Nanotecnologia em Cosmticos

Edicao Atual - Nanotecnologia em Cosmticos

Editorial

Apesar de...

O Balanço Econômico já se tornou tradicional na primeira edição do ano, no qual empresas fabricantes de cosméticos e de matérias-primas e insumos, do Setor e de diferentes portes, por seus representantes expressam júbilos ou frustrações com o ano que passou e, anseios e expectativas com o que inicia.

Mais uma vez conseguimos reunir parcela significativamente representativa de empresários. “Otimismo é a palavra de ordem em todos os depoimentos colhidos para esta matéria” destaca a jornalista Kátia Neves, responsável pelas entrevistas para compor o mosaico de opiniões desta matéria.

João Carlos Basílio da Silva, na coluna da Abihpec, revela que o Brasil está chegando ao market share de 15% no segmento de desodorantes, quase se aproximando do mercado líder, os Estados Unidos. Superamos a casa dos 2,1 bilhões de dólares em 2007. “Um número fantástico”, exclamou.

Entretanto, apesar de todas as estratégias do marketing, do avanço das pesquisas nos laboratórios e das eficazes técnicas de gestão para atingir resultados como esses, as empresas brasileiras e a sociedade em geral, vivem ameaçadas pelo imponderável: a “voracidade” do governo.

Para melhor explicar, recorro novamente ao texto do Joao Carlos Basílio. Para adquirir um desodorante corporal, produto de uso essencial do qual nos proclamamos vice- líderes mundiais em consumo, no Estado de São Paulo o consumidor paga 53,96% de impostos diretos (IPI, PIS, Cofins e ICMS), sem contar a série de outros indiretos.

É um absurdo!!

Nesta Cosmetics & Toiletries (Brasil) fazemos uma avaliação de nova tecnologia que deverá transformar os cosméticos e um sem número de produtos no futuro: a nanotecnologia. Falamos também de pesquisas que dão suporte aos novos produtos antiidade. Damos boas vindas à uma nova colaboradora, Carmita Magalhães, perfumista premiada, que passa a assinar a coluna Fragrâncias.

Boa leitura,
Hamilton dos Santos
Editor

Aspectos Moleculares da Ação dos Retinóides na Pele - Janete Silva1,2 e Carlos Maurício Barbosa1 1Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, Porto, Portugal 2Tónico Grupo Polimaia, Vila Nova da Telha, Maia, Portugal

Não obstante os mecanismos moleculares responsáveis pelas ações dos retinóides na pele ainda não estarem plenamente esclarecidos, nos últimos anos têm-se verificado grandes avanços neste domínio. No presente artigo é feita revisão dos aspectos moleculares envolvidos na ação cutânea dos diferentes compostos que integram a família dos retinóides.

Aunque los mecanismos moleculares responsables por las acciones de los retinóides a nivel de la piel todavía no se estén totalmente clarificados, en los últimos años se han verificado grandes adelantamientos en este dominio. El este artículo se presenta un resumen de los aspectos moleculares que influencian la acción cutánea de los diferentes compuestos que integran la familia de los retinóides.

Although the molecular mechanisms that are responsible for retinoids skin actions are still not fully cleared, in the last years there have been great advances in this domain. In the present article molecular aspects that are involved in cutaneous action of the different compounds that integrates retinoids family are reviewed.

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Recuperação do DNA e Fotoenvelhecimento - Mindy Goldstein, PhD The Estée Lauder Companies, Melville, NY, Estados Unidos

Neste artigo é apresentado o uso do gene MMP-1 como marcador em modelos in vitro para sinalizar a recuperaçao de danos ao DNA causados por radiaçao UV e que trazem como resultado o fotoenvelhecimento da pele e as rugas.

En este artículo es presentado el uso del gen MMP-1 como marcador en modelos in vitro para señalar la recuperación de daños al DNA causados por radiación UV y que traen como resultado el fotoenvejecimiento de la piel y las arrugas.

In this article the MMP-1 gene expression used as a marker in the in vitro models signaling the DNA damage causade by UV radiation recover which have as result the skin photo-aging and wrinkles

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Melhoria de Performance Sensorial em Shampoos - Ana Paula da Silva Clariant SA, São Paulo, Brasil

Este artigo relata a aplicação sinérgica de oleth-3 phosphate com polyquaternium-7 ou polyquaternium-10 em formulação básica de shampoo para avaliar perfomance do produto final

Este artículo relata la aplicación sinérgica de oleth-3 fosfato con polyquaternium-7 o polyquaternium-10 en la formulación básica de shampoo para evaluar la perfomance del producto final

In this article the synergic use of oleth-3 phosphate with polyquaternium-7 or polyquaternium-10 in shampoo basic formulation application for the finish product performance evaluation is reported

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Bioquímica Cutânea no Envelhecimento da Pele - Jeanette M. Walter e Howard I. Maibach M.D. University of California School of Medicine, San Francisco, CA, Estados Unidos

Com o envelhecimento cutâneo ocorrem importantes alterações na bioquímica da pele. Neste artigo os autores, avaliam o comportamento do colágeno, da elastina e da água, na pele fotodanificada.

Con el envejecimiento cutáneo ocurren importantes alteraciones en la bioquímica de la piel. En este artículo los autores han evaluado el comportamiento del colágeno, de la elastina y del agua en la piel fotoenvejecida.

Important cutaneous biochemistry changes occur with the skin aging. In this article, the authors evaluate the skin collagen, elastine and water behavior.

