Uso de Frutas em Cosmticos

Edicao Atual - Uso de Frutas em Cosmticos

Editorial

Sempre no início de cada ano muitos de nós temos o hábito de fazer uma reflexão sobre as realizações e conquistas no ano que passou, e estabelecer planos para o período que se inicia. 

Para os brasileiros, muitas são as expectativas para 2002. Para citar algumas delas: Qual será o impacto da crise na Argentina na nossa economia? Qual será o resultado das urnas na eleição do novo Presidente da República? E como estará a nossa seleção na Copa do Mundo? 

Entretanto, o 11 de setembro é um marco de grandes  transformações. 0 mundo passou a ser mais imprevisível e está mudando desde então. 

O bom conselho é baixar o nível das expectativas quantoao futuro e viver intensamente o presente. As ocorrências do presente são mais fáceis de se administrar, e podem proporcionar mais satisfação. 

Nesta Cosmetics & Toiletries (Edição em Português) temos muitas novidades quanto a novas matérias-primas. E o mais importante, quanto aos recursos da biodiversidade brasileira, notadamente da Amazônia, que como insumos naturais para cosméticos, a cada dia, passam a estar mais disponíveis para a indústria. 

Boa Leitura
Hamilton dos Santos
Editor

Bioativos Tropicais com Eficácia Comprovada - Cristiane Rodrigues da Silva Chemyunion Química Ltda, São Paulo, SP, Brasil

Este artigo mostra a importância de seguir as tendências mundiais utilizando produtos tropicais. Os bioativos vegetais apresentados tiveram segurança e eficácia comprovadas através de metodologias da Bioengenharia Cutânea.

Ese articulo muestra la importância de seguir las tendências mundiales utilizando productos tropicales. Los bioactivos vegetales presentados tuvieron la seguridad e eficácia comprobada por médio de metodologias de la Bioenginearia Cutánea.

This article shows the importance on following the worldwide trends by utilizing the vegetal tropical products. The vegetal bioactives presented had their safety and efficacy evaluated by using cutaneous biotechnology methodologies.

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Ativos de Frutas de Alta Performance para Cosméticos - Daniel Weingar Barreto e Robson Roney Bernardo Assessa Ltda, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

O objetivo deste artigo é apresentar um panorama de novos processos que possibilitam a obtenção de extratos com altas concentrações de princípios ativos, boa transparência, excelente estabilidade e grande facilidade de formulação.

El objetivo de este articulo es presentar uma vision de nuevos procesos que posibilitan la obtención de extractos con alta concentracion de principios activos, buena transparencia, excelente estabilidad y gran facilidad de formular.

This article aims to present a highlight of the processes which permit different extracts can prepared containing a high concentration of active principles, clear, good stability and easy to formulate..

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Novo Ativo Clareador Extraído de Cítricos - Gilles Benech Sederma SA, Le Perray-en-Yvelines, França

Uma nova substância extraída de cítricos promete resultados efetivos com relação às disfunções pigmentares cutâneas.

Una nueva sustância extraída de cítricos, promete resultados efectivos con relación a los desórdenes de la pigmentacion cutânea.

A new substance extracted from the citrus promises effective results against the pigment disorders.

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Antimicrobiano e Antiinflamatório Naturais para Acne - Don C. Priest Southern Cross University, Ballina, Austrália NSW Mikel D. Priest Southern Cross Botanicals Pty Ltd, Ballina, Austrália NSW

Neste artigo os autores demonstram as propriedades do óleo de tea tree notadamente na prevenção e tratamento cosmético da acne. São apresentados os resultados de um ensaio comparativo do óleo de tea tree versus peróxido de benzoíla.

En ese articulo los autores demuestran las propiedades del aceite de tea tree notablemente em la prevencion e en el tratamiento cosmetico de la acne. Son presentados los resultados de um ensayo comparativo del aceite de tea tree versus peroxido de benzoila.

The tea tree oil properties are presented in this article mainly those ones related the acne prevention and treatment. Are also presented the results of the tea tree oil versus benzoyl peroxide.

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Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

As Oportunidades em poca de Crise

A crise econmica e poltica pela qual passa a Argentina, no momento, pode trazer algumas dificuldades para a to esperada harmonizao da legislao sanitria de cosmticos.

