21 de Outubro de 2018

Vaidade com H

Edicao Atual - Vaidade com H

Editorial

A sustentabilidade ambiental a cada dia vem ganhando mais destaques por meio de iniciativas e ações no mundo todo. No início, as iniciativas bem conhecidas visavam a proteção de reservas florestais e de faunas nativas, principalmente daquelas na iminência de extinção.

O uso racional da água e a economia de energia elétrica recentemente tiveram o seu dia (a energia, sua noite, pois foi apagada a iluminação dos principais monumentos de todo o mundo).

A indústria de cosméticos não poderia deixar de dar sua contribuição para esses movimentos. Se um dos objetivos dos cosméticos é proteger e despertar no usuário a sensação de bem-estar, então é obrigação dessa indústria saber como proporcionar esses benefícios com o menor impacto ambiental. Tem de ater-se à origem de suas matérias-primas, avaliando o custo social e o ambiental de suas aquisições, às implicações na fabricação e no uso de seus produtos, e ao cuidado com os descartes, dentre outros aspectos. Vânia Leite, no editorial do "ABC News" desta edição, liga esse tema aos testes alternativos, que podem evitar, com seu uso, o sacrifício de um sem número de animais. A Abihpec prossegue nessa linha, ao anunciar seu programa de reciclagem de embalagens.

Essas são algumas das ações já implementadas pelo setor de HPPC, entretanto, se ainda não são suficientes para a perfeita compensação dos danos ao meio ambiente, pelo menos são iniciativas efetivas, que, sem dúvida, contribuem para o "bem estar bem" como é preconizado pelo slogan da Natura.

Esta Cosmetics & Toiletries (Brasil) apresenta produtos masculinos como matéria de capa. Esse segmento já representa quase US$ 30 bilhões em todo mundo, segundo o Euromonitor, cresce 10% ao ano no Brasil, segundo a Abihpec, e vai muito além de cremes de barbear e desodorantes. Vale a pena conferir.

Os artigos tratam dos benefícios da vitamina D para a pele, do uso de antioxidantes para atenuar efeitos do envelhecimento cutâneo, da correlação entre a síntese de colágeno e a elasticidade da pele, e de um método para determinar o metoxicinamato de etilexila em protetores solares, utilizando espectrofotometria UV-Vis.

O destaque da seção "Persona" é Carlos Alberto Trevisan, engenheiro "bom de bola" que trabalhou na Colgate-Palmolive, na Max Factor e no O Boticário, entre outras empresas, e, por dois mandatos, foi presidente da ABC.

Boa leitura,
Hamilton dos Santos
Editor

Determinação de Metoxicinamato de Etilexila por Espectrofotometria UV-VIS - Diogo Heleno Campos Farmax Produtos Farmacêuticos e Cosméticos, Divinópolis MG, Brasil Cleiton Antônio Nunes, Lucas Fernandes do Carmo Químicos, Divinópolis MG, Brasil

Este artigo aborda o desenvolvimento e a validação de um método para a determinação de metoxicinamato de etilexila em óleos bronzeadores por espectrofotometria UV-Vis. Os parâmetros utilizados para a validação mostraram o bom funcionamento da metodologia proposta, antevendo seu potencial para uso em laboratórios de controle de qualidade.

Este articulo aborda el desarrollo y la validación de un método para la determinación de metoxicinamato de etilhexilo en aceites bronceadores por espectrofotometría UV-Vis. Los parámetros utilizados para la validación mostraron un buen funcionamiento de la metodología propuesta, dándole potencial para ser utilizada en laboratorios de control de calidad.

The development and validation of analytical methodology for determination of ethylhexyl methoxycinnamate content in suntan oils by UV-Vis spectrophotometry is presented. The validation parameters indicated a good performance for the proposed methodology, which it presented potential to be used in quality control laboratories.

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Antioxidantes na Prevenção do Envelhecimento Cutâneo - L. Rigano, F. Distante ISPE - Institute of Skin and Product Evaluation, Milão, Itália

Há grande número de estudos dedicados aos mecanismos de ação dos radicais livres e à possibilidade prática de sua inibição. Neste artigo, o autor avalia as moléculas desenvolvidas pela indústria, que integram o sistema de defesa da pele quando esta é submetida a constante estresse ambiental e a fenômenos de alteração biológica, próprios do envelhecimento

Hay muchos estudios dedicados a los mecanismos de acción de los radicales libres y la posibilidad práctica de su inhibición. En este artículo el autor evalúa las moléculas desarrolladas por la industria que integran el sistema de defensa de la piel bajo la presión constante de los cambios ambientales y fenómenos biológicos, intrínsecos al envejecimiento

There are many studies devoted to the mechanisms of action of free radicals and the practical possibility of their inhibition. In this article the author evaluates the molecules developed by the industry that integrate the defense system of the skin under the constant stress of environmental change and biological phenomena, intrinsic to aging.

