Perspectivas Favorveis

Edicao Atual - Perspectivas Favorveis

Editorial

Enfim, 2007. Tão natural ao brasileiro, o otimismo – ou a disposição para começar o ano com o pé direito – dá o tom às primeiras semanas do ano, embaladas por muito calor e pelos preparativos para a folia.

Felizmente, mais do que a contagem regressiva para o carnaval, o ano começa com uma boa nova: o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), pacote de medidas anunciado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva.

“Diminuir diferenças entre pessoas e regiões”; “arrancar as travas e colocar o país num ritmo mais adequado as suas forças” foram algumas das frases usadas pelo presidente. A meta é crescer 5% ao ano, entre 2008 e 2010 – contra média de crescimento de 2% a 2,5% nas duas últimas décadas. O pacote – que prioriza os investimentos na infra-estrutura pública – não propõe mudanças quanto aos impostos e encargos, nem reforma trabalhista ou previdenciária. A esperada reforma tributária deverá tardar um pouco mais.

Contudo, vale observar de perto a iniciativa, que promete um forte incremento nas rodovias, hidrovias, ferrovias, além de projetos de investimento em portos, aeroportos, energia elétrica, gás e petróleo. Agora é esperar por empenho e trabalho, para que os objetivos propostos sejam atingidos. Sejamos, mais uma vez, otimistas.

Boas perspectivas também são esperadas por profissionais do setor cosmético, que fechou 2006 com ótimos resultados (leia Notícias da Abihpec). Em mais um Balanço Econômico, você confere as opiniões de empresários – acerca dos desafios e dos bons frutos colhidos em 2006 - e o que eles esperam para 2007.

Esta edição de Cosmetics & Toiletries (Brasil) também aborda o uso da água na indústria de cosméticos, os produtos antiidade, além de shampoos e condicionadores.

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Validação de Sistemas de Purificação de Água - A. P. Nunes Peixoto, V. Sakai Pereira, P. Lopes, PhD e G. Alécio de Oliveira, PhD Farmácia Industrial da Univ. Anhembi-Morumbi, São Paulo SP, Brasil

O objetivo deste trabalho foi demonstrar, para indústrias cosméticas e farmácias magistrais, como validar sistema para obtenção de água purificada garantindo qualidade do produto para o consumidor final.

El objectivo dese trabajo fué demuestrar la validación de sistema para obtención de agua purificada, garantizando calidad para el producto terminado fabricado por industria de cosmeticos e farmacias galénica.

The objective of this paper was to demonstrate how to validate a water system to obtain purified water that could guarantee the quality of final products manufactured by cosmetic industries and compound pharmacies.

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Elastômero de Silicone em Pó para Mascarar Rugas e Realçar o Sensorial da Pele - Ingrid Vervier e Bénédicte Courel Dow Corning Europe, Seneffe, Bélgica

Os autores descrevem um elastômero de silicone em pó, revestido com sílica, que pode ser incorporado em produtos cosméticos para o cuidado da pele e cosméticos pigmentados, para mascarar rugas e introduzir propriedades de controle de sebo, bem como para criar novas texturas e características sensoriais.

Los autores discriben un elastomero de silicone en polvo revestido con sílica que pude ser incorporado en productos cosméticos para el cuidado de la piel y cosméticos pigmentados, para mascarar arrugas y introducir propiedades de control del sebo, asin como para crear nuevas texturas y características sensoriales.

The authors describe a sílica-coated silicone elastomer powder that can be incorporated into skin care and color cosmetic applications for wrinkle-masking and sebum control properties, as well as to create novel textures and sensorial characteristics.

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Cultivo de Fibroblastos Humanos com DMAE - Fabiana Bocci Giannoccaro, Alfredo Gragnani Filho, Lydia Masako Ferreira Laboratório de Cultura de Células da Pele, Cirurgia Plástica, EPM - Universidade Federal de São Paulo UNIFESP, São Paulo SP, Brasil

Os autores reportam estudo para avaliar a proliferação de fibroblastos humanos cultivado, através da adição de DMAE ao meio de cultura
Los autores reportan estudio para evaluar la proliferación de fibroblastos humanos cultivados, por medio de la adición de DMAE al medio de cultura
The authors report research for evaluating the cultured human fibroblasts proliferation by adding DMAE to culture media

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Polímeros para Shampoos-condicionadores - Robert Y. Lochheade Lisa R. Huisinga School of Polymers & High Performance Materials University of Southern Mississippi, Hattiesburg, Miss, Estados Unidos

O mecanismo de deposição-diluição é o núcleo do moderno shampoo-condicionador. Aqui este está descrito juntamente com os novos desenvolvimentos em polímeros que realçam os benefícios e permitem condicionamento a partir de shampoos que não contêm um polímero catiônico.

El mecanismo de deposición-dilución es el núcleo del moderno champú-acondicionador. En este articulo, él esta descrito conjuntamente con los nuevos desarrollos en polímeros que acentúan los beneficios y permiten un acondicionamiento a partir de champúes que no contienen un polímero catiónico.