A Argentina vive uma recesso que j se estende por alguns anos. As medidas para sanear a economia, como sabido, se bem conduzidas devem trazer arrochos de salrios e conseqentemente perda de poder aquisitivo dos consumidores. Por outro lado, se essas polticas forem mal conduzidas (que seria uma catstrofe) levariam a hiperinflao. No fechamento desta coluna, a Suprema Corte da Argentina havia declarado a inconstitucionalidade do confisco e o governo j falava em liberar o cambio.

Nesse cenrio, a sade das empresas dos diversos setores econmicos, j debilitada, ir cada vez mais se agravar, e com certeza muitas no sobrevivero. Esse rumo econmico, no mdio prazo, poder transformar a Argentina simplesmente em um pais importador, o que acabar criando outras oportunidades para Brasil, para onde, algumas das industrias devem ser transferidas, notadamente as multinacionais.

Do setor cosmtico, muitas empresas fecharo suas portas, encerrando suas atividades. E o mercado, mesmo deprimido, ter que suprir os bens que a sociedade haver muitas oportunidades de exportao de indstrias brasileiras para aquele pas.


Com relao harmonizao da legislao sanitria no Mercosul, diante desta crise, tecnicamente esta no sofrer alteraes. Porm, no aspecto prtico o importador poder comear a fazer certas exigncias ao exportador.

Sabemos que a atuao da vigilncia sanitria na Argentina pode ser exercida com maior ntensidade por se tratar de um pais territorialmente menor que o Brasil, e com atividades industriais mais concentradas.

Sob este prisma, numa situao de dificuldades econmicas, a necessidade de importar produtos, que em certas ocasies correram o risco de at ser rotulados como no-essenciais,
podero surgir alguns episdios de protecionismo, que nesse caso podero estar disfarados de no-conformidades sanitrias.

Nesse particular, como j tivemos oportunidade de, em colunas anteriores, enfatizar o atendimento dos requisitos das boas prticas de fabricao e controle, que sabemos ainda no est no dia a dia de nossa indstria. Vale lembrar que a adoo das boas prticas de fabricao e controle j foi adequadamente consensada atravs de resoluo do grupo Mercosul e, sua aplicao, aceita como ferramenta de inspeo nos quatro pases.

Ao exportar, poderemos antecipadamente prever que os pases importadores iro exigir o total cumprimento dos quesitos da legislao especfica, como condio necessria para permitir o ingresso dos produtos nos seus mercados. Vale lembrar que em tais circunstncias, com a reduo significativa de seu parque industrial, na Argentina, as inspees podero ficar limitadas quase que exclusivamente s condies das reas de estocagem e do controle de qualidade, comparativamente mais fceis e mais rpidas de estarem em conformidade com as BPFCs.

E para enfrentar essas dificuldades e aproveitar as oportunidades que as exportaes possam ser, como j mencionamos em outra coluna, nossas indstrias devero estar adequadamente preparadas, em todos os aspectos, para atender o mercado argentino e driblar algum tipo de protecionismo disfarado.

Deixando um pouco a crise de lado ... vamos falar de outro assunto que no tem muita relao com o Mercosul, porm est intimamente ligado a harmonizao da legislao sanitria.

Trata-se da criao da FELASQC (Federao Latino Americana das Associaes de Qumicos Cosmticos), ocorrida durante o Congresso Latino Americano e Ibrico de Qumicos Cosmticos, no ms de setembro de 2001, em Buenos Aires.

A FELASQC foi criada para possibilitar o intercmbio de aes conjuntas na America Latina, com propsito, dentre outros, de criar condies de atualizao dos conhecimentos tcnicos dos profissionais do setor de produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes.

Acreditamos que alm de contribuir com o intercmbio de conhecimentos tcnico-cientfcos, propiciando melhor formao dos profissionais do setor, a FELASCQ poder servir como um disseminador de conhecimentos, contribuindo para harmonizao da legislao sanitria, atravs do suporte tcnico junto as autoridades nacionais.

Espera-se que a FELASQC tenha funo na rea tcnica semelhante a da entidade latino-americana que congrega as associaes representativas do setor empresarial.

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria.
Email: trevisan@dialdata.com.br

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Contribuio de Energia Renovvel: Sol e Vento

Empregos do futuro j se tornam realidade nas fbricas de painis solares e de geradores elicos. Estas duas formas alternativas de energia j comeam a se tornar rentveis e promovem a criao de mais empregos.

