Cosmticos para esportistas

Erica Franquilino

Paixão antiga

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
Matéria publicada na revista Edição Temática -  junho de 2016 Nº 31 Ano 11
 
      O sentido de superação marca a relação da humanidade com as práticas esportivas. São muitos os desafios, as dores e os prazeres vivenciados por homens e mulheres no esporte: do sedentário que, aos poucos, começa a estabelecer uma rotina de exercícios ao esforço contínuo de atletas amadores e profissionais para alcançar suas metas.
 
      Testamos os limites do corpo desde a Antiguidade. Festivais esportivos em honra a Zeus já aconteciam desde 2.500 O a.C. A conexão com a cidade de Olímpia, no entanto, só viria a se concretizar cerca de dois mil anos depois. A prática constante de atividades físicas era valorizada pelos gregos, pois mantinha os corpos dos homens preparados para as guerras. Cada uma das cidades-estado gregas oferecia à população um local para a prática de esportes, o estádio.
 
      Os primeiros registros históricos das Olimpíadas datam de 776 a.C., quando os vencedores das competições começaram a ter seus nomes registrados. Nesse período, surgiu o termo “Olimpíadas”. A origem está em um acordo de trégua e manutenção da paz durante a realização dos jogos, firmado entre os monarcas de Ilia, Esparta e Pissa. A aliança foi selada no templo de Hera, localizado no santuário de Olímpia.
 
      Em 776 a.C., uma forte chuva desabou sobre Olímpia, limitando as competições a apenas uma corrida pelo estádio. Após se distanciar de seis adversários, o cozinheiro grego Corobeu, da região de Élis, venceu a única prova daquela que ficaria conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos. Corobeu percorreu os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia.
 
      A partir da vitória de Corobeu, a Grécia estabeleceu um calendário de competições e Olímpia foi eleita sede para a organização dos jogos. As provas eram disputadas por atletas das cidades-estado. Para os gregos, as Olimpíadas também tinham um caráter religioso e político. Era uma forma de homenagear os deuses, sobretudo Zeus. As competições também simbolizavam a busca pela harmonia entre os governos autônomos das cidades gregas.
 
      Na época da realização dos jogos – que ocorriam de quatro em quatro anos –, havia uma trégua nas guerras e nos conflitos, o que garantia aos atletas a segurança necessária para que se deslocassem até Olímpia. Apenas os homens livres e que falavam a língua grega podiam participar das provas. Os vencedores, tratados como heróis em suas cidades-estado, ganhavam coroas de louro e ramos de palmeira, que simbolizavam a honra e a glória conquistadas.
 
      Pentatlo, arremesso de disco, corrida, natação, boxe, corrida de biga, luta e salto em distância estavam entre as modalidades disputadas nos jogos olímpicos da Antiguidade. Com exceção das sacerdotisas de Dêmetra, apenas os homens podiam assistir às disputas. No entanto, pouco antes de os jogos começarem, as mulheres participavam de outra competição, a Heraea, em homenagem à Hera, mulher de Zeus.
 
       As provas olímpicas foram realizadas até o ano de 393 a.C., quando os gregos – sob o domínio do Império Romano cristianizado – foram proibidos de fazer qualquer manifestação que valorizasse o politeísmo. Todos os centros esportivos e religiosos que abrigavam festas pagãs foram fechados. As Olimpíadas ganhariam uma versão moderna aproximadamente 1.500 anos mais tarde.
 
     No decorrer do século 19, a Grécia atraiu diversas expedições arqueológicas, com destaque para a atuação de franceses e alemães. No final desse século, o aristocrata francês Pierre de Coubertin – que havia estudado na Inglaterra – tentava implantar em escolas francesas o método de formação de jovens que aprendera com os ingleses, o qual se opunha à ideia de exercícios físicos como punição a alunos com mau comportamento.
 
       Inspirado nos ginásios da Grécia Antiga, ele propôs a retomada do ideal olímpico durante um congresso de atletas amadores em Paris, em 1894. Coubertin defendia a prática esportiva como meio para formar cavalheiros, distanciando-se da noção grega de preparar cidadãos para combates. A ideia foi bem recebida e impulsionou a criação do Comitê Olímpico Internacional. Em 1896, aconteceu a primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos, em Atenas, na Grécia. O evento recebeu atletas de 13 nações.
 
      O Brasil competiu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1920, em Antuérpia, na Bélgica, quando conquistou sua primeira medalha de ouro, com Guilherme Paraense, atleta do tiro esportivo. O país participou de cada edição desde então, com exceção dos jogos de 1928, em Amsterdã, na Holanda. Em 1932, o Brasil teve sua primeira mulher atleta, a nadadora Maria Lenk.
 
