So os Cosmecuticos uma Terceira Categoria

Edicao Atual - So os Cosmecuticos uma Terceira Categoria

Editorial

Um dos assuntos desta edição são os cosmecêuticos. Como bem afirma Dr. Albert Kligman no seu artigo "Cosmecêuticos: a Terceira Categoria" que estamos publicando nesta edição, com os grandes avanços alcançados no estudo da fisiologia cutânea, pode-se dizer que todas as substâncias alteram a estrutura da pele. Nessas circunstâncias, os cosméticos estariam ferindo frontalmente a especificação legal, por serem produtos destinados apenas a "embelezar e promover atratividade." 

Entretanto, as normas regulatórias continuam imutáveis, desde quando de sua promulgação, as dos Estados Unidos, onde esse mercado que inclui produtos como antioxidantes, clareadores, reparadores de fotodanos, anti-aging entre outros, datam da década de 30. 0 crescimento de vendas do segmento é incrível e estima-se que chegue a marca dos 4,5 bilhões de dólares até o ano 2005. 

O mercado dos cosmecêuticos, efetivamente, existe. Há pesquisas e desenvolvimento de produtos, há fabricação e, o mais importante, há um público consumidor ávido por novidades que satisfaçam as suas necessidades atuais. 

A atividade fisiológica superior desse novos produtos, poderia suscitar uma preocupação extra quanto ao seu uso. Entretanto, com certeza os fabricantes sabem muito bem como instruir os consumidores, fazendo com que eles tirem o máximo proveito desses novos produtos com o mínimo de risco. 

Boa Leitura.
Hamilton dos Santos
Editor  

Cosmecêuticos: A Terceira Categoria - Dr. Albert M. Kligman Faculdade de Medicina, Universidade de Pennsylvania, Philadelphia, PA, Estados Unidos

O autor, que há mais de 20 anos difundiu o termo "cosmecêutica", defende neste artigo a necessidade de estabelecer uma categoria para aqueles produtos de tratamento da pele que não se enquadrem nas definições de droga farmacêutica nem nas de cosmético, estabelecidas pelo Food, Drug and Cosmetic Act de 1938,em vigor nos Estados Unidos.

El autor, que hace mas de 20 años popularizó el término "cosmecéutico" argumenta que se necesita crear uma categoría para aquellos productos para cuidados cutáneos que no encajan em las definiciones de droga farmacéutica o cosmético en la Ley de 1938 del Food, Drug and Cosmetic.

The author, who popularized the term "cosmeceutical" more than 20 years ago, argues that the cosmeceutical category is needed today for skin care products that do not fit the definitions of either drug or cosmetic in the Food, Drug and Cosmetic Act of 1938.

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Solubilidade das Vitaminas - Eloi A. Silva Filho Depto Química, Univ Fed Espírito Santo, ES, Brasil José M. Pires Depto de Física- CCE, Univ Fed do Espírito Santo, Vitória, Es, Brasil

Neste trabalho descreve-se como ocorre o processo de solubilidade das vitaminas em água e outros solventes com o objetivo de fornecer informações teóricas e experimentais úteis na preparação de novos produtos cosméticos. Também são apresentados alguns dados sobre a estrutura molecular das vitaminas C e E, utilizando cálculos teóricos.

En este trabajo que se describe como el proceso de solubilidad de las vitaminas pasa em el agua y otros solventes con el objetivo de proporcionar la informacion teórica y experimental útil en la preparacion de nuevos productos cosmeticos. También se presentan algunos datos en la estructura molecular de las vitaminas C y E que los usan calculos teóricos.

In this paper it is described as how the process of solubility of the vitamins in water and other solvents happens with the objective of supplying theoretical and experimental information useful in the preparation of new cosmetic products. It is also presented some data on the molecular structure of the vitamins C and E using theoretical calculations.

