Poder dos Inibidores da Metaloproteinase

Edicao Atual - Poder dos Inibidores da Metaloproteinase

Editorial

Mais uma vez a população brasileira é obrigada a reduzir suas expectativas com relação ao crescimento da economia. Por ironia do destino, desta vez não será uma crise internacional, ou fatores externos que irão dar um banho de água - muito gelada, diga-se de passagem - no ânimo dos empresários e dos consumidores, mas sim a inesperada crise de energia elétrica. 

A falta de atitude dos governantes em direcionar investimentos de longo prazo para o setor energético, aliada a retomada do crescimento (conseqüentemente maior consumo) e a escassez de chuvas do início deste ano, foram as grandes responsáveis. Tudo somado deu no que deu. 

As empresas que não fabricam velas, lampiões ou geradores de energia estão agora revendo (para baixo) suas projeções para 2001. Torcem para que a crise não seja tão séria quanta alardeia o próprio Governo, ao mesmo tempo em que buscam meios para cumprir suas quotas de racionamento,  livrando-se, assim, de acréscimos nas tarifas e também do  "apagão". 

Esperando que este cenário turvo e sombrio desapareça o mais rápido possível, estamos dedicando esta edição aos Ingredientes Ativos e aos Emolientes. 

Não deixe de ler, também, interessantes matérias sobre o futuro do Mercosul, na coluna assinada por Carlos Alberto Trevisan. Veja como as indústrias brasileiras se saíram (bem) no primeiro teste que a Abihpec fez, na Cosmoprof de Bologna, para conhecer o potencial dos produtos cosméticos brasileiros no mercado internacional.

Conheça, ainda, o programa do 15°. Congresso Brasileiro de Cosmetologia - extenso, variado e com muitas atrações interessantes, para você conferir.

Boa Leitura
Hamilton dos Santos
E
ditor

Propriedades Sensoriais dos Emolientes - V. Kamershwarl e Niraj D. Mistry Pond's Limited, Chennal, Índia

Os autores compararam as propriedades organolépticas de diversos emolientes, numa tentativa de correlacionar seus resultados com as propriedades físio-químicas dos produtos finais.

Los autores compararon las propiedades organolepticas de diversos emolientes e intentaron correlacionar sus resultados con las propiedades fisicoquímicas de los productos finales.

The authors compared sensory properties of a number of emollients and made an attempt to correlate the findings with physico-chemical properties of the materials.

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Simulação e Potencialização da Função Barreira - Márcia E. Nogueira de Paula SP Farmal Ltda., São Paulo SP, Brasil

Este artigo apresenta um novo repositor imediato de lipídios do estrato córneo. Produto de origem vegetal, na forma de vesículas, melhora a atividade da barreira cutânea, diminuindo o TEWL.

Esse artículo presenta uma nueva forma de reposición rapida de lipidos de el estrato córneo. Producto de origen vegetal, tene forma de vesículas, mejora la actividad de la barrera cutanea y la TEWL.

This article introduces a new fast lipidis replacer for the stratum corneum. A botanical product, as vesicles form, improves the cutaneus barrier and decreases the TEWL.

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Seleção de Emolientes - Paulo Cesar Rodrigues Cognis Brasil Ltda., São Paulo SP, Brasil Barry A. Salka Cognis Corporation, Hoboken NJ, Estados Unidos

Neste artigo, os autores sugerem que quando preparem novas emulsões, os formuladores devem selecionar os óleos emolientes levando em conta a sua natureza química, sua polaridade e seus efeitos sobre os ativos de proteção solar, além de sua espalhabilidade sobre a pele.

Los autores sugiere que cuando se preparan nuevas emulsiones, los formuladores deben elegir aceites emolientes tomando em consideración su tipo químico, su polaridad y efectos sobre los activos fotofiltrantes, y su exensibilidad sobre la piel.

The autor suggests that, when developing new emulsions, formulators should choose emollient oils on the basis of their chemical type, their polarity and effect on sunscreen actives, and their spreading rate.

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Papel Biológico da Fitoesfingosina na Acne - Betty Santonnat Cosmoferm, BV, Madelft, Holanda

Neste artigo a autora demonstra as propriedades antimicrobiana e antiinflamatória da fitoesfingosina no tratamento cosmético da acne.