      O Brasil é o primeiro país sul-americano a receber uma edição dos Jogos Olímpicos, que serão realizados no mês de agosto, no Rio de Janeiro. A abertura das Olimpíadas acontecerá em 5 de agosto e a cerimônia de encerramento, no dia 21. O lema dos jogos será “Viva sua paixão”. Devem participar cerca de 10.500 atletas, em 28 modalidades, oriundos de 206 países. Depois da edição do Rio de Janeiro, o palco para as Olimpíadas será a cidade de Tóquio, no Japão, em 2020.

 

Fisiologia

     Naturalmente, o clima que antecede as Olimpíadas e que agrega as pessoas durante a sua realização desperta o interesse pela prática de esportes. Essa atmosfera reforça uma tendência que identificamos facilmente no dia a dia: a de que mais e mais pessoas  aderem à prática de algum tipo de exercício físico, como forma de manter ou recuperar a saúde e o bem-estar.
 
    “É importante ressaltar que existe uma diferença significativa entre os termos ‘atividade física’ e ‘exercício físico’. No primeiro, ocorre a transição do repouso para a atividade, alterando o funcionamento do corpo, mas sem um objetivo pré-estabelecido. Já no segundo, acontece também a transição da homeostase [a habilidade de manter o meio interno em um equilíbrio quase constante] para o exercício. Existe uma meta a ser cumprida, exigindo o controle de variáveis como volume, intensidade e duração dos exercícios”, comenta Ricardo Victorino, professor do curso de Educação Física do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – CEUNSP, que pertence ao grupo Cruzeiro do Sul. Victorino é graduado em Educação Física, com especializações em Fisiologia e Biomecânica.
 
      Diversas alterações – bioquímicas, cardiorrespiratórias e musculares, por exemplo – acontecem no organismo de quem começa a praticar um esporte ou uma atividade física (veja box na pág. 9). Fisiologistas podem ajudar esportistas e atletas, em diferentes níveis e modalidades esportivas, a lidar com tais mudanças. A fisiologia do exercício é o estudo das adaptações agudas (rápidas) e crônicas (em longo prazo) que o corpoprecisa fazer em resposta a qualquer tipo de atividade física, realizada em condições ambientais diversificadas – como em diferentes temperaturas e altitudes. Essa área do conhecimento pode ajudar atletas por meio do entendimento dos vários mecanismos pelos quais o desempenho do corpo pode ser melhorado, para atender às demandas do esporte. O fisiologista pode ter formação superior em educação física, medicina ou fisioterapia, com pós-graduação em áreas como a medicina esportiva, além de outros cursos complementares. Fisiologistas são essenciais na preparação de atletas de alta performance, ao lado de fisiatras, psicólogos e outros profissionais.
 
    “É preciso entender de bioquímica, bioenergética, função cardiopulmonar, hematologia, biomecânica, fisiologia do músculo esquelético, função neuroendócrina (a atuação dos hormônios durante o exercício) e função do sistema nervoso central e periférico. A fisiologia do exercício ajudacos treinadores a entender como o esporte afeta o organismo e como o exercício pode ser realizado com segurança, para que ele se torne benéfico ao corpo. Nós precisamos ter uma amplitude de conhecimento, para fazer conexões e entender diferentes mecanismos envolvidos com o alto rendimento esportivo”, argumenta o médico Paulo Roberto Santos-Silva, fisiologista do Laboratório de Estudos do Movimento, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
 
    Em linhas gerais, o desempenho esportivo de uma pessoa está relacionado a sua aptidão física. O médico explica que a aptidão física pode ser defi nida como a capacidade que um indivíduo tem de satisfazer as exigências de uma tarefa específi ca. Ela é composta por elementos de aptidão aeróbia (resistência à longa duração) e anaeróbia (resistência de curta duração), além de força muscular e flexibilidade.Independentemente do nível de desempenho, sexo e idade, todas as pessoas usam um ou mais desses elementos de aptidão durante sua prática esportiva.
 
     A intensidade da atividade é determinada como leve, moderada ou intensa. “É a intensidade quem determinará o metabolismo responsável pela tarefa – aeróbio ou anaeróbio”, diz um trecho do livro Corrida – bases científi cas do treinamento, de Alexandre F. Machado (Ícone Editora). No que se refere à duração da atividade, esta se divide em curta, média ou longa. Há uma inter-relação entre duração e intensidade: atividades muito intensas tendem a durar menos, e as duradouras precisam ser menos intensas.
 
      “Os recordistas mundiais masculinos de algumas provas do atletismo deixam bem claro para nós essa relação entre a velocidade e a distância percorrida, onde se pode perceber que, à medida que a distância da prova aumenta, a velocidade da corrida diminui, sendo a predominância metabólica [aeróbia ou anaeróbia] uma das principais responsáveis por esse comportamento”, aponta o autor da obra mencionada.
 
