piracicaba SP

A escolha correta da base dermocosmética é extremamente importante para a estabilidade, eficácia e efeito sensorial do produto final. Neste artigo, as autoras mostram os efeitos na epiderme de dois géis, utilizando análises morfométricas e histopatológicas.

La elección correcta de la base dermocosmetica es extremamente importante para la estabilidad, eficácia y ejecto sensorial de un producto terminado. En este artículo, las autoras muestran los ejectos em la epidermis de dos geles, utilizando analisis morfométricas e histopatológicas.

The choice of the suitable compounding base is very important for the finish product stability, efficacy and sensorial effects. In this article, the authors show the effects of two gels on the epidermis, using the morphometrics and hystopatological analysis.

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Novo Ingrediente para Reparo e Proteção dos Cabelos - Dr Peter Lersch e Ursula Maczkiewitz Degussa Goldschimidt, Care Specialties, Marl, Alemanha

Pesquisas identificaram um aminoácido natural derivado da creatina, como um novo ingrediente para a incorporação em produtos hair care com propriedades de proteger os fios contra danos estruturais. Neste artigo, os autores apresentam o resultado de testes que demonstram esses
benefícios.

Investigaciones han identificado um aminoácido natural derivado de la creatina, como un nuevo ingrediente para la incorporacion em productos hair care com propiedades de proteger los pelos contra daños estructurales. En esse articulo, los autores presentan el resultado de testes que demuestran eses benefícios.

Research works have identified a natural amino acid derivative creatine as new ingredient for protects hair against structural damage which is incorporated into hair care products formulation. In this article, the authors present the results of the assays which results show these benefits.


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Porosidade X Resistência à Tensão de Cabelos Quimicamente Modificados - Ali N Sayed e Hasan Ayoub Avlon Insdustries, Inc. Bedford Park IL, Estados Unidos

Este estudo valida o método de porosidade em substituição ao método de resistência à tensão, amplamente aceito, para determinar os danos aos cabelos causados por tratamentos quimicos.

Este estúdio valida el método de porosidad como sustituto del método de resitencia a tensión, ampliamente acepto, para determinar los daños a los cabellos causados por los tratamientos químícos.

This study validates the porosity method against the whichy accepted method of tensile strength for determining the hair damage imparted to hair due to the cosmetic treatment..

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Polmicos Transgnicos

A Constituio Federal,especificamente em seu artigo 225, contempla a preservao da diversidade e do patrimnio gentico, visando a proteo ao meio ambiente e a preservao do planeta contra possveis extines de espcies, como conseqncia da degradao ambiental.

Partindo-se deste preceito constitucional, todavia, sabemos que a preservao ambiental no o nico motivo dos avanos da cincia no campo da engenharia gentica. Os interesses econmicos se destacam na guerra entre os pases industrializados que buscam a tecnologia de ponta neste campo.

Neste contexto, trs setores tem grande impacto na engenharia gentica industrial: sade, meio ambiente e alimentos.

Um dos direitos fundamentais consagrados pelo Cdigo de Defesa do Consumidor - CDC a "proteo da vida, sade e segurana contra os riscos provocados por prticas no fornecimento de produtos e servios considerados perigosos ou nocivos" (art. 6, I). Isto , o consumidor no deve ser exposto a risco, a perigo que atinja sua incolumidade fsica.

Em decorrncia deste direito, o CDC, atravs de suas normas, exige a devida informao, de forma clara e evidente, dos possveis riscos que um produto ou servio possa apresentar, ou ainda que nem sejam colocados no mercado, caso estes riscos forem alm do que se pode esperar ...

Diante deste cenrio, deparamo-nos com um assunto de grande polmica: os alimentos transgnicos!

Face a complexidade do tema, uma pesquisa feita pelo Ibope em 2001, a pedido do Greenpeace, revelou que 66% dos entrevistados no sabiam o significado de "organismos transgnicos".

Entretanto, o tema merece muita ateno, pois alimentos transgnicos podem intervir na sade e na segurana dos consumidores ...

So considerados transgnicos aqueles alimentos que recebem ou incorporam genes de espcies distintas.

