Cosmticos no Mundo Digital

Edicao Atual - Cosmticos no Mundo Digital

Editorial

Uma relação que promete

Sabemos que o panorama socioeconômico do Brasil vem passando por profundas transformações nos últimos anos. Nesse contexto, não é novidade destacar que a parcela de brasileiros pertencentes à classe C avança e aumenta vigorosamente seu poder de consumo. Entretanto, um dado especialmente interessante e que merece atenção é o crescimento da adesão desses brasileiros à internet como canal de compra, como apontam pesquisas recentes.

De acordo com o levantamento “O Observador 2012”, encomendado pela Cetelem BGN (empresa do grupo financeiro BNP Paribas) à Ipsos Public Affairs, a classe C incorporou mais de 2,7 milhões de pessoas, totalizando mais de 103 milhões em 2011. No período de 2005 a 2011, o número de pessoas pertencentes a essa classe passou de 34% para 54% da população. Some-se a esse contexto os dados de outro levantamento, feito pela e-bit, segundo o qual o setor de e-commerce no Brasil recebeu 9 milhões de novos consumidores no ano passado, sendo 61% destes pertencentes à classe C. O casamento entre a classe C e a internet pode, portanto, render bons frutos às marcas de segmentos variados.

Os caminhos digitais e as transformações que acarretam as relações entre marcas e consumidores constituem o foco da matéria de capa desta edição de Cosmetics & Toiletries Brasil. A reportagem destaca a integração proporcionada pelos meios digitais, o avanço das redes sociais e os investimentos da indústria em ferramentas de interatividade com o consumidor – que agora assume o papel de produtor e transmissor de conteúdos.

Os artigos técnicos abordam o controle do frizz, um diferencial em produtos para cabelo; a forma de calcular a penetração percutânea de ingredientes cosméticos; a fonoforese e a iontoforese como formas de permeação; e a reologia e a distribuição de tamanho de partículas nas emulsões cosméticas.

A seção “Persona” apresenta a trajetória de Antonio Celso da Silva, dono de uma carreira de sucesso construída em mais de 30 anos de atuação no mercado cosmético.

Boa leitura!

Hamilton dos Santos

Publisher

Controle de Frizz em Produtos para Cabelo - Eric S Abrutyn (TPC2 Advisors Ltd., Delray Beach, FL, EUA)

Produtos anti-frizz são indicados para evitar cabelos arrepiados, porém não devem deixar o cabelo esticado ou com cobertura que dá sensação de sujidade, resultando em brilho pouco natural ou tendência a absorver água. Neste artigo o autor revela as recentes patentes de ingredientes anti-frizz e desvenda a fórmula de produtos anti-frizz disponíveis no mercado.

Productos anti-frizz están indicados para previnir el pelo suelto, pero no deben dejar el lácio o com la cobertura que da la sensación de suciedad, lo que resulta en brillo poco natural o con tendencia a absorber agua. En este artículo, el autor revela las últimas patentes y los ingredientes anti-frizz presente en la formula de productos anti-frizz disponible en el mercado.

Anti-frizz products are indicated to prevent flyaway hair, but should not let the hair straightened or with coverage that gives feeling of dirt, resulting in unnatural brightness or able to absorb water. In this article the author reveals the latest patents ingredients and formula of anti-frizz products on the market.

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Predição da Penetração Percutânea de Ingredientes Cosméticos - Sara Farahmand, PhD (University of California School of Medicine, San Francisco, CA, EUA); Howard I. Maibach, MD (University of Cincinnati College of Pharmacy, Cincinnati, OH, EUA

Neste artigo, os autores descrevem o uso de dados in vivo em seres humanos para predizer a penetração de ingredientes cosméticos. Foram utilizadas 10 moléculas na tentativa de desenvolver um modelo matemático para a predição da concentração máxima de penetração.

En este artículo, los autores describen el uso de datos in vivo para predecir la penetración de ingredientes cosméticos. Foram utilizadas 10 moléculas en un intento de desarrollar un modelo matemático predictivo de la concentración máxima de penetración.

In this article, the authors describe the use of in vivo data in humans to predict the penetration of cosmetic ingredients. Ten molecules were used in an attempt to develop a mathematical model predictive of the maximum concentration of penetration.

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Permeação Cutânea: Fonoforese versus Iontoforese - Sineide Horst da Silva, Susan M. Malta Guedes, Marilen Pires (Universidade do Vale do Itajaí - Univali, Florianópolis SC, Brasil)

Este estudo tem por objetivo abordar as vias de permeação cutânea, bem como o mecanismo de ação dos promotores físicos iontoforese e fonoforese, a fim de recolher e analisar as principais contribuições sobre este tema na área cosmética. Concluímos que os métodos se mostram eficientes na permeação de cosméticos.