      Quando o corpo está em movimento, o organismo busca, prioritariamente, obter energia para conseguir manter o esforço realizado. Durante o movimento, o músculo usa adenosina trifosfato (ATP) como fonte de energia – para contração ou relaxamento. No entanto, a quantidade de ATP presente no organismo é muito pequena, suficiente apenas para alguns segundos de contração muscular. O organismo, por sua vez, tem a capacidade de ressintetizar o ATP. Essa ressíntese acontece por meio de diversas reservas de substâncias existentes no corpo, como fosfocreatina, glicose e triglicérides. O que determinará qual será a fonte de energia predominante para o fornecimento de ATP será a intensidade e a duração do exercício.
 
      No exercício aeróbio, o oxigênio funciona como fonte de queima dos substratos que produzirão a energia transportada para os músculos que estão em atividade. Trata-se de um exercício de longa duração, contínuo e de baixa ou moderada intensidade, no qual vários grupos musculares são utilizados ao mesmo tempo. O exercício aeróbio aumenta a capacidade cardíaca e pulmonar para suprir de energia o músculo, a partir do consumo do oxigênio. Caminhada, corrida, ciclismo e natação são exemplos de exercícios aeróbios.
 
       Já o exercício anaeróbio utiliza uma forma de energia que não depende do uso de oxigênio. É um exercício de alta intensidade, realizado por um número limitado de músculos e de curta duração. “Os mecanismos anaeróbios para a regeneração de ATP são conseguidos por meio de compostos ricos em energia, que transferem seu grupo fosfato para a molécula de ATP. Estes compostos podem ser, por exemplo, fosfocreatina, 1,3 bisfosfoglicerato e/ou fosfoenolpiruvato, sendo, estes dois últimos, derivados da quebra da molécula de glicose”, explica o autor de Corrida – bases científicas do treinamento.
  São exemplos de exercícios anaeróbios os de velocidade, com ou sem carga, de curta duração e alta intensidade, como a corrida de 100 metros rasos, os saltos e o arremesso de peso.
A musculação também é considerada um exercício anaeróbio.
 
      Há diferenças nos mecanismos fisiológicos de atletas que participam de competições que exigem maior resistência e de provas que demandam mais força do que movimento. “Com a prática regular de exercícios como o ciclismo e a natação, podemos perceber que, durante as sessões de treinamento, as sobrecargas de trabalho impostas ao sistema cardiovascular e ao sistema respiratório causam modifi cações constantes na frequência cardíaca e na pressão arterial. Em médio e longo prazos, uma das adaptações apresentadas pode ser referidacomo uma diminuição da frequência cardíaca de repouso, bem como uma diminuição da pressão arterial em estado basal. Esses mecanismos favorecem o atendimento das demandas corporais com um menor estresse para o músculo cardíaco”, diz o professor Victorino.
 
      “Quando observamos práticas como os saltos e arremessos, por exemplo, percebemos, durante as sessões de treinamento, a necessidade da prescrição de exercícios que irão atuar mais no desenvolvimento da força muscular. Esse mecanismo irá possibilitar não apenas um aumento da força, mas também do volume muscular. Em ambos os casos, os mecanismos apresentados aferem um aumento do gasto metabólico basal, favorecendo assim um menor acúmulo de gorduras e, também, uma melhora geral do perfil lipídico”, completa.
 
      No que diz respeito às diferenças entre homens e mulheres, ele explica que elas estão relacionadas, basicamente, às estruturas e aos componentes que participam do desenvolvimento da aptidão física de ambos (veja mais no box ao lado). “Os homens possuem a testosterona, que é um hormônio anabólico e favorece o aumento da força muscular [...]. Além desta, várias outras diferenças ocorrem entre homens e mulheres. Mas os homens nem sempre levam vantagem.   As mulheres têm maior flexibilidade articular, o que favorece a coordenação, o equilíbrio e a plasticidade nos movimentos. Mas é preciso lembrar que, além das diferenças de gênero, devemos respeitar a individualidade biológica”, ressalta.
 
      Hematomas, calosidades, cabelos castigados pelo cloro, bolhas e lesões por atrito fazem parte da rotina de treinamento dos atletas
de alta performance, que precisam lidar com incômodos e alterações que acometem pele, unhas e cabelos. “Sempre fui muito focada e determinada. Para realizar um sonho, a gente tem de pagar o preço e, no caso do esporte de alta performance, só treinando muito e melhorando um pouquinho a cada dia, é possível atingir as metas”, comenta a medalhista olímpica Maurren Maggi, ex-velocista e atleta do salto em distância.
 
      Ela conta que, além dos cuidados com limpeza, hidratação da pele e proteção solar, nunca dispensou itens de maquiagem durante as competições. “Sempre fui vaidosa. Mesmo no início da minha carreira, nunca dispensei um brilho labial. Depois veio o protetor solar, um ‘rimelzinho’... Conforme fui melhorando, meus cuidados também foram”, diz Maurren.
 
