19 de Outubro de 2018

Desodorantes/Antiperspirantes

Edicao Atual - Desodorantes/Antiperspirantes

Editorial

O pior já passou?

Inflação em queda, redução da taxa básica de juros (Selic), e melhora dos índices de con ança de empresários e consumidores são as boas notícias que oferecem algum alento neste início de ano, após a forte recessão em 2016.

O ano terminou com o recorde de mais de 12 milhões de pessoas desempregadas e redução de 6,6% na produção industrial – pelo terceiro ano seguido. O PIB deve amargar contração de 3,5% em 2016. A primeira vez – desde o início da série história da IBGE, em 1948 - que o país registra recuo do PIB em dois anos seguidos.

Para este ano o cenário é de melhora. A projeção é de crescimento modesto, próximo de zero. A in ação deve se aproximar do centro da meta (4,5%) e os cortes maiores na taxa Selic devem criar um ambiente mais favorável para a retomada de investimentos.

No caminho rumo à recuperação, ainda temos pela frente a evolução da agenda de reformas proposta pelo governo Temer e os desdobramentos da Operação Lava-Jato – um fantasma que ronda o planalto. Além das incertezas quanto às próximas movimentações do governo de Donald Trump. Economistas acreditam que o pior da crise econômica já passou. Os desafios, no entanto, ainda serão muitos.

Esta edição de Cosmetics & Toiletries Brasil traz na seção Enfoque um panorama sobre as parcerias entre grandes empresas e startups. A união entre gigantes e idealizadores de projetos promissores cresce em vários segmentos, gera benefícios para ambos os lados e, está cada vez mais presente no setor cosmético. Como tradicionalmente fazemos no início de cada ano, esta edição apresenta o Balanço Econômico, reportagem que traz uma análise retrospectiva de 2016 e as expectativas para este ano. Em Persona, conheça a trajetória de Luciano Fagliari, fundador e CEO da Cosmotec.

Os artigos técnicos abordam os desodorantes antiperspirantes, uma nova forma de classi car os cabelos, os novos conceitos de regulações de cosméticos, o uso de óleo de canela como antimicrobiano em sabonetes líquidos e uma revisão sobre características dos filtros inorgânicos. Nesta edição iniciamos uma série sobre produtos infantis, em Fundamentos da Cosmetologia.

Boa leitura!

Hamilton dos Santos
Publisher

Desodorantes Antiperspirantes - Eric S. Abrutyn (TPC2 Advisors Ltd., Delray Beach, FL, EUA)

Neste artigo, o autor avalia a evolução dos ingredientes ativos antiperspirantes, seu mecanismo de ação, suas inovações e sua aplicação em produtos desodorantes disponíveis no mercado.

En este artículo, el autor analiza la evolución de los ingredientes activos antitranspirantes, el mecanismo de su acción, la innovación de ellos y sua aplicación en productos desodorantes diaponibles en el mercado.

In this article, the author evaluates the evolution of the actives antiperspirant ingredients, the mechanism of action, the innovations and their application in deodorant products available in the market.

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Como Classficar os Cabelos? - Trefor A. Evans, Ph.D. (TRI-Princeton, Princeton NJ, EUA)

Neste artigo, o autor avalia as características dos cabelos baseando-se no formato, no tamanho e na cor dos fios. Ele descreve formas de classificação dos cabelos fundamentando-se nessas características.

En este artículo, el autor evalúa las características del cabello a base en la forma, el tamaño y el color de las fibras. Describe las formas de clasificar el cabello basado en estas características.

In this article the author evaluates the characteristics of hair based on the shape, size and color of the fibers. Describes how to classify the hair, based on these characteristics.

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Novos Conceitos nas Regulações de Cosméticos - Robert Ross-Fichtner, Claire Robichaud, Layne LAbbe, Dayna Lozon (Focal Point Research Inc., Mississauga, ON, Canadá)

Neste artigo, os autores comparam as regras estabelecidas pelas regulações de cosméticos com o estágio atual de desenvolvimento da ciência cosmética.

En este artículo se comparan los reglamentos de cosméticos con el estado actual de desarrollo de la ciencia cosmética.

In this paper the authors compare the rules established by cosmetic regulations with the current stage of development of cosmetic science.

