Fundamentos dos Radicais Livres e os Antioxidantes

Edicao Atual - Fundamentos dos Radicais Livres e os Antioxidantes

Editorial

Devido a incrível interdependência promovida pela globalização nos dias de hoje, os fatos que ocorrem num país com certeza levam conseqüências para o resto do mundo. 0 11 de setembro é um exemplo recente. A taxação às importações de aço pelos Estados Unidos, afetou muitos países e porisso, causou uma reação em cadeia daqueles que se sentiram prejudicados.

Esse fato vem a propósito da Amazônia, sobre a qual apresentamos nesta edição interessante matéria sobre a sua diversidade e os projetos de exploração sustentada desses recursos.

Há de fato uma forte pressão internacional para proteger os recursos lá existentes, afinal a Amazônia é a maior reserva natural do planeta. Entretanto, proteger não significa nem perder a soberania e nem mesmos manter os recursos lá existentes intocáveis.

Nessa matéria você ficará sabendo como os frutos estão sendo colhidos e as plantas preservadas para que continuem no seu ciclo produtivo.

Órgãos do governo e as ONGs tem tido papel fundamental na vigilância, embora sabemos que as derrubadas de árvore, as queimadas e as coletas predatórias ainda existem e, esses órgãos não tem meios para impedir. Previsões dizem que se não houver um esforço maior na preservação, e a continuar a devastação no ritmo atual, a Amazônia se transformará em um deserto em menos de 50 anos. E esse é o principal motivo da reação mundial para se preservar a Amazônia.

Há outras matérias de interesse nesta Cosmetics & Toiletries (Edição  em Português). A pauta de artigos cobre os radicais livres, que pelos seus efeitos deletérios sobre as células tem sido combatido com todas as armas, e os cosméticos fazem parte desse arsenal. 

Boa Leitura
Hamilton dos Santos
Editor

Fundamentos dos Radicais Livres - Jorge Martins de Oliveira Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

A pele como órgão mais exposto ao meio ambiente é especialmente vulnerável aos danos causados por agressões externas. Neste artigo o autor faz uma introdução ao estudo da formação e do mecanismo de ação dos radicais livres.

La piel como el órgano mas expuesto al médio ambiente es especialmente vulnerable a los daños causados por agresiones externas. En ese articulo el autor hace una introducción al estudio de la formacion y del mecanismo de acción de los radicales libres.

The skin being the organ most exposed to the environment, the skin is especially vulnerable to external damages. In this article is presented an introduction to the free radical building and action mechanism.

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Complexo Sinérgico no Cuidado de Pele Oleosa Propensa a Acne - C Mas -Chamberlin, K Lintner, F Lamy e Ph Mondon Sederma, Le Perray-em-Yvelines, França

Os autores descrevem um complexo sinérgico de ativos naturais, de origem vegetal, para a correção da hiper-secreção sebácea, com ação anti-séptica e antiinflamatória.

Los autores describen um complexo sinérgico conteniendo activos naturales, de origen vegetal, indicado para la corrección de la hipersecreción sebácea, con acción antiséptica y antiinflamatoria.

The authors describe one synergic complex made by natural ingredients from plants, with antiseptic and anti-inflammatory actions intent to correct the sebum hyper-secretion.

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Radicais Livres e Antioxidades - Lucy Buchli Roche Vitaminas Brasil Ltda, São Paulo, SP, Brasil

Mesmo sendo o envelhecimento conseqüência da passagem do tempo, outros fatores secundários podem acelerar ou atrasar o processo. A aceleração é causada pelos radicais livres formados, entre outros fatores, pela radiação UV. Antioxidantes, como certas vitaminas, enzimas e outros
elementos são bons retardadores do envelhecimento.

Mismo que el envejecimiento sea consecuencia de los pasajes del tiempo, otros factores secundários pueden acelerar o atrasar el proceso. La aceleracion es causada por los radicales libres entre otros factores, formados pela radiación Uv. Antioxidantes, como ciertas vitaminas,
enzimas y otros elementos son buenos retardadores del envejecimiento.