En esse articulo la aurora demostra las propiedades antimicrobiana y antiiflamtoria de la fitoesfingosina en el tratamiento cosmetico de la acne.

In this article the author shows the phytosphingosine antimicrobial and antiinflamatory properties on the cosmetic treatment of the acne.

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Inibidores da Metaloproteinase - Alain Thibodeau Atrium Biotechnologies Inc, Quebec, Canadá

Os inibidores da metaloproteinase podem reduzir a atividade enzimática excessiva que degrada as fibras de colágeno, colapsa a trama da matriz extracelular da pele e produz sinais visíveis de envelhecimento.

Los inibidores de metaloproteinasa pueden reducir el exceso de actividad enzimática que degrada las fibras de colágeno, colpsa el entramado de la matriz extracelular de la piel y produce signos visibles de envejecimiento.

Matrix metalloproteinase inhibitors can reduce the excess enzymatic activity that degrades collagen fibers, collapses the meshwork in the skills extracellular matrix, and leads to visible signs of aging.

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Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

gua

Com toda a certeza podemos considerar a gua como a principal matria-prima da indstria cosmtica. Sem ela no seria possvel obter emulses e, menos ainda, solubilizar certos princpios ativos para que, como o prprio nome indica, venham beneficiar a pele atravs da aplicao do produto cosmtico que os contenham.

Portanto, uma questo prioritria controlar a qualidade da gua de processo, quer sob o ponto de vista qumico e, principalmente, quanto sua qualidade microbiolgica. E que parmetros devero ser considerados para essa avaliao?

Consideramos necessria a avaliao diria do pH, condutividade e teor do antimicrobiano utilizado para sua descontaminao. Deve-se ter sempre em mente que o pH no medida de pureza da gua, mas, juntamente com o valor encontrado para a condutividade, indicar se as resinas utilizadas para a deionizao necessitam ou no de regenerao. Valores fora do especificado podem indicar "fuga" de ions e, portanto, comprometimento da qualidade do produto fabricado.

Como exemplo citamos que a presena de grandes concentraes de ons inorgnicos, como o magnsio e zinco, pode conduzir a separao de fases de uma emulso. Da mesma forma, na fabricao de colnias e loes ps-barba. Estas, mesmo contendo teor relativamente baixo de gua(15% a40%), podem ser afetadas pela presena de pequenas quantidades de clcio, magnsio, ferro e alumnio, ocasionando a formao lenta de resduos invisveis. Tais resduos freqentemente ocasionam a co-precipitao dos componentes menos solveis da composio do perfume. Muitas vezes a turvao de colnias s verificada quando o produto j est nas prateleiras dos pontos de venda.

Outra no-conformidade, relativa a presena de metais (ferro, por exemplo), e a alterao da cor de certos produtos, em particular aqueles que contenham compostos fenlicos. E sabemos que vrios extratos vegetais utilizados em cosmetologia tem, como princpios ativos, polifenis.

Quanto avaliao do teor do antimicrobiano utilizado, a anlise qumica vai depender do agente qumico usado. Geralmente o tratamento utilizado a clorao (hipoclorito de sdio ou dixido de cloro). Neste caso, pode-se utilizar o mtodo prtico de comparao visual do complexo formado pela reao de ortotolidina e cloro com padres de cor permanente. Outro mtodo emprega como reagente o N, Ndietil p-fenilenodiamina sulfato anidro. No mercado existem kits para anlise de guas que so bem eficientes e prticos.

Outros processos existem para a descontaminao da gua, como o caso de equipamento germicida de raios UV. Mas necessrio um monitoramento quanto radiao (em torno de 255 nm), eliminao de resduos sobre as mangas de quartzo das lmpadas, etc. Normalmente esses controles fazem parte do equipamento que apresentam medidores "sentinela" e alarmes sonoros para indicar qualquer no-conformidade do processo.

