21 de Outubro de 2018

Esmaltes

Edicao Atual - Esmaltes

Editorial

Confiança, apesar dos pesares

Esta época do ano traz, inexoravelmente, reflexões sobre os meses transcorridos e um sentimento de otimismo – ou, ao menos, de renovação. Na despedida, 2011 deixa números bem mais modestos do que os produzidos no ano passado, além de índices de inflação e inadimplência em alta. Contudo, o Brasil segue (a despeito das turbulências no cenário econômico internacional) sustentando o crescimento – ainda que em ritmo mais lento.

Depois da explosão de consumo em 2010, os tempos são de cautela, apesar dos baixos índices de desemprego. Esse recuo no consumo interno foi sentido pela indústria, que continua sofrendo os efeitos da concorrência com os importados. Em setembro, a produção industrial teve queda de 2% na comparação com agosto, o segundo maior recuo desde abril deste ano.

Na esfera política, o governo da presidente Dilma Rousseff atravessou o ano em meio a denúncias de corrupção. O investimento em obras de infraestrutura para o País, incluindo as voltadas à Copa de 2014 e à Olimpíada de 2016, segue devagar.

Fazendo um balanço rápido deste ano, as notícias não são muito animadoras... Mas é da natureza do brasileiro confiar no que virá. E há motivos. Algumas das boas novas vêm dos dados apresentados nos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfi co 2010, divulgados pelo IBGE. Segundo o levantamento, mais crianças e adolescentes estão na escola e mais pessoas trabalham, incluindo os trabalhadores com carteira assinada – a participação de brasileiros com emprego formal aumentou de 54,4% em 2000, para 65,2% em 2010.

Esta edição de Cosmetics & Toiletries Brasil chega, como sempre, sob o signo da confiança. Nossa última matéria de capa do ano traz a pujança do segmento de esmaltes. Pautado pela inovação e pela criatividade, o mercado brasileiro de esmaltes é o segundo maior do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Os artigos técnicos abordam o desenvolvimento de desodorantes antiperspirantes, um novo fotoestabilizador para protetores solares, um fitoativo originário da biodiversidade da Patagônia argentina, entre outros assuntos de interesse. Na seção “Persona”, Luiz Felipe Rauen, criador da Racco Cosméticos, dá sua receita de persistência e sucesso – um exemplo a ser seguido.

 

Boa leitura! 

 

Hamilton dos Santos
Publisher

Princípios para Formulação de Desodorantes Antiperspirantes - Eric S. Abrutyn (TPC2 Advisors Ltd., Inc., Delray Beach, FL, Estados Unidos)

A formulação de produtos antiperspirantes (AP) é foco deste artigo. O autor descreve os ingredientes, frequentemente, usados para na obtenção desses produtos, e finaliza avaliando a fórmula de AP disponíveis no mercado.

La formulación de productos antitranspirantes (AP) es el foco de este artículo. El autor describe los ingredientes de uso frecuente para la obtención de estos productos, y finaliza con la evaluación de la fórmula de AP disponibles para venta

Formulating products antiperspirants (AP) is the aim of this article. The author describes ingredients often used to obtaining these products and finalizes evaluating formula of commercial AP products.

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Fotoestabilização do Retinol e do Palmitato de Retinila pelo Etil-hexil Metoxicrileno - Craig Bonda, Jean Zhang (The HallStar Company, Chicago, IL, Estados Unidos)

Este estudo avaliou a fotoestabilidade do retinol e do palmitato de retinila quando submetidos à radiação UV (290-400 nm). Nessas condições, esses ativos degradam-se rapidamente diminuindo sua concentração nas formulações cosméticas. Entretanto, quando combinados previamente com etil-hexil metoxicrileno, esses retinoides ficam protegidos da fotodegradação mantendo suas concentrações inalteradas durante o processo de fabricação e a aplicação do produto na pele.

Este estudio evaluó la fotoestabilidad del retinol y del palmitato de retinol cuando son sometidos a la radiación ultravioleta (290-400 nm). En estas condiciones, estos activos se degradan rápidamente disminuyendo su concentración en las formulaciones cosméticas. Sin embargo, cuando se combina ellos con etilhexil metoxicrileno estos compuestos se están protegidos de la fotodegradación y mantienen sin cambios sus concentraciones durante el proceso de fabricación y la aplicación del producto sobre la piel.

This study examines the photostability of retinol and retinyl palmitate, finding they break down rapidly when exposed to UV radiation in the 290-400 nm range. This severely reduces their concentrations in finished formulations. However, when combined with ethylhexyl methoxycrylene, these retinoids are shown to be protected against photodegradation, thus preserving their concentrations both during the manufacturing process and following application to the skin.

