Proteo Solar/Inovaes e Formulrio/Colamiqc 2005/ndice Geral 2005

Edicao Atual - Proteo Solar/Inovaes e Formulrio/Colamiqc 2005/ndice Geral 2005

Editorial

O que será o amanhã?

 

Denúncias, CPIs, mensalão, caixa dois e mais um sem número de denúncias marcaram de forma indelével  e surpreendente o ano de 2005. Da aparente ingenuidade e equívocos do passado na oposição, o PT pegou um expresso direto para o pior quadro político da história recente no país. Impossível fazer  um balanço do ano que passou e pensar a respeito do que está por vir sem voltar ao assunto. Como  acreditar que a crise política não irá resvalar no cenário econômico se o que vemos é uma corrida desesperada para prestar explicações e assegurar posições?

 

A diminuição da entrada de investimentos estrangeiros, por exemplo, pode ser tanto um sinal de cautela, como um alerta de que a crise política já afeta esse tipo de decisão. A entrada de investimentos  estrangeiros está em ritmo de queda desde julho, como apontam especialistas. Após atingir volume de mais de 4 bilhões de dólares em julho – o recorde do ano – o aporte de novos recursos recuou para 3,6 bilhões em agosto. Em setembro, caiu para 1,773 bilhão.

 

No entanto, alguns segmentos, como o Setor Cosmético, mostram que a vocação para crescer é capaz de gerar, apesar de tudo, boas notícias. O pavilhão da ABIHPEC na Cosmoprof-Cosmética é um bom exemplo. O espaço registrou mais de 2 milhões de dólares em negócios realizados - e as estimativas apontam a geração de cerca de 43 milhões de dólares nos próximos 12 meses: aumento de 80% em relação a 2004.

 

Felizmente continuamos na contramão das turbulências, investindo em boas expectativas para 2006, que ainda trará eleições presidenciais, Copa do Mundo... O próximo ano também trará edições especiais temáticas da Cosmetics & Toiletries (Edição em Português), que já começam a ser preparadas para você. Esta edição traz artigos técnicos sobre inovações  em proteção solar, formulário com mais de 40 fórmulas desses produtos, além dos abstracts do COLAMIQC e o Índice Geral 2005. 

Boa leitura!

Hamilton dos Santos

Editor

Projetando Absorvedores UV de Amplo Espectro - Uli Osterwalder e Bernd Herzog Ciba Specialty Chemicals, Basiléia, Suíça

O projeto de filtros UV de amplo espectro inclui testes de fotoestabilidade, solubilidade, eficácia e segurança, registro e liberação de patente, e desenvolvimento de testes de PPD. Tais critérios estão descritos e aplicados no caso da bisetil- hexiloxifenol metoxifenil- triazina (BEMT), um novo filtro solar de amplo espectro.

El proyeto de pantallas UV de amplio espectroinclui pruebas de fotoestabilidad, solubilidad, eficácia y seguridad, registro y liberación de patente, y desarrollo de pruebas de PPD. Tales critérios están descriptos y aplicados en el caso de La bis-etil-hexiloxifenol metoxi-fenil-triazina (BEMT), un nuevo filtro solar de amplio espectro.

Design considerations for broad-spectrum UV filters include photostability, solubility, efficacy, safety, registration, patent freedom, and PPD performance. These criteria are described and then applied in the case of isethylbexyloxyphenyltriazine (BEMT), a new broadspectrum sunscreen active.

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Qualidade de Creme Fotoprotetor A/O - Vera Lucia Borges Isaac, Tatiana Maria de Almeida Silva, Ketylin Fernanda Migliato, Hérida Regina Nunes Salgado. Faculdade de Ciências Farmacêuticas - UNESP, Araraquara SP, Brasil

Os autores determinaram a qualidade de um creme fotoprotetor A/O através da avaliação do controle microbiológico, estabilidade físicoquímica e apelo sensorial em comparação com um creme fotoprotetor O/A.