De acordo com o levantamento feito pelo Servio Internacional para Aquisio de Aplicaes Agrobiotecnologicas - ISAAA, uma entidade americana de pesquisas, 58,7 milhes de hectares foram cultivados com organismos geneticamente modificados (OGMs) no mundo, em 2002. A produo de soja continua sendo a principal cultura
que utiliza a biotecnologia. Outras que se destacam a plantao de milho, canola e algodo.

Os Estados Unidos so os maiores produtores de transgnicos, sendo seguidos pela Argentina.

Apesar destes produtos serem resultados de melhoramento gentico que traz benefcios espcie (maior resistncia pragas e doena) e maiores ndices de produtividade, ainda no se sabe ao certo quais so as conseqncias que um alimento transgnico pode trazer. Entretanto, entidades cientficas de todo mundo j apontam alguns danos possveis: aumento de alergias; resistncia a antibiticos e substncias txicas nos alimentos; resistncia de certas pragas aos agrotxicos, o que implicaria numa maior necessidade de agrotxicos para combate-las, etc ...

Em virtude desta obscuridade com relao s conseqncias da ingesto de alimentos transgnicos, e tendo em vista o princpio da proteo sade e a segurana dos consumidores, em 1998, o Instituto de Defesa do Consumidor - IDEC ingressou com uma Ao Civil Pblica que probe o cultivo desse tipo de produto no Brasil.

Vale ressaltar que o IDEC no se diz contra a tecnologia desenvolvida nos transgnicos, mas sim, contra a sua liberao enquanto no houver informaes precisas, provenientes de pesquisas cientficas, que revelem que no so nocivos sade.

Atualmente, o consumidor tem dificuldade de identificar se o produto transgnico, pois no h uma norma de rotulagem adequada, que fornea, como de direito, informaes claras e evidentes sobre a composio do produto.

Segundo as propostas divulgadas pelo novo governo, h um item especfico sobre o assunto, inclusive uma rotulagem que esteja em concordncia com os direitos do consumidor.

Por isso, cabe a ns, consumidores, ficarmos atentos e precavidos de qualquer risco ...

Cristiane Martins Santos advogada com especializao em Dlreito do Consumidor.
E-mail: c_martinsantos@yahoo.com

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

As Pessoas na Norma ISO

A verso 2000 da norma ISO 9001 veio para mudar de vez a viso da gesto. Enquanto a verso de 1994 exigia procedimentos documentados para todos os requisitos, esta muito mais flexvel, exige apenas seis documentos bsicos mais aqueles necessrios para que a gesto esteja controlada.

A documentao deve ser proporcional ao tamanho, complexidade da organizao e a competncia do pessoal. Caso sejam exigidos procedimentos operacionais padro (por exemplo pelo GMP), estes devem estar formalizados e seguidos risca com os detalhes necessrios. No entanto, para todas as funes que dependam de habilidades, o foco na misso da organizao e do cargo. Observar tambm os 8 princpios da qualidade: foco no cliente; liderana para estabelecer a unidade de propsitos e o compromisso dos colaboradores; trabalhar sob uma viso de processos reunidos em torno de um sistema; almejar a melhoria contnua por meio da tomada de deciso sobre fatos (sem descuidar da criatividade e do bom senso inerente a cada pessoa). Incluir o oitavo princpio que trata da relao de mtuo benefcio com os fornecedores.

Desta forma, a organizao passa a se referir no s a sua misso geral e a misso de cada processo. Esta nova abordagem faz a organizao criar oportunidades para um maior envolvimento das pessoas, fazendo com que compreendam as necessidades dos clientes internos e externos. Com o sistema bem entendido e implementado, cada uma das pessoas compreender a sua razo de ser na cadeia de processos da organizao do mercado.

Cada um se sentir um ser vivo, participante na organizao, compreendendo a sua importncia e se sentindo realmente como um colaborador, com capacidade de liderar sua equipe e demonstrar comprometimento e alinhamento das suas aes para com o objetivo maior. Poder praticar liberdade com responsabilidade e liderar com confiana, sentindo-se um ser vivo atuante, no apenas uma mera "mo de obra".

