A Grande Dvida

Edicao Atual - A Grande Dvida

Editorial

Quem acompanha as atividades políticas em nosso país já está exausto de tantas dúvidas. Após o caso do presidente do Senado, que até este momento, aparentemente, não está resolvido, surge então a questão da CPMF, que passou a ser a “bola da vez.” 

Têm motivos muito justos aqueles que defendem a sua permanência, apesar de se tratar de uma contribuição provisória. Afinal são 40 bilhões de reais todos os anos, originalmente, destinados a financiar o então combalido sistema de saúde brasileiro. 

Os que são contra, igualmente, estão cobertos de razão, pois afinal o produto do “imposto”, por inúmeras e inumeráveis razões, de há muito deixou de ser um remédio só para a saúde e passou a curar também outros males. Essa dotação tem variadas serventias, inclusive pagamento de juros da dívida pública. Pouco vai para a saúde, como tem sido amplamente divulgado pela imprensa. 

Essa quebra de abraço entre oposição, aliados e governo, não é difícil maginar como deverá acabar: a prorrogação será aprovada e pronto. O custo disso, já sabemos, será alto. Só não temos certeza quanto vai sobrar da CPMF para a saúde. 

Esta Cosmetics & Toiletries (Brasil) encerra o volume 19. Produtos para a área dos olhos é o grande enfoque, porém outros assuntos interessantes estão aqui. Não deixe de ler o artigo sobre tecnologia de sabonetes e os abstracts do 18º. Colamiqc que aconteceu na Guatemala. Tem ainda o índice das matérias publicadas no ano. 

Em nome da equipe da revista, desejo os melhores votos de felicidades para o próximo ano. 

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Concentração do Extrato de Própolis e Estabilidade Química - Luiza Helena Araújo Carmo, Márcia Del Lano Archondo e Ida Caramico Soares Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo - USP, São Paulo SP, Brasil

A própolis possui aplicabilidade em cosméticos devido sua ação como filtro da radiação ultravioleta, antioxidante e incrementador da resistência capilar. O presente trabalho desenvolveu e analisou a estabilidade química de formulações cosméticas (emulsões e géis) com concentrações variadas de própolis (5, 10 e 15%). As emulsões mostraram-se quimicamente mais estáveis que os géis; com índice de decaimento máximo de 7,1% do teor inicial de princípios ativos.

El propóleo puede ser utilizado en cosméticos pues tiene acción como filtro de la radiación ultravioleta, es antioxidante y aumenta la resistencia de los capilares. Este trabajo desarrolló y analizó la estabilidad química de productos cosméticos (emulsiones y geles) con varias concentraciones de propóleo (5, 10 y 15%). Las emulsiones mostraron ser químicamente más estables que los geles, con una disminución máxima del contenido de princípios activos de 7,1%.

Propolis can be used in cosmetic products due to its activity protecting the skin against UV radiation, acting as an antioxidant and improving hair resistance. This paper developed propolis cosmetic products and analyzes its chemical stability. Gels and emulsions were prepared at 5, 10 and 15% w/w propolis concentration. Emulsions presented a better chemical stability than gels, showing a maximum of 7,1% decay of active principles.

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Sabonetes: Inovando no Desenvolvimento com Tecnologia - Luiz Moraes BisConsult Consultores de Negócios Ltda., São Paulo SP, Brasil

Com novo enfoque em hidratação e emoliência, inúmeras opções técnicas são consideradas na formulação de sabonetes, particularmente com frações especiais de triglicérides de ácidos graxos (TAG) - sistemas de lipídeos (SLs). Os benefícios constatados por avaliações subjetivas, estudos de determinação do poder hidratante e medidas de remoção do manto hidro-lipídico, atendem às áreas de interesse: sensorial, apresentação física do sabonete e ganhos em produtividade.

Con un nuevo enfoque en la hidratación y emoliencia, innumerables opciones técnicas son consideradas en la formulación de jabones de tocador, particularmente con fracciones especiales de triglicéridos de ácidos grasos (TAG) sistemas especiales de lípidos (SLs). Los beneficios constatados por evaluaciones subjetivas y estudios de determinación del poder hidratante y medidas de remoción del manto hidro-lipídico, atienden a las áreas de interés:sensación, presentación física del jabón y ganancia en productividad.

With a new focus on hydration and emolliency, many technical options are considered on the bar soap formulations, mainly those with fatty acids triglycerides special fractions (TAG) lipids systems (SLs). The observed benefits by subjective evaluation and studies of the hydration power and skin hydrolipid-matle removal, attempt to the interest areas: sensorial, visual bar soap aspect and gain on the manufacturing productivity.

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Gordura de Rã-Touro: Nova Opção em Produtos Cosméticos - Thaísa Leal dos Santos Pinto, Martha de Luca, Alice G M Gonzalez, Lucas Santos Laboratório de Cosméticos LACOS, Univ. Federal Fluminense UFF, Niterói RJ, Brasil Elisabete Pereira dos Santos Faculdade de Farmácia

A análise da composição do subproduto gordura de rã tem revelado a presença de ácidos graxos essenciais, importantes elementos na manutenção da integridade celular. Novas pesquisas devem ser desenvolvidas visando maior utilização da gordura da rã-touro, sobretudo na área cosmética, onde uma nova fonte de matériaprima pode ser explorada.

