Os caminhos para a Sustentabilidade

Edicao Atual - Os caminhos para a Sustentabilidade

Editorial

Bem-vindos à maturidade 

Segundo pesquisa realizada pelo Banco Mundial (Bird), com sede nos Estados Unidos, a população idosa brasileira (que atualmente é de 19,6 milhões de pessoas) deverá crescer a uma taxa de 3,2% ao ano, chegando a 64 milhões de pessoas em 2050, ou 29,7% do total da população do Brasil. O estudo destaca a velocidade de crescimento dessa parcela da população: a fatia de idosos deve levar 22 anos para passar de 7% para 14% do total da população brasileira. A título de comparação, na França esse crescimento levou mais de um século para acontecer.


De acordo com as projeções do levantamento, a partir de 2025 o crescimento populacional brasileiro será guiado pelo aumento da população mais velha, ao passo que a população com idade entre 15 e 59 anos começará a declinar. Esses dados, assim como outros levantamentos que nos últimos anos vem apontando essa tendência de envelhecimento do País, naturalmente sinalizam impactos futuros em vários setores da economia, como no sistema previdenciário. À sociedade, caberá adotar novas posturas visando prevenir doenças, priorizando os cuidados com a saúde e dando atenção especial à qualidade de vida. É de se esperar que a indústria, de maneira geral, acompanhe esse processo, em seus desafios e oportunidades.


Saúde e qualidade de vida são assuntos que fazem parte desta edição da Cosmetics & Toiletries Brasil, que traz na seção “Persona” a trajetória de Ala Szerman, profissional cujo trabalho sempre esteve atrelado a esses dois conceitos. A saúde do Planeta – que pode ser preservada por meio de ações que permeiam todas as esferas do convívio humano – está presente em nossa matéria de capa, que apresenta um panorama do sempre premente tema da sustentabilidade.


Artigos técnicos apresentam uma abordagem integral do antienvelhecimento e tratam da importância das equipes multidisciplinares nos processos de aplicações de peelings. Os novos filtros UVA exclusivamente orgânicos, e a discussão sobre a metodologia de avaliação in vivo e in vitro, complementam os assuntos abordados pelos artigos técnicos.

 

Boa leitura!

Hamilton dos Santos
Publisher

Da Hidratação à Reposição Celular: Uma abordagem Integral do Antienvelhecimento - Eric Dupont, PhD e Juan Gomez (Immanence, Québec, Canadá); Dr.Claude Léveillé, e Diane Bilodeau, PhD (Québec, Canadá)

Como os mecanismos de envelhecimento da pele estão se tornando mais claros, a sua complexidade direciona uma abordagem diferente dos benefícios antienvelhecimento, ou seja, que integre múltiplos ativos complementares em uma única formulação. No presente artigo, os autores descrevem uma fórmula abrangente desenvolvida para lidar eficazmente com 16 diferentes mecanismos de envelhecimento da pele.

Dado que los mecanismos de envejecimiento de la piel se se tornaron más conocidos, su complejidad direcciona a un enfoque diferente para los beneficios anti-edad - es decir, la integración de múltiples activos complementarios en una sola formulación. En el presente artículo, los autores describen una fórmula integral diseñada para responder con eficacia a dieciséis diferentes mecanismos de envejecimiento de la piel.

As the mechanisms of skin aging become better understood, their complexity commands a different approach for antiaging benefits i.e, integrating multiple complementary actives into a single formulation. In the present article, the authors describe a comprehensive formula designed to effectively address sixteen different mechanisms of skin aging.

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Desafio UVA: Protetor Solar Exclusivamente Inorgânico - Paul Staniland, PhD, e Julian P. Hewitt (Croda Sun Care and Biopolymers, Widness, Cheshire, Reino Unido)

A produção de uma série de dispersões baseadas em dióxido de titânio é explorada neste artigo para fornecer maior proteção UVA, em comparação ao dióxido de titânio ultrafino. Formulações contendo essas dispersões como único ativo são mostradas para alcançar o fator de proteção UVA, que é um terço do valor do FPS rotulado, atendendo assim às recomendações da Comissão Europeia.

La producción de una serie de dispersiones basados en dióxido de titanio se explora en este artículo para proporcionar una mayor protección UVA, en comparación con el dióxido de titanio ultrafino. Las formulaciones que contienen estas dispersiones como el activo sólo se presentan para lograr un factor de protección UVA que es 1/3 del valor de FPS etiquetado, cumpliendo así con las recomendaciones de la Comisión Europea.

The production of a range of titanium dioxide-bsed dispersions is explored to provide enhanced UVA protection, in comparison with ultrafine titanium dioxide. Formulations containing these dispersions as the only active are shown to achieve a UVA protection factor that is 1/3 of the labeled SPF value, thus meeting European Commission recommendations.