Although ageing is a consequence of the time of live, other secondary factors may accelerate or delay this process. Among of the accelerating factors are free radicals, mainly those formed by UV radiation. Antioxidants such as certain vitamins, enzymes and other elements, are good ageing delayers.

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Poluição e Envelhecimento: Nova Classe de Antioxidantes para a Pele - Jean-François Nicolaÿ e Christophe Paillet Exsymol SAM, Mônaco

Hidroperóxidos lipídicos derivados de membrana celular, gerados na pele pelo estresse ambiental, parecem ser o principal fator do envelhecimento extrínseco mediado pelo estresse oxidante. Peptidomiméticos contendo imidazole podem se opor a sua toxicidade através de uma variedade de mecanismos.

Hidroperoxidos lipidicos derivados de membrana celular, generados en la piel por el stress ambiental, parecen ser el principal factor del envejecimiento extrínseco mediado por el stress oxidante. Peptidomiméticos conteniendo imidazole pueden oponerse en su toxicidad través de uma variedad de mecanismos.

Cell membrane derived lipidic hydroperoxides, introduced into the skin by environmental stresses, seem to be key players in oxidactive stress-mediated extrinsic aging. Imidazole containing peptidomimetics can protect against their toxicity through a variety of mechanisms.

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Formulando para Peles Sensíveis - Zoe Diana Draelos Faculdade de Medicina Universidade Wake Forest Winston- Salem NC, Estados Unidos

Este artigo aborda controvérsias, pesquisas preliminares e a complexidade de diversos modelos de reações dermatológicas que ocorrem numa pele sensível.

Este artículo enfoca controvérsias, investigaciones preliminares y la complejidad de numerosos patrones de reacción dermatológicas relativos a pieles sensibles.

Article focus controversies, preliminary research and the complexity of the numerous dermatological reaction patterns that encompass sensitive skin.

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Capacidade Antioxidante de Ingredientes Utilizados em Cosmetologia - Mirian Salvador, Daniele G Soares r Ana C. Andreazza Inst de Biotecnologia e Depto de Ciências Biomédicas, Univ. de Caxias do Sul, Caxias do Sul RS, Brasil

Este artigo reporta a avaliação da capacidade antioxidante das vitaminas C e E, do BHT e do propil galato em um sistema biológico formado por células eucarióticas da levedura S. cerevisiae.

En ese artículo, los autores relatan la evaluación de la capacidad oxidante de las vitaminas C e E, del BHT y del propil galato en un sistema biológico formado por células eucarioticas de la levedura S. cerevisiae.

The evaluation of the oxidative power of some cosmetic ingredients such as vitamins C and E, BHT and propyl galacte in a biological system formed by S. cerevisiae yeast eucaryotic cells is reported in this paper.





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Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

O Princpio Fundamental na Defesa do Consumidor

O cdigo de Defesa do Consumidor -CDC, implantado no Brasil atravs da Lei 8.078, em 11 de setembro de 1990, o instrumento que visa equilibrar as relaes entre consumidor e fornecedor.

Foi um projeto elaborado por uma grande comisso formada por pessoas e entidades ligadas ao assunto, representantes de consumidores e fornecedores, e que significa um avano indiscutvel, ao qual o Brasil passa a se destacar entre os pases que legislaram sobre esta matria.

Embora j tenha doze anos, o CDC um dos temas mais atuais do Direito, e, sem dvida, representa um grande desafio para a sociedade atual.

No sculo XX, o homem moderno intensificou um modelo de associativismo, hoje, mais conhecido como sociedade de consumo.

Esta sociedade de consumo caracteriza-se pela disponibilidade crescente de produtos e servios, e pelo intenso domnio do marketing e do crdito.

uma poca em que diariamente nos deparamos com novidades de produtos nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais, servios inovadores. Pelo fato da grande variedade de opes, o marketing acaba assumindo uma posio decisiva para a escolha do produto.

