Testes de Segurana e Eficcia

Edicao Atual - Testes de Segurana e Eficcia

Editorial

O IBGE (lnstituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acaba de dlvulgar o trabalho "Estatísticas do Século XX" onde mostra quanto e como se alteraram as condições de vida da população brasileira, nos últimos tempos.

As conclusões da pesquisa são surpreendentes. No século passado, o PIB cresceu muito mais que a população, cerca de 12 vezes, entretanto, o agravamento do desequilíbrio da distribuição de renda leva o Brasil a 6ª posição nesse quesito (sendo melhor apenas do que países africanos como Suazilandia, Serra Leoa, Republica Centro-Africana, Botsuana e Namibia).

Para a indústria de cosméticos há alguns dados interessantes: a população é majoritariamente feminina (em 2000 o número de mulheres já superava em 2% a população masculina). A população branca está diminuindo lentamente. Ainda, de acordo com esse trabalho, a população branca que em 1940 era pouco mais de 63%,  hoje não alcançará os 54%. Enquanto isso, o grupo populacional identificado como pardo que era nessa mesma época 21%, hoje é quase 39%. 

Sem dúvida, esses dados são de grande utilidade para a indústria na projeção de seus desenvolvimentos futuros de produtos e na adequação ao perfil do consumidor do novo século. Esta edição de Cosmetics & Toiletries (Edição  em Português) trata de testes de segurança e eficácia que estão se tomando uma ferramenta imprescindível para a indústria de cosméticos.os trabalhos apresentados no XVI Colamiqc realizado em Cartagena, Colômbia, estão reproduzidos na forma de abstracts.

Esta edição é especial também, pois com ela encerramos o 15° ano de publicação da revista - modestamente, um feito de destaque no segmento de publicações dirigidas no Brasil - cujos méritos devem ser repartidos, igualmente, entre colaboradores, anunciantes e leitores. 

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Imagem do Vídeo na Avaliação da Eficácia e do Desempenho de Maquilagem - Rodolphe Korichi LVMH, Lab R&D, Branche Parfums et Cosmetiques, Saint Jean de Braye, France

As técnicas de imagens de vídeo aumentam os dados quantitativos dos efeitos visuais de maquilagem, ao avaliar-se a eficácia e desempenho de produtos como rímel, batons, base facial e esmaltes de unhas.

Las técnicas de imagen de vídeo aumentan los datos cuantitativos de los efectos visuales de maquiagen, cuando se evalua la eficácia y el desempeño de productos como mascaras, lapices labiales, bases faciales y varnise de uñas.

Video imaging techniques add quantitative data about the visual effects of makeup when evaluating efficacy and performance of products such as mascaras, lip colorants, facial foundations and nail enamels.


Comprar

Eficácia Cosmética do Óleo de Jojoba numa Tintura Capilar - Silvia Pérez Damonte CLAIM - Evaluaciones de Eficácia Cosmética, Buenos Aires, Argentina

A autora reporta estudo para avaliação sensorial do uso de tintura capilar com a adição de óleo de jojoba.

La autora reporta estúdio de evaluación sensorial del uso de tintura capilar con el agregado de aceite de jojoba.

The author reports experiments for sensorial evaluation using a hair dye in which jojoba oil was added.


Comprar

Fotoenvelhecimento e Fotodocumentação - A. Pagnoni Hil Top Research, Inc., Miltown, Neew Jersey, Estados Unidos

As técnicas de fotografar ou de captar imagens de pele lesionada pela luz alcançaram novos patamares de sofisticação. Este trabalho discute a classificação clínica, as técnicas de obtenção de imagens, a videomicroscopia e sistemas de mensuração tridimensional in vivo.

Las técnicas de fotografiar o de captar imagens de la piel lesionada por la luz alcanzaron nuevos patamares de sofisticación. Esse articulo presenta la clasificación clinica, las tecnicas de obtención de imagenes, la vídeo-microscopia y sistemas de mensuración tridimensional in vivo.

Techniques to photograph or image skin photodamage have reached new levels of sophistacation. This survey discusses clinical grading, light imaging techniques, vedo-microscopy and threedimensioal in vivo measuring systems.