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Adaptação de Métodos de Teste de FPS para a Densidade de Filtros Solares Minerais - Paul G. McCormick (Universidade de Western Australia, Crowley, Austrália)

A espessura da camada de um protetor solar é fundamental para o seu FPS. Contudo, as regulações atuais especificam taxas de aplicação para testes as quais são medidas em massa por área, em vez de volume por área. Essa alteração subestima significativamente os valores de FPS de protetores solares minerais, devido à sua maior densidade, quando comparados com os FPS de seus homólogos correspondentes orgânicos. Por essa razao, películas mais finas estão sendo testadas, como será mostrado aqui.

Un espesor de la capa de protector solar es fundamental para su FPS. Sin embargo, las normativas vigentes especifican tasas aplicación para pruebas que son medidas en masa por área, en lugar de volumen por área. Esta alteración subestima significativamente los valores de FPS de filtros solares minerales debido a su densidad mayor, cuando comparados con el FPS de sus homólogos orgánicos correspondientes. Por eso, películas más finas se encuentran en evaluación, como se muestra aquí.

A sunscreen layer´s thickness is critical to its SPF. However, current regulations specify a mass application rate for testing, rather than a volumetric application rate. This significantly underrates the SPF values of mineral sunscreens due to their higher densities since, compared with their relative organic counterparts, thinner films are being tested, as will be shown here.

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Peelings: Classificações, Aplicações e Importância de Equipe Multidisciplinar - Désirée Quintian Martins, Ana Luiza Maurer Silva, Silvia Stanisçuaski Guterres (Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Porto Alegre RS, Brasil)

Os peelings são procedimentos que representam uma alternativa para melhorar a aparência da pele. Neste artigo, os autores fazem uma revisão dos procedimentos de peeling e ressaltam a importância de uma equipe multidisciplinar no tratamento cutâneo.

Los peelings son procedimientos que representan una alternativa para mejorar la apariencia de la piel. En este artículo los autores revisan los procedimientos de peelings y hacen hincapié en la importancia de un equipo multidisciplinario para el tratamiento de la piel.

The peelings are procedures that represent an alternative to improve skin appearance. In this article the authors review the procedures of peelings and emphasize the importance of a multidisciplinary team to treat the skin.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Arrependido?

Deixando de lado minha profisso de advogada consumerista e pensando apenas como uma consumidora, um dos direitos que mais me atraem na Flrida, Estados Unidos, durante esse tempo em que estou morando aqui, o fato de eu poder comprar qualquer coisa e depois ter o dinheiro de volta, caso me arrependa...

claro que, como consumidores, ns agimos acredito que na maioria das vezes por total impulso e compramos coisas completamente desnecessrias ou, na pressa, no nos damos conta de que aquele vestido, ou aquela camisa, no caem to bem assim. E, quando chegamos em casa, nosso mpeto consumista j deu trgua nossa razo. Quem nunca viveu essa situao?

Imagine como seria bom ter o direito de devolver aquela mercadoria obviamente sem uso e nas mesmas condies em que tenha sido adquirida e obter o dinheiro de volta, que poderia ser utilizado para algo mais necessrio.

Agora, deixando de lado meu lado consumidora e pensando como fornecedora, esse direito pode ser perigoso e prejudicial, pois sabemos que a sociedade de consumo, infelizmente, no est formada apenas por consumidores de boa-f.
Fiquei surpresa quando escutei um colega norte-americano comentar que havia comprado uma mesa apenas para ocup-la na festa de aniversrio de seu filho, e que, no dia seguinte, iria devolv-la depois de limp-la e guard-la novamente na caixa.

Naquela hora, pensei: se ele, que foi criado dentro de uma cultura mais certinha e puritana que a nossa, est agindo assim... Claro, no quero generalizar nem rotular ningum! Minha inteno apenas constatar os fatos que geram consequncias numa sociedade de consumo.

Imaginem quem adquiriu aquela mesa depois? Provavelmente pagou o preo de uma mesa nova, que, apesar de ter mantido suas condies iniciais, j havia sido usada.

Enfim, muitas vezes a linha entre a boa e a m-f pode ser tnue e de difcil constatao.

O Cdigo de Defesa do Consumidor vigente prev o direito de arrependimento apenas relativo a compras realizadas fora do estabelecimento comercial, conforme o artigo 49: O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou servio, sempre que a contratao de fornecimento de produtos e servios ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domiclio. Pargrafo nico. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer ttulo, durante o prazo de reflexo, sero devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

Entretanto, no dia 31 de maro, eu estava assistindo ao programa Jornal Hoje, na TV Globo Internacional, e fiquei sabendo de um projeto de lei (PL) que tramita no Congresso e prev estabelecer o direito de arrependimento para as compras feitas nas lojas, com a possibilidade de obter o dinheiro de volta, desde que o produto seja devolvido nas mesmas condies iniciais como aqui, na Flrida!