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Fitoativo Multiétnico de Uso Capilar - Mariana Costaguta, Damaris Reynoso (Novachem SRL, Buenos Aires, Argentina)

Quatro espécies da Patagônia são a fonte primária para o desenvolvimento de um fitoativo capilar que retém e protege a cor do cabelo, evita o fotoenvelhecimento, realça o brilho e a luminosidade. É um produto 100% natural, sem parabenos, ecopreservado e ecossustentável.

Cuatro especies patagónicas son la fuente primaria para el desarrollo de un fitoactivo de uso capilar que retiene y protege el color del cabello, previene el fotoenvejecimiento del cabello, potencia el brillo y la luminosidad. Es un producto 100% de origen natural, libre de parabenos, eco-conservado y eco-sostenible.

Four species from Patagonia are the primary source for the development of a capillary used phytoactive which holds and protects the hair color, prevents photoaging, improves brightness and luminosity. It is a 100% natural, parabens free, eco-preserved and eco-sustainable

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Estabilidade de Emulsões Aniônicas contendo Ureia - Fernanda Sutile (União de Ensino do Sudoeste do Paraná, Unisep, Dois Vizinhos PR, Brasil)

Este artigo descreve o desenvolvimento e a avaliação da estabilidade prévia e acelerada de emulsões aniônicas contendo ureia, comparando-as com formulações desenvolvidas em farmácias de manipulação.

En este artículo se describe el desarrollo y la evaluación de la estabilidad anterior y acelerada de las emulsiones aniónicas que contienen urea, en comparación con las formulaciones desarrolladas en farmacias.

This article describes the development and evaluation of previous and accelerated stability of anionic emulsions containing urea, compared with formulations developed in compound pharmacies.

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Caracterização de emulsões contendo DHA e Polawax - Gabriela Detoni Pavoni, Sandra Elisa Haas (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI, Erechim RS, Brasil)

A di-hidróxi-acetona (DHA) é um ativo cosmético utilizado como autobronzeador, pois reage com aminoácidos do estrato córneo gerando compostos corados. O objetivo deste trabalho foi estabelecer uma formulação adequada para a incorporação de DHA, avaliando diferentes concentrações de uma base autoemulsionante não iônica comercial e de DHA.

La dihidroxiacetona (DHA) se utiliza como activos cosméticos autobronceadores, ya que reacciona con los aminoácidos de la capa córnea produciendo compuestos coloreados. El objetivo de este estudio fue establecer una fórmula adecuada para la incorporación de DHA, la evaluación de diferentes concentraciones de una base auto emulsionante no iónica comercial y DHA.

The dihydroxyacetone (DHA) is an ingredient used as a self tanning cosmetic, because it reacts with amino acids of stratum corneum generating colored compounds. The objective was to establish a suitable formulation for the incorporation of DHA, evaluating different concentrations of a commercial self emulsifier no ionic base and DHA.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Consumo virtual

As relaes comerciais evoluram de tal forma no mundo moderno, que a internet j est consolidada como uma ferramenta essencial para a gerao de negcios.

Se a empresa ainda no tiver um sistema de vendas on-line, essencial que tenha pelo menos um website bem apresentado, pois se tornou uma praxe os consumidores buscarem informaes da empresa e de seus produtos por meio da internet, e eles desconfi am daquelas empresas sem endereo on-line.

Segundo os especialistas em marketing, o e-commerce tornou-se smbolo da modernidade e sinnimo de empresas que buscam sempre desenvolvimento e investimentos, visando o futuro.

Com cerca de 81 milhes de internautas, o Brasil o quinto maior pas com nmero de usurios que acessam a internet.

Apenas durante este ano, 4 milhes de consumidores virtuais dentre os quais 2,4 milhes pertencem classe C , efetuaram sua primeira compra pela internet.

Segundo dados da Empresa de Inteligncia e Comrcio Eletrnico (Ebit), num cenrio pessimista, estima-se que o comrcio eletrnico fature cerca de R$ 19 bilhes em 2011, contra R$ 14,8 bilhes registrados em 2010.

A Ebit tambm constatou que os lderes de vendas na internet se encontram em categorias de produtos como: eletrodomsticos, informtica, sade e beleza, medicamentos, livros, assinaturas de revistas e mdias eletrnicas.

As vantagens da compra virtual so: a comodidade de no precisar sair de casa e a possibilidade de comprar produtos com a mesma qualidade da loja fsica, os quais, em muitos casos, so at mais baratos.

Apesar de ser um mercado com perspectivas promissoras, para que uma empresa atenda s exigncias do ecommerce necessrio que esta compreenda como utilizar a instantaneidade da internet para satisfazer e conquistar os consumidores virtuais.

Para isso, a empresa deve estar atenta ao planejamento comercial e logstico, que abrange o bom atendimento ao cliente, o respeito aos prazos, o preo adequado, as formas de pagamento acessveis etc., alm de desenvolver a capacidade de absorver a demanda, ou seja, deve respeitar os direitos do consumidor!

A era da internet, assim como pode facilitar as relaes entre fornecedores e consumidores virtuais, pode prejudicar e muito a imagem de uma empresa.

Isto porque, o consumidor virtual tambm se utiliza dessa ferramenta para dar sua opinio sobre o produto ou servio adquirido. E quando dois consumidores insatisfeitos se encontram, seus comentrios se propagam de forma imediata para um nmero ilimitado de outros possveis consumidores, prejudicando a imagem da empresa.

Por isso, quando a reclamao existir, a empresa jamais dever se omitir!

Estudo sobre reclamaes de consumidores na internet, realizado pela empresa de monitoramento Miti Inteligncia, no perodo de 30 de dezembro de 2010 a 3 de janeiro de 2011, constatou que as principais crticas dos consumidores tiveram relao com o atraso na entrega de produtos e com a falta de qualidade no atendimento aos usurios.

No ltimo dia 10 de novembro, a Fundao Procon de So Paulo advertiu a B2W Companhia Global de Varejo responsvel pelas empresas Americanas, Submarino e Shoptime sobre a possibilidade de ter suas atividades suspensas no estado de So Paulo, por 72 horas, por reincidir na prtica de no entregar produtos aos consumidores, e multou a empresa no valor de R$ 1.744.320,00. Cabe recurso desta deciso.

Segundo o Procon, a B2W teve aumento de 146% nos casos de reclamaes registradas, passando de 1.479 casos, no segundo semestre de 2010, para 3.635 casos relatados no primeiro semestre de 2011.

O mundo da era digital requer muita ateno e respeito aos consumidores virtuais, que esto cada vez mais exigentes, conscientes e querem ser ouvidos...

Por isso, a adoo de um posicionamento on-line requer preparo e amadurecimento por parte da empresa fornecedora.

Partindo desses princpios, com as ferramentas interativas disponveis, o mundo virtual um mercado promissor para estimular o consumo, mas no se deve perder de vista que o poder desse mercado est nas mos dos consumidores.

Artur Joo Gradim
Assuntos Regulatrios por Artur Joo Gradim

Um fim de ano feliz

As reas de logstica e regulatria das empresas produtoras e importadoras de produtos finais da rea de HPPC passaro um final de ano mais tranquilo, contrariando as sombrias e assustadoras perspectivas para o dia 1. de novembro, quando, devido equivocada Resoluo RDC 16, passaria a ser exigida a integral adequao das frmulas e rotulagens dos produtos, inclusive com a declarao dos alrgenos contidos nas composies aromticas.

Baseado nas justificativas pertinentes relativas necessidade de postergar sua implementao e graas a uma adequada gesto sobre o assunto, entre os setores privado e oficial brasileiro, alcanada na ltima reunio do Mercosul, ficou acordado com os demais pases membros e a coordenao do SGT-11 que a implementao do novo Regulamento Tcnico Mercosul, com a exigncia, seja efetiva a partir de 1 de abril de 2013. O novo Regulamento Tcnico estabelece a lista de substncias que os produtos de HPPC no devem conter, exceto nas condies e restries estabelecidas (Lista Restritiva). Dessa maneira, a postergao do incio da vigncia da RDC 16 permitir o escoamento das atuais rotulagens e/ou o tempo requerido para as adequaes de formulao que forem necessrias.

A Resoluo Anvisa RDC 54, de 25/10/11, teve o objetivo de postergar o prazo atribudo pela RDC 16 at que sejam finalizados os trmites internos no Mercosul, para posterior internalizao da Resoluo Mercosul GMC 46/10 com a nova data. Sem dvida, esta foi uma eficiente ao do Grupo Ad-Hoc de
Cosmticos, na Coordenao do Grupo de Mercado Comum, evitando uma insustentvel condio operacional, com prejuzos de grande monta para produtores locais e importadores.

De outro lado, e para encerrar este ano bom, esperada a concluso dos trabalhos de atualizao da Regulamentao Tcnica pertinente aos produtos de uso infantil, aps um hercleo trabalho desenvolvido pelos tcnicos das empresas, coordenados pelas entidades do setor privado, de forma integrada aos tcnicos da Gerncia-Geral de Cosmticos (GGCos) da Anvisa, e pelos consultores com notrio saber na matria que foram convidados.

A nova regulamentao ser um condensado atual da legislao especfica vigente at ento, incluindo novos produtos. Esses produtos so aguardados pelos fabricantes locais e importadores, pois j so comercializados regularmente no mercado internacional, inclusive nos mercados de referncia regulatria, e igualmente no tm restrio especfica nos regulamentos do Mercosul.

O novo texto, assim que for finalizado, passar por consulta pblica antes de sua implementao e ter aplicao exclusivamente em mbito nacional.

Essa nova regulamentao permitir ao Brasil incrementar os nmeros do mercado de produtos destinados populao de 0 a 12 anos, consolidando a primeira posio do Pas no ranking mundial em consumo desse tipo de produto, com a segurana requerida e aceita internacionalmente.

Est previsto que iniciaremos o ano novo com a consulta pblica do novo Regulamento Tcnico para as Boas Prticas de Fabricao, que foi aprovado e enviado para publicao em setembro deste ano na Reunio do Mercosul, realizada em Montevidu. Tambm est prevista a finalizao dos trabalhos para a atualizao da Resoluo RDC 48/2006, referente lista de substncias que os produtos de HPPC no podero conter (Lista Negativa).

Entretanto, todos os esforos tcnicos e jurdicos esto concentrados com o objetivo de preservar a nomenclatura INCI para designar os ingredientes da frmula e na descrio contida na rotulagem dos produtos, ora questionada por aes judiciais em andamento, que visam sua alterao para a inscrio dos ingredientes em portugus fato esse que, se for consumado, ocasionar um descompasso jamais vivido pelo setor. Essa medida pretensiosa e inconsequente, caso prevalea, se traduzir em um retrocesso frente s prticas internacionalmente reconhecidas de nomenclatura para os ingredientes cosmticos, em custos adicionais insuportveis para os produtores nacionais, na criao de barreiras ao Mercado Comum do Mercosul e, principalmente, no conferir benefcio algum aos consumidores dos produtos.

Sem dvida, 2012 ser um ano pulsante com muitos desafios a serem superados, para variar.

Feliz Natal a todos!

Wallace Magalhes
Gesto em P&D por Wallace Magalhes

O quarto atributo do produto: voc sabe lidar com ele?

Todo profissional de P&D conhece bem os trs atributos tcnicos de um produto, que so: estabilidade, segurana e eficcia. Porm, j hora de participar mais intensamente do tratamento conferido a um quarto atributo, formado pelos aspectos econmicos do produto.

Esse atributo, assim como os outros, formado por vrios fatores ou, se preferir, por subatributos. O tratamento dado a esses elementos ser decisivo para determinar as chances de sucesso ou fracasso de um produto. Essa lgica, vale lembrar, aplica-se a qualquer tipo de empreendimento. Os fatores que no foram abordados, os que foram abordados parcial ou inadequadamente, ou mesmo aqueles que no foram considerados formaro buracos negros na trajetria do novo produto, o que poder gerar prejuzos significativos.

Cosmticos so desenvolvidos para atender a uma demanda, para preservar a sade, para promover bem-estar e, consequentemente, gerar riqueza sob a forma de lucro. Por isso, independentemente da obrigao de cumprir a legislao, todos os recursos devem ser mobilizados para gerar resultados positivos, evitando prejuzos e efeitos adversos. E esse esforo mobilizado passa, obrigatoriamente, pela rea de P&D.

Normalmente, o nico aspecto econmico tratado pelo P&D o custo dos insumos. Isso importante, mas pouco. Outros tantos fatores econmicos devero ser trabalhados sob a tica especfica do P&D, e sua abordagem deve ser considerada ao mximo para atingir os objetivos do novo projeto. Muitas horas so despendidas pelos tcnicos para estudar e compreender os aspectos tcnicos e cientficos das substncias, como o comportamento dos polmeros, o espectro de ao dos conservantes, o potencial irritante dos tensoativos, os princpios funcionais dos ativos, suas caractersticas fsico-qumicas, normas regulatrias e tantos outros assuntos. E so muitos outros! Toda essa informao ser aplicada na montagem e no teste da formulao do produto. Tudo absolutamente correto e justificado. Afinal, este o nosso trabalho, no ? , mas no somente isso.

Os aspectos econmicos de um produto esto intimamente ligados aos seus atributos tcnicos. Estabilidade, segurana e eficcia vo afetar fortemente os fatores econmicos e a competitividade do novo produto. Um estudo de estabilidade inadequado pode culminar na produo e distribuio de produtos que sero devolvidos, causando prejuzos financeiros e prejudicando a imagem da empresa. A mesma lgica se aplica aos aspectos de segurana. Produtos s devem ser produzidos e distribudos depois de serem realizados estudos de segurana. Alm de ser uma obrigao regulatria, claramente definida na legislao para todos os produtos, esses estudos que do garantias para que os investimentos na produo e distribuio sejam feitos. E, ainda assim, no podemos falar em inexistncia de riscos, mas em minimizao de riscos. O P&D que tem a responsabilidade e a obrigao de esclarecer esses pontos e de agir para evitar que se decida produzir e distribuir produtos sem a realizao desses estudos, no somente por causa da questo legal, mas tambm para proteger o investimento realizado.

Note que s tratei de segurana e estabilidade. E a eficcia? Apesar de a legislao definir que a empresa deve ter dados de eficcia dos seus produtos, os testes somente so exigidos em casos especficos. Isso est defi nido no Requisito 13 do Anexo III da RDC n 211/2005, segundo o qual os resultados devem estar disponveis quando for o caso. Se, sob o ponto de vista regulatrio, nem sempre a eficcia deve ser comprovada, a correta abordagem desse atributo pode refl etir em um produto melhor e, muito provavelmente, mais lucrativo. O mercado brasileiro j est bem desenvolvido, com consumidores exigentes e conscientes. Assim, para conquistar uma fatia desse mercado, ser necessrio oferecer produtos com benefcios reais e estes devem ser facilmente perceptveis. O texto de rotulagem no pode anunciar benefcios que o produto no seja capaz de cumprir. Portanto, a formulao deve ser desenvolvida para produzir o mximo de desempenho possvel. Um controle apurado e gil de custos deve estar disponvel para os pesquisadores, pois totalmente aconselhvel que a nova formulao seja desenvolvida no limite superior do custo proposto no briefing.

Na prxima edio, vou aprofundar um pouco mais este assunto, com algumas dicas prticas bem interessantes.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Hiperidrose

O suor um lquido produzido pelas glndulas sudorparas da pele para manter a temperatura do corpo. No calor, suamos para perder calor.

Depois de tomar um remdio para a febre, por exemplo, suamos tanto que ficamos molhados e gelados para o corpo voltar temperatura normal.

Como em animais de sangue quente, nossa temperatura deve ficar entre 36 e 42 graus Celsius. Se a temperatura descer ou subir alm desses limites, as clulas no funcionam e morrem. Da a importncia da transpirao.

A quantidade de suor produzida por uma pessoa varia segundo a idade, o sexo, a raa e o local de moradia. Os estmulos que influenciam as glndulas sudorparas so: calor externo, exerccio fsico, vrias doenas e alteraes emocionais.

Outro aspecto interessante que o suor eliminado a partir da glndula sudorpara, no apresentando nenhum odor. Contudo, medida que ele permanece na pele, h o crescimento de bactrias, provocando
um cheiro desagradvel. importante observar, principalmente no caso dos ps, se h alguma micose associada ou um quadro de calosidade, o que certamente vai provocar o crescimento das bactrias e um odor mais forte. Se isso ocorrer, importante que haja um tratamento tanto da calosidade como da micose, para neutralizar o problema.

preciso secar bem as regies do corpo onde se transpira mais e nunca demais enfatizar que higiene fundamental. A indicao tomar, pelo menos, um banho por dia. Para suavizar o problema, vale a dica de evitar o uso de meias e tecidos sintticos, ou de roupas que apertem ou machuquem a pele.

Outro aspecto importante que na poca da puberdade, quando os hormnios comeam a ser produzidos, os adolescentes apresentam um cheiro forte nas axilas. Isso acontece porque o suor liberado com a secreo sebcea, onde h uma influncia muito grande da parte hormonal. Nesse local, a glndula
sudorpara chamada de apcrina e no sai diretamente na pele, desembocando no canal do folculo pilossebceo. por isso que, na fase de mudanas hormonais, o odor passa a ser mais forte e ocorre crescimento bacteriano tambm mais descontrolado o que pode ser resolvido com hbitos saudveis de higiene.

O aumento excessivo do suor (hiperidrose) atrapalha a autoestima e chega a prejudicar a vida social de uma pessoa. A sudorese excessiva pode ocorrer nas axilas, deixando a roupa manchada, com cheiro mais forte, ou acontecer nos ps ou nas mos. Neste ltimo caso, as mos ficam constantemente molhadas, dificultando a realizao de determinados tipos de trabalho, como escrever ou digitar. Em geral, no h doenas associadas hiperidrose. Ela est relacionada a uma tendncia pessoal ou a situaes de estresse e ansiedade.

Os casos de hiperidrose nas axilas podem ser revertidos com uma cirurgia especfica, que consiste em um corte na pele e na retirada de determinada quantidade de glndulas. Trata-se de uma cirurgia relativamente simples, feita por dermatologistas. O resultado bastante satisfatrio, com signifi cativa diminuio da sudorese.

J os casos de hiperidrose nas mos ou ps so mais difceis de ser solucionados. O tratamento local com produtos especfi cos, muitas vezes, no consegue controlar o problema.

Existe ainda o recurso da iontoforese. Trata-se de um aparelho que transmite uma corrente eltrica capaz de modificar o funcionamento da glndula.

Esta se assemelha a um novelo de l, com um pequeno ducto que desemboca na superfcie da pele (alguns ductos desembocam juntamente com a glndula sebcea no folculo piloso). Ao utilizar o aparelho durante 20 minutos no local, duas vezes ao dia) ocorre o estreitamento do ducto e um estmulo para que se produza menos suor. Em dez dias, as aplicaes comeam a fazer efeito e a transpirao diminui, mas o paciente vai ter de fazer uso do aparelho para sempre.

Outra opo de tratamento o uso da toxina botulnica. Essa substncia, derivada de uma bactria, utilizada como medicao em vrios tipos de doena e para fins estticos. uma toxina que bloqueia a ao da acetilcolina, necessria para a sudorese. A toxina botulnica aplicada com agulha ponto a ponto, em toda a regio das mos e dos ps e, se for o caso, nas axilas.

Com o bloqueio acetilcolina, h suspenso de cerca de 80% da sudorese nos locais onde a toxina aplicada. Essa reduo no causa nenhum efeito colateral, uma vez que a pessoa continua suando no restante do corpo. O que acontece, portanto, a inibio do excesso de suor. O tratamento tem durao mdia de oito meses.

O mais importante procurar um servio especializado, que possa diagnosticar cada caso e possibilite a escolha do melhor tratamento.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

A unio faz a fora

Os setores responsveis pela segurana de cosmticos, produtos de higiene pessoal e perfumes, se estiverem cientificamente unidos, se fortalecero muito mais do que se imagina, pois foras de mesmo sentido se somam ou respeitam ao velho adgio popular: a unio faz a fora.

Ao longo desses quatro anos como colunista da Cosmetic & Toiletries (Brasil), com o intuito de divulgar e agregar informaes, tenho procurado escrever a respeito do envolvimento e da importncia das cincias toxicolgicas na avaliao de segurana dos ingredientes cosmticos. No me furtei em abordar itens preciosos, como: pesquisa e desenvolvimento, inovao tecnolgica, protetores solares, teste de Draize, mtodos alternativos, cosmetotoxicologia, pele e suas implicaes, endpoints, margem de segurana, formao de recursos humanos, toxicidade sistmica, integrao multiprofissional e disciplinar, parcerias, entre outros. Outras colunas, assinadas por ilustres colaboradores da revista, somaram-se s minhas, focando especificidades e/ou generalidades, todas revestidas de rara importncia.

Outros parceiros esto na mesma luta. Bom exemplo disso tem sido dado pela Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa), por meio de sua Gerncia Geral de Cosmticos, que frequentemente promove a realizao de discusses tcnicocientficas, divulgando publicaes regulatrias, como o Guia de Segurana, das Resolues da Diretoria Colegiada (RDCs) e dos pareceres emitidos pela Cmara Tcnica, alm da forte atuao no Mercosul.

At onde tenho acesso, a Associao Brasileira de Cosmetologia (ABC) e a Associao Brasileira da Indstria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmticos (Abihpec) tm alcanado efetiva participao na realizao de mltiplos eventos, nos quais a segurana tem sido cone de constante observao. A participao das universidades pblicas e privadas, quando se fala em toxicologia de ingredientes cosmticos (tanto na graduao como na ps-graduao) me parece um tanto tnue mas tambm marcamos presena no circuito acadmico.

Em ateno ao expediente firmado pela Associao Brasileira de Cosmetologia, o Conselho Federal de Farmcia, observada a Resoluo n 444/06 e o Acrdo n13.374, publicou no Dirio Ofi cial da Unio de 25 de novembro de 2009, a aprovao do Curso de Especializao Latu Sensu em Cosmetotoxicologia.
Esse foi um grande passo: o reconhecimento da firme e necessria parceria cientfica entre cosmetologia, tecnologia de cosmticos, cincias toxicolgicas e cincias afins.

Dentre as incertezas, chega uma alvissareira notcia: a Universidade Estadual de Londrina, no Paran, est oferecendo, desde o primeiro trimestre de 2011, o Curso de Ps-graduao Stricto Sensu em Toxicologia Aplicada Vigilncia Sanitria, de mestrado profi ssionalizante. Trata-se de um bom exemplo e um caminho a ser seguido. Sob o ponto de vista pessoal, tenho sido totalmente favorvel aos cursos profissionalizantes, especialmente para um setor regulado e que exige pessoal qualificado.

E l fora, nos pases desenvolvidos, graas ao elevado nvel cultural e cientfico, ostentado ao longo de muitos anos, esto os mais importantes centros de excelncia em pesquisa, desenvolvimento e atividades regulatrias, como: FDA, EPA, Health & Consumer Protection of European Commission/SCCP, ECVAM e ICCAM, entre tantos outros.

A velocidade da informao foge ao nosso alcance. As fontes disponveis se atropelam e se complementam. Questionam-se. Ocasionam choques, que podem levar a knockout, tanto o jovem em incio de carreira como o mais experimente profissional, em reas de trabalho similares ou contrastantes.

Uma parceria de boa qualidade gera um bom produto. Nesse emaranhado, os trabalhos de reviso da literatura e bancos de dados tm se notabilizado como excelentes meios de difuso do conhecimento. Infelizmente, o acesso literatura cientfica pode ser inatingvel para aqueles que esto fora da universidade. Pura verdade.

Estamos nos aproximando da primeira parada. Precisamos respirar. Tenhamos em nossas mentes que os saltos com obstculos esto logo frente, para nos levar s vitrias e aos tombos. Como fazer e a quem recorrer? Precisamos de iniciativas corajosas, de seres humanos com sensibilidade e esprito agregador,
capazes de levar mesma mesa de trabalho os interessados na segurana de ingredientes de produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes, paradigma essencial sade dos usurios.

Acredito na criao de um organismo capaz, que seja parceiro para o crescimento dos setores envolvidos, bem como plenamente alinhado aos seus congneres internacionais j existentes, e no um mero coadjuvante.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Embalagens sazonais

Estamos no apagar das luzes de mais um ano. Ano complicado, com vendas que no obedeceram s regras e aos critrios das previses e com a rea produtiva descabelando-se para atender pedidos alm da previso. As reas de planejamento e controle de produo (PCP) e comercial foram colocadas contra a parede, pois no chegaram os pedidos esperados e os estoques de insumos e produtos acabados foram l para cima.

Enfim, apesar dos altos e baixos, na mdia, esse foi mais um ano bom. Essa a concluso que mais tenho ouvido das empresas do setor, seja de venda direta, seja de varejo ou mesmo de franquia, obviamente, com maior nfase nas empresas de venda direta, que tiveram mais um bom ano.

Houve destaque especial para as empresas de terceirizao. Com raras excees, praticamente todas ficaram com suas carteiras recheadas de pedidos, alguns de ltima hora, acarretando o j conhecido problema da falta de produtos e atrasos nas entregas. Ainda no existem nmeros que nos faam conhecer
melhor esse mercado de terceirizao de cosmticos, mas perceptvel o grande volume de novas empresas terceirizadoras que nascem a cada ms. Tambm perceptvel o crescimento das empresas j existentes: muitas j se mudaram para galpes maiores e tantas outras procuram espaos maiores para suas fbricas. Esse um setor que promete muito para 2012.

Voltando o foco para as embalagens, gostaria de abordar, nesta ltima coluna do ano, as tradicionais embalagens sazonais e, mais especificamente, os estojos promocionais de fim de ano. Comuns nas empresas de varejo e mandatrios nas empresas de venda direta, os kits promocionais de final de ano colaboram para fazer acontecer o bom faturamento do ltimo trimestre.

No entanto, juntamente com essas embalagens, normalmente ocorrem problemas. Elas so produzidas em grande quantidade para atender venda sazonal de fim de ano e, portanto, disputam espao nas lotadas programaes dos fornecedores.

Consequentemente, acontecem atrasos, problemas de qualidade, entre outros. A primeira grande preocupao que essas embalagens, necessariamente, precisam ser entregues rigorosamente no prazo estabelecido, caso contrrio, a empresa perde o bonde, mais especifi camente, o Natal.

Outra preocupao no deixar sobrar embalagens no estoque, pois elas no podero ser usadas depois, ou seja, a compra das embalagens e a venda do produto acabado tm de falar a mesma lngua.

No aspecto qualidade, temos a preocupao com a gramatura das caixas/kits. Nas caixas com gramatura menor que a especifi cada (ideal) ocorrer o que estamos acostumados a ver nos pontos de venda, ou seja, elas vo abrir, descolar, desmontar ou at rasgar.

H ainda a preocupao legal: o texto do produto (ou dos produtos) precisa estar visvel e legvel no verso da caixa, quando esta no for transparente.

Essa mesma lgica vale para o prazo de validade. Nesse caso, se no for possvel informar o prazo de todos os produtos contidos na caixa, ser preciso, necessariamente, colocar uma validade nica a do produto que vencer primeiro.

Finalmente, existe a preocupao com a segurana (evitar roubos), principalmente quando o produto fica exposto nas gndolas dos supermercados. Kits contendo presentes como relgios, carteiras, ncessaires, bijuterias e utenslios teis funcionam como um chamariz para roubos dentro da loja. Nesse caso, os kits requerem lacres especiais para evitar o roubo desses brindes que acompanham os produtos. Cabe lembrar que um dos grandes problemas nos supermercados o roubo de peas pequenas e componentes de kits de promoo.

Por fim, importantssimo declarar corretamente na embalagem o que est contido dentro do kit.

Ainda na questo da embalagem sazonal, existem, no fim de ano, as promoes de produtos para proteo solar. comum a promoo Pague 120 ml e leve 150 ml, por exemplo.

Nesse caso, preciso informar a quantidade de produto que o consumidor est pagando e a quantidade que ele efetivamente est levando gratuitamente. Uma declarao que induza dvida ou m-f pode trazer grandes complicaes para o fabricante em relao aos rgos governamentais.

Repetindo o que eu disse na edio de fi m de ano de 2010, espero que, em 2012, tenhamos grandes problemas de entrega de produtos, no por falta de insumos ou incompetncia das reas produtivas, mas por excesso de pedidos.

Boas festas a todos!

Luis Antonio Paludetti
Manipulao Cosmtica por Luis Antonio Paludetti

Tratamentos para obesidade: o quanto eles so importantes?

Quando se fala em obesidade, geralmente outros interesses, no a sade do paciente, acabam atrapalhando uma abordagem racional dos fatos e nos impede de ver o problema como ele realmente . Quase sempre, a obesidade um assunto tratado como tabu ou dogma.

At que ponto os tratamentos para obesidade so importantes para a farmcia? O que pode acontecer agora, com a proibio de anorexgenos pela Anvisa? A manipulao de frmulas para obesidade muito importante para os obesos e contribui para o faturamento das farmcias, mas ela importante para a sade pblica?

A Organizao Mundial de Sade estabeleceu uma tabela com o critrio denominado carga da doena, que inclui os anos de vida perdidos, o grau de incapacidade dos sobreviventes e o nmero de pessoas afetadas. Essa tabela apresenta as principais doenas e suas respectivas cargas, em porcentagem (%). Em outras palavras, a carga significa a importncia daquela doena para a sade pblica no Brasil.

Nessa tabela, percebe-se que a obesidade no citada como uma doena de maior carga. No topo da lista esto: pneumonia, doena cardaca isqumica, AVC, depresso, diarreia e diabetes mellitus, nessa ordem. Em geral, a obesidade no seria uma das doenas mais importantes no Brasil, onde enfermidades como pneumonia e diarreia parecem ser mais importantes.

Entretanto, quando avaliamos outras doenas, percebemos que a doena cardaca isqumica, o AVC, e o diabetes mellitus so extremamente importantes. A obesidade uma das causas do aumento dessas doenas.

Portanto, apesar de a obesidade ser importante sob o ponto de vista da sade pblica e do faturamento das farmcias, ela no a nica rea na qual as farmcias podem atuar. E, mesmo com a proibio dos anorticos, a farmcia com manipulao pode ser extremamente til. Considere um paciente obeso,
com hipertenso, dislipidemia e alteraes metablicas, que procura um mdico. Aps avalia-lo, o mdico optou por no utilizar anorticos e recomendou-lhe dieta, mudana no estilo de vida e acompanhamento nutricional e fsico, para reduo de peso. Mas, como a hipertenso, a dislipidemia e as alteraes
metablicas so importantes, o mdico decidiu tratar essas doenas imediatamente e reavaliar a medicao, na medida que o paciente perdesse peso.

Ao longo do tratamento, o paciente foi progressivamente obtendo melhoras, mas, em virtude da dieta, necessitou de alguma suplementao com cidos graxos essenciais e vitaminas lipossolveis. O paciente tambm relatou efeitos colaterais ao usar as estatinas. Alm disso, as doses de anti-hipertensivos disponveis comercialmente ou eram muito baixas ou muito altas, uma vez que a condio inicial de hipertenso foi sendo controlada e as doses iniciais de anti-hipertensivo no foram mais necessrias.

Neste caso, existiriam trs formas de atuao da farmcia:

- Divulgar seus servios para o nutricionista, de modo a oferecer-lhe suplementos personalizados, que, alm de repor o cido graxo necessrio, poderiam auxiliar no controle das dislipidemias.

- Sugerir ao mdico a associao de coenzima Q10 e estatinas, o que comprovadamente reduz os efeitos colaterais.

- Sugerir ao mdico a manipulao das doses adequadas de anti-hipertensivos, podendo combin-los em uma nica cpsula.

- Perceba que o foco da atuao da farmcia muda, pois esta passa a tratar no mais apenas obesidade em si, mas tambm as doenas associadas a ela. H muitas vantagens nesse tipo de atuao:

- Reduo dos riscos, pois a utilizao de medicamentos anti-hipertensivos, nutrientes e estatinas est longe de ser proibida pela Anvisa.

- Reduo de custos, pois no h mais necessidade de gerenciar o controle das substncias (economizando tempo e no havendo a necessidade de alocar profi ssionais para o controle do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados SNGPC)

- Aumento do valor agregado e do lucro, pois as formulaes somente podero ser preparadas nas farmcias com manipulao.

- Maior interao com o paciente, pois essas formulaes exigem um seguimento farmacoteraputico.

- Melhoria real da qualidade de vida e valorizao da farmcia pelo paciente.

Essas formas de atuao mostram o variado leque de opes que a farmcia pode oferecer ao paciente no tratamento da obesidade, em vez de anorexgenos ou suas alternativas.

As farmcias no necessitam viver exclusivamente de anorexgenos, como alegam alguns. H alternativas viveis, essenciais para a sade pblica e muito lucrativas.






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