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Tratamento com Vitaminas Ae K Tópicas de Círculos Escuros ao Redor dos Olhos - Dipak Ghosh, PhD - Alberto Culver USA, Inc Melrose Park IL, Estados Unidos Dr Melvin L. Elson - Lonvevity Institute, LLC, Burns TN, Estados Unidos Sergio Nacht, PhD Enhaced Derm Technologies Inc, Redwwod City CA, Estados Unidos

Os autores relatam estudos que indicam que o uso tópico de vitaminas A e K pode reduzir o escurecimento da região sub-ocular que ocorre, muitas vezes, com o envelhecimento.

Los autores relatan estudios que indican que el uso tópico de vitaminas A y K puede reducir el oscurecimiento de la región sub-ocular que ocurre, muchas veces, con el envejecimiento.

The authors report studies indicating that topical vitamins A and K may reduce the darkness of the undereye regions that often appears as people age.

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Teorias da Estabilidade de Emulsões Cosméticas - Helena Margarida Ribeiro Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

As teorias de emulsificação existentes ainda não conseguem ser totalmente aplicadas aos sistemas reais e práticos, apesar do conhecimento das microestruturas e dos vários mecanismos da estabilização ter aumentado significativamente. Este artigo pretende ser um sumário das várias teorias de estabilidade aplicadas a emulsões de uso cosmético.

Las teorias de emulsificacion existentes aún no consiguen ser totalmente aplicables a los sistemas reales y prácticos, aunque el conocimiento de las microemulsiones y de los varios mecanismos de estabilización incrementado significativamente. Ese artículo pretende ser un sumário
de las várias teorias de estabilidad aplicadas a emulsiones de uso cosmético.

The emulsification theories available are not still totally applied to the real and pratical systems despite the microstructures knowledge and due increase of the many stabilization mechanisms. This article intents to be a summary on the many applied stability to the emulsions utilized in the cosmetic products.

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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

Prticas Abusivas

A prtica abusiva a desconformidade com os padres de boa conduta nas relaes de consumo. Pode ser manifestada na forma de publicidade abusiva ou em formas contratuais.

O CDC prev uma lista de prticas abusivas que sero destacadas a seguir. Vale ressaltar que a lista prevista meramente exemplificativa, no exaustiva, tendo em vista a velocidade com que o mercado de consumo se transforma.

Esta dificuldade de definir as prticas abusivas no foi exclusiva do legislador brasileiro, pois em 1914,no relatrio sobre o Federal Trade Comission Act, a Cmara dos Deputados dos Estados Unidos manifestou: " impossvel a composio de definies que incluam todas as prticas abusivas. No h limite para a criatividade humana nesse campo. Mesmo que todas as prticas abusivas conhecidas fossem especificamente definidas e proibidas, seria imediatamente necessrio recomear tudo novamente. Se o Congresso tivesse que adotar a tcnica da definio, estaria trazendo a si uma tarefa interminvel". (H.R. Rep. n1.142, 63 dCong., 2dScss,19/9, 1919)

Pois bem, no Brasil, o CDC considera como prtica abusiva, dentre outras:

Colocar no mercado produto ou servios com alto grau de nocividade ou periculosidade, ou seja, colocar o consumidor numa situao de risco, que possa lhe causar danos
Comercializar produtos ou servios imprprios (produtos com prazo de validade expirado; produtos avariados, falsificados, adulterados, etc)
No empregar peas de reposio adequadas ( obrigao do prestador de servios empregar nos consertos e reparaes, de qualquer natureza, componentes de reposio originais e adequados, conforme especificaes tcnicas do fabricante)
No assegurar a oferta de componentes e peas de reposio enquanto ainda houver a fabricao ou importao do produto
A ausncia de informao sobre o nome e o endereo do fabricante, na venda a distncia
Veicular publicidade clandestina (princpio da identificao da publicidade, no qual esta s lcita quando o consumidor puder" identific-la) e abusiva (a publicidade discriminatria, a que incide violncia ou a que desrespeite valores ambientais, etc.)
Cobrar irregularmente dvidas de consumo (expor o consumidor inadimplente ridculo ou submet-lo a qualquer tipo de constrangimento ou ameaa)
Arquivar dados sobre o consumidor em desrespeito ao seu direito de conhecimento, acesso e retificao
Utilizar clusula contratual abusiva
Recusar atendimento a demanda do consumidor (exemplo: um motorista de taxi no pode negar o servio ao consumidor, mesmo que a distncia da corrida seja pequena)
Fornecer o que no foi solicitado (a regra do CDC que o produto ou servio s pode ser fornecido desde que haja solicitao previa)-exemplo: fornecimento de cartes de crdito pelos bancos
Aproveitar-se da fraqueza ou ignorncia do consumidor, tendo em vista sua idade, sade, conhecimento ou condio social para persuadi-lo a adquirir produtos ou servios
Executar servios sem a prvia elaborao de oramento e autorizao expressa do consumidor, exceto se houver prticas anteriores entre o consumidor e o fornecedor
Colocar no mercado de consumo produtos ou servios em desacordo com as normas tcnicas (normas expedidas por qualquer rgo pblico ou entidade privada credenciada pelo CONMETRO Conselho Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial)
Elevar sem justa causa o preo de produtos ou servios
Reajustar diversamente do previsto em lei ou estabelecido contratualmente
No estipular prazo para cumprimento de obrigao (todo contrato de consumo deve trazer o prazo de cumprimento das obrigaes do fornecedor)

Estas so algumas das prticas abusivas elencadas no CDC, e existentes nas relaes de consumo atuais. Demonstram o que deve ser evitado por qualquer fornecedor, e no admitido pelos consumidores.

As conseqncias das prticas abusivas so as sanes nas esferas: administrativa (cassao de licena, suspenso de atividade, interveno administrativa), penal, alm de detonarem o dever de reparar, sempre cabendo indenizao pelos danos causados, inclusive os danos morais.

Cristiane Martins Santos advogada com especializao em Direito do Consumidor.
E.mail: c_martinsantos@yahoo.com

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Possiblidades de Mudana

Em nossa coluna anterior foram feitas vrias consideraes relativas s atividades e atitudes comportamentais presenciadas durante os primeiros anos das negociaes no Mercosul.

Apenas para ilustrar as dificuldades operacionais encontradas, a inexistncia de suporte obrigava os participantes a levarem suas prprias ferramentas de trabalho, como notebooks, e utilizar as noites, que deveriam ser de repouso, para confeccionar as atas.

Nesta oportunidade faremos algumas consideraes relativas as mudanas de comportamento ocorridas aps a fixao de um interlocutor efetivo da delegao oficial brasileira para o setor dos produtos de Higiene Pessoal Cosmticos e Perfumes.

Nos primeiros anos no havia uma definio clara de quem representaria o Brasil, a cada reunio era designada uma pessoa diferente, que apesar de ter suficiente conhecimento da rea no possua o histrico do processo, fato que acarretava tempo adicional at que se atualizasse.

Deve ser ressaltado que ao definir um nico interlocutor oficial, a representao brasileira passou a expressar uma uniformidade de posio que no ocorria quando este era substitudo a cada reunio.

A partir da fixao da Dra. Josineire Melo da Costa, Gerente Geral de Cosmticos da ANVISA, como representante oficial efetivo, as reunies passaram a ter uma seqncia regular, e apesar das dificuldades que temos relatado freqentemente, o andamento dos trabalhos permitiu a obteno de consenso em pontos muito importantes, no caminho em direo covalidao de registro, que se objetiva atingir no menor prazo possvel.

Cada vez mais as barreiras existentes para a obteno do consenso final escapam da alada da Legislao Sanitria e partem para a legislao de comrcio, de defesa do consumidor, tributria, etc.

Acreditamos que somente o tempo e a persistncia, alm do desarmamento dos nimos, aliado s gestes polticas bem engendradas, possibilitaro a remoo das barreiras existentes" na atualidade.

Voltando ao dia-a-dia do Mercosul, na ltima reunio realizada em Buenos Aires, de 27 a 29 de maio, foram abordados vrios tpicos de interesse, que apresentamos no quadro abaixo.

Como se pode perceber, os temas so de extrema importncia para o setor e esperamos que as barreiras, ainda existentes, sejam removidas rapidamente.

A SAM, rgo de coordenao administrativa do Mercosul, solicitou ao grupo ad hoc de Cosmticos que efetuasse algumas correes na proposta anteriormente enviada.

O grupo se comprometeu a realizar as correes e adicionar as alteraes provenientes da 26 Diretiva da Unio Europia, publicada em 15 de abril de 2002.

Lista de substncias que no podem ser utilizadas nas formulaes de produtos de higiene pessoal, cosmticos e Perfumes.

Foi harmonizada a incluso das substncias: sais de colina e seus steres, excludas lecitina, pilocarpina e seus sais, 2-amino-4- nitrofenol, 2-amino-5-nitrofenol. Ergocalciferol e colecalciferal (vitaminas D2 e D3),pirogalol, derivados animais, oriundos de pases com risco de transmisso de Encelopatia espongiforme.

Complementao da Resoluo GMC 24/95 - "Requisitos para Registro de Produtos Cosmticos Mercosul e Extra Zona para Habilitao de Empresas Titulares de Registro em Estado Parte Receptor e Importador"

Para maiores detalhes sobre este item extremamente extenso, este poder ser consultado na ABC.

Para a prxima reunio os seguintes temas foram propostos:
- Atualizao da lista de Substncias Proibidas
- Complementao da Resoluo GMC 24/95 (Requisitos para Registro de Produtos Cosmticos Mercosul e Extra Zona para Habilitao de Empresas Representantes Titulares de Registro em Estado Parte Receptor e Importador)
- Critrios para rotulagem obrigatria
- Mecanismo para atualizao das Boas Prticas de Fabricao e Controle
- Terceirizao

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria.
Email: Trevisan@dialdata.com.br

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Responsabilidade Social Corporativa

Depois que as empresas j dispuserem dos sistemas formais de organizao, baseadas em budgets para todas as reas e atividades, as prticas do planejamento estratgico, as prticas de sistemas integrados de computao, os sistemas de gesto da qualidade e os sistemas de gesto ambiental e de segurana, o passo seguinte a evoluo para o estgio da empresa cidad.

A partir deste momento, as empresas deixam de olhar apenas para si e para o mercado e ampliam a sua atuao para a comunidade e para a sociedade, exercitando a conscincia social, agindo com responsabilidade e participao neste campo.

No entanto, necessrio ter muita clareza quanto a este tipo de investimento, que deve ser tratado com exatamente o mesmo cuidado que a empresa tem com os outros investimentos, pois uma ao inadequada poder facilmente resultar em desperdcio de tempo, de valores, resultando em frustrao, at com a possibilidade de colocar o seu nome em risco.

Para que se realize com maior segurana a este investimento social, a empresa deve estar atenta aos seguintes passos:
- Entender a razo dos investimentos nesta rea
- Saber claramente o que esperar desta atividade
- Verificar a taxa geral de retorno para a unidade de investimento
- Definir o tempo de maturidade do investimento para a obteno de resultados
- Avaliar os riscos envolvidos
- Monitoramento permanente

Alm do que, a empresa, que j tem ampla experincia em planejamento estratgico, tambm dever utilizar este conhecimento no caso especfico, para compreender quais os efeitos e impactos que podem ser esperados e aqueles desejados da ao social, que poder ser de carter:
- Catalisador - de forma a abreviar os resultados esperados da interao com as atividades
- Alavancador - que trabalha na atrao de novos parceiros para criar uma atividade maior e mais abrangente
- Inovador - organizao que descobre e ocupa um novo "nicho social" para desenvolver a sua atividade
- Transformador organizao capaz de provocar mudanas nas atividades gerais de atuao social

Alm de tudo, necessrio considerar ainda em todo esse processo a clara identificao "vocao social" da organizao. Para conseguir esta identificao importante realizar um exerccio de tomada de decises estratgicas como facilitador desta descoberta.

Alguns exemplos de exerccios que auxiliam neste caso so: o alinhamento com a misso da empresa e com o processo de distribuio da empresa; com os colaboradores, desenvolvendo um corpo de voluntariado corporativo; com a rea geogrfica de sua atuao e da origem de suas
matrias-primas; e o alinhamento globalizado da corporao.

A responsabilidade social cada vez mais tem adquirido importncia para a avaliao das organizaes, para que se tornem Organizaes de Excelncia e de Qualidade Internacional.

Temos observado um nmero cada vez maior de empresas que apresentam relatrios sociais. 0 numero de empresas que apresentam relatrios sociais cresce a cada ano. No Brasil, conforme o Coordenador do Projeto Balano Social do IBASE, h quatro anos o nmero de empresas que apresentavam um balano social no passava de 10 a 15. Hoje, segundo a mesma Fonte so quase 300, dos mais diversos setores e de todos os tamanhos. Depois do balano ambiental, o balano social passou a ter tambm grande importncia nas relaes com os mercados mundiais.

Os balanos ambientais e sociais tambm so uma base de avaliao das empresas pelos rgos de fomento para a deciso na aprovao da concesso de crdito. Uma pesquisa realizada pela CSR Network mostrou que 50% das maiores companhias do mundo - medidas com base no lucro a partir da lista divulgada pela revista Fortune - esto produzindo balanos ambientais e sociais. No ano de 2.000 esta relao era de 44%. Conforme temos verificado em notcias recentes, que relatam a situao de passivos ambientais deixados em reas industriais, a aquisio de empresas sem uma anlise prvia de seu balano ambiental pode ser um risco inclculavel.

Em alguns pases, a publicao de balanos sociais uma obrigao legal.

Tudo, no entanto, tambm depende das diferenas de pas para pas, pois balanos sociais estrangeiros levam em conta a relao que a empresa tem com o ambiente externo (meio ambiente, disposio final do produto), interno (colaboradores), o consumidor e a comunidade.

Como aqui no Brasil a legislao rigorosa na proteo do meio ambiente, do funcionrio e tambm do consumidor, parte do que vai para o balano social no passa de obrigao legal, e a atividade social, portanto, apenas aquela que vai para a comunidade.

Maria Lia A. V. Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade

e.mail: freuss@uol.com.br

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Vitaminas Antioxidantes e a Pele

A associao entre as vitaminas e a sade tem sido estabelecida h longo tempo, porm, apenas recentemente se evidenciou sua eficcia no tratamento tpico dos cabelos, das unhas e da pele. Recentes estudos demonstram a capacidade das vitaminas e seus derivados em melhorar a performance de produtos de higiene e cosmticos. Alm disso, testes clnicos e laboratoriais demonstram fortes evidncias de que as vitaminas assumem importantes funes na proteo, correo e renovao dos cabelos, pele e unhas. Em estudos comparativos entre produtos com e sem vitaminas, demonstrou-se a superioridade dos produtos contendo vitaminas.

As vitaminas podem ser teis no tratamento tpico, visando combater vrias desordens da pele, especialmente na preveno, retardo e, inclusive, controle das modificaes degenerativas do processo de envelhecimento, assim como, da desidratao e descamao e da formao de rugas.

Alm do processo natural de envelhecimento, o ser humano est exposto aos efeitos da radiao ultravioleta, que potencializam este processo. As vitaminas atuam como antioxidantes, combatendo os radicais livres formados pelos processos metablicos e pela exposio ultravioleta. Quando no extinguidos, os radicais livres contribuem para o fotoenvelhecimento e a fotocarcinogenese, atravs de mutaes no DNA.