Pesquisando, verifiquei que existem alguns projetos de lei que tratam do tema, entre os quais destaco o PL n 5.995/2009, do deputado Antonio Bulhes, cujo artigo 1 diz: Esta lei altera a Lei n 8.078, de 1990, Cdigo de Defesa do Consumidor, para estender o direito de arrependimento ao consumidor que adquire produtos ou servios, ou contrata o fornecimento deles, dentro do estabelecimento comercial.

O artigo 49 da Lei n 8.078, de 1990, passaria a vigorar (caso as alteraes sejam aprovadas) com a seguinte redao:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato de fornecimento de produtos e servios, ou da aquisio deles, no prazo de 7 (sete) dias:

I quando a contratao ou a aquisio ocorrer dentro do estabelecimento comercial, desde que a embalagem do produto no tenha sido violada e o produto permanea da mesma forma de quando adquirido; ou a prestao de servio no tenha sido iniciada;

II - sempre que a contratao ou a aquisio ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone, ou a domiclio, ou mediante a rede mundial de computadores.

1 O prazo a que se refere o caput deste artigo ser contado:

I - a partir da contratao do fornecimento de produtos e servios, ou do ato de aquisio deles, na hiptese do inciso I do caput deste artigo;

II - a partir da contratao do fornecimento de produtos e servios, ou do ato de recebimento deles, na hiptese do inciso II do caput deste artigo.

2 Ao exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, o consumidor poder optar pela devoluo imediata dos valores eventualmente pagos, a qualquer ttulo, monetariamente atualizados, ou pela obteno de crdito correspondente aos valores pagos, a ser utilizado posteriormente.

Segundo o site da Cmara dos Deputados, esse PL e os demais apensados, PL n 7.194/2010 e PL n 230/2011, encontram-se em trmite na Comisso de Defesa do Consumidor.

Como esse trmite costuma ser relativamente lento, vamos aguardar e esperar que qualquer alterao realizada no mbito do Direito do Consumidor seja feita para manter o equilbrio das relaes e no pender para lados demaggicos.

Wallace Magalhes
Gesto em P&D por Wallace Magalhes

Produtos antienvelhecimento = produtos de alta performance

O efeito antienvelhecimento a maior expectativa de quem utiliza cosmticos para o cuidado da pele. De uma forma ou de outra, um hidratante de formulao simples, desde que bem desenvolvida, tem algum efeito antienvelhecimento. Porm, o que o mercado deseja atualmente so produtos antienvelhecimento de alta performance. Isso significa que, para se desenvolver esses produtos, exigido um trabalho de pesquisa e desenvolvimento (P&D) muito mais complexo e extenso.

O primeiro aspecto que temos de considerar que o consumidor brasileiro desse tipo de produto est suficientemente maduro para entender e avaliar seu desempenho. Portanto, o produto tem de funcionar bem e de acordo com o que tenha sido prometido. Ou seja, ele dever ser anunciado e descrito de forma correspondente sua eficcia.

No convm anunciar um milagre nem utilizar ativos somente por causa de seu apelo de marketing. Os ativos devem ser comprovadamente eficazes e usados em concentraes nas quais seus benefcios possam ser claramente percebidos pelo consumidor. Alm dos textos de rotulagem, o P&D deve acompanhar de perto o desenvolvimento dos textos publicitrios e de outros elementos de divulgao, para evitar que o entusiasmo do pessoal do marketing no se expresse de forma exagerada. Isso parece simples, mas muitas vezes no .

Tambm necessrio que a direo da empresa esteja bem informada sobre todo esse mecanismo, porque se o processo no for bem conduzido, poder comprometer o resultado.

Por outro lado, no aspecto tcnico existem muitas consideraes que se deve ter em mente. H de se entender que um produto de alta performance aquele que tem ao muito pronunciada e que, para isso, deve interferir de forma marcante no funcionamento da pele. Isso determina que o estudo de segurana seja bem consistente, j que um produto muito ativo tem, em tese, maior probabilidade de causar reaes adversas. As especificaes devem ser montadas com muito cuidado e critrio. A utilizao de faixas muito amplas de pH, por exemplo, pode exigir que os estudos de estabilidade e segurana sejam realizados em amostras que apresentem valores mnimos, mdios e mximos.

Para formular um produto de alta performance, necessrio fazer uma pesquisa que tambm seja muito consistente e abrangente. A estrutura fsica do P&D deve estar preparada para buscar e armazenar grande quantidade de informaes. O papel do fornecedor de extrema importncia, principalmente para a pequena e a mdia empresa. Uma boa dica a empresa compartilhar o projeto com os fornecedores selecionados, solicitando a eles que faam estudos e dem sugestes, e fazer reunies com os seus tcnicos para lhes informar quais so suas necessidades, e ento, depois de receber o material, discutir quais sero os prximos passos. Fazer esse procedimento tambm importante, depois de ser realizada parte da fase laboratorial, para discutir resultados.

