Cosmticos de 4 Gerao - Para Atender Expectativas e Desejos de Consumidores

Edicao Atual - Cosmticos de 4 Gerao - Para Atender Expectativas e Desejos de Consumidores

Editorial

Paradoxo ou Dilema

Nem deu tempo para as revistas de negócios publicarem as primeiras matérias festejando empresas brasileiras que retomaram as atividades de exportação por conta da desvalorização do real, eis que se inicia o ciclo inverso com a desvalorização do dólar, chegando a patamares abaixo de três reais que poucos imaginavam um dia voltaria a acontecer . E ainda mais, para marcar esse inusitado feito, até alguns preços baixaram (os de derivados de petróleo!)

O fenômeno resultante da volta da confiança do mercado à condução da política econômica do país, após a posse do novo governo, paradoxalmente, poderá trazer mais conseqüênncias negativas que positivas. 0 real desvalorizado torna os produtos  brasileiros mais competitivos no exterior, impulsiona as vendas e, como conseqüência,eleva o saldo da nossa balança comercial.

 Entretanto, com o real valorizado isso não acontece. Os produtos importados ficam mais baratos e os produtos brasileiros ficam mais difíceis de serem vendidos. Solução? Impedir a valorização do real. Entretanto, num regime de cambio flutuante, controlado pelo mercado, isso não seria recomendável. Temos certeza que os nossos dirigentes saberão como resolver esse dilema.

Bem, esta Cosmetics & Toiletries (Edição em Português)ée especial. Circula durante a realização do 17°. Congresso Brasileiro de Cosmetologia e traz os abstracts das conferências magistrais, dos trabalhos técnico-comerciais e dos pôsteres.

Aqueles que participam do Congresso, vão encontrar o programa oficial e a planta da exposição da HBA South América, que acontece em paralelo.

Além disso, o leitor encontrará as varias seçoes, colunas e artigos, que como sempre, estão recheadas de informações interessantes.

Boa leitura!
Hamilton dos Santos
Editor

Fator de Segurança no Teste de Eficácia de Preservante - Donald S. Orth Neutrogena, Los Angeles, California, Est. Unidos David C. Steinberg Steinberg & Associates, Plainsboro, New Jersey, Estados Unidos

Os autores explicam como é feito o teste de eficácia de preservante para determinar se uma fórmula está ou não adequadamente preservada. Problemas de contaminação do produto são causados freqüentemente por preservação inadequada.

Los autores explican como es hecho un teste de eficacia de preservantes para determinar se uma formula esta o no correctamente preservada. Problemas de contaminacion del producto son causados frecuentemente por preservación no adecuada.

The authors explain how preservative efficacy testing is done to determine whether a formula is adequately preserved. Product contamination problems are frequently caused by inadequate preservation.

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Um Clareador de Pele Multifuncional - G. Maramaldi e M.A. Esposito Sinerga Sri, Milão, Itália

O clareamento da pele e a normalização do sebo estão entre as funções cosméticas úteis do diglicinato de azeloil-potássio, um derivado solúvel do ácido azelaico.

El clareamento de la piel y la normalización del sebo están entre las funciones cosméticas utiles del diglicinato de azeloilpotasio, un derivado soluble del ácido azelaico.

Skin lightening and sebo normalization are among the useful cosmetic functions of the potassium azeoyl diglycinate, a soluble derivative of azelaic acid.

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A Quarta Geração de Cosméticos: Avaliação Sensorial versus Instrumental - Philippe Masson Evic-France, Blanquefort, França

O autor mostra os novos caminhos na avaliação dos produtos cosméticos, os efeitos de antagonistas e agonistas de neuromediadores, assim como efeitos diretos ou indireto induzidos na pele pelo SNC. Explica que na quarta geração de cosméticos estes efeitos vão ser avaliados de maneira sistemática, para atender mais favoravelmente às expectativas dos consumidores.

El autor muestra los nuevos caminos en la evaluación de productos cosmeticos, los efectos de antagonistas y agonistas de neuromediadores, asi como los efectos directo o indirecto inducidos en la piel por el SNC. Enseña que en la cuarta generacion de cosméticos eses efectos ván ser evaluados de manera sistematica, para atender mas favorablemente a las expectativas de los consumidores.