El análisis de la composición del subproducto proveniente de la grasa de la rana ha mostrado la presencia de ácidos grasos esenciales, elementos importantes en la cohesión de la integridad celular. Se deben realizar nuevas investigaciones para vislumbrar una mejor utilización de la grasa de la rana-toro, con énfasis en el área cosmética, en donde esta nueva fuente de materia prima, puede ser utilizada.

The byproducts composition analysis of the bullfrog fat revealed the presence of essential fatty acids, important elements that keep the cell integrity. New researchers should be developed for a better use of bullfrog fat, mainly in cosmetic products, where a new source of raw material can be explored.

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Máscaras em Gel para Cílios - Marina T Gregolin, Marcos Antonio Corrêa, Vera Lucia Borges Isaac LaCos Laboratório de Cosmetologia, Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP, Araraquara SP, Brasil

Neste trabalho é apresentada uma alternativa para a formulação de máscaras para cílios na forma de gel. Os resultados mostraram que isso é viável, entretanto, os autores sugerem a continuidade das pesquisas para comprovar a estabilidade dos produtos e selecionar o melhor tipo de gel para ser usado como excipiente.

En ese trabajo es sugerida una alternativa para la formulación de mascaras para cejas en la forma de gel. Los resultados muestran que es viable, por lo que los autores sugieren la continuidad de las investigaciones para comprobar la estabilidad de los productos y seleccionar el mejor tipo de gel para ser usado como excipiente.

In this paper a new alternative for eyelash mascara in the gel form is presented. The results shows it is feasible, therefore the authors suggest to follow with this development to prove the product stability and to select the best gel type to be used as excipient.

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Notcias da Abihpec por Joo Carlos Baslio da Silva

Congresso nacional brasileiro

Meus amigos leitores, vocs j esto fartos de saber que nosso Congresso Nacional, com rarssimas ex cees, no est nem a para a sociedade brasileira, pois na sua grande maioria os polticos esto l para defender os seus prprios interesses ou no mximo de seus pequenos grupos eleitorais.

Vou dar um pequeno exemplo de um Projeto de Lei que, se aprovado, trar ao nosso setor uma srie de contratempos e que no acredito que seja benfico para a sociedade brasileira.

O Senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), atravs do PL 1462/07 institui a necessidade de veiculao de advertncia sobre consumo e escassez de gua nas hipteses que discrimina. O Projeto de Lei j foi aprovado pelos senhores Senadores e atualmente encontra- se na Cmara dos Deputados para sua anlise. Ele diz que os produtos de higiene pessoal, bem como suas embalagens, sempre que destinados ao uso associado ao consumo de gua, devero conter mensagens de advertncia sobre o risco de escassez e de incentivo ao consumo moderado de gua. As mensagens sero exibidas em local visvel e com dimenses que permitam fcil identificao e leitura. A obrigao estende-se s propagandas dos produtos de higiene
pessoal. Bem como se v, o Senador Marcelo Crivella entende que somos um povo mal educado e que desperdiamos gua a vontade, a ponto de ser necessria uma Lei para controlar o consumo de gua.

Pois bem, vamos realidade dos fatos.

Todos sabem que o setor pblico quem controla e comercializa a gua em todo o territrio brasileiro. O ISA (Instituto Scio-Ambiental) fez um estudo sobre a situao do abastecimento pblico e saneamento bsico nas 27 capitais brasileiras.

Os vazamentos na rede de distribuio das 27 capitais brasileiras causam perdas de aproximadamente 45% do total retirado diariamente dos mananciais que as abastecem.

A precria situao do saneamento ambiental pode surpreender ainda mais, menos de 50% da populao das capitais tem seu esgoto tratado. Apenas 6 das 27 capitais atendem totalidade de sua populao. A gua perdida diariamente nas capitais seria suficiente para abastecer 38 milhes de pessoas/ dia. Acho que s esses nmeros mostram que os olhos dos nossos congressistas teriam que estar voltados para a gesto das companhias de saneamento e de tratamento de guas e no mais uma vez penalizar e responsabilizar a sociedade por esse quadro vergonhoso em que hoje vivemos em nosso pas.

Feliz Natal e um 2008 em que as nossas autoridades administrem melhor os enormes recursos que recolhemos ao setor pblico.

Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

Maquiagem para os olhos

Os olhos so as janelas da alma e o espelho do mundo, frase de Leonardo da Vinci que ecoa por sculos em todas as culturas faz com que a viso seja, sem dvida, o sentido fsico mais usado por poetas, artistas e filsofos em suas elucubraes.

Vrios fatores contribuem para o desenvolvimento das tendncias do que fashion ao longo do tempo.

De acordo com o livro Beleza do Sculo (Cosac & Naify), desde o sculo 20, as mudanas nos estilos de decorao dos olhos e seus perifricos tm sido velozes e revolucionrias. Na dcada de 30 os olhos deviam ser sofisticados e provocantes, em contraste com a discrio da maquiagem dos lbios. As sobrancelhas muito depiladas e redesenhadas com lpis num trao fino acompanhavam a ousadia dos clios recurvados e cobertos por mscaras.