Ser necessrio estudar todas as fichas tcnicas das substncias a serem utilizadas e rever todos os aspectos tericos do assunto. Um bom exemplo o desenvolvimento de uma emulso. Antes de ser iniciada a fase laboratorial, preciso fazer uma avaliao terica da formulao, com o objetivo de estabelecer condies para que o produto seja realmente de alta performance. Todos os fatores que influenciam seu desempenho devem estar sob controle, como a dimenso dos glbulos de sua fase interna. A formulao, o processo de preparao e as especificaes devem garantir a formao de um produto homogneo, com os glbulos internos de dimenses regulares e que se mantenham assim durante seu prazo de validade. Isso garantir que os ativos empregados estejam distribudos de forma homognea, reproduzindo os nveis de eficcia e segurana aferidos durante os estudos cientficos e o processo de desenvolvimento.

Ainda formulando emulses, devem ser bem avaliados os modificadores reolgicos. Se, por um lado, eles podem garantir um produto elegante e de bom sensorial, na dinmica de aplicao do produto na pele podem favorecer a formao de filmes residuais de alta viscosidade. Esses filmes podem aprisionar ativos que deveriam ser liberados, diminuindo assim sua eficcia.

O desenvolvimento de produtos antienvelhecimento de alta performance exige tcnicos preparados, planejamento adequado e infraestrutura. certo que, em funo da evoluo do mercado, a demanda por esses produtos deve continuar crescendo de maneira expressiva, delineando um timo filo a ser explorado. Nesse contexto, os produtos que oferecem proteo solar certamente sero destaque.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Vitaminas e pele

A associao entre as vitaminas e a sade tem sido estabelecida h um longo tempo, porm, apenas recentemente ficou evidenciada sua eficcia no tratamento tpico dos cabelos, das unhas e da pele. Recentes estudos demonstram a capacidade das vitaminas e de seus derivados em melhorar a performance de produtos higinicos e cosmticos. Alm disso, testes clnicos e laboratoriais demonstram fortes evidncias de que as vitaminas assumem importantes funes na proteo, correo e renovao dos cabelos, da pele e das unhas. Em estudos comparativos entre produtos com e sem vitaminas, demonstrou-se a superioridade dos produtos contendo vitaminas.

A vitamina A encontrada nos vegetais verdes e amarelos, na gema de ovo, na manteiga, no fgado e nos leos de peixe. essencial para o desenvolvimento normal da pele, o crescimento e a manuteno dos ossos, das glndulas, dos dentes e das unhas. Pode ser absorvida pela pele, auxiliando na manuteno de sua suavidade e textura e melhorando as propriedades da barreira de gua. utilizada para tratar ressecamentos e inflamaes. Sua ao estimulante se contrape s mudanas causadas pelo envelhecimento e o fotoenvelhecimento, quando usada topicamente e em doses adequadas.

A vitamina A pode alterar ou modular a sntese de colgeno, sendo necessria tambm para a reproduo normal das clulas basais, uma vez que estimula a atividade mittica e metablica da pele. Essa vitamina capaz de manter a pele em condies juvenis.

Na epiderme, a vitamina A promove reduo da coeso do extrato crneo, da hiperplasia epidrmica, do material amorfo intra e extracelular, dos tonofilamentos, dos desmossomas, dos melanossomas e da produo de melanina, alm de aumentar o nmero de colgeno, tropoelastina, fibronectina e a angiognese, e diminuir os glicosaminoglicanos, a colagenase e a gelatinase.

A vitamina C encontrada nos vegetais e nas frutas ctricas, e no sintetizada pelo corpo. Sua forma ativa o L-cido-ascrbico, o mais importante antioxidante em fluidos extracelulares e atividades celulares. capaz de regenerar a vitamina E.

A radiao UV promove danos e fotoenvelhecimento, por meio da formao de radicais livres, os quais lesam as membranas celulares, vrias enzimas e o DNA celular. A vitamina C interage com as formas reativas do oxignio induzidas por UV (nion superxido, radical hidroxila), reagindo com elas ou suprimindo-as, e separando o oxignio. Alm disso, quando esto repletos os nveis de vitamina E, a vitamina C inibe indiretamente a peroxidao lipdica.

H estudos que demonstram a diminuio da dose eritematosa mnima com o uso de vitamina C tpica. Outros estudos demonstram que, quando utilizada uma soluo de L-cido-ascrbico a l0%, h absoro percutnea de 12% dessa soluo, em 72 horas. Sabe-se que os nveis cutneos de vitamina C decaem aps a exposio da pele UV. A pele que tratada com vitamina C tpica a 10%, 15 a 30 minutos antes da exposio radiao UVB, apresenta diminuio das clulas fotoqueimadas aps trs dias de tratamento, alm de atenuar a resposta fototxica induzida por UVA.