Comprar

Eficácia e Segurança de Principios Ativos Vegetais - André Rolim Baby, Idalina M.Nunes Salgado, Tania C Sá Dias, Telma M. Kaneko, Vladi O. Consiglieri e M.Valperia Robles Velasco

Neste artigo os autores apresentam as diretrizes legais que regulam o uso de extratos vegetais e testes para avaliação de risco e eficácia em produtos cosméticos.

En esse articulo los autores presentan las directrices legales que regulan el uso de los extractos vegetales y los testes para evaluación de riesgo y eficacia em productos cosmeticos.

In this paper the athors present the regulatory directives for using the bothanical extracts and the tests to evaluate the risk and the efficacy in cosmetics products.

Comprar

Influência da Estrutura da Emulsão no FPS - Julian P. Hewitt, Steven Housley e Abigail C. Pool Uniqema, Wilton Centre, Wilton, Reino Unido

Este artigo relata estudo de avaliação da influência de ingredientes utilizados nas emulsões cosméticas nos valores do FPS.

Ese articulo relata estúdio de evaluacion la influencia de ingredientes utilizados em las emulsiones cosméticas em los valores de el FPS.

The aim of this study was to evaluate the effects of the ingredients utilized in cosmetic emulsions on the SPF values

Comprar
Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

De Volta Polmica dos Transgnicos

Recentemente a revista Veja (Edio 1826; ano 36 n76, 29 de outubro de 2003) publicou uma reportagem sobre os transgnicos ...

Como consumerista devo confessar que esta matria me causou certa preocupao, pois a impresso que tive foi de que os ambientalistas, os consumeristas e tantos outros que se preocupam com este tema so apenas idealistas que querem impedir o progresso da humanidade ... e apenas a Monsanto e outras grandes empresas multinacionais, que por um acaso so experts em transgenia, preocupam-se com o nosso desenvolvimento e com o combate da fome mundial!

Ser que o "movimento transgenia" a nica alternativa para se combater a fome no mundo, mesmo se sabendo que no h deficincia na produo de alimentos com relao sua demanda, mas sim, na sua distribuio ...- e que talvez seja um pequeno problema do sistema econmico- ?!

Como j foi comentado em outra oportunidade, proteger a vida, a sade e a segurana do consumidor contra qualquer prtica de fornecimento de produtos ou servios um princpio norteador do Cdigo de Defesa do Consumidor - CDC.

Penso que este fato no muito considerado, quando se omite a divulgao de estudos sobre os efeitos de organismos transgnicos que se mostraram prejudiciais ao meio ambiente, como foi recentemente publicado no jornal britnico The Guardian.

Quando se tem que aumentar a quantidade de agrotxicos, como tem acontecido no Rio Grande do Sul, onde muita soja transgnica plantada, e isto causa danos a sade dos trabalhadores e ao meio ambiente ...

E quando se compara a atuao do FDA (Food and Drugs Administration) dos Estados Unidos sem revelar que l os alimentos transgnicos so desregulamentados e tratados como convencionais, e por esta maneira superficial pela qual os transgnicos foram tratados, este rgo foi processado ...

Outra garantia que o CDC d aos consumidores a proteo aos direitos bsicos informao e escolha. Porm, sabe-se que para exercer um direito de escolha consciente necessrio se ter informaes claras, evidentes e acessveis ... para que desta maneira seja possvel para o consumidor avaliar os riscos e se posicionar de acordo com as suas convices ...

Mas como um consumidor pode optar ou no por um produto transgnico se no possvel identific-lo?

Para isso, as entidades de defesa do consumidor esto se mobilizando intensamente para exigir a rotulagem dos alimentos transgnicos. 0 IDEC, por exemplo, ajuizou uma Ao Civil Pblica na Justia Federal para questionar este tema, entre outros. A posio dos PROCONS, estaduais e municipais de todo o pas, dentro do prisma de proteo ao consumidor, tambm de considerar precipitada a liberao dos transgnicos e de exigir a rotulagem.

O atual governo, antes de assumir o poder, havia prometido que "cuidaria bem deste assunto" e que prontamente uma norma sobre a rotulagem seria aprovada.

Por enquanto, talvez sob algumas influncias, s foram aprovadas Medidas Provisrias que permitiram a comercializao da soja transgnica ... ou a liberao do seu plantio (MP n31) somente at o dia 31 de dezembro de 2004-!