Neste cenrio, temos como atores principais: o consumidor e o fornecedor.

O conceito de consumidor, no CDC, tem carter exclusivamente econmico, ou seja, e o destinatrio final que, no mercado de consumo, adquire bens ou servios, para atender uma necessidade prpria, e no para desenvolver outra atividade econmica, ou seja, o consumidor quem compra o shampoo, de acordo com o seu tipo de cabelo, e a loo hidratante para uso prprio.

J o fornecedor o responsvel pelas "relaes de consumo", pois quem coloca o produto ou servio a disposio do consumidor. 0 fornecedor pode ser tanto a empresa fabricante de matria-prima, como a fabricante do produto acabado, ou at mesmo a farmcia ou o supermercado que disponibiliza o produto para comercializ-lo.

Estes conceitos e as caractersticas elencadas de uma sociedade de consumo, muitas vezes, acabam demonstrando a vulnerabilidade do consumidor neste cenrio. Essa vulnerabilidade decorrente da necessidade de consumir, o que acaba facilitando o ato de ceder do consumidor s presses circunstanciais. Como exemplo, podemos destacar a necessidade de consumo de produtos de higiene pessoal, como o creme dental, que essencial para a limpeza bucal, ou o filtro solar que protege contra cnceres de pele, entre outros. 0 consumidor precisa consumir o produto, no caso o creme dental ou filtro, por isso vai acabar aceitando as condies impostas pelos fornecedores destes produtos.

Alm disto, a vulnerabilidade acentua-se cada vez mais com a intensificao do marketing.

Atualmente, praticamente impossvel no ser afetado pelo marketing, atravs de um comercial na televiso, no cinema, propaganda nas revistas e jornais, outdoor nas ruas, panfletos nos faris ...

Diante disto, deparamo-nos com o princpio fundamental do CDC: equilibrar as relaes de consumo entre consumidor e fornecedor.

Talvez, este equilbrio poderia surgir atravs de um modelo privado, de auto-regulamentao entre consumidores e fornecedores. Entretanto, nenhum pas do mundo protege seus consumidores apenas com um modelo privado.

Da, a necessidade do intervencionismo estatal materializado pela criao de leis especficas como o nosso Cdigo.

O equilbrio buscado abrange todos os aspectos: os prprios produtos, servios, assim como seus instrumentos fundamentais, o marketing e o crdito. Isto , manter todos estes elementos, mas adequando-os com informaes pertinentes e precisas, proporcionando maior conhecimento ao consumidor, para que este aja conscientemente.

Vale ressaltar que apesar de, num primeiro momento, o CDC aparentar ser um instrumento de defesa apenas do consumidor, este tambm pode ser um aliado do fornecedor, assim como, seu instrumento de defesa.

Cristiane Martins Santos advogada com especializao em Direito do Consumidor
email:c_martinsantos@yahoo.com

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

A Retomada do Dilogo

Finalmente aps vrios meses de espera, no prximo ms de maio sero retomadas as reunies do grupo Mercosul, relativas ao nosso setor, em Buenos Aires.

No que concerne s alteraes na legislao brasileira, podemos mencionar a implantao das informaes DATAVISA que em mdio prazo facilitaro em muito a apresentao de informaes para a ANVISA.

Outras alteraes que podem ser citadas so as publicaes de resolues atualizando as listas de conservantes e filtros solares, e a consulta pblica sobre a lista restritiva.

Existe grande expectativa quanto ao comportamento das delegaes, oficial e privada, da Argentina em razo da atual situao econmica e poltica pela qual passa o pas.

Outra expectativa ser quanto a presena da delegao do Paraguai, que h quase um ano no comparece s reunies, fato que obriga a utilizar o recurso da aprovao ad-referendum.

A pauta de negociaes, pendente, como j apresentada em colunas anteriores depende em grande parte de vontade poltica dos negociadores oficiais em efetivamente chegar ao consenso.