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Óleo de Canela como Antimicrobiano em Sabonetes Líquidos - Nayara Citelli Planche, Douglas Eduardo Rodrigues, Paula Cressoni Martini e Daniele Michelin Paganotte (Centro Universitário Hermínio Ometto-Uniararas, Araras SP, Brasil)

Os autores relatam o desenvolvimento e avaliação de sabonetes líquidos antimicrobianos, utilizando como princípio ativo o óleo volátil de canela, o digluconato de clorexidina e ambas sustâncias incorporadas à mesma formulação. Avaliou-se a atividade antimicrobiana das formulações.

Os autores describen el desarrollo y evaluación de los jabones líquidos antimicrobianos, utilizando como ingrediente activo el aceite volátil de la canela, el gluconato de clorhexidina y ambas sustancias incorporadas en la misma formulación. Se evaluó la actividad antimicrobiana de las formulaciones.

The authors report the development and evaluation of antimicrobial liquid soaps, using volatile cinnamon oil, chlorhexidine digluconate and both substances incorporated in the same formulation. The antimicrobial activity of the formulations was evaluated.

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Filtros Solares Inorgânicos - J Sales Barbosa, B Louchard de Oliveira, T Gonçalves Araújo (Departamento de Farmácia, Universidade Federal do Ceará - UFC, Fortaleza CE, Brasil)

Filtros inorgânicos apresentam muitas vantagens em relação aos orgânicos, como fotoestabilidade, ausência de irritabilidade e amplo espectro de proteção. Este artigo de revisão tem como objetivo avaliar as características que infl uenciam a eficácia dos filtros inorgânicos em protetores solares.

Filtros inorgánicos tienen muchas ventajas sobre los filtros orgánicos, cómo la fotoestabilidad, la falta de irritabilidad y el amplio espectro de protección. Este artículo de revisión tiene como objetivo evaluar las características que infl uyen en la efectividad de los filtros inorgánicos en los protectores solares.

Inorganic filters present some advantages over organic filters, such as photostability, non-irritability and broad spectrum protection. This review article focuses on the characteristics that influence the effectiveness of inorganic filters in sunscreens.

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Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

Bnus Demogrfico

O ponto de equilbrio na Taxa de Fecundidade para que uma populao continue crescendo no longo prazo 2,1, e o segundo, Taxa de Fecundidade Total (TFT) brasileira em 2015, 1,7.

Esta varivel nos aporta informaes importantes para os desenhos demogrfico nacional, econmico e das estratgias empresariais.

A TFT a proporo entre o nmero mdio de filhos que uma mulher teria ao terminar o perodo reprodutivo e a quantidade de mulheres no mesmo perodo (considerando como o perodo reprodutivo a faixa etria de 15 a 49 anos). L-se: 1,7
crianas por mulher. De acordo com os demgrafos, quando este valor est abaixo de 2,1 - considerado como o nvel de reposio -, significa que a populao em estudo tende a diminuir
no longo prazo.

O Brasil vem apresentando uma trajetria de diminuio na TFT. Em 1980, ela era de 4,4. Em 2000, ou seja, vinte anos depois, passou a 2,9. A estimativa em 2015 nos leva ao nmero do ttulo: 1,7 (abaixo do nvel de reposio). A projeo que a TFT continue decrescendo at o valor de 1,5 em 2035 e que, a partir da, se estabilize.

Apesar da TFT indicar desde 2005 a diminuio da populao (TFT: 2,09), em virtude da inrcia demogrfica causada pela expressiva quantidade de mulheres na faixa de 15 a 49 anos (52 milhes em 2005), e da baixa Taxa de Mortalidade Infantil (TMI de 22,18 por mil em 2005), a projeo que a populao continue a apresentar um crescimento em termos absolutos, porm ser cada vez menor em termos percentuais da Taxa de Crescimento Geomtrica (TCG) at 2043 - ano em que o crescimento dever ser nulo atingindo os 228,2 milhes de habitantes. A partir deste ano, a populao dever comear a cair. Em 2015, a TCG do pas foi de 0,9%.