A revista caro, da Varig, em sua edio de novembro de 2001 traz matrias sobre a Alemanha, sendo duas delas sobre as formas renovveis de energia: luz do sol e energia dos ventos.

A cidade de Friburgo, situada na regio mais ensolarada da Alemanha, especializou-se no aproveitamento da energia solar. Nesta cidade construiu-se o bairro solar, Solarsiedlung, cujas casas, alm de bem isoladas termicamente, tem telhado composto por painis solares.
Com os painis solares j produzem mais energia do que consomem.

H um programa de incentivo, denominado "programa dos 100 mil telhados", para que os habitantes coloquem painis solares em seus telhados. Por esse programa, a distribuidora de energia eltrica obrigada a comprar a energia gerada durante os prximos 20 anos. Uma casa com telhado pequeno consegue receber, 200 por ms pela energia que vende e pagar apenas 50 pelo consumo prprio, resultando num ganho de 150 mensais. Este subsdio uma contribuio da Alemanha para a melhoria do clima mundial, reduzindo assim a queima de combustveis fsseis.

O telhado da estao de trem da cidade revestido por 240 painis e o estdio de futebol contm em sua estrutura duas usinas solares.

Neste ano foram instalados na Alemanha 1,2 milhes de metros quadrados de coletores solares, correspondendo a reduo de 236 mil toneladas na emisso de gs carbnico. Essa massa de gs carbnico deixou de ir para a atmosfera, contribuindo assim para reduzir o aquecimento global.

A fbrica de coletores solares Solar- Fabrik funciona com emisso zero de poluentes. Por exemplo, para condicionar o ar utilizado nas reas de trabalho, a empresa adaptou a tcnica dos faras, conduz o ar por longas tubulaes subterrneas que o aquecem naturalmente no inverno e resfriam no vero.

O crescente uso da energia solar na Alemanha tambm uma maneira de corresponder ao pedido da maioria da populao de no prosseguir no perigoso e carssimo caminho nuclear.

Com potncia de 100 megawatt instalada at agora, a participao da energia solar na Alemanha ainda pequena. Mas pesquisas prevem aumento para 15 mil megawatts at 2020 - 0 equivalente a potncia de dez usinas nucleares.

O que funciona para empresas vale tambm para uma cidade. Para Friburgo a energia solar se tomou um timo negcio. As 450 empresas do setor de meio ambiente empregam mais do que 10 mil pessoas e movimentam mais de 1 bilho por ano.

A Intersolar, uma feira internacional das indstrias de equipamentos solares, reuniu 13 mil visitantes e 210 expositores na cidade, no ano passado. Para este ano (28-30 de junho) j so esperadas novas atraes.

A Universidade de Stuttgart acaba de desenvolver um novo tipo de clula solar, 50 vezes mais fina que um fio de cabelo. Estudantes da faculdade de moda j integraram as clulas flexveis em chapus e palets para ento alimentarem telefones celulares. Com esses incentivos toma forma um novo negcio que com o aperfeioamento dos produtos, o uso se torna mais eficaz, o nmero unidades aumenta e o custo diminui.

Outra atividade ambientalmente correta, fortemente desenvolvida na Alemanha, o uso da energia elica, a energia dos ventos. Em vrias regies no norte da Alemanha foram instaladas enormes torres com trs hlices, que j fazem parte da paisagem. So centrais elicas produzindo energia eltrica - h mais de 10 mil em todo o pas. Num ano elas injetam na rede de energia o equivalente ao consumo mdio de 3,7 milhes de famlias com quatro pessoas. Pesquisa do governo prev a duplicao do nmero dessas usinas nos prximos 20 anos.

O Brasil tambm est entre os pases que suprem o crescimento dessa indstria, estimado em 34% ao ano. Em Sorocaba, interior de So Paulo, a empresa brasileira Wobben Windpower, subsidiria da Enercom alem, produz centrais elicas e exporta para o mundo inteiro. H trs anos a empresa montou uma usina nas dunas do Cear, onde j existiam outras duas. H outra instalada no Paran.

do Nordeste que os ventos sopram a favor do Brasil. Pelo menos o que diz um atlas nacional com mapas de ventos que est prestes a ser publicado. Outro fato mencionado nesse atlas que os ventos sopram com maior intensidade, exatamente quando os reservatrios de gua tendem a baixar. No estaria a um substituto ideal para essa crucial dependncia brasileira da hidroeletricidade?