Los autores determinan la calidad de una crema fotoprotetora W/O a través de la evaluación de control microbiológico, estabilidad fisicoquimica y atractivo senorial en comparación con una crema fotoprotectora W/A.

The authors determined the quality of a photoprotector W/O cream by evaluating its microbial control, physicalchemical stabilitity and sensory appeal in comparison to an O/W photo-protector cream.

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Proteção Capilar a UV e Melhora do Brilho - Philippe Maillan, Anna Grip, Fintan Sit, Roland Jermann, Hörst Westenfelder DSM Nutritional Products AG, Basiléia, Suíça

Os dados apresentados mostram que o polisilicone- 15 apresenta capacidade de formar um filtro UV para proteção dos cabelos e reduz a força para pentear após a irradiação em mechas de cabelos, além de realçar o atributo brilho do produto formulado.

Los datos presentados muestran que el polisilicone- 15 presenta La capacidad de formar uma pantalla UV para protección de los cabellos y reduce La fuerza para peinar despues de la irradiación en mechas de cabellos, además de realzar los atributos del producto formulado.

The data presented shows polysilicone-15 demonstrates the ability to perfom as a UV filter for hair protection and decreases the combing force necessary after irradiation to sample hair tresses in addition to enhancing the shine attribute of a formulated product.

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Nova Abordagem Contra os Efeitos da UV - Cláudia Webber, Marília Campello Ribeiro e Christián Jesus Armijo Velásquez Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFGS, Porto Alegre RS, Brasil

Sabe-se que a radiação UV é responsável pelo queimaduras e danos na pele, desencadeando o envelhecimento precoce e o câncer. Este artigo descreve os efeitos fotoprotetores da quercetina sobre os danos na pele causados pela UV.

Como es de conocimiento general, La radiación UV ES responsable por La aparición de quemaduras y daños a La piel, causando El envejecimiento precoz y el cáncer de piel. Este artículo describe los efectos fotoprotectores de la quercitina sobre los daños en la piel provocados por la UV.

It is knowed that the UV radiation is responsible for sunburn and skin damage leading to premature aging and skin cancer. This paper describes the photoprotective effects of quercetin on the skin damage induced by UV.

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Restauração Cutânea Natural com Sensorial Diferenciado - Ricardo Azzini Gonçalves Croda do Brasil, Campinas SP, Brasil

Neste artigo é apresentado um novo lipídeo quaternizado, de alta substantividade à pele, que age restaurando os lipídeos da superfície cutânea diminuindo a TEWL e proporcionado um sensorial agradável.

En ese artículo ES presentado un nuevo lípido cuaternizado, de alta substantividad a La piel, que actua restaurando los lípidos de La superfície cutânea disminuyendo la TEWL y proporcionado um sensorial agradable.

A new quaternized lipid is presented in this article. This skin highly substantive lipid acts restoring the lipidis from the skin surface, reduces the TEWL and provides a pleasant sensorial feeling.

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Carlos Alberto Trevisan
Mercosul por Carlos Alberto Trevisan

Alteraes nas Listas de Matrias-Primas

Com a participao de delegaes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, foi realizada a XXV Reunio Ordinria do SGT n 11 Daude/Comisso de Produtos para a Sade/Grupo Ad Hoc de Cosmtico, de 3 a 5 de outubro passado, em Montevidu, Uruguai.

Dentre os vrios assuntos agendados para a ocasio, podemos destacar:

1 - Alterao da Resoluo 16/04: Lista das Substncias que no podem ser utilizadas em Produtos de Higiene Pessoal, Cosmticos e Perfumes.

A delegao brasileira pleiteou a retirada da substncia pirogalol dessa lista.

Inicialmente, o pleito brasileiro no foi apoiado pela Argentina e Uruguai, seus representantes alegaram que os estudos apresentados pelo Brasil, at o presente momento, no eram suficientes para garantir uso seguro da substncia.