A expectativa quanto ao comportamento da Argentina, como j foi comentado, est na dependncia das propostas que a sua delegao apresentar para o consenso, j que o cenrio de hoje totalmente diverso daquele da ltima reunio.

Como conseqncia da atual situao poltica e econmica da Argentina, um dos principais impactos nas atividades do nosso setor foi o fechamento de vrias empresas fabricantes, acarretando forte dependncia daquele mercado pelos produtos brasileiros, principalmente, porque vrias empresas que encerraram as atividades naquele pas transferiram suas operaes para o Brasil.

Neste ponto, gostaramos de tecer algumas consideraes que julgamos importantes quanto atitude da Argentina em relao aos produtos originados do Brasil.

Uma das consideraes poder ser quanto implantao de barreiras no alfandegrias do tipo exigncias como a efetiva existncia de certificados de Boas Prticas de Fabricao e Controle para as empresas estabelecidas no Brasil, rotulagem em espanhol etc.

Outra que julgamos importante quanto a algum tipo de boicote como a substituio de produtos brasileiros por de outras procedncias, que de alguma forma poderia causar impacto negativo no volume de nossas exportaes do setor. Salvo engano, a Argentina o nosso maior importador de produtos cosmticos, perfumes e de higiene pessoal.

A liberalizao que atualmente ocorre no Brasil desde que foi implantada a Resoluo 335, que instituiu a notificao substituindo o registro de produtos de grau 1, poder ser uma das argumentaes para a Argentina impor restries produtos brasileiros, embora esta sempre tenha apresentado propostas no sentido maior liberalizao do controle de produtos.

Por outro lado, devemos tambm considerar a posio dos demais Estados- Parte no Mercosul: Paraguai e Uruguai. Nas reunies anteriores, estes dois pases na maioria das vezes, mantiveram posio alinhada com as propostas da delegao brasileira, embora a ausncia do Paraguai nas ltimas reunies tenha retardado a obteno do almejado consenso.

A concluso que pode ser tirada da atual situao que a expectativa de continuidade das negociaes de forma produtiva vai, em grande parte, depender de fatores que no necessariamente esto afetos s reas da Sade, mas sim muito mais s reas da Economia.

Como j dizia Alexandre Dumas: "Em aguardar e esperar se encerra toda a sabedoria humana."

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria.
Email: trevisan@dialdata.com.br

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Implementao da Norma ISO 9000/2000

J esto comeando a surgir as primeiras certificaes e alteraes de processos de gesto da qualidade para o atendimento nova edio da norma ISO 9001, publicada em 2000. Lembrando-se que a vigncia da norma atual vai at 14 de dezembro de 2003. Por isso, j no h mais vantagem em se certificar pela verso antiga da norma, pois a vigncia do certificado ser de apenas um ano e meio.

Temos notado, no entanto, que muitos poucos, tem tido sucesso em modificar a poltica de seu sistema para se adequar a um sistema de processos e de definio, coleta e anlise de dados para gesto sobre fatos, que controla efetivamente os seus processos por meio de fatores bsicos de sucesso.

Aquelas poucas empresas que tiveram a oportunidade de concorrer para o prmio brasileiro da qualidade e aquelas que tiveram a oportunidade de contratar a utilizao de conhecimentos atualizados, j podem usufruir das vantagens deste novo processo de gesto. Esta sim uma norma que em lugar de ser apenas uma garantia da qualidade de produto, passa a ter abrangncia muito maior, transformando-se num sistema simples e completo de gesto da empresa com qualidade.

Qualidade neste caso significa no s atender aos requisitos mas, muito alm, surpreender as expectativas de todas as partes interessadas. A criao da definio e do levantamento de dados em todas as reas cria o comprometimento com as melhorias de processos unitrios de forma controlada levando automaticamente a atingir os objetivos definidos e necessrios para a satisfao final dos clientes, e a perpetuao da organizao.