Mas, "como a esperana a ultima que morre", e no dia 20 de outubro venceu o prazo para a consulta pblica para definir o rtulo dos transgnicos ... vamos aguardar!

Talvez s a histria ir dizer o fim desta polmica, porm um direito fundamental de todos os consumidores ter acesso a todas informaes que envolvam os benefcios, os malefcios e at mesmo sobre as incertezas dos transgnicos ... para que assim os consumidores possam escolher de forma consciente e contribuir para o rumo desta histria ...

Cristiane Martins Santos advogada com especializao em Direito do Consumidor.

e-mail: c_martinsantos@yahoo.com

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Enfim, Boas Novas

A XXI Reunio Ordinria do SGT N 11 "Sade/Comisso de Produtos para a Sade/Grupo Ad-Hoc Cosmticos", com a presena das delegaes da Argentina, Brasil e Uruguai, foi realizada de 20 a 22 de outubro, em Montevidu, Uruguai.

Os resultados da reunio foram muito animadores. A adoo da nomenclatura INCI e a inscrio do prazo de validade nos produtos foram inicialmente aprovadas. Inicialmente, porque as decises so ad referendum da delegao do Paraguai, ausente reunio. Esses dois temas significam grande avano nas negociaes. Por muito tempo o Brasil se ops (restries impostas pelo CDC) ao INCI, e a Argentina ao prazo de validade.

Dessa forma, a descrio qualitativa da composio/ingredientes dos produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes dever ser expressa de maneira genrica, utilizando a codificao atravs da Nomenclatura Internacional para Ingredientes Cosmticos (INCI). E a indicao do prazo de validade ser obrigatria nesses mesmos produtos.

Outros assuntos igualmente aprovados na reunio foram:
a. Complementao da Resoluo GMC n 24/95, que estabeleceu os requisitos para a habilitao de instalaes industriais do setor
b. Os requisitos tcnicos exigidos no registro do produto.

Entre esses requisitos esto os de manter, na empresa fabricante, disposio da autoridade sanitria competente um dossi com informaes, tais como:


1. Funo dos ingredientes na frmula
2. Bibliografia e/ou referncia dos ingredientes quando algum ou alguns destes no figurem na nomenclatura INCI ou no se enquadrem nas exigncias das listas de substncias aprovadas.
3. Especificaes tcnicas organolpticas e fsico-qumicas de matrias-primas
4. Especificaes microbiolgicas de matrias-primas (quando aplicvel)
5. Especificaes tcnicas organolpticas e fsico-qumicas do produto acabado
6. Especificaes microbiolgicas do produto acabado quando aplicvel, conforme legislao vigente)
7. Processo de Fabricao (segundo as Normas de Boas Prticas de Fabricao e Controle previstas na legislao)
8. Especificaes tcnicas do material de embalagem
9. Dados de estabilidade (metodologia e concluses que garantem o prazo de validade declarado)
10. Sistema de codificao de lote (informao para interpretar o sistema de codificao)
11. Projeto de arte, etiqueta ou rotulagem (informaes de dados e advertncias referentes ao produto conforme legislao vigente)
12. Dados comprobatrios dos benefcios atribudos ao produto comprovao de eficcia (sempre que a natureza do benefcio do produto justifique e sempre que conste da rotulagem)
13. Dados de segurana de uso (comprovao de segurana)
14. Finalidade do produto (a finalidade a que se destina o produto quando no estiver implcito no nome do mesmo)
15. Certificado consularizado de venda livre (conforme legislao vigente)
16. Registro/autorizao de empresa/certificado e inscrio do estabelecimento (conforme legislao vigente)
17. Frmula consularizada do produto importado (caso esta no esteja anexa ao certificado de venda livre, conforme legislao vigente). Desnecessrio ser enfatizar a importncia e relevncia de tal deciso no que concerne a facilitao dos trmites de exportao

A expectativa agora que esses itens consensados possam ser incorporados rapidamente nas respectivas regulamentaes.

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria
e-mail:trevisan@dialdata.com .br

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Plato: Onde Estou? Para Onde Vou?