Este estudio tiene como objetivo abordar el proceso de impregnación de la piel y el mecanismo de acción de los promotores físicos fonoforesis e iontoforesis para recopilar y analizar las principales contribuciones sobre este tema en los cosméticos. Podemos concluir que el método fue eficaz para la penetración de los cosméticos.

This study aims to address the process of skin permeation, and the mechanism of action of promoters and physical iontophoresis phonophoresis to collect and analyze the major contributions on this issue in the cosmetics. We can conclude that the method was efficient in permeation of cosmetics.

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Reologia e Distribuição de Tamanho de Partículas - Aline Kalucz, Profa. Dra. Diana Thomé Fachin (Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba PR, Brasil); Carlos Eduardo de Oliveira Praes (Grupo Boticário, São José dos Pinhais PR, Brasil)

O comportamento reológico de uma emulsão cosmética é dependente de sua distribuição granulométrica, além de outros fatores. Este estudo buscou avaliar esta relação de dependência, priorizando o fator viscosidade das propriedades reológicas existentes, a fim de gerar subsídio teórico que permita, a partir da distribuição de tamanho de partículas, prever qualitativamente a viscosidade de emulsões contendo o sistema emulsionante constituído por estearomacrogol-2 (steareth-2) e estearomacrogol-21 (steareth-21). Os resultados mostraram influência na variação da distribuição granulométrica, a partir de ciclos de homogeneização de alta pressão, e a viscosidade final de um produto.

El comportamiento reologico de una emulsión cosmética depende de la distribución del tamaño de partícula, y otros factores. Este estudio buscó evaluar esta relación de dependencia, haciendo énfasis en el factor viscosidad de las propiedades reologicas existentes, con el fin de generar base teórica para permitir, a partir da distribución del tamaño de partículas, cualitativamente predecir la viscosidad de emulsiones que contienen un sistema emulsionante que consiste en estearet-2 y estearet-21. Los resultados mostraron la influencia de la variación de la distribución de tamaño de partícula, el ciclo de la homogeneización a alta presión y la viscosidad de un producto final.


The rheological behavior of a cosmetic emulsion is dependent on size distribution, and other factors. This study sought to evaluate this dependency relationship, emphasizing the viscosity of the rheological factor existing in order to generate theoretical background to allow, from the size distribution of particles, qualitatively predict the viscosity of emulsions containing an emulsifier system consisting of steareth-2 and steareth-21. The results showed variation between the influence of particle size distribution, from cycles of high-pressure homogenization, and the viscosity of a final product.

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Carlos Alberto Pacheco
Mercado por Carlos Alberto Pacheco

