19 de Outubro de 2018

Pet Care

Edicao Atual - Pet Care

Editorial

Desafios à vista

A desaceleração da atividade econômica, o atual cenário infl acionário e a retração dos negócios na indústria compõem um cenário complexo para o próximo ano. Sabemos que a economia brasileira precisa voltar a crescer, que é necessário recuperar a confi ança do empresariado e aumentar os níveis de investimentos, e que é fundamental controlar a inflação. Em face dessa desafiadora equação e à espera das medidas de ajuste que poderão ser adotadas pelo governo, o momento é de expectativa.

Não há como ignorar os sinais de que virão tempos provavelmente difíceis pela frente. Em alguns setores, contudo, o receio ante ao que está por vir tem como contrapontos bons índices de crescimento e números favoráveis. Matéria publicada no portal da revista Veja, em outubro deste ano, destaca que o setor cosmético, apesar do panorama econômico e dos prognósticos desanimadores, segue “blindado” contra tais adversidades.

A reportagem menciona a expectativa de crescimento de 11,8% para o setor em 2014, o que signifi ca faturamento de R$ 42,6 bilhões (segundo dados da Abihpec).

Esta edição de Cosmetics & Toiletries Brasil traz, na matéria de capa, um panorama do segmento de pet care. O mercado voltado ao cuidado de animais de estimação cresceu vigorosamente nos últimos anos. Atualmente, oferece uma ampla gama de produtos e serviços para a higiene e o embelezamento dos pets, com foco na saúde e no bem-estar dos bichinhos. A seção “Persona” apresenta a trajetória de Maria Valéria Robles Velasco, que soma mais de 20 anos de carreira acadêmica na Universidade de São Paulo – a maior parte desse período dedicada à área de cosmetologia. Em “Panorama”, confi ra o potencial produtivo do Centro-Oeste brasileiro, região que vem apostando na diversifi cação da indústria.

Nesta edição, os artigos apresentam: uma revisão sobre terapias terciárias para retardar o envelhecimento cutâneo, ativos antienvelhecimento e pele sensível; o desenvolvimento de sabonetes líquidos contendo óleo de copaíba e própolis, para o controle da acne; e um relatório sobre a obtenção de esqualano a partir da cana-de-açúcar.

Boa leitura!

 

Hamilton dos Santos
Publisher

Envelhecimento Cutâneo: Terapias Terciárias - T Andreani e AM Silva (Centro de Investigação e Tecnologia Agroambientais e Biológicas (Citab-Utad), Vila Real, Portugal); JM Santos e JF Fangueiro (Universidade Fernando Pessoa (FCS-UFP), Porto, Portugal); MCT Truiti (Universidade Estadual do Maringá, Paraná, Brasil); e EB Souto (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal)

O recurso de utilizar terapias terciárias no combate ao envelhecimento cutâneo tem crescido exponencialmente, sendo uma alternativa às tradicionais formulações dermocosméticas. Este artigo visa fornecer informações sobre diferentes técnicas utilizadas na medicina estética e em dermatologia, de forma a obter um aspecto melhor dos sinais de envelhecimento intrínseco.

El uso de terapias terciarias contra la piel anti-envejecimiento ha crecido exponencialmente, como una alternativa a las formulaciones tradicionales dermocosméticas. En este artículo se proporciona información acerca de las diferentes técnicas que se utilizan en la medicina estética y en dermatología, con el fin de obtener un aspecto mejorado de los signos del envejecimiento intrínseco.

The use of tertiary therapies against anti-aging skin has grown exponentially, as an alternative to traditional dermocosmetic formulations. This article provides information on the different techniques used in aesthetic medicine and in dermatology, in order to obtain an improved aspect of the signs of intrinsic aging.

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Ativos Antienvelhecimento - Art Georgalas (Georgalas Endeavors LLC, Warwick, NY, EUA)

Neste artigo, o autor analisa os bem conhecidos ingredientes naturais e os ativos idênticos aos naturais utilizados em formulações antienvelhecimento, além de introduzir alguns ativos derivados de materiais botânicos.

En este artículo, el autor comenta con respecto a los conocidos activos naturales y idénticos a los naturales contra el envejecimiento cuidado de la piel, además de introducir algunos otros activos derivados botánicos.

In this article, the author reviews well-known natural and nature-identical anti-aging skin care actives, besides to introduce some other botanically derived actives.

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Estresse Oxidativo e sua Relação com Peles Sensíveis - Valéria Maria Di Mambro, Márcio Lorencini (Grupo Boticário, São José dos Pinhais PR, Brasil)

Algumas das causas da pele sensível são o dano na função de barreira do estrato córneo e a presença de inflamação. Esses fatores podem ter relação com o estresse oxidativo da pele, causado pela presença de radicais livres e que pode levar à exacerbação dos sintomas da pele sensível.