A delegao uruguaia argumentou que para uma deciso seria necessrio avaliar toda a informao toxicolgica possvel, de acordo com os protocolos internacionais. Para esses esclarecimentos, a delegao brasileira apresentou dados adicionais para a referida matria-prima, os quais sero avaliados na prxima reunio.

Entretanto, as delegaes presentes acordaram em retirar provisoriamente o pirogalol da lista de substncias de uso proibido. As delegaes da Argentina e Uruguai consideraram imprescindvel avaliar os dados apresentados pela delegao brasileira para a incorporao do ingrediente em nova lista.

A delegao uruguaia props que em prol da proteo da sade dos usurios, por ocasio de solicitar a regularizao ou para as empresas que possuam produtos no mercado, fossem apresentadas informaes que respaldassem o uso seguro do ingrediente.

Considerando a reviso do CIR Cosmetic Ingredient Review Expert Panel 1991 Final Report on the Safety assessment of Pyrogallol publicado no J. American College of Toxicology 10(1)57:85, as delegaes do Brasil e Paraguai acordaram incluir a substncia pirogalol na Lista Restritiva de Substncias.

2 - Foi tambm concensado pelas delegaes presentes a alterao na nomenclatura do item 409 da lista de substncias de steres de colina e metilcolina e seus sais para steres de colina e metilcolina e seus sais exceto lecitina.

3 - Critrios para atualizao de Listas de Substncias de Uso Proibido, Conservantes e Corantes e de Uso Restrito.

As delegaes concordaram que necessrio atualizar a Resoluo GMC N 54/99 que trata do assunto, incluindo ou excluindo ingredientes das respectivas listas, considerando os seguintes pontos: referncias internacionais; periodicidade da reviso, ordinria uma vez ano e extraordinria conforme o artigo 2 da resoluo; estabelecimento de prazos limites para produo e comercializao de produtos que contenham as substncias; mecanismo para incluir ou excluir substncia de uso em algum dos Estados- Parte. Para a incluso e excluso de substncias, a delegao argentina sugeriu a seguinte redao: Sem prejuzo do exposto nas listas, um Estado-Parte poder utilizar em carter excepcional o uso, em seu territrio, de outras substncias desde que no constem nas listas de substncias proibidas ou permitidas, para determinados produtos cosmticos especificados na legislao nacional sempre que se respeitem as seguintes condies:

a) Permisso para uso por trs anos no mximo.

b) Controle pela autoridade competente dos produtos que contenham a substncia.

c) Comunicar s autoridades dos demais Estados-Parte a autorizao concedida, num prazo de dois meses a partir da data em que a autorizao do uso tenha entrado em vigor.

d) Antes de decorrido o prazo de trs anos, o Estado- Parte poder apresentar aos demais pedido para incluso/ excluso da substncia objeto da autorizao para uso nacional.

e) Simultaneamente devero ser apresentados aos demais Estados-Parte os documentos que suportem a segurana de uso da referida substncia.

f) Os demais Estados-Parte tero um perodo de dezoito meses para decidir sobre a incluso ou excluso da substncia.

Como se pode concluir, a reunio foi muito proveitosa e foram discutidas questes de grande importncia e interesse para as empresas.

Cristiane M Santos
Direito do Consumidor por Cristiane M Santos

O Div do Consumidor

O estabelecimento das Centrais de Relacionamento nas empresas surgiu como imposio legal proveniente do Cdigo de Defesa do Consumidor, trazendo diversas conseqncias na postura do consumidor, na cultura empresarial e na apario de um novo modelo de mercado, naquele momento caracterizado pela massificao.

O consumidor se conscientizou da sua importncia no mercado de consumo e na sua relao com seu fornecedor, alm seu poder de influenciar na qualidade do produto/servio, de acordo com a sua percepo e necessidade, por meio de um canal de comunicao.