Uma dcada depois, a guerra a mo invisvel das tendncias dos comportamentos. A beleza foi considerada um dever nacional, um smbolo de sade, uma forma de dizer no a tudo o que ocorria s voltas. A crise de matrias-primas fez com que a indstria cosmtica declinasse. Com isso, a graxa para botas serviu como mscaras aos clios, no to altivos agora. O carvo, como sombra para as plpebras, e a graxa para sapatos por ser mais fina, foi usada como tintura para as sobrancelhas. Tempos difceis aqueles.

Nos anos 50, os olhos foram modelados pela sombra nas plpebras, e entrou em cena o delineador. O olhar devia transmitir certo desinteresse, mas nunca vulgaridade. Eram conhecidos como os olhos de gazela, bonitos, mas vazios. Na ocasio, o foco da beleza eram os lbios, como querendo dizer que havia mais o que falar do que se ver.

Os anos 60 chegaram e com eles as ondas de rebeldias arrastadas pelas minissaias, revoluo sexual, movimento feministas e o abandono de tudo que era clssico em prol do ousado. As cores foram berrantes, fortes e sem compromisso de combinao com as outras partes do corpo.

Uma dcada depois os olhos expressavam liberdade. Cada um devia usar o que bem entendesse desde que fosse isto o que queria. Aqui houve uma exploso de produtos para atender todos os gostos de uma gerao que pensava que sabia o que queria em termos de estilo de vida.

Os olhos passaram a ganhar cores eltricas na dcada de 80. O consumo mais presente na vida das pessoas fez com que cada estao do ano tivesse um cdigo de beleza. Tendncia esta seguida at hoje. a poca das sombras esfumaadas, clios alongados com mscaras coloridas e a prova dgua (Madonna, Cindy Lauper, Nina Hagen). A beleza agora mais do que nunca era uma competio aberta. O rompimento dos anos 80 trouxe estilos mais debochados nos anos 90. Os olhos perderam espao para o uso de piercings e tatuagens. O olhar foi mais decadente, aptico, e revelou que as mulheres no se encontravam mais em seus antigos estilos.

Com a entrada do novo milnio, fragmentos de todas as dcadas passadas se misturam e contam um pouco da histria da beleza feminina atravs dos tempos e os estilos passados se fundem Cosac & Naify.

Balela? Nem tanto. Que digam os formadores de opinio. Todo formulador deve atentar para as atitudes da alma se quiser atingir com sucesso o seu pblico alvo, ou correr o risco de ter o seu produto rejeitado pelo consumidor que no encontrar ressonncia com suas idias.

Mas nem tudo comportamental. Existem aspectos cientficos a serem considerados. Sabe-se que a regio dos olhos onde a pele tem a sua espessura mais fina, e pela ausncia de glndulas sebceas torna a regio mais seca e sensvel, portanto suscetvel a rugas, ou se preferirem s linhas de expresso.

A cincia da esttica tambm ajuda o formulador. A combinao de cores e matizes para olhos juntos diferente dos olhos afastados, saltados, fundos, cados, etc. Cabe aos formuladores uma consulta a algumas esteticistas e maquiadores na busca de opinies sobre estes detalhes, pois em muitos casos so eles os grandes formadores de opinio.

Vale a pena todo este esforo? A previso de crescimento de acordo com os estudos promovidos pela Euromonitor um crescimento mdio anual de 7,8% no perodo 2003/2008, com destaques para as sombras (11,2%) de um mercado consumidor estimado em R$ 450 milhes de reais. Ento, bom ficar de olho.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

E o caos areo continua...

Lamentavelmente, mais uma vez esta coluna ir se dedicar ao tema da crise area brasileira que parece no ter fim.

No incio deste ltimo ms de novembro cerca de 70.000 clientes e 1.100 funcionrios ficaram na mo com a quebra da empresa BRA Transportes Areos.

Inicialmente, a BRA pediu ANAC (Agncia Nacional de Aviao Civil) a suspenso temporria de todos os seus vos nacionais e internacionais, e logo em seguida confessou sua dvida de R$ 170 milhes.

Aps interveno do governo mais uma vez atrasado anunciou-se que a OceanAir iria assumir as operaes da BRA. De acordo com a OceanAir, eram 43 mil passageiros de vos regulares e 27 mil compradores de pacotes da agncia PNX Travel, que pertencia BRA.

E como ficaram esses consumidores?

Segundo o CDC (Cdigo de Defesa do Consumidor) e orientao de rgos de defesa do consumidor, como o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) e a Fundao Procon, a BRA teria obrigao de acomodar seus passageiros em vos de outras empresas nas mesmas condies contratadas neste caso a OceanAir se props a assumir esta misso. Alm disso, a BRA teria a obrigao de assistir a seus consumidores (hospedagem, refeio, etc) que no conseguissem remarcar suas passagens para o mesmo dia e horrio.