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Síntese de Colágeno e Elasticidade da Pele - Daniela Brotto Lopes Terci, Viviane C. Albarici, Maria F. Camargo, Adriano S. Pinheiro, Douglas Terci, Kosmoscience Ciência e Tecnologia Cosmética Ltda., Valinhos SP, Brasil Valeria Longo, Elson Longo, Univ.Federal de São Carlos, SP.

Este artigo se reporta ao estudo de correlação entre a síntese de colágeno e a elasticidade da pele, utilizando-se as técnicas de espectroscopia de fluorescência e cutometria. Os resultados indicaram aumento significativo da síntese de colágeno e da elasticidade da pele (P < 0,05, teste t-Student, com IC 95%) após tratamento com produtos cosméticos avaliados

Este artículo relata el estudio de la correlación entre la síntesis de colágeno y la elasticidad de la piel, utilizando las técnicas de espectroscopia de fluorescencia y cutometria. Los resultados indican un aumento significativo en la síntesis de colágeno y la elasticidad de la piel (P <0,05, prueba t de Student, con un IC 95%) después del tratamiento con productos cosméticos evaluados

This article reports the study of correlation between the synthesis of collagen in skin elasticity, using the techniques of fluorescence spectroscopy and cutometria. The results indicated a significant increase in collagen synthesis and skin elasticity (P <0.05, Student t test, with confidence interval 95%) after treatment with cosmetic products evaluated

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Metabolismo da Vitamina D na Pele: Aplicações em Skin Care - Françoise Arnold MMP Sarl, Issy-les-Moulineaux, França Michel Mercier e My Trinh Luu MMP Inc. South Plainfield, NJ, Estados Unidos

A pele é dotada de caminhos metabólicos e receptores inatos para protegê-la contra ataques externos. Neste artigo, descrevemos um componente protetor, o 7-de-hidrocolesterol ou pró-vitamina D, presente naturalmente na pele, que age como precursor de metabólitos ativos que influem na formação e na conservação da função de barreira, na ativação de peptídeos antimicrobianos, nas atividades fotoprotetoras e na proteção contra o envelhecimento

La piel posee innatamente vías metabólicas y de receptores para la protección contra las agresiones externas. Aquí, uno de los componentes de protección, 7-D de-hidrocolesterol o provitamina A, presente naturalmente en la piel, se describe, que sirve como precursor de metabolitos activos que influyen en la formación y mantenimiento de la función de barrera, la activación de los péptidos antimicrobianos, las actividades de fotoprotectores, y la protección contra el envejecimiento

The skin innately possesses metabolic pathways and receptors to protect against external assaults. Here, one protective component, 7-dehydrocholesterol or provitamin D, naturally present in the skin, is described, which serves as the precursor for active metabolites that influence the formation and maintenance of barrier function, the activation of antimicrobial peptides, photoprotective activities, and protection against senescence.

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Emoliência e Emolientes - Hamilton dos Santos Editor de Cosmetics & Toiletries (Brasil), São Paulo SP, Brasil

Neste artigo de revisão, o autor descreve a função, o mecanismo de ação e os tipos de ingredientes utilizados como emolientes nas formulações de cosméticos. O artigo é completado com uma lista de matérias-primas comerciais disponíveis para o formulador

En este artículo de revisión, el autor describe la función, el mecanismo de acción y los tipos de ingredientes utilizados como emolientes en formulaciones cosméticas. El artículo se complementa con una lista de materiales comercialmente disponibles para el formulador

This review article, the author describes the function, the mechanism of action and the types of ingredients used as emollients in cosmetic formulations. The article is supplemented with a list of materials commercially available for the formulator.

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Wallace Magalhes
Gesto em P&D por Wallace Magalhes

Como dispor da informao

Ter todas as informaes necessrias mo, tanto para comear como para finalizar um projeto de desenvolvimento de formulaes, vive no melhor dos mundos. Isto ocorre porque, apesar de muita gente ainda achar que so as amostras, na realidade, so as informaes que formam a base dos trabalhos do P&D. Logo surge a pergunta: como ter informaes disponveis e automticas? inevitvel. Voc ter de usar recursos da informtica (que formada pela juno das palavras informao e automtica). Alm de ter um bom equipamento (hardware), voc dever utilizar bons aplicativos (softwares), e pode ter certeza que esta escolha ir influenciar diretamente no nvel de competncia e agilidade do P&D.