Este um fenmeno normal, que ocorre com todas as naes. medida que os pases em desenvolvimento estruturam suas economias, o status demogrfico vai se alterando para uma configurao de reduo populacional. Os tericos dividem a transio demogrfica em cinco fases. A quarta fase, iniciada aps o aparecimento das primeiras consequncias da Revoluo Industrial, caracterizada por uma baixa TFT e uma baixa TMI, porm ainda com uma TCG positiva (encolhimento da populao com saldo populacional positivo). J a quinta fase caracteriza-se por uma TCG negativa (encolhimento da populao com saldo negativo). H dcadas, a maioria dos pases da Europa j se encontra nesta quarta fase (TCG Alemanha: 0,1%; Reino Unido: 0,6%; Frana: 0,5% - todos com TFT abaixo do nvel de reposio em 2015). Mas h aqueles que j se encontram na quinta fase (TCG Portugal: 0,5%; Espanha: 0,2%; Grcia: 0,4% - dados de 2015). A rapidez do decrscimo populacional nestes pases levemente freada pela onda de imigrao asitica e africana, que acaba deixando um saldo migratrio, embora pequeno, ainda positivo.

No entanto, o que chama a ateno dos demgrafos a
velocidade com que o Brasil chegou ao estgio que as naes europeias demoraram dois sculos para atingir. O Brasil j apresenta um comportamento diferente dos demais pases dos BRICS, que ainda apresentam uma TCG acima de 1,0 e uma TFT acima do nvel de reposio (exceto a Rssia, que j se encontra na quinta fase).

Como tudo isso nos influencia? Este cenrio para o qual nos encaminhamos conhecido no meio demogrfico como janela de oportunidade ou bnus demogrfico. Por qu? Existe um indicador chamado Relao de Dependncia, que nada mais que a razo entre a soma da populao idosa (acima de 65 anos ou mais) e da populao infantil (abaixo de 14 anos ou menos) pela populao juvenil/adulta (entre 15 e 65 anos). Quando esta relao de dependncia menor do que 50%, significa que o pas tem a possibilidade de ter uma grande quantidade de gente trabalhando e gerando impostos e uma menor quantidade de pessoas dependentes, sejam elas menores de idade (que exigem investimentos em educao) ou idosos (que exigem consumo de previdncia). Neste perodo, o pas forma uma poupana interna, que, se bem investida, dar suporte ao perodo que vem pela frente, chamado de inverno demogrfico, quando o envelhecimento da populao far a Relao de Dependncia voltar a ficar acima de 50% e os gastos e as polticas de governo se concentraro na populao idosa.

A nossa janela de oportunidades abriu-se em 2005 e deve se fechar em 2045. Portanto, ainda estamos no perodo do Bnus Demogrfico, porm j se foi cerca de um quarto deste perodo. A questo saber como esta poupana gerada administrada pelo governo, lembrando que esta janela s se abre uma nica vez para cada nao, evento que no se repetir e que, se for desperdiado, desenhar uma catstrofe para a populao idosa a partir de 2045.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Perspectivas para 2017

Como tradicionalmente acontece, a chegada de um novo ano traz consigo a esperanas de melhorias na vida pessoal e na vida profissional, e de que sejam realizados os augrios de mais sade e muito dinheiro no bolso. E por que no desejar melhorias na Qualidade, j que esse assunto faz parte do nosso mtier?

Recorro a esse assunto para lembrar aos responsveis pelas empresas que, desde outubro de 2016, a RDC no 48/13 est em plena vigncia e, portanto, passvel de ser exigida pelos agentes fiscais da Vigilncia Sanitria.

No ano passado, houve uma busca muito intensa por informaes e formas de como cumprir o estabelecido por essa RDC. Mas para muitas das empresas que se empenharam na adequao faltavam condies bsica para a implantao, fato que frustrou suas tentativas.

Nos artigos que tenho escrito e nos cursos e palestras que tenho ministrado, alerto para a impossibilidade de implantar a RDC n 48/13 em uma indstria que no esteja adequada plenamente s exigncias da portaria no 348/97. O cumprimento dessa portaria a condio bsica, o pr-requisito, para que as empresas suportem a implantao da RDC no 48/13.

Conceitualmente, a portaria aborda os aspectos fsicos das Boas Prticas de Fabricao e Controle enquanto a RDC aborda os aspectos da existncia do Sistema da Qualidade.

Quando a RDC no 48/13 foi publicada, uma particularidade foi ressaltada desde o incio: os quatro requisitos que deveriam ser cumpridos pelas empresas. Esses requisitos colocaram o setor cosmtico em polvorosa.