Uma dieta enriquecida com vitamina C reduz a possibilidade de surgimento de tumores cutneos por UV. Apesar de o uso da vitamina C para favorecer a cicatrizao ainda gerar controvrsias, demonstrou-se que essa vitamina atua como co-fator de produo de vrias enzimas (lisil-hidroxilase, prolil-hidroxilase) na estabilizao do colgeno. Quando h deficincia de vitamina C, os fibroblastos produzem colgeno instvel, responsvel por uma estrutura frgil, prejudicial cicatrizao.

A vitamina E encontrada em vegetais, leos, milho, soja, sementes, farinha de trigo integral, margarina, amendoim, alguns tipos de carne e alguns lacticnios. As membranas celulares e organelas intracelulares contm lipoprotena, a qual oxida espontaneamente quando no est protegida pelos antioxidantes.

No plasma e nos glbulos vermelhos, a vitamina E o principal lipdeo antioxidante solvel, capaz de proteger os lipdeos das membranas celulares da peroxidao e de sua consequncia, a formao de radicais livres. Quando ocorre a peroxidao das membranas celulares, os radicais livres so liberados, destruindo as clulas e liberando enzimas, alm de produzirem anticorpos autoimunes e destrurem outras clulas.

A vitamina E um antioxidante natural responsvel pela manuteno do metabolismo normal do corpo. Ela protege os tecidos e a pele dos danos causados pelos processos naturais do organismo. Possui efeitos anti-inflamatrios, confere proteo contra os danos da radiao UV e tem propriedades antissinais. Ela incrementa a absoro e a reteno de gua pela pele, alm de suavizar rugas e proteger a pele de condies climticas desfavorveis.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Trabalhos de longa vida: uma garantia para a cincia

O ensino da toxicologia no Brasil, com raras excees, foi iniciado nos cursos de farmcia, principalmente em razo da formao e do mbito profissional dos nossos mestres de sempre. Provavelmente em razo disso, uma nfase especial foi dada toxicologia analtica. Por ser necessrio, para fins didticos e de sistematizao de trabalho, os compostos de interesse toxicolgico, orgnicos e inorgnicos foram divididos em quatro importantes grupos: metlicos, solveis, volteis e orgnicos fixos. O grupo dos orgnicos fixos assim chamado por causa dos seus coeficientes de partio gua/solvente orgnico, em meio cido ou bsico.

Na busca por um assunto que pudesse atender a esta coluna, eu caminhava entre publicaes presentes em nosso banco de dados, quando me reencontrei com uma delas, que me levou ao ano de 1965, perodo no qual eu ainda era aluno do curso de farmcia da Faculdade de Farmcia e Odontologia de Ribeiro Preto.

Com a publicao em mos, lembrei-me da aula Anlise de Alcaloides que eu havia ministrado aos colegas de classe, como parte das atividades da disciplina de toxicologia. A escassez dos livros didticos e das revistas especializadas era grande. Recorremos publicao Monografia didtica n6 - Qumica Analtica dos Alcaloides, escrita pelo saudoso prof. Milton Lessa Bastos, do Instituto de Pesquisas Qumicas da Universidade Federal do Paran.

O trabalho do prof. Bastos abordava com muita clareza o tema proposto, frente aos recursos laboratoriais oferecidos nos anos 1960. A bem da verdade, os alcaloides foram, em pocas passadas, objeto de consumo cientfico dos toxicologistas.

Pensando em compostos orgnicos fixos e no crescimento dos produtos cosmticos, verificamos que eles tm sido agregados a vrios ingredientes obtidos de plantas (cultivadas naturalmente, orgnicas ou silvestres), na forma de tinturas, ceras, leos vegetais, ativos biolgicos, entre outros. Esses compostos orgnicos fixos podem ser incorporados s formulaes cosmticas como antioxidantes, anticarcinognicos, anti-irritantes, corantes naturais, fragrncias, conservantes, hidratantes, surfactantes, clareadores da pele, fotoprotetores e anti-idade, ficando resguardadas as normas regulatrias (Food Chem Toxicolog 46(2):446-475, 2008 e J Cosmetic Dermatology 7:89-95, 2008).