H muito que as vitaminas deixaram de ser apenas nutrientes reguladores, aqueles que figuravam nas tabelas de alimentao como os responsveis por manter em perfeito funcionamento o intrincado mecanismo qumico que rege o organismo. Na dcada de 60, com o mdico americano Linus Pauling, surgiu a teoria que deu origem a Medicina Ortomolecular, aquela que considera as vitaminas - e seus "primos" menores, os minerais (oligoelementos)- como agentes capazes de prolongar e melhorar a vida.

Nos ltimos tempos, porm, essas substncias comearam a ganhar fama em outro cenrio: nos cosmticos. No de hoje que a cincia sabe do potencial das vitaminas e minerais na manuteno da pele saudvel. E algumas dessas substncias j so figuras assduas nos cosmticos (especialmente as vitaminas A e E). Mas, o vertiginoso avano tecnolgico da indstria cosmtica vem provocando uma verdadeira revoluo, e tais substncias podem agora chegar estveis pele, em altas concentraes e com maior poder de ao.

A principal ao das vitaminas e minerais adicionados aos cosmticos e ao antioxidante, ou a capacidade de combater os radicais livres, molculas desequilibradas e potencialmente danosas para todas as clulas do organismo.

Vitamina A (retinol) atua na queratinizao, estimula a microcirculao cutnea e antioxidante. Ultimamente, conseguiu-se formas mais estveis e ativas desta substncia, de maneira a aumentar seu potencial de ao. Pesquisas recentes mostram que o retinol, sob determinadas condies, age na pele de maneira similar ao cido retinico ou tretinona. Ou seja: a vitamina A (retinol) transformada quimicamente em cido retinico iria acelerar a renovao das clulas.

Vitamina C (cido ascrbico) extremamente instvel e perde suas propriedades na presena de ar, gua, luz ou calor, o que dificulta sua utilizao em formulaes cosmticas. A grande revoluo foi a possibilidade de estabilizar a vitamina C, para que possa ser usada em concentraes altas (5-10%). A vitamina C um poderoso antioxidante, do mesmo modo que aumenta a resistncia do organismo s infeces, protege a pele contra a ao dos radicais livres. Experimentos mostram que a quantidade de cido ascrbico na epiderme cai depois da exposio solar diminuindo os radicais livres produzidos pela agresso dos raios ultravioleta.

A vitamina C tem outra grande funo antiageing: atua na formao do colgeno, fibra que compe 80% da derme e garante a firmeza da pele. Alm disso, o cido ascrbico inibe a ao da tirosinase, uma enzima que catalisa a produo de melanina; por isso, tem ao clareadora, ajudando a eliminar manchas. Tambm possui um papel fundamental na reciclagem de vitamina E, outro importante agente antioxidante.

Vitamina E um potente antioxidante, protegendo principalmente as membranas celulares da ao dos radicais livres. Tem ainda ao hidratante.

Vitamina K atua no equilbrio e manuteno da coagulao sangunea, evitando pequenos sangramentos, que provocam manchas, tipo equimose.

As vitaminas constituem atualmente um recurso na teraputica tpica da pele com comprovados efeitos benficos, principalmente relacionados a preveno e tratamento do fotoenvelhecimento, cncer de pele e numerosas desordens cutneas.

Estes benefcios so oferecidos devido a ao antioxidante, regenerante e estimuladora das vitaminas, que se antepe aos danos celulares dos radicais livres. Desta forma, as vitaminas se tornam coadjuvantes na luta contra os efeitos deletrios do tempo e do sol na pele.

Dra. Denise Steiner dermatologista.
E-mail: clinica-stockli@sti.com.br

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

BPF e os Cosmecuticos/Vitaminas

No cabe aqui, nesta coluna, discutir se algumas substncias utilizadas em produtos cosmticos so consideradas OTC (Over-the-Counter, ou seja, obtidas sem prescrio mdica), quase drogas ou hbridos ou cosmecuticos.