Editores de texto x planilhas eletrnicas x softwares especficos

Os editores de texto formam quase que naturalmente a primeira opo dos tcnicos para informatizar o setor. Em muitos casos o processo se resume em criar formulrios que sero impressos e recebero anotaes e registros feitos manualmente, e em seguida arquivados. Isto, na realidade, no pode ser chamado de informatizao, j que o documento com as informaes permanecer em padro fsico, e apresentar todas as limitaes do registro em papel. Em outros casos os dados colhidos so registrados e gravados no editor de texto, formando um arquivo eletrnico. Se existir uma boa estrutura de cpias de segurana, o problema da segurana estar resolvido, mas ainda persiste o engessamento dos dados, que permanecem aprisionados, sem a possibilidade de serem realinhados ou reprocessados automaticamente na forma de relatrios. O editor de texto tambm no consegue, por si s, processar dados. Operaes matemticas, por mais simples que sejam, devero ser feitas pelo usurio, e isto significa possibilidade de erros e consumo de tempo de trabalho.

Com a popularizao e disseminao das planilhas eletrnicas tornou-se possvel para o usurio incluir processamento no arquivo eletrnico, o que um passo enorme em relao aos editores de texto, mas esta opo esconde alguns perigos. O baixo nvel de processamento - muito aqum da real necessidade da atividade e o tempo consumido no desenvolvimento de planilhas so bons exemplos. Na maioria dos casos as planilhas tm de ser ajustadas, fato que determina a perda da padronizao. Por terem cdigo aberto, os nveis de segurana so muito baixos, podendo gerar e propagar erros graves ao serem copiadas. Tambm nas planilhas eletrnicas os dados ficam aprisionados no arquivo, j que o processamento s ocorre dentro da planilha. possvel enviar dados de uma planilha para outra, mas praticamente impossvel formar uma estrutura de links onde os dados possam ser plenamente utilizados atravs deste recurso.

Outra opo a utilizao de um software especfico. Certamente esta a melhor opo para qualquer tipo de atividade, e no diferente para o P&D. Alm dos ganhos com a segurana, ser possvel formar um valioso banco de dados. O controle de acesso de usurios por senha, com nveis de permisso pr-estabelecidos, e o alto grau de processamento destes sistemas representam importantes ganhos na eficincia operacional. Basta incluir uma frmula para se ter todas as outras frmulas derivadas da mesma formulao. Com as informaes alinhadas sob a forma de banco de dados possvel gerar relatrios e documentos em questo de segundos.

Os softwares especficos j esto bem disseminados em vrios setores das empresas. Para alguns destes departamentos, como faturamento e controle financeiro, praticamente impossvel funcionar sem um software especfico.

Ao escolher um software para informatizar o P&D deve-se ter em mente tambm que ele dever ter incorporado em seus recursos a possibilidade de aproveitar todas as informaes disponveis em arquivos eletrnicos. Isto ser necessrio porque, alm das informaes existentes, o setor vai continuar recebendo informaes neste formato, como o caso das literaturas tcnicas e FISPQs que so fornecidas em Word, pdf, etc.

No quadro, de maneira resumida, so apresentadas as principais caractersticas de solues disponveis para a gesto de informaes no P&D.

Dermeval de Carvalho
Toxicologia por Dermeval de Carvalho

Da dose letal aos end-points

Meados do sculo XVIII e XIX: como milhares de substncias qumicas podem afetar a nossa sade? A histria certamente tem procurado explicar como tudo comeou. Com certeza, fruto da exposio de animais caseiros, via oral, s substncias qumicas at a letalidade.

Os animais caseiros: em 1920 JW Trevan props o clssico mtodo denominado dose letal mdia, LD50%, ou seja, dose nica capaz de matar metade dos animais de experimentao. Recebido como inovador representa o primeiro teste para avaliao da toxicidade sistmica aguda. Outros feitos cientficos com animais caseiros prosperaram-se: Draize (1920) props a determinao da irritao cutnea e ocular. Outros ensaios a partir de 2000, continuam sendo publicados pela comunidade e por rgos Regulatrios. Da letalidade aos end-points a Toxicologia no para de crescer.

Os mtodos alternativos: o termo alternativo - no contexto de toxicidade - tem sido usado para descrever alteraes realizadas nas tcnicas originais que empregaram animais de experimentao e que, nelas podero acontecer uma das seguintes situaes: substituio (replace), reduo (reduction) ou refinamento (refinement). Em 1959 foi batizado 3Rs pelo The Principles of Humane Experimental Technique. Milhes de dlares tm sido investidos com o objetivo de eliminar ou minimizar o nmero de animais de experimentao.