Ainda pensando em compostos orgnicos fixos, quais so os caminhos a serem observados na obteno de ingredientes cosmticos resultantes de extratos botnicos empregados na avaliao de toxicidade? Para essa finalidade, as informaes a seguir devem estar presentes no protocolo de trabalho, a saber:

Informaes botnicas (nomenclatura usual, oficial, variedade, espcie, gnero e famlia);

Partes utilizadas;

Tempo de plantio;

Fatores genticos, fisiolgicos e ambientais;

Ocorrncias observadas durante a cultura e em relao natureza do solo (pH, composio qumica, adubos, fertilizantes e praguicidas utilizados);

poca e procedimentos operacionais durante a colheita e a estocagem de campo;

Transporte;

Boas prticas laboratoriais (lavagem, manuseio, condies de estocagem e secagem);

Processos de extrao (solventes empregados, preferencialmente de baixa toxicidade, bom grau de pureza); e Processos de purificao, identificao e quantificao dos ativos (The SCCPS notes of guidance for the testing of cosmetic ingredients and their safety evaluation - 6th revision, 2006, Flavour and Fragrance J 25:253-271, 2010).

s vezes, aos menos avisados, a no observncia desses cuidados pode trazer danos irreparveis em distintas fases dos procedimentos envolvidos, seja em pesquisas acadmicas, seja na pesquisa e no desenvolvimento de cosmticos, cosmecuticos e medicamentos. O simples desconhecimento da qualidade do solvente pode levar oxidao de ingredientes, e um pH cido e/ou alcalino pode acarretar processos de hidrlise, alterando estruturas qumicas ativas.(J Ethnopharmacology 91:331-334, 2004, J Chromatography B 812:35-51, 2004 e J Supercritical Fluids 22:129-138, 2002).

O toxicologista deve estar sempre atento ao uso crescente de ingredientes botnicos e aos parmetros dose/resposta e exposio. (J Dermatolog 48:923-934, 2009 e www.organimonitor.com).

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Envelhecimento do cabelo

Esse anexo da epiderme, sem uma funo fisiolgica vital aparente (a no ser pelos orificiais, que tm a funo de proteo), tem importncia muito grande na vida da maioria das pessoas, seja social ou emocionalmente. Os cabelos e os outros pelos do corpo humano so um dos maiores stios de mitoses no nosso organismo. Acredita-se que ocorra diviso celular nesses locais durante at 12 horas aps a morte!

de se esperar que, com o passar do tempo, mesmo com o envelhecimento saudvel e natural do indivduo, esse processo de diviso celular sofra alguma alterao, notadamente na velocidade da atividade metablica regional. Associado a isso, existem os fatores externos que influenciam o estado fisiolgico dos cabelos. Ao observar o que ocorre nos fios de cabelo, pode-se notar que, com o passar do tempo, eles ficam mais opacos, frgeis, quebradios e com menor penteabilidade.

Para entender o que ocorre, temos de lembrar que o cabelo produzido pela invaginao da epiderme, que se projeta para dentro da derme, na qual est a parte mais importante do processo de fornecimento de nutrientes, a papila drmica, uma cavidade encravada dentro da matriz, que assegura a nutrio do cabelo. Na matriz est a zona de multiplicao e diferenciao dos queratincitos e comea o processo de queratinizao, que originar a haste do cabelo. Um fio de cabelo tem um ciclo de nascimento, crescimento, repouso e queda. Esse processo se repete 20 vezes durante a vida de um indivduo.

Com o envelhecimento, alm dos estados patolgicos, diferentes fatores podem alterar o ciclo capilar. Com o avano da idade, a atividade da papila diminui e os cabelos crescem menos. A velocidade de crescimento dos cabelos diminui e os fios que caem no so mais substitudos to rapidamente, como na juventude.

A rigidificao das fibras de colgeno que esto ao redor da raiz dos cabelos parece ser um fator essencial na gnese das alopecias. As fibras so estruturas flexveis originalmente, mas podem ficar rgidas com a oxidao ou situaes de estresse do colgeno. Esse fato leva ao aparecimento de um fio miniaturizado, mais fino e quase sem cor, que substitudo por outro do mesmo tipo, at que o ciclo cesse, levando alopecia.

Outra mostra clnica do envelhecimento a cancie ou o embranquecimento dos fios. A teoria mais aceita de que ocorra a apoptose dos melancitos, clulas produtoras de melanina, pigmento que d a cor aos fios.

Como retardar esses eventos? Ser que conseguimos revert-los? Dentre os elementos necessrios para que se tenha algum efeito positivo, vamos encontrar as vitaminas, especialmente as do complexo B, os aminocidos, preferencialmente a cistena e a cistina, e os elementos qumicos minerais, como o ferro, o zinco, o cobre e o silcio. O silcio age na estrutura da derme, por meio das ligaes com os glicosaminoglicanos e poliuronidicas, determinando sua formao estrutural. Esse oligoelemento ainda desempenha um papel importante na neutralizao de radicais livres, prevenindo as reaes de glicao e atuando como mimetizador das aes de fatores de crescimento celular. Outra ao do silcio orgnico a de reter a gua na derme, que est ligada ao cido hialurnico e s proteoglicanas.

Alguns estudos tm demonstrado que a ausncia do silcio no corpo humano acelera o envelhecimento e que sua reposio pode ter efeitos visveis na pele e no cabelo.