Una de las causas del piel sensibles son el daño na función de barrera de la capa córnea y la presencia de inflamación. Estos factores pueden hacer la conexión con el estrés oxidativo de la piel causada por la presencia de radicales libres, y que puede conducir a la exacerbación de los síntomas de piel sensible.

Some of the causes for sensitive skin are the damage in stratum corneum barrier function and the inflammation presence. These factors may make connection with the oxidative stress of the skin caused by the presence of free radicals and which may lead to exacerbation of the sensitive skin symptoms.

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Sabonete com Óleo de Copaíba e Própolis para Controle da Acne - L A Luchesi e R Bortolon Grassi de Carli (União de Ensino do Sudoeste do Paraná (Unisep), Dois Vizinhos PR, Brasil)

Formulações de sabonete líquido contendo óleo de copaíba e extrato hidroalcoólico de própolis, em diferentes concentrações, foram desenvolvidas para o controle da P. acnes. Avaliações da atividade antimicrobiana in vitro mostraram resultados satisfatórios na inibição do patógeno.

Formulaciones de jabones líquidos contienendo aceite de copaiba y extracto hidroalcohólico de propóleos en diferentes concentraciones fueron desarrolladas, la evaluación de la actividad antimicrobiana in vitro, muestraron resultados satisfactorios en la inhibición del patógeno.

Acne is an infl ammatory disease triggered mainly by the proliferation of Propionibacterium acnes. Being developed liquid soaps containing copaiba oil and hydroalcoholic extract of propolis in different concentrations, evaluating the antimicrobial activity in vitro against P. will acnes, by disk agar diffusion, obtaining satisfactory results in inhibition of the pathogen.

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Esqualano a Partir da Cana-de-Açúcar Brasileira - Derek McPhee, Armelle Pin, Lance Kizer, Loren Perelman (Amyris Inc., Emeryville, CA, EUA); e João Paulo Passador Rossi (Amyris Brasil, Campinas SP, Brasil)

O esqualano, emoliente com propriedades hidratantes e sensorial único, é um ingrediente cosmético altamente valorizado pelos formuladores. Este artigo descreve um processo produtivo inovador, com base em uma plataforma de biotecnologia, a partir de uma fonte renovável: a cana-de-açúcar.

El escualano, emolientes con propiedades humectantes y tacto único, es un ingrediente cosmético muy apreciado por los formuladores de cosméticos. Este artículo describe un nuevo proceso de fabricación basado en la biotecnología, partiendo de un material renovable y sustentable, la caña de azúcar.

Squalane, high quality emollient due to its exceptional moisturizing properties and unique feel, is a highly valued cosmetic ingredient. This article describes how a novel biotechnology-based manufacturing process now provides access to this product from sugarcane.

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John Jimenez
Tendncias por John Jimenez

Petmetics

Everybodys best friend. Os animais de estimao so parte importante de nossas vidas. Gatos e cachorros so vistos como membros da famlia, so queridos e mimados. Isso pode ser comprovado ao observarmos o constante crescimento da categoria Pet Care em muitos pases. Hoje em dia, mais pessoas tm animais de estimao e, portanto, so maiores os gastos com manuteno, comida e produtos bsicos como os de higiene, alm de produtos de linhas premium e inovadores.

De acordo com a American Pet Product Association (APPA), os americanos gastaram no segmento US$ 47,7 bilhes s em 2010, e o mercado est projetado em US$ 75 bilhes para 2017, considerando que o nmero estimado de famlias que possuem animais de estimao tem aumentado 4% a cada ano.

Diversos estudos demonstram que ter animais de estimao um hbito saudvel. Um cachorro ou gato sempre ser um companheiro carinhoso que ajudar a reduzir o estresse e a presso arterial. Por essa e outras razes, as pessoas gastam mais dinheiro com seus animais de estimao mesmo em perodos de crise! Este mercado mostra tendncias muito interessantes, como veremos a seguir.

Pet--porter: As tatuagens so a nova moda canina e felina que invade as ruas. As pessoas querem que seus animais de estimao se destaquem quando saem de casa e que sejam o centro das atraes.

Home spa: Sabonetes de luxo, produtos de aromaterapia para relaxar e estimular, leos essenciais, shampoos especiais, condicionadores que realam o brilho dos pelos, fragrncias finas, tnicos antiamarelamento para pelos brancos, produtos para o cuidado dos ouvidos, enxaguadores bucais, maquiagem capilar e mechas de cabelo, entre outros, comeam a ser lanados com conceitos mais tecnolgicos e divertidos.

Pawdicure: Unhas artsticas para cachorros. Polish pens (esmaltes em forma de canetinha), em diversas cores e texturas e com secagem rpida, continuam sendo tendncia para os desenhos em unhas. Os cachorros aproveitam agora sesses com manicure no salo de beleza. a consolidao de uma nova moda para o estilo canino. H muitos blogs em que as pessoas postam fotos dos novos desenhos e compartilham ideias.

