Tecnologia para Produo de Cremes e Emulsoes A/O

Edicao Atual - Tecnologia para Produo de Cremes e Emulsoes A/O

Editorial

Já são conhecidos os resultados das eleições. Os  brasileiros já sabem quem serão os novos governantes a partir de 2003, entretanto, o mercado permanece um tanto inquieto por conta da indefinição quanto ao nome daqueles que irão ocupar os cargos de comando, principalmente, das áreas econômicas. 

Essa inquietação do mercado se manifestou ao longo do ano,refletindo na desvalorização do Real - ora porque o  candidato x caiu nas pesquisas, ora porque o candidato y fez alguma declaração que ecoou como ameaça para a estabilidade do mercado, etc. E isso se arrastou ao longo de todo o ano. 

Com certeza, o novo ano já estará contaminado pela alta dataxa de inflação como herança que a instabilidade da economia em 2002 causou. Esperamos que os novos governantes saibam como equacionar essa questão e restabelecer a estabilidade que é tão necessária para o crescimento de qualquer mercado.

Esta Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) é especial. Nesta edição, o leitor terá abstract dos trabalhos apresentados no 22° Congresso da IFSCC que aconteceu em setembro, em Edimburgo o índice geral das edições de 2002, novidades sobre o 17° Congresso Brasileiro de Cosmetologia, o que a norma ISSO preconiza para a terceirização, como relatada na coluna "A Vez da Qualidade", e muito mais, basta conferir. 

Boas Festas!
Hamilton dos Santos
Editor

Tecnologia Água em Óleo - Mark Chandler ICI Surfactants, Wilmington, DE, Estados Unidos

A produção de cremes e loções água-em-óleo é um desafio permanente para os formuladores de cosméticos. Neste artigo
o autor descreve algumas regras básicas, porém simples, que se seguidas poderão facilitar a tarefa de formular e fabricar esses produtos.

La producion de cremas y lociones água-em-aceite es un desafio permanente para todos los formuladores de cosméticos. En esse artículo, el autor describe algunas reglas basicas, pero sencillas, que podran facilitar la tarea de formular y fabricar eses productos.

The production of w/o creams and lotions is a permanent challange for the cosmetic chemists. In this paper the author provides some simple and basic rules which could become easier the formulation and production task of these products.

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Fotoproteção - Vera Lúcia Borges Isaac Rangel e Marcos Antonio Corrêa Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado de São Paulo - Unesp

Os autores descrevem os efeitos das radiações solares e como preparar produtos para proteção. É dado destaque para a seleção dos filtros solares.

Los autores describen los efectos de las radiaciones solares y la forma de preparar los productos de protección. Es destacada la seleccion de pantallas solares.

The authors describe the effects of the UV radiation and how to prepare de sun products. A special focus is on the sunscreen ingredients selection.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Cad a Minha Bagagem?

J estamos no final do ano, o que para muitos significa aquelas merecidas frias ... e viagens!

Independentemente das frias e do lazer, viajar a trabalho cada vez mais comum em qualquer setor que se atue.

Pois bem, para que a sua viagem seja o mais agradvel possvel, vale a pena se precaver desde o momento em que se faz a mala ...

Quando se compra uma passagem area, estabelece-se um contrato de prestao de servios entre a companhia area, no caso, fornecedora do servio, e o passageiro consumidor), cujo objeto consiste no transporte do passageiro e de sua bagagem do local de origem at o destino final com o mnimo de segurana.

Observa-se em contratos de companhias areas que estas se comprometem a "transportar o passageiro e a bagagem com presteza razovel". Isto pode significar levar o passageiro sua bagagem para o local determinado nas "mesmas condies" nas quais estes deixaro seu local de origem.

Entretanto, comum o passageiro chegar no local desejado, mas a sua bagagem ...

O que fazer quando a bagagem no localizada?

De acordo com o artigo 14,do CDC: "0 fornecedor de servios responde, independentemente da existncia de culpa, pela reparao dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos a prestao dos servios(.).." .

Isto , todas as companhias areas devem ser responsabilizadas por atraso, perda ou avaria de bagagem, pois consistem em "defeitos relativos a prestao dos servios", que causa dano ao consumidor.

comum a companhia area estipular um valor dirio ao passageiro, enquanto tenta localizar e entregar a bagagem "perdida".

Nos contratos das companhias areas est previsto o valor com relao ao peso da bagagem registrada e um valor fixo pela no registrada.

Alm desses valores, que so estipulados para se comprar pertences, como roupas, sapatos, etc, podem ser necessrios outros elementos em decorrncia de no se ter o que estava na bagagem, como, por exemplo, medicamentos, porisso, imprescindvel se ter os recibos para pleitear o ressarcimento destas despesas.

Analisando isto, pode-se perceber uma "preocupao de ressarcimento" da companhia area no mbito material.

Apesar disso, imensurvel todo o desconforto de se estar num local estranho sem seus pertences pessoais ...

Sendo assim, verifica-se que o consumidor alm de sofrer danos na esfera material, tambm sofre danos morais ...

Comprovando-se isso, cabvel uma indenizao.

No Direito, indenizar significa reparar o dano causado a vtima, restaurando o estado anterior a ocorrncia do fato que desencadeou este dano.

Como na maioria dos casos impossvel se restabelecer a situao inicial, busca-se uma compensao monetria.

Diante de uma situao dessas, alm de se recorrer no mbito jurdico, para aliviar o desgaste e no estragar a sua viagem, vale a pena levar sempre uma bagagem de mo ...

Cristiane Martins Santos advogada com especializao em Direito do Consumidor

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

A Grande Dvida

Caro leitor, no momento que estvamos redigindo esta coluna, exatamente neste momento, fomos informados do cancelamento da reunio do grupo Ad-Hoc de Cosmticos que seria realizada durante o encontro do Mercosul em Braslia, nos dias 19 a 22 de novembro, devido a ausncia da delegao da Argentina e do Uruguai.

Sentimo-nos completamente frustrados e, sinceramente falando, impossibilitados de emitir quaisquer comentrios quanto aos resultados que possam advir da ausncia dos demais Estados Parte, impossibilitando a reunio do grupo Ad-Hoc.

Referindo-nos a coluna anterior, a possibilidade da ausncia dos demais pases a reunio de Braslia, embora previsivel pelas razes ento expostas, sempre foi tida como improvvel em razo da importncia dos tpicos que seriam discutidos.

A delegao brasileira, capitaneada pela Dra. Josineire Mello Costa Salum, realizou uma srie de reunies prvias preparatrias para que a pauta pendente fosse devidamente avaliada e as atividades competentes ao Brasil efetivamente realizadas.

Os tpicos foram exaustivamente estudados e as recomendaes encaminhadas para a apresentao durante a reunio:

- Requisitos Tcnicos Especficos para Produtos de Higiene Pessoal Cosmticos e Perfumes - este item poder ser solucionado com o PRODIR.
- Rotulagem Obrigatria pendente prazo de validade e composio INCI.
- Listas Negativas Extrato de Jaborandi - est sendo elaborado dossi sobre o assunto.
- Colina - devemos ressaltar, que caso sejam apresentados argumentos convincentes, dever ser reaberta a discusso sobre a presena da colina e seus sais em produtos cosmticos, conforme constante da relao de substncias proibidas na Unio Europia.

Este item j havia sido acordado pelo setor como proibido em reunio anterior de Mercosul, com base na incluso do mesmo pela Unio Europia.
- Habilitao de plantas - outro ponto importante.
- Registro provincial - poderia talvez ser levantado durante a reunio, a nova exigncia de registro prvio de produtos institudo pela Vigilncia Sanitria da Provncia de Buenos Aires, contrariando a legislao federal que extinguiu a obrigatoriedade de registro de perfumes, produtos cosmticos e de higiene naquele Estado-Parte.

Concluimos com o sentimento de frustrao, mas tambm com a esperana de que num futuro prximo seja possvel a obteno do to almejado consenso.

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria.

e.mail:trevisan@dialdata.com.br

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Terceirizao da Norma ISO 9001

Em diversas oportunidades discorremos sobre a nova edio da Norma ISO 9001, alis muito adequada para a gesto de todo e qualquer tipo de empreendimento.

A sua forma aberta de referncia aos diversos aspectos organizacionais permite uma flexibilidade total, imprescindvel, especialmente hoje em dia, para se adaptar necessidade de cada empresa e impedir uma burocratizao excessiva.

Num de seus pontos esta se torna especfica para as tendncias de terceirizao que ocorrem atualmente nas empresas. Terceiriza-se de tudo, desde a segurana, alimentao, transporte e entregas, as vendas, a produo e tambm o controle da qualidade. A norma exige que os processos realizados por terceiros sejam devidamente controlados.

Em realidade, s no se terceiriza aquilo que o corao do negcio, e este, sendo a base do know how da organizao, dever ser complementado de forma efetiva, completa e rentvel com processos adquiridos externamente. Terceiriza-se aquilo que os outros podem fazer melhor, mais rpido, mais barato que a empresa o consegue. Tambm se terceiriza aquelas atividades que so sazonais e que em nossa organizao geram custos fixos, e no possam ser devidamente aproveitados.

Um exemplo tpico desta atividade a pesquisa e o desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de mtodos. Para realizar internamente, necessita de muitos recursos e gera ociosidade ou no se faz bem feito. E mais do que isso, requerem elevado teor de know how atualizado nem sempre disponvel internamente. nessas ocasies que se torna necessria a contratao de especialistas.

Exemplo tpico o do desenvolvimento de novas linhas de automveis, que so designados completamente a empresas especializadas na rea e dotadas de todas as facilidades de testes de durabilidade, de impacto, de segurana, de aceitao pelo pblico, avaliaes da compatibilidade com o meio ambiente, etc.

Na indstria cosmtica, o corao do negcio costuma ser o conjunto das marcas e o processo de venda, enquanto que todo o resto pode ser terceirizado, gerando a vantagem da empresa focar todos os seus recursos no desenvolvimento do negcio. Desta forma, todas as outras atividades, devidamente controladas, podem ser terceirizadas com os melhores especialistas disponveis no mercado.

Uma das atividades de maior importncia o desenvolvimento de novos produtos. Para poder ser vencedor no mercado necessrio que o produto desenvolvido seja da melhor qualidade e, para tal, esteja atualizado no uso de matrias-primas, de conceitos modernos e seguros, alm de
estar em linha com as mais modernas tendncias internacionais. Esta preocupao gera a necessidade da escolha de um parceiro que reuna todas essas qualidades, que compreenda perfeitamente as necessidades da organizao, que seja capaz de dar um atendimento completo, com interpretao adequada e compartilhamento do briefing, capacidade de anlises e avaliao dos produtos concorrentes, conhecimento profundo das alternativas de matrias- primas oferecidas pelo mercado, capacidade de testes prticos de produo, complementados por lotes piloto de produto e embalagem, dispor de equipes e painis de avaliao e realizar todos os testes de segurana.

Apenas empresas muito bem estruturadas, com longa experincia e tradio de mercado junto a grandes companhias podero ser consideradas como parceiras na importante atividade de prover seus clientes dos produtos que representaro seu futuro negcio. Empresas deste tipo, selecionadas criteriosamente, podero se tornar o principal parceiro de seu negcio. Porm, sempre haver necessidade de acompanhamento criterioso e controlado, para garantir que os objetivos comuns sejam atingidos.

O ponto de maior ateno, que normalmente no atendido adequadamente no processo de desenvolvimento interno, o prazo de entrega do projeto pronto para lanamento, cujo atraso compromete todas as atividades de lanamento j contratadas, redundando em multas e perdas de faturamento.

As grandes empresas terceirizadoras desta atividade trabalham com sistemas profissionais de coordenao, que controlam completamente os prazos para evitar qualquer atraso.

Maria Lia A. V. Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade

e.mail: freuss@uol.com.br

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Vitiligo

0 vitiligo uma doena adquirida, idioptica, no contagiosa, caracterizada por reas de despigmentao de diferentes tamanhos e formas que atinge pele e/ou mucosas. Atinge 1-2% da populao mundial e tem prevalncia igual para ambos os sexos.

A causa ainda desconhecida. Dentre as vrias teorias que tentam explicar o processo de despigmentao que ocorre no vitiligo, a teoria da auto-imunidade parece ser a mais aceita, na qual os melancitos seriam agredidos por auto-anticorpos circulantes. Fato que corrobora esta hiptese que algumas doenas auto-imunes tem sido observadas com maior freqncia nos pacientes portadores de vitiligo, principalmente as disfunes da tireide, como hipertireoidismo, hipotireoidismo e as tireoidites que podem ser observadas em ate 30% dos pacientes. Outras doenas auto-imunes incluem doena de Addisson e a diabetes insulino e no-insulino-dependente. Alm disso, alguns fatores ambientais como estresse, a exposio solar intensa e a exposio a alguns pesticidas tem sido associado a etiologia da doena.

Existe uma forma de "vitiligo-smile," que est associado a ocupao profissional, caracterizado por despigmentao nas reas de contato com substncias como a borracha e derivados do fenol. Acredita-se que tais indivduos j tenham predisposio gentica para a doena e que estas
substncias atuam como fator desencadeante.

O vitiligo manifesta-se em geral entre os 10 e 30 anos de idade. 0 diagnstico clnico dado pela presena de mculas acrmicas, marfnicas, de limites precisos, em qualquer parte da pele e/ou mucosas que normalmente ficam mais evidentes com a iluminao da lmpada de Wood. As regies mais acometidas so o dorso das mos, punhos, face antero-lateral das pernas, dedos, pescoo e genitlia. raro na palma das mos e planta dos ps. A doena tem em geral progresso lenta, mas pode exacerbar rapidamente. A repigmentao espontnea das leses observada em 10 a 20% dos pacientes, principalmente em reas fotoexpostas e pequenas na sua extenso. Quando a doena est presente por muitos anos ou predomina nas extremidades, dificilmente esta tem uma resoluo espontnea.

Existem classicamente duas formas de vitiligo. Um denominado "vulgar", que se manifesta em qualquer idade, evolui por surtos e que est mais freqentemente associado as doenas auto-imunes; e outro denominado "segmentar", que costuma se manifestar mais precocemente, seguindo a distribuio de um trajeto nervoso. 0 tipo de "vulgar" pode ainda ser subdividido em acrofacial, quando acomete face e extremidades; localizado quando h um pequeno nmero de leses e generalizado, quando presente de forma aleatria na pele. Em ambas as formas da doena o fator emocional tem papel fundamental tanto no aparecimento quanto na progresso da doena, uma vez que muito comum observarmos o vitiligo aps eventos como perda de entes queridos, brigas familiares e decepes pessoais e profissionais.

A grande oferta de terapias sugeridas para o vitiligo confirma o fato de que ainda conhecemos pouco sobre esta doena. Antes de iniciar um tratamento, importante avaliar o paciente de maneira global, na tentativa de identificar doenas associadas e os aspectos emocionais relevantes. O ponto principal do tratamento esclarecer ao paciente que um tratamento longo, porm com grandes perspectivas de sucesso.

Vrias drogas de uso tpico e sistmico tem sido utilizadas ao longo dos anos; os principais grupos de drogas so:
- Psolarenos: Uma das primeiras terapias propostas para o vitiligo so os psoralenos combinados tanto com luz natural quanto radiaao UVA artificial. Com o psoraleno, a repigmentao ocorre atravs da estimulao de imunocitoquinas e mediadores inflamatrios que agem como "sinais" para migrao de melancitos a partir dos folculos pilosos da pele s.

- Corticosterides: Os corticides de uso tpico tem mostrado resultado razovel, particularmente para aqueles com a forma localizada da doena e/ou aqueles com componentes inflamatrios, mesmo que subclnico.

- Imunomodulador: Drogas imunomoduladoras, como a ciclofosfamida e o levamisole j so utilizadas h algum tempo para tratar o vitiligo. Mais recentemente, o imiquimod, o tacrolimus e o pimecrolimus tm sido utilizados em doenas, como dermatite atpica e psorase, e tem se mostrado eficazes tambm no vitiligo, embora ainda haja poucos trabalhos cientficos nesta rea.

Em casos muito extensos e com resultados insatisfatrios de repigmentao pode-se optar pela despigmentao na tentativa de uniformizar a cor da pele.

Outra alternativa a cirurgia, que indicada nos casos no responsivos a teraputica clnica ou para aqueles com doena localizada e estvel, isto , ausncia de leses novas ou aumento daquelas j presentes por um perodo de dois anos.

Dra. Denise Steiner dermatologista.
E-mail:clinica-stockli@sti.com.br

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Tecnologia x Segurana

Quando falamos em novas tecnologias na rea cosmtica, podemos estar nos referindo a novos equipamentos ou processos inovadores de produo, como, por exemplo, o escrito no artigo "Emulsificao com Ecnomia de Energia" de J. Joseph Lin, PhD( Cosm Toil 13(6), 2001).

Mas, certamente, o que mais freqente so as novas tecnologias empregadas na obteno de matrias-primas inovadoras, cada vez mais eficazes, e que podero fazer a diferena nesse mercado to concorrido como o de cosmticos.

A eficcia, bvio, importante, mas a segurana dessas matrias-primas no pode ser duvidosa j que delas depende a segurana no uso do produto.

Este assunto foi abordado em nossa coluna e, acredito que grande parte dos fabricantes de cosmticos j tenha estabelecido a segurana referente ao uso preconizado de seus produtos, atravs dos testes de irritabilidade drmica primria e cumulativa, testes de sensibilizao, etc.

Mas, sobre a segurana dos ingredientes utilizados nas formulaes de produtos que gostaramos de tecer alguns comentrios. Um deles que estes devem estar descritos nos compndios tcnicos oficiais, garantindo, assim, a segurana dos produtos.

Como apresentado no website da ANVISA: "Os produtos cosmticos no devem apresentar nenhum risco sade humana nas condies de uso preconizado ou, razoavelmente previsvel (ingesto/aplicao acidental)". Em continuidade, a ANVISA estabelece que a empresa deve possuir um dossi de segurana para seus produtos, que dever ser apresentado quando solicitado pelo( s) rgo( s) competente( s).

Entendemos aqui que se trata, certamente, do estabelecimento de quantidades que, se ingeridas acidentalmente ou aplicadas incorretamente, no interferiro na sade do consumidor. E como estabelecer essa posologia e as provveis reaes adversas? Ser que podemos considerar os dados de segurana das matrias-primas, atravs de seus respectivos "Registros de Segurana" (Safety Data Sheet - SDS), dada pelo seu fabricante? Provavelmente no, pois a partir do momento que essas matrias-primas so misturadas para dar origem a um produto, alteraes podem ocorrer. certo que, de um modo geral, durante a fabricao de um produto cosmtico, no ocorrem reaes qumicas, com modificaes na estrutura qumica dos ingredientes originalmente pesados e adicionados.

Mas, provavelmente, passaremos a ter uma outra situao.

E, j que tocamos no assunto de segurana das matrias-primas, recomendvel que os responsveis pela Garantia de Qualidade solicitem a SDS aos fabricantes de suas matrias-primas ou aos respectivos distribuidores. Sabemos que algumas empresas possuem o "Manual de Segurana" de seus produtos, conhecendo muito bem o que estes podem provocar, se ingeridos. E isto mais freqente do que se possa imaginar, quando se trata de crianas.

Quando fiz parte do SAC de uma empresa de produtos cosmticos, por vrias vezes tive que atender mes e alguns mdicos para informar que ocorrncias poderiam esperar da ingesto, por crianas, de produtos que haviam sido formulados para aplicao tpica. Certamente, para mim foi confortvel ter essas informaes contidas num Manual, cujos dados foram estabelecidos por especialistas.

No Processo de Registro ou de Notificao, a empresa apresenta um Termo de Responsabilidade assinado pelo Responsvel Tcnico e Responsvel Legal da empresa, onde atesta possuir dados de segurana e eficcia do produto. S que a segurana a que se refere a Resoluo 335/99, diz respeito a segurana quando o produto for usado conforme as instrues.

Mas, com toda certeza, se existir risco de dano sade, no pelo uso preconizado, mas pelo risco "razoavelmente previsvel", este deve constar do rtulo do produto. Assim, na RDC n038 de21/03/200 I, que aprova o Regulamento Tcnico para Produtos Cosmticos de Uso Infantil (Grau 2), no item referente a rotulagem especfica de produtos como batom, brilho labial, rouge e blush infantil diz que obrigatria, alm da indicao da faixa etria a qual se destina o produto, obedecer aos seguintes critrios: "deve ser aplicado exclusivamente por adulto", a partir de 3 (trs) anos, ou "utilizao com superviso de adulto, para maiores de 5 (cinco) anos.

No caso de esmaltes para unhas infantil, no item b.l.l-se: "A formulao dever, obrigatoriamente, constituir-se de ingredientes de base aquosa, seguros para a finalidade de uso, considerando-se possveis casos de ingesto acidental". E no caso dos esmaltes para adultos, que contm solventes aromticos/alifticos, o que acontece se houver ingesto acidental? As respostas podem ser encontradas na Seo XVII - Toxicology - Chapter 67 - Nonmetalic Environmental Toxicants - Goodman & Gilmans - The Pharmacological Basis of Therapeutics Ninth Edition, 1996.

Tereza F. S. Rebello farmacutica bioqumica.
Email: methodus@methoduseventos.com.br

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