Sua auto-estima foi elevada a partir do momento em que passou a ser ouvido, compreendido e atendido.

O mundo empresarial teve que criar uma nova cultura, na qual passou a ouvir, compreender e valorizar seu consumidor. Tambm compreendeu que instituir um Canal de Relacionamento com a finalidade de ajustar seus produtos e servios para satisfazer as necessidades e desejos de seus consumidores o caminho mais inteligente e seguro para a continuidade e crescimento da empresa.

O mercado de massa est sendo substitudo por um no qual o consumidor quer se sentir respeitado por sua individualizao. Da a busca incessante das empresas por consumidores fiis.

Para ser fiel, o consumidor quer se sentir importante e para isso ele tem que se sentir nico.

Logo, as informaes obtidas nas Centrais de Relacionamento so to valiosas que podem influenciar o consumidor na freqncia e na fidelizao na hora de comprar determinada marca.

Assim, aquela imposio do Cdigo de Defesa do Consumidor, de se estabelecer um canal de comunicao entre consumidor e fornecedor transformou-se numa estratgia de marketing, uma ferramenta importantssima para o respeito ao consumidor como indivduo singular e para a busca por sua fidelizao num mercado cada vez mais competitivo.

As Centrais de Relacionamento tm um papel fundamental como porta-vozes do consumidor e como agentes de mudanas.

Todos os setores buscam estabelecer uma relao com seus consumidores por meio de suas Centrais de Relacionamento a fim de ouvir a opinio e a melhor maneira de atend-los, realizando mudanas efetivas em seus produtos.

As conseqncias trazidas pela criao e estabelecimento das Centrais de Relacionamento nas empresas foram essenciais para uma relao entre consumidor e fornecedor mais saudvel, na qual as empresas podem aprimorar a cada dia seus produtos/servios em conformidade com as manifestaes sinceras de seus consumidores, que por sua vez foram devidamente valorizados.

A vez da Qualidade por Maria Lia A. V. Cunha / Friedrich Reuss

Sistema de Gesto Ambiental

Dentre as normas de gesto existentes no mercado, a que mais se destaca e cresce a ISO 14001:2004, nova verso da conhecida norma ISO 14001 de 1996.

Diversas melhorias de entendimento foram introduzidas pela nova verso. A boa implantao desta norma ambiental nas empresas garante que a legislao ambiental, cada vez mais complexa e abrangente, seja adequadamente atendida, para evitar multas, custos futuros de remediao e, eventualmente, at a aquisio de imveis condenados ou prejudicados do ponto de vista ambiental.

A implantao do sistema de gerenciamento promove o conhecimento e a aplicao de toda a legislao pertinente ao negcio e tambm cria um sistema para controlar a adequada destinao de resduos.

O sistema de gerenciamento ambiental, que numa viso mais ampla tambm inclui os aspectos de sade e segurana operacional, passa a ser uma ferramenta que garante a constante atualizao da legislao aplicvel. Essa legislao que no Brasil bastante complexa, abrange a legislao de mbito federal, estadual, municipal, as diversas normas NBR, as NR de sade e segurana e ainda os requisitos especiais de clientes ou de outros pases como no caso de exportao.

O assunto legal se torna cada vez mais complexo e s um sistema de gesto adequado ser capaz de atualizar os requisitos, interpret-los e implant-los de forma apropriada. A destinao correta dos resduos requer o conhecimento das regras de destinao, tem-se que comprovar que as organizaes envolvidas no processo, como transportadores, tratadores intermedirios estejam devidamente capacitados e autorizados, e finalmente que os custos de destinao sejam razoveis em comparao com a lucratividade requerida.

Ao implantar o sistema de gerenciamento ambiental introduzido um processo de medio e monitoramento dos aspectos relevantes em termos ambientais. Muito rapidamente a empresa percebe que os custos envolvidos (gua, energia eltrica, refugos, desperdcios diversos, custos de disposio de resduos, etc.) so apreciveis.