Relembro que no artigo 4 da RDC no 48/13 foi institudo o prazo mximo de trs anos para a concluso dos estudos de validao de processos. O pargrafo 1 estabeleceu o prazo de um ano para a empresa elaborar todos os protocolos e outros documentos necessrios para a validao de limpeza, metodologia analtica, sistemas informatizados e sistema de gua de processo que j estivessem instalados. As validaes dessas atividades so os quatro requisitos bsicos referidos anteriormente.

Quo fcil o cumprimento desses quatro requisitos? Depende da existncia de condies fsicas, recursos humanos e documentais que suportem as atividades de validao.

Essas atividades devem ser sempre precedidas pela qualificao dos equipamentos e dos demais utenslios que possam impactar na qualidade e na segurana dos produtos.

No que se refere s condies fsicas das instalaes, devo mencionar que h necessidade de um projeto adequado para a construo do edifcio e para a operao dos equipamentos. Alm disso, com relao s instalaes fsicas deve analisar os materiais empregados na construo, a capacidade efetiva em operao, os acessrios utilizados, a instrumentao necessria ao processo etc.

Quanto s condies humanas, devem ser consideradas a qualificao e a capacitao do pessoal efetivamente envolvido nos processos de validao. Neste ponto, gosto de ressaltar que a qualidade, em quaisquer de seus aspectos, resultado da ao de pessoas e, caso elas no renam condies de compreender e, como consequncia, de participar conscientemente dos processos, o objetivo dificilmente ser alcanado.

A existncia ou a elaborao da documentao necessria para comprovar que os processos de validao foram efetivamente realizados e avaliados em concordncia com o Plano Mestre de Validao outro requisito.

Entre as grandes dificuldades que as empresas encontram no processo de adequao RDC no 48/13, elaborar a documentao necessria para efetuar a validao uma das maiores. Se no existir um responsvel pelo controle dos documentos, a consequncia ser o desencontro de informaes, o que implicar na impossibilidade de comprovar a validao.

A experincia amarga para muitas das empresas que se propem a cumprir as obrigaes legais no Brasil sem o suporte de um especialista (interno ou externo). As regulaes tendem a ser um emaranhado de leis, decretos e regulamentos do qual o cidado comum mal sabe encontrar o fio da meada. O mesmo ocorre com a regulao sanitria, em especial no que se refere aos quesitos do artigo 4 da RDC no 48/13.

As empresas que ainda no conseguiram se adequar s exigncias da RDC n 48/13, hoje esto merc da boa vontade dos agentes fiscais.

Wallace Magalhes
Gesto em P&D por Wallace Magalhes

Conduta e postura de profissionais de P&D

Na edio passada, falamos sobre o perfil do profissional de P&D, mas somente preencher seus quesitos no ser suficiente para que se tenha uma carreira consolidada. Ser um profissional tecnicamente bem preparado no garante o sucesso de sua carreira. Existem regras gerais de conduta e postura - que valem para todas as profisses - e que precisam ser bem observadas no seu cotidiano. Uma verdade bvia, e que muitos ignoram, que no adiantar ter uma superestrutura se o capital humano no operar em condies satisfatrias. Assim, conversando com especialistas em RH e usando meus anos de experincia no setor, selecionei algumas destas regras para ajud-lo a ter uma carreira bem-sucedida.

preciso ser honesto no trabalho e leal para com a empresa e sua organizao. Mesmo em situaes extremas, o profissional deve ter este comportamento, porque ser fundamental para a sua carreira, independentemente da situao ou do momento vivido. Mesmo na hora de se desligar da empresa, a honestidade e a lealdade devem prevalecer.

indispensvel adotar uma postura de transparncia e integridade em todas as suas atividades. Isto ir influenciar positivamente todos com quem voc tiver contato. Voc ser mais respeitado, e suas colocaes sero consideradas com mais fora.

Trate respeitosamente todas as pessoas, independentemente do fato de serem seus superiores ou estarem sob sua responsabilidade e seu comando. Aja assim tambm com pessoas de outros setores e com visitantes. O tratamento deve ser corts e atencioso.

Procure executar o seu trabalho com discrio e no mais alto nvel de rendimento possvel. Se faltarem recursos, voc deve procurar obt-los, com firmeza e determinao.