A avaliao microbiolgica no precisa ser diria. Algumas empresas estabelecem periodicidade de anlise de 2 a 3 vezes por semana. A ocorrncia nas variaes dos resultados microbiolgicos muitas vezes confunde o microbiologista, mas este fato pode ser um alerta para que se verifique a presena de biofilme (biofouling) no sistema de armazenagem e distribuio da gua.

Podemos dizer que o biofilme resultado do transporte de clulas viveis a uma superfcie e subseqente ligao a essa superfcie. 0 desprendimento do biofilme pode ocasionar as variaes de resultados microbiolgicos acima mencionados. Um outro alerta aos microbiologistas o tempo de incubao considerado na anlise de gua. Por situaes de estresse, certas bactrias exigem perodo de incubao mais longo para serem visualizadas quando se utiliza o mtodo de contagem em placas de Petri. Geralmente se utiliza temperatura de 35,OO,5C por 483h (recomenda-se uma primeira inspeo com 48h e, no havendo crescimento, prolongar esse perodo por mais 24h); algumas vezes so necessrias temperaturas mais baixas (20-28C por perodo de 5-7 dias). Existem meios apropriados, como o caso do R2A, designados para isolar microrganismos estressados.

Finalizando, dever relembrar que, para se obter gua de processo dentro dos valores especificados, necessrio, antes de tudo, ter todo o sistema de tratamento de gua devidamente instalado e validado. Para isso, a participao do microbiologista no projeto de importncia fundamental.

Tereza F. S. Rebello farmacutica bioquimica.
E-mail: methodus@methoduseventos.com.br

Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Decepo

Nesta coluna, ao longo dos ltimos anos, temos envidado todos os nossos esforos para brindar os leitores com informaes atualizadas sobre o desenrolar das reunies do Mercosul, alm de comentrios e consideraes sobre as possibilidades de, no futuro, se atingir o consenso numa legislao sanitria nica para os Estados-Parte.

Todavia, acreditamos que chegado o momento de questionar a realidade das intenes de efetivamente se estabelecer este mercado comum. As questes pendentes de consenso neste momento no mais carecem de decises da rea de Produtos para a Sade, mas de outras reas como da Justia (Cdigo de Defesa do Consumidor, quanto a prazo de validade, e nomenclatura INCI, no rtulo) e da Indstria e do Comrcio (quanto a origem, indicativo de endereo, etc).

A to almejada abertura deve ser analisada honestamente, sob um enfoque cartesiano, de qual seria o efetivo acrscimo nas vendas dos fabricantes brasileiros do setor que, mercados como Argentina, Paraguai e Uruguai, juntos, representariam. Por outro lado, para fabricantes da Argentina, Paraguai e Uruguai, o acesso ao mercado brasileiro representaria efetivamente um acrscimo considervel.

Ser que - se efetivamente ocorrer a co-validao de registro/ notificao - as empresas brasileiras no estariam se expondo demasiadamente a uma concorrncia desnecessria? Pois, ser que autoridades sanitrias da Argentina, Paraguai e Uruguai iro manter, em seus respectivos pases, inspees sanitrias nas empresas produtoras/ importadoras, com o mesmo nvel de garantia, que se pretende estabelecer no Brasil?

Durante as reunies, muitas vezes percebemos que as propostas apresentadas pelos Estados-Parte tinham muito mais a finalidade de contemporizar e postergar as decises do que efetivamente obter o consenso.

Durante vrias reunies, delegaes oficiais e privadas, principalmente do Paraguai e do Uruguai, no compareceram. Essas ausncias tambm acarretaram demora na obteno do consenso, devido a deciso ad referendun.

Nas condies atuais, as possibilidades de progresso quanto a co-validao, ao que se comenta e salvo melhor juzo, so mnimas, pois o nvel atual de negociao quase nulo.

Considerando que as resolues atualmente pendentes de consenso so rotulagem quanto composio e prazo de validade, terceirizao quanto a titularidade do produto, requisitos para estabelecimento/habilitao de empresa, podemos estimar que o consenso est cada vez mais distante de ser alcanado.

Reforando a sensao de impotncia para se alcanar o consenso, no devemos desconsiderar as afirmaes feitas por autoridades da rea de economia, principalmente da Argentina, de que so mais favorveis a aproximao com o Alca do que a finalizar o acordo do Mercosul.