Petorganics: Alimentos naturais, como cenoura, guloseimas com certificaes orgnicas feitas com ingredientes como farinha de aveia orgnica, doces feitos com frutas orgnicas e molhos tambm orgnicos.

Pet slimming classes: Recentes relatrios indicam que a taxa de obesidade nos animais de estimao chegou a nveis recordes e uma das maiores preocupaes dos donos. J vemos no mercado aulas para reduzir o peso dos animais de estimao. Os doggy gyms so as academias para cachorros, que comeam a se tornar comuns em muitas cidades.

Doga (Dog Yoga): Por meio da meditao, de massagens suaves e de alongamentos, busca-se uma maior harmonia. Acupuntura canina e msica tambm fazem parte das prticas que pretendem melhorar o estilo de vida do animal. No Doga, os cachorros e seus donos funcionam como uma unidade.

Paw-tisserie: Em cidades como Nova York, h padarias com produtos recm-sados do forno para mimar os animais de estimao.

Hospedagens caninas: Marcas de hotelaria cinco estrelas tm oferecido seus servios aos animais de estimao: camas ortopdicas, jardins adaptados para eles, cardpio especial preparado por um chef e produtos cosmticos relaxantes com fragrncias que tranquilizam e eliminam o estresse do animal.

Barkday parties: Festas de aniversrio para cachorros. Tambm esto na moda os dog-friendly bars, que so bares aos quais se pode levar cachorro.

Pet-centric make-up: Animais de estimao com maquiagem excntrica que acompanham os famosos em festas temticas.

Pet training apps: Novos aplicativos para celular que facilitam o treinamento dirio e, alm disso, do instrues sobre primeiros socorros.

Pet-scriptions plans: Creches com servio porta a porta, produtos de SPA com servio em domiclio, clubes para treinamento dirio, cabeleireiro e manicure em casa. Cada vez mais clubes e instituies oferecem servios personalizados para os animais de estimao.

Petmetics = Pet + Cosmetics. Pet fashion se consolida como uma divertida forma de mimar e cuidar dos nossos amigos peludos. Os animais de estimao tm necessidades em certos casos similares s humanas. A cincia cosmtica tambm orienta seus esforos para o cuidado animal e, portanto, h muitas oportunidades de inovao nessa categoria.

Wallace Magalhes
Gesto em P&D por Wallace Magalhes

Cadastro tcnico

O cadastro tcnico certamente o elemento no humano mais importante do P&D e de Assuntos Regulatrios. Porm, ele no tem recebido a devida ateno em um grande nmero de indstrias brasileiras de cosmticos - nem por parte dos gestores, nem dos tcnicos. Isto preocupante porque no cadastro tcnico que o trabalho de desenvolvimento e regularizao se inicia, acontece e finaliza. Tudo deve estar criteriosamente registrado ali. necessrio que ele tenha um padro especfico e que o acesso ao seu contedo, sua manuteno e a aplicao de suas informaes sejam adequadamente protegidos. No s uma obrigao regulatria, mas tambm uma convenincia tecnolgica e econmica, porque fundamenta todo o processo produtivo, abrangendo produo e qualidade.

No nosso caso, podemos definir cadastro tcnico como o conjunto de informaes referentes a um determinado assunto, insumo ou produto. composto por:

1. Mtodos de Anlise
2. Protocolos de Testes de Estabilidade
3. Protocolos de Testes de Segurana e Eficcia
4. Testes e Resultados
5. Cadastro de Fornecedores
6. Cadastro de Ingredientes
7. Cadastro de Formulaes
8. Cadastro de Embalagens
9. Cadastro de Produtos Acabados
10. Dossi de Produto
11. Processo de Notificao e Registro de Produtos
12. Cadastro de Cosmetovigilncia

Mtodos de Anlise: so as tcnicas utilizadas para detalhar e verificar a especificao de insumos, formulaes e produtos, incluindo as amostras submetidas a testes de estabilidade, segurana e eficcia. Um mtodo ruim gera especificaes e verificaes inconsistentes, que podem causar erros e defeitos. Estes, por sua vez, podem at comprometer os resultados da empresa.

O documento que instrui um mtodo de anlise deve conter identificao, edio, aprovao, reviso, referncia bibliogrfica, materiais, procedimentos e forma de expressar resultado - tudo em um formulrio com modelo padronizado. Todos os documentos que tenho visto contemplam estes tpicos, porm alguns fatos tm chamado minha ateno. Na maioria dos casos, falta fazer a complementao do contedo com a teoria que fundamenta o mtodo. Ela importante para a avaliao crtica e a aplicao correta do mtodo.