Tenha conscincia de que voc ter acesso a informaes sigilosas e saiba conviver com isto. totalmente condenvel fazer uso deste conhecimento para qualquer finalidade que no seja o bem da empresa.

Esteja preparado para prestar contas aos seus superiores a qualquer momento. Isto exige que voc conhea todos os detalhes dos trabalhos que estiverem sob sua responsabilidade.

Tenha uma postura colaborativa e desprendida ao disponibilizar ou passar seus conhecimentos e experincias aos colegas. Esteja pronto e disposto a prestar ajuda a qualquer um que estiver com dificuldades, mesmo que de outros setores.

Pratique efetivamente o respeito pelo meio ambiente, privilegiando as solues que causam menos impactos ou o menor dano possvel.

Conhea os aspectos legais e regulatrios e empenhe-se para resolver questes que possam estar em aberto, mesmo que historicamente justificadas. Acreditar na impunidade baseando-se no histrico uma irresponsabilidade, e isto reduz em muito o valor de um profissional.

Esteja sempre comprometido com o seu aperfeioamento profissional e se esforce para manter-se atualizado. Isto significa que voc deve participar regularmente de congressos e seminrios, ler publicaes especializadas e estudar constantemente. preciso sistematizar procedimentos para que as informaes obtidas, principalmente em seminrios ou congressos, sejam revistas e organizadas de maneira a serem aproveitadas. Vejo muitos profissionais que participam destes eventos mas que, ao chegarem empresa, guardam o material sem fazer uma reviso. Isso faz com que eles acabem por perder muitas possibilidades, ideias e solues.

Procure conhecer e, se possvel, assimilar todas as inovaes tecnolgicas que estiverem disponveis, principalmente as especficas. A princpio, mais cmodo fazer do jeito que j feito, mas, com o passar do tempo, voc acaba se tornando ultrapassado, e o seu modo de trabalhar, obsoleto e desvalorizado.

Saiba que todos podem errar - inclusive voc. Se acontecer, esteja preparado para assumir as responsabilidades e corrigir o erro.

Tambm existem algumas situaes que devem ser evitadas a qualquer custo. Utilizar informao ou influncia para obter vantagem pessoal, ser indiferente s dificuldades de colegas, fazer colocaes ou publicaes indecorosas e promover ou participar de atos de difamao ou calnia so algumas destas situaes que precisam ser firmemente evitadas.

Especificamente no caso do profissional de P&D, talvez
o mais importante seja ter a conscincia de que os cosmticos afetam a sade de quem os consome. Ento, ao realizar um novo desenvolvimento, importante lembrar que no simplesmente um material que se deseja obter, mas um produto que melhore efetivamente a vida das pessoas. No poupe esforos.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Embalagens airless

Em tempos de crise, devemos questionar mesmo o inquestionvel.

O nosso setor vive de lanamentos e sobrevive exaltando o bem-estar, a autoestima, a beleza, a seduo. Porm, sejamos ps no cho: tudo isso s vale se o produto der lucro, se conseguirmos pagar as nossas contas, o que, convenhamos, ultimamente para poucos.

Sempre quando falamos de maquiagem j vem cabea a dificuldade de se conseguir uma embalagem de qualidade com preo competitivo e que no seja em quantidades mnimas proibitivas. Descobriu-se, ento, o mundo das embalagens importadas, que, por sua vez, jogam uma p de cal nos fornecedores nacionais, que, diga-se de passagem, realmente deixam muito a desejar em termos de qualidade.

Descobre-se o maravilhoso mundo das embalagens chinesas, e j no mais demrito usar no seu produto bem conceituado no mercado brasileiro uma embalagem chinesa, pois diferentemente da fama dos produtos paraguaios, na China tambm existem fornecedores com qualidade europeia. E para fechar e afugentar o problema, nascem vrias empresas no Brasil que importam, fazem estoque local e vendem essas embalagens standard para quem quiser, em quantidades compatveis com o tamanho dessas empresas e, obviamente, dos seus bolsos.

Com a crise batendo forte porta - alis, isso me faz lembrar uma famosa e antiga propaganda de inverno das Casas Pernambucanas -, o mercado brasileiro comea a repensar essas importaes e, mesmo no querendo, volta a procurar as embalagens nacionais. Isso porque, com o dlar nas alturas, j no so mais competitivas as embalagens importadas, exceto para grandes quantidades e obviamente para as potncias em termos de maquiagem, o que, diga-se de passagem, so novas empresas e com volumes de venda que deixam qualquer tradicional empresa de maquiagem nacional muito preocupada.