Quando a gerncia avalia os grficos que foram criados na implantao do sistema de gerenciamento comeam a surgir as perguntas do porque de todas estas variaes, das perdas, dos custos, etc, forando naturalmente a que se identifiquem as causas e se crie uma srie de oportunidades de melhorias, que por sua vez, podem ser demonstradas atravs das inmeras oportunidades de ganhos que surgem. neste momento que os comits interdisciplinares comeam a trabalhar. A conseqncia a criao dos grficos que demonstram o sucesso das aes de melhoria ambiental, que, porm tambm tm os seus resultados financeiros. a conhecida contabilidade ambiental.

Um outro aspecto que est surgindo em conseqncia dos grandes acidentes ocorridos h alguns anos na rea do petrleo so as auditorias compulsrias a serem realizadas periodicamente (anual no Rio de Janeiro, bienal no Paran) por entidades particulares nas empresas classificadas como poluidoras.

A lista de atividades consideradas poluidoras pela legislao muito abrangente.

A auditoria compulsria de certa forma est substituindo a fiscalizao pelo rgo ambiental para proceder liberao da Licena de Funcionamento fornecida pelo rgo ambiental estadual. As empresas que j trabalham segundo um sistema de gerenciamento ambiental estaro preparadas para receber esta auditoria compulsria, cujas regras so muito mais abrangentes e profundas do que o atual sistema de fiscalizao, porque tambm avalia todos os processos gerenciais como os sistemas de formao, educao, o sistema de gerenciamento de projetos, os processos de melhoria, a garantia da manuteno preventiva nos equipamentos ambientalmente importantes (lavadores de gases, estao de tratamento de efluentes, fornos, queimadores, etc). Esta legislao se ampliar para todos os estados e este mais um motivo da implantao de um sistema de gesto ambiental.

Denise Steiner
Temas Dermatolgicos por Denise Steiner

Filtros Solares O que h de Novo?

Todos sabemos da importncia de usar um filtro solar, especialmente num pas tropical como o Brasil. O sol tem o poder de alterar algumas clulas da nossa pele, causando danos s vezes irreversveis - como no caso dos tumores de pele - ou danos que, mesmo no sendo to graves, tambm so importantes, como o envelhecimento cutneo.

Esse segundo aspecto o que pouca gente conhece. O sol, ao danificar algumas das clulas do nosso corpo, est agindo como fator oxidante do organismo, fazendo com que ocorra envelhecimento mais rpido da nossa aparncia. Um teste fcil comparar a pele que est constantemente exposta ao sol com aquela parte do corpo que permanece coberta.

Nesse caso veremos que num mesmo corpo teremos dois tipos de pele totalmente diferentes, sendo aquela que nunca tomou sol muito mais nova, quando comparada quela que ficou exposta.

Isto se deve ao fato de que existem dois tipos de envelhecimento, o cronolgico - prprio da idade - e o fotoenvelhecimento - causado pela exposio luz, principalmente, solar.

Contra o envelhecimento cronolgico pouco se pode fazer, uma vez que ainda no foi descoberto um elixir da juventude, mas com relao exposio solar podemos nos precaver fazendo uso de vrios artifcios, entre os quais esto os filtros solares. Este nome, de certa forma, imprprio porque d a sensao de que s deveramos us-los quando nos expomos espontaneamente ao sol, o que no verdade. Uma pele bem protegida aquela que est sob proteo diria de bom filtro solar.

A Academia Americana de Dermatologia sugere que se usem apenas filtros entre FPS 15 e FPS 30, para uma proteo segura. Menos de 15 seria intil e mais que 30 seria desnecessrio.

H algumas novidades no mercado de filtros solares e algumas substncias j conhecidas que voltam a ter seu uso constante.