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Propriedades Físico-Químicas dos Tensoativos em Sabonete Líquido - Eloi A Silva Filho, Geovane L de Sena Depto. de Química CCE, Universidade Federal do Espírito Santos UFES, Vitória, ES, Brasil

Neste trabalho descreve-se detalhes sobre alguns dos principais componentes da composição dos sabonetes líquidos disponíveis no mercado, mostrando algumas das propriedades físico-químicas das moléculas de tensoativos e seus efeitos em relação a biodegradação ao meio ambiente, com o objetivo de fornecer informações da qualidade dos sabonetes líquidos.

En este trabajo se describen los detalles sobre algunos de los componentes principales de la composición de los jabones líquidos disponibles en el mercado, demostrando algunas de las características físico-químicas de las moléculas de tensioactivos y de su efecto en relación a la biodegradación hacia el medio ambiente con el objetivo de proporcionar información de la calidad de los jabones líquidos.

In this paper describes details on some of the main components of the composition of soaps liquid available in the market, showing some of the properties physico-chemical of molecules of surfactants and its effect in relation the biodegradation to the environment with the objective to supply information of the quality of soaps liquid.

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Luiz Brando
Assuntos Regulatrios por Luiz Brando

Dados do produto

Nesta oportunidade vamos falar da apresentao dos dados fsico-qumicos e microbiobolgicos e da estabilidade do produto cuja apresentao correta imprescindvel para diminuir os indeferimentos no peticionamento eletrnico, junto a Anvisa.

Especificao fsico-qumica de substncias

A faixa da especificao de substncias ou os limites mnimos e mximos estabelecidos pela empresa para as substncias que possuem concentrao mxima estabelecida na legislao no poder ultrapassar o limite mximo permitido. No caso de especificao acima do limite mximo estabelecido na legislao, o processo ser indeferido por estar em desacordo com o item 6 do Anexo III da RDC 211/05. A Resoluo 215/05 deve ser consultada e analisada para que no se comentam equvocos na hora de declarar as especificaes.

Exemplo de especificao que certamente ser indeferida: cido tiogliclico em um alisante de uso geral. Mximo permitido na RDC 215/05: 8%. Se for declarado faixa de concentrao de 7,95 a 8,05%, o processo ser indeferido.

Outro exemplo a gua oxigenada 40 volumes. Declarao de faixa entre 39,5 a 40,5% foi motivo de indeferimento.

Consultando a Farmacopia Brasileira, verificamos que a faixa de concentrao admitida para gua oxigenada 10 volumes, varia de 10 a 11 volumes, tendo em vista a perda no decorrer do perodo de validade do produto.

Estabilidade do produto

O resumo dos Estudos de Estabilidade realizados no produto deve contemplar as condies de armazenamento das amostras, perodo de tempo ao qual o produto foi submetido e resultados encontrados. Esse resumo deve possuir uma concluso correlacionando os resultados obtidos nos estudos com o prazo de validade estimado pela empresa. A ausncia de concluso do estudo garantindo o prazo de validade declarado no Formulrio de Petio acarretar indeferimento do processo por estar em desacordo com o item 10 do Anexo III da RDC 211/05.

Parece bvio, porm sempre bom lembrar que a validade declarada no formulrio tem que ser condizente com os resultados apresentados, no esquecendo nunca de colocar essa concluso no item do Resumo dos dados de estabilidade. A seguir apresentamos dois exemplos:

Exemplo 1
O produto foi testado por prazo de 30 dias em diferentes temperaturas (ambiente, -4C e 45C, escuro, luz fluorescente) mantendo- se estvel no decorrer do perodo do teste, o qual estabeleceu seu prazo de estabilidade de 24 meses.

Exemplo 2
- Tratamento Ambiente: deixar a amostra em temperatura ambi- ente (23C) em estufa, durante 14 dias. Leituras: pH, viscosidade, cor, odor e aparncia nos 7., 14. e 28. dias.

- Tratamento em Estufa a 55C: deixar a amostra em estufa a 55C, durante 28 dias. Leituras: pH, viscosidade, cor, odor e aparncia nos 7., 14. e 28. dias. - Tratamento em Ciclos: deixar a amostra, durante 12 dias, alternadamente
24 horas em estufa a 45C e 24 horas em freezer a -10C. Leituras: pH, viscosidade, cor, odor e aparncia no 12. dia.

- Tratamento em Freezer: deixar a amostra no freezer a - 10C, durante 7 dias. Leituras: pH, viscosidade, cor, odor e aparncia no 7. dia.

- Tratamento a Luz Solar: deixar a amostra exposta luz solar durante 12 dias. Leituras de pH, viscosidade, cor, odor e aparncia no 12. dia.

Todos os tratamentos devem ser trazidos temperatura ambiente (23C), antes de se realizar a leitura. Estes dados permitem avaliar prazo de validade mnimo de 36 meses.

Dados Microbiolgicos

A empresa deve apresentar dados microbiolgicos em conformidade com os parmetros estabelecidos na Resoluo 481/99. Dados incompletos acarretaro indeferimento do processo.

No caso em que o produto for considerado no susceptvel contaminao, a empresa dever enviar justificativa tcnica sustentando a no susceptibilidade. Caso no seja enviada essa justificativa, o processo ser indeferido.

Ponto a ser considerado:
- Produtos para uso infantil, produtos para rea dos olhos e produtos para uso em contato com mucosas.

- Demais produtos cosmticos susceptveis a contaminao microbiolgica.

Sugesto de como apresentar os resultados:
Limite microbiolgico: contagem total de microrganismos aerbios menor que 100 UFC/g, com:

- Pseudomonas aeruginosa: ausente

- Staphylococcus aureus: ausente

- Coliformes totais e fecais: ausentes

Nunca esquecer que nos talcos tem-se que declarar tambm a ausncia de clostrdios sulfito redutores em 1g.