Em avaliaes organolticas, tenho visto que os documentos so muito resumidos e que sua realizao , normalmente, feita de maneira pouco protocolar (para no dizer relaxada). Na avaliao do aspecto visual de um material, a preparao da amostra deve estar bem instruda, com definio de recipiente, quantidade, ngulo de observao, fundo e tipo de iluminao. Todas estas variveis devem ser tratadas para que o resultado seja consistente. No caso de uma soluo transparente, por exemplo, uma turvao discreta somente poder ser observada se o ngulo de viso tiver a profundidade adequada.

Na avaliao de cheiro - que normalmente feita comparando- se amostra e padro -, necessrio padronizar tambm algumas variveis. A primeira varivel o espao vazio deixado nos frascos do padro e da amostra. Em tese, quanto menor for esse espao, menor ser a variao. A segunda lembrar que a amostra deve ser acondicionada preferencialmente em um frasco similar ao do padro. Ao avaliar amostras como perfumes ou essncias, h de se considerar a exploso do cheiro originado na amostra e no padro logo que os frascos so abertos. adequado avaliar tambm em momentos distintos.

Tenho sentido falta, ainda, do uso de recursos que aprimorem a capacidade das avaliaes organolticas. Recentemente, acompanhando o desenvolvimento de um shampoo opaco formulado com bases prontas, ocorreu uma separao de fases na amostra da estufa. Na avaliao do aspecto da amostra mantida em temperatura ambiente, o resultado estava registrado como adequado. Ento, pedi para aplicar uma pequena quantidade do produto sobre uma lmina de vidro, deixando que escorresse para formar uma fina camada. Em seguida, avaliamos a poro escorrida com auxlio de uma lupa, sob boa iluminao e contra a luz natural da janela. Foi possvel observar muitos grumos, tanto na amostra do ambiente como na da estufa. A mesma coisa foi feita com o produto usado como referncia. Observamos que neste, de estabilidade adequada, os slidos dispersos tinham tamanho regular e estavam finamente dispersos. Conclumos que deveramos ajustar o processo de preparao at que fosse obtido o mesmo padro de disperso do produto referncia. Assim, o problema de estabilidade foi resolvido.

Nas prximas edies, trataremos dos demais componentes do cadastro tcnico.

Artur Joo Gradim
Assuntos Regulatrios por Artur Joo Gradim

Pedidos para o Natal

No imaginrio de cada um ainda h algumas recordaes de uma fase ldica incrvel de nossas vidas, quando falar ou escrever nossos desejos ao simptico Papai Noel nos dava a certeza de alcanar o que havamos pedido, no dia de Natal.

Final de ano assim tambm para os adultos, mesmo no ntimo daqueles que aparentemente se mostram cticos. sabido que eles tambm elevam seus pensamentos com o desejo de algo melhor para o novo ciclo que est por chegar.

Assim, e buscando integrar-me ao momento, escrevi esta coluna de uma forma pouco usual para este momento crtico, a qual, no entanto reflete meu anseio e o de muitos, para no dizer de todos.

Trs foram os pedidos endereados ao Bom Velhinho:

- Primeiro, pedi que ele intercedesse de forma enrgica na Diretoria Colegiada (Dicol), da Anvisa, para que, nas reunies de novembro e dezembro, finalizasse os detalhes j acordados quanto s alteraes na RDC n 4/14. Esses detalhes se referem adoo de um novo procedimento para o peticionamento de produtos de Grau 2, sob um regime simplificado e praticvel. Como tambm no que se refere s pendncias represadas oriundas de peties de incluso e modificao em produtos, pois a agncia nos deixou falando sozinhos desde o colapso do novo sistema eletrnico.

Eu disse, na missiva ao Bom Velhinho que, se ele no conseguisse viabilizar esses meus pedidos, seria prejudicado por no ter produtos para presentear, enquanto por aqui continuaramos com um saco cheio de problemas insolveis.

- O segundo pedido eu fiz em decorrncia dos reflexos das alteraes a serem realizadas na RDC n 4/14, e de sua consequente irradiao na RDC n 222/06 relativa aos preos pblicos (taxas) cobradas pela Anvisa para os servios prestados. Solicitei que o valor que venha a ser cobrado para as notificaes seja palatvel. Lembrei a Papai Noel que considerasse que mais de 70% (setenta por cento) de todos os produtos comercializados no mercado brasileiro pertencem ao Grau 2 e mais de 90% (noventa por cento) das 2.500 empresas produtoras existentes nesse segmento so micro e pequenas, e disse a ele que, por esses motivos, solicitava sua interveno. Chantageei o velhinho de novo, afirmando que, com essas taxas, ele gastaria mais dinheiro para comprar os presentes, pois os produtos fi cariam mais caros tambm.

- Meu terceiro e ltimo pedido, c para ns, achei que era o mais fcil de ele realizar. Solicitei apenas ao Bom Velhinho que comparecesse reunio aberta da Dicol e pedisse a esta para suspender de imediato a Consulta Pblica n 69/14, referente insero, na rotulagem dos produtos, dos dados da composio qumica dos produtos em portugus, com base na ao civil pblica que est sendo movida pelo Ministrio Pblico e em fase de julgamento em instncias judiciais.