Esta a essncia da Norma ISSO 9001:2000. Conforme informamos em nossa ltima coluna, quem ainda est certificado por alguma das verses da norma ISO 9000 da verso 1994, estar certificado apenas at 14 de dezembro deste ano. A partir da perder a chance de migrar para a nova norma, tendo que iniciar os trmites de um novo processo de certificao. Quem j est certificado pela norma anterior e a usa efetivamente, tem todas as condies de complementar o seu sistema de gesto da qualidade para atender tambm a nova norma.

Conforme j citamos em nossas colunas anteriores a norma da nova edio vem para se somar e complementar a norma da verso anterior. A norma da verso 1994 se baseava nos princpios de Taylor: "escrever o que se faz e fazer exatamente na forma descrita para que esteja garantido que sempre seja feito da mesma forma", ou seja, ser eficiente, fazer tudo corretamente.

A norma da nova edio j entra muito mais nos princpios de Peter Drucker, que prega a concentrao naquilo que agrega valor, naquilo que prioritrio a ser feito, ou seja, basicamente no seu princpio da gerncia por objetivos. Para que tal acontea ser necessrio saber "onde estamos" e determinar para onde vamos".

Saber onde estamos e para onde vamos j era a preocupao de Plato e a preocupao bsica da norma ISO 9001 da nova edio. At agora, apenas 70% das empresas certificadas pela norma anterior migraram para a nova edio da norma, faltando, portanto, 30%. Caso estas empresas j tivessem entendido o esprito da nova norma, j teriam h muito tempo realizado a adequao de seus processos de operao aos novos requisitos.

Para quem j tem todos os seus processos descritos na forma do "como fazer" muito fcil identificar os seus principais processos, a sua inter-relao e estabelecer os objetivos e as metas. A norma anterior gerenciava a "eficincia", o "fazer as coisas da forma certa", a norma da nova verso tem o seu foco na "eficcia", ou seja, "fazer aquilo que prioritrio".

Para estar em linha com a nova edio da norma possvel manter toda a organizao existente do sistema de gesto da qualidade e apenas complementar o seu processo com as exigncias adicionais:
1. Adequar a poltica no sentido de incluir a "melhoria continua"
2. Estratificar a poltica para criar objetivos e metas decorrentes
3. Estabelecer e implementar os oito princpios da qualidade na organizao
4. Focar em clientes, instituindo tambm alguma forma adequada de pesquisar o grau de satisfao e insatisfao destes
5. Completar as descries de cargos com as respectivas competncias mnimas
6. Identificar os processos mais importantes da organizao
7. Na base destes processos, desenhar a sua inter-relao
8. A partir da, entramos na dvida de Plato, identificando o "onde estamos" e estabelecendo o "para onde vamos", ou seja, identificar os indicadores atuais e estabelecer as metas para a melhoria contnua, executar a sua medio e caso no as atinja, implementar aes corretivas para que as metas sejam alcanadas.

Tudo isso pode ser feito de forma harmnica com todos aqueles procedimentos e instrues que j so amplamente conhecidos e implementados na empresa. A criao e a divulgao dos indicadores demonstram claramente aos colaboradores a direo e a velocidade a ser seguida, podendo inclusive ser atrelada a processos de participao nos resultados da empresa.

O acompanhamento dos indicadores da qualidade, da produtividade, das economias de energias, da gesto dos refugos e resduos, da reciclagem, dos custos de manuteno e muitos outros fazem com que todos os colaboradores da empresa se motivem na evoluo positiva da organizao.
Haver a formao de um efetivo time de jogadores que estar sempre e cada vez mais preocupado com o desenvolvimento da satisfao de seus clientes internos e externos.

Maria Lia A.V. Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas.
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade.
Email: freuss@uol.com.br

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Principios Ativos dos Cosmticos

O envelhecimento cutneo acontece em decorrncia de fatores genticos, aumento da oxidao celular, aumento de radicais, diminuio da reparao celular e por alteraes hormonais. Alm destes fatores considerados naturais no envelhecimento, o sol e o fumo se somam acelerando e intensificando o envelhecimento.

O tratamento tpico do envelhecimento cutneo feito com vrios tipos de substncias, sendo que os mais comuns so: fotoprotetores, antioxidantes, vitaminas, cidos fitoterpicos e retinides.

Os retinides so substncias derivadas da vitamina A, com ao em receptores especficos. Ha receptores para protenas e receptores para estruturas nucleares.