Uma delas (das j conhecidas) a di-hidroxi-acetona, que por causa deste nome conhecida mais pela sigla DHA, que promove o bronzeamento sem sol. o que se chama de autobronzeamento, mas na verdade um processo qumico no qual h escurecimento da pele por uma reao desta substncia com a queratina da epiderme.

Como outras novidades podemos citar: Mexoryl SD (3-Benzyllidene Camphor) e a Avobenzone (Butyl Methoxydibenzoylmethane) e Tinosorb S (Bis-Ethylhexyloxyphenol Methoxyphenyl Triazine), filtros que protegem das radiaes UVA, responsveis pelo envelhecimento pelos danos camada de elastina e colgeno.

Duas substncias extradas de seres vivos, que atuam na reparao dos danos causados pela radiao no DNA celular, completam esse reforo ao arsenal antienvelhecimento: Photosome [Water (and) Lecithin (and) Plankton Extract] - derivado de uma alga marinha -, e Ultrasome [Water (and) Lecithin (and) Mycrococcus Lysate] derivado de um microrganismo encontrado no leite. Ambos organismos so considerados os seres vivos mais resistentes radiao UV. Esses ativos so disponibilizados na forma de lipossomas, que podem alcanar pontos bem profundos da epiderme, revertendo assim os efeitos danosos do sol.

Outra novidade que se ouve a respeito de filtros solares para cabelos. A dificuldade definir a concentrao de uso para proteger a haste capilar. Qual seria o ndice equivalente ao FPS para pele? Ainda no se tem resposta para essa pergunta. O que se tem no momento so rinses ou condicionadores do tipo leave in aos quais foi adicionado um protetor solar que protege a cutcula do cabelo, impedindo danos maiores queratina.

Valcinir Bedin
Tricologia por Valcinir Bedin

Filtro Solar e Cabelos

Quando falamos em proteo solar para cabelos sempre temos de levar em considerao qual foi metodologia aplicada para se estabelecer os critrios de nveis de proteo.

Diferentemente da pele, na qual temos meios objetivos para quantificar a proteo, nos cabelos esses mtodos ainda no existem. Vemos ento uma mirade de tcnicas que so utilizadas para este fim.

Medidas de cor, de distenso, calorimetria de alta presso, luminescncia qumica, fluorescncia espectroscpica do triptofano na superfcie da fibra capilar, e microscopia eletrnica so alguns destes mtodos usados para mostrar que o sol e a luz causam danos haste capilar.

Os danos na haste podem ser mecnicos e qumicos. Com relao queratina, podemos ter perda da cutcula e separao das macrofibrilas. Com a radiao ultravioleta pode ocorrer a formao de grupos carboxlicos, destruio da cistina e modificao das protenas obtidas pela reduo das pontes bissulfdricas, com conseqente perda da fora mecnica.

Podemos ter tambm a destruio dos pigmentos de melanina, levando a descolorao, especialmente nos cabelos mais claros. A se coloca a primeira grande controvrsia: a tintura dos cabelos.

O que sempre se ouvia que qualquer alterao qumica nos cabelos levaria a um prejuzo, do ponto de vista de sua sade. Hoje, sabe-se que cabelos mais claros ou brancos precisam de maior proteo.

Esta proteo pode e deve ser feita com filtros solares quaternizados, como o CATC cloreto de cinamido-propil- trimnio e tambm atravs das tinturas, que, at o momento, no tm tido o apelo mercadolgico da proteo solar.

V-se algum material de divulgao falando sobre as qualidades das tinturas, mas sem abordagem da proteo solar. J existem estudos mostrando que os cabelos tintos so mais resistentes do que os no tintos.

Outros estudos mostraram que a radiao UVB responsvel maior pela perda protica do cabelo e que a UVA pela mudana da cor. Com relao fotoxidao, observou- se que no existe diferena entre cabelos claros e escuros, mostrando no haver relao com o tipo de melanina, mas que antioxidantes melhoram a qualidade dos produtos pr-sol.