Para definir as ferramentas necessrias, a norma pede que se estabeleam as competncias (formao, habilidades, treinamento e experincia) para cada funo. Assim, cada pessoa na organizao estar munida das ferramentas necessrias para cumprir com os requisitos de seu cargo. Pode-se promover aspectos simples: a tica, a verdade, a paz, o amor, a justia.

Pertencer o desejo de todos. A comunicao estimulada entre os grupos. Resolver conflitos diretamente com a outra pessoa, sem guardar mgoas nem adiar para o dia seguinte. A solidariedade manifesta a cooperao representada pelas mos dadas de todas as pessoas que integram os grupos, a viso sistmica, que faz com que todos se sintam fazendo parte do todo. Em vez de acreditar que sua equipe ou empresa o todo, ela parte do todo. Ver o todo. Uma analogia da organizao com o corpo humano: o diretor geral e seu primeiro escalo representam o crebro. Se ele estiver harmnico entre suas clulas, a coeso ser repassada para os outros membros. Estes afinados com as clulas, tambm faro movimentos adequados e graciosos. As equipes que daro sustentao as aes da diretoria estaro preparadas para assumir sem medo. 0 medo deve ser trabalhado, fortalecendo a coragem por meio de dilogo, de profundo recolhimento ao seu silncio e reflexo, verificando que aspectos do ser precisam ser envolvidos e melhorados. Trabalhar as pernas, base do nosso corpo, que sustenta e supera obstculos. Chance dos lderes de ampliar o auto-conhecimento. Mais seguros, mais capacitados, mais humanos. o fascnio de favorecer o crescimento humano nas organizaes.

Aperfeioamento, maior conhecimento e auto-conhecimento para motivar a todos e aos outros. 0 ser e estar a servio do humano. Sem divises. Integrar pessoas e integrar conhecimentos no trabalho, sendo acolhidas e acolhedoras. Participantes. 0 clima do crescimento, da conquista, demonstrado na evoluo dos indicadores, nos resultados das propostas apresentadas. Vida alegre e plena. Cabe aos lderes a oxigenao dos quadros. Fazer a vida visitar o trabalho. Ousar no humano humano e criativo. Nossos obstculos so grandes, como o pas. Mas nossas chances so muitas. No Brasil, temos algumas caractersticas inditas de alegria e criatividade. Quando naes mais maduras nos
olham com encantamento, no de graa, porque perderam a leveza e a espontaneidade que esbanjamos. Que possamos ver o trabalho, dar aos colaboradores a essncia da vida, que poder ser autnomo e livre com responsabilidade.

Para ser feliz. Sem medo.

Maria Lia A. V. Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas.
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade.
Email: freuss@uol.com.br

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Fotoproteo

O sol agride a pele mais do que possvel visualizar. Sorrateiramente ele vai deixando as clulas com pequenos defeitos que se transformaro, mais tarde, em manchas e cncer de pele. muito importante para a sade da pele usar protetor solar sempre. A criana desde muito pequena deve ser protegida, assim como os adolescentes e adultos jovens. 0 filtro solar deve ser usado desde a infncia para evitar incio e progresso dos danos causados pelo sol.

Por que o sol faz mal? A luz emitida pelo sol, principalmente na faixa do UVB, chega at a pele e agride vrias estruturas como: DNA (protena do ncleo celular), melancitos (clulas que fazem a melanina), vasos (que promovem a irrigao da pele), fibras de colgeno e elastina (responsveis pela firmeza da pele), entre outras. Esta agresso neutralizada, em parte, pelas defesas naturais da pessoa, mas vai se acumulando at que com idades mais avanadas (a partir dos 40 anos) comeam aparecer as conseqncias desta agresso: aspereza, manchas, rugas, e os vrios tipos de cncer de pele.