Os dados, comumente chamados de indicadores representam um processo de medio. Se voc pode expressar em nmeros Aquilo que est falando, voc conhece algo sobre esse tema e consegue transmitir a idia de forma muito mais clara do que se estivesse simplesmente tentando transmitir a sua idia sem mencionar os nmeros.

Por outro lado, sabemos que a essncia da gesto est na busca da satisfao das pessoas, por meio da medio de progressos em todas as reas de resultados do negcio, e nas decises baseadas em fatos e dados, procurando novos desafios, valores e oportunidades, assegurando assim o crescimento contnuo da satisfao dos clientes e da prpria organizao.

Alm disso, os fatores de sucesso dos programas de gesto baseados em processos so a liderana, que age pela influncia ativa e motivadora da alta direo, indicando as direes e intensidades de curso, a estratgia que iniciada com uma clara definio e difuso da viso de futuro, da misso, das crenas e valores, e dos planos de negcio, so base da direo a seguir, e finalmente pilotados pelas equipes de melhoria que so os times multifuncionais que colaboram na mudana, adequao e melhoria de processos, desde que devidamente capacitados por meio de aes e treinamentos que lhes proporcionam a aquisio de novas habilidades, conhecimentos e posturas adequadas.

Est claro que todos os 8 princpios da qualidade devem ser aplicados de forma intensa e homognea, porem percebeu-se que nem sempre foi dada devida ateno a esses princpios que nada mais so do que aquilo que a lgica nos indica como primordial.

O importante, no entanto iniciar a mudana. A norma anterior j exigia a definio de objetivos e metas mensurveis que depreendessem dos tpicos principais da poltica da qualidade bem como a sua disseminao para as hierarquias inferiores. A difuso da tecnologia entre os consultores por meio de artigos e pela mdia provocar um alinhamento natural dos sistemas de gesto das diversas empresas.

Haver em todos os casos as adequaes s novas caractersticas e exigncias, como quanto a competncia dos colaboradores, a liderana, ao comprometimento, a viso de processos e a tomada de deciso sobre fatos.

De grande efeito so as diversas simplificaes que a norma permite, como a eliminao de processos excessivamente burocrticos. Assim por exemplo, explicitamente permitido que as instrues sejam apresentadas na mdia mais adequada, sejam, fotos, descries, modelos, desenhos ou qualquer outra forma que identifique claramente o que deve ser feito.

Maria Lia A. V.Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade

e.mail: freuss@uol.com.br

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Problemas e Cuidados com a Pele da Gestante

A gravidez um perodo mgico em que, normalmente, a mulher sente-se bastante feliz, embora fragilizada, e com um certo "medo" daquilo que esta por vir.

Nesse perodo preciso que ela tenha vida bastante equilibrada, incluindo atividades voltadas ao lazer, parte fsica, ao trabalho ao descanso etc ...

Com relao pele, um dos problemas enfrentados pelas grvidas est ligado as coceiras e alergias, que causam bastante incmodo. Existem at algumas doenas especficas desse perodo como a herpes gestaciones, que so vesculas e bolhas muito pruriginosas.

H outro aspecto que est relacionado parte esttica. As grvidas apresentam maior suscetibilidade s manchas, pois a pele fica mais sensvel radiao ultravioleta. Alm disso, existe, tambm, predisposio ao aparecimento de estrias principalmente no abdome e seios. E, no final da gravidez, mais comum surgirem problemas de vasos, na superfcie da pele, principalmente se a mulher j tiver uma tendncia familiar.

Vale destacar que, de uma maneira geral, mesmo que a mulher no desenvolva uma doena especfica de pele durante a gravidez, ela fica muito mais sensvel, com muito mais coceira e mais intolerante ao calor, bem como a determinados tipos de roupas.

CUIDADOS

Antes de comentarmos sobre os tipos de tratamentos indicados para a grvida vale lembrar que, nesse perodo, a mulher no pode usar qualquer tipo de produto e alguns devem ser evitados, como aqueles que contm cido retinico, muito usados para combater o envelhecimento.