The dilution-deposition mechanism is the core of the modern conditioning shampoo. It is described here along with polymer inventions that enhance benefits and improve the clarity of conditioning shampoos, and enable conditioning from shampoos that do not contain cationic polymer.

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A vez da Qualidade por Friedrich Feuss e Maria Lia A. V. Cunha

Em Detrimento da Natureza

OS NASCIDOS APS 1950 VIRAM MAIS PESSOAS nascerem durante suas vidas que nos 4 milhes nascidos nos anos precedentes. Entre 1950 e 2000 a populao mundial aumentou de 2,5 para 6,1 bilhes. uma realidade que poucas pessoas se do conta, pois nos falta a viso de conjunto.

Este crescimento absurdo nos faz perguntar at que ponto a natureza tem capacidade de absorver tal interferncia. A taxa de crescimento completamente diferente comparando pases desenvolvidos e com os em desenvolvimento. Se em 1950 havia 0,8 bilhes de pessoas em pases desenvolvidos e 1,7 bilhes de pessoas em pases em desenvolvimento, estes nmeros em 2001 passam a 1,3 e de 5,9 bilhes, ou seja,
crescimento muito maior para a populao dos pases em desenvolvimento.

As preocupaes com o meio ambiente so muito recentes e muito mais concentradas nos pases desenvolvidos. Tradicionalmente, esses pases se preocupam mais com o equilbrio global de meio ambiente e da segurana.

Esse crescimento logartmico da populao tem dizimado as riquezas da natureza. Na mesma proporo cresceu a economia, que tambm se desenvolve em ritmo galopante. A capacidade de produo do meio ambiente est chegando ao limite, pois desde 1950 o consumo de gros triplicou, o consumo de frutos do mar quintuplicou, fazendo com que o limite sustentvel da pesca j esteja atingido. O consumo de gua, da carne e da lenha triplicou. O consumo de papel, a despeito dos computadores e dos registros eletrnicos, sextuplicou e o consumo de combustveis fsseis quadruplicou.

A pergunta onde chegaremos se as coisas continuarem dessa forma. O consumo de combustveis fsseis, a gerao de gs carbnico e a reduo das florestas trazem o aumento das temperaturas. Temperaturas recordes dos ltimos anos podem ter exterminado grande parte dos corais do Oceano ndico, que so a proteo da vida e a proteo das mars e tempestades. A Antrtida, em cerca de uma dcada perdeu uns 10.000 quilmetros quadrados de cobertura de gelo, que aliada a outras perdas de gelo podero aumentar significativamente o nvel do mar.

A outra preocupao com a gua. A gua no se perde, apenas muda de lugar. De toda a gua existente na terra, 97% est nos mares. Dos 3% de gua doce 99% esto em geleiras e em guas subterrneas. O 1% restante, apenas a metade est disponvel em rios e lagos. Da imensido de gua que conhecemos apenas parte nfima est disponvel para o uso humano, sem falar das guas poludas e sem condio de uso. Muitos dos pases superpopulosos j fazem uso nosustentvel da gua. Se imaginarmos que para a produo de uma tonelada de gros so necessrias mil toneladas de gua comeamos a nos preocupar com as conseqncias de sua falta. Algumas centenas de milhes de toneladas de gros so produzidas com o uso no-sustentvel da gua. Costumamos dizer: a natureza vai se vingar. A cobertura de florestas continua diminuindo uns 20 milhes de hectares por ano e uma das conseqncias a extino de 10% a 20% das espcies de pssaros, animais e peixes. O excesso de reas devastadas ou agrcolas e a falta de florestas ciliares nas margens dos rios fazem com que se percam dezenas de bilhes de toneladas de terras agriculturveis no Brasil, correspondentes a uma Sua por ano. Toda esta terra, rica em nutrientes, vai para os rios, onde provoca assoreamento e dificulta a navegao, como o vimos recentemente na seca em Manaus.

Em muitos pases desenvolvidos j h algumas aes no sentido do controle da agresso ao meio ambiente. Porm, em outros pases esta conscincia ainda est muito longe e exatamente l que est o grande crescimento populacional. Nos pases desenvolvidos a conscincia j no sentido de que devemos fazer o que tiver de ser feito, ao passo que nos pases em desenvolvimento o grau de conscincia ainda se situa no pensamento retrgrado: o meio ambiente no importante, o que importa produzir.

Enquanto esta mentalidade no for alterada, no haver salvao para a terra e a pergunta final a seguinte: como conscientizar toda uma populao, que constantemente bombardeada com propaganda de venda de produtos cada vez mais industrializados? um trabalho que deveria ser iniciado nas escolas, mas nos pases em desenvolvimento que a qualidade e a freqncia nas escolas a pior possvel.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

O Caos Areo

MUITO PROVAVELMENTE A AVIAO CIVIL brasileira no guardar boas recordaes dos ltimos meses de 2006, perodo no qual este setor enfrentou literalmente o caos.