0 sol no necessrio sade? Sim, o sol promove bem estar, e tambm responsvel pela ativao da vitamina D na pele. Esta vitamina importante para evitar o raquitismo. A quantidade de irradiao solar necessria para ativ-la muito pequena, pois cerca de 10 minutos dirios sob o sol so suficientes para sua utilizao. Para promover alegria e bem estar, esta quantidade tambm suficiente.

Como recomendar o fator de proteo? 0 filtro solar protege a pele em relao aos danos agudos como a queimadura, assim como aos crnicas, como envelhecimento e cncer de pele. Imaginemos que uma pessoa v praia sem filtro solar e fique vermelha aps 10 minutos. 0 fator de proteo solar 15 significa que aps pass-lo, esta mesma pessoa poder ficar um tempo 15 vezes maior antes de ficar vermelha, isto , 150 minutos (2 horas e meia).

Hoje em dia tambm importante mencionar na embalagem se o filtro tambm protege em relao a UVA (ultravioleta A). 0 fator de proteo solar para usar na praia deve ser pelo menos 15, mesmo em pessoas mais morenas.

Como recomendar o uso de filtro solar? 0 filtro solar precisa ser passado numa quantidade suficiente para deixar uma camada espessa e protetora. Este deve ser espalhado em todo o corpo inclusive orelhas, ps e mos 30 minutos antes da exposio solar. 0 filtro deve ser repassado novamente, tambm em quantidade significativa 20-30 minutos aps o incio da exposio. Depois disso, ele ser reutilizado a cada 2 horas.

Para os indivduos com exposio mais intensa devido a prtica de esportes ao ar livre, deve-se recomendar o uso de bloqueadores solares que tambm so resistentes gua.

A quem recomendar o uso filtro solar? A todas as pessoas, independente da cor da pele e da idade, inclusive crianas e idosos, mesmo assim depois de duas a trs horas de exposio conveniente se resguardar sob um guarda sol, e vestir uma camiseta ou qualquer outra proteo, enfim no permitir demasia pele.

0 bronzeamento artificial traz riscos? 0 bronzeamento artificial feito em camas ou cabines de bronzeamento faz mal a pele. Geralmente, a luz emitida por estes aparelhos a luz ultravioleta A, que promove o envelhecimento e aumenta o risco de cncer de pele.

As pessoas com pele clara e aquelas com cncer de pele na famlia so proibidas de fazer o bronzeamento artificial, pois aumentam o risco de ter esta doena precocemente.

Bronzeador sem sol ou autobronzeador perigoso? No, o autobronzeador tem na sua composio o DHA dihidroxiacetona) que promove o tingimento da pele. Os bronzeadores e autobronzeadores provocam um "bronzeamento" sem necessidade do solo que uma grande vantagem. 0 DHA no txico, no tem potencial alergnico, sendo seguro e eficaz para utilizao. 0 produto deve ser bem espalhado na pele, uma vez ao dia, at promover a colorao desejada. Quando a substncia descontinuada, a pele volta a colorao normal em 3-4 dias.

0 que sugerir aos amantes do sol? Sol na medida certa, isto , evitar o excesso de sol:
- Preferir o horrio at as 10 horas e aps 15 horas
- Usar sempre FPS pelo menos 15
- Passar o filtro solar no corpo todo
- Repetir o uso do filtro aps os primeiros 30 minutos de exposio
- No usar bronzeadores sem filtro
- No usar frmulas caseiras.

Dra Denise Steiner dermatologista
e.mail: clinicastockli@uol.com.br

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Preservantes: Tem Nova Matria Prima?

Na coluna anterior, afirmamos que as novas tecnologias na rea cosmtica esto com freqncia ligadas ao desenvolvimento de novas matrias-primas. No entanto, no nos estendemos no assunto. Mas, iremos faz-lo nesta oportunidade, quando esto sendo abordadas novas matrias-primas.

Apenas como referncia, na matria sobre novas matrias-primas publicada nesta revista, na sua edio de jan/fev do ano passado, das 91 novas matrias primas apresentadas, nenhuma delas referendava substncias antimicrobianas. Tambm os preservantes listados no Anexo II da Resoluo RDC N 162, de 11/9/01 (que revogou o mesmo anexo da Resoluo n79), os ingredientes com ao antimicrobiana so os mesmos. E, por sua vez, esta Resoluo havia revogado uma outra (Resoluo 71), na qual j constavam, praticamente, os mesmos preservantes atuais. Portanto, podemos concluir que, quanto aos preservantes, pouca tecnologia houve ao longo destes anos.