Esclareci a Papai Noel que se tratava de uma proposta conceitualmente absurda e invivel, independentemente da ampliao do prazo a ser concedido para atualizar a bibliografia referenciada (o Index ABC, desatualizado h 5 anos) e para inscrever os ingredientes de uso em produtos de HPPC na Denominao Comum Brasileira (DCB), que hoje contempla menos de 3% dos ingredientes usados no nosso segmento. E disse a ele para no esquecer que essa medida no pode atingir os ingredientes botnicos. Por conveno internacional, os produtos de origem vegetal jamais podero estar descritos corretamente no vernculo, uma vez que, desde 1952, o latim utilizado para referenciar ingredientes de origem botnica. Isso vale para todas as reas, inclusive as de medicamentos, alimentos, entre outras. O ICBN, sigla em ingls para o Cdigo Internacional de Nomenclatura Botnica (o chamado Cdigo de Estocolmo), por protocolo da comunidade cientfica, desde os tempos de Linn (1753), escrito em latim, ordenado por gnero e espcie, entre outras particularidades, a exemplo da forma usada para a grafia, em itlico.

Pois ... Ser que, alm do Ministrio Pblico e da Anvisa, outros segmentos da sociedade com menor conhecimento sobre essa matria, como os consumidores, vo entender que parte da composio estar em portugus e parte em latim?

Ser que isso ser mais esclarecedor que o INCI, ou s ocupar um espao... que no est disponvel no rtulo de nossos produtos?

Espero que o Bom Velhinho entenda e atenda esses singelos pedidos. Prezado Papai Noel, no fique chateado com meus pleitos. Estou no aguardo das agradveis notcias, que certamente viro como sempre chegaram naquele passado longnquo.

Feliz Natal a todos e um Ano Novo repleto de coisas boas!

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Pelos e anexos em animais de estimao

A pele do ser humano tem trs camadas: a epiderme (mais externa), a derme (intermediria) e a hipoderme, tambm chamada de adiposa, por conta das clulas de gordura, que so a grande maioria neste local.

J nos ces a pele consiste em duas camadas de base: a epiderme (externa) e a derme (interna). A epiderme dos ces no to espessa como a dos seres humanos. Sua pelagem tem a mesma funo de proteo da epiderme humana, que mais espessa. A derme contm vasos sanguneos, glndulas e folculos pilosos, a partir dos quais o cabelo cresce atravs da epiderme.

No homem, a derme e a epiderme esto ligadas por papilas (cumes), que proporcionam flexibilidade pele. O co tem poucos cumes, exceto sobre a pele grossa de seu nariz e as almofadas dos ps. Obviamente, um co possui muito mais folculos pilosos que o homem, o que ajuda a fundir as duas camadas.

Quase todos os ces (exceto algumas raas peladas) so cobertos por uma camada espessa, feita de uma massa de cabelos individuais, sendo que cada um cresce a partir de um folculo. Na base do folculo, uma pequena papila produz queratina - a protena fundamental do fio. Os fios crescem a partir de complexos de folculos de vrios pelos, incluindo um primrio, ou o cabelo guarda, pertencente ao revestimento exterior, mais grosso, e vrios pelos secundrios que constituem o sub-pelo, mais macio. A maioria dos folculos tm um pequeno msculo ligado a ele. Por causa do ngulo agudo deste msculo, sua contrao faz com que o pelo do cachorro fique arrepiado. As glndulas sebceas so geralmente ligadas a um folculo e so responsveis pela oleosidade do pelo do co. Elas produzem sebo, uma secreo que reveste o pelo para evitar o excesso de molhagem ou de secagem e protege o co contra as mudanas de temperatura.

Alguns pelos sensveis no corpo do co tm folculos mais profundos, com um aumento de nervos e suprimento de sangue. So os seguintes: cilia (clios), tragi (pelos da orelha externa) e vibrissae (bigodes e focinho).

Assim como no cabelo dos seres humanos, o pelo dos ces cresce o tempo todo, e a maioria deles perde pelos. Como nos homens, o ciclo bsico de crescimento do cabelo dividido em trs fases: angena, catgena e telgena.

Angena a fase ativa de crescimento do pelo. Uma vez que um fio atingiu o seu comprimento ideal, ele para de crescer. O cabelo ainda est ligado papila - a fase catgena. Eventualmente, ela se contrai, soltando o fio antes que comece a crescer um novo pelo. Esta a fase telgena, em que o fio muitas vezes empurrado para fora por aquele que est nascendo. Estas fases de crescimento ocorrem em vrias partes do corpo e em momentos diferentes. Por isso, o corpo parece estar sempre coberto de pelos.