E por fim, a justificativa tcnica que sustenta a no-susceptibilidade deve ter embasamento tcnico convincente. Declarar o produto no-susceptvel no suficiente e j foi motivo de indeferimento.

Tenho certeza que o leitor tem interesse em conhecer mais sobre o assunto, por isso sugiro que visite o website da Anvisa: http:/ /www.anvisa.gov.br/divulga/informes/2007/270407.htm E desejo boa sorte no prximo peticionamento.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Contaminaes: origens e solues

Nas nossas atividades de consultoria, muitas vezes nos deparamos com casos de risco devido constatao de contaminaes sem que de incio houvesse causas para tal. Nesta oportunidade abordaremos alguns tpicos que devem ser considerados sempre que nos deparemos com esse tipo de ocorrncia.

A denominada presena de materiais estranhos pode ocorrer de duas maneiras:

- por contaminao de produtos ou,

- por contaminao do ambiente.

De forma esquemtica podemos considerar:

A contaminao de produtos representa uma no-conformidade muito importante para a qualidade.

Tal contaminao pode ser decorrente de:

- Corpos estranhos: poeira, fibras, etc;

- Substncias: outros produtos, resduos de limpeza, etc;

- Causas orgnicas: microorganismos.

Em geral, toda a contaminao exterior s caractersticas do produto, mas devemos distinguir entre contaminao cruzada e contaminao exterior.

A contaminao cruzada definida como aquela que ocorre entre uma matria-prima (produto intermedirio, produto a granel ou produto acabado) por outra matria-prima (produto intermedirio, produto a granel ou produto acabado) durante o processo de produo.

A contaminao ambiental resulta das caractersticas dos produtos processados no meio ambiente da unidade, podendo ser: qumica, fsica ou biolgica. Ao dividirmos em dois tipos fundamentais temos por objetivo definir as causas possveis de contaminao e, portanto, decidir quais aes devem ser tomadas para controlar as mesmas.

Ressaltamos que, por outro lado, contaminao cruzada ou cross contamination pode ocorrer pela fabricao de produtos diferentes no mesmo equipamento ou local. Neste caso, a contaminao externa tem origem em matrias-primas, componentes de embalagens, materiais de servio, etc.

No deve ser esquecido que operaes, pessoas, climatizao e tratamento de ar tambm podem disseminar contaminao cruzada e contaminao exterior.

Esquematicamente, podemos represent-las como:

Somente para referncia, para evitar o processo de contaminao no deve ser desconsiderada a possibilidade da troca de um dos itens abaixo por outro:

- Lotes diferentes de um mesmo produto;

- Etapas de fabricao;

- Inverso de fases.

Uma das mais eficientes formas de minimizar as contaminaes est na segregao dos contaminantes externos e das etapas do processo.

Para que a segregao seja efetiva devemos partir de uma boa concepo, construo e distribuio interna do produto, pois uma boa concepo interna possibilita segregar e proteger os setores onde os produtos so fabricados.

Outra forma de evitar este problema manter o perfeito controle dos equipamentos de tratamento e climatizao do ar. Devemos, por todos os meios possveis, abrigar sempre o menor nmero de pessoas no interior dos setores produtivos.

Durante o processo de atividades de consultoria preciso avaliar as funes e atividades exercidas pelo pessoal para monitorar a presena de nmero excedente de pessoas nas reas que devem ser segregadas ou de acesso restrito, pois muitas vezes isso ocorre devido ausncia de restries na documentao ou pela falta de equipamento ou utenslio para a adequada execuo das atividades.

O assunto extenso e envolve outros aspectos que iremos abordar em uma prxima oportunidade.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Saber usar para nunca faltar!

Talvez uma das maiores preocupaes que o ano de 2007 nos deixou foi o relatrio do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanas Climticas) rgo da ONU (Organizao das Naes Unidas) que revelou a grande preocupao que devemos ter com o aquecimento global do Planeta.

De acordo com esse relatrio, o aumento da temperatura trar conseqncias desastrosas para o ecossistema, como aumento dos nveis de oceanos, inundaes, ciclones mais violentos, ondas de calor mais freqentes, entre outras.

Alm da preocupao com as possveis conseqncias ambientais, esse fato tambm interfere no modelo de desenvolvimento econmico adotado por muitos pases principalmente no desenvolvimento de pases emergentes - e no padro de consumo, exigindo postura mais consciente e responsvel por parte dos consumidores.

Segundo o relatrio, o Brasil o quarto maior emissor de gases provocadores do efeito estufa, mais de 62% da taxa de gases emitidos proveniente do desmatamento das florestas tropicais, principalmente a Amaznia.

Este cenrio catastrfico revelou ao mundo que imprescindvel mudar nossas aes e modelos adotados para preservar o Planeta para as geraes futuras.

Assim, se deve adotar polticas para conciliar o crescimento econmico com a manuteno do equilbrio com o meio ambiente.

Tambm hora de resgatar, destacar e pr em prtica o conceito de consumo sustentvel proveniente do termo desenvolvimento sustentvel.

O consumo sustentvel poderia ser definido como uma forma de atender s necessidades de consumo de produtos e servios da gerao atual, sem prejudicar s futuras nem ao meio ambiente.

Atravs de aes simples, cada indivduo pode contribuir com a preservao dos bens mais ricos que dispomos e amenizar as conseqncias que pem em risco a manuteno da vida em nosso Planeta.