Este caos foi resultado de uma operao padro de controladores de vos em Braslia categoria profissional que exerce atividade essencial e que, teoricamente, no permite paralisao - e que acabou afetando os principais aeroportos do pas, como os de So Paulo e do Rio de Janeiro, somada falta de habilidade por parte do governo em prever problemas iminentes e gerenciar crises.

Como conseqncia, diversos consumidores foram vtimas desta crise area e sofreram prejuzos de ordem moral e material.

Ao adquirir uma passagem area, o consumidor estabelece um contrato com a companhia rea, no qual esta deve cumprir e garantir a qualidade do servio oferecido e atingir a expectativa gerada a esse consumidor.

Sendo assim, qualquer prejuzo sofrido pelo consumidor em decorrncia do descumprimento parcial ou total do servio deve ser reparado por parte da empresa fornecedora.

Este caso especfico da crise area ultrapassou os limites da relao de consumo, tornando-se caso de segurana nacional, j que a Unio no providenciou medidas efetivas para evitar o problema e, conseqentemente, as companhias areas - ainda que estivessem preparadas para prestar o servio - tiveram seus vos impedidos pela Aeronutica qual os controladores de vo (militares e civis) esto subordinados. Em decorrncia desta crise e das situaes vivenciadas por diversos consumidores, que sofreram prejuzos, algumas recomendaes foram divulgadas pela Fundao Procon-SP, em casos de atraso ou cancelamento de vo, e valem a pena serem destacadas:

De acordo com o artigo 741, do Cdigo Civil: Interrompendo- se a viagem por qualquer motivo alheio vontade do transportador, ainda que em conseqncia de evento imprevisvel, fica ele obrigado a concluir o transporte contratado em outro veculo da mesma categoria, ou, com a anuncia do passageiro, por modalidade diferente, sua custa, correndo tambm por sua conta as despesas de estada e alimentao do usurio, durante a espera de novo transporte. Logo, as companhias areas tm a obrigao de dar plena assistncia (alimentao, hospedagem, conduo etc) aos passageiros, independentemente do tempo de atraso.

Nos casos de cancelamento de vo, o Cdigo Brasileiro de Aeronutica, em seu artigo 229, estabelece que O passageiro tem direito ao reembolso do valor j pago do bilhete se o transportador vier a cancelar a viagem.

O art. 6 inciso III do Cdigo de Defesa do Consumidor determina que direito bsico do consumidor receber informaes adequadas e claras sobre os diferentes produtos e servios, com especificao correta de quantidade, caractersticas, composio, qualidade e preo, bem como sobre os riscos que apresentem. Assim, havendo qualquer situao de espera, o passageiro deve procurar imediatamente a companhia area para que preste informaes sobre o vo.

fundamental guardar comprovantes que provem a espera. No prprio bilhete emitido no momento do check in consta o horrio e data, mas, este apenas indica o horrio em que o passageiro deve se apresentar no porto de embarque, que nos casos de atraso, no o mesmo horrio do embarque efetivo.

Nestes casos, dificilmente as empresas areas emitem um novo bilhete apontando o novo horrio. As que emitem, recolhem o bilhete antigo. Por isso, necessrio ficar atento e produzir provas do atraso.

Sendo assim, aps estar com o bilhete em mos, necessrio que o passageiro tenha um documento com o tempo de sua permanncia no aeroporto. Para tanto, recomenda- se guardar os tickets de compra em lanchonetes no aeroporto, recibo de txis, estacionamento etc.

Felizmente, no fechamento desta coluna, a situao do setor areo j havia sido normalizada. Espera-se que este caos no se repita no Carnaval...

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Embalagem na Perfumaria

NA MAIORIA DOS PRODUTOS COSMTICOS, a embalagem tem como funo proteger, armazenar, transportar, facilitar o uso, informar etc.

Existe uma famlia de produtos na qual a embalagem precisa ser muito mais que isso, precisa traduzir sonho, emoo, personalidade, desejo, bem estar. a famlia dos perfumes. Importado ou nacional, caro ou barato, forte ou fraco, masculino ou feminino, ningum fica sem o agradvel cheirinho dos perfumes.

Melhor ainda quando fruto de presente. Quem presenteia, ou mesmo quem compra para si, busca antes de tudo algo que tenha tima aparncia. Por isso, a grande importncia da embalagem nos produtos de perfumaria.

O perfume um tipo de cosmtico que na maioria das vezes, a embalagem, ou melhor, as embalagens tm custo maior do que o prprio lquido (produto).

O diferencial da qualidade e da apresentao se encontra no detalhe de cada um dos itens que compem o conjunto da embalagem. Frasco, vlvula, sobre-tampa, cartucho (caixinha), bero, protetor do frasco e lacre so os principais componentes de embalagem de um perfume.

Frasco - nele pode estar a grande diferena e o segundo motivo da compra (o primeiro a fragrncia) de um perfume.

Pode ser um frasco padro de mercado (de uso comum a vrias empresas) ou exclusivo, isto , feito sob encomenda para determinada e nica empresa.