Ou ainda, na impossibilidade de se remarcar a passagem, o consumidor teria o direito de ser reembolsado pelos valores pagos - mais eventuais perdas e danos.

O CDC no artigo 14 diz: O fornecedor de servios responde, independentemente da existncia de culpa, pela reparao dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos prestao de servios (...).

Complementa no pargrafo 1: O servio defeituoso quando no fornece a segurana que o consumidor dele pode esperar (...) neste caso a execuo de servio de transporte areo seguro, conforme contrato estabelecido entre fornecedor e consumidor na poca da oferta de seu servio.

Em caso de pacote turstico que o vo era executado pela BRA, a agncia de turismo tinha obrigao de providenciar o traslado por outra empresa area.

Vale ressaltar, que as agncias so responsveis pela execuo do servio oferecido, no cabendo transferir responsabilidade a terceiros.

Assim estabelece o artigo 20: O fornecedor de servios responde pelos vcios de qualidade que os tornem imprprios ao consumo (...), podendo o consumidor exigir, alternativamente e sua escolha:

I a reexecuo dos servios, sem custo adicional e quando cabvel;

II a restituio imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuzo de eventuais perdas e danos;

III o abatimento proporcional do preo.

Com relao ao pagamento de passagem da BRA parcelado pelo carto de crdito, as operadoras informaram que, aps contato por parte do consumidor, iriam proceder ao cancelamento e encaminhar diretamente a empresa area as reclamaes pelo pagamento ao servio no prestado. Para isso, o consumidor deveria encaminhar administradora do carto comprovante da emisso da passagem e uma declarao assinada com os dados da operao.

Recomenda-se que o consumidor guarde recibos, comprovantes de pagamentos e quaisquer outros documentos que comprovem cancelamentos ou atrasos de vo, pois esses documentos facilitam eventuais demandas perante Juizados Especiais Cveis ou outros rgos competentes.

Veja o que diz o artigo 6 do CDC a esse respeito: So direitos bsicos do consumidor:

I a proteo da vida, sade e segurana contra os riscos provocados por prticas no fornecimento de produtos e servios considerados perigosos ou nocivos.

VI a efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais e morais (...).

Posto isto, cabem algumas indagaes: At quando teremos que conviver com essa situao de inseguranas e incertezas? Algum se habilita a responder?

Luiz Brando
Assuntos Regulatrios por Luiz Brando

Frmula

Prosseguindo no comentrio sobre os motivos que causam maior nmero de exigncias e indeferimentos no peticionamento eletrnico, junto a Anvisa, vamos falar da Frmula.

Componentes da frmula

O nome dos ingredientes deve ser apresentado na nomenclatura INCI, assunto j discutido nesta coluna.

- Complexos ou substncias em soluo - quando as substncias estiverem num complexo ou soluo, dever ser declarado o teor individual daquelas substncias cuja concentrao tenha limite mximo permitido pela legislao vigente. A no apresentao dessa informao acarretar indeferimento do processo.

Exemplos: Phenoxyethanol (72%), Methylparaben (15%), Ethylparaben (4%), Butylparaben( 6%), Propylparaben (2%), Isobutylparaben (1%), Methylchloroisothiazolinone, Methylisothiazolinone,
1,5%

No esquecer de consultar a lista de ingredientes proibidos: Res. 48/2006.

Quantidade (centesimal)

Indicar a quantidade em gramas ou mililitros, usando sempre a mesma unidade. No esquecer de consultar a Lista Restritiva (215/06) e os Pareceres da CATEC sobre limites mximos permitidos.

Funo

Alguns ingredientes apresentam mais de uma funo, sendo preciso escolher a mais adequada para o tipo de produto que est sendo registrado. Exemplo: hidrxido de sdio, quando em shampoo, tem funo de corretor de pH; num alisante de cabelos tem a funo de alisar e num sabonete ser o saponificante.

- Funo declarada errada ser indeferido o processo no qual a substncia tenha sua funo informada incorretamente nos dados tcnicos. Esse procedimento se aplica para aquelas substncias que tm seu uso regulamentado nas listas de conservantes, corantes e filtros solares e para as substncias que no tenham essas funes, mas a elas sejam atribudas.

- Listas de substncias estabelecidas na legislao as substncias com as finalidades conservante, corantes e filtros solar utilizadas nos produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes devem constar nas Resolues 162/01, no Anexo III da Resoluo 79/00 e na RDC 47/06, respectivamente. O uso de substncias no previstas nessas resolues ou em desacordo com os parmetros estabelecidos acar- os parmetros estabelecidos. Portanto, o no cumprimento ao estabelecido nos respectivos regulamentos acarretar indeferimento do processo.

Inscrio (Referncia)

Minha sugesto nesse momento que se obedea a seguinte hierarquia:

- Citar o nmero da Resoluo vigente para os ingredientes com funo: Corante (79/00), Conservante (162/01), Fotoprotetor para a pele (47/06) e os ingredientes com uso restrito (215/05).

- Inventrio Europeu de Ingredientes, citando o CAS. - Dicionrio CTFA International

Cosmetic Ingredient Dictionary and Handbook -11. Ed.

- Referncias Nacionais: ndex ABC, Farmacopia, etc.