O Ministrio do Meio Ambiente em parceria com o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor) elaborou um guia de boas prticas para o consumo sustentvel no qual algumas dicas so destacadas a seguir:

- Evitar banhos em horrio de pico (18:00-20:30 h) e muito demorados

- No deixar a torneira aberta quando escovar os dentes ou fazer a barba

- Instalar torneiras com aerador (d a sensao de maior vazo de gua, mas faz exatamente o contrrio)

- S utilizar mquina de lavar loua quando esta estiver com a capacidade total preenchida

- Usar a mquina de lavar roupa com a carga mxima e evitar excesso de sabo para no precisar de mais enxge

- Dar preferncia a lmpadas fluorescentes, compactas ou circulares e evitar acender lmpadas durante o dia, aproveitando melhor a luz do sol

- Ar condicionado: na hora da compra, escolher um modelo adequado ao tamanho do ambiente em que ser utilizado e dar preferncia a aparelhos com controle automtico de temperatura e s marcas de maior eficincia, segundo o selo Procel

- Dar preferncia a produtos livres de agrotxicos

- Evitar desperdcio de alimentos. Para isso comprar e cozinhar apenas o necessrio

- No jogar lixo nenhum na rua

- Levar sacola prpria para fazer suas compras, evitando pegar as sacolas plsticas fornecidas em supermercados

- Escolher produtos que utilizem pouca embalagem ou que tenham embalagens reutilizveis ou reciclveis

- Separar o lixo e encaminhar os produtos para reciclagem - Utilizar os dois lados da folha de papel para escrever, rascunhar ou imprimir

Se adotarmos essas medidas podemos colaborar com o meio ambiente. Vamos fazer a nossa parte!

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Incompatibilidades

Durante o processo de desenvolvimento de um produto, alguns testes so de fundamental importncia. Segurana e eficcia so exigidos pela Anvisa e devem ser feitos em laboratrios credenciados (Reblas). E o teste de estabilidade, tambm exigido pela Anvisa, pode ser feito in house.

To importante quanto os demais o teste de compatibilidade do produto-embalagem, mas que normalmente deixado para segundo plano em funo da conhecida urgncia para lanar o produto. Como o prprio nome diz,
esse teste detecta possveis problemas entre a embalagem e o produto, sendo realizado aps a definio da formulao do produto e do projeto de embalagem.

Se durante o andamento do teste houver alterao de qualquer componente da formulao ou do material da embalagem, necessrio interromper o processo e reiniciar do zero.

A incompatibilidade pode ser qumica ou fsica, porm normalmente voltamos ateno somente para as incompatibilidades qumicas. Algumas dessas so conhecidas, mesmo assim, o teste deve ser realizado, pois pode ser exigido numa fiscalizao ou mesmo para eliminar dvidas, se houver um problema no futuro.

Exemplos freqentes de incompatibilidades qumicas:

- Palmitato ou miristato de isopropila com poliestireno (PS): matrias-primas largamente utilizadas para dar emolincia em maquilagens, principalmente em batons causam trincas no material de embalagem. Um dos exemplos mais conhecidos dessa incompatibilidade a tampa transparente do estojo de baton. O contato com a bala no decorrer do uso causa trincas na base da tampa.

- Essncia com OS: quando usada em altas concentraes, a essncia tambm causa trincas no PS. Isto se d em funo dos solventes contidos na essncia.

- Bandeja de folha de frandre em pancake ou coverture: essa uma ocorrncia de incompatibilidade tambm bastante conhecida. A esponja precisa ser umedecida para aplicao desses produtos. Com o tempo as bordas da bandeja enferrujam por causa da umidade. Para eliminar o problema, deve se usar bandeja de alumnio.

- Corantes com embalagens transparentes: alguns corantes no resistem luz, principalmente solar. Shampoos, loes hidratantes, leos de banho quando envasados em PET transparentes comeam a descorar, se expostos a luz. Como soluo, podemos usar um filtro solar/luz na formulao Isto no transforma o produto em Grau 2, porque o filtro est sendo usado para proteo da frmula e no da pessoa. Um outro caminho colocar filtro na prpria embalagem. Quanto s incompatibilidades fsicas, podemos citar:

- Decorao/gravao da embalagem com o produto: principal teste de compatibilidade a resistncia da gravao ao produto. A gravao (principalmente hot stamping) comea a soltar depois de algum tempo de uso do produto. Com certeza quando isto acontece porque o teste no foi realizado. Na maioria dos casos a decorao solta por falta da flambagem ou flambagem vencida (necessria para abrir os poros da mbalagem)
antes da decorao.

- Polietileno (PE) com leo mineral: como resultado desse conjunto temos o chamado chupamento da embalagem. Isto ocorre em bronzeadores e leos de banho onde a concentrao de leo mineral alta. O chupamento ocorre em funo da migrao do produto atravs dos poros da embalagem. Para solucionar o problema o material deve ser trocado por polipropileno (PP) ou PET, que tm poros menores e no permitem a migrao do produto.

- Alta viscosidade do produto versus dimetro da boca: se for pequeno, o produto no escoa

- Alta viscosidade versus dimetro do pescante da vlvula: se for pequeno, a vlvula no ir funcionar.

- Vlvula spray versus viscosidade: se o produto for muito viscoso, no ir funcionar.

- Vlvula dosadora versus viscosidade: se o produto for fluido, no ir funcionar.

- Baixa gramatura do carto versus peso do produto: embalagem ir amassar.

- Direo de fibra do carto: se no estiver perpendicular aos vincos, a embalagem montada ficar abaulada.

- Baixa espessura de parede da embalagem versus peso do produto: ir amassar.