Pode ser transparente, colorido, pintado ou foscado. A foscao, que deixa o frasco com aquela aparncia de geladinho, pode ser feita por jateamento, ou por ataque de cido. A diferena entre um e outro processo uma foscao mais lisa ou mais spera. De uma maneira ou de outra, a maior preocupao do fabricante de frascos nesse processo evitar que a foscao ocorra na parte interna. Existem no Brasil muitas opes de frascos foscados, mas o mesmo no acontece com coloridos, pois os fabricantes s vendem grandes quantidades, que diferencia dos perfumes importados, nos quais o uso de frascos coloridos muito comum.

Recurso usado pelas pequenas empresas sem cacife para comprar grandes quantidades de frascos coloridos - colorir o produto, cujo custo passa a ser infinitamente menor.

Cartucho - a caixinha que acomoda o frasco. tambm um forte apelo de compra. Pode ser de papel (carto), plstico, fosco, metalizado etc.

A quantidade de cores impressas num cartucho no representa diferena muito grande de custo possvel encomendar cartuchos em quantidades bem menores que os frascos coloridos.

Vlvula - tambm conhecida como bomba, componente fundamental para o uso de um perfume. Plstica, metalizada, incolor ou colorida, a vlvula, alm da importncia funcional, o complemento de beleza da embalagem de um perfume.

Sobre-tampa - metlica, plstica, em madeira ou Surlyn, como se fosse a cabea com um belo penteado num corpo bonito, representado pelo frasco.

Bero - componente quase despercebido pelo consumidor. a embalagem que fica dentro do cartucho e com a funo de proteger o frasco e evitando sua quebra no transporte. Pode ser de papel ou mesmo plstico.

Lacre tem a funo de garantir segurana, para que o consumidor no abra e experimente esse objeto do desejo dentro da loja. Para isso existem os frascos provadores, normalmente sem cartucho, bero e tampa.

Fita olfativa embora no faa parte do conjunto da embalagem de um perfume, a fita olfativa tambm considerada componente de embalagem. a tira normalmente de papel (carto) branco, necessariamente sem cheiro na qual o perfume borrifado para o consumidor sentir a fragrncia.

Com a fita, o perfume no demonstrado no brao ou no corpo do consumidor. Por essa descrio e diversidade de cada um dos itens da embalagem de um perfume, pode-se entender a grande variedade de preos desses produtos no mercado, alm de compreender a misso de cada um desses itens num produto que o sonho de consumo, principalmente, entre as mulheres.

Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

O Desempenho Econmico versus o Social

O CRESCIMENTO ECONMICO BRASILEIRO continua anmico, mas h uma parcela da populao para a qual a renda cresceu a taxas muito superiores s da economia. Ao contrrio dos anos 70 e at 80, quando o Brasil crescia ou se estagnava concentrando riqueza, os anos 2000 inauguraram um perodo de crescimento que vamos chamar aqui de pr-pobres.

Entre 2001 e 2004, a renda dos mais pobres cresceu a ritmo muito superior ao da renda per capita nacional, tendncia que se repetiu em 2005 e, provavelmente, nos prximos anos do atual governo, conforme aponta os dados do IBGE.

Os nmeros apontam que, apesar da economia claudicante, a populao de baixa renda se saiu melhor em relao ao todo. Entre 2001 e 2004 a taxa de crescimento da renda per capita pr-pobre (os de baixa renda), foi em mdia de 3,1% a.a. contra uma queda na renda per capita geral de 1,35% a.a.

Um exemplo que corrobora com o mencionado acima pode ser visto no mercado de telefonia celular. Apenas em 2004 foram vendidos cerca de 25 milhes de aparelhos, sendo 14 milhes para novos usurios.

A contradio entre o desempenho ruim do ponto de vista econmico e o bom desempenho do ponto de vista social perfeitamente explicado pelo constante destino de verbas do governo aos programas sociais implantado (Fome Zero, Bolsa Escola...), que de uma maneira ou outra aumentam a renda dos mais pobres. Ponto para o governo, pois isso indica que os gastos sociais tm sido importantes para a reduo das desigualdades.

Essa realidade nos mostra a queda na desigualdade de renda brasileira, j que o abismo que os separa dos mais ricos foi reduzido, porm ainda um abismo quando olhamos aspectos como a incluso digital, o acesso ao saneamento bsico, o sistema de sade e ensino e outros fatores de seguridade social. Em 2005 a renda dos mais pobres cresceu 8,5% contra 6% da renda mdia, e a previso para o binio 2006/2007 que continuemos experimentando melhor distribuio de renda entre as classes sociais.

No entanto vale lembrar que a economia ainda reflete a velha mxima o bolo precisa crescer para ser dividido (Delfim Netto). fato que a tendncia de uma economia crescente tende a uma concentrao de renda, a menos que o Estado aja de maneira a torn-lo mais justo. Vale lembrar que o Estado no Brasil muito mais representado pelo governo do que do povo, pois a participao deste ltimo na discusso dos assuntos macroeconmicos simplesmente nula.