Quando estabelecido o Alca, ser que os Estados Unidos aceitariam submeter sua escassa e liberal legislao s res tries atualmente existentes no Mercosul?

Considerando que a implantao do Alca, dada como inexorvel, ser que no seria melhor e mais sensato, a mdio prazo, desistir da harmonizao nas resolues do Mercosul?

Seria ingenuidade de nossa parte vislumbrar a existncia de alguma fora no Mercosul, capaz de confrontar os Estados Unidos na proposio de registro/notificao de produto, rotulagem em vernculo ao invs de INCI, etc?

Fazemos esses questionamentos na esperana de que possam servir para uma reflexo mais profunda daquilo que efetivamente se espera do Mercosul para a rea de higiene pessoal, cosmticos e perfumes.

Carlos Alberto Trevisan consultor independente e diretor da Carlos & Trevisan Consultoria.
E-mail: trevisan@dialdata.com.br

A vez da Qualidade por Friedrich Reuss e Maria Aparecida da Cunha

Norma ISO 9000:2000

J antes de sua publicao final, muitas empresas j se preocupam em transformar o seu SGA (sistema de gesto ambiental) para a nova verso. Na maioria absoluta dos casos, porm, elas no se do conta de que a nova verso se baseia numa forma totalmente diferente de gesto das empresas. conveniente lembrar que, no caso da norma da verso 94, trata-se realmente da verso de 1987, pois no houve nenhuma alterao nos seus princpios. A exigncia por maior competitividade no mercado nacional e internacional trouxe uma grande evoluo dos sistemas de gesto das empresas. 0 forte foco nos clientes exige novas formas de direo dos negcios, como a reduo na quantidade de nveis de deciso com a finalidade de incrementar a agilidade e a responsabilizao direta por objetivos.

Para acompanhar esta evoluo, a nova verso da norma prev alteraes profundas no sistema de gesto. 0 sistema de gesto pela nova verso inicia seu processo a partir do direcionamento institucional, continuando com a aplicao dos oito princpios da qualidade, alem de aproveitar todas as vantagens de um sistema gerido por processos.

Trata-se, portanto, no de simples adequao do processo da ISO 94 existente nas empresas aos requisitos da nova edio da norma. necessrio que haja uma profunda reorganizao da empresa que, se for realizada com competncia e conhecimentos especficos, estar equiparando-a aos mais modernos sistemas de gesto existentes no mundo. Reorganizaes to profundas, porm, no podem ser realizadas em curto prazo e, alm disso, requerem, de quem o faz, profundos conhecimentos nas diversas reas da organizao, a comear pela gesto de pessoas, para que se descreva as funes em coerncia com o direcionamento institucional. E que deste se derive para o desenvolvimento estratgico em sistemas de processos e que, finalmente, se obtenha o comprometimento das pessoas para com os objetivos e as metas que foram desenhados, com acompanhamento por indicadores adequados.

Cada elemento se tornar o gestor de sua rea. 0 direcionamento institucional dever ser estendido para cada uma das divises e fluxos de processos da empresa e para muitos de seus cargos, fazendo com que seus responsveis sintam com maior propriedade a responsabilidade de suas funes, contribuindo assim para o respectivo comprometimento.

Em nossos artigos anteriores j havamos tratado de cada um destes componentes necessrios para a implementao da norma da nova verso. Um outro aspecto a ser considerado a integrao do SGQ (sistema de gesto da qualidade ao dia-a-dia da organizao, seja com os sistemas eletrnicos de administrao tipo ERP (sistema de planejamento estratgico) ou com os sistemas de programao das necessidades de aquisio e de produo, como o MRP (programao das necessidades de materiais), e ao processo de gesto em si, tornando- se parte integrante de todas as reunies de negcios.

A integrao absolutamente importante para que o sistema de gesto da qualidade efetivamente traga os benefcios desejados e que no se transforme apenas em um sistema de papis e de funes que, para se manterem atualizados em relao s exigncias da certificadora, so revisados, atualizados e preparados especialmente para os dias das auditorias.