Na verdade existem inmeras incompatibilidades j bem conhecidas com as quais cada empresa acaba construindo o seu histrico. Mesmo conhecendo esse histrico, repito, no se deve eliminar os testes, pois no existem tabela, livro ou legislao especfica para esse assunto. O importante, no entanto, dar a devida importncia para um teste que pode prevenir problemas e at mesmo evitar recall de produtos.

Carmita  Magalhes
Fragrncias por Carmita Magalhes

Papel do perfumista

Os perfumistas so os profissionais que combinam as matrias-primas odorferas para compor as fragrncias. Ele tem multifacetas, ou seja, tem que ser artista, tcnico, professor e aluno para o resto da vida. Alm dos fundamentos tcnico-cientficos em qumica, fsica e biologia, ele precisa ter conhecimento sobre moda, tendncias, histria e mesmo geografia, pois tudo isso amplia a criao.

Entretanto, o mais importante que tenham nariz, isto , habilidade para identificar olfativamente as mais de trs mil matrias-primas aromticas utilizadas e, principalmente, talento para compor harmonicamente - como se fosse numa partitura musical fragrncias que possam explodir, expandir e persistir na pele.

Ter nariz um pr-requisito, para que ele possa treinar seu olfato. Mas isso um trabalho a longo-prazo, preciso 10 anos de formao para se tornar um perfumista.

por isso que, no universo dos perfumistas costumase dizer que ao longo de sua carreira, o perfumista um eterno aluno-professor. Aluno porque o mundo est sempre em evoluo e a perfumaria segue essas evolues de costumes. Professor porque para aprender mais preciso ensinar o pouco que se sabe.

Os perfumistas tm que usar a criatividade e o nariz para criar fragrncias que despertem sentimentos, relembrem momentos, elevem a auto-estima e destaquem a personalidade. Por essa razo, existe um nmero limitado de perfumistas de prestgio em todo o mundo. Vale mencionar Yves de Chiris, criador dos campees de vendas: Angel, de Thierry Mugler, Fragile, de Jean-Paul Gaultier, e JAdore, de Christian Dior.

Chiris representa a stima gerao de uma famlia que lida com o olfato desde 1768. Seu bisav criou uma fragrncia para a rainha Vitria e o prprio Chiris manteve a tradio de freqentar a corte britnica e presenteou a princesa Lady Di com duas criaes especiais, elaboradas de acordo com a infncia, a dieta alimentar e o estilo de vestir de Diana.

A fragrncia componente importante das formulaes cosmticas pelo efeito psicolgico que causa ao consumidor. Com freqncia, determina o sucesso ou fracasso de um novo produto. Elas so criadas por empresas especializadas, conhecidas tambm como casas de fragrncias. O perfumista e o qumico, que trabalham nessas casas, formulam perfumes a partir de componentes individuais, adicionando um-a-um.

Para criar fragrncias bem sucedidas, os perfumistas necessitam de certas informaes do formulador do produto, em geral mencionadas na forma de um brief de fragrncia. O processo de criao pode durar, em qualquer parte do mundo, de semanas a meses, dependendo da complexidade e das limitaes do brief.

E, o papel desempenhado pelo perfumista o de criar fragrncias que satisfaam todas as condies especificadas no brief.

Antigamente, criar um perfume era o trabalho de um nico homem. Hoje de uma equipe. Um trabalho complexo e apaixonante, onde a tecnologia amiga da criatividade, mas isso uma outra histria...

Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

Preciosos fios

Dentro do setor cosmtico, o segmento denominado Cuidado com os Cabelos que compreende os produtos shampoo, condicionador, tratamento capilar, fixador/modelador, tintura (incluindo os descolorantes), e os produtos permanentes e alisantes representou 27,1% do faturamento ex-work em 2006, contra 25,4% em 2005 e 25,3% considerando a mdia do perodo compreendido entre 2001/2005.

A variao de quase 2 pontos percentuais entre 2006/ 2005, ou um salto de 6,7%, apresenta tendncia explcita no foco da produo de produtos voltados para este segmento por parte das empresas.

Em termos de volume, o segmento representa 32,3% do produzido em 2006, contra 31,4% em 2005 e 29,3% na mdia do perodo 2001/2005, apresentando tambm aumento significativo na tendncia de produo do parque fabril.

A estratgia acertada, pois uma vez instalado um quadro de estabilidade econmica, com mais dinheiro em circulao (em 2006 o ndice de Preo dos Produtos de Higiene foi 0,08% contra o ndice geral 2,55%) natural esperar que produtos de altssima penetrao ganhem espao na cesta do consumidor.

Some-se aos fatos acima a populao de 184 milhes de habitantes (estimativa recenseada para 2007), composta em boa parte de pessoas de baixa renda, teremos a o cenrio positivo para este segmento de produtos, apesar da expectativa de forte alta de inflao para 2008.

Como foram distribudos os cerca de R$ 4,7 bilhes de faturamento do Setor em 2006? A maior parte, 28,7%, ficou com a classe dos shampoos. Esta parte do segmento, desde 2002, vem perdendo espao frente a outras classes do mesmo segmento para o consumo de produtos com maior valor agregado, como por exemplo, produtos para tratamento capilar que representavam 16,7% em 2002 contra 19,7% em 2006, e tintura que passou de 27,1% para 28,1%. Este valores trazem evidncias para uma mudana nos hbitos de compra. No que o consumo per capita da classe shampoo tenha diminudo, mas sim que o consumo dos demais produtos, tido como no essenciais, aumentou. A classe dos condicionadores permaneceu estvel na faixa de 16,8% e produtos permantes/alisantes e fixadores/modeladores ganharam peso inexpressivo no perodo (4,9% e 1,7% respectivamente).