Recente trabalho desenvolvido na Fundao Pele Saudvel, usando um tipo de silcio orgnico extrado de algas marinhas, revelou que a ingesto diria de 300 mg desse princpio ativo, via oral, duplicou a velocidade de crescimento dos fios (em mdia um fio cresce de 1 a 1,2 cm por ms) e aumentou em at 30% o peso dos fios, quando estes foram comparados mesma quantidade de fios (de mesmo comprimento que aqueles), retirados antes do incio do tratamento.

Podemos concluir que uma dieta equilibrada, rica em minerais e vitaminas do complexo B, pode retardar o envelhecimento dos cabelos, e que a adio do silcio orgnico pode ser um diferencial muito importante para se obter esse objetivo.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Cuidados na confeco de um molde

O objetivo da coluna desta edio passar um pouco da experincia adquirida quando se decide mandar fazer um molde, seja para uma nova embalagem, seja para a repaginao de uma embalagem j existente.

Tenho observado nas empresas de cosmticos no raras vezes e notadamente nas mais novas erros que chegam a ser primrios. Eles acontecem por causa da falta de experincia ou da pressa em lanar o produto, o que muito comum em nosso setor, que no pode esperar e precisa de lanamentos para sobreviver.

Existem, basicamente, dois caminhos para desenvolver um molde. O primeiro escolher o fornecedor da embalagem que, por sua vez, indicar o fabricante do molde. O segundo escolher primeiro o fabricante do molde e s depois o fornecedor da embalagem. O primeiro caminho o mais comum, visto que no segundo a empresa que mandar fazer o molde precisa ter profissionais familiarizados com o assunto ou um consultor especializado.

Seja qual for o caminho escolhido, tudo comea com um briefing necessrio para detalhar o que se quer da nova pea. importante ressaltar que no existem muitos fabricantes de moldes, por isso no comum seguir o caminho de uma cotao para definir quem vai fabricar o molde. A empresa vai diretamente at um fabricante que foi indicado a ela por algum ou a um que j conhea, e com ele negocia o preo.

Quando falamos em moldes para a fabricao de uma embalagem cosmtica, podemos considerar que trs tipos so os mais usados: sopro, injeo ou uma mistura dos dois. Vale citar que os polmeros so os materiais usados nesses processos.

Do processo de sopro resultam os frascos, os potes e as bisnagas. Do processo de injeo, as peas rgidas, como tampas e estojos de maquiagem. Por ltimo, do processo que utiliza os dois, os frascos ou potes em PET, quando se necessita primeiramente de uma pr-forma, que injetada, e, na sequncia, soprada/estirada.

Com o briefing definido e o fabricante do molde escolhido, vem a prxima etapa, que o desenho tcnico. Comeam a nascer, ento, todos os detalhes da nova pea, com suas respectivas medidas e tolerncias. Essa uma fase de fundamental importncia, pois a nova pea ainda est no papel e existem muitas possibilidades de esta passar por alteraes.

Aps o desenho tcnico ser discutido, avaliado e definido, a prxima etapa a confeco de um mock-up, que a embalagem a ser produzida a partir do molde, feito manualmente em gesso, madeira ou acrlico.

Convm ressaltar que os recursos tecnolgicos existentes hoje permitem que se faa um desenho da futura pea em 3D, semelhante a uma foto, o que facilita a vida de quem manda fazer o molde. No entanto, no se deve confundir esse desenho (que tem a finalidade de permitir a visualizao da futura pea) com o desenho tcnico cuja finalidade conhecer as medidas e tolerncias, como foi citado acima. Tambm comum primeiro fazer o mock-up para depois partir para o desenho tcnico e a confeco do molde.

Outro detalhe que no se pode esquecer a oficializao do molde a ser fabricado, por meio de um contrato no qual se defina: preo; condies de pagamento; prazo de entrega; quantidade de cavidades; se o molde duplo ou triplo; e quem vai ser o seu proprietrio a empresa que vai produzir a pea ou a empresa que vai utilizar a embalagem. importante deixar bem claras essas informaes, pois j vivenciei muitas confuses nas quais a empresa que fabrica a embalagem manda fazer o molde para seu cliente, o qual imagina que o molde seu e depois descobre que precisa pagar para t-lo.

comum tambm o fornecedor da embalagem negociar uma quantidade mnima de unidades a serem produzidas. A essa quantidade ele acrescenta um pequeno valor, e depois de ser comprada a quantidade estipulada o molde passa automaticamente para o seu cliente. Nesse caso, esse o detalhe mais importante que precisa constar no contrato.

preciso lembrar que se a nova embalagem for indita, ela dever ser registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), para garantir que no ser reproduzida por outra empresa.

Dentre as medidas que fazem parte do desenho tcnico talvez a mais importante seja a definio do volume til da nova embalagem. Essas medidas so definidas em volume BG, que que define a quantidade com a qual o produto alcana o volume til, atingindo a base do gargalo. A outra medida o volume total do frasco, conhecida como OF (sigla para over flow) o que corriqueiramente chamamos de encher at a boca.