The author shows the new trends on the cosmetic products evaluation, the effect of the neuromediators antagonists and agonists, as well as the direct and indirect effects induced by the central nervous system. Explains that in the fourth cosmetics generation this effects will be systematicly evaluated, to meet more favorable way the consumers expectations.

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Reologia: Interesse e Aplicações na Área Cosmético-Farmacêutico - Isabel Fillipa Almeida e Maria Fernanda Bahia Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, Porto, Portugal

As características reológicas são propriedades importantes a serem consideradas na fabricação, estocagem e aplicação de muitos produtos. Neste artigo as autoras fazem uma avaliação do comportamento reológico na utilização de produtos acabados.

Las caracteristicas reológicas son propiedades importantes que deben ser consideradas en la fabricación, almacenajen y aplicación de muchos productos. En ese articulo las autoras hacen uma evaluación del comportamiento reologicos en la utilización de productos terminados.

The rheological characteristics are important properties which must be considered in many products manufacturing, storage and dispensing. In this article the authors perform an evaluation of the rehological behavior on the finished products use.




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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Consumo Sustentvel

Cada vez mais os consumidores de todo o mundo tem demonstrado grande preocupao em preservar o meio ambiente. Esta preocupao um princpio expresso em nossa Constituio Federal: Desenvolvimento Sustentvel.

O princpio do Desenvolvimento Sustentvel pressupe a conquista do "ponto de equilbrio" entre o desenvolvimento social, econmico, utilizando-se dos recursos naturais de acordo com os limites de sua sustentabilidade, isto , preservar o meio-ambiente para a presente e as futuras geraes.

Naturalmente, vivemos em uma sociedade capitalista, e os valores inerentes atividade econmica tambm esto protegidos pela Constituio Federal brasileira.

Neste contexto deparamo-nos com: sociedade capitalista, consumo e preservao do meio-ambiente.

Como equilibrar estes elementos?

Considerando esta questo, organizaes mundiais de defesa do consumidor vem propagando a idia de "Consumo Sustentvel".

Trata-se do consumo que permite atender s necessidades de todos os consumidores, preservando a capacidade do planeta de fornecer recursos naturais para as geraes futuras, evitando, assim, impactos negativos ao meio- ambiente provocados pela produo, utilizao e descarte de produtos e servios.

Talvez o aumento do consumo de "produtos verdes" no seja apenas uma "moda", mas sim, um reflexo da conscientizao e responsabilidade dos consumidores na busca de produtos que gerem menos impactos negativos ao meio ambiente.

No setor cosmtico h inmeros bons exemplos de empresas, como Natura, 0 Boticrio, Croda, Beraca, Chemyunion, entre outras, que apresentam atuaes fundamentadas no princpio da sustentabilidade.

Tambm vale ressaltar outro aspecto defendido pelo Consumo Sustentvel: 0 social. Pressupe-se que este consumo atenda s necessidades bsicas de uma vida digna. Assim, verifica-se que para se ter um "Consumo Sustentvel" no Brasil necessrio erradicar a pobreza, para que todas as pessoas possam satisfazer suas necessidades bsicas e viver com dignidade.

A busca pelo desenvolvimento e o consumo
sustentveis, bem como a erradicao da pobreza, dentre outros, foi discutida pela Cpula Mundial para o Desenvolvimento Sustentvel - Rio +10 - com participao de mais de 100 Chefes de Estado, em Johanesburgo, frica do Sul, entre os dias 26 de agosto a 4 de setembro de 2002.

Entretanto, parece que esta discusso ainda no acabou, pois o resultado deste encontro no foi muito promissor para a soluo dos problemas sociais e ambientais.

Isto, mais uma vez, demonstra que no podemos contar exclusivamente com a atuao dos Estado ...

Da a importncia da conscientizao do consumidor, atravs da educao do consumo sustentvel, para que este exera sua importncia nas transformaes scio-econmicas.

Minimizar o desperdcio, os resduos; consumir produtos e servios que respeitem o meio- ambiente sustentvel, e apenas o que for necessrio para se viver com dignidade so alguns exemplos de aes em prol do "Consumo Sustentvel" e, conseqentemente, de um meio-ambiente sustentvel.