E por que esse nmero restrito de biocidas? Porque a sntese de novas substncias biocidas, j em si to difcil por se restringir a algumas poucas funes qumicas, tambm deve obedecer a uma srie de requisitos para aprovao legal dos diversos departamentos de Sade Pblica. Os testes necessrios so tantos e custosos, que os fabricantes preferem recorrer aos derivados das substncias j aprovadas e, particularmente, aos blends. Por exemplo, os testes que comprovam a segurana do produto, avaliam a toxicidade aguda, a subcrnica e crnica, a toxicologia gentica, testes de sensibilizao e tambm estudos cinticos com carbono marcado, que avaliam a quantidade eliminada pelo organismo, relacionando-o ao tempo de excreo. Este ltimo teste, geralmente, determinado nas condies de uso oral, intravenoso e aplicao drmica. Alm desses testes, h ainda aqueles que devem confirmar sua ao microbicida ou de estase e, provavelmente, so solicitados testes que comprovem que o biocida no causar impacto ambiental.

Como exemplo de um "quase novo biocida" (no descrito na Resoluo RDC n 162), temos a metil-isotiazolinona ou MI9,5 (Neolone) que nada mais que uma das molculas de um biocida j aprovado. E o interesse desse "novo" biocida relatado no artigo "Preserving Skin Care Products Containing Avobenzone" (Cosmetics & Toiletries 117(8): 49-54, 2002). Os experimentos com essa "nova" matria-prima teve como ponto de partida as reaes adversas da avobenzone, um filtro solar que reage com formaldedo e preservantes liberadores de formaldedo. Como exemplo destes ltimos, podemos citar a DMDM hidantona e a imidazolidinil uria. Um outro trabalho sobre a metil-isotiazolinona ("Um novo Material Inorgnico Bioativo com Propriedades Antimicrobianas e Antiirritanttes para Aplicaes Desodorantes") foi apresentado no 22 Congresso do IFSCC (Edinburgo, Esccia, 23-26 de setembro de 2002) e se refere a avaliao da exposio potencial do consumidor ao biocida, quando o mesmo est contido na formulao do produto cosmtico ele aplicado.

Talvez, novidade mesmo nesse segmento a introduo de um "novo" material inorgnico bioativo para aplicao em desodorantes. Este assunto foi apresentado tambm no 22 Congresso do IFSCC.

Trata-se de uma partcula inorgnica e insolvel, biologicamente ativa em contato com gua.

Segundo os autores (1. Volhardt e outros), os experimentos realizados demonstraram seu bom desempenho em desodorantes em spray, sendo superior ao do triclosan. Essa partcula inorgnica consiste de uma determinada mistura de xidos de sdio, clcio, fsforo e silcio em estado vtreo no-cristalino. 0 princpio de atuao est na liberao de ons sdio e clcio por um processo de troca inica, elevando a concentrao de ons e do pH. 0 que ficou constatado nesses experimentos que a atividade antimicrobiana no se deu unicamente pela elevao do pH, mas sim, por um outro mecanismo associado a ele. Provavelmente, esse efeito pode ser devido osmolaridade.

Considerando as expectativas do consumidor, que ter produtos cada vez mais eficazes e seguros e sua busca por substncias ditas "naturais" e ecologicamente corretas, a alternativa para os fabricantes de cosmticos est sendo o uso de certos extratos vegetais que apresentam atividade antimicrobiana, como o caso do tree tea oil, o extrato de cramberry e outros que a literatura cosmtica vem apresentando.

Tereza F.S. Rebello farmacutica bioqumica.
E-mail: methodusmethoduseventos@uol.com.br

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Recomear

A decepo criada com a no realizao da ltima reunio do grupo ad hoc de cosmticos, em Braslia, colocou o setor em expectativa do que poder ocorrer nas prximas reunies, j que a atual situao econmica e poltica dos pases componentes do Mercado Comum do Sul no permite grandes projees de melhoria a curto prazo.