Os retinoides mais comuns so o retinol, a isotretinoina, o adapaleno, o tazaroteno e o targretina.

O cido retinico um derivado da vitamina A. Atua regulando o crescimento das clulas da pele, melhora a pigmentao, aumenta os vasos e o colgeno e previne a ao deletria do sol.

O cido retinico utilizado para tratar a pele, prevenindo o envelhecimento, as rugas e as manchas.

A vitamina C um antioxidante que protege da ao oxidante, estimula a formao de colgeno e atua como clareador. A vitamina C apresentada na forma de vrias matrias-primas: glicose de vitamina C, talasferas de vitamina C, fosfato de ascorbil magnsio (VC-PMG), tetraisopalmitato de ascorbila (VC-IP), ster C e ascorbosilane. Estes componentes so utilizados em frmulas magistrais e podem ser incorporados a cremes antiaging, filtros solares e hidratantes.

O DMAE ou deanol (dimetil-aminoetanol) uma substncia que existe no corpo humano (fgado, crebro, corao) e que tambm encontrado em peixes como a sardinha e a anchova. um ativo antienvelhecimento que melhora o tnus muscular e a flacidez. Estimula a produo de colina, otimizando a produo de acetilcolina. Age tambm como estabilizador da membrana plasmarica. usado em creme, gel ou loo, em concentraes de 3% a 10%.

A N6- furfuriladenina ou Kinettin um estimulante celular que tem ao antienvelhecimento, melhorando as rugas e o tnus da pele. Tem ao semelhante a tretinoina, porm com menor irritao.

O cido alfa-lipico protege a membrana celular, citoplasma e ncleo da clula. Tem ao regeneradora sobre a vitamina C, vitamina E e glutationa, sendo tambm um antioxidante e antiinflamatrio. Seu uso indicado para edema e bolsas oculares. Sua concentrao usual e de 0,05% a 1%.

As isoflavonas so fitoestrgenos indicados para uso tpico em mulheres na menopausa. Combatem o processo natural de envelhecimento, compensando os danos ocasionados pela diminuio dos hormnios femininos. Melhoram o tnus e a hidratao da pele. Nas formulaes, utiliza-se a ris iso (derivado da soja) ou o extrato gliclico de soja em concentraes variveis. Podem tambm ser incorporadas a outros ativos hidratantes e antienvelhecimento.

O raffermine um agente firmador potente, extrado da soja. Atua fortalecendo a estrutura molecular da derme. Seus efeitos so: aumentar a firmeza, elasticidade e tonicidade da pele atravs do estmulo ao crescimento dos fibroblastos, organizao das fibras colgenas e proteo das fibras elsticas da elastose. indicado para peles flcidas, enrugadas e envelhecidas. Costuma ser incorporado a produtos antienvelhecimento, complexos reparadores e loes firmadoras.

O tensive e outro agente tensor, extrado da semente do trigo. Possui propriedades hidratantes e utilizado em compostos com "efeito cinderela", ou seja, quando utilizado em concentraes mais elevadas, promovem tenso na pele, esticando rugas por um perodo de aproximadamente 6 horas.

O cobre tambm tem sido incorporado aos cosmticos pelo seu efeito estimulador da atividade dos fibroblastos e da produo de colgeno. Confere maior firmeza pele, melhorando as rugas e a elasticidade.

Dra Denise Steiner dermatologista
E-mail:clinicastlockli@uol.com.br

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Legislao X Segurana

O assunto "Segurana de Produtos", por ser muito importante, vem sendo motivo de preocupao por parte dos fabricantes de produtos cosmticos.

H alguns dias, mais precisamente no dia 6 de outubro, recebi um e-mail de uma leitora solicitando informaes mais detalhadas sobre a coluna "Tecnologia x Segurana", publicado na edio de novembro/dezembro de 2002.

O texto que motivou o questionamento encontra-se, conforme consta do meu texto, no site da ANVISA e menciona: " ...e a empresa deve possuir um dossi de segurana para seus produtos, que dever ser apresentado quando solicitado pelo(s)rgo(s) competente(s)".