A ttulo exemplificativo, apresentamos algumas aes sugeridas pelo IOEC - Instituto de Defesa do Consumidor na sua campanha para um "Consumo Sustentvel":

- Estimular trabalhos voluntrios a favor do "Consumo Sustentvel"

- Promover tcnicas para utilizao dos recursos naturais que protejam o meio ambiente

- Desestimular o consumo de produtos que resultaram de uma explorao inadequada dos recursos ambientais

- Facilitar a identificao pelo consumidor, atravs de rotulagem certificao ambiental, dos produtos e servios que estejam em conformidade com o princpio da sustentabilidade

- Estimular as empresas a adotarem os preceitos desta tica de consumo e produo sustentveis

Cristiane Martins Santos advogada com especializao em Direito do Consumidor
E.mail: c_martinsantos@yahoo.com

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Viso de Processos

Diante da avalanche de publicaes, teorias, gurus, seminrios e crises emergentes, a pergunta se ainda h espaos para buscarmos a essncia da funo de gesto. de se perguntar se no caudal dessas idias, informaes e iniciativas h a criao de valores dentro de nveis esperados?

Por definio, qualquer assunto que ocupa a ateno do mundo empresarial e acadmico deve ser complexo e caro. A simplicidade no d status.

A grande inovao real, no entanto, o conceito trazido pela nova edio da norma da qualidade, com a sua abordagem de processo e o foco nos oito princpios da qualidade. Esses oito princpios indicam de forma abrangente onde focar as nossas atenes na organizao. A viso de processos por sua vez a essncia da soluo de problemas. Alis, a vida uma coleo de problemas que esto espera de uma soluo. Todos tem que entender que a vida uma cadeia de problemas a serem resolvidos. A viso de processos foca nas questes especficas e facilita a tomada de deciso.

A falta desta viso no traz transparncia e cada problema se torna um obstculo, um motivo para a indeciso, resultando em procrastinao e aumento do problema.

Foi para facilitar esta situao e possibilitar encarar diretamente os problemas a serem solucionados que a norma criou a figura dos processos que para melhor entendimento podem ser separados segundo suas finalidades: processos principais, aqueles que formaro o produto como, o pedido, a aquisio, a produo e a entrega; em seguida os processos de gesto: a direo da organizao com a definio das responsabilidades, proviso de recursos, avaliaes pela anlise crtica; e finalmente os processos de apoio como a gesto de pessoas, a manuteno, os servios de comunicao, etc.

Na viso de processos analisa-se cada atividade por si, as suas entradas, as suas sadas, quem o "dono", os seus processos internos como "Instruo de Servio" que explica "o como fazer", quais so os seus recursos e suas eventuais outras caractersticas e permite a medio isolada de seu desempenho. A organizao como um todo resulta da interao de uma srie de processos, que, se apresentada num fluxograma, deixa claro para todos os elementos da empresa a sua forma de funcionamento e a funo de cada processo no objetivo final, que o cliente confiante e encantado pelo bom atendimento.

Quantas outras iniciativas estratgicas e operacionais iniciamos nos ltimos dois anos e que efetivamente mudaram o rumo das nossas empresas? Por que no funcionaram - total ou parcialmente? Quanto foi realmente investido ou gasto e com que retorno?

Na questo da governana corporativa, quem realmente julga se as iniciativas geraram ou no o valor esperado so os clientes. 0 impacto delas trouxe benefcios que os clientes estavam dispostos a pagar, seja diminuindo o custo das ofertas, seja trazendo alguma inovao pertinente. Devemos entender que a complexidade ser cada vez maior e a nica forma de enfrent-la trat-la com a simplicidade dos que entendem o significado bsico de seu negcio, a sua Misso. Essa simplicidade implica incorporar, do mais alto escalo a funo mais operacional, o conhecimento sobre: 0 que a empresa faz? Por que ela faz? Como ela faz? E como poderia fazer melhor o que faz? Atravs da gesto por processos - traduzidos em "misses organizacionais" que conduzem a estruturas orgnicas e suas tarefas, com tecnologia, mtodos e mtricas adequadas - a empresa torna-se capaz de responder dinamicamente a essas indagaes, gerando as habilidades e competncias necessrias para que a complexidade seja identificada corretamente e transformada em oportunidades.