- Referncias Internacionais: The Merck Index, USP, NF, EP etc.

- Observao: somente quando o componente no figurar na nomenclatura INCI ou no se enquadrar nas listas de substncias aprovadas, passa-se a incluir bibliografia sobre o mesmo e literatura pertinente, inclusive com relao eficcia e segurana.

- Substncias da Lista Restritiva RDC 215/05 para formulaes que contenham substncias da Lista Restritiva que possuam limitaes e requerimentos especficos (itens 39 e 40, por exemplo), deve ser apresentado laudo ou especificaes da matria-prima e/ou do produto final comprovando a conformidade com o estabelecido na RDC 215/05. Tambm nesse caso, a ausncia do laudo ou das especificaes acarretar indeferimento do processo. O laudo ou as especificaes apresentadas devero estar devidamente assinados. Nesse item destacamos os ingredientes:

- Dialquilamidas e dialcanolamidas de cidos graxos (Cocamide DEA e outros);

- Monoalquilaminas, monoalcanolaminas e seus sais (Aminomethyl Propanol e outros);

- Trialquilaminas, trialcanolaminas e seus sais (Triethanolamine e outros);

- Poliacrilamidas (Polyacrylamide, presente em vrias misturas).

Informaes complementares esto disponveis no seguinte endereo eletrnico http://www.anvisa.gov.br/divulga/ informes/2007/270407.htm

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Olheiras

Chamamos de olheiras o escurecimento bem definido que ocorre na regio da plpebra inferior.

Esta alterao de pele, muito comum, a combinao de vrios fatores, tais como:

- excesso de vasos,

- excesso de melanina,

- bolsas de gordura, e

- flacidez.

Vale lembrar que a pele que cobre a rea dos olhos muito delicada tem apenas 0,4 mm de espessura, enquanto a do restante do corpo mede 2 mm. Assim, um acmulo extra de melanina ou de vasos nessa regio acaba transparecendo facilmente na forma de olheiras.

O grande inconveniente dessas manchas a aparncia de cansao que fica estampada no rosto.

As olheiras arroxeadas que surgem cedo s vezes at na infncia normalmente esto relacionadas predisposio gentica e significam excesso de vasos na regio embaixo dos olhos.

Estresse de noites mal dormidas, cigarro, excesso de bebidas alcolicas, caf e at mesmo o perodo menstrual pioram o quadro, pois estimulam o fluxo sangneo e dilatam os vasos da regio.

A concentrao de melanina na regio das plpebras inferiores, mais comum em pessoas aps os 35 anos, tambm piora as olheiras, mas neste caso a mancha acastanhada.

A flacidez de pele e as bolsas que surgem devido reteno de lquidos ou ao acmulo de gordura nas plpebras inferiores realam ainda mais as olheiras.

Formas de Tratamento

Compressas, cremes especficos, drenagem linftica e aplicao de laser so os recursos disponveis para amenizar as olheiras.

Para o uso dos cremes especficos, h aqueles que contm ingredientes que clareiam as olheiras (vitamina C, cido kjico, cido ftico, arbutin e hidroquinona), e h cremes que ativam a circulao e drenam os lquidos da regio, evitando o inchao (camomila, hamamlis, tlia, arnica e bardana, e vitamina K1). Mas isoladamente, os produtos antiolheiras no fazem milagre. So mais eficazes quando usados como coadjuvantes de outros tratamentos.

Tambm os peelings suaves, base de cidos retinico, gliclico ou soluo de Jessner, em concentraes adequadaspara rea dos olhos, promovem a renovao da camada superficial da pele, amenizando as olheiras.

A drenagem linftica (massagem que estimula a circulao sangunea e linftica) pode ser feita manualmente por uma profissional especializada, sendo indicada para casos de reteno de lquidos na regio abaixo dos olhos.

O uso de laser ou luz pulsada o mtodo mais moderno para eliminar olheiras, pois a energia do laser atrada pelo pigmento do vaso e acaba destruindo- o.

Essa tcnica produz bons resultados em pessoas de pele clara, que tm vasos bem aparentes. A pele morena, pelo contrrio, dificulta o reconhecimento dos vasos sanguneos pela luz e por isso deve ser avaliada com cautela nesses casos.

Para essa tcnica so necessrias, no mnimo, seis sessesde aplicao de laser e durante esse perodo, o filtro solar indispensvel, pois a pele pode manchar quando estimulada pelo sol.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Shampoos: dicas importantes

Como seria muito complicado falar de sabonetes lquidos e produtos para a rea dos olhos, relacionando- os aos cabelos, como sugere a pauta, decidi, neste espao, fazer um apanhado geral dos componentes dos shampoos, embora esse assunto seja de domnio da maioria de nossos leitores.

Essencialmente todos os shampoos tm os seguintes componentes bsicos: tensoativos, espessantes, sobrengordurantes, estabilizantes de espuma, perolizantes, conservantes, essncias e corantes. Pode-se, alm disso, adicionar aditivos especiais e no se deve esquecer o diluente, a gua.

Tensoativos

Quanto estrutura qumica podem ser classificados em no-inicos, catinicos, anfteros e aninicos.