Para a contratao e avaliao das pessoas, so colocados aspectos novos e completamente diferentes de treinamento. A avaliao completa e baseada na competncia (competncia sendo compreendida como a capacidade de competir naquela funo), e est baseada em habilidades, experincia, formao e treinamento. Alm disto, nos aspectos que envolvem as pessoas, h grande ateno na motivao e no comprometimento, conforme demonstrado num dos oito princpios da qualidade.

A sistemtica de realizar a gesto atravs de processos traz uma srie de vantagens, tanto em nvel de empresa como quanto a motivao dos responsveis para o desenvolvimento de seus processos e integrao com os outros. Se analisarmos com detalhes, veremos que a direo indicada pela nova verso da norma coincide exatamente com a direo adotada pelas empresas internacionais vencedoras.

Maria Lia A. V. Cunha psicloga, especialista em gesto de pessoas
Friedrich Reuss bacharel licenciado em qumica e especialista em gesto da qualidade
E-mail: freuss@uol.com.br

Marketing por Rogrio Martins

Para que serve o Marketing?

Marketing serve para ajudar as organizaes a atingir suas metas. No caso de empresas privadas, a principal meta o lucro. Nas organizaes que no visam lucro e nas pblicas, sua sobrevivncia depende da capacidade de atrair recursos para desempenharem seu trabalho. As empresas que melhor satisfazem as necessidades dos consumidores ganham mais dinheiro do que suas concorrentes.

Para isso, o marketing tem de ser atuante em todos os mbitos da empresa; isso significa que para o marketing funcionar, no pode estar restrito a regras e aos departamentos de marketing: tem que ser entendido e absorvido por todas as pessoas da empresa. Assim elas valorizaro as aes de marketing e entendero o impacto positivo que essas aes tero na satisfao dos consumidores. Desta forma, todos os funcionrios da empresa passam a saber da sua importncia, no todo do marketing. E que suas aes, diretas ou indiretas, em relao ao consumidor, sero sentidas por este, refletindo nos processos de venda e de imagem positiva da empresa.

Para incentivar os funcionrios, equipes e departamentos, a empresa deve valer-se tanto do marketing interno como do externo.

Marketing externo dirigido s pessoas externas a organizao. Marketing interno a tarefa bem sucedida de contratar, treinar e motivar funcionrios hbeis que desejam atender bem aos consumidores. 0 Marketing interno deve vir antes do Marketing externo, para que este possa ser pleno.

s pensar que no faz nenhum sentido uma empresa prometer um bom servio antes de os seus funcionrios estarem preparados, treinados e acreditarem que so capazes.

Geralmente as empresas s passam a se preocupar com o marketing quando problemas acontecem, como aquelas pessoas que s vo igreja, ou s rezam, quando esto necessitadas, em dificuldades ou enfermas. Ou os fumantes, que s desistem do vcio quando o mdico diagnostica problemas no pulmo e corao.

No caso das empresas, elas s se lembram do marketing quando algo vai muito mal. E muitas vezes j tarde demais.

O principal sintoma o declnio das vendas. Quando isso acontece, o pnico toma conta de todos, levando a empresa a tomar decises extremas e a procurar os culpados.

Outro sintoma o crescimento lento das vendas, levando as empresas a procurar novos mercados e muitas vezes investir nos lugares errados, quando o ideal seria identificar novos mercados com anlises e pesquisas precisas, selecionando oportunidades.

A mudana nos hbitos de compra tambm deve ser uma preocupao freqente em algumas reas de atuao dessas empresas; precisam atualizar-se mais rapidamente que as outras, procurando agregar novos valores aos seus produtos.

A concorrncia sempre um vilo iminente. Nenhuma empresa pode "dormir no ponto", pois novas e muitas vezes interessantes e poderosas empresas surgiro para ameaar as j estabilizadas.

E, por fim, o prprio marketing pode ser um fator de desajuste nas contas da empresa, pois seus crescentes custos acabam tornando preocupantes os investimentos em propaganda, promoo, pesquisa e servios ao consumidor.

Para se tomar uma empresa com orientao para o marketing, todos esse fatores devem ser contemplados. um poderoso instrumento de vendas. No mundo de hoje, impossvel levar adiante uma empresa que no esteja sintonizada e totalmente envolvida com o marketing. E ele exatamente isso, a unio de todos em um s pensamento: "Servir Bem Para Servir Sempre".