A partir disso, gurus, teorias, etc, etc, sero mais facilmente absorvidos, entendidos e dimensionados. Dessa forma, a gesto voltar a se concentrar novamente naquilo que realmente importa: criar valor de forma permanente aos clientes.

E na simplicidade dessa idia que devem ser estabelecidas as prioridades. A implementao da Norma da Qualidade, um processo simples e objetivo, tem ajudado todas as empresas a focar no cliente, observando a liderana, o comprometimento da equipe, uma clara viso de processos e sua interao, a melhoria continua baseada na tomada de deciso sobre fatos. Estes simples princpios formam um esqueleto bsico, que poder ser complementado com outros
processos de gesto e melhoria.

Maria Lia A.V. Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas.
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade.
Email: freuss@uol.com.br

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

A Perspectiva Futura

Iniciamos esta coluna com uma digresso sobre um tema que ao se confirmarem os resultados de pesquisas de inteno de votos aos candidatos que concorrem ao cargo de Presidente da Repblica na Argentina, divulgadas pela imprensa, e que concedem ligeiro favoritismo ao candidato Carlos Menen (no momento da redao desta coluna), ser de suma importncia para o prosseguimento do Mercosul.

A digresso proposta est baseada no posicionamento que sempre foi adotado por Carlos Menen, quando questionado sobre a real importncia do Mercosul para a Argentina.

Menen sempre manifestou que preferiria uma relao bilateral forte com os Estados Unidos uma relao compartilhada com os demais pases membros do Mercosul.

Na hiptese, no muito remota, de Menen ser efetivamente eleito, acreditamos que a atual situao econmica da Argentina poder servir de pretexto para a tentativa de uma efetiva aproximao ao parceiro do norte em detrimento aos seus vizinhos do sul.

As estatsticas demonstram quanto as exportaes de produtos brasileiros do setor dependem do mercado argentino e quanto ser impactada no caso de ruptura das relaes atuais. A existncia ainda de itens no consensados, como temos repetido durante muitos anos de negociao, poder ser utilizada como motivo para um maior distanciamento entre Argentina e Brasil.

Outra questo que deve ser claramente colocada qual ser a efetiva importncia que tem a legislao Mercosul para um pas como o Paraguai, cuja representatividade industrial e tecnolgica, no que concerne ao nosso setor, praticamente nula.

Encerradas as digresses, voltamos aos nossos desejos para o que realmente poder ser consensado na prxima rodada de negociao a ser realizada no Paraguai nos ms de junho.

J mencionamos que caso a Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria, atravs da Gerencia Geral de Cosmticos, consiga implementar no Brasil o denominado PRODIR para o setor de Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes, acreditamos que a possibilidade de obteno de consenso para alguns dos tpicos pendentes ser maximizada.

Sociedade, comunidade e famlia so instituies conservadoras que procuram manter a estabilidade e evitar, ou pelo menos desacelerar, as mudanas. Mas, a organizao moderna desestabilizadora. Precisa ser para a inovao e renovao, como disse o grande economista austro-americano Joseph Schumpeter, "destruio criativa". E ela "precisa estar organizada para o abandono sistemtico de tudo aquilo que estabelecido, costumeiro, conhecido
e confortvel, quer se trate de um produto, um servio ou um processo, um conjunto de aptides, relaes humanas e sociais e a prpria organizao".

Em resumo, a legislao e as regras devem ser organizadas para possibilitar mudanas constantes. A funo das organizaes, privadas, oficiais, nacionais ou internacionais e colocar o conhecimento para trabalhar com ferramentas, produtos processos, na concepo do trabalho, no prprio conhecimento e que por natureza muda rapidamente e as certezas de hoje sempre se tornam os absurdos de amanh. E no somente a cincia ou a tecnologia que cria novos conhecimentos, tornando obsoletos os antigos. A inovao social to importante - com freqncia mais - quanto inovao cientfica.

Continuamos na expectativa de que as mudanas possam servir de argumento para a almejada covalidao.