Esse cuidado se d porque h possibilidade, ainda que remota, de que o cido retinico, possa causar problemas ao feto. Alm disso, deve-se evitar produtos como hidroquinona ou antibiticos, enfim medicamentos, mesmo que sejam de uso tpico.

Um aspecto que deve ser observado que durante a gravidez a mulher deve redobrar os cuidados em relao ao sol. impossvel que a grvida use, diariamente, filtro solar com fator de proteo alto para se proteger tanto dos raios UVA, quanto os UVB, evitando o aparecimento de manchas.

Outro cuidado importante refere-se hidratao. A grvida deve usar um bom hidratante que, na medida do possvel, vai distendendo a pele e fazendo com que esta fique com boa base de elasticidade.

O hidratante, de boa qualidade, deve ser usado principalmente nas reas onde haver maior modificao da pele, como a barriga, regio dos quadris e a rea dos seios.

Aconselhvel que o creme hidratante seja a base de uria, alantona, vitaminas e cido hialurnico. Esse creme deve ser usado, pelo menos, duas vezes ao dia, principalmente na regio do abdome e dos seios. Os seios, do mesmo modo que a barriga, tendem ao crescimento durante a gestao. Ento, principalmente na primeira fase da gravidez, importante massage-los constantemente para que a elasticidade se mantenha. Alm disso, a gestante deve evitar roupas apertadas, tecidos sintticos e tudo o que possa trazer problemas pele.

Outro detalhe que merece relaciona-se aos mamilos. Ao contrrio do resto do seio, essa regio no deve ser hidratada, pois no pode ficar muito fina e sensvel.

Desde o incio da gravidez, j prevendo a amamentao, aconselha-se que a grvida passe uma escova de dente ou uma buchinha, nos mamilos, sempre na hora do banho, para que a pele v engrossando. Isso porque quando a criana sugar o leite, essa regio vai ficar mida e precisa estar mais resistente e grossa para no causar problemas.

MANCHAS

Devido s alteraes que ocorrem durante a gravidez comum que a mulher apresente manchas escuras na pele. Nesse perodo a grvida fica mais predisposta ao "melasma", chamado de cloasma gravdico, da a necessidade do uso dirio de filtro solar. As grvidas no devem ficar muito tempo no sol, visando inibir o aparecimento dessas manchas porque, de uma maneira geral, a pele do corpo tende a manchar com mais facilidade.

Cabe esclarecer que h uma linha escura, perfeitamente normal, que surge no centro da barriga da gestante chamada alba, que tende a desaparecer aps o nascimento do beb.

sempre bom enfatizar que no h proibio com relao ao sol, desde que ele seja tomado em pequenas quantidades e, sempre, com o uso de filtro solar. Os banhos de sol devem ocorrer nas primeiras horas da manh, no mximo, at as 11 horas, porque a partir desse horrio aumentam os risco de cncer de pele, alm de problemas de avermelhamento e queimaduras com maior intensidade.

Dra Denise Steiner dermatologista
E-mail: clinica-stockli@sti.com.br

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Eras da Qualidade: da Inspeo Validao

So vrias as definies de qualidade e nelas, identificamos conceitos de valor como segurana, desempenho, satisfao do cliente e conformidade com as especificaes. Tais conceitos sempre existiram em todas as eras e culturas; algumas vezes, subjetivamente e, em outras de uma maneira restritiva.

Provavelmente a histria da qualidade comeou com os egpcios que j conheciam planejamento, organizao e controle. Por exemplo, a aprovao de uma especificao padro era dada pelo "carimbo" do superintendente da necrpole.

Conta a histria que mesmo no tempo dos faras j havia o conceito de qualidade e descrio de procedimentos que esto relatados no chamado Livro dos Mortos. Esses procedimentos descrevem como os rituais deveriam ser conduzidos, como as pessoas mortas deveriam ser preparadas, que trajes usar etc.