Como resumo deste assunto poderamos frisar dois pontos principais:

1. A radiao solar e as outras formas de luz ultravioleta trazem danos aos cabelos e estes precisam ser evitados utilizando-se filtros solares quaternizados, adicionados a shampoos, condicionadores, produtos de finalizao.

2. Os mtodos utilizados para quantificao tanto da eficcia quanto de benefcios desses produtos ainda so carentes de fidedignidade e, portanto, precisam ser mais estudados.

A nosso ver nenhum mtodo existente, isoladamente, poderia ser empregado para se determinar a qualidade de um produto, com o risco de ser considerado parcial ou incompleto.

Boas Prticas por Tereza F. S. Rebello

A Importncia da Capacitao

No incio deste ano tivemos oportunidade de abordar a importncia do treinamento de operadores, no s quanto aos bons hbitos de higiene pessoal e no trabalho, como tambm quanto observncia dos aspectos fsico- qumicos das matrias-primas utilizadas na fabricao de um produto cosmtico.

Na ocasio mencionamos a complexidade em se obter uma emulso que permanecesse estvel durante o tempo de validade do produto. Da a responsabilidade do operador em seguir, estritamente, as instrues de fabricao. No menos importante devem ser seus conhecimentos quanto solubilidade e resistncia s altas temperaturas das matrias-primas, respeitando assim o especificado na ficha de fabricao.

O leitor desta coluna membro de equipe de Desenvolvimento e Pesquisa, naturalmente argumentar que o conhecimento das propriedades fsicas e qumicas das matrias-primas prerrogativa do formulador e que a sua introduo nas diversas fases que compem a frmula seguem as caractersticas de solubilidade, temperatura etc. Tais normas de procedimentos so devidamente especificadas na ficha de fabricao. Ento, porque temos registros de rejeies de produtos a granel? A resposta simples: as rejeies ocorrem, geralmente, porque nem sempre o que est especificado na ficha de fabricao seguido risca.

E isto acontece, na maioria das vezes, por falta de conhecimento do operador com relao s matrias-primas. Os ativos de filtro solar so, em geral, lipossolveis. Alguns so comercializados na forma lquida, o que facilita sua adio na fase oleosa; outros so comercializados na forma de ps, tendo valores de ponto de fuso variados. A benzofenona-3, por exemplo, tem PF 62,5C e, portanto, sem problemas para sua adio na fase oleosa. J no o caso do ativo sulfonato de TEA-fenil-benzimidazol cujo PF 300C. Para adicionar esta matria-prima respectiva fase de fabricao necessria neutralizao prvia com trietanolamina. Caso essa neutralizao no ocorra, haver formao de cristais com conseqente rejeio do produto acabado.

Voc leitor, que supervisor de produo, j procurou avaliar o conhecimento de seus operadores? Por exemplo, ainda focando a preparao de um protetor solar, procure saber se os operadores sabem o que significa a sigla FPS. Com toda certeza diro que se trata de fator de proteo solar. M nmero que vem logo a seguir a essa sigla.

O formulador sabe muito bem que formulaes de fotoprotetores pertencem a sistemas cada vez mais complexos e que tais produtos so regulamentados pela ANVISA, como, por exemplo, a RDC n 237 de 22/8/02. Mas o operador tem esse conhecimento? Sabe que h limites de quantidade para cada um dos filtros solares utilizados na formulao? Est o operador ciente que erros na pesagem, para menos ou mais, podem afetar a proteo que dada ao usurio ou, pior, causar-lhe irritao de pele, caso a quantidade pesada esteja acima do especificado na ficha de fabricao? Sabe que existem critrios para a classificao do grau de proteo solar e que a determinao do FPS por metodologias especficas obrigatria perante a Vigilncia Sanitria?