O agradvel odor do mercado nacional

A histria do perfume bem antiga. Acredita-se que a primitiva perfumaria teve incio com a queima de substncias viscosas e resinas como incenso, em cerimnias religiosas. Em consequncia disso, a palavra perfume vem do latim per fumum, que significa pelo fumo. Um dos primeiros registros sobre perfume vem do Egito. Quando foi aberta a tumba do fara Tutancmon, encontraram-se mais de 3.000 jarros de perfume que ainda preservavam um pouco de sua fragrncia, depois de mais de 30 sculos.
Os mais seletos perfumes estavam includos na frmula dada por Deus 1.500 anos antes da Era Comum e usada pelos sacerdotes israelitas para o leo de santa uno, conforme descrito no livro bblico xodo 30:23-33. Os hebreus usavam unguentos perfumados como cosmticos e para fins medicinais, bem como para preparar os mortos para o enterro, que conscientemente ou no, serviam como desinfetantes e desodorizantes, como pode ser observado no relato do escritor bblico e mdico Lucas 23:56 e 24:1. Outra evidncia do uso de perfumes entre os hebreus encontrada na prtica da hospitalidade de untar os ps de um convidado com leo perfumado quando este chegava de uma longa viagem.
Avanando um pouco, no primeiro sculo, relata-se que Roma usava cerca de 2.800 toneladas de olbano e 550 toneladas de mirra por ano. O valor desses ingredientes aromticos pode ser percebido pelo fato de terem sido ofertados como presentes a Jesus Cristo quando este ainda era criana. (Naquela poca, esses presentes eram ofertados a pessoas importantes, como reis e autoridades. Em certa ocasio, o imperador Nero gastou o equivalente a 100.000 dlares para perfumar uma festa, em 54 da Era Comum. Nas salas de jantar, encanamentos escondidos borrifavam os convidados com brumas de gua perfumada. A partir do stimo sculo, os chineses comearam a usar fragrncias, inclusive sachs perfumados. Na Idade Mdia, usavam-se perfumes na cultura islmica, especialmente os aromas de rosa.
A indstria do perfume ficou to bem estabelecida na Frana no sculo 17, que a corte de Lus XV foi chamada de a corte perfumada. Usavam-se fragrncias no apenas sobre a pele, mas tambm nas roupas, nas luvas, nos leques e na moblia.
Como sempre, a beleza vem em primeiro lugar. O Brasil, hoje a terceira maior economia cosmtica do planeta, tornou-se um dos principais polos de investimento de empresas francesas, entre elas, casas de fragrncias e indstrias cosmticas, lderes na arte de criar marcas que aliam tradio e inovao. O setor de perfumaria no Pas representa 15,6% do consumo mundial, o que representa o maior mercado mundial desse setor.
A cifra to expressiva que faz (Ou: fez?) a LOral, que completa 11 anos em solo nacional, ter (Ou: instalar?) a sua maior fbrica (em volume de produo) instalada aqui, entre as 38 outras fbricas espalhadas pelo mundo.
Atualmente conta com 22 linhas de produo que so responsveis por 370 milhes de unidade/ano de produtos das marcas LOral Paris (Elsve), Garnier (Fructis), Colorama, Maybeline NY, entre outras. A fbrica local goza do privilgio de suprir outros 14 pases.
Outra empresa expressiva por seus produtos importados no mercado local a LOccitane, que lanou nada menos do que 190 produtos, como Calanques, Fleur Chrie, Flor de Ameixa, Ch-Verde com Jasmim e Verbena Soleil, alm da linha facial completa Anglica, cujo ingrediente ativo foi patenteado pela empresa.
A recente chegada da empresa Biossentiel, especializada em aromaterapia, colocou no mercado local, desde outubro de 2011, nada menos que 66 produtos distribudos em 10 diferentes linhas de tratamento, que contam com apelos orgnicos e de sustentabilidade.
Nessa onda de redescoberta das empresas francesas no mercado local, algumas empresas nacionais buscam parcerias, como no caso do laboratrio Cristlia com a empresa Uriage. A Cristlia, que j tem em linha seus prprios produtos, como Kollagenase, Funtyl e Naderm, incorpora a marca Peptilys da Uriage, alm de outros produtos da sua Teosyal e da chinesa Prosigne.
A grande novidade no mercado a expectativa da entrada da Sephora no mercado local em 2012. A empresa chega ao Brasil discretamente com a aquisio da Sacks e promete instalar 5 lojas, sendo 3 em So Paulo, a serem somadas s mais de 1.500 existentes em outros 25 pases, com o objetivo de apresentar 20 marcas inditas.
Da Antiguidade aos dias de hoje, a indstria direta e indireta do perfume vem escrevendo a histria da humanidade, e, porque no dizer, uma agradvel histria no s sensitiva, mas tambm lucrativa.

Artur Joo Gradim
Assuntos Regulatrios por Artur Joo Gradim

Internalizao: processo fora de controle no Mercosul

O requerido procedimento dinmico de atualizao dos regulamentos tcnicos (Resolues GMC) na rea de higiene pessoal, perfumaria e cosmticos segue o tradicional e lento rito previsto, no que se refere ao seu contedo tcnico.
O vai e vem das propostas, as emendas, as discusses internas, os interesses, tudo isto somado grande diferena de empenho entre os pases-membros sobre os temas, contribuem para a baixa velocidade alcanada na harmonizao dos assuntos discutidos. Entretanto, os temas so de pleno conhecimento de todos, em tempo real, at sua aprovao.
Neste processo de harmonizao tcnica, a posio brasileira tem sido praticada com responsabilidade e est evoluindo para o propsito de minimizao de diferenas entre as partes. Exemplos disso so os critrios tcnicos especficos (pareceres Catec) que ainda esto margem das Resolues GMC, condio tem sido criticada h longa data por nossos parceiros e pases extrazona. Em funo da reviso da lista negativa e objetivando incluir estes pareceres, o setor oficial brasileiro est propondo uma discusso para a elaborao de proposta para migrar os pareceres restritivos para a Resoluo GMC correspondente, no que couber assim como os pareceres que dispe sobre o uso proibido no pas de algumas substncias.
A fase seguinte, referente ao caminho percorrido pelas Resolues GMC, aprovadas, ps a consulta pblica e as adequaes finais, fica a cargo de cada pas que determina o perodo de sua implementao. nessa etapa que as empresas tm sofrido enorme dores de cabea e, porque no dizer, prejuzos por causa do desconhecimento de quando ir iniciar a vigncia da internalizao dessas Resolues em cada um dos pases associados, salvo o pas de origem.
A ausncia de um sistema de informao integrado, que deveria ser realizado pela coordenao do Mercosul em relao a essa internalizao, inconcebvel. A criao desse sistema o mnimo esperado desse rgo, que atualmente apresenta um site amorfo e desprovido de informaes de interesse prtico.
O descompasso verificado nesse processo, que fica a critrio de cada pas, tem causado srios transtornos nos sistemas de logstica, produo e definio de mercado das empresas que comercializam seus produtos na regio, impede que se faa um planejamento nico em relao ao escoamento de estoques de materiais e produtos finais que por ventura tenham sido impactados por uma nova condio estabelecida na atualizao de uma Resoluo. A mesma dificuldade ocorre nos lanamentos dos substitutos desses produtos, impedindo que se realize uma operao com a amplitude requerida.
Considerando o bvio, o dito popular Antes tarde do que nunca e, mais do que tudo, lamentando que o reconhecimento mtuo no , por ora, o desejo comum nesse pretenso mercado comum, o mnimo que se pode exigir desse rgo, por meio de sua secretaria executiva, que seja criado um espao especfico no site com o status oficial da internalizao por pas das Resolues GMC dos vrios Grupos Ad-Hoc do SGT n 11. O conhecimento amplo dessas resolues s permitido s empresas que tm bases em todos os pases-membros, o que lhes permite uma troca de informaes abrangentes intercompany, um privilgio de poucos.
Para um pas como o Brasil, que este ano alcanar a
vice-liderana global no mercado de consumo de seus produtos, lder absoluto na Amrica Latina e cujos programas de governo incentivam a capacitao de empresas nacionais de mdio e pequeno porte a alcanarem mercados externos, a continuidade dessa situao inadmissvel. E, considerando esses fatores, o mnimo dos mnimos que o pas merece obter esse status, com implementao imediata.
A grande maioria das empresas nacionais de pequeno e mdio porte que exportam para o Mercosul, bem como os produtores extrazona, padecem, na mesma intensidade, dessa falta de informao. No tm uma fonte adequada de consulta para seu planejamento, instituindo um verdadeiro processo de garimpagem de informaes para atender a um status extraoficial duvidoso. Isso no ocorre com as legislaes de referncia, cujo rgo responsvel pela emisso do regulamento determina o perodo de sua implementao com o tempo necessrio para o enquadramento de todos os pases simultaneamente.
Diante dessa impactante dificuldade, esperamos de pronto a sensibilizao por parte das autoridades de coordenao do SGT n 11 no que se refere importncia de que essa informao oficial seja transmitida de forma prtica e precisa, e seja de fcil acesso, uma vez que o setor produtivo seu principal destinatrio e est interessado em ter uma atuao vivel e ampla nesse mercado.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Elaborao de documentos

A implantao do processo da qualidade deve de modo preventivo considerar quais os recursos e qual a forma de sua disponibilizao. Isso inclui a designao do pessoal capacitado para as atividades de implantao em si, como tambm para as atividades de avaliao, inclusive as auditorias internas da qualidade.
Devem ser determinados os meios e o pessoal. As atividades devem ser realizadas por profissionais autnomos, tanto na anlise dos projetos como nas auditorias de sistemas, processos e produtos.
Devem ser avaliadas as necessidades tanto de materiais como de mquinas, equipamentos etc., e as necessidades de recursos humanos no que diz respeito ao nmero de profissionais e ao nvel de treinamento requerido para a execuo das atividades. Nessa etapa fundamental a participao da rea de recursos humanos em conjunto com os gestores das demais reas da empresa.
A forma (documento) por meio da qual se comunica a equipe sobre quem faz o qu deve ser definida do modo mais objetivo possvel. Esse documento deve conter apenas as responsabilidades-chave, no necessariamente precisa ser um job description.
Deve sempre ser considerada a situao atual da empresa, mas com a necessria flexibilidade para acompanhar seu crescimento no futuro.
Na implantao do processo da qualidade, a administrao da empresa deve designar um representante, que, independentemente de outras responsabilidades, ter autoridade definida para:
- Assegurar as condies para implantar o sistema da qualidade, e, na finalizao do processo, garantir a sua permanncia.
- Relatar o desempenho do sistema da qualidade para que a administrao da empresa faa uma anlise crtica que resulte na melhoria do processo.
- Responsabilizar-se pela efetiva implementao do processo.
A atividade desse representante deve estar formalizada no organograma da empresa.
A anlise efetuada pela administrao deve considerar criticamente o sistema da qualidade em intervalos definidos, em nmero suficiente para garantir a adequao contnua aos princpios estabelecidos pela poltica e pelos objetivos da qualidade. Para isso deve-se estabelecer: intervalos adequados; assegurar a sua adequao desta anlise ao sistema de garantia da qualidade; assegurar a eficcia do sistema de garantia da qualidade; avaliar os resultados da auditoria; e emitir a documentao.
Periodicamente, dever ser realizada a anlise crtica da poltica da qualidade e do sistema da qualidade, assegurando a satisfao das expectativas intrnsecas e extrnsecas dos clientes.
A anlise em geral, no que se refere eficcia do sistema, realizada anualmente com a participao de todos os gestores da empresa.
A base dessa anlise so os relatrios de auditoria internas realizadas no perodo e os relatrios da evoluo positiva ou negativa das no conformidades, pois estas indicam se o sistema implantado ou no eficiente e se est sendo cumprido. Podem tambm ser considerados relatrios de reclamaes, devolues etc.
A metodologia dessa anlise deve estar formalizada no manual da qualidade ou em procedimento especfico, sendo que os resultados (relatrios ou atas de reunio), com o respectivo acompanhamento das aes, so teis para aprimorar a implantao e para eliminar as no conformidades e/ou comprovar melhorias obtidas.
Nessa metodologia deve-se considerar, por exemplo:
- Quem garante que o produto ou servio vendido o que ser entregue?
- Quem garante que o sistema da qualidade est sendo adequadamente administrado?
Devem ser respondidas estas questes:
- A empresa est oferecendo aos clientes aquilo que eles desejam?
- A poltica da qualidade da empresa precisa ser alterada?
- O monitoramento do sistema da qualidade est funcionando adequadamente?
- Existe melhor alternativa para adequar o sistema?
- As reclamaes dos clientes, o nvel de rejeies, o retrabalho ou outras anotaes indicam a necessidade de alteraes?
- Quais alteraes sero necessrias, quem as far e quando?
O processo da qualidade deve estar plenamente documentado e registrado. Os documentos controlados devem necessariamente conter as seguintes informaes:
- Objetivos e compromissos com a qualidade, como parte da poltica da administrao.
- Definio de responsabilidades, da autoridade e das inter-relaes dos colaboradores envolvidos com a qualidade.
- As atividades internas de verificao.
- Processos e procedimentos de anlise crtica da administrao.
As anlises crticas da alta da administrao atestando a adequabilidade e a eficcia do sistema e as aes corretivas e/ou melhorias adotadas devem fazer parte dos registros da qualidade.
A instituio deve compreender e visualizar a garantia da qualidade como forma de pensamento (filosofia). A qualidade engloba todas as fases e atividades da empresa.

Wallace Magalhes
Gesto em P&D por Wallace Magalhes

Procedimentos para o desenvolvimento eficiente de formulaes

O desenvolvimento de uma formulao um processo com vrias etapas e a qualidade do trabalho vai depender de como essas etapas sero cumpridas e como seus requisitos sero abordados. O que se v correntemente em cursos, congressos, palestras, workshops e publicaes est focado no que poderamos chamar de fase de bancada. Isso justificado pelo fato de ser nessa fase que acontecem a aplicao e a verificao da tecnologia utilizada. Mas ela no a nica fase e o especialista tem de saber disso. Se estivssemos projetando uma casa, no poderamos nos preocupar somente com a fachada e o acabamento. Teramos de considerar fundao, cobertura, posicionamento etc.
Na elaborao do projeto do RTC - software para P&D de cosmticos - tivemos de listar e especificar todas as fases do desenvolvimento de uma formulao para que o pessoal de TI pudesse montar uma soluo completa e funcional. A partir da, elaborei um roteiro com dicas importantes para o desenvolvimento eficiente de formulaes.
Registrar formalmente as caractersticas da nova formulao vai facilitar muito o trabalho. O contedo do briefing ser diferente se o projeto for um novo produto ou aperfeioamento, mas deve abranger, no mnimo, finalidade, forma, diferenciais, custo, pblico-alvo e direcionamento sensorial. Se houver produtos de referncia (benchmark), registre o maior nmero possvel de informaes sobre eles, como formulao qualitativa, resultado de anlise fsico-qumica, avaliao de uso e contedo de rotulagem.
A seleo de ingredientes deve ser precedida de uma pesquisa em literatura tcnica confivel. Discutir o projeto com seus fornecedores tambm um procedimento muito interessante.
Monte um cadastro com as matrias-primas escolhidas, no qual devem constar:
- Descrio
- INCI Name
- Referncias (CAS, EINECS etc)
- Teor de ativo
- Diluente, se for o caso
- Preo por quilograma
- Especificaes, incluindo a descrio dos mtodos de anlise utilizados
- Literatura tcnica
De acordo com a legislao brasileira no necessrio abrir toda formulao com o registro da concentrao centesimal de todos os seus ingredientes. Assim, ao usar blend de uma cera autoemulsionante ou de ativos para condicionamento capilar, no obrigatrio declarar a concentrao de cada componente. Porm, no caso de blends de conservantes ou com outros materiais constantes de lista restritiva, ser necessrio registrar sua composio centesimal. Ao selecionar a essncia, no se esquea de registrar a concentrao de alergnicos presentes em sua composio.
A fase de montar a formulao comea com a atividade mais abstrata (ou intelectual) do processo, que a definio de ingredientes e de sua concentrao. Essa atividade deve ser realizada com muita concentrao e muito critrio. Mas no para por a. Deve-se redigir o modo de preparao da forma mais clara possvel. E mais: deve ser montada sua especificao, com a respectiva citao dos mtodos de anlises.
Terminada a montagem da formulao, verifique se o custo est dentro do que tiver sido estabelecido. Lembre-se de que ele deve estar o mais prximo possvel do que tiver sido determinado para o projeto. No vantagem montar uma formulao com custo muito baixo. Se isso ocorrer, revise a formulao incluindo mais ativos. preciso dar ao consumidor o mximo de performance possvel.
Emita a frmula consolidada em teor de ativos e verifique se os ingredientes constantes das listas restritivas esto dentro da faixa permitida. Verifique tambm as especificaes.
Emita a ordem de preparao de bancada, na qual o formulrio deve conter o cdigo, a verso, os ingredientes ordenados por fase, a concentrao centesimal, a quantidade a pesar, o modo de preparao e as especificaes. Tambm deve conter campos para anotaes de observaes durante o processo.
Anote e registre tudo o que tiver sido observado durante a preparao das amostras. Elas sero valiosas para apurar a formulao ou para orientar a fabricao de lotes-piloto.
Registre de forma sistemtica a avaliao prvia da nova formulao. A melhor maneira definir os quesitos e aplicar uma escala padronizada. Lembre-se de fazer essa avaliao aps a amostra atingir seu equilbrio.
Se esses princpios forem observados, certamente o processo se tornar muito mais eficiente.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Condicionadores

Os leos naturais, como o de melaleuca e o de jojoba, tm sido utilizados, h muitos anos, para condicionar cabelos. Conta-se que, na Inglaterra vitoriana, os homens utilizavam nos cabelos o leo de macassar (leo perfumado de coco ou de palma), que exigia a colocao de uma toalha nos sofs e estofados para proteger contra os danos do referido condicionador.
Em 1900, na Exposio Universal de Paris, Frana, um perfumista de nome Pinaud apresentou um produto que chamou de brilhantina, utilizado para suavizar cabelos, barbas e bigodes de homens. claro que as frmulas evoluram para produtos que, hoje, trazem o benefcio do condicionador, sem serem gordurosos ou pesados.
Para comear a definir importante frisar que no um creme rinse, cuja formulao pode conter ativos utilizados no primeiro, mas tem uma funo especfica.
O condicionador capilar basicamente um produto que tem como finalidade revestir a cutcula do pelo, devolvendo-lhe o excesso de gordura retirada do manto hidrolipdico pelo uso do shampoo.
Condicionadores so conhecidos por terem efeito profiltico em relao a danos ao cabelo que podem ser provocados por tratamentos qumicos ou mecnicos, cosmticos e outros procedimentos. So conhecidos por conferir maciez e suavidade ao cabelo porque hidratam a fibra.
Quando o cabelo tratado com um polmero catinico, como o poliquatrnio-10, as faces das lamelas da cutcula apresentam hidratao mais profunda e as bordas menos hidratadas, quando as clulas da cutcula so comparadas s de um cabelo no tratado.
Isso sugere que o condicionador amacia a face e endurece as arestas da cutcula, o que foi comprovado por estudos de laboratrio.
Os condicionadores capilares promovem variados benefcios, que podem ser sumarizados nas seguintes categorias:
Hidratao: tem o papel de manter a umidade do cabelo. Normalmente, esse tipo tem uma grande quantidade de umectantes.
Reconstruo: geralmente contm protena hidrolisada. Seu papel supostamente o de penetrar no cabelo e reforar sua estrutura por meio da reticulao do polmero.
Acidificao: reguladores de acidez, que mantm o pH do condicionador em torno de 3,5.
Desembaraamento: modificam a superfcie do cabelo, promovido por revestimento com polmeros.
Proteo trmica: geralmente polmeros de absoro de calor protegem o cabelo contra o calor excessivo, causado pela secagem ou pelo uso de chapinha, por exemplo.
Aumento de brilho: refletores qumicos que se ligam superfcie do cabelo. Normalmente, so polmeros de silicones, por exemplo, dimeticone ou ciclometicone.
Secagem: leos essenciais (cidos graxos essenciais) podem ajudar a secar o cabelo poroso e deix-lo mais macio e flexvel. O couro cabeludo produz um leo natural, o sebo, que contm cidos graxos essenciais.
O cabelo composto por aproximadamente 97% de uma protena chamada queratina. A superfcie da queratina contm aminocidos negativamente carregados. Condicionadores de cabelo, por conseguinte, geralmente contm agentes tensoativos catinicos, que no devem ser removidos completamente durante a lavagem porque suas extremidades hidroflicas ligam-se fortemente queratina. As extremidades hidrofbicas das molculas de tensoativo, em seguida, agem como a superfcie de um cabelo novo.
Na formulao de condicionadores, a presena de lcoois graxos, pantenol, dimeticone etc. promove a lubrificao dos cabelos. Sequestrantes podem estar presentes, para uma melhor funo quando se usa gua dura. Alm desses ingredientes ativos, tambm so includos agentes antiestticos.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Aplicadores para maquiagem

A maquiagem , para muitas mulheres, uma segunda pele ou como uma roupa. Sair sem maquiagem como sair faltando uma pea de roupa. Sem falar no ritual dirio, no qual elas podem levar, s vezes, mais de uma hora fazendo a maquiagem, antes de sair para o trabalho.
Sabemos da importncia dos produtos de maquiagem para as mulheres, mas, como ns, tcnicos que desenvolvemos e criamos os produtos, tratamos desse assunto? Qual nossa preocupao na hora de cri-los? Com o que devemos nos preocupar?
Essas perguntas na verdade tm vrias respostas.
Nossa preocupao primeira chama-se cor. Qual a tendncia, em qual estao do ano vamos lanar esse novo produto ou essa nova cor?
Temos a preocupao com a segurana desse produto, que passa necessariamente pelo uso apenas de matrias-primas aprovadas pela Anvisa.
Temos tambm a preocupao com o sensorial dessa maquiagem, com a aplicao, a cobertura, a fragrncia, a contaminao microbiolgica, a eficcia e a estabilidade da formulao e, principalmente, a compatibilidade da embalagem.
Falando de embalagem, o que isso tem a ver com a eficcia do produto?
Em certos produtos de maquiagem, a embalagem e, mais especificamente o aplicador, so determinantes para o bom resultado, para a eficcia do produto e para a satisfao da consumidora.
Blush, por exemplo. O produto pode ser excelente, mas, se o pincel aplicador no for adequado, ou seja, macio, de fcil manuseio e no solte pelos, de nada adiantar o produto ser bom. Esses pincis podem ser naturais, de pelo de crina de cavalo ou pnei, de pelo de orelha de boi etc., mais caros que os sintticos, porm muito macios. Podem ser tambm sintticos, mais baratos, no entanto, normalmente um pouco mais duros, dificultando a aplicao.
Para p compacto existem as famosas esponjas aplicadoras e, da mesma forma que no blush, elas precisam ser adequadas, ou seja, macias, no soltar pedaos e de fcil manuseio. Muitas vezes, a empresa tem um bom produto, uma embalagem linda, mas, por uma questo de custo acaba optando por uma esponja barata, de baixa qualidade, que mata o produto.
No brilho labial, a esponjinha do aplicador tambm precisa ser macia, no soltar e resistir at o trmino do produto, alis, isso mandatrio para todos os aplicadores.
Entre todas as maquiagens, a que tem maior dependncia do aplicador a mscara para clios, tambm conhecida como rmel. Se a escovinha de aplicao no for adequada para o fim a que se destina, o produto morrer.
Todas essas mscaras so aplicadas nos clios com a principal funo de colori-los. Mas atualmente existem outros inmeros e famosos apelos, como os de alongar, espessar, separar, curvar os clios, entre outros. E para cada tipo de apelo existe uma escovinha adequada, na qual o formato e a quantidade e disposio das cerdas so fundamentais. Muitos bons produtos no fazem sucesso porque se escolhe a escovinha errada. Isso sem contar que, numa mscara incolor, se a parte metlica que segura a escovinha na haste do aplicador no for de ao inox, vai oxidar e matar o produto.
Hoje, as escovinhas de mscaras so normalmente de silicone, material com o qual se consegue trabalhar bem essa questo da flexilibilidade, importante recurso desses aplicadores.
Os fornecedores normalmente tm diversas opes, mas preciso saber escolher a mais adequada para o seu produto. Clios grandes, alongados, curvados para cima e coloridos (normalmente pretos) so tudo o que as mulheres querem.
Para os delineadores de olhos, o aplicador precisa ser bem fininho e firme, para delinear bem e facilitar o trao.
Entendo ento, a superimportncia desses aplicadores de maquiagem. O problema maior, na verdade, encontrar um bom fornecedor, considerando-se que as boas embalagens de maquiagem, e isso inclui os aplicadores, so importadas normalmente da China. O lado bom disso que j existem alguns bons importadores/fornecedores com estoque local e que vendem pequenas quantidades.
Lembrem-se tambm de que o fato de serem de origem chinesa no quer dizer que as embalagens sejam ruins, pois, tanto l como c tambm existem os bons e os pssimos fornecedores com suas respectivas qualidades.
Minha misso, na coluna desta edio, passar um pouco desse conhecimento que, como sempre digo, fruto da minha experincia nas empresas por onde passei e onde trabalho atualmente. Minhas colunas normalmente so resultado de experincias vividas, no ouvidas.

Luis Antonio Paludetti
Manipulao Cosmtica por Luis Antonio Paludetti

Sobre cosmecuticos e nutracuticos

Era o incio dos anos 1990. A farmcia com manipulao experimentava talvez o seu mais vertiginoso crescimento. Multiplicavam-se estabelecimentos, profissionais, feiras e eventos.
Naquela poca, os distribuidores de matrias-primas e equipamentos focaram seus esforos em vrios campos: trazer novos frmacos que no estavam disponveis para manipulao, novos adjuvantes para o preparo de bases dermatolgicas, cpsulas diferenciadas, novas tecnologias de embalagem e diversos equipamentos.
Dentre todas essas inovaes, talvez nenhuma outra tenha sido to profcua quanto as do campo da dermocosmtica.
Atentos quanto necessidade de diferenciao entre os estabelecimentos, as distribuidoras realizaram um grande e louvvel esforo para oferecer ao mercado brasileiro uma considervel quantidade de ativos dermatolgicos.
Num perodo de dez anos, o mercado foi inundado com centenas e centenas de ativos, cujas funes podiam variar desde um simples hidratante at clareadores e mediadores da resposta imune da pele.
Nesse frtil campo de substncias, os ativos inovadores eram sucedidos por outros contratipos que ofereciam a mesma atividade por preos mais convidativos. Esses ativos, aps um curto espao de tempo, eram substitudos por outros mais evoludos, at mesmo do mesmo fabricante.
No meio desse campo, o farmacutico tentava separar o joio do trigo e oferecer classe mdica uma alternativa confivel para a prescrio.
Mas nem sempre ele conseguia. Isto porque os ativos cosmticos no necessitam formalmente de um estudo cientfico de eficcia e segurana nos mesmos moldes que se exige para medicamentos. Mesmo quando alguns ativos tinham comprovao cientfica, esta geralmente se limitava a estudos simples, envolvendo um pequeno nmero de sujeitos experimentais.
Como ns sabemos, isso levou, ao longo dos anos, a uma desconfiana da classe mdica em relao a uma real efetividade dos ativos (independentemente de que ele existisse ou no). Tambm ocorria de o produto sofrer um boom, ou seja, era prescrito vigorosamente durante alguns meses e depois caa no esquecimento. Para as farmcias, muitas vezes, isso significava o encalhe de vrios litros ou quilogramas de produtos.
Os anos foram se passando, e o que vemos hoje? A quantidade de lanamentos na rea de cosmecuticos com a finalidade de atender s farmcias foi muito reduzida. Recentemente, conversando com um farmacutico muito tradicional de So Paulo, fui informado de que a classe mdica dermatolgica j est preferindo prescrever somente medicamentos e cosmticos de tratamento industrializados.
Mas, afinal, qual a relao disso com os nutracuticos? A meu ver, tudo.
Se ns observarmos o mercado de nutracuticos que se apresenta para a farmcia magistral de hoje, poderemos traar um surpreendente paralelo.
Faa um exerccio simples: substitua a palavra cosmecutico dos pargrafos anteriores pela palavra nutracutico e ter uma descrio exata da realidade atual destes produtos para as farmcias magistrais.
Da mesma forma que os cosmecuticos, os nutracuticos esto sendo oferecidos quase sem comprovao cientfica de alto nvel. Apesar de serem vlidas todas as afirmaes da medicina popular, a credibilidade em relao classe prescritora (mdicos e nutricionistas) s pode ser alcanada com trabalhos cientficos confiveis.
Alm disso, os nutracuticos acrescentam um cuidado adicional: por serem de uso interno, imprescindvel que haja maior respaldo quanto segurana, toxicologia e efetividade. Nenhum mdico consciente de sua funo aceitar a prescrio de um ativo por via oral sem que disponha dessas informaes.
Tambm fundamental que haja um marco regulatrio estabelecendo claramente os padres de referncia para essas substncias, visto que no h na maioria dos casos e em particular nos mais recentes fitoterpicos ou fitocuticos - qualquer tipo de especificao.
Atualmente, as farmcias j no experimentam o mesmo vigor de crescimento que nos anos passados. As farmcias j aprenderam o que devem e o que no devem fazer quanto estratgia de produtos manipulados e no mais admissvel repetir erros estratgicos do passado, que levaram queda na prescrio de cosmticos teraputicos manipulados e hoje tm sido aproveitados, em sua totalidade, pelas indstrias farmacutica e cosmtica.

Eu, sinceramente, espero no ver uma refilmagem do filme Cosmecuticos, agora com novos atores: os nutracuticos.






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