Os no-inicos, por terem um radical hidrfobo e outro hidrfilo so considerados bons emulsionantes e so os preferidos dos dermatologistas e especialistas em Cosmiatria que formulam. Os catinicos apresentam ons tensoativos de carga positiva e o radical hidrfobo um ction. Como tem ao bactericida, pode ser usado como complemento no tratamento dos cabelos. Os anfteros tm essa designao por causa de uma caracterstica peculiar: em meio cido formam ctions positivos e em meio alcalino formam nions carregados negativamente. Foi usado muito em shampoos infantis (que no irritam o olho) e hoje mais empregado em produtos destinados limpeza de rgo genitais e higiene ntima.

E por ltimo, os aninicos, como tm o maior poder detergente acabam sendo os mais utilizados.

Espessantes

Ao se escolher um agente espessante necessrio ter em mente qual o objetivo final da sua utilizao. Assim, se no houver problemas com a turvao, pode-se utilizar sais ou alginatos. Entretanto, se forem necessrias aes conjuntas como poder sobrengordurante ou estabilizante de espuma o ideal utilizar as alcanolaminas de cido graxo.

Sobrengordurantes

Uma das protees naturais do cabelo e do couro cabeludo o manto hidrolipdico, que acaba s vezes sendo retirado excessivamente pelo tensoativo. Necessrio ento se faz adicionar um agente sobrengordurante como as alcanolaminas, lanolina ou derivados de lecitina.

Estabilizantes de espuma

A sensibilidade do usurio a produto cosmtico pode ser at mensurada e tem um peso muito grande no mercado. A anlise sensorial um item de marketing freqentemente aceito como fator muito importante. Neste ponto entra a espuma, que, apesar de no ter nenhuma importncia no poder de limpeza do shampoo, tem apelo sensorial muito intenso. Shampoo que no faz espuma, no limpa! o que se ouve com freqncia. Por isso um bom poder espumante essencial para a venda do produto. A formao de espuma est ligada ao pH da soluo, ao contedo de eletrlitos e da dureza da gua. O poder espumante de um shampoo pode ser melhorado com a adio de vrios componentes como a carboximetilcelulose, alcanolaminas e fosfatos.

Agentes perolizantes

Um shampoo com aspecto sedoso ou perolizado s no faz sucesso como anticaspa. No mais, o que se espera do visual de um shampoo. Para se obter este aspecto deve-se acrescentar steres de cidos graxos, sabes metlicos ou alcanolamidas de cidos graxos.

Agentes conservantes

Metilparabeno e propilparabenos so utilizados como agentes conservantes, especialmente contra o possvel ataque de microrganismos, especialmente quando houver componentes orgnicos na frmula.

Essncias e corantes

Pode-se acrescentar uma gama muito grande de essenciais e corantes no shampoo, especialmente, para atender aos apelos de marketing. O exemplo maior a cor dos shampoos anticaspa que, necessariamente, no devem ser pastis. O importante no deixar que esses itens interfiram na estabilidade final do produto.

Aditivos especiais

Quando houver necessidade de se adicionar efetividade ao produto. Deve-se ter um princpio ativo, como piritionato de zinco num shampoo anticaspa, por exemplo. importante avaliar a compatibilidade do ativo (solubilidade, estabilidade, pH etc).

Diluente

Apesar de a gua ser o diluente mais usado, muito importante que seja de boa qualidade e que se tenha cuidados especiais com ela, preferencialmente usar gua tratada: destilada (em geral nas farmcias de manipulao) e deionizada (na indstria).

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

O papel do inspetor de qualidade

Mais do que um simples auditor da qualidade do pro duto no recebimento de mercadorias, o inspetor de material de embalagem a linha de frente e o canal de comunicao da qualidade da empresa junto aos seus fornecedores.

Ele pode ser um facilitador na medida em que tiver conhecimento sobre o assunto, souber ler e interpretar desenhos tcnicos e tiver facilidade de contato e relacionamento com o fornecedor. Mas tambm pode ser um complicador se tiver as qualidades mencionadas e no usar o bom senso numa discusso ou dvida quanto a um defeito de embalagem.

Em resumo, digamos que um bom inspetor de qualidade feito de conhecimento e, acima de tudo, de bom senso.

Assim, essa discusso faz sentido quando consideramos a classificao dos defeitos numa embalagem e os tipos de inspeo a serem utilizadas.

Os defeitos so classificados como: crtico, grave ou menor. J a inspeo pode ser feita considerando os aspectos dimensionais da embalagem, isto , medidas externas e internas que podem variar dentro de uma faixa de tolerncia. E a inspeo pode, tambm, ser feita por atributos e defeitos visuais que no podem ser medidos.

Em inspeo feita focando o aspecto dimensional, o resultado obtido no deixa dvida quanto aprovao ou reprovao do produto. Isto porque o parmetro definido por nmeros, que, se estiverem dentro da tolerncia requerida pelo desenho tcnico e especificaes, o dimensional estar aprovado. Porm se estes nmeros estiverem fora da tolerncia, automaticamente o dimensional estar reprovado.