Em resumo, nota-se nos ltimos meses uma procura maior pela embalagem de maquiagem nacional. Isso basicamente porque se negocia olhando no olho do dono, o que torna o negcio como um todo muito mais p no cho, que exatamente o que deve ser feito em tempos de crise.

Todo esse prembulo foi para dizer que, a exemplo das embalagens de maquiagem, hora de repensar todas as embalagens. E a preocupao maior o custo.

sabido que, na composio do produto, a embalagem contribui com grande parte do custo. Ento, se estamos falando em reduo de custo, a embalagem o foco principal.

Por falar em reduo de custos - e uma coisa tem a ver com a outra -, para quem trabalha com vendas no varejo, o que mais se ouve falar em reposicionamento de preos, e lgico que o reposicionamento para baixo e para acompanhar a concorrncia. Isso porque o consumidor j no se sente mais atrado por kits, presentinhos etc. O que ele quer mesmo pagar mais barato.

Na contramo da histria e puxando o coro das embalagens importadas e caras, est a famosa embalagem airless. Isso virou uma febre no mercado brasileiro, a ponto de j existir at bisnaga airless. Mas o que uma embalagem airless? Como o prprio nome diz (e trazendo para o portugus), uma embalagem na qual o produto no tem contato com o ar, sem ar. Nessas embalagens, o acionamento de vlvula para puxar o produto funciona como um mbolo de seringa. Cada vez que a vlvula acionada, o fundo vem junto, no ficando espao para o ar dentro da embalagem. Obviamente, essas embalagens so para produtos no pastosos, pois no tm pescante, que aquele canudo acoplado na vlvula que puxa o produto. Nesse caso no precisa.

O que precisa ser questionado antes de qualquer coisa : por que voc usa uma embalagem airless? Seu produto precisa? O seu sistema de envase garante que o seu produto no tem ou no teve contato com o ar antes?

Na verdade, essas embalagens s deveriam ser usadas em produtos que realmente precisam dessa condio, por exemplo quando a formulao contm vitamina C no encapsulada na forma de cido ascrbico, que extremamente oxidvel. Mas a beleza e a praticidade dessa embalagem fizeram com que ficasse para um segundo plano a real funo da embalagem airless.

No estou aqui criticando essa embalagem, pois tambm sou usurio dela na minha empresa, o que quero alertar as empresas que esto pagando muito mais caro quando poderiam estar usando uma embalagem parecida (no airless) mais barata e repassando esse preo menor para o preo final do seu produto, tornando-o mais competitivo, que o que o mercado vem fazendo, como citei acima.

J existe no Brasil uma empresa fabricando essa mesma embalagem, porm com pescante.

Artur Joo Gradim
Assuntos Regulatrios por Artur Joo Gradim

Ser verdade?

Em um ano com perspectivas otimistas magras, uma mudana (a ser confirmada) poder afetar nosso setor, causando um problemo para a maioria das empresas importadoras. Se isso acontecer, as consequncias vo atingir tambm as empresas nacionais que desenvolvem produtos no exterior e as que importam produtos terminados para comercializao no pas. A causa de tudo isso a meno, na rotulagem, do nome da empresa titular do produto.

O assunto pblico. Entretanto, poucos tm conhecimento dessa mudana e no se manifestaram a respeito do seu impacto ou simplesmente a aceitaram sem fazer comentrios.

A questo a nova exigncia sobre a rotulagem dos produtos importados. Um ofcio datado de 14 de novembro de 2016, da Gerncia de Controle Sanitrio de Produtos, Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GCPAF), da Anvisa, endereado Associao Brasileira de Empresas de Comrcio Exterior (Abece), situada no Rio de Janeiro RJ, informa que, por meio de acordo entre as reas tcnicas da Anvisa e da Receita Federal, no intuito de harmonizar o entendimento sobre a informao de importador que deve constar na rotulagem, nos casos de importao terceirizada, estabelece nova instruo a ser aplicada na rotulagem de todos os produtos sujeitos vigilncia sanitria, inclusive os do setor de HPPC. De acordo com essa instruo, doravante, sempre que o importador tiver uma operao de importao terceirizada, dever constar esta frase no rtulo: Importado por (empresa terceira/trading) em nome da (empresa titular do registro na Anvisa). O procedimento anterior no exigia a meno no rtulo da empresa terceira/trading, bastando mencionar o nome do titular do registro na Anvisa (importador).