A classe shampoo composta de produtos para o pblico adulto, que representa 94% e tambm para pblico infantil. Para o pblico adulto, os produtos classificados como anticaspa foram os que apresentaram maior taxa de crescimento entre 2006/2005 (85,1%) graas aos apelos menos agressivos nos rtulos, caractersticas que incomodavam os usurios deste tipo de produto e a incorporao de outros apelos de performance como umectante, e agentes condicionantes.

Outra classe de expressivataxa de crescimento no perodo foi dos produtos classificados como afros- tnicos (49,7%). inegvel a diferena na anatomia e fisiologia capilar entre os descendentes caucasianos e os afro-descendentes. Graas ao avano da pesquisa tcnica e dos olhares atentos para um mercado consumidor crescente, produtos especficos para este pblico vm podendo atender melhor a este nicho, embora ainda longe de ser um mercado devidamente mapeado. Por outro lado, como previsto h anos, a queda tanto no faturamento como no volume dos produtos 2-em-1 vem se confirmando. Em 2006 esta classe representou 1,4% contra os 3,2% em 2002.

Se nenhuma medida tcnica venha resolver a percepo por parte do consumidor de que estes produtos no so to bons shampoos e nem excelentes condicionadores, a tendncia ser o desaparecimento deste tipo de produto que sobrevive hoje praticamente entre o pblico masculino usurio de academias.

As empresas participantes deste mercado continuam sendo as lderes do segmento cosmtico, como a gigante internacional Unilever e sua linha Seda. Com um mercado to vasto, h espao para empresas nacionais como EB Cosmticos, com a sua vasta linha conhecida como Ox, e Niasi com a marca Biocolor. A forte tendncia do uso de apelos fitocosmticos em produtos capilares vai se confirmando ao longo dos anos, apesar das poucas evidncias tcnicas de efetividades destes ativos.

O mercado de produtos capilares deve apresentar taxa anual de crescimento no faturamento ao consumidor final de 4,4% para o perodo de 2005/2010. O Brasil na qualidade de 3 maior economia cosmtica mundial tambm uma excelente fonte de fornecimento de produtos finais. Houve crescimento de quase 10% nas exportaes de 2007 em relao ao ano anterior e com o aquecimento da economia Argentina, a Amrica do Sul continua sendo o principal porto dos nossos produtos.

Notcias da Abihpec por Joo Carlos Basilio da Silva

O Mercado de desodorantes

O mercado de desodorantes corporais no ano de 2007 dever fechar movimentando valores superiores a 14 bilhes de dlares em todo o mundo. Estes valores referem-se a preo ao consumidor e esto contabilizados em dlares para que haja a fcil compreenso e anlise do desempenho dos diversos pases que so analisados por esses estudos promovidos pelo Instituto Euromonitor.

Os valores das moedas esto tendo hoje no mundo uma grande volatilidade, tendo como conseqncia a desvalorizao do dlar, contra valorizao da grande maioria das moedas do resto do mundo, principalmente do euro e do nosso real, uma das mais valorizadas, talvez at a mais valorizada nesses ltimos anos.

A desvalorizao do dlar mexe com o ranking mundial, podendo ocorrer mudanas expressivas no quadro dos pases que compem os dez maiores mercados do mundo, pois esses dez pases representam 65% do consumo mundial de desodorantes corporais.

O Brasil por ocupar o segundo lugar no ranking mundial j detm uma posio consolidada nesse mercado.

Neste ano de 2007 manteremos nossa posio no ranking e estamos nos aproximando, a passos largos, do primeiro colocado que so os Estados Unidos. O Brasil vai superar a casa dos dois bilhes e 100 milhes de dlares, ampliando o nosso market share. Projetamos ainda que ele chegue muito prximo da casa dos 15% de participao do mercado mundial, sendo este um nmero fantstico.

Nmeros que deixam toda nossa indstria muito satisfeita e revelam para todas as nossas autoridades e tambm para sociedade a essencialidade no uso que a populao brasileira d aos desodorantes corporais.

Infelizmente, tendo o Estado de So Paulo como referncia, a carga tributria que a sociedade brasileira paga ao adquirir um desodorante chega hoje a 53,96%. Atentem bem, estamos falando somente dos impostos diretos, IPI, PIS, Cofins e ICMS, fora uma srie de outros impostos indiretos que todas as indstrias pagam tambm em nmeros absurdos.

Para que fique bem claro o que estamos falando, para cada R$ 10,00 (dez reais) pagos por ns consumidores, R$ 5,40 (cinco reais e quarenta centavos) vo para o bolso da viva federal e da viva estadual possvel acontecer um absurdo desses? At quando vamos suportar esses abusos? Quando em perodo eleitoral os polticos tudo prometem, mas ao tomar posse mudam suas posies e passam a discutir s e unicamente o aumento da carga tributria. Particularmente estou cansado dessa gente e voc o que diz sobre o assunto?

Somos um povo de esperanas. E espero que elas se renovem em 2008. Mas ainda que vejamos nossa sociedade se mobilizar mais, e mais, e mais em prol de uma melhor qualidade de vida para todos os brasileiros.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Terapia fotodinmica

O envelhecimento ocorre indiferente aos apelos humanos de tentar evit-lo. Existem vrias teorias para explicar o envelhecimento, desde a gentica, aquela relacionada oxidao e tambm a causada pela baixa de hormnios, doenas, fumo e sol.

As clulas da ctis vo tm desgaste decorrente da somatria de todos estes eventos.