Como pudemos observar, o que essencialmente difere pelos e cabelos a quantidade. Podemos usar shampoos e condicionadores formulados com as mesmas bases feitas para humanos, lembrando que o nvel de detergncia tem de ser adequado espcie e sua idade. Um outro quesito importante o odor. prefervel evitar a adio de perfumes a estes produtos, pois o olfato dos nossos pequenos amigos muito mais apurado que o nosso, e isso pode se tornar um grande problema para eles.

Tambm preciso ter sempre um cuidado especial no aparo e nos penteados dos pequenos animais. As vibrissas no devem ser cortadas, a no ser que estejam causando algum mal, pois elas ajudam no equilbrio, e as garras devem ser lixadas com parcimnia, para que no deixem de exercer funes como a de defesa.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Envelhecimento cutneo

O processo de envelhecimento do organismo est relacionado a diversos fatores, tais como perda da capacidade funcional e de reserva, mudana da resposta celular aos estmulos, perda da capacidade de reparao e predisposio do organismo doena. As clulas humanas tm capacidade finita de reproduo, entrando, ento, no processo de senescncia. A idade paralela senescncia celular e tem o mesmo controle gentico. Existem excees, como as clulas germinativas, stem cells (totipotentes) e as clulas cancerosas, que se reproduzem sem parar, influenciadas por mecanismos ainda desconhecidos.

O telmero a poro terminal do cromossomo eucaritico e o protege da degradao. Com o avano da idade, o telmero torna-se mais curto em todas as clulas, com exceo das germinativas e cancerosas. Estas tm maior quantidade de telomerase, que uma transcriptase reversa, com capacidade de replicar o telmero. A telomerase se expressa nas clulas germinativas e cancerosas, evitando o desaparecimento do telmero e, consequentemente, o desgaste e a senescncia das clulas. A oxidao ocorre constantemente no organismo humano, causando danos principalmente no DNA celular. Ela aumenta com a idade e nas clulas senescentes. Quanto mais oxidao, menor o grau de reparao, maior o nmero de mutaes, maior a deteriorao celular e maior a formao de tumores.

Com o envelhecimento do organismo, h uma queda na produo dos hormnios de uma maneira geral. Ocorrem a andropausa, com a diminuio dos andrgenos, a menopausa, com menor quantidade de estrgenos, e tambm a chamada somatopausa, com o rebaixamento do nvel do hormnio do crescimento. Este produzido durante o sono, pela glndula pituitria, em grande quantidade na puberdade. Sua diminuio provoca a perda de massa magra e o aumento do depsito de gordura. Homens com mais de 60 anos, quando tratados com o hormnio do crescimento, ganharam massa muscular, perderam o excesso de gordura e tambm conseguiram melhorar o tnus da pele. A reposio do hormnio do crescimento vem sendo cogitada em situaes especficas.

O envelhecimento cutneo pode ser classificado como envelhecimento intrnseco ou fotoenvelhecimento. O primeiro corresponde ao envelhecimento natural dos rgos e o segundo, mais intenso e evidente, decorrente dos danos ocasionados pela radiao ultravioleta. O envelhecimento causado pela idade mais suave, lento e gradual, provocando danos estticos mais discretos. J o fotoenvelhecimento mais danoso e agressivo superfcie cutnea, sendo responsvel por modificaes como rugas, engrossamento da pele, manchas e cncer de pele. O fotoenvelhecimento no a intensificao do envelhecimento cronolgico. Suas caractersticas so muito diferentes das que marcam o envelhecimento comum. Sendo assim, a pele vai apresentar caractersticas distintas em reas expostas e no expostas. Alm disso, o sol passa a ser o principal fator que desencadeia o fotoenvelhecimento.

Existem diferenas marcantes entre o envelhecimento intrnseco e o fotoenvelhecimento, que so coerentes com as alteraes bioqumicas e moleculares. No envelhecimento pela idade, a textura da pele lisa, homognea e suave, com atrofia da epiderme e da derme, menor nmero de manchas e discreta formao de rugas. No fotoenvelhecimento, a superfcie da ctis spera, nodular e espessada e contm inmeras manchas, alm de rugas profundas e demarcadas.

Histologicamente, a atrofia e a retificao da epiderme no envelhecimento cronolgico contrastam com a acantose da pele actnica. Os queratincitos so normais na primeira e displsicos na pele exposta luz. Os melancitos esto diminudos conforme a idade, mas aumentam em nmero e distribuem irregularmente o pigmento na pele lesada pela luz ultravioleta. A pele envelhecida tem menor quantidade de elastina e colgeno e vascularizao hormonal. Na pele actnica aparece a zona de Grenz (faixa eosinoflica cicatricial). As fibras de colgeno tm maior desorganizao e as elsticas transformam-se em massas amorfas (elastose), enquanto os vasos tm parede duplicada e infiltrado linfo-histiocitrio ao seu redor, caracterizando a heliodermatite.

Por fim, enfatizamos a importncia do estudo e conhecimento do envelhecimento cutneo, para podermos oferecer sempre o melhor aos nossos pacientes.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Embalagens para produtos hidroalcolicos

Essa ltima edio do ano da revista tem como um dos temas de destaque os produtos hidroalcolicos. Suas frmulas tm como principais matrias-primas a gua desmineralizada e o lcool etlico, que pode ser originrio da cana-de-acar, de cereais ou de algum outro vegetal. Dentre os produtos, podemos citar desodorantes ou loes ps-barba, mas o principal deles a colnia.

Para essa linha de produtos, as embalagens envolvidas so o frasco (normalmente de vidro), a vlvula, a sobretampa, o bero, o cartucho, o rtulo/gravao e, na maioria das vezes, o celofane, usado para envolver o cartucho e proporcionar um acabamento fino ao produto, a exemplo dos importados.

O vidro na verdade o grande diferencial. Quando entramos em uma perfumaria que vende marcas importadas, nos damos conta do quanto estamos atrasados nesse quesito. A diversidade e a beleza do design dos frascos nos deixa de boca aberta, principalmente quando comparamos com o que temos por aqui. Esse vidro pode ser flint (transparente), foscado, que deixa aquela aparncia de geladinho, ou colorido. Nesse ltimo caso, a cor pode cobrir todo o vidro ou formar um dgrad, saindo de um tom mais escuro para um mais claro ou vice-versa.

O frasco pode ter um formato padro de mercado, isto , seus fabricantes desenvolvem, produzem e vendem para qualquer cliente, ou pode ser um frasco exclusivo para uma determinada marca. Os dizeres de rotulagem, obrigatrios nas embalagens primrias, podem ser feitos por meio de gravao sobre o vidro (geralmente silkscreen) ou no prprio rtulo (sempre enriquecido com hot stamping), recursos disponveis no Brasil em diversas opes.

Com relao s vlvulas, existem duas opes: as vlvulas de recrave e as de rosca, dependendo do tipo de terminao da boca do frasco. As vlvulas de rosca geralmente so feitas de material plstico. Podem ser brancas, translcidas ou de diversas outras cores, que deixam esse componente da embalagem com um visual nico. Tambm podem ser acrescidos detalhes de metal - normalmente alumnio nas cores prata ou ouro - para conferir uma maior sofisticao ao revestir atuadores e outras partes das vlvulas. As vlvulas de rosca utilizam as mesmas especificaes de dimetro e altura das tampas convencionais.

As vlvulas de recrave so confeccionadas em alumnio. Deve-se tomar bastante cuidado com o acoplamento, ou seja, o perfeito encaixe da terminao da boca do frasco no dimetro e na altura da saia de alumnio da vlvula. Erros nesse acoplamento, aliados a um recrave malfeito, resultam em vazamentos. Essas vlvulas tm boa disponibilidade no mercado brasileiro.

O acabamento do conjunto vlvula/frasco dado por uma sobretampa, que fica sobre a vlvula. Nesse caso, deve-se tambm ter cuidado para garantir o encaixe perfeito da sobretampa na vlvula, principalmente com relao proteo do boto acionador, evitando que este seja pressionado, por exemplo, no transporte, o que resultaria em um vazamento forado do produto. Temos opes de fabricantes de sobretampas no Brasil, mas, se quisermos algo diferenciado, ficamos nas mos de uma ou duas empresas ou ainda com a opo de importados, principalmente os asiticos.

Para completar as opes de embalagens, temos o cartucho, que chama a ateno e desperta a curiosidade do consumidor. Com essa embalagem, podemos viajar num mundo de cores, formatos, brilhos, relevos, etc. Isso o que de melhor temos no Brasil. Nossa indstria grfica uma das melhores do mundo, aliada criatividade dos nossos tcnicos e profissionais de marketing e design. Depois do frasco, o cartucho o item que mais se destaca pela beleza e atratividade. Para dar maior visibilidade e proteo ao produto, pode-se desenvolver um bero de carto ou at mesmo de micro-ondulado. O bero possibilita que o tamanho do cartucho seja aumentado, causando maior impacto no ponto de venda. E a segunda funo do bero, com certeza a proteo, j que o frasco normalmente de vidro.

Por fim, esse conjunto pode ser complementado por um filme plstico transparente, normalmente um celofane, que envolve a caixa como se fosse um papel de presente. Trata-se de um recurso de baixo custo e que enobrece o produto e, alm disso, h diversas opes de empresas para as quais o fabricante pode terceirizar esse trabalho, mesmo em pequenas quantidades.