Acredito tambm que diminuir a diferena na renda per capita apenas crescendo o poder de consumo das classes mais pobres no seja a nica sada para a soluo do problema. H necessidade do aumento de renda das classes mais ricas para que a gerao de emprego esteja assegurada a fim de garantir o giro de capital, pois do contrrio teremos uma involuo social. A promessa nesse sentido so o PAC e a reduo dos juros.

Como isso reflete no mercado cosmtico? No Brasil sempre que h mais dinheiro em mos h mais expectativa de consumo, diferente da cultura nipnica, que procura poupar. Sendo assim, a perspectiva do setor de um consumo maior nesse segmento. O crescimento de 12,3% no ano passado (faturamento ex-works, ainda estimativa) em relao a 2005 animador. O segmento tem a caracterstica de movimentar uma grande fora de trabalho feminina, principalmente no social que vem experimentando ganho na renda per capita.

Produtos voltados para essa classe tendero a ser o foco dos lanamentos, principalmente os itens com apelos de manuteno do bem-estar. Acredito numa enxurrada de propaganda sinalizando a elitizao de alguns produtos, com o intuito de fomentar o mercado, uma vez que os produtos cosmticos se prestam a mais do que apenas embelezar ou tratar, mas tambm a posicionar as pessoas na sociedade.

A participao da mulher no mercado de trabalho continuar alimentando dois grandes nichos: o de maquiagem e o infantil. Empresas fortes nestes segmentos devero continuar disputando a ateno das consumidoras com produtos que mostrem brilho, hidratao, corretivos faciais, enquanto para as crianas a suavidade e segurana devero ser as palavras de ordem.

Sem dvida ser um ano promissor em termos de taxa de crescimento.

Notcias da Abihpec por Joo Carlos Baslio da Silva

Conquistamos a Medalha de Bronze em 2006

COM COPA DO MUNDO E ELEIES, A SENSAO de que o ano passado foi mais curto. Mesmo assim, nosso setor encerrou 2006 cheio de motivos para comemorar: as projees apontam para o faturamento de R$ 17,3 bilhes no ano, 12,3% maior do que em 2005, e cerca de 1,4 milho de tonelada vendida, o que representa aumento de volume produzido de 7,6%.

Para dar conta dessa produo preciso gente e, de acordo com dados fornecidos por empresas do setor, que representam cerca de 60% do mercado, em 2006, os postos de trabalho diretos cresceram 5,8%, ndice superior ao crescimento do emprego na economia. A indstria da beleza um dos setores que mais usa mo-de-obra feminina e as oportunidades de trabalho se aproximam da casa dos trs milhes.

Sob o guarda-chuva da Abihpec, o setor tem se organizado cada vez mais, pois saber quantos somos, o que representamos e o quanto faturamos torna mais fcil discutir com as autoridades governamentais nossas reivindicaes. Tenho convico de que essa organizao a base para o crescimento significativo que vivemos h 11 anos. Hoje existem no Brasil 1.415 empresas atuando no setor, sendo que 15 so de grande porte, com faturamento lquido de impostos acima dos R$ 100 milhes.

Nas exportaes, mesmo com o cmbio desfavorvel, nossos produtos chegaram a 132 pases, e essas vendas apontam aumento de 20% em relao a 2005, aproximando- se dos US$ 500 milhes. Ou seja, em trs anos, dobramos o valor das vendas externas. Em 2006, o crescimento das exportaes superou a mdia internacional, o que indica que aumentamos nossa participao no mercado mundial. As importaes, tambm em alta, devem crescer 35%, chegando a US$ 285,4 milhes.

Em 2005, o Brasil consumiu cerca de US$ 13,8 bilhes (preo ao consumidor) em produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosmticos, segundo dados do instituto de pesquisa Euromonitor. Com isso, conquistamos o quarto lugar no pdio mundial e desbancamos mercados tradicionais, como Alemanha e Inglaterra. Como mantivemos o ritmo de crescimento, no ser surpresa figurar no terceiro lugar do ranking, superando a Frana.

Vrios fatores tm contribudo para esse excelente desempenho e, entre eles, podemos destacar a participao crescente da mulher no mercado de trabalho; o uso de tecnologia de ponta e o conseqente aumento da produtividade, o que favorece os preos praticados pelo setor; lanamentos constantes, atendendo cada vez mais s necessidades do mercado e o aumento da expectativa de vida do brasileiro, que cria a necessidade de conservar uma impresso de juventude.

Entre projetos e conquistas do ano passado, podemos citar o Itehpec, um instituto tecnolgico criado para aproximar a indstria de universidades e centros de pesquisas, a fim de estimular a inovao e aumentar a competitividade das empresas.

Para aprimorar nossa cadeia produtiva, firmamos parceria com Sebrae e ABDI (Agncia Brasileira de Desenvolvimento Industrial) a fim de oferecer suporte tcnico e administrativo s micro e pequenas empresas do setor. Com esse mesmo objetivo, lanamos o prmio de qualificao Abihpec/Innova Quality, em parceria com a Fundao Vanzolini. Em outubro, entregamos certificados de qualidade a 12 empresas fornecedoras do setor, que foram avaliadas por seus clientes.