      O batom no sorriso de algumas atletas demonstra que a vaidade faz parte da rotina dessas mulheres, assim como as dificuldades vividas em treinos e competições, em diferentes modalidades. A  ermatologista Natally Moraes Trindade, da clínica Dra. Denise Lellis, em São Paulo, aponta que corredores, por exemplo, podem apresentar estrias hemáticas nas unhas, hematomas ou até a perda das unhas, por conta do trauma excessivo e frequente no local.
 
      Ela acrescenta que os cabelos tendem a ficar mais ressecados se forem lavados diariamente “ou se estiverem em contato frequente com o cloro, como no caso das nadadoras. A tração demasiada e inadequada dos cabelos também pode levar ao aumento de queda e fratura dos fios. Alguns atletas apresentam erupções acneicas, devido à vestimenta utilizada, à sudorese excessiva e à suplementação alimentar”.
 

 

Largada para bons negócios

O segmento esportivo, ainda pouco explorado pela indústria cosmética, tem potencial ?para crescer e render boas oportunidades às empresas do setor

    A prática de exercícios físicos ajuda a turbinar a capacidade de concentração e aprendizagem, colabora para a proteção contra alguns tipos de doenças e melhora o humor. Tais benefícios vêmimpulsionando mudanças no comportamento deum número cada vez maior de pessoas. O sedentarismo, apesar de persistir na rotina da maioria dos brasileiros, vai perdendo espaço para a busca por um estilo de vida mais saudável.
 
      O panorama que você verá nas próximas páginas indica que o mercado de produtos desenvolvidos para esportistas e atletas é promissor: tanto no que se refere à tendência decrescimento da adesão às atividades esportivas, como na consequente demanda por artigos que supram as necessidades dessas pessoas.
 
      A maioria dos brasileiros ainda está deixando para começar a se mexer na próxima segunda-feira. É o que aponta o Diagnóstico Nacional do Esporte (Diesporte), divulgado pelo Ministério do Esporte em junho do ano passado. Estudo inédito na América do Sul, o trabalho foi desenvolvido para mapear a relação dos brasileiros com a prática de atividadefísica e trazer informações sobre a cultura esportiva no país.O estudo revelou que quase metade da população entre 14 e 75 anos, cerca de 45,9% (67 milhões de pessoas), não pratica nenhum tipo de atividade física. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Visão, que ouviu mais de 8.900 pessoas durante o ano de 2013, em seis cidades brasileiras.
 
      Segundo o estudo, o índice de sedentarismo das mulheres (50,4%) é maior que o dos homens (41,2%). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é considerado ativo quem pratica atividade física, com duração mínima de 30 minutos, pelo menos três vezes por semana.
 
      Uma parcela de 54,1% dos entrevistados afirmou que pratica algum tipo de atividade física. Entre os principais motivos mencionados por quem incorporou os exercícios físicos a sua rotina estão: o desejo por qualidade de vida e bem--estar, a melhoria no desempenho físico e indicação médica. Concebida entre 2010 e 2014, a pesquisa teve a colaboração das universidades federais do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de Goiás, do Amazonas, de Sergipe e da Bahia (veja mais no box ).

 

 
      Calçados, roupas, suplementos alimentares, medicamentos, equipamentos, acessórios e outros tantos produtos e serviços voltados ao esporte compõem uma indústria diversificada. Não existem dados ofi ciais sobre o mercado esportivo no Brasil, mas indicadores sobre algumas modalidades mostram a crescente disposição dos brasileiros para suar a camisa.
 
      Em São Paulo, houve um aumento de 15,35% no número de corredores de rua entre 2014 e 2015, segundo a Federação Paulista de Atletismo. O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de número de academias, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 20 mil estabelecimentos. O segmento fitness movimenta cerca de US$ 2 bilhões por ano no país, segundo a Associação Brasileira de Academias (Acad Brasil). Os dados são referentes a 2013.
 
       Corina Cunha, Gisele Violin e Renata Chaim fazem parte do contingente de brasileiros adeptos das corridas. As três amigas passaram anos correndo juntas e utilizando os produtos criados por Corina, a farmacêutica do grupo. Em 2013, elas decidiram se unir para criar uma marca voltada ao público esportista, a Pink Cheeks. Com formações complementares – Gisele é administradora e Renata é publicitária –, o projeto deslanchou sem problemas.
 
      No ano seguinte, Corina investiu na construção de uma indústria própria de cosméticos, a Apoteka, para a produção de toda a linha de produtos Pink Cheeks. A fabricação teve início em 2015, e a expectativa é de que a marca cresça a passos largos. O faturamento estimado para 2016 é de R$2,1 milhões.
 