A terapia fotodinmica, surgida na dcada dos anos 70 nos Estados Unidos, faz uso teraputico de reaes
fotoqumicas. Preconiza o uso de creme ou loo sensibilizantes que deixam as estruturas da pele mais sensveis ao da luz.

Utilizada inicialmente para o tratamento de leses pr-cancerosas e tambm para o prprio cncer de
pele, passou a ser utilizada para o tratamento de peles envelhecidas.

Notou-se que aps estes tratamentos, a pele ficava com textura e aspectos melhorados. A explicao que
sensibilizantes, como o cido aminolevulnico, tm afinidade com as camadas desgastadas da pele que esto em outras estruturas, como vasos, fibras e as prprias clulas da pele. Esse creme ou loo permanece por cerca de 30 minutos quando ento ocorre a impregnao.

Em seguida utilizado o laser ou luzes especiais (azul) que penetram na pele e jogam o calor nas estruturas marcadas. um processo que elimina o que est desgastado e envelhecido, provocando renovao das estruturas da pele. Se antes se podia fazer uma limpeza superficial, agora tambm se pode limpar na profundidade.

O procedimento especialmente indicado para peles mais claras e danificadas pelo sol.

Peles sensveis, avermelhadas e oleosas tambm se beneficiam da ao da terapia fotodinmica. O procedimento feito no consultrio, onde o produto espalhado na pele limpa.

Aps permanecer cerca de meia hora sob exposio luz vermelha ou azul que tambm pode ser trocada por aquela do laser ou luz pulsada. Tudo depende de que alvo que se est querendo atingir e, portanto, qual o comprimento de onda que vai dar melhor resultado.

O procedimento doloroso, na ocasio da aplicao da luz. A pele fica vermelha e sensvel por 24 horas e pode descamar.

Quando ocorre descamao, esta bem seca e parece uma segunda pele. O resultado final aparece no mximo em 4 dias.

A pele fica macia, homognea, com menos oleosidade e rugas.

No h contra indicao a no ser evitar o sol durante 48 horas.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Teste de Draize: 64 anos de bons servios

Teste de Draize: a primeira mensagem que chega ao nosso todo poderoso sistema nervoso central, atravs de milhares de sinapses, informa que o assunto refere-se aos testes de irritao da pele e mucosas predominantemente a ocular. A mensagem recebida, ricamente atrelada a fundamentos tcnicos e cientficos, pode levar ao esquecimento de importantes nomes que dedicaram parte de suas vidas a iniciativas relevantes sade, a exemplo de John H. Draize.

John H. Draize (1900- 1992) nasceu em Brussel, Wisconsin, Estados Unidos, aos 22 anos graduou-se Bacharel em Cincias, Ttulo outorgado pela University of Wisconsin. E aps os trabalhos iniciais em sua cidade natal, retornou mesma Universidade. Em de 1931, obteve o seu Doutorado (PhD) em Farmacologia, desenvolvendo estudos experimentais em hipertireoidismo (Survey of Ophthalmology 45(6):493-515, 2001). Aps o doutorado trabalhou 4 anos junto ao Agricultural Experiment Station-The University of Wyoming investigando plantas txicas para os animais e homens. Em 1935 foi recrutado pelo USA Army, integrando a equipe Edgewwood Arsenal-Chemical Warfare Service (Maryland), tempo suficiente para que pudesse avaliar os danos ocasionados ao sistema ocular por substncias qumicas (http://www.ezonline.com/jveahh/ nbchist.htm).

Dr. John H. Draize de reconhecida capacidade na avaliao dos perigos ao sistema ocular ocasionados pelas substncias qumicas, certamente estava a poucos passos para se juntar s equipes do FDA, fato que aconteceu em 1939, em que assumiu a chefia do Dermal and Ocular Toxicity Branch - Division of Pharmacology. Ao contratado foi confiado o desenvolvimento de testes de segurana de produtos cosmticos, face emenda legislativa (Clark GR. John H. Draize, the man and the scientist, J Soc Cosmetic Chem 9:120-1, 1958).

O aumento do nmero de ingredientes cosmticos de uso tpico e a aplicao da legislao aguaram o apetite cientfico da equipe liderada pelo Dr. Draize. Depois de pormenorizada discusso a respeito das mltiplas alteraes (funcionais, orgnicas e sistmicas) envolvidas na avaliao de toxicidade das substncias qumicas, na pele e mucosas, Draize JH, Woodard G e Calvery HO publicaram Methods for the study of irritation and toxicity of substances applied topically to the skin and mucous membranes, J Pharmacol Exp Therap 82:377-390, 1944), validado pela OECD (Test Guideline 404 adopted 24 april 2001; 45:493-515).

A importncia do teste de Draize e a sua integrao com outras reas envolvidas: bioestatstica (Toxic in Vitro 9(4):549-556, 1995), validao de mtodos (Toxic in Vitro 13:73-98, 1999), interpretao dos possveis danos ao sistema ocular (Reg Toxicol Pharmacol 45:206-213, 2006), mecanismo de ao das substncias irritantes (Toxic in vitro 18:231-243, 2004), relao estrutura/ atividade (Toxic in vitro 14:79-84, 2000), possveis intercorrncias laboratoriais resultantes das diferenas antomo-fisiolgica do olho humano e do animal de experimentao (Survey of Ophthal 45(6):493-515), representam alto valor cientfico agregado, tudo isto sem falar na constante busca de mtodos alternativos.

O editorial Is there a replacement for the Draize Test? (Cutaneous and ocular Toxicology 24(3): 147- 148, 2005) certamente vem ao encontro dos questionamentos acima levantados. Outra contribuio que valoriza o teste de Draize afirma que a ele tem sido apresentadas inmeras alteraes, entretanto
no significativas. (Curr Opinion Allergy Clin Immunol 6:367-372, 2006).