Antes de finalizar, no podemos nos esquecer do produto provador, que pode ser a colnia original colocada no ponto de venda, porm sem sobretampa e cartucho. Tambm possvel experimentar as fragrncias com os velhos e conhecidos flaconetes, disponveis em vrios modelos no mercado brasileiro. Agora, nos resta a parte mais difcil e trabalhosa, que colocar esses produtos nas mos dos consumidores e fazer das vendas um sucesso!

Luis Antonio Paludetti
Manipulao Cosmtica por Luis Antonio Paludetti

Manipulao verde

Calma! No precisa se preocupar. O gigante verde dos quadrinhos e das telas no vai transmitir radiao gama e nem destruir a farmcia de ningum.

Na verdade, nesta ltima coluna do ano de 2014, vamos conversar um pouco sobre uma ideia bem interessante: a manipulao verde.

Quando, em 1981, vrios governos cedendo a presses da sociedade resolveram regulamentar condutas e procedimentos relativos ao meio ambiente, abriu-se uma porta para o surgimento de um novo tipo de consumidor: o consumidor verde.

Mais que isso, esse consumidor se firmou, levou e ainda est levando a sociedade a um novo tipo de conscincia, qual seja, a conscincia verde.

A partir desse movimento, algumas empresas e governos passaram a buscar novas formas de permanecer competitivas no mercado e perceberam que a gesto ambiental poderia ser uma forma de diferenciao.

Como o Dr. Banner, personagem humano que se transforma no gigante verde, a conscincia verde muito mais do que parece. Segundo Guimares e Schultz-Pereira(1), a conscincia verde pode ser vista como parte de um conjunto de aes voltadas preservao ambiental. A meu ver, essa prtica busca, principalmente, atender ao consumidor verde, algum que analisa um determinado produto antes de compr-lo, considerando quais sero os eventuais benefcios e malefcios que este trar, mesmo que indiretamente, ao meio ambiente.

Em 2005, Tavares e Irving(2) constataram que shampoos, sabonetes e perfumes, entre outros produtos, poderiam vir com um novo diferencial: o selo verde de qualidade. Para as empresas fabricantes destes produtos, surgia ento, uma nova estratgia de marketing, que poderia despertar o interesse do consumidor verde e o potencial consumidor ainda no cativado.

Eu acredito que, mais que uma estratgia de marketing, a atual conjuntura econmica brasileira e mundial exige de ns mudanas drsticas, tais como o racionamento de gua, o racionamento de energia e um olhar cauteloso para o perigo da escassez de recursos.

Segundo dados oficiais, apenas 8% dos municpios brasileiros praticam regularmente a reciclagem de lixo e apenas 10% do lixo brasileiro reciclado. Paradoxalmente, 75% das famlias separam o lixo reciclvel do no-reciclvel, mas no h coleta seletiva suficiente. A tudo isso tambm podemos somar a questo que diz respeito a como descartar corretamente medicamentos vencidos ou no utilizados.

Mas como as farmcias com manipulao podem tirar vantagem dessa situao? Em que podem colaborar para um planeta mais sustentvel e para uma melhor conscincia ambiental? Vejam algumas sugestes de iniciativas:

- As farmcias podem montar um ponto de recepo de medicamentos industrializados vencidos e no utilizados, descartando-os de maneira correta;

- As farmcias, por conta da natureza de sua atividade, preparam medicamentos na quantidade estritamente necessria, evitando sobras ou vencimentos. Isso por si s j seria muito importante;

- As farmcias podem adotar prticas de reduo do consumo de gua, energia e papel, alm de diminuir a reduo de resduos, otimizando seus sistemas internos;

- As farmcias podem montar centrais de reciclagem de embalagens de medicamentos, cujos potes, frascos ou bisnagas no deveriam ser reaproveitados para nenhuma finalidade;

- As farmcias podem utilizar exclusivamente matrias-primas de origem natural ou obtidas de fontes renovveis.

Mesmo que isso no seja possvel em todos os produtos, assumir algumas prticas verdes j traz um enorme benefcio sociedade.

- As farmcias podem reduzir drasticamente a quantidade de conservantes utilizados em medicamentos e cosmecuticos, e at mesmo elimin-los. Diferentemente do que acontece nas indstrias, os prazos de validade curtos permitem reduzir a concentrao de diversos adjuvantes.

Essas so apenas algumas entre as tantas iniciativas que poderiam ser adotadas pelas farmcias.

Que 2015 seja um ano de transformao de nossa conscincia e que as farmcias possam como segmento organizado que so contribuir para um pas melhor e um planeta mais limpo e sustentvel.

Referncias
(1). Pereira Schultz, J.C.; Guimares, R.D. Conscincia Verde: uma avaliao das prticas ambientais. Qualit@s Revista Eletrnica, Vol.8. No 1 (2009).
(2). Tavares, f; irving, m. A. O consumo verde no Brasil: uma investigao psicossocial erizomtica. Comum, Rio de Janeiro, v. 10, n. 24, p. 79-96, 2005

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