      Os cosméticos Pink Cheeks foram desenvolvidos para minimizar problemas como queimaduras de sol, assaduras, bolhas, nós nos cabelos e outros incômodos. Os principais itens da marca são os filtros solares, o leave-in para cabelos e os produtos que protegem a pele contra assaduras por atrito. Ao todo são 16 itens.
 
      Os produtos são comercializados por meio do site da marca  (www.pinkcheeks.com.br), de consultoras – são aproximadamente 500 consultoras ativas e mais de 2.000 cadastradas, em todo o Brasil – e de varejistas como The Beauty Box, Decathlon, Netshoes, Época Cosméticos e Beleza na Web, além de farmácias e pequenas lojas. Ainda nesse primeiro semestre, o portfólio terá aproximadamente 20 itens, “todos eles de alta performance e com diferencial para uso no esporte, podendo, entretanto, ser usados no dia a dia”, comenta Renata.
 
      O carro-chefe da marca é o Pink Stick, filtro solar facial com FPS 60/FPUVA 20. O protetor é resistente à água e ao suor, e não derrete nem escorre nos olhos durante a atividade física. “A cereja do bolo está no fato de o produto possuir apresentação em seis tons de base, para as meninas poderem correr ‘maquiadas’. São cinco versões com base e uma incolor, que também é usada por homens”, destaca.
 
      O segundo produto no ranking dos mais vendidos na Pink Cheeks é o leave-in Anti Shock. Quando aplicado nos cabelos antes da corrida – ou de qualquer atividade física –, ele evita o embaraçamento dos fios, além de protegê-los contra a ação do sol, do sal do mar, do cloro e de outros agentes. Os produtos da linha Redless agem contra as assaduras por atrito. São itens elaborados para assaduras decorrentes do atrito da pele com a roupa e com a própria pele. Há também uma versão para assaduras nas regiões íntimas.
 
      No mês de maio foram apresentados três novos produtos ao mercado. Para Renata, eles têm potencial para, em breve, estar entre os mais vendidos da empresa. As novidades são: o filtro solar corporal em bastão, o ativador de cachos e a máscara reconstrutora, que promete recuperar os fios de danos como os causados por suor, sal e cloro em apenas três minutos. Redes sociais, como Facebook e Instagram, são os principais canais de comunicação da marca com os usuários.
 
      “Hoje trabalhamos fortemente o nicho de mercado da mulher esportista, aquela que não necessariamente é uma atleta profissional, mas que gosta de se exercitar, minimizando os problemas que a prática de esportes ocasiona, como queimadura solar, assadura por atrito e nós nos cabelos. Nossos produtos são de alta performance, já que foram desenvolvidos para atletas profissionais, mas temos alguns micronichos a serem trabalhados. O mercado do esporte cresce a todo vapor, no Brasil e no mundo. Assim, temos ainda diversos nichos a atingir, dentro do mesmo segmento: homens, ciclistas, surfistas... Atualmente, atendemos bem o mercado de corredores, mas sabemos que há muito a explorar”, aponta Renata.
 
      A publicitária acredita que todos os produtos e serviços ligados à dupla esporte e bem-estar têm grande potencial de crescimento. “Além de hoje ter maior valorização, a prática de esportes se tornou um hábito e, muitas vezes, um estilo de vida. Usar certo produto ou participar de determinada prova de corrida passou a ter status de estar em uma ‘balada’ famosa ou em um destino turístico cobiçado. Esse é um mercado que avança ano a ano”, diz.
 
      Sediada em Aparecida de Goiânia, GO, a Tahoma nasceu em 2007, com foco no segmento esportivo e com fabricação própria. Dentre os itens do portfólio, Clécius Felipe, responsável pela área de marketing na empresa, destaca o Action Butter Protection Cream. Com ação suavizante e hidratante, o creme pode ser usado por atletas das várias modalidades de ciclismo, triathlon, atletismo, hipismo, esportes de aventura, motocross, esqui, tênis, artes marciais, futebol e outros esportes de contato.
 
      O produto faz parte da linha Action, que em breve apresentará ao mercado lançamentos como filtro solar, shampoo a seco para uso pós-treino ou pós-corrida, um aerosol com ação quente para melhora da performance e protetor labial. “O diferencial do Action Butter é o extrato concentrado de angico branco, uma planta nativa das florestas tropicais da América do Sul e que está presente no cerrado do estado de Goiás”, comenta. Os produtos são vendidos no varejo tradicional e por meio da venda direta.
 