Na busca de solues para o desenvolvimento de mtodos alternativos, foi criado em 1992 o ECVAM, com suporte tcnico e financeiro de Estados membros da Comunidade Europia, com as seguintes atribuies: desenvolvimento de mtodos alternativos, manter e controlar banco de dados, trabalhar junto aos rgos reguladores, setor industrial, comunidade cientfica, organizao de consumidores, sociedade protetora dos animais, laboratrios de pesquisas e organismos similares. Vrios centros tm sido criados nos pases desenvolvidos.

O projeto ACuteTox - Sucia 2005 - pode servir de modelo e estmulo implantao de ncleos interativos, to necessrios avaliao da toxicidade sistmica. Participantes: 35 pesquisadores de 13 pases da comunidade Europia, academia e indstria. (Atlas 35:33-38, 2007).

Embora no se aplique diretamente a ingredientes cosmticos, o projeto de integrao entre sete universidades americanas tambm serve de referncia, pois est direcionado ao desenvolvimento de projetos (Pesquisa Fapesp 169, 2010). Servindo assim de referncia ao Brasil, pois integram e reduzem custos.

A Lei de Inovao Tecnologia completou cinco anos de vida, mas os resultados ainda so incipientes, pois a academia mostra certa timidez em associar-se a iniciativa privada na busca de resultados inovadores. Felizmente, contrariando nossa premissa, serve de louvor recente relatrio da OECD que destacou o trabalho de Inovao Tecnolgica Inova da Unicamp. (Pesquisa Fapesp 155, 2009).

Um bom momento de integrao da comunidade Latina ser a realizao da 4. Conferncia Nacional de Cincia, Tecnologia e Inovao em Braslia, neste ano, ocasio para conhecer os programas implantados, prover a aproximao entre as partes e os rgos de financiamento. (www.cgee.org.br/cncti4)

Perspectiva brasileira

No Brasil, a exemplo de outros pases em desenvolvimento, com raras excees, os animais de experimentao ainda constituem-se primeira opo de exposio s substncias qumicas na avaliao de toxicidade sistmica. Felizmente os procedimentos para o uso cientfico de animais de experimentao foram objeto de recente regulao no Brasil (Lei n 11794/08).

A recente publicao destacou os pontos necessrios para alavancar o desenvolvimento e validao dos mtodos alternativos no Brasil, a saber: as necessidades correntes, os aspectos regulatrios, comerciais, industriais, cientficos e ticos. (Altex 26(4):295-298, 2010).

Bom trabalho de mediao vem sendo realizado pela Associao Brasileira de Cosmetologia com o objetivo de reunir, sob o mesmo teto, neste primeiro momento, as partes envolvidas na busca de meios para a criao de centros/ncleos de pesquisas em mtodos alternativos.

Neste rol de responsabilidade devem estar includos os rgos de apoio a pesquisa, os regulatrios, a Academia, as sociedades cientficas, o setor produtivo, a disposio para intercmbios com setores que j se encontram envolvidos neste trabalho.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Pele do homem

Embora tenha a mesma funo, a de proteger o corpo, que a pele feminina, a masculina apresenta diferenas fundamentais em relao quela. Caractersticas hormonais a deixam 25% mais espessa e com mais colgeno e elastina que a feminina o que retarda seu envelhecimento.

Alm disso, possui maior nmero de glndulas sebceas, o que a torna mais oleosa. Outra diferena o grande nmero de glndulas sudorparas, que provocam sudorese excessiva.

A pele masculina tambm est mais sujeita a agresses externas, a comear pelo barbear dirio que a torna mais irritvel. Alm disso, os homens consomem mais bebidas alcolicas e cigarros, fatores que tambm tm influncia negativa sobre a ctis.

A grande produo de sebo nas reas com maior concentrao de glndulas sebceas, como face, trax e costas, pode favorecer o surgimento da acne, tanto na adolescncia quanto na maturidade. Disfunes ligadas aos fios, como a foliculite, os pelos encravados e at a seborreia do couro cabeludo, so mais comuns nos homens. De todos os problemas o que causa maior preocupao esttica, sem dvida, a calvcie.

Embora seja mais grossa e resistente que a feminina, a pele masculina exige, como esta, cuidados especiais dirios. A diferena entre os dois tipos de pele fica a cargo dos produtos especficos para elas e para eles. Alm da linha pr e ps-barba, j existem formulaes for men de hidratantes, produtos anti-idade, desodorantes e filtros solares alguns com ativos que previnem a acne e combatem o envelhecimento precoce. Alis, os homens podem e devem fazer uso de produtos, como cremes anti-idade com cidos ou com substncias antioxidantes.

importante lembrar que a ao preventiva mais importante, tanto para evitar o cncer como o envelhecimento precoce, usar protetor solar com formulaes especiais for men, fazendo aplicaes dirias. Por causa da caracterstica de possuir grande concentrao de glndulas sebceas e produzir mais sebo, a pele masculina pode sofrer com as formas mais intensas e severas da acne, que deixam marcas e cicatrizes difceis de serem suavizadas. O tratamento mesmo indicado para diversos graus de acne.