O que a leitora desejava saber era em que Resoluo ou Portaria poderia encontrar no s o texto apresentado, mas tambm maiores detalhes sobre o assunto. A resposta foi para que, alm de acessar no site da ANVISA a Resoluo no 335 de 22/7/99 (ver artigo 4), clicasse tambm em "Perguntas e Respostas", onde o texto, que j foi citado acima, ainda hoje o mesmo, sendo que a este foi acrescentada a importante noticia da publicao do "Guia para Avaliao de Segurana de Produtos Cosmticos", lanado em 21/2/03, pela Gerncia-Geral de Cosmticos, coordenada pela Dra Josineire Melo Costa Sallum.

Logo no incio, o Guia instrui sobre quais so os "recursos tcnicos e cientficos suficientemente capazes de reduzir possveis danos aos usurios". Aqui destacamos dois deles: o primeiro menciona que os produtos devem ser formulados com ingredientes referenciados e o segundo menciona o cumprimento das Boas Prticas de Fabricao e Controle. Referente ao primeiro recurso, e mencionado que as matrias-primas utilizadas na fabricao dos produtos devem constar de Compndios e Legislao.

E que compndios so esses? Farmacopia Brasileira Edio IV, 1988? Sim! Porm, muitas das matrias-primas utilizadas em cosmticos no fazem parte de suas monografias. Mas, podemos encontrar referncias a estas em publicaes do CTFA, como por exemplo, 0 International Buyerss Guide, edio 2002 (Volumes 1 e II), com nomes ICI (International Nomenclature of Cosmetic Ingredients).

O CTFA tambm publicou o Technical Guidelines, no qual podem ser encontradas metodologias analticas. Outros compndios oficiais, como por exemplo, o FCC (Food Chemicals Codex), apresentam monografias para avaliao de certas matrias-primas tambm utilizadas na fabricao de cosmticos etc.

Outro ponto apresentado no Guia o destaque dado a importncia das matrias-primas como sendo, na maioria dos casos, responsveis pelos efeitos txicolgicos sistmicos em produtos acabados. Assim, no caso de este efeito se concretizar, no adianta o fabricante do produto responsabilizar o fabricante da matria-prima pelos danos causados, pois de "inteira responsabilidade do fabricante, do importador ou do responsvel pela colocao de produto no mercado, garantir sua segurana para os consumidores nas condies normais ou razoavelmente previsveis de uso".

Este texto, apresentado no Guia, est fundamentado na Resoluo n128 de 9/5/02, que no Artigo 1 desobriga de Autorizao de Funcionamento de Empresa, na ANVISA, os fabricantes de matrias primas, insumos e componentes utilizados na fabricao de cosmticos. E no Artigo 2, l-se: "As empresas fabricantes e importadoras de produtos cosmticos ficam responsveis pela qualificao dos fornecedores de matrias-primas, insumos e componentes utilizados na fabricao de seus produtos, conforme parmetros tcnicos estabelecidos, assinados pelo responsvel do Controle de Qualidade da empresa fabricante.

E, por falar em Certificado de Anlise, imprescindvel que este seja assinado pelo Responsvel Tcnico da empresa fornecedora.

Alguns tcnicos do Controle de Qualidade tem reclamado que, com certa freqncia, inexiste no Certificado de Anlise a indicao do mtodo utilizado pelo fabricante na anlise de seu produto. S o resultado no suficiente, sendo necessria a informao de como foi analisada e validada, mesmo em se tratando de metodologia desenvolvida pelo prprio fabricante. Cada matria-prima deve ter informaes quanto a sua segurana, que devem ser arquivadas pela
Garantia de Qualidade.

E quanto Legislao? As resolues n 161 e 162, por exemplo, apresentam, respectivamente, Listas de Filtros UV e Conservantes permitidos em formulaes.

A Resoluo n 79 de 28/8/00, alm de apresentar listas restritivas e de substncias proibidas, apresenta no anexo XXI o Termo de Responsabilidade que deve ser assinado pelo Responsvel Tcnico e o Representante Legal da empresa, declarando que determinado produto "atende aos regulamentos de Boas Prticas de Fabricao e Controle, e que dispe de dados comprobatrios que atestam a eficcia e segurana de sua finalidade proposta ...".

Tereza F.S. Rebello farmacutica bioqumica.
E-mail: methodus@methoduseventos.com.br


Novos Produtos