Tambm ganhamos o prmio Destaque Ambiental, oferecido pela Cmara Brasil-Mxico pelo projetopiloto de coleta ps-consumo, D a Mo para o Futuro, implantado em quatro cidades de Santa Catarina.

Ao fazer o balano, 2006 foi um ano timo. Esperamos que 2007 seja muito melhor (vamos trabalhar por isso).

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Envelhecimento Cutneo e Filtros Solares

A PELE O NICO RGO DO CORPO HUMANO com dois tipos de envelhecimentos: o cronolgico (ou intrnseco) e o fotoenvelhecimento.

O primeiro regido pelo relgio biolgico, havendo mudanas genticas, qumicas e hormonais, e o segundo causado pela exposio cumulativa radiao solar.

O fotoenvelhecimento causa agresses mais intensas pele, pela diferena das reas cobertas e no cobertas da cutis.

Diferenas marcantes entre o envelhecimento intrnseco e o fotoenvelhecimento so coerentes com as alteraes bioqumicas e moleculares. No envelhecimento pela idade, a textura da pele lisa, homognea e suave, com atrofia da epiderme e derme, menor nmero de manchas e discreta formao de rugas. No fotoenvelhecimento, a superfcie da ctis spera, nodular, espessada, com inmeras manchas e rugas profundas bem demarcadas.

Histologicamente, atrofia e retificao da epiderme no envelhecimento cronolgico so constatadas com a acantose da pele actnica. Os queratincitos so normais na primeira e displsicos na pele fotoexposta. Os melancitos vo diminuindo conforme a idade, mas aumentam em nmero e distribuem irregularmente o pigmento na pele lesada pela UV. A pele envelhecida tem menor quantidade de elastina e colgeno e vascularizao normal. As fibras de colgeno tm maior desorganizao e as elsticas se transformam em massas amorfas (elastose), enquanto os vasos tm paredes duplicadas e infiltrado linfohistiocitrio ao seu redor, caracterizando a heliodermatite.

As radiaes UVA e UVB causam danos progressivos s vrias estruturas da pele como: queratincitos, melanctos, vasos, fibras, glndulas entre outras. So responsveis por cerca de 8090% do envelhecimento observado na pele. A agresso crnica e progressiva vai acumulando at se tornar perceptvel em forma manchas, rugas, flacidez e tambm cnceres de pele.

A proteo solar constitui importante medida para prevenir e tratar o envelhecimento cutneo. Substncias com ao de filtro solar, utilizados como ingredientes em produtos cosmticos, protegem a pele dos danos agudos como a queimadura, assim como dos crnicos como envelhecimento e cnceres de pele.

H controvrsias a respeito do mecanismo de absoro das substncias qumicas dos filtros solares pela pele. Recentemente circularam pela imprensa e internet informaes terroristas sobre a absoro de ativos do protetor solar.

Essas notcias afirmavam que filtros com proteo maior que 30 ao serem absorvidos produziam efeitos estrognicos em mulheres como: endometriose, cisto uterino, doena fibrocstica nos seios, predisposio ao cncer uterino, dor de cabea, tenso pr-menstrual, alteraes no ciclo menstrual.

J no caso dos homens poderia ocorrer a diminuio na quantidade de esperma, feminilizao, desenvolvimento dos seios, tamanho de pnis menor que o normal, maior incidncia de cncer testicular, bloqueio ou reduo de caractersticas do comportamento masculino no crebro fetal.

Tais notcias e informaes foram acompanhadas pela propaganda de novo princpio ativo para impedir a absoro qumica dos ativos existentes nos filtros solares.

Imediatamente, a comunidade cientfica se mobilizou e rgos como o comit cientifico para cosmticos e produtos alimentares do FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, se posicionou contra essas informaes sensacionalistas.

A comisso analisou detalhadamente os estudos, encontrando problemas metodolgicos bsicos e emitiu parecer formal concluindo esses ativos isentos de efeitos estrognicos com potencial de afetar a sade humana.

As metodologias utilizadas para a anlise de produtos devem ser padronizadas para evitar concluses informaes falsas ou sensacionalistas.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

gua e as BPFeC

DE AMPLO CONHECIMENTO QUE DE TODAS AS matrias-primas utilizadas na indstria cosmtica, a gua a mais importante. a mais importante no somente por sua participao majoritria em todas as composies, mas principalmente porque a nica sobre a qual a indstria atua para adequ-la a necessidades especficas. Muito se escreve e se publica sobre a facilidade com que a matria-prima gua est sujeita a riscos de contaminao e, conseqentemente, destes riscos serem transferidos para os produtos e processos nos quais utilizada. Mas raramente se discute a importncia efetiva dos cuidados com a gua desde o incio do projeto da indstria.