A pele dos homens pode demorar mais um pouco para envelhecer que a das mulheres, mas suas rugas e sulcos so bem profundos e marcantes. importante intervir no processo de envelhecimento antes que as marcas estejam muito acentuadas. Os tratamentos usados so peeling, laser, preenchimentos e toxina botulnica. J para as bolsas pesadas sob as plpebras, um dos principais desafios para a esttica masculina, recomenda-se a blefaroplastia.

Como a pele feminina, a masculina precisa ser hidratada. Mas preciso ateno ao escolher o produto, que deve ser prprio para homens, por causa das particularidades como a produo de leo, das agresses sofridas por esta com o barbear dirio e da presena de pelos em todo o corpo. Cuidados especiais tambm devem ser dispensados aos ps e s unhas. Sempre que possvel, recomenda-se o uso de meias de algodo, pois absorvem o suor, o que faz que a pele respire. Aps o banho, um cuidado importante secar bem a regio entre os dedos para evitar a proliferao de fungos e o surgimento de frieiras.

Antonio Celso da Silva
Embale Certo por Antonio Celso da Silva

Inspetor de Qualidade para embalagens: procura-se

cada vez maior o nmero de novos empreendedores que buscam no mercado cosmtico uma diversificao para o seu negcio ou mesmo o incio de um novo negcio incentivado pelos nmeros de crescimento divulgados pelo prprio setor.

Somos o terceiro pas do mundo em consumo de cosmticos, caminhando a passos largos para assumir o segundo posto, considerando que o Japo (segundo colocado) tem um crescimento bem menor que o nosso.

Se o mercado cresce nesta velocidade, ser que a indstria cresce proporcionalmente para fabricar e atender a essa demanda? Com certeza essa resposta no! E prova disso a reduo da disponibilidade nas fbricas que fazem terceirizao. Isto porque as grandes esto terceirizando o que no conseguem produzir e novas marcas de empresas que no tm fbrica, surgem todos os dias. Achar um bom terceirista que atenda a contento todas as suas necessidades raridade, face atual demanda e carncia de terceiristas.

Outra pergunta , ser que o mercado tem profissionais especializados, principalmente tcnicos para atender esse crescimento? A resposta tambm no. Tente buscar no mercado um tcnico em assuntos regulatrios! Tente buscar um manipulador com experincia na fabricao de todos os cosmticos! So raridades, no so encontrados.

Na verdade a resposta para essas perguntas est na falta de cursos especficos voltados para estas reas.

Dentre os profissionais que mais faltam no mercado, est o Inspetor de Qualidade para Embalagens, ou Analista de Embalagens, ou Tcnico em Embalagens, que so sinnimos para uma mesma funo. A razo tambm a mesma, a falta de cursos de especializao principalmente para a rea cosmtica onde, diferente, por exemplo, de uma embalagem para medicamentos, o visual fator determinante para a aprovao ou reprovao de um lote de embalagens e a experincia do inspetor de fundamental importncia.

No mercado, so encontrados profissionais formados dentro das prprias empresas, oriundos das reas produtivas, da logstica ou do laboratrio qumico.

A verdade que por conta dessa carncia, muitas empresas no tm o departamento de Controle de Qualidade para Embalagens.

Terceirizar praticamente impossvel, primeiro porque no existem empresas voltadas para esse fim, segundo porque, se existissem, as naturais urgncias inviabilizariam enviar amostra para inspeo e aguardar o resultado.

Uma sada buscar esse profissional nos fornecedores. O problema que, o que se acha um especialista em vidro, um especialista em cartonagem, um especialista em plstico, etc. Porm algum que conhea e consiga analisar todas as famlias das embalagens, esses fornecedores no tm. Se precisar com urgncia, resta roubar de um concorrente.

Outra dificuldade a falta de legislao especfica, o que dificulta muito uma tomada de deciso por parte do inspetor quando se pretende reprovar um lote, tendo um embasamento legal.

Na prtica e de comum acordo entre as partes, o que as empresas e os fornecedores mais utilizam a Norma Military Standard, porm, a definio do NQA (nvel de qualidade aceitvel) e a classificao dos defeitos, ficam a critrio de cada empresa.