Obviamente, vrios outros aspectos poderiam ser abordados aqui para que nos aprofundssemos mais nesse assunto. Porm, o objetivo mostrar os principais cuidados na confeco de um novo molde e ajudar quem ainda no viveu essa experincia. Por outro lado, para os profissionais experientes, os tpicos aqui abordados nada mais so do que o seu dia a dia de trabalho.

Luis Antonio Paludetti
Manipulao Cosmtica por Luis Antonio Paludetti

Criatividade Brasileira

A criatividade brasileira sempre nos surpreende. Talvez movido por necessidades imperativas de sobrevivncia e adaptao, o brasileiro desenvolveu um senso criativo apurado presente nas anedotas que se seguem a uma tragdia, na jogada inovadora no futebol, num projeto tecnolgico, num cosmtico ou numa fragrncia.

Presente em todos os lugares de se esperar que a criatividade tambm esteja entre os polticos e em nossa legislao. Coisas muito criativas mas pouco teis de fato como o kit veicular de primeiros socorros, esto sempre pululando em nossa legislao.

O mais recente rompante criativo veio da Assembleia Legislativa do importantssimo estado do Paran: um projeto de lei instituindo a obrigatoriedade de bulas em medicamentos magistrais.

Caso venha a ser aprovado, as farmcias paranaenses ficaro obrigadas a adicionar, a cada medicamento, uma bula contendo inmeras informaes, entre as quais, as mais esquisitas so:

Dados que j constam no rtulo do medicamento, como nmero de registro, nome do mdico, nome da farmcia e data de manipulao, entre outras informaes meramente cadastrais;

Para que serve o medicamento, sua ao esperada e seu mecanismo de ao, sua composio e os cuidados necessrios para sua conservao, alm de advertncias e precaues;

Cuidados para uso durante a gravidez e interrupo do medicamento;

Reaes adversas e contraindicaes;

Farmacologia, farmacocintica e bioequivalncia;

Advertncias em geral, como manter longe do alcance de crianas, no fornea o medicamento para outras pessoas, em caso de alterao de cor, odor, procure o farmacutico, E assim por diante.

O primeiro ponto sobre o qual se deve refletir : as bulas so realmente factveis em um medicamento manipulado? A resposta depender da complexidade do medicamento. Em alguns medicamentos simples e amplamente conhecidos, nos quais no h associao de frmacos ou ativos, a bula poderia ser implementada, mas isso exigiria dispndio de tempo e recursos. Para algumas associaes de frmacos, entretanto, isso seria impossvel. Em relao a muitos ativos cosmecuticos e frmacos utilizados na teraputica, no h como atender a todas as exigncias (devido falta de informao disponvel), e a complexidade seria tamanha que haveria necessidade de se fazer vrias e vrias pginas para satisfazer legislao.

O segundo ponto : se as bulas puderem ser implementadas, quantos pacientes podero entend-las corretamente? Sabemos que grande parte da populao brasileira ainda analfabeta funcional, ou seja, l, mas no entende o que leu. Mesmo entre aqueles que possuem excelente grau de instruo, a compreenso de termos tcnicos farmacuticos difcil, e recorrer ao farmacutico seria a nica possibilidade de entendimento.

O terceiro ponto : as bulas dos medicamentos industrializados j foram divididas em bulas com linguagem mais simples (para o paciente) e outras com linguagem mais tcnica, para os prescritores. Dados como farmacologia, farmacocintica e bioequivalncia no esto mais acessveis para leigos. Por que, ento, os medicamentos manipulados deveriam voltar ao estado anterior da atual legislao de bulas, inserindo-se nelas dados incompreensveis para os leigos?

A meu ver, as dificuldades que se apresentam para implantar essa obrigatoriedade so tantas que, no final das contas, a lei simplesmente no ser cumprida e far parte do extenso rol das leis que no pegam.

Diferentemente do medicamento industrializado, o medicamento manipulado nico: ele se adapta ao paciente, no o paciente que se adapta a ele.

Assim, a bula deveria ser a bula do paciente, e no a bula do medicamento. Mas a bula do paciente j existe: ela se chama farmacutico. E, se h um estabelecimento de sade no qual a presena do farmacutico constante, esse estabelecimento a farmcia com manipulao.

Recorrer ao farmacutico, essa sim deveria ser uma medida obrigatria, caso no fosse dever de ofcio do farmacutico sempre prestar todos os esclarecimentos e as orientaes necessrias, no momento da dispensao e aps esse procedimento, monitorando o paciente.

Tenho certeza de que, se for chamado para prestar esse servio populao, o farmacutico ir responder com seus valores mais importantes: a competncia e a criatividade.






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