      “O sucesso nas vendas nos surpreendeu. Ganhamos dois prêmios”, ressalta. A Linha Action levou o prêmio Destaque de 2015 com o produto Action Butter, em uma premiação realizada pela emissora local da Rede Bandeirantes de Televisão. “Outro destaque foi o Prêmio Top Empresarial Internacional, que abrange a região Sul e o Mercosul. O Top Empresarial reconhece os melhores do ano e tem ampla divulgação, reconhecimento e respeito da classe empresarial [...]. Ganhamos essa premiação no Sul, onde nosso produto é bastante utilizado por atletas de todas as categorias”, salienta.
 
      Para se aproximar de seu público, a Tahoma marca presença em feiras como a Brasil Cycle Fair, que acontece anualmente em São Paulo, e firma parcerias em competições. “Atletas como Marcio Ravelli, 10 vezes campeão brasileiro de mountain bike, e Fernanda Prieto, atual campeã brasileira master na categoria, representaram a Equipe Corratec [marca alemã de bicicletas de alta performance] na Brasil Ride 2015 [realizada na Chapada Diamantina, BA], usando o Action Butter Protection Cream”, comenta.
 
       Para Felipe, a melhor vitrine da marca é o site da empresa (www.tahoma.ind.br), que, além de vender produtos, traz notícias sobre várias modalidades esportivas. “O esportista sabe se reinventar a cada dia [...]. É importante que ele se sinta bem, usando um creme protetor suave e hidratante e que lhe ofereça conforto e segurança, reduzindo o atrito, o calor, a umidade e a irritação local, além de proteger a pele de infecções bacterianas e fúngicas”, afirma. Ele também ressalta que os conceitos de sustentabilidade e responsabilidade social estão fortemente agregados aos produtos.
 
      A Bula Verdde nasceu em 1993, em Curitiba, como uma farmácia de manipulação, criada pela farmacêutica Susana Marcondes. Em 2000, teve início a fabricação de cosméticos com a marca Bula Verdde, “como resultado de muita pesquisa e muito estudo na área de dermatologia”, diz Alice Beck da Silva Marcondes, que está à frente da área de marketing da empresa. A linha Safe Runners foi uma das primeiras a ser produzida e surgiu “com uma história de amor e cuidado”, comenta. “A Susana Marcondes, farmacêutica e fundadora da Bula Verdde, adora pesquisar e desenvolver fórmulas que forneçam mais saúde e bem-estar às pessoas. Pedro Marcondes, executivo e maratonista, corre 42 km sem meia. Assim surgiu o Creme Zero Atrito e, logo depois, todos os outros produtos da linha Safe Runners”, conta.
 
      Os produtos são comercializados nas cinco farmácias Bula Verdde em Curitiba, em lojas de artigos esportivos em todo o Brasil e por meio do e-commerce da marca (www. bulaverdde.com.br). A empresa produz mais de 90 itens, para atender vários nichos de mercado. “A Linha Safe Runners é a campeã de vendas e conta com sete produtos em seu mix. O carro chefe é o Zero Atrito, um creme protetor que evita a formação de bolhas e assaduras causadas pelo atrito da própria pele ou da roupa”, ressalta.
 
      Outros destaques da linha são o Gel de Benjoim, desenvolvido para cicatrizar bolhas, assaduras e calos, e a Loção para Pernas Cansadas.
 
      A Bula Verdde participa de feiras de produtos esportivos, está presente nas redes sociais e patrocina corridas de rua e atletas de alta performance. “O mercado esportivo certamente é um nicho que apresenta muito mais oportunidades que desafios. A cada ano o número de adeptos cresce exponencialmente e, consequentemente, cresce também a demanda por produtos de qualidade que forneçam mais conforto e performance durante a prática esportiva”, aponta.

 

Garra, suor e gloss

        O marketing esportivo é uma área que trata da utilização do esporte como ferramenta de comunicação corporativa ou institucional. Ele está diretamente relacionado ao caráter de entretenimento, paixão e emoção do esporte.
 
      Recentemente, a Eudora, marca do Grupo Boticário, selou uma parceria com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Desde maio deste ano, a seleção brasileira de vôlei feminino entra em quadra usando batons, máscaras para cílios, sombras e outros itens da marca. As jogadoras também serão personagens na campanha de divulgação de uma linha de maquiagem batizada como “Inspiração”, que será lançada pela Eudora em julho.

      “As mulheres sonham, trabalham e conquistam. Às vezes perdem, erram, mas nunca desistem. O importante está na jornada, e a Seleção Brasileira de Vôlei Feminino representa tudo isto. A trajetória destas meninas se parece com a história das representantes e consumidoras da marca”, afirmou, em comunicado, Daniel Knopholz, diretor-executivo da Eudora.
 
      Entre as ações de comunicação em torno da parceria estão a produção de catálogo de produtos, materiais de PDV, iniciativas voltadas às redes sociais e tutoriais. A parceria também inclui a distribuição de kits no World Grand Prix – cuja primeira fase foi realizada no início de junho, no Rio de Janeiro – e em amistosos no Brasil. O acordo entre a empresa e a CBV seguirá até outubro.