O teste de Draize, de reconhecido valor tcnico-cientfico- regulatrio, tem sido objeto de crticas. Pretendemos voltar ao assunto, coment-las e, se possvel, conduzir o nosso pensamento permeando passagens e comentrios relativos aos mtodos alternativos, participao dos 3R, emprego e proibio do uso de animais de experimentao e parmetros que exigem a aferio diria, pois milhares de molculas esto espera de testes pr-clnicos destinados avaliao de irritao ocular.

Aps 64 anos, mundialmente conhecido como Teste de Draize, tem sido citao obrigatria quando se fala em irritao ocular.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Cabelos, envelhecimento e envelhecimento dos cabelos

O envelhecimento tem se tornado uma preocupaoconstante atualmente. No incio do sculo, a longevidade era bem menor, sendo a mdia de vida do homem 50 anos. Hoje, vive-se at 80 anos tranqilamente, e por isso, envelhecer mais problemtico porque um nmero maior de pessoas chega terceira idade.

Ao mesmo tempo que cresce a expectativa de vida, valoriza-se cada vez mais a juventude. O jovem e o belo so cultuados como ideal e as pessoas sofrem muito em decorrncia do envelhecimento.

O envelhecimento caracterizado pelo desgaste dos vrios setores do organismo, gerando alteraes no seu funcionamento, pois estes desgastes vo se somando at tornarem-se incompatveis com a vida.

Muitas teorias existem para tentar explicar o envelhecimento. Sabe-se que h uma participao gentica, observada em certas raas e famlias onde caractersticas prprias so observadas em relao ao envelhecimento e longevidade, uma vez que so os gens que determinam quando se inicia o processo de envelhecimento. Mas os radicais livres tambm participam da gnese do processo, originando reaes qumicas
que acarretam em envelhecimento, principalmente a oxidao. Estas reaes desencadeiam processos nocivos ao organismo e so influenciadas por radiaes, doenas, fumo e estresse. Alm disso, as alteraes hormonais, a falncia ou deficincia do sistema endcrino participam nas alteraes prprias do envelhecimento.

O sistema imunolgico, responsvel pelo processamento das defesas do organismo tambm se desgasta com o passar do tempo. So as funes imunolgicas, principalmente aquelas ligadas imunidade celular que ao tornarem-se ineficientes, propiciam ao idoso um maior nmero de processo infecciosos, inflamatrios e carcinognicos.

A pele, como maior rgo do corpo humano, tambm apresenta sinais de envelhecimento que se tornam evidentes devido sua caracterstica de envoltrio. A esse respeito, o envelhecimento cutneo pode ser dividido em envelhecimento intrnseco e fotoenvelhecimento. O primeiro representa aquele comum aos rgos, e o segundo, mais intenso e evidente, o que ocorre devido aos danos causados pela radiao ultravioleta.

O envelhecimento causado pela idade mais suave, lento e gradual, causando danos estticos menores. J o fotoenvelhecimento mais danoso e agressivo superfcie da pele, sendo responsvel por modificaes como rugas, espessamentos, manchas e o prprio cncer de pele.

No caso do couro cabeludo, uma parte especfica da pele humana, percebe-se que este fica mais fino e com menos irrigao sangunea com o passar do tempo, causando, uma diminuio na quantidade de fios (rarefao). Com a rarefao sofrida, o couro cabeludo fica mais exposto ao sol e s radiaes ultravioleta (UVR), podendo levar ao desencadeamento de tumores nesta rea.

Outra ocorrncia notada no couro cabeludo a apario da cancie (embranquecimento dos fios) que comea ao redor dos 35 anos na raa branca (caucasides), aos 45 nos amarelos (mongolides) e aps os 55 nos da raa negra (negrides).

Nesta fase da vida o mais comum ocorrer queda por motivos metablicos e nutricionais. Como o indivduo sente menos fome nesta faixa etria, menos nutrientes chegam ao couro cabeludo. Como a circulao tambm diminui, menos nutrientes chegam atravs da corrente sangnea.

Faz parte da preveno no processo da queda a alimentao equilibrada e rica em ferro, zinco e vitamina B12. Os alimentos mais indicados para sanar esta deficincia so as carnes, leites e frutos do mar.

A alimentao saudvel e os cuidados gerais com os cabelos so essenciais, tais como no abusar dos tratamentos qumicos e de aparelhos que agridam demais as hastes capilares.

Com relao ao gnero masculino e feminino, existe uma diferena quanto s queixas; os homens se queixam mais do desaparecimento dos fios, isto , da rarefao. J as mulheres, alm dessa queixa, reclamam tambm da mudana da qualidade dos fios, como afinamento e quebra mais fcil (fragilizao). Para prevenir estes problemas, cuidados bsicos devem levar em considerao pequenos procedimentos.

Lavar os cabelos em dias alternados e com gua fria (temperatura ao redor dos 24oC). Usar produtos de boa qualidade (shampoo e cremes). Evitar o uso de tratamentos qumicos agressivos como escova progressiva ou definitiva.

Usar produtos que tenham filtro solar toda vez que se expuser ao sol. Manter os cabelos o mais soltos possveis para evitar problemas com trao.

Com relao aos produtos tpicos antienvelhecimento, alm dos shampoos, de cremes com filtro solar e impermeabilizantes derivados dos silicones, podemos ter loes que estimulem a vascularizao do couro cabeludo e que a mantenham hidratada e com mais capacidade regenerativa.






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