Fonte: "Administrao de Marketing" - Philip Kotler - Editora Atlas.

Rogerio Martins publicitrio.
E-mail:romabol@bol.com.br
www.netquero.com.br rogerio

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Droga Inibe Crescimento de Plos

O excesso de plos, em locais onde somente nos homens se apresentam grossos - como na barba e no bigode, um problema que costuma tirar o sono das mulheres.

Trata-se do hirsutismo, que pode estar associado a doenas hormonais (provocadas pelo hormnio masculino) ou ser uma tendncia gentica.

De qualquer forma, o hirsutismo perturba muito as mulheres, principalmente do ponto de vista psicossocial, pois as portadoras desse problema passam a evitar certas atividades sociais, ficando, assim, com a auto-estima diminuida.

Mulheres que apresentam esse problema devem passar por uma avaliao clnica e laboratorial para que sejam excludas causas mais complexas, como tumores de ovrios ou glndula suprarenal, ovrio policstico, hiperplasia adrenal congnita, entre outras. Quando o diagnstico est relacionado a um desses problemas, as pacientes devem ser tratadas com medicaes especficas.

Um dos mtodos utilizados para eliminao dos inconvenientes plos a depilao laser, bastante eficiente na destruio dos plos grossos e escuros. No entanto, esse mtodo tem algumas limitaes, pois age pouco nos plos mais finos e no atinge os plos brancos. Alm disso, para a eliminao total so necessrias algumas sesses, e o custo desse tratamento pode ser um fator limitante.

Contudo, as mulheres com hirsutismo j podem vislumbrar uma esperana, pois acaba de ser desenvolvido nos Estados Unidos um creme que pode ser a soluo para o problema. Contm eflornitina, um inibidor enzimtico que retrai o crescimento dos plos.

Eflornitina 15%, num creme, foi utilizada duas vezes ao dia em regio com plos, por perodo de seis meses, em pelo menos dois estudos. Em cerca de 90% das pacientes houve inibio do crescimento total, sem apresentar efeitos colaterais.

O produto, portanto, demonstrou bons resultados ao ser utilizado duas vezes ao dia e espalhando- se bem no local. Vale destacar que, considerando-se os dois estudos, foram tratadas cerca de mil mulheres com hirsutismo.

O interessante que esse creme se mostrou bastante eficaz na inibio do crescimento de todos os plos, tantos os brancos quanto os loiros e at aqueles de espessura mediana. Outro dado positivo que no foram registrados efeitos colaterais significativos que possam impedir o seu
uso.

Entretanto, outro dado observado que se o tratamento for descontinuado os plos voltam a crescer no prazo de 30 dias, com as mesmas caractersticas anteriores, ou seja, o tratamento no uma resposta definitiva para o problema, mas, considerando-se a simplicidade e o baixo custo do produto, trata- se de um adjuvante eficiente e seguro.

Outro dado importante que a eflornitina pode ser usada concomitante com outros medicamentos utilizados para combater o hirsutismo, bem como com o prprio laser.

Os estudos, at o momento, se restringem a utilizao no rosto, local mais inconveniente para as mulheres. Acreditamos que haja necessidade de se ampliarem esses estudos, para que se possam fazer avaliaes mais completas quanto eficcia e segurana dessa nova droga.

De qualquer maneira, a eflornitina j se configura como um ativo interessante para o tratamento do hirsutismo. importante tambm enfatizar que sua ao no hormonal, mas sim, direta, impedindo a transcrio molecular atravs da inibio da enzima ornitina descarboxilase, responsvel pela mensagem para o espessamento do plo. Por isso, com a suspenso do uso do creme, a enzima volta a interferir nessa reao e o plo volta a engrossar e crescer.

Concluindo, a eflomitina vem acrescentar, ao arsenal teraputico, uma forma mais seletiva e precisa, com mnimos efeitos colaterais, no tratamento do hirsutismo.

Dra. Denise Steiner dermatologista.
E-mail: clinica-stockli@sti.com.br

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