 

À prova de (quase) tudo

 Cosméticos desenvolvidos com foco no segmento esportivo ajudam a prevenir ou a minimizar incômodos relacionados a determinadas modalidades, proporcionando ao atleta benefícios como proteção, conforto e praticidade

      Produtos cosméticos elaborados para esportistas e atletas precisam entregar benefícios como hidratação, resistência à água e auxílio no processo de cicatrização. A indústria cosmética começa a desenvolver soluções e cuidados específicos para esse público, como protetores solares que não escorrem com o suor, cremes antibolhas e antiassaduras, hidratantes para pernas e péspós-treino, dentre outras variantes, elaboradas com o objetivo de eliminar o desconforto e, consequentemente, ajudar na melhoria do desempenho esportivo.

      “De forma geral, os produtos devem solucionar algum ponto crítico que possa surgir durante a atividade física, e que cause desconforto, possibilitando a melhora da performance e uma sensação mais agradável durante a prática esportiva. Hoje, a maior demanda desse tipo de público é por produtos funcionais, que agreguem tecnologia e inovação, com bases mais modernas, sensorial agradável e ativos que promovam uma efetividade real”, diz a farmacêutica Fabiane Amorim, da Tahoma.
 
      Para a também farmacêutica Corina Cunha, responsável pela área de pesquisa e desenvolvimento da Pink Cheeks, os principais aspectos a serem considerados no desenvolvimento desse tipo de produto estão relacionados ao combate às agressões causadas pelo sol e por fatores como atrito, vento, cloro e sal. “Também é preciso considerar o cuidado com a saúde, a beleza e a praticidade na forma de aplicação”, aponta.
 
      No que diz respeito aos filtros solares, é essencial que eles proporcionem sensorial agradável, toque seco, boa resistência ao suor e, principalmente, “altíssima proteção”, destaca Corina. “Praticantes de atividade física costumam ficar longos períodos expostos ao sol. Por isso o fotoprotetor precisa apresentar altíssima proteção, tanto contra os raios UVA quanto os UVB, para a prevenção do câncer de pele e do fotoenvelhecimento”, comenta.
 
      Os raios UVA são os principais produtores de radicais livres, que em longo prazo podem causar danos como manchas, flacidez e rugas. A radiação UVA possui intensidade constante durante todo o ano, atingindo a pele – quase da mesma forma – durante o inverno e o verão. “Apesar de a Anvisa exigir que o FPUVA seja equivalente a 1/3 do FPS do fotoprotetor, nós entendemos que os atletas precisam de uma proteção maior contra os raios UVA, para desmistificar a ideia de que ‘correr envelhece’ e para evitar o bronzeamento nas partes expostas do corpo. Afinal, nenhum atleta quer ficar com marcas de bermudas e camisetas”, acrescenta a farmacêutica.
 
      Já os produtos antiatrito, que englobam os antibolhas e os antiassaduras, devem proporcionar uma sensação de maior suavidade na região afetada, deslizando facilmente sobre a pele. “Uma boa base é fundamental, para uma sensação de pele tratada, mas não oleosa. É importante formar uma camada suave de proteção na pele, o que irá dificultar a formação das assaduras e agregar adjuvantes que irão auxiliar a hidratação local, facilitando o processo de cicatrização”, aponta Fabiane. “As loções mais utilizadas devem priorizar uma base de toque suave, sem carregar demais na carga graxa, e promover uma sensação de pele aveludada. As fragrâncias devem remeter aos tons mais cítricos, com as notas de cabeça mais intensas e as de corpo, mais suaves”, completa.
 
      A resistência à água durante todo o período de treino ou competição é um ponto crucial para atletas de um grande número de modalidades. “Existem provas, como o Ironman, por exemplo, que duram em média doze horas, sendo três delas debaixo d´água. Depois da natação, o atleta sai para pedalar por 180 quilômetros e, depois, corre mais 42 quilômetros”, ressalta Corina.
 
      Em uma prova como o Ironman, o competidor não pode parar para reaplicar o filtro solar ou o antiassaduras durante a transição de um esporte para outro. “O filtro precisa permanecer na pele durante toda a prova e, além disso, não pode escorrer nos olhos, o que causaria ardência [...]. A longa fixação do antiassaduras sobre a pele previne o aparecimento de bolhas e escoriações, melhorando a performance do atleta e evitando hipercromia pós-infl amatória”, afirma Corina.
Outros atributos desejáveis em produtos para esportistas são a formação de filme e o deslizamento, fundamentais para minimizar o atrito da pele com a roupa ou com os acessórios.