Mas que um comentrio, gostaria de fazer uma recomendao aos supervisores e, principalmente, queles que gerenciam o departamento de produo: no subestimem seus operadores. Ofeream-lhes treinamento adequado, incluindo noes de Qumica.

Com este texto finalizo a minha participao nesta coluna Boas Prticas de Fabricao.

Antonio Celso da Silva
Embalagens por Antonio Celso da Silva

Filtros para Proteo do Produto


Quem vive o dia-a-dia do Controle de Qualidade, analisando e controlando a cor de lotes de fabricao em maquilagem, sabe das dificuldades encontradas, principalmente quando falamos em bases para o rosto e ps (blush, sombra, p compacto etc.).

A necessidade de acerto de cor ocorre porque, normalmente, um lote de corante dificilmente tem exatamente a mesma composio cromtica do lote anterior.

A dificuldade encontrada para acertar a cor padro do produto acaba se refletindo no ponto-de-venda, com produtos com cores em desacordo com o padro. Muitas vezes supe-se que o produto alterou a sua cor devido exposio. Na verdade, muitas vezes ocorre que a cor j vem alterada da fbrica, fato que gera grandes transtornos para a rea comercial e, principalmente, para o SAC da empresa.

Alterao posterior de cor pode ocorrer, mas no o mais freqente.

Diferente das maquilagens, o acerto de cor mais fcil em processos de fabricao de shampoos, condicionadores, loes e colnias. E esses so os produtos que mais sofrem alterao de cor no ponto-de-venda. Muitos fabricantes adotam cores fortes como destaque de seus produtos, principalmente na linha capilar, sem se preocupar com o risco de alterao de cor no ponto - de venda ou na casa do consumidor.

Existem alguns caminhos para evitar que o produto altere a cor. O mais comum, obviamente, utilizar embalagens opacas ou coloridas protegido pela embalagem, o produto no fica exposto diretamente luz. Outro caminho usar um filtro de luz no produto, como normalmente acontece nas colnias coloridas.

Lembre-se que o filtro usado numa formulao para proteger o produto no o caracteriza como de grau de risco 2, visto que o objetivo no a proteo do usurio.

Mais um outro caminho, ainda no muito utilizado pelas empresas, adicionar filtro de luz no material de confeco da embalagem. Nesse caso estamos falando, obviamente, das embalagens transparentes (PET e PVC). No haver significativa elevao no custo final da embalagem e com a vantagem de no se adicionar um componente (o filtro solar) a mais na formulao que no ir agregar valor eficcia do produto.

Trata-se de um apelo que pode, inclusive, ser explorado pelo marketing da empresa. Esse filtro adicionado pelo fabricante da embalagem durante o processo de extruso, injeo, etc, ou pelo prprio fabricante da matria-prima (resina). A proporo deve ser balanceada de maneira a se obter um resultado eficaz na proteo do produto contido na embalagem.

Um frasco em PET com filtro de luz normalmente apresenta colorao violcea ou levemente mbar, dependendo do tipo de filtro utilizado.

importante a providncia tomada quando se usa frasco com filtro: rever a concentrao de corantes na frmula do produto, pois a cor natural do frasco (violcea ou mbar) ir mascarar a cor original do produto. Portanto, deve se ajustar a cor padro considerando tambm a cor do frasco.

Esses filtros so eficazes e mantm a cor original do produto em frascos transparentes - fato comprovado atravs de um teste comparativo entre frascos com e sem filtro, ambos expostos luz solar.

Faa esse teste num produto que tenha cor lils, rosa, etc. Essas cores so as mais sensveis luz e descoram com facilidade se o produto ou a embalagem tiverem um filtro de luz.

Resumindo: importante que os produtos tenham sua cor protegida e preservada, para que no ponto-de-venda ou na casa do consumidor no haja desbotamento, causando aspecto de produto velho ou deteriorado, depreciando a marca e a imagem da empresa. Com alguns cuidados, esses transtornos podem ser evitados. Fale com seus fornecedores.

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