As dificuldades surgem j na escolha do local para a localizao fsica da planta, pois muitas vezes no so levados em conta parmetros de sazonalidade, perodos de estiagem, uso do solo anteriormente localizao da planta etc.

Outro parmetro no considerado o volume a ser consumido na totalidade considerando-se: reserva tcnica, consumo humano, consumo industrial, requisitos de higiene e limpeza e, finalmente, a quantidade de gua efetivamente a ser incorporada ao produto. Outra importante considerao referente ao processo de adequao da gua obtida s especificaes das formulaes.

Os inmeros processos disponveis para adequao da gua, muitas vezes confundem os menos experientes, pelo impacto tcnico e econmico que a escolha do processo acarreta.

Complementando essas consideraes iniciais, note que de crucial importncia conhecer previamente o consumo estimado de gua nos anos seguintes, pois a empresa com certeza expandir o seu volume de produo e o consumo de gua ir crescer na mesma proporo.

Feitas essas consideraes gostaria de focar pontos que na maioria dos casos so negligenciados no projeto da planta e impactam significativamente o processo de obteno e tratamento da gua.

O primeiro a ser considerado o local e a forma da captao, pois dependendo da localizao e da origem, exemplo gua de poo artesiano: a retirada de amostra e a segregao antes da incorporao ao estoque de gua bruta exigem equipamentos e espao.

Partindo deste ponto de vista, a localizao da instalao de tratamento tem importncia fundamental na preservao da qualidade da gua.

Muitas empresas investem capital em instalaes de tratamento sofisticadas, porm localizam as instalaes em rea que no atende aos requisitos de segurana tanto com operao e instalaes quanto com transporte e armazenagem da gua.

Desnecessrio ressaltar que a qualidade e as caractersticas do material empregado, como tubulaes, devem sempre possibilitar a limpeza e sanitizao constantes - o mesmo se aplica s bombas e aos demais equipamentos do sistema de tratamento.

A localizao deve possibilitar que tanto a operao do sistema de tratamento, incluindo a armazenagem da gua, quanto s operaes de limpeza, sanitizao e manuteno sejam realizadas com a maior segurana quanto contaminao.

O local deve ser segregado das demais reas e sempre que possvel protegido contra o acmulo de p, especialmente aquelas localizadas em ambiente sobre forros e coberturas, por necessidade de aproveitar os efeitos da gravidade no abastecimento da linha.

As aberturas do sistema para o ambiente, como entrada de solues de regenerao, devem ser preservadas para evitar que permaneam abertas aps a sua utilizao por esquecimento ou inabilidade do manipulador.

Para concluir: nenhuma gua melhor que a qualidade da instalao de tratamento na qual foi produzida.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Toxicologia e P&D de Ingredientes Cosmticos

MICHAEL A. GALO, EM TOXICOLOGY: THE basic science of poisons 2nd edition 1980, conceituou toxicologia como o estudo de efeitos adversos/ toxicidade ocasionados por substncias qumicas em organismos vivos. Apresentada de forma bastante simples, a toxicologia vem recebendo contribuies para o desenvolvimento de testes de toxicidade, na elucidao de mecanismos de ao pelos quais as substncias qumicas exercem seus efeitos e na proposio de atos regulatrios para o atendimento de rgos institucionais. A bem da verdade, conceitos e mais conceitos so apresentados, sem medo de exagero, diariamente.

Como os efeitos adversos/toxicidade acontecem? Imaginemos um tringulo, com lados extremamente flexveis, no qual cada um dos vrtices assume caractersticas prprias, respectivamente, o agente qumico, o sistema biolgico e o meio pelo qual se interagem, resultando num sistema integrado e dinmico, cuja manifestao, atravs de sinais e sintomas, representa a toxicidade/reao adversa do agente qumico que, independentemente da finalidade, deve ser rigorosamente avaliada.

Estudos de reatividade qumica (SAR), apresentados por volta dos anos 30 permitiram a Hammett, em 1960, a sua aplicao toxicologia utilizando-se combinao de algoritmos, incorporando-se dados relativos aos aspectos fsicos das estruturas moleculares, solubilidade, s caractersticas das membranas biolgicas e reatividade qumica (QSAR)

Alm da busca incessante de novas molculas ainda mantm-se praticamente intocvel (no se trata de preciosismo verbal) do outro lado da bancada da investigao cientfica, a rica flora brasileira, ainda muito pouco explorada pela comunidade cientfica e pelo setor produtivo.

Recente publicao destacou os estudos j realizados com 70 espcies botnicas empregadas na produo de produtos cosmticos, outra se referiu s espcies potencialmente perigosas. Mas a complexidade dos extratos e os bons resultados j conseguidos no desenvolvimento de novos produtos cosmticos tm motivado a comunidade cientfica e o setor produtivo, embora tnues, no desdobramento do conhecimento fsico-qumico dos mesmos, especialmente hoje quando os recursos analticos disponveis so altamente versteis, permitindo anlise qualitativa e quantitativa com preciso e alta sensibilidade. Mesmo com os recursos disponveis, prontos para a avaliao de segurana, o crescimento do uso de extratos botnicos tem evidenciado aumento de registro de incidncias de reaes adversas/toxicidade.

Em face de tantas implicaes toxicolgicas, certamente adicionadas quelas que viro ao longo do processo de desenvolvimento, o setor de pesquisa e desenvolvimento no deve, de forma alguma, postergar a avaliao toxicolgica etapa conclusiva, fato j destacado por Salminen WF (Int J of Cosm Scien 24:217-224, 2002), mas buscar informaes atravs da literatura especializada, banco de dados, rgos de regulamentao e, paralelamente, trabalhar com mdulos toxicolgicos previamente delineados a saber: ensaios pr-clinicos bsicos: toxicidade oral, toxicidade drmica, irritao cutnea primria, irritao ocular, sensibilizao e mutagnese.

O recente trabalho How Cosmetic Science can Contribute to the Improvement of Society publicado na International Federation of Societies of Cosmetic Chemist Magazine 9(4), 2006 pode, tambm, se constituir como pilastra de sustentao para o desenvolvimento da toxicologia aplicada a cosmticos, de forma integrada, de carter multiprofissional e disciplinar, reunindo na mesma sala de trabalho pesquisadores e setor produtivo. Certamente, ao lado dos intrincados mecanismos j conhecidos, no se pode deixar de lado uma anlise crtica dos resultados divulgados em recentes publicaes, as quais discutiram os aspectos psico-farmacolgicos dos cosmticos, conceitos em cosmetologia molecular, influncia dos cosmticos no estado emocional, sistemas autnomos e endocrinolgicos, alm daqueles envolvidos em reaes auto-imunes.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Proteo contra o Envelhecimento Capilar

COM A IDADE, OCORRE DIMINUIO DAS camadas de clulas da cutcula que enfraquece, se torna frgil e perde o brilho

O processo de envelhecimento ainda no est totalmente esclarecido. Especula-se que a teoria mais provvel seja aquela na qual o telmero (parte terminal do cromossomo) vai se encurtando, fazendo com que as clulas-filhas fiquem diferentes das clulas-mes.

Com os cabelos o que ocorre que estes vo se tornando mais frgeis, pois a queratina, a protena que d a dureza aos cabelos, perde as qualidades com a ao do tempo, do sol e das agresses dos produtos qumicos aplicados durante toda a vida.

A quantidade de fios tambm diminui. Ao nascer temos aproximadamente 600 fios por cm2 e se chegarmos aos 80 anos teremos aproximadamente 300 fios apenas na mesma rea!

Este um processo natural do envelhecimento.

Outra ddiva do envelhecimento so os fios brancos. Aparecem quando ocorre a apoptose (morte celular programada) do melancito, levando o cabelo a deixar de produzir melanina, protena que d cor - esse pigmento substitudo pelo ar. No incio, o fio branco fica mais grosso (por causa do ar). No entanto, como so mais frgeis e quebradios, aps a sada do ar, os cabelos brancos ficam mais finos que os coloridos.

A textura do fio tambm se altera. Fica mais spera especialmente por causa da perda da protena. Como brilho devido ao reflexo da luz, a limpeza do fio e a qualidade da haste dos cabelos podem alterar essa propriedade.

A cutcula, parte mais externa dos cabelos, formada por at oito camadas de clulas quando se jovem. medida que envelhecemos estas camadas diminuem, tornando a cutcula mais frgil. Cutcula no ntegra tem como conseqncia a falta de brilho.

Portando pode-se concluir que os cabelos realmente envelhecem e um tratamento pode retardar esse processo. E a os shampoos e condicionadores tm papel relevante.

Considerando que a funo do shampoo essencialmente limpar os fios e o couro cabeludo, acrescentando ativos adequados possvel prevenir o envelhecimento e minimizar os danos causados ao longo do tempo, devido a escovao, tratamentos etc.

Para evitar a deteriorao causada pelo sol, especialmente em pases tropicais como o Brasil, a adio de um filtro solar (quaternizado) formulao do shampoo e do condicionador uma boa medida.

Ativos que tenham a funo de recuperar a cutcula, como os silicones e derivados, podem ser adicionados aos condicionadores do tipo sem enxge e, nanoqueratina ou queratina vegetal (polmeros) nos produtos para recuperao de danos mecnicos.

Estimulantes da produo natural da queratina e estimulantes da velocidade de crescimento dos cabelos tambm podem ser acrescidos s frmulas dos produtos de limpeza.

Pigmentos adicionados aos shampoos (tonalizantes) - que lavam colorindo - tm a funo de neutralizar o efeito deletrio da cancie, mas infelizmente no se tem notcia de nenhum ativo capaz de reverter o processo de embranquecimento dos fios.

claro que no devemos esquecer os tratamentos coadjuvantes para recuperar os fios danificados que transcendem aos shampoos e aos condicionadores: so os banhos de leo, as hidrataes e as cauterizaes com os mais diversos produtos, todos com a perspectiva de devolver aos cabelos sua estrutura sadia e a aparncia jovem.






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