Exemplificando: se o dimetro i (medida interna do gargalo de um frasco) for 24,01,0 mm e o resultado da medio estiver entre 23,0 e 25,0 mm, estar aprovado. Mas se estiver abaixo de 23,0 mm ou acima de 25,0 mm, estar reprovado.

Repetindo, a anlise dimensional feita por nmeros que no geram dvidas quanto ao defeito e a deciso de aprovar ou reprovar o produto.

Na inspeo feita focando o aspecto visual, isto , por atributos, requerida grande dose de conhecimento e experincia do inspetor, porm, acima de tudo, muito bom senso. E como o bom senso no se traduz em nmeros, no se mede, o grande problema numa inspeo exatamente na hora de classificar os defeitos encontrados.

Quando se trata, por exemplo, de manchas ou borres em um cartucho, pode ser considerado um defeito crtico se cobrir uma informao legal como o nmero MS do produto. Pode ser um defeito grave mesmo se no cobrir totalmente a informao, deixando- a ainda legvel, mas que venha comprometer a imagem da empresa junto ao seu consumidor. Pode ainda ser um defeito menor se for quase imperceptvel e no comprometer a imagem da empresa. Mas essa deciso deve ser tomada pelo inspetor de qualidade.

Se ele no tiver conhecimento e tambm bom senso, inicia- se a o problema mais comum vivido cotidianamente entre cliente e fornecedor, ou seja, a dvida com relao classificao do defeito.

Se existe dvida com relao classificao do defeito, vai implicar numa aprovao ou reprovao tambm duvidosa. Para complicar esse quadro, devemos considerar que no existe um curso especfico para a formao de inspetores de qualidade de embalagem para cosmticos, pois nenhum dos bons inspetores que atuam hoje nas empresas aprendeu na escola.

O aprendizado foi adquirido no dia-a-dia do recebimento, ou obviamente, passado por um outro inspetor com mais tempo de empresa.

E com esse pano de fundo que vem o alerta: As empresas precisam conhecer muito bem os seus inspetores e de que forma eles trabalham para no correrem o risco de ter um departamento de controle de qualidade de embalagem com inmeros e interminveis problemas.

Problemas que muitas vezes no so resolvidos porque a linguagem entre o inspetor de qualidade da empresa e do fornecedor no a mesma.

Sendo assim, o principal papel do inspetor de qualidade trabalhar tendo como base a especificao tcnica, mas, paralelamente, usar o bom senso como linguagem nica.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Conciliando prncipios

H vrios anos os profissionais da rea da Qualidade vm considerando a possibilidade de integrar as Boas Prticas de Fabricao e Controle com a Norma ISSO 9000 na atividade da indstria de artigos de toucador, cosmticos e perfumes.

Na Unio Europia, vrias tentativas tm sido realizadas e os resultados podem ser considerados vlidos, porm os princpios a serem adotados necessitam sofrer alteraes para possibilitar a integrao.

Assim, uma das grandes dificuldades ou oportunidades est em incorporar a gesto constante na Norma ISO 9000 na prtica que consta da BPFeC.

No Brasil, apenas para elucidao, comparamos os quesitos da BPFeC da Portaria 348, de 18 de agosto de 1997 da SVS/MS com os da Norma ISO 9001/2000, e apuramos uma correlao entre eles. Fizemos o mesmo com relao aos quesitos adotados e em vigor na Unio Europia e Estados Unidos que de certa forma j seguem a Norma ISO. O resultado est no quadro a seguir.

Mas quais seriam as vantagens de se compatibilizar as duas regras?

Poderamos dizer que seriam:

- Promover a melhoria contnua da Qualidade

- Intensificar a conscientizao para a Qualidade,

- Incentivar a participao efetiva da alta administrao no processo da Qualidade e

- Promover o aperfeioamento dos processos preventivos e por conseqncia aperfeioar a reduo ou eliminao das no-conformidades.

Com base em nossa experincia profissional com a implantao de processos de qualidade, consideramos que no Brasil a dificuldade para a conciliao entre essas regras seria grande, pois a obrigatoriedade na prtica das BPFeC j existe h dez anos, mas mesmo assim, apenas um nmero restrito de empresas as cumpre efetivamente.


Quais ento seriam as causas possveis dessa no-adeso? - Ser que os administradores/gerentes consideram efetiva e sinceramente a importncia na prtica da Gesto da Qualidade?

- Como eles vem a harmonizao entre Garantia da Qualidade e Gesto do Sistema da Qualidade?

- Como eles entendem as restries impostas pela Garantia da Qualidade e pelo Sistema da Qualidade?

Portanto, quando realizada uma pesquisa informal sobre esse questionamento, em aproximadamente 100 empresas, apuramos um resultado interessante, mostrado no grfico. Muitos argumentam que para aderir a essa prtica teriam que alterar em muito a estrutura da empresa, o que acarretaria custos adicionais, aumento no nmero de colaboradores, perda da flexibilidade da produo, etc.

Como dissemos, a obrigatoriedade do cumprimento das BPFeC no Brasil existe, mas talvez somente se tornar efetiva aps um trabalho muito extenso quanto conscientizao dos responsveis pela sua implantao e cumprimento.