O no comparecimento dos representantes dos Estados-Parte poder se repetir em especial com relao Argentina, o segundo mais importante participante.

O Presidente Lula tem enfatizado que a reativao efetiva do Mercosul uma das prioridades do Governo, no que concerne poltica de relaes exteriores. Entretanto, a realidade atual nos demais pases componentes do Mercosul, especialmente para as empresas do setor, pode ser avaliada pela grande queda nas exportaes de nossos produtos, o que no parece corresponder a expectativa atual. Isso sem contar com os possveis atravancamentos a serem impostos pelas diversas autoridades dos respectivos pases e para proteo do que restou dos seus parques industriais.

J citamos o caso da Provncia de Buenos Aires, que em discordncia com a legislao federal da Argentina, passou a exigir o registro dos produtos a serem comercializados sob a sua jurisdio.

Ao nos referirmos ao termo "Recomear", que serve de ttulo a esta coluna, estamos tentando posicionar um novo tipo de abordagem para as atividades da Vigilncia Sanitria no mbito do Mercosul.

Este novo posicionamento tem por base as iniciativas que esto sendo tomadas pelos setores competentes da ANVISA quanto nova sistemtica de aprovao dos produtos de higiene pessoal; cosmticos e perfumes.

O denominado PRODIR para os citados produtos tem por suporte a efetiva comprovao de que as empresas cumprem com as Boas Prticas de Fabricao e Controle, consensadas no Mercosul e internalizadas no Brasil pela Portaria 348, que estabelece o Guia de Inspeo e republica o Roteiro de Inspeo das Boas Prticas de Fabricao e Controle.

Deve tambm ser considerada a outra base para a efetiva implantao do PRODIR, que a existncia do denominado dossi tcnico, que dever estar na empresa a disposio dos Inspetores da Vigilncia quando solicitado.

Acreditamos que o verdadeiro exerccio da Vigilncia e em sua maior parte constitudo pela inspeo, que, alm de possibilitar uma real avaliao das condies efetivas de cada empresa para o fornecimento de produtos de qualidade para os consumidores, tambm permite ao rgo oficial uma perfeita radiografia do setor e, portanto, cada vez mais atribuir ao mesmo a sua real e total responsabilidade quanto aos produtos.

Esta pequena digresso que fizemos para sustentar a proposta de que somente a efetiva inspeo nas empresas seja pelo prprio pas, seja de forma conjunta, possibilitara que um pas efetivamente confie no outro e, portanto, termine a necessidade de toda a papelada a ser apresentada em cada um dos pases para comercializao dos produtos.

A esperana que ao se reiniciarem as reunies, uma nova abordagem seja feita, e temos certeza de que a simplificao com segurana dos procedimentos s trar benefcios para o setor como um todo.

Como j dizia Alexandre Dumas "Em aguardar e esperar se encerra toda a sabedoria humana".

Um feliz 2003 a todos!

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria
E.mail: trevisan@dialdata.com.br

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Hirsutismo

Tendo em vista a crescente preocupao das pessoas com a esttica e o culto a padres pr-determinados de beleza, o excesso de plos, principalmente para as mulheres, constitui um grande problema.

Quando o crescimento estritamente andrgeno-dependente, portanto, em regies com influncia de hormnios andrgenos (face, axilas, regio pbica, pernas e braos), que pode ser parte de uma virilizao, denominado hirsutismo.

As causas do hirsutismo podem ser ovarianas (sndrome dos ovrios policsticos ou tumores) ou adrenais (hiperplasia adrenal congnita, sndrome de Cushing e prolactinoma) ou outras como disgenesia gonadal, terapia andrgena, idiopatico, estresse, obesidade, entre outras. Pode ser por pr-disposio gentica, familiar ou racial, sendo constitucional para determinadas etnias.

Geralmente, o hirsutismo est associado ao aumento na produo ou ao dos andrgenos, chegando a acometer 5 a 8% das mulheres em idade frtil.