Mas, nem os egpcios foram perfeitos .... Foram demonstradas falhas no sistema quando foi encontrada a mmia de Tutancmon com os membros trocados. Com toda a certeza isto se deveu a pressa com que foi sepultado. Na indstria moderna, muitas vezes devido as urgncias de lanamento de um produto ou de produo, falhas semelhantes a essa, ainda ocorrem. Por exemplo, falta de testes de estabilidade, troca de produtos, falhas na sanitizao quando no se respeita o tempo de contato entre o biocida e a superfcie do equipamento etc.

Aps esta Era da Qualidade mais antiga,vem a dos artesos onde a qualidade de um produto era conceituada por uma marca de renome. Por exemplo, "Espada de Toledo", "Violino de Stradivarius" que pela sua marca garantiam a qualidade. A facilidade que os artesos tinham em responder as necessidades e expectativas de seus clientes, com toda a certeza, estava em tratar diretamente com eles.

Com a Revoluo Industrial, no sculo XIX, veio uma nova Era da Qualidade e, ento comearam os problemas de qualidade. Uma das explicaes que, com a demanda e, conseqentemente, com o afastamento dos artesos, houve um aumento na subdiviso de tarefas. Devido a este fato e, havendo diferenas relativas a capacidade profissional e senso de responsabilidade dos diversos artfices, trouxe como resultado uma falta de motivao de alguns deles, em funo da despersonalizao do produto. Um exemplo de falhas da qualidade industrial o caso ocorrido em 1808, durante a Guerra Civil Americana: um lote de 10.000 mosquetes Whitney foi rejeitado devido a vrios defeitos.

Ento, por causa do baixo nvel de qualidade nessa primeira fase industrial, os fabricantes comearam a realizar, durante a 1 Guerra Mundial, 100% de inspeo no produto final. bvio que os fabricantes logo viram que essa poltica para a qualidade no poderia ser estabelecida como rotina pelos altos custos que gera. Assim, veio uma nova era para a qualidade: a do Controle Estatstico, que teve seu incio na 2 metade da dcada de 20, mas que s foi exercido com maior intensidade durante a 2 Guerra Mundial.

Com o surgimento dos msseis balsticos e ogivas nucleares, antes do trmino da guerra, os fabricantes perceberam que s o controle de qualidade no era suficiente devido ao tipo de produto, que exigia segurana total. Foi ento necessrio desenvolver nveis de qualidade quase absolutos, o que deu origem a uma outra era: a da Garantia da Qualidade.

Se a motivao para o estabelecimento dessa nova era foram os materiais blicos, sabemos que atualmente, no dia-a-dia de qualquer indstria, e a de cosmtica no diferente, a Garantia de Qualidade incorpora no s as BPF e C, mas tambm outros fatores, incluindo o projeto e o desenvolvimento de um produto.

A Garantia de Qualidade teve autores que muito contriburam para a evoluo dos Programas para a Qualidade: J. Juran com o seu Quality Control Handbook em 1951, A.Feigenbaum "Qualidade um Trabalho de Todos" e a Martin Company com
o seu Programa "Zero Defeito" e outros.

Poderamos resumir o grande feito dessa era, a dois pontos de importncia capital:

. 0 envolvimento empresarial com seus objetivos (produtos conformes, prazos na entrega e custos)
0 desenvolvimento de pessoas participando de treinamentos e cursos.

Alguns acontecimentos na Europa e nos Estados Unidos, relativos s indstrias pertencentes ao segmento da sade, mostrou a necessidade de se ter uma poltica de Gesto Estratgica para a Qualidade. Surgiram ento, como ferramenta essencial da Garantia de Qualidade, as Boas Prticas de Fabricao e Controle sobre a qual tivemos oportunidade de abordar inmeras vezes, em colunas anteriores.

Tereza F. S. Rebello farmacutica bioqumica.
E mail: methodus@methoduseventos.com.br

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