Sendo assim a definio de aprovao ou reprovao dos lotes fica na mo do inspetor que, como citei anteriormente, via de regra, foi formado dentro da prpria empresa. Dependendo do nvel de conhecimento desse profissional que est diretamente ligado ao seu tempo de aprendizado na rea de Controle de Qualidade de Embalagens, o resultado desta tomada de deciso pode no ser o real. Essa na verdade, a grande reclamao de fornecedores.

Em resumo, em um pas onde o setor cosmtico cresce dois dgitos ao ano e a qualificao de mo de obra especializada no acompanha, notadamente na rea de controle de qualidade de embalagens, no ser estranho se comearmos a importar esses profissionais de outros pases.

Enquanto isso no acontece vamos continuar com a plaquinha de procura-se, mas de preferncia vivos.

Luis Antonio Paludetti
Manipulao Cosmtica por Luis Antonio Paludetti

O desafio da arte

Numa concessionria de automveis:

- Por favor, eu quero um carro.

- Ento voc veio ao lugar certo! (Afinal, estamos em uma concessionria, pensou o vendedor).

- Eu quero um carro com ar-condicionado, direo e airbag.

- Tenho um modelo com ar-condicionado, direo, airbag e cmbio automtico.

- Poxa, mas no quero um carro com cmbio automtico... Gosto de dirigir com mais esportividade.

- Bom, sem cmbio automtico eu s tenho um carro sem airbag.

- Ento est bem. Vou ficar com o carro sem airbag, mas com ar-condicionado e direo.

- timo. Em qual cor voc quer?

- Quero um carro vermelho metlico.

- Bom, metlico eu s tenho prata, cinza e marrom...

- Poxa vida, eu sempre tive carros da sua marca, mas assim est ficando difcil...

- No, voc no precisa mudar de marca. Vamos fazer assim: Na cor vermelho metlico eu tenho um modelo completo, com airbag, cmbio automtico, direo e MP3, alm do trio eltrico...

Tudo bem... Esta uma revista que fala de cosmticos, no sobre carros.

Mas... Coloque-se no lugar dos personagens e pense que voc est em uma loja de cosmticos. Ou ento, coloque-se no lugar de um consumidor que se v diante de uma gndola de um supermercado tentando avaliar observando a infinidade de itens para o tratamento dos cabelos qual destes seria o melhor produto para seus cabelos em particular.

Esta situao muito parecida. Em muitos casos, o consumidor acaba comprando um cosmtico que no cai como uma luva para ele, mas opta por aquele cujo resultado se aproxime mais do que ele deseja. Muitos consumidores adquirem dois ou trs produtos para que um compense as lacunas do outro.

Ponderando sobre essas situaes, como, ento, satisfazer exatamente as necessidades dos pacientes? E mais: nos casos em que o paciente esteja submetendo-se a um tratamento dermatolgico, como tratar uma condio de pele ou cabelos, proporcionando-lhe no s eficcia no tratamento, mas tambm o conforto e a beleza proporcionados pelos cosmticos?

Diferentemente da indstria automobilstica, os pacientes podem contar com estabelecimentos que podem preparar cosmticos de tratamento de modo personalizado e com excepcional qualidade tcnica. Estes estabelecimentos so as farmcias com manipulao.

Segundo a atual legislao brasileira, essas farmcias podem preparar produtos dermatolgicos com a finalidade cosmtica e de tratamento, desde que sejam prescritos por um mdico. O farmacutico pode e deve adequar os veculos e as quantidades s necessidades individuais dos pacientes, para obter maior individualizao do tratamento, o que proporciona eficcia e satisfao.

Entretanto, para que o farmacutico possa atingir estes objetivos, necessrio superar alguns desafios.

Para tanto, o primeiro passo conhecer precisamente os ativos prescritos, em particular suas caractersticas de concentrao de uso, o pH de uso e a melhor estabilidade, as incompatibilidades qumicas e fsicas, e os veculos recomendados. Um aspecto essencial na personalizao que as concentraes de uso podem ser bem maiores do que as utilizadas na indstria cosmtica, o que dentro de limites especificados traz maior expresso do efeito desejado.

O segundo passo buscar um veculo que seja adequado s condies especficas do paciente. Mais uma vez, o veculo pode ser feito sob medida. Por exemplo, pacientes cuja condio da pele mais oleosa pedem veculos fisiologicamente compatveis com esta condio. Pacientes que esto em tratamento de peeling necessitam que sejam amenizadas a irritao, a vermelhido e, eventualmente, a sensao dolorosa inerente ao processo descamativo. Estes pacientes precisam usar cosmticos em seu dia a dia. E pode-se preparar para ele um cosmtico cujo veculo possua ativos que amenizem a irritao e a vermelhido.