Na mulher a testosterona (T) pode ter origem a partir dos ovrios e suprarenais, atravs da produo de seus precursores: androgestenediona e sulfato de diidroepiandrostenediona (SHDEA).

A forma biologicamente ativa da T e a T livre, sendo que 80% da T "no livre" encontra-se ligada a uma (globulina ligadora de hormnios sexuais - SHBG) e aproximadamente 17-19% frouxamente ligada a albumina. Assim, a androgenicidade
tambm est relacionada a diminuio da SHBG e conseqente aumento da T livre, promovendo a sua ligao receptores especficos nas glndulas sebceas e folculos pilosos.

O mecanismo fisiopatolgico da atividade andrognica possui 3 estgios: a) produo de andrgenos pelas adrenais e ovrios; b) seu transporte no sangue pela SHBG; c) sua modificao intracelular e ligao aos receptores andrgenos.

A sndrome dos ovrios policsticos a principal causa de hiperandrogenismo nas mulheres. Inclui alteraes na secreo de gonadotrofinas, anovulao crnica, hiperandrogenismo e resistncia insulina. 60% a 90% das mulheres com ovrios policsticos so consideradas hirsutas.

A reduo da SHBG, com o conseqente aumento da T livre, responsvel pela sndrome SAHA (seborria, acne, hirsutismo, alopcia).

Os tumores ovarianos secretantes de andrgenos causam hirsutismo e podem ser causa de virilizao. Dentre eles podem ser citados os adenomas, tumores de clulas de Leydig, arrenoblastomas e luteomas.

A hiperplasia adrenal constitui sndrome adrenogenital congnita, autossmica recessiva, com diminuio do cortisol e aumento da testosterona, androstenediona e ACTH. Resulta em hiperatividade das adrenais procurando manter os nveis de cortisol dentro da normalidade. Conseqentemente, h hisurtismo e virilizao. Quadros semelhantes podem ocorrer na sndrome de Cushing e em tumores adrenais.

A hiperatividade hipofisria pode determinar aumento da produo de andrgenos pelos ovrios e adrenais, como na acromegalia, hiperprolactinemia, adenoma pituitrio, hipotiroidismo, doenas do hipotlamo e drogas.

Muitas mulheres hirsutas so obesas, porm ainda no est bem determinada a relao entre estas duas patologias. Observa-se que, quando mulheres hirsutas com irregularidade menstrual perdem peso, ocorre regularizao dos ciclos menstruais e diminuio dos plos.

As mulheres afetadas por esse mal tem sua disposio diversos tratamentos estticos que incluem o clareamento dos plos com cosmticos clareadores e as diferentes formas de remoo de plos, temporrias ou definitivas.

O barbeamento mido (lminas de barbear) ou seco (barbeadores eltricos) tem pequena durabilidade, mas so mtodos simples e baratos.

As ceras permitem durao um pouco maior do resultado, permitindo remoo quinzenal ou at mensal. Pode, eventualmente, causar foliculite.

Os cremes depilatrios destroem a haste pilosa, rompendo as pontes de dissulfeto (sulfeto de bario, estroncio, sdio, cido gliclico e tioglicolatos). Permitem uma remoo semanal ou quinzenal de plos finos, porm apresentam alto ndice de dermatite de contato devido aos seus componentes qumicos.

A epilao definitiva pode ser feita por eletrlise, eletrocoagulao e laser. Estes mtodos so efetivos, porm bastante dispendiosos. Na eletrlise h destruio qumica do pelo.

O laser atualmente aprovado para remoo definitiva de plos o Light Sheer, promove destruio do plo por fototermlise seletiva. Apresenta resultados favorveis para plos escuros e grossos. Geralmente necessria mais
de uma sesso, podendo ser necessrias at 6 sesses. As sesses tem intervalo de 30 dias a 3 meses, devendo ser feitas logo que se iniciar o crescimento de plos na rea tratada.

Dra Denise Steiner dermatologista
E-mail: clnicastlocki@uol.com.br

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