 

Desenvolvimento de produtos

      O principal item da Tahoma é o Action Butter, creme protetor com ação suavizante e hidratante. “Nosso maior diferencial foi o desenvolvimento de uma base mais tecnológica, fugindo do clássico O/A e A/O, que contou com investimentos em pesquisa, em maquinário específico e em matérias-primas mais inovadoras. Com isso, conseguimos formar uma base com estrutura lamelar, que, ao ser friccionada sobre a pele, libera um frescor e a sensação de pele protegida por um filme, sem ‘pegajosidade’ e oleosidade excessivas”, explica Fabiane.
 
      A formulação do creme traz emolientes que diminuem a perda transepidérmica de água e mantêm o nível adequado de umidade no estrato córneo. “A presença de umidade no interior das células córneas mantém a maciez e a elasticidade da pele”, destaca. “Ativos do cerrado [como o angico branco] agregam ao produto ação de reparação e manutenção da barreira cutânea, possibilitando melhor distribuição e manutenção de água, glicerol e demais NMFs [Fator Natural de Hidratação] na pele”, acrescenta. 
 
      A composição do Action Butter ainda inclui D-pantenol, óleo de amêndoas doces e vitamina E. “O D-pantenol, quando aplicado topicamente na pele, é convertido em ácido pantotênico, constituinte da Coenzima A, que atua como carreadora nas reações de acetilação do ciclo de Krebs. O ‘acetato ativado’ formado na reação do acetato com a Coenzima A é essencial na síntese de lipídios e proteínas. Ele desenvolve um efeito eutrófico e cicatrizante na derme, aumentando a resistência das fibras colágenas. As propriedades desse conjunto de ativos proporcionam uma melhora visível da região afetada”, afirma.
 
      Os produtos da Pink Cheeks são desenvolvidos para atender às necessidades extremas de atletas profissionais. “Com isso, tornam-se produtos seguros e confiáveis também para as pessoas que praticam esportes de forma recreativa. Além de cuidar da saúde, outra preocupação da marca é oferecer cosmética agradável e outros benefícios, como cobertura com diferentes tons de base e efeito primer, disfarçando as imperfeições de tonalidade e microrrelevo cutâneo”, comenta Corina.
 
      O Pink Stick, produto mais vendido da marca, é um filtro solar em bastão que oferece vários benefícios em um único produto.
Com textura e sensorial agradáveis e ampla proteção contra raios UVA e UVB, ele pode ser usado como um protetor solar diário ou durante a prática de exercícios físicos, uma vez que é resistente à água e ao suor. “Seguindo a tendência mundial dos fotoprotetores de última geração e atendendo às normas regulatórias, o Pink Stick protege a pele contra os danos causados pelos raios solares, responsáveis pelo envelhecimento e fotoenvelhecimento cutâneo, pelo aparecimento de manchas, por alergias e pelo desenvolvimento de câncer de pele. Em breve, teremos o lançamento do Pink Stick com FPS 90 e FPUVA 70. Não há referência de proteção similar no mercado”, destaca.
 
      Corina comenta que, durante o desenvolvimento dos produtos, foi constatada a existência de diferentes tipos de assaduras – como na região interna das coxas, na área do top usado pelas mulheres ou do monitor cardíaco, além das assaduras em áreas íntimas –, o que demandaria a criação de produtos com propriedades específicas, para cada caso.
 
      “Para solucionar esses problemas, desenvolvemos três tipos de produtos com características diferentes: o Redless Stick, que forma uma película espessa, protegendo a pele contra assaduras causadas por roupas de borracha, fita de frequencímetro cardíaco, tops e tênis; o Redless Coat, que permite o deslizamento da pele, evitando o atrito na região interna das coxas, na região das axilas e entre os dedos dos pés; e o Redless Chamois Cream, alternativa em creme que protege contra assaduras nas regiões íntimas. O Redless Stick é formulado com agentes regeneradores e pode ser aplicado sobre a assadura já formada, para acelerar sua cicatrização”, explica.
 
       Os primeiros produtos da Pink Cheeks foram o filtro solar facial e o bastão antiassaduras, desenvolvidos para atender às necessidades de Corina e de suas sócias. “Eu tinha grandes problemas com melasmas e não encontrava um produto com proteção UVA e resistência à água suficientes para aguentar os treinos, sem manchar a pele. A Renata tinha problemas de formação de assaduras por atrito com roupas e acessórios, e a Gisele, com aparecimento de bolhas. Hoje percebemos que existem outras necessidades desse público que ainda não são atendidas. Por isso temos vários produtos sendo desenvolvidos, como um filtro corporal, uma linha capilar e outra para esportes indoor”, adianta.
 
      A formulação do Zero Atrito – Creme Protetor, da Bula Verdde, tem como principal diferencial o toque siliconado, que garante resistência à chuva e ao suor, além de proteção por mais de quatro horas de treino. “Recentemente lançