19 de Outubro de 2018

Potencial do Mercado Teen

Edicao Atual - Potencial do Mercado Teen

Editorial

Não é o fim do mundo

 

Depois de avançar 10,5% em 2010, a indústria brasileira encerrou 2011 com expansão de apenas 0,3%. Com exceção do auge da crise econômica internacional, o resultado é o pior para a indústria desde 2003, ano em que a produção industrial cresceu 0,1%. A taxa de inadimplência verificada no ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central, foi de 5,5%. Estes são apenas alguns exemplos que ilustram um panorama pouco animador neste início de ano.

 

No entanto, o ano que começa também traz consigo os clichês que tanto apreciamos. É o momento de recuperar a fé no que virá, de renovar as expectativas... E como não fazer parte dessa atmosfera? Como não engrossar o bordão de que brasileiros “não desistem nunca”; e como não lembrarmos, orgulhosos, do quanto somos empreendedores e criativos?

 

Sim, esse período é, por excelência, de otimismo. E de trabalho também. Mesmo antes às dificuldades vividas no ano que acabou, a indústria continua investindo em inovações, repensando suas operações, apostando na expansão ou no redirecionamento dos negócios. Essa é a tônica no setor cosmético, que promete muitas novidades para 2012. “O importante é investir e acreditar no nosso mercado. Não se pode recuar”, afirmou um dos entrevistados para esta edição. Afinal, ao contrário do calendário Maia, a vida continua e as oportunidades de mercado, felizmente, não cessam.

 

Esta edição de Cosmetics & Toiletries Brasil tem como matéria de capa o potencial do mercado teen. A reportagem é um mergulho nas peculiaridades do universo adolescente e sua relação com as marcas, com dados sobre comportamento e algumas estratégias utilizadas pela indústria para falar de perto com esses consumidores. A seção “Persona” traz um pouco da trajetória de Manuel Caramês, profissional apaixonado pela ciência cosmética e uma das grandes referências para o setor no Brasil, que deixou saudade.

 

E como fazemos tradicionalmente todos os anos, apresentamos, nesta primeira edição do ano, o Balanço Econômico: uma avaliação dos profissionais do mercado cosmético a respeito de 2011, bem como suas perspectivas para 2012.

 

Os artigos técnicos abordam temas como a formulação de shampoos de alto desempenho, a hidratação da pele, teor de sebo do couro cabeludo e as estrias na gestação.

 

Nesta edição também estamos apresentando o novo logo da Cosmetics & Toiletries Brasil, que fica em linha com o projeto gráfico da revista-mãe editada nos Estados Unidos. Espero que você goste.

  

Boa leitura!

 

Hamilton dos Santos
Publisher

Sistemas Tensoativos Estruturados para Shampoos de Alto Desempenho - Denis Bendejacq, PhD, Caroline Mabille, PhD, e Veronique Picquet (Rhodia, Aubervilliers, França); Ericka Gates (Rhodia, Bristol, PA, EUA)

Sistemas especializados de tensoativos, que formam vesículas multilamelares, podem ser usados para desenvolver shampoos de alto desempenho, superando fórmulas micelares. Estes materiais facilmente se combinam e estabilizam ativos que variam de molecular a particulado,
líquido a sólido e hidrofóbico ou catiônico, promovendo sua distribuição uniforme em cabelos danifi cados e virgens, e permitindo que os ingredientes desejados sejam depositados onde são mais necessários.

Sistemas especializados de tensioactivos que forman vesiculas multilamelares se puede utilizar para formular los champues de alto rendimiento mejores que las formulas micelares. Estos materiales se combinan entre ellos y estabilizan los activos que varian de moleculares a particulados, líquidos a sólidos, e hidrofolico o catiônico, para ofrecer tanto a las regiones dañadas y la virgen de cabello para actuar donde más se necesitan.

Specialized surfactant systems that form multilamellar vesicles can be used to design high performance shampoos that outperform micellar formulas. These materials combine with and stabilize actives ranging from molecular to particulate, liquid to solids, and hydropholic or cationic, to deliver them equally to damaged and virgin regions of hair to act where they are needed most.

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Prevenção de Estrias na Gestação - Berenice Noguera Torres Timbó, Rodrigo Rocco Ires Pesce (Maternidade-Escola, Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, Caxias RJ, Brasil)

Neste artigo de revisão, os autores discorrem sobre as causas da ocorrência e medidas preventivas para evitar as estrias na gestação.

En este artículo de revisión, los autores analizan las causas de la incidencia y las medidas para prevenir las estrías durante el embarazo.

In this review article, the authors discuss the causes of the occurrence and measures to prevent stretch marks during pregnancy.

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Análise do Teor de Sebo no Couro Cabeludo - Tatiana Andreani (Univ. de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal; Citab-Utad, Vila Real, Portugal; FCS-UFP, Porto, Portugal); Patrícia Severino (FCS-UFP; Fac. de Engenharia Química, Unicamp, Campinas SP, Brasil); Amélia M. Silva (Univ. de Trás- os-Montes e Alto Douro; Citab-Utad); Eliana B. Souto (FCS-UFP; IBB/CGB-Utad, Vila Real, Portugal); Maria da Conceição T. Truiti (Depto. de Farmácia da Univ. Estadual de Maringá, Maringá PR, Brasil)

A biometria cutânea, nomeadamente o Sebumeter, proporciona técnicas viáveis para a análise do teor de sebo na pele, no cabelo e no escalpo. O presente estudo aborda as influências sobre a produção do sebo no escalpo pré e pós-lavagem, verificando a relação da presença da concentração lipídica com alguns cuidados de higiene capilar.

Biometría cutánea, en particular Sebumeter proporciona técnicas viables para analizar el contenido de sebo en la piel, en el pelo y en el cuero cabelludo. Este artículo presenta la influencia en la producción de sebo en el cuero cabelludo, antes y después del lavado, e investiga la relación entre la presencia de la concentración de lípidos con la higiene y cuidado del pelo.

Biometric skin method, namely Sebumeter, provides viable techniques for the sebum analysis in the skin, hair and scalp. The present study intended to investigate the influences on the production of the sebum in the scalp before and after wash, verifying the relationship of the presence of the sebum concentration with hygiene and hair care.

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Formulando para a Hidratação da Pele - Katerina Steventon, PhD (FaceWorkshops, Beverley, Reino Unido)

A hidratação em formulações de cuidados com a pele requer a compreensão das necessidades clínicas, dos relevantes alvos biológicos e das preferências estéticas dos consumidores. A eficácia de hidratantes deve ser estabelecida in vivo, devido ao interesse do consumidor na avaliação visual e instrumental desses produtos. Este artigo de revisão destaca os desafios da formulação de produtos hidratantes de cuidados da pele da face, seguindo esses princípios.

La hidratación en las formulaciones de cuidado de la piel requiere la comprensión de las necesidades clínicas, biológicas y los objetivos pertinentes de las preferencias estéticas de los consumidores. La eficacia de las cremas hidrantes debe estar establecida in vivo debido a los interés de los consumidores en la validación visual y instrumental. Este trabajo de revisión resume los desafíos de la formulación de hidratación facial de productos para el cuidado de la piel en línea con estos principios.

Moisturization in skin care formulations requires na understanding of clinical needs, relevant biological targets and the aesthetic preferences of consumers. The efficacy of moisturizers must be established in vivo due to consumer interest in both visual and instrumental validation. This review outlines the challenges of formulating moisturizing facial skin care products in line with such principles.

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Adolfo Braga Neto
Mediao por Adolfo Braga Neto

Mtodos alternativos de resoluo de conflitos

Os chamados mtodos alternativos de resoluo de conflitos so opes ao sistema judicial, meio tradicional e amplamente utilizado no Brasil para a resoluo de disputas. Exem- plos de mtodos alternativos de resoluo de
controvrsias so a mediao, a arbitragem e a conciliao. Convm destacar que uma das caractersticas mais marcan- tes em todos os mtodos alternativos de resoluo de disputas o emprego da negociao. A negociao o instrumento primeiro e natural de resoluo de conflitos, buscado (s vezes inconscientemente) pelas pessoas quando algo se torna incmodo na relao geradora do conflito, seja essa relao de
ordem afetiva, profissional, comercial ou social.
As pessoas fsicas ou jurdicas, quando esto envolvidas em conflitos, adotam posies na expectativa de que estas sejam as melhores formas de atingir uma soluo para o proble- ma. Uma pessoa adota determinada posio levando em conta no somente sua perspectiva, mas tambm a da outra pessoa, muitas vezes na esperana de que essa posio constitua o me- lhor para ela e para a outra pessoa. Esse fato acaba resultando em impasses, o que gera a competio. Assim se torna fcil prever que as pessoas, ao estarem diante de um insucesso na negociao, levaro seu caso aos advogados, a fim de que este busque o Estado, que disponibilizar um juiz para impor uma deciso e uma vontade outra parte.
A atitude de buscar um advogado, que oferecer seus servi- os com a utilizao da prestao jurisdicional do Estado para resolver a disputa, constitui-se, na realidade, na terceirizao de um conflito.
Dessa forma, estamos diante de um dos maiores para- digmas da sociedade atual: o de levar ao Judicirio todos os conflitos, para que este defina quem tem razo, a quem a lei assiste e de que lado o direito est.
Caberia, nesta altura, tecer comentrios sobre os resulta- dos dessa terceirizao do conflito. No entanto, importante notar que os mtodos alternativos no existem para substituir o mtodo tradicional de utilizao do sistema judicial. Eles existem, sobretudo, para auxiliar o sistema judicial no para descongestion-lo como muitos defendem, mas para propiciar
uma alternativa s pessoas fsicas ou jurdicas que buscam so- lues diferenciadas, especficas e talvez especializadas para suas diversas inter-relaes.
Um desses mtodos, como foi mencionado anteriormente, a arbitragem, um meio de resoluo de controvrsias referentes a direitos patrimoniais disponveis. Na arbitragem, a interven- o de um terceiro, independente e imparcial, recebe poderes de uma conveno denominada arbitral, para decidir pelas duas partes, sendo sua deciso equivalente a uma sentena judicial.
No Brasil, a falta de tradio de solues negociadas para os conflitos leva as pessoas a fazerem leituras equivocadas dos institutos da mediao e da conciliao. Esses dois instrumen- tos so confundidos e muitas vezes considerados sinnimos, pois as caractersticas prprias de cada um deles ainda so mui- to pouco conhecidas. A diferenciao entre esses instrumentos passa, inicialmente, pela abordagem do conflito. A conciliao um procedimento mais clere. Na maioria dos casos, ela se restringe a apenas uma reunio entre as pessoas e o conciliador. muito eficaz para a resoluo de conflitos em que entre as par- tes no tenha existido relacionamento significativo no passado ou h relacionamento contnuo por exemplo, nas relaes de consumo ou numa batida de veculos e nas situaes nas quais as partes preferem buscar um acordo de forma imediata para finalizar a controvrsia ou o processo judicial.
bom lembrar que a mediao, entretanto, no visa pura e simplesmente o acordo, mas tambm atingir a satisfao dos interesses e das necessidades das pessoas envolvidas no conflito. um mtodo de resoluo de conflitos em que um terceiro independente e imparcial coordena reunies conjun- tas ou separadas com as partes envolvidas no conflito. Seu objetivo, entre outros, o de estimular o dilogo cooperativo entre elas para que alcancem a soluo das controvrsias em que estiverem envolvidas.
O procedimento da mediao parte de uma atitude de humildade do profissional coordenador do procedimento em relao aos mediados, no sentido de que os atores envolvidos no conflito so os mais indicados para solucionar suas questes, pois sabem o que melhor para eles e o momento conflituoso o que dificulta esse saber e o terceiro poder auxili-los nesse sentido. Por isso, na mediao, eventuais sugestes por parte do mediador no so recomendveis.
Costuma-se dizer que o procedimento clere, porm mais lento que o da conciliao, pois a mediao demanda mais do que uma nica reunio.

Carlos Alberto Trevisan
Boas Prticas por Carlos Alberto Trevisan

Documentao para implantar a Poltica da Qualidade

A Poltica da Qualidade tem como objetivo definir e documentar, de modo coerente com as metas da organizao e as expectativas e necessidades dos clientes, as diretrizes para possibilitar a sua compreenso, implantao e manuteno em
todos os nveis da organizao. Dessa forma, deve-se explicitar qual a poltica, quais so
seus objetivos e qual o seu compromisso com a Qualidade. Tambm necessrio assegurar que a poltica seja plenamente compreendida, implementada e observada.
Nesse ponto devemos enfatizar que o comprometimento com a qualidade o principal pilar de sustentao do Processo da Qualidade.
Na organizao, todos devem compreender a Poltica da Qualidade, sabendo exatamente o que dela podem esperar para atingir metas e objetivos.
importante definir claramente que essa poltica no constituda de frases e expresses de efeito ou de psteres espalhados pela organizao. A Poltica da Qualidade deve ser compreendida pela administrao como uma cruzada sem fim com a participao de todos. Se colaboradores perceberem que no participam da administrao ao longo de todo o processo, apresentando contribuies, sugestes, investimentos etc., o resultado ser a desmotivao destes em prejuzo da efetiva implantao do processo.
Apenas como sugesto para dinamizar a Poltica da Qua- lidade: no prometa o que no poder ser cumprido; utilize a viso dos clientes para alcanar a melhoria dos produtos e processos; assegure-se de que os clientes recebero os pro- dutos e servios na condio e no prazo acordados, que sero atendidos com respeito. Toda a empresa dever ser treinada de forma cclica para realizar as atividades de modo seguro e responsvel.
Avalie a poltica, respondendo a estas perguntas: como ela foi estabelecida? Como comunicada a toda a organizao? A poltica tambm pode ser avaliada considerando-se: sua compreenso por parte da administrao e o compromisso que esta tem em aplic-la, sua implementao e sua documentao.
A responsabilidade, a autoridade e o relacionamento das pessoas que administram, praticam e avaliam as atividades relativas Qualidade devem ser claramente definidas por meio de documento competente, particularmente no que se refere quelas que devem gozar de liberdade e autoridade para executar as atividades.
As atividades so:
- Iniciar as aes preventivas para evitar as no confor- midades.
- Identificar e documentar todas as no conformidades nos produtos, processos e servios.
- Atuar na implantao das providncias quando estas no forem tomadas pelos responsveis.
- Acompanhar o resultado da efetiva implantao dessas medidas.
- Controlar a entrega, a instalao do produto ou o resultado do servio, para assegurar que as no conformidades tenham sido eliminadas.
A responsabilidade deve ser considerada sempre que exis- tirem as condies: local, equipamento, instalao e pessoal adequado e treinado para as respectivas atividades.
Nesse contexto, o item responsabilidade ser cumprido pela definio de procedimentos a serem observados pelos executantes das atividades neles estabelecidas.
Os seguintes questionamentos devem ser feitos para avaliar esse o item responsabilidade:
- Como foram definidas as responsabilidades? - De que forma foi definida a autoridade? - Como foram estabelecidas as inter-relaes entre os
setores e o pessoal? Enfatizamos que a implantao da Poltica da Qualidade
s ocorre quando h efetivo e seguro comprometimento e a participao de todos os colaboradores, que devem estar devidamente conscientes do processo.

Assuntos Regulatrios por Artur J. Gradim

2012: O que esperamos e o que nos espera?

A posio de liderana do Brasil no consumo de vrios segmentos de produtos de HPPC e a segunda posio geral em todos os segmentos do mercado mundial a ser conquistada pelo pas este ano, so sustentadas pelo vigor de seu mer- cado interno. O ndice mdio de crescimento anual do mercado interno tem alcanado dois dgitos nos ltimos dez anos, apesar dos obstculos encontrados ao longo desse perodo.
Se no bastasse a saia justa fiscal que afeta a cadeia produ- tiva, alm das incertezas da poltica cambial, temos de manter a ateno redobrada, sob todos os aspectos, nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional para monitorar os mira- bolantes projetos apresentados, a exemplo da imposio da obrigatoriedade de lacre em produtos, da inscrio de frases patticas do tipo pedofilia crime na rotulagem, entre outras. A entidade representante do setor, a Abihpec, tem obtido xito em abortar essas iniciativas, aps muito trabalho para provar aos relatores a ineficcia de sua aplicao da forma proposta.
Em sua corrida de obstculos, o setor ainda sofre as conse- quncias de contnuas aes ocas, por meio de representaes regionais do Ministrio Pblico, como a que est em anda- mento, relativa obrigatoriedade de incluir, na rotulagem dos produtos, a traduo da nomenclatura internacional dos ingre- dientes (INCI) utilizada. A traduo do rtulo proposta um benefcio nulo ao consumidor, entretanto, ser uma obrigao custica para produtores e usurios, que sero vitimados ao ter de absorver mais esse nus relativo reformulao de rtulos com sobreposio de informaes, caso aprovada.
Esse sentimento de brasilidez por parte de alguns setores que representam nossa sociedade, na verdade no promove ganhos ou benefcios a ningum, pelo contrrio, adiciona custos internos e retarda a internacionalizao dessa castigada indstria de HPPC, cujos resultados sempre encheram os olhos e instigaram a cobia de incompetentes e aproveitadores.
O que interessa a todos e aguardamos para 2012, que, aps anos de intenso trabalho da entidade representativa do setor, a Abihpec, junto a todos os rgos oficiais envolvidos, ocorra revogao de alguns artigos do arcaico Decreto no 79.094/77, que contempla um contedo tcnico de 35 anos atrs, totalmente obsoleto para os dias de hoje. Um agravante que esse decreto ainda serve de referncia e fundamentao fiscal por outros rgos do governo (como a Receita Federal)
que adotam, por exemplo, os limites de concentrao de fra- grncias que produtos como colnias, perfumes e extratos podem conter (Artigo 49, item 11, letras a, b, c). Igualmente incompreensvel a limitao da concentrao de fragrncia (2%) em colnias de uso infantil (Artigo 50, item VI), uma vez que sabido e reconhecido pelo setor regulador que essa limitao no assegura coisa alguma no que tange segurana de uso do produto. Entre outros limites tcnicos ultrapassados, podemos citar ainda o Artigo 50, item IV, que estabelece o limite de pH para shampoos infantis na faixa de 7,08,5, baseando-se no conhecimento tcnico de dcadas passadas, hoje sobre base fundamentada cientificamente a exemplo do pH fisiolgico a recomendao posiciona esta faixa de pH na ordem de 5,57,0.
Neste novo ano, igualmente, aguardada para o primeiro trimestre a abertura de algumas consultas pblicas (atuali- zaes de resolues anteriores), a exemplo do regulamento tcnico Mercosul para as Boas Prticas de Fabricao; atuali- zao do regulamento dos repelentes de insetos e a aguardada resoluo para os produtos infantis. A abrangncia dessa nova resoluo dever contemplar a incluso de novos grupos de produtos e das faixas etrias correspondentes e dos testes requeridos, entre outras providncias pertinentes a esse seg- mento, do qual o Brasil o lder mundial em consumo.
Para os setores de servios profissionais ligados ao seg- mento de HPPC, a Abihpec, por meio do CB-57, do Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT), iniciou um trabalho pleiteado e desejado desde longa data, referente normatizao das atividades desse setor, que envolve milhares de sales de beleza compreendendo cabeleireiros, manicures, pedlogos e profissionais de esttica vinculados a micro e pequenas empresas que empregam aproximadamente 1,5 milho de trabalhadores diretos, com o objetivo de aprimorar sua capacitao.
A reunio de instalao da comisso de estudos foi rea- lizada na sede da Abihpec no incio de dezembro de 2011. O evento contou com a presena dos representantes das entidades envolvidas no projeto, das principais empresas produtoras para o segmento profissional, de representantes dos principais institutos de beleza, de autnomos, e imprensa especializada e representantes de feiras e eventos do setor, contanto ainda com a presena da dra. Maria Lumena B. Sampaio, representando a Ouvidoria Pblica da Prefeitura Municipal da Cidade de So Paulo, bastante atenta a apresentao.
Este ano promete... mos obra!

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Pele tambm desidrata

A desidratao ocorre quando o organismo no tem gua suficiente para realizar suas funes normais. Causado pela falta aguda de gua e eletrlitos no organismo, o problema pode ser de primeiro, segundo e terceiro graus. Os sintomas incluem fraqueza, tontura, dor de cabea e fadiga, podendo inclusive levar morte. Por causa disso, nas estaes mais quentes do ano os especialistas orientam a populao a ingerir maior quantidade de lquido em forma de sucos, gua ou chs. Porm, o que muitos no sabem que a pele tambm pode passar por um processo de desidratao, principalmente no vero. A pele ressequida, repuxada e com aspecto cansado tpica da carncia de hidratao adequada. Alm do aspecto cansado, a pele desidratada pode evoluir para um eczema ou provocar prurido. Em casos extremos, quando a desidratao da pele est ligada desidratao do organismo, podem ocorrer febre, torpor e convulses. Todos os dias, a pele agredida por vrios fatores. Um deles o clima. Muito sol, banhos de mar, piscina e vento, comuns nos dias mais quentes, contribuem para a desidratao do rgo mais extenso do corpo humano. Isso ocorre porque o manto hidrolipdico, formado por suor e gordura e localizado na epiderme, rompe-se e favorece a evaporao da gua atravs da pele, diminuindo seu grau de hidratao. A falta de umidade relativa no ar tambm leva ao
ressecamento, pois h maior evaporao de gua do corpo.
O envelhecimento tambm provoca a desidratao da pele. Quanto mais velho for o indivduo, menor ser a quantidade de gua em seu corpo. Por isso comum que pessoas idosas apre- sentem pele mais seca e com dificuldade de hidratao. Assim como todo o resto do organismo, a pele tambm comea a per- der algumas funes com a chegada da velhice. Clulas como os queratincitos e os melancitos, encontradas na epiderme e responsveis pela hidratao, no so mais produzidas com tanta intensidade. Isso faz que a pele da pessoa idosa fique bem mais seca. Nesses casos, o importante no desidratar ainda mais a pele com banhos quentes e sabonetes. O sabonete s deve ser usado nas partes que azedam, como axilas, virilhas e ps. A gordura cutnea extremamente importante para a hidratao natural da pele.
Fatores de ordem gentica, como a deficincia de aporte h-
drico, e situaes com carter agudo ou crnico so causadores da desidratao da pele. No por causa do vero que a pele fica mais seca. Em algumas pessoas, o problema gentico.
Algumas doenas, como dermatite atpica, psorase e ic- tiose, provocam alteraes na pele e modificam sua hidratao natural. No vero, essas enfermidades no costumam afetar tanto a pele, pois o Sol e o enxofre da gua do mar funcionam como anti-inflamatrios. Em contrapartida, outros problemas surgem nessa poca do ano, como eczemas, coceiras, micoses e infeces bacterianas. Por causa do calor, comum transpi- rarmos mais e ficarmos mais vulnerveis a fungos e bactrias, principalmente em reas que ficam midas ou assadas. Uma das micoses mais comuns no vero a ptirase versicolos, que normalmente aparece nas costas e deixa o aspecto da pele semelhante ao couro de uma cobra: rachada e com escamas. Dependendo do grau de desidratao, a pele pode at esfarelar, principalmente no rosto, nos braos e nas pernas. Tambm comum aparecerem regies avermelhadas, que podem inchar formar bolhas e eliminar secreo. Alm de problemas com a aparncia, pode haver desconforto fsico, devido coceira.
A pele fica avermelhada porque a evaporao da gua causa um desequilbrio no manto hidrolipdico; com menos gua h menor proteo. Quando isso acontece, fica mais fcil a ocorrncia de irritao por substncias qumicas ou pela poei- ra que est no ar, e a pele reage com inflamao em forma de eczema e dermatites. Esse problema pode acometer indivduos de qualquer idade, mas bastante comum nas pessoas mais velhas, que tm pele mais desidratada. Outra consequncia da desidratao, devido alterao no manto hidrolipdico, que a pele ressecada se contamina mais facilmente e, com isso, a possibilidade de desenvolver uma doena maior.
Ao mesmo tempo em que traz benefcios sade, o Sol pode causar doenas na pele, principalmente o cncer. Derma- tologistas so unnimes ao afirmar que a principal medida a ser tomada contra a ao dos raios ultravioleta o uso de filtro solar. Mas isso no suficiente; na praia, o importante no ficar exposto diretamente ao Sol. A sombra grande aliada nessa hora. Alm disso, o uso de camisetas ajuda a proteger a pele. Depois de um dia de sol, o importante hidratar o corpo como um todo, ingerindo muito lquido, porque a hidratao da pele ocorre de dentro para fora. O uso de hidratantes serve para bloquear a sada de gua e, como muitas pessoas imaginam, no tem a funo de hidratar.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

As crianas e as substncias qumicas

Por maior e mais concentrado que seja o foco desta coluna de carter tcnico-cientfico, no devo postergar a oportunidade de desejar um feliz 2012 aos diretores da Cosmetic & Toiletries Brasil, ao pessoal de apoio, aos colaboradores e aos leitores.
Estamos completando nossa 30a coluna. Ao longo desses anos, vrios assuntos foram abordados: ingredientes cosmti- cos, segurana e seus mltiplos caminhos, formao de recur- sos humanos, necessria integrao acadmica e setores regu- latrio e produtivo, a arte de dirigir a investigao cientfica, conquistas destitudas dos desapegos pessoais, dentre outros. Buscas constantes devem ser mantidas. Desafios arrojados, projetos bem delineados e assuntos regulatrios sustentados com o devido rigor cientfico so vistos como parceiros dos bons resultados. Nesta edio, vou abordar as substncias qumicas e as crianas.
A toxicologia faz parte da histria dos povos. Nos ltimos 200 anos, mais de 83 mil substncias qumicas tm sido uti- lizadas em todos os setores manufaturados (o que fruto da Revoluo Industrial). Novos processos tecnolgicos, sem dvida, vm aumentando a exposio das pessoas a substncias qumicas que podem causar danos, especialmente sade das crianas, no decorrer dos ltimos 50 anos. (Environmental Protection Agency, 2011).
A exposio s substncias qumicas tem sido objeto de preocupao da toxicologia e de reas afins, pois, de maneira geral, o parque industrial tem crescido bastante. Entenda-se, portanto, que isso significa uma maior exposio. Avanos na avaliao da toxicidade tm conseguido grandes feitos. A mo- derna toxicologia deixa de ser a cincia dos efeitos adversos, para tornar-se mais predisposta a enfrentar os desafios e des- dobramentos da biologia molecular e assim melhor entender e descobrir os caminhos ambientais que conduzem os mecanis- mos da toxicidade. (Casareth & Doulls 5th Ed,1975 e Toxicity testing in the 21st Century: a vision and strategy, 2007).
Quando se fala em toxicidade, o indivduo adulto , obriga- toriamente, parte integrante deste protocolo. As crianas, por sua vez, como tm sido tratadas pela comunidade cientfica em relao ao efeito de substncias qumicas em seus organismos, que esto em fase de evoluo?
Segundo a Organizao Mundial da Sade (OMS), quase 250 milhes de crianas ao redor do mundo esto envolvidas com o trabalho infantil, sendo que cerca de 110 milhes, com menos de 15 anos, trabalham em reas perigosas. Isso acontece em quase todos os setores da economia, sobretudo na zona rural e particularmente na agricultura, na minerao, na construo e na pesca. Segundo a OMS, a sade das crianas sujeitas exposio ambiental passvel de sofrer danos, e riscos emer- gentes tm sido identificados todos os dias.
A OMS tem afirmado que os riscos para os homens tambm so vlidos para as crianas, tendo em mente que elas esto mais vulnerveis do que eles, uma vez que se encontram em fase de desenvolvimento biolgico, fsico, fisiolgico e com- portamental.(www.who.org,acesso em 13/1/12, e Journal of Pediatric Health Care 224, 17:(5), 223-7, 2003)
Por outro lado, o ciclo da pobreza, conforme referido pela OMS, motivo de outras preocupaes e tem sido objeto de avaliao, especialmente quando a exposio das crianas ocorre em baixas doses e todos os dias, meses e anos da vida. A grande pergunta : como minimizar esta situao?
A questo do controle de poltica qumica vem sendo elaborada por grupos partidrios de diferentes pensamentos e por formuladores de polticas pblicas, os quais esto tra- balhando na elaborao e na construo de um apoio, com a finalidade de aprimorar e melhorar a legislao regulatria. Esse trabalho tem os objetivos de dar proteo comercia- lizao, bem como distribuio de grandes volumes de substncias qumicas, e gerenciar possveis riscos. Alm desse trabalho, devem ser outorgados Environmental Protection Agency (EPA), nos Estados Unidos, e a outros organismos de outras naes, maiores poderes regulatrios que permitam aos rgos obterem, com os fabricantes, infor- maes capazes de reduzir o risco de exposies qumicas prejudiciais sade das crianas. (Journal of Pediatric Health Care, 2011, in press). H possibilidades de pesquisa do assunto, com forte grau de varredura.
Para concluir, falamos em crianas, substncias qumicas, exposio a estas, danos sade, avaliao e gerenciamento do risco, medidas saneadoras e regulatrias. No falamos das crianas brasileiras, possivelmente sujeitas aos problemas de exposio, mas protegidas conforme a Lei no 8069/90 - Estatuto da Criana e do Adolescente.
O introdutrio para a prxima coluna j est pronto. O assunto ser: crianas e ingredientes cosmticos!

Luis Antonio Paludetti
Manipulao Cosmtica por Luis Antonio Paludetti

A cincia no publicada

Em um dia desses, navegando na internet procu- ra de notcias cientficas interessantes, deparei com um anncio, no mnimo, sui generis: um adolescente nepals, de nome Milan Karki, desenvolveu um painel solar feito de fios de cabelo que, segundo ele, geram energia a partir da luz solar, por um preo 80% menor que o dos atuais painis fotovoltaicos
de silcio. Milan Karki mora numa pequena vila da zona rural do
Nepal, e se no tivesse apresentado seu trabalho numa feira escolar de cincias, talvez o mundo no conheceria seu invento.
O estranho aparelho usa cerca de 500 gramas de cabelo humano e mais algumas placas de vidros e fios, gerando 9 volts de eletricidade, o suficiente para acender uma pequena lmpada fluorescente. Isso pode parecer pouco, mas, num dos pases mais pobres do mundo, acender uma lmpada gastando apenas o equivalente a 50,00 reais para construir o painel pode fazer uma grande diferena.
No entanto, tirando o fato de o cabelo ser um objeto de estudo da cosmetologia, o que isso tem a ver com farmcias de manipulao?
Nos ltimos dias, temos assistido a uma reviravolta no mercado magistral, em razo da proibio do uso dos anore- xgenos. Em funo disso, diversos fornecedores e farmcias optaram por apresentar aos mdicos alternativas ou substitutos s anfetaminas, em sua grande parte, compostas por produtos fitoterpicos.
O problema ocorre quando o mdico precisa analisar estu- dos que comprovem a eficcia desses produtos. Em sua grande maioria, h poucos estudos sobre os produtos, ou, quando essas pesquisas existem, foram publicadas em peridicos de pouco renome.
Mas o renome de um peridico suficiente para garantir a credibilidade ou a no credibilidade de um artigo? bvio que no. Para que um artigo cientfico seja bem conduzido, existem
algumas premissas bsicas, como: 1. O desenho experimental deve ser adequado. 2. O nmero de sujeitos experimentais deve ser adequado. 3. Deve haver um planejamento estatstico e um tratamento
adequado dos dados. 4. Os resultados devem refletir os objetivos propostos. 5. Os resultados devem ser claros e bem-apresentados. 6. A discusso e as concluses precisam ser coerentes com
os resultados. 7. As referncias bibliogrficas devem dar suporte argu-
mentao e concluso. Assim, mesmo que um artigo seja publicado em um peri-
dico indiano ou turco, uma vez satisfeitos esses critrios, e aps uma leitura criteriosa destes, possvel dar credibilidade ao artigo e transmitir essa credibilidade aos prescritores.
Ento, por que ainda h resistncia dos prescritores? Em primeiro lugar, pode ser que os visitadores no estejam trans- mitindo essa credibilidade corretamente aos prescritores. Em segundo lugar, e o que mais provvel, que realmente no haja credibilidade.
Cabe, portanto, ao segmento que prope essa credibilidade, obt-la. Fornecedores e farmcias deveriam patrocinar mais estudos sobre esses fitoterpicos, muitos deles oriundos da flora brasileira. Com louvveis excees, a maioria dos fabricantes e distribuidores no patrocina estudos sobre essas substncias, limitando-se muitas vezes a reproduzir estudos de qualidade duvidosa, no em funo do peridico em que tenham sido publicados, mas por no atenderem s premissas bsicas de uma pesquisa bem conduzida.
Tenho certeza de que nas universidades brasileiras h mui- tos jovens como Milan Karki, espera de uma oportunidade de mostrar sua genialidade ou seu valor.
Em um segmento como o magistral, fundamental investir nesses talentos. O Brasil rico em biodiversidade, competncia e capacidade intelectual. Precisamos apenas que as empresas apoiem essa riqueza.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Embalagem para o mercado teen

Comea um novo ano que, assim como os ante- riores, chega repleto de dvidas e incertezas. O cenrio de empresas associando-se a outras e de empresas fechando. Isso vem acontecendo notada- mente na rea de terceirizao, na qual a margem
de lucro reduzida simplesmente consumida pelos problemas comuns na produo, que geram perdas e nunca esto computa- das no custo inicial. Essa conta no fecha a favor do terceirista.
Na verdade, o ano comea um tanto preocupante. Eu, que normalmente sou um otimista, tenho minhas restries nesse incio de ano e, se me perguntarem, recomendo prudncia.
Vejo no mercado de embalagens os fornecedores tambm apreensivos, tanto com novos projetos como com estoques parados, porque o cliente solicitou a reprogramao da entrega. Os fabricantes de moldes para embalagens tambm esto preo- cupados com a falta de novos projetos.
O que ser que nos espera neste ano? Ser que a crise anunciada para alguns, anos atrs, e que nosso ento presidente classificou de marolinha, est chegando agora? Tomara que no.
Mas ns somos brasileiros, no desistimos nunca e vamos agir para que essa nuvem negra que paira seja soprada pelo vento do tradicional crescimento do setor e v embora.
Pensando dessa forma, onde ser que vai acontecer o boom deste ano no setor cosmtico? Ser no segmento de varejo, na franquia ou na venda-direta, para repetir o que aconteceu nos anos anteriores?
Qual produto ser o foco da mdia, dos consumidores e, consequentemente, das vendas? Ser um produto capilar, de tratamento, alcolico, ser a maquiagem com suas novas cores ou o revolucionrio primer pr-maquiagem? E a embalagem asitica, at quando ser a sada para os problemas com as em- balagens nacionais?
Com todas essas perguntas de difcil resposta, uma tendncia se percebe: o crescimento do consumo de produtos direcionados aos teens. Segmentos como os de eletroeletrnicos, roupas, ce- lulares e tnis apostam muito nesse setor e vm lanando cada vez mais produtos para esse pblico.
E no mercado cosmtico? Quais so os produtos e as emba- lagens que buscam esse pblico? Vocs j perceberam que estes no existem? O que esses jovens buscam em um cosmtico?
Pensando assim, os marqueteiros e designers de planto
precisam pensar em uma embalagem de shampoo, por exemplo, direcionada para esse pblico. Ser que ela deve ser bem colori- da ou discreta? De que tamanho? E o preo? Ela deve oferecer praticidade? Sim, muita. Enfim, o que chamaria a ateno dos adolescentes?
Quantas empresas fizeram e tm um estudo profundo desse mercado e por que no lanaram produtos e, principalmente, embalagens que encantassem os teens?
Sabemos que o pblico teen no aceita mais embalagens de super-heris, de bandas musicais em evidncia, tampouco as alusivas a cantores, mesmo que sejam aqueles cujos sucessos esses jovens cantam e danam na balada. O conceito rosinha para meninas e azul para meninos tambm faz parte do passado.
Pensando bem, a gente entende porque poucas (ou talvez nenhuma empresa) j se atreveram a explorar esse pblico, pelo menos em se tratando de linha capilar.
Por outro lado, e na contramo da histria, esto os esmaltes. Esse mercado de cores virou de cabea para baixo os conceitos das cores clarinhas, do tipo Zaz, Bruma, Areia, Misturinha e tantas outras de um passado no to distante.
Sem dvida, o pblico teen bastante responsvel por isso. Se houve essa mudana radical nas cores, o mesmo no se pode dizer das embalagens, que ainda so praticamente as mesmas. Ser que o pblico teen consumidor de tantas cores de esmal- te, assim como as mulheres consomem sapatos prefere uma embalagem diferente de esmalte, direcionada para sua faixa etria? Parece-me que no.
E quanto perfumaria, ser que a embalagem faz a diferena na deciso de compra dos teens, de uma colnia, seja ela mascu- lina, seja feminina? Essa outra linha de produtos na qual no existe distino ou diferenciao de faixa etria do consumidor, a no ser pela fragrncia. O que se busca uma embalagem bonita, diferenciada, prtica. bvio que estamos anos-luz de chegar perto de uma embalagem importada muitas delas mais parecem joias.
No incio do texto, minha inteno era falar das embalagens para o mercado teen de cosmticos, mas, discorrendo sobre o assunto, percebo que este um segmento inexplorado, repleto de oportunidades e com muito a desenvolver, criar e fazer.
O que falta ento? Repetindo o que coloquei acima, falta os designers e os marqueteiros se lembrarem dessa oportunidade. Mas o que falta mais ainda um empresariado atirado, sem medo e, porque no dizer, com um pouquinho de dinheiro para investir em divulgao. Concluindo, vejam como esse nosso mercado: se por um lado as nuvens negras nos assustam, por outro percebemos oportunidades bem debaixo do nosso nariz. Vamos execut-las ento!






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