Para dirimir quaisquer dvidas, sugerimos ao leitor consulta rescritos como Cosmiatria y Cosmecuticos, de Jaime Rubin (Cosmiatria III, p. 21- 25). Tambm alguns tpicos de artigos, como por exemplo, Cosmetics or Drugs (Cosmetics & Toiletries 111(5):99-102, 1996), podem ser interessantes para que o leitor avalie melhor este assunto.

Particularmente, a entrevista do Dr. Luigi Rigano, sob o ttulo Challenges Facing Cosmetic Science, publicado na Cosmetics & Toiletries (p.104, setembro de 1997), chamou-me a ateno por dar, em minha opinio, a melhor definio de cosmecutico: "Cosmecuticos so produtos cosmticos verdadeiros com alto grau de tolerncia para peles sensveis (mais que 20% dos indivduos) e com alto nvel de eficcia". Segundo ele, "protetor solar um exemplo de como os cosmticos podem interferir com patologias sem a necessidade de criar uma nova classe de produtos hbridos".

Mas, voltando ao incio deste texto, o que nos interessa, sob o ponto de vista das Boas Prticas de Fabricao e Controle, ter resposta seguinte questo: existem procedimentos diferenciados para armazenar e manipular matrias- primas do grupo das vitaminas e daquelas consideradas cosmecuticas? A resposta sim. O encarregado de receber e armazenar as matrias-primas e, principalmente, aqueles que as manipulam, durante a pesagem e fabricao, devem ser informados sobre os cuidados a serem tomados nessas operaes. E que cuidados so esses?

Vamos iniciar pelas condies gerais do Almoxarifado (sub item 2.c.5 e 2.c.6 do Roteiro de Inspeo- Portaria n 348) que trata da temperatura. Ser esta condizente com as condies necessrias de armazenamento de insumos e produtos acabados? Sendo a resposta positiva, pergunta-se: a temperatura desses locais controlada? H registros? No s a temperatura como a umidade e a exposio ao ar e a luz devem ser avaliadas. Por qu? Algumas vitaminas (C e E) e substncias ativas, como a hidroquinona, oxidam-se com muita facilidade em presena do ar e temperaturas elevadas, perdendo sua atividade.

Ento, pergunta-se: 0 operador responsvel pela pesagem tem o cuidado de fechar hermeticamente as embalagens aps a pesagem das mesmas? (item 6.b.9 do Roteiro de Inspeo). Muitas dessas substncias tambm so utilizadas em formulaes na forma de sais ou steres. Nesse caso, temos ainda, aliado a temperaturas elevadas, reaes de hidrlise com alteraes de pH.

E quanto fabricao do produto? Na ordem de Produo est bem detalhada a que temperatura essas substncias devem ser incorporadas ao produto?

Quanto ao Controle de Qualidade (item 11.14): Existem mtodos descritos e validados para insumos como as vitaminas e outras substncias ativas? E, sendo esperado desses produtos uma atividade especfica, como por exemplo, anti-radicais livres, despigmentantes, ao de enzimas, etc, ser que existe a certeza de que continuam ativas no produto fabricado,j que vrios fatores como temperatura, incompatibilidades, etc, podem ter inativado essas substncias?

Sabemos que a Garantia de Qualidade comporta todas as aes sistemticas necessrias para prover segurana de que um produto ou servio ir satisfazer os requerimentos de qualidade estabelecidos e, assim, dar segurana externa (fornecedores e, principalmente, consumidores) e interna (a empresa como um todo).

Assim sendo, a Garantia de Qualidade tambm responsvel por um programa escrito de estudo de estabilidade dos produtos com registros apropriados das condies de teste, resultados analticos utilizados, etc. (item 12.15 do Roteiro de Inspeo, Portaria n 348, de 18/08/97).

V-se que no muito fcil trabalhar com cosmecuticos, mas no podemos esquecer que a Cosmetologia uma cincia e, como tal, est em contnua evoluo e, seguramente, resolver problemas de estabilidade e analticos dos produtos cosmecuticos.

Tereza F. S. Rebello farmacutica bioqumica.
e.mail: methodus@methoduseventos.com.br

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