Nessa pesquisa tambm foram apresentadas outras questes sobre as empresas investigadas cujos resultados transcrevemos a seguir:

- 14% tm programa de reduo de custos,

- 25% trabalham na melhoria dos nveis de qualidade,

- 55% declaram que cumprem rigorosamente a legislao vigente e

- 10% esto tm conscincia das regras da BPFeC.

Para concluir, aponto para a necessidade de reflexo sobre as constataes aqui mencionadas para que, na continuidade, outras alternativas possam ser consideradas.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Henna - Milnios de uso e avaliao de segurana

A partir da extrao e tratamento adequado das folhas de Lawsonia inermis, Lythraceae genericamente: henna, p de henna, Lawsonia Alba, henna pulverizada e raiz de henna, obtm-se um p de colorao verde-escuro empregado ao longo de quatro milnios como tintura para os cabelos e tatuagem (Food and Chemical Toxicology 42:517-543, 2004).

Como tintura capilar semipermanente, tem sido utilizada, por aplicao, cerca de 20 g do extrato vegetal, que contm de 200 a 300 mg do seu ingrediente ativo - Lawsone, quimicamente, 2-hidroxi-1,4- aftoquinona-HNQ (CAS 84.988-66-9), alm de outras substncias.

As tinturas que contm HNQ so preparadas nas concentraes de 1,20 a 1,50%. Assim, segundo normas do FDA - CFR 73.2190, o uso do Lawsone como tintura capilar permitido, mas com restries. Como ingrediente cosmtico no consta no Anexo 4 da Directive 76/768/EEC, porm est presente na forma de pasta para decorao da pele (tatuagem).

Embora no sendo o foco desta coluna, o tema tatuagem deve ser visto como crescente moda do mundo moderno merecendo, inclusive, a publicao Cosmetic tattooing (J Compilation 46:456-462, 2006). Mas esta palavra chave deve ser analisada como problema de sade pblica, no podendo ser preterida pelas autoridades sanitrias, pois a sua prtica pode constituir-se srio vetor de doenas transmissveis (European Commission Institute for Health and Consumer Protection 2003). interessante dizer que na tatuagem os extratos so aplicados na pele usando-se dispositivos especiais cujo resultado o escurecimento ocorre de 2 a 6 horas. Entretanto, artifcios para diminuir este tempo tm sido empregados mediante o uso de adjuvantes qumicos (Contact Dermatitis 55:26-29, 2006).

Como lei bsica, todo ingrediente cosmtico deve ser seguro nas condies de uso. Embora ainda restritas, as publicaes cientficas no so conclusivas quanto toxicidade, especialmente, a genotxica da HNQ, fato que tem sido justificado face complexidade dos ensaios (Mut Res 62:383-387, 1979 id. 537:183-199, 2003 id. 560:41-47, 2004 e Food and Chem Toxicol 42:517-543, 2004).

Contrariando as informaes acima referidas, em 2002, o Scientific Committee on Cosmetics and non Food Products (SCCNFP), atualmente Scientific Committee for Consumer Products (SCCP), avaliou, para a HNQ, os resultados prclnicos que se seguem: toxicidade drmica, irritao e corrosividade drmicas, irritao de mucosas, sensibilizao cutnea, absoro percutnea, toxicidade com doses repetidas, mutagenicidade e genotoxicidade. O Comit concluiu que as informaes submetidas apreciao so insuficientes para avaliar a segurana da HNQ como tintura capilar (SCCP-0943/05).

Trabalho recentemente publicado (Cut Ocul Toxicol 26:45-56, 2007) determinou a extenso da absoro in vitro atravs do emprego de clulas de difuso. Os autores usaram 4 preparaes disponveis no mercado, as quais foram adicionadas de HNQ contendo 14C e aplicadas s clulas de difuso, simulando as condies de uso. Durante o estudo, os seguintes parmetros foram avaliados: tempo de exposio, concentrao no fluido receptor, no estrato crneo, na epiderme, na derme e concentrao total remanescente. Concentraes maiores da dose aplicada permaneceram no estrato crneo.

cincia cabe o questionamento; sendo que tal questionamento requer tempo, trabalho, planejamento, integrao do conhecimento, e mesmo assim ainda podem persistir as incertezas. A extenso da penetrao/absoro dos ingredientes cosmticos, predominantemente de uso tpico, ontem impossvel de ser quantificada devido s baixas concentraes utilizadas e tcnicas inadequadas, hoje j conta com dispositivos e recursos analticos altamente sensveis e especficos. Esta afirmao tem facilitado muito a avaliao de segurana de ingredientes cosmticos.

Portanto o cientista v o presente com os olhos no futuro.

Dimitri I. Mendeleyev publicou, em 1869, a primeira tabela peridica com os 60 elementos qumicos conhecidos e ainda pde prever espaos para outros. Herman Beigel, tambm, no mesmo ano, foi o primeiro cientista a se preocupar com a segurana de tinturas capilares onde sustentou a tese de que elas no podem causar danos sade (Beigel H., 1869 The Human Hair Piper-London).






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