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria
e.mail: trevisan@dialdata.com.br

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Revalidar o Conhecimento

Sempre que vamos falar, escrever ou exercer uma atividade sobre determinado assunto praxe consultar previamente, o que existe de novidade sobre o assunto. como proceder a uma validao prospectiva. Mas, com freqncia, praticamente obrigatrio relermos artigos j tantas vezes consultados e, para nossa surpresa, nos deparamos com trechos importantes que, em uma primeira leitura, no demos a ateno merecida. Isto tambm ocorre quando relemos as Resolues e Portarias da ANVISA.

Percebemos ento, que necessrio uma "revalidao peridica" das informaes contidas na legislao. Por exemplo, revendo a Portaria n 348 - Manual de Boas Prticas de Fabricao e Controle para Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes Anexo II (Roteiro de Inspeo), lembrei que quando a li pela primeira vez, o item 7 - Produtos Slidos e Semi-Slidos - chamou a minha ateno pelo "R" de Recomendvel que se referia a segurana dos locais, incluindo, nessa recomendao, a existncia de extintores e mangueiras contra incndio e em nmero suficiente. Tambm, apenas como "INF" (Informativo), o referido Roteiro questiona se os mesmos esto bem localizados e o acesso est livre. Em minha opinio o item deveria ser classificado como Imprescindvel ("I") ou, pelo menos, necessrio ("N"). Com toda certeza, nessa releitura, j havia esquecido que, sobre o mesmo assunto, na mesma Portaria, no item 2 Almoxarifado - classificado como "Necessrio" a existncia desses equipamentos e que o acesso aos mesmos, seja livre.

Qual o motivo dessa diferenciao de classificao? Ser porque , no Almoxarifado, existe maior probabilidade da concentrao de partculas slidas, acarretando assim o risco de entrar em um processo de combusto? Nesse caso, nos locais onde se d a fabricao de slidos e semi-slidos, esse risco inexistente pela ao de exaustores?

Na verdade, o objetivo dessa minha releitura da Portaria n 348 era o assunto "Validao". Lembrava que no Anexo I, em Definies, aparecia o seu conceito, mas no lembrava qualquer outra parte que mencionasse a necessidade de validar processos ou sistemas e mesmo mtodos analticos. Referindo-se a Sistemas de Obteno de gua Purificada, a legislao requer que tais sistemas sejam validados. No entanto, no existem mais referncias sobre esse assunto nos demais tpicos abrangidos por essa Portaria.

Porm, se a lermos com bastante ateno, vamos perceber que nas entrelinhas dos muitos questionamentos desse Roteiro de Inspeo, existe referncia validao de procedimentos. Portanto, os profissionais da rea, particularmente o responsvel pela Garantia de Qualidade, devem revalidar periodicamente os seus conhecimentos pela releitura das Portarias e Resolues que dizem respeito a sua rea de atuao.

Devemos sempre lembrar que o solicitado pela legislao o mnimo necessrio para garantir a qualidade de um produto que ser colocado no mercado.

Um tpico que, em minha opinio e provavelmente dos tcnicos que atuam na rea, importante e est ausente do Manual de Boas Prticas de Fabricao para a Indstria Cosmtica, e a Validao dos procedimentos analticos.

As matrias-primas utilizadas pela indstria cosmtica so, em sua maioria, substncias complexas cujas especificaes geralmente so dadas pelo fabricante. Isso por que os mtodos de anlise nem sempre so encontrados em compndios oficiais. o prprio fabricante que desenvolve mtodos especficos e deve valid-los. Mas, algumas vezes o certificado de anlise elaborado por esse fabricante no identifica a fonte de pesquisa que os levou aqueles resultados e nem mesmo fornece ao comprador a metodologia empregada para a devida comprovao dos dados descritos no Certificado de Anlise.

Se a qualidade do dado analtico de uma matria-prima e o fator chave no desenvolvimento de um novo produto, o coordenador da Garantia de Qualidade deve ficar atento a todas informaes referentes a ela e se estas informaes esto em conformidade com as caractersticas dos procedimentos analticos quanto exatido, medidas de preciso, linearidade, etc.

Tereza F.S. Rebello farmacutica bioqumica.
E-mail: methodus@methoduseventos.com.br

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