De acordo com o ofcio, a GCPAF j teria repassado essa instruo aos postos de fiscalizao da Anvisa, em portos, aeroportos e fronteiras, de forma a harmonizar com a atuao na anlise dos processos de importao. Essa instruo colide com o estabelecido na RDC no 7/15, Anexo III, referente aos requisitos para rotulagem.

Conforme est definido na RDC n 7/15, para a Anvisa, o importador a empresa titular do registro do produto importado e isso tem que constar em sua rotulagem. De acordo com essa nova instruo, o responsvel pela operao mercantil da importao (trading) teria tambm o seu nome colocado no rtulo. Entretanto, a trading no tem nenhum vnculo com a Anvisa nem com o produto.

Certamente no houve discusso sobre essa mudana entre a Anvisa e as entidades representativas do setor. Tampouco a mudana foi considerada um assunto relevante a ponto de ser includa na agenda regulatria ou nas reunies abertas com a presidncia da Anvisa. Se essa mudana se confirmar, seu impacto ser muito grande. Por outro lado, no h instrues completas sobre a sua execuo nem prazo para sua implementao e nada foi publicado.

O que acontecer com os produtos que esto a caminho? E com os que esto sendo produzidos? Nesse caso, ser necessrio alterar o texto da rotulagem existente? Ou bastar grudar uma etiqueta sobre o rtulo? Deve-se levar em conta que, nas prximas importaes, essa mudana vai aumentar o custo de produtos deferidos pela Anvisa e deix-los todos remendados.

Considerando que o ofcio de novembro do ano passado, as empresas tradings j esto solicitando s empresas titulares que adequem suas rotulagens para evitar problemas de fiscalizao na entrada de produtos importados no pas... Tudo isso, fora o prejuzo em dar destino aos produtos j industrializados que esto aguardando embarque.

Deve-se considerar que muitas empresas brasileiras fabricam produtos no exterior e que muitas delas j o fazem usando o texto das rotulagens em portugus, inclusive o texto legal. Diferentemente daqueles produtos globais em que, em geral, grudada uma etiqueta de papel com a meno do nome do importador e com os dados do produto. No final, quando o consumidor abre e descarta a embalagem, essa importante informao vai para o lixo. Mais uma vez, caso seja con rmada essa mudana, a meu ver, a Anvisa, por meio de sua nova diretoria colegiada, deveria se manifestar contraria s instrues contidas no ofcio. A Anvisa deveria se posicionar contra essas instrues, no mnimo, por serem inadequadas quanto sua aplicao conforme o contedo do ofcio e por no disporem de bases amplas na regulao em vigor para que sejam aplicadas.

Ser que tambm teremos de colocar, no rtulo do produto, o endereo da trading, seu CNPJ etc.? Daqui a pouco, no vai sobrar espao para se falar do produto. De que adianta, para o consumidor, a empresa pr mais esse dado no rtulo? J no basta colocar essas informaes na declarao de importao que passa pela Anvisa e pela Receita Federal?

Finalizando, fica uma dvida: Cada vez que uma empresa muda de trading (responsvel pela operao mercantil), h necessidade de modificar toda a rotulagem novamente?

Espero que o bom senso perdido seja encontrado, que as empresas e os consumidores no sejam penalizados mais uma vez, agora com essa barbrie. difcil acreditar, mas, como tudo, quase tudo possvel.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Importncia da barba

O que a Bblia diz sobre deixar a barba crescer? Deveria um cristo na sociedade de hoje realmente deixar a barba crescer, ou um pecado ter barba? Uma barba precisa ser salva? Voc est vivendo em pecado se voc raspar, ou voc vai perder a sua salvao? E as igrejas que franzem a testa para pessoas com barbas ou com pelos faciais? Estas so questes interessantes para se discutir e, felizmente, a Bblia tem algum material para servir de base para este estudo, tanto no Novo quanto no Velho Testamento.