Maria Lia A. V.Cunha psicloga especialista em gesto de pessoas
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade.
e.mail: freuss@uol.com.br

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Micose: Tudo que Voc Precisa Saber

A micose ocorre mais durante o vero porque, em geral, nessa poca do ano, h maior umidade e calor na pele, propcios para o desenvolvimento da doena. Alm disso, h maior concentrao de pessoas nos lugares - piscinas e ambientes comunitrios - facilitando o contgio e proliferao da doena.

Micose nas Unhas

A micose de unha, denominada onicomicose, caracterizada pelo seu engrossamento e amarelamento. H acmulo de material escamoso que se desprende na parte de baixo. Alm disso, podem ocorrer outras alteraes tais como, as linhas transversais, longitudinais, afundamentos, variaes na colorao e deslocamento.

Para evit-la, aconselha-se que se adotem cuidados redobrados com relao higiene, como por exemplo, secar bem os ps (com a toalha pessoal) aps tomar banhos em locais comunitrios e usar sandlias individuais nas reas de piscinas.

Outro aspecto importante, a ser observado, quanto ao material utilizado pelas manicures, este deve ser esterilizado e bem conservado. Alm disso, deve-se tomar cuidado para no fazer cortes e machucados na regio das unhas, principalmente, nos sales de beleza, pois qualquer machucado ou trauma pode propiciar o aparecimento da micose que facilitada pela entrada de microrganismos.

Com relao a cutcula a dica no retir-la em demasia, pois ela age como uma proteo para a unha, e a sua ausncia pode facilitar o aparecimento da micose.

Outro detalhe importante: pessoas com micose nas unhas podem sim usar esmalte. 0 esmalte acaba sendo um tipo de proteo, no agravando a doena. Existem inclusive medicamentos, a base de esmalte, que podem ser usados nos casos de micose em estgio no muito grave.

O tratamento para essa afeco sempre medicamentoso. 0 mdico deve colher o material debaixo da unha e fazer um exame micolgico direto para identificar o tipo de fungo. A partir da ser prescrito o antifungco especfico para o problema. Quando a unha est muito comprometida - mais da metade - o remdio dever ser sistmico, via oral.

Os Ps So Vtima das Micoses

Os ps so bastante comprometidos pelos fungos, tornando-se um ambiente propcio para o desenvolvimento das micoses, pois em geral, permanecem fechados, abafados, midos etc ...

Contudo, a micose que compromete os ps pode ocasionar apenas descamao, ressecamento, sem inflamao em toda a planta. 0 tipo de micose mais comum na regio dos ps a denominada "p de atleta," caracterizada como muito seca, justamente por ser causada por um fungo bem adaptado a pele humana.

Outra micose, considerada a grande vil dos ps, a frieira que ocasiona umidade, macerao e avermelhamento entre os dedos. A frieira, geralmente, causada por uma mistura de bactrias e fungos, bastante freqentes quando a pessoa no seca os ps e anda sempre de tnis, ou sapatos, com meias de tecido sinttico e de cores escuras.

Uma dica para evitar problemas no usar sapatos fechados e nem meias, principalmente, no vero. aconselhvel deixar os ps bastante arejados durante a estao mais quente do ano, fazendo uso de sandlias, para que a pele transpire. E, se for inevitvel o uso de meias, evitar as de cores escuras e tecidos sintticos, que acumulam mais calor. sempre bom enfatizar que, ao lavar os ps, os cuidados devem ser redobrados na hora de sec-los, principalmente, na regio entre os dedos.

Quando a pessoa tem micose nos ps ela deve esterilizar os sapatos, porque os esporos permanecem latentes e podem contaminar novamente os ps.

Aconselha-se tambm o uso de ps e talcos medicamentosos para evitar o problema. E vale, tambm, para esses casos de micose a orientao de que s o mdico poder avaliar corretamente e indicar o melhor medicamento para resolver o problema.