No menos importante, o terceiro passo informar a classe mdica, de modo cientfico e adequado, sobre as possibilidades e as potencialidades dos cosmticos de tratamento. Estas informaes devero ser transmitidas de modo simples, objetivo e cientificamente embasado. So elas: as caractersticas dos ativos, quais ativos podem ser associados entre si, as concentraes de uso, a disponibilidade de veculos diferenciados, e quaisquer outras informaes que o farmacutico considere importante para que o mdico adquira confiana para a prescrio.

Ainda sobre este passo, uma oportunidade ainda muito pouco explorada, oferecer produtos dermatolgicos cosmticos manipulados que complementem o tratamento mdico. Por exemplo, um dermatologista prescreve um peeling com cido retinoico. A farmcia pode sugerir a este mdico que prescreva preparaes hidratantes, calmantes e refrescantes.

Para aqueles que ainda duvidam que isso seja possvel, recentemente visitei um amigo dermatologista que me mostrou o folheto de uma indstria farmacutica, no qual, em pginas lado a lado, so oferecidos um medicamento para peeling e um cosmtico profundamente hidratante. O cosmtico fabricado por uma indstria cosmtica que pertence ao mesmo grupo da indstria farmacutica.

Atualmente, a indstria automobilstica j oferece opes de personalizar parcialmente os carros. Talvez, no futuro, a indstria cosmtica oferea opes semelhantes de automveis. Mas, como a necessidade por cosmticos personalizados presente, no h necessidade de esperar o futuro. Este j existe e se chama farmcias com manipulao.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

As mais reclamadas do Procon em 2009

Como todos os anos - atendendo ao disposto do artigo 44 do Cdigo de Defesa do Consumidor, que determina a divulgao dessas informaes para auxiliar os consumidores no mercado de consumo na hora de suas escolhas, o Procon-So Paulo divulgou a lista das empresas mais reclamadas pelos consumidores em 2009.

Art.44 Os rgos pblicos de defesa do consumidor mantero cadastros atualizados de reclamao fundamentadas contra fornecedores de produtos e servios, devendo divulg-los anualmente. A divulgao indicar se a reclamao foi atendida ou no pelo fornecedor.

1 - facultado o acesso s informaes l constantes para orientao e consulta por qualquer interessado (...).

Mais uma vez, a empresa de telefonia Telefonica lidera com muita folga o ranking do Cadastro de Reclamaes Fundamentadas do Procon-So Paulo.

Pelo quarto ano consecutivo, a empresa de telefonia fica como primeira colocada da lista, com 15 mil reclamaes registradas em 2009, que motivaram a abertura de processo administrativo.

Devido a esse desastroso histrico de recordes e alta demanda de reclamaes, o Procon-So Paulo passou a instaurar processo administrativo imediatamente aps a queixa do consumidor, com o intuito de pressionar a prpria empresa para que esta busque solues para a resoluo de conflitos. Esta medida, segunda a entidade, eficaz, pois diminui o nmero de reclamaes por parte dos consumidores em janeiro de 2009, 2.944 consumidores apresentaram queixas no Procon, e em dezembro daquele ano foram 586.

O Grupo Ita empresas de servios financeiros que utilizam a marca Ita foi o segundo colocado do ranking, com 1.410 reclamaes.

Como terceira colocada aparece a fornecedora de energia eltrica Eletropaulo, com 1.340 reclamaes. Detalhe: as reclamaes decorrentes de cortes de energia do ltimo vero apenas sero computadas na lista de 2010.

A quarta colocao ficou com a fabricante Sony Ericsson com 1.288 reclamaes fundamentadas, e na quinta posio ficou a operadora de celulares TIM, com 1.112.

De acordo com os dados fornecidos pelo Procon, a rea de servios liderados pelo setor de telefonia mvel e celular e pelo setor de energia eltrica permaneceu com o maior nmero de reclamaes (49%).

O setor de sade, do qual faz parte o setor de cosmticos, medicamentos e planos de sade, obteve 3% das reclamaes fundamentadas. Nenhuma empresa do ramo cosmtico ou farmacutico apareceu na lista. Problemas com planos de sade e odontolgicos, como negativas de cobertura, descredenciamento de prestadores, dificuldades de acesso e atendimento, foram as queixas apresentadas pelos consumidores.

Acompanhamento feito por meio de publicaes da imprensa mostra que, principalmente as concessionrias de servios pblicos, notadamente as de energia eltrica e telefonia, tm apresentado recorrentes falhas nos servios que prestam. Recentemente, foi divulgado que a Agncia Nacional de Energia Eltrica (Aneel) imps vultosa multa empresa Furnas por responsabilidades no apago de novembro do ano passado. Outro caso de grande repercusso foi a suspenso imposta pela Agncia Nacional de Telecomunicaes (Anatel) Telefonica, no ano passado, impedindo que a concessionria captasse novos assinantes enquanto no corrigisse falhas e ampliasse a capacidade do servio Speedy, de acesso internet.