Na sociedade de hoje, as diferenas entre a aparncia de homens e mulheres esto cada vez menores. Hoje em dia, comum ver mulheres que se parecem com homens no jeito de se vestir, nos maneirismos e nos estilos de cabelo. Da mesma forma, alguns homens usam maquiagem e se vestem e agem de maneiras anteriormente conhecidas exclusivamente como femininas. Existem at estmulos fiscais disponveis para aqueles que procuram cirurgias de mudana de gnero, e h uma liberdade cada vez maior para aqueles que preferem no definir seu gnero. Parece que a sociedade est cada vez mais flexvel em relao s diferenas entre homens e mulheres.

Existem alguns cultos e religies que, apesar de no proibirem, no estimulam e at desencorajam seus fiis homens a deixar os pelos faciais crescerem. De onde vm essas crenas? Seria a Bblia uma fonte de inspirao para estas condutas?

Para comear, as barbas no tm nada a ver com a salvao. Deixar a barba crescer no salvar sua alma. Da mesma forma, barbear-se no far voc perder a sua salvao.

Mas a Bblia no diz que devemos deixar a barba aparente?

Nem todos os homens podem ter uma barba cheia. Alguns simplesmente no podem ter barbas cheias devido sua gentica natural (alguns mesmo sem pelos faciais!).

Apesar de acreditar que Deus est muito mais preocupado com o interior do que com o exterior, a Bblia tem muitos conselhos sobre as aparncias externas tambm.

Muitos homens crentes no tm barba (por escolha). Alm disso, vale a pena mencionar que alguns homens no podem manter a barba devido a suas ocupaes (como trabalhar com alimentos, produtos qumicos etc.).

A maioria dos homens citados na Bblia tinha barba, at mesmo Jesus. Embora as barbas no sejam necessrias para a salvao, interessante notar que quase todos os homens mencionados na Bblia tinham barba.

Ao seguirmos estritamente as palavras de Deus, percebemos que as barbas so uma bno para os homens. Alguns estudiosos da Bblia asseguram que, embora no seja necessrio, deixar a barba crescer pode, em certo sentido, dar honra a um Deus que criou o homem com essa habilidade. A Bblia menciona muitos homens piedosos que tinham barba: primeiro, Aaro, irmo de Moiss, definitivamente tinha barba:

como o precioso ungento sobre a cabea, que corria sobre a barba, at a barba de Aaro, que desceu at as faldas de suas vestes (Salmo 133: 2)

Ezequiel tambm usava uma barba, como vemos nesta passagem em que Deus o faz raspar parte de seu cabelo e da barba, como um gesto simblico que mostra a vergonha que logo vir sobre Jerusalm. Raspar a cabea ou a barba de um homem nestes tempos teria causado humilhao severa, e Deus usou esta ilustrao por seu profeta Ezequiel para refletir a vergonha iminente que Jerusalm logo sentiria pelas mos de seus inimigos (os babilnios):
Agora, filho do homem, pegue uma espada afiada e use-a como uma lmina de barbeiro para raspar sua cabea e sua barba. Em seguida, toma um conjunto de pentes e divida o cabelo. (Ezequiel 5: 1)

Jos, filho de Jac, tambm usava barba, como vemos na passagem abaixo. Ele deveria ser apresentado ao Fara, e era costume egpcio ser limpo-barbeado:

O Fara mandou chamar Jos imediatamente, e ele logo foi trazido da priso. Depois que ele raspou e mudou suas roupas, ele entrou e ficou diante do Fara. (Gnesis 41:14)

Esdras, depois de saber que os israelitas haviam quebrado o estrito mandamento de Deus de no se casar com as mulheres circunvizinhas, rasgou suas vestes e barba com horror total de seu pecado: E, ouvindo isto, rasguei a minha veste e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabea e da minha barba, e fiquei assombrado. (Esdras 9: 3)

Por ltimo, mas certamente no menos importante, as escrituras nos mostram que o prprio Jesus tinha uma barba. A seguinte passagem uma profecia do livro de Isaas e retrata o futuro Messias (Jesus) como um servo sofredor. Esta profecia foi cumprida literalmente quando Cristo ficou na frente de seus escarnecedores antes que ele fosse crucificado:

Eu dei as minhas costas aos que atacam, e as minhas bochechas aos que puxam a minha barba; Eu no escondi o meu rosto da desgraa e do cuspe.(Isaas 50: 6)

Como vimos, no de hoje que deixar a barba crescer vai e vem na moda!

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