Dra. Denise Steiner dermatologista.
E-mail:clinica-stockli@sti.com.br

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

Qualificao de Fornecedores

Um dos mais importantes captulos, de quaisquer das Resolues ou Portarias da ANVISA que tratam das Boas Prticas a qualificao de fornecedores de insumos, PA particularmente de matrias-primas. Estamos falando das Portarias n 348 de 1997 no que se aplica a indstria cosmtica; Portaria n 327 de 30/7/97 para a indstria de saneantes domissanitrios; Resoluo RDC n 134 de 13/7/01 que revogou a Portaria n 16/95 conhecida como Guia de Boas Prticas de Fabricao para Indstrias Farmacuticas; Resoluo RDC n 33 de abri1 2000 que aprova o Regulamento Tcnico sobre Boas Prticas de Manipulao em Farmcias, abrangendo a manipulao de Produtos Estreis e Homeopticos.

Desta forma, considerando os segmentos acima, estabelece-se a responsabilidade das indstrias qumica, farmoqumica, distribuidoras de ervas medicinais e de outras matrias-primas, indstria de embalagens etc, em oferecer aos seus clientes produtos de qualidade.

Para as empresas distribuidoras e, principalmente aquelas que fracionam matrias-primas, alm da preocupao de qualificarem as empresas por elas representadas, deve-se acrescentar os cuidados no fracionamento, aplicando as Boas Prticas de Higiene no Trabalho, o que abrange os cuidados de higiene pessoal. Em todos os Manuais de Boas Prticas, particularmente o de BPMF, necessrio que o Certificado de Anlise de cada lote de matria-prima enviado, acompanhe a quantidade solicitada. Em geral, o distribuidor de insumos envia o Certificado de Anlise do Fabricante da matria-prima, o que vlida se tivermos certeza da inviolabilidade do material e de que as condies de armazenamento pelo distribuidor foram corretas. Muitos distribuidores no fracionam por razo de alguns fabricantes no permitirem essa manipulao. Entretanto, nos casos de fracionamento surgem as dvidas: ser que as empresas que fracionam esto informadas sobre as boas prticas de manipulao e as praticam? Ser que podemos confiar que no houve contaminao cruzada, troca de matrias-primas (sabemos que muitas substncias apresentam-se com nome muito semelhantes)? Que as embalagens utilizadas e os procedimentos de pesagem esto em conformidade para no comprometer a qualidade microbiolgica da matria-prima?

E, ento? Ser que o Certificado de Anlise do Fabricante, nos casos de no conformidades, como as aqui mencionadas , ainda representam a realidade? Assim, ser que o teor de umidade o mesmo? 0 resultado microbiolgico confivel? 0 Certificado est garantindo que a matria-prima e realmente aquela solicitada? Por exemplo, sabemos da relativa freqncia da troca de coenzima Q10 por riboflavina (vitamina B2), provavelmente devido as caractersticas organolpticas semelhantes.

Considerando todas estas possibilidades, vemos que necessrio no s confirmar alguns dos resultados registrados, no Certificado para que se qualifique o fornecedor, como tambm recomendvel uma visita s instalaes de sua empresa.

Para qualificar o fornecedor, as Boas Prticas de Manipulao em Farmcia recomendam a avaliao do histrico do fabricante/fornecedor, com realizao de pelo menos, trs anlises completas de lotes diferentes e consecutivos de cada matria-prima recebida.

Ainda referente a relao fornecedor/ consumidor, este ltimo, atravs do responsvel pelo Controle de Qualidade, deve solicitar informaes sobre a segurana (Material Safety Data Sheet - MSDS) das matrias-primas adquiridas, especialmente tratando-se de novas matrias-primas, para elaborao do Manual de Biossegurana. Tais informaes so necessrias para prevenir riscos potenciais de danos s instalaes, aos trabalhadores e ao meio ambiente.

incontestvel a necessidade de se ter normas sobre segurana e isto fica bem evidenciado por algumas publicaes, como por exemplo, a da Organizao Mundial da Sade (Manual de Biossegurana no Laboratrio, Genebra, 1983).

Para concluir: "No Brasil, apesar de vrias instituies terem desenvolvido e estabelecido normas de segurana para laboratrios, no h critrio uniforme sobre o assunto. Existem ainda muitas organizaes que no iniciaram nenhum programa visando o estabelecimento de medidas de segurana para o pessoal, a comunidade e o meio ambiente", afirma a professora Maria Ins R. Miritello Santoro, na pagina 63 de seu livro "Introduo ao Controle de Qualidade de Medicamentos".

Tereza F.S. Rebello farmacutica bioqumica.
e.mail: methodus@methoduseventos.com.br

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