Nesses casos cabe s agncias, baseadas em critrios tcnicos e nas regras que nortearam tais concesses, agir com rigor, aplicando as penalidades cabveis sempre que houver desrespeito aos direitos do consumidor.

E ao consumidor cabe o nus de estar atento e exercer seu direito de voz, no que tange s empresas fornecedoras de produtos e servios imprprios ou quelas que se valem de promessas enganosas ou abusivas, ao buscar entidades, como o Procon - de defesa e proteo do consumidor -, para que estas empresas se adequem ao mecado de consumo ou sejam banidas deste.

Emiro Khury
Assuntos Regulatrios por Emiro Khury

Agenda Mercosul 2010

A genda oficial da Gerncia-Geral de Cosmticos (GGCOS), da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa), compreende uma pauta de temas que sero discutidos nas reunies do Mercosul deste ano. Constam, na agenda, os seguintes temas: Boas prticas de fabricao; Inspeo; Capacitao de inspetores e regime de inspeo; Atualizao das listas de substncias corantes, conservantes, de uso proibido, de uso restrito, e de filtros utilizados em produtos de higiene pessoal, cosmticos e perfumes; Simplificao de procedimentos de controle sanitrio de produtos de higiene pessoal; Cosmticos e perfumes grau I fabricados na regio, com vistas ao reconhecimento mtuo; e, finalmente, Atualizao da Resoluo GMC n 26/02 RTM de protetores solares.

Para a prxima reunio, que ir acontecer no ms de abril deste ano, est agendada a reviso da lista de substncias de uso proibido, a atualizao das normas de boas prticas de fabricao e controle e a atualizao da Resoluo GMC n 26/02 de Protetores Solares. Os convites para as reunies preparatrias j foram enviados, e aguardamos mais detalhes de qual ser a posio brasileira em relao a esses temas.

Para os leitores que so novatos no setor, cabe destacar a importncia dessas reunies, pois todo acordo que produzido nas rodadas de negociao do GT11 Sade Comisso de Produtos para a Sade, Grupo ad hoc Cosmticos, deve ser internalizado pelos pases membros, tornando-se parte do rol de atos normativos que regulam o setor. Os negociadores com direito a voz e de voto so os membros representantes do Governo federal que regulamentam o setor (Gerncia-Geral de Cosmticos, da Anvisa), assessorados por representantes das entidades do setor, como a Associao Brasileira da Indstria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmticos (Abihpec) e a Associao Brasileira de Cosmetologia (ABC). Caso alguma empresa ou profissional brasileiro que atue neste segmento de produtos queira participar dessas discusses, com sugestes ou defendendo algum tema de seu interesse, dever contatar essas entidades e participar dos grupos de discusso. Estes grupos so convocados periodicamente para reunir dados e opinies, que sero levados para as reunies preparatrias que acontecem geralmente em Braslia a convite da GGCos.

Esto guardadas, na memria de muitos profissionais do nosso setor, as infindveis reunies preparatrias nas quais eles, debruados sobre a documentao reunida pelas empresas, pelas universidades e pelos especialistas, traaram as linhas bsicas das discusses que seriam travadas no Mercosul, com a finalidade de assegurar a manuteno dos interesses do nosso Pas.

Pelo que ficou entendido nas conversas extraoficiais da ltima reunio ocorrida em Montevidu, no Uruguai, no ano passado, possivelmente a posio da Argentina a respeito da atualizao da resoluo sobre os protetores solares ser por um alinhamento perfeito com a recomendao adotada pela Unio Europeia.

Na opinio deste colunista, devemos torcer para que nossos representantes consigam aprovar uma regulamentao que considere pelo menos trs pontos importantes para um mercado continental, dinmico e ensolarado como o nosso. Primeiro, prover condies de manter as portas abertas para os avanos que devero ocorrer na regulamentao do Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos. Segundo, considerar a evoluo tecnolgica e cientfica que presenciamos nos ltimos cinco anos, possibilitando a criao de produtos muito mais eficientes. E finalmente, terceiro, contemplar a importncia de oferecer aos usurios informao suficiente na rotulagem, para permitir a estes a escolha do produto adequado para cada necessidade. No parece ser conveniente para nossos consumidores limitar a 50 o valor do FPS declarado na rotulagem dos protetores solares, pois nosso clima requer maior proteo e maior variedade de fatores de proteo solar.

Vamos torcer para que, quando o leitor estiver recebendo este nmero da Cosmetics & Toiletries, j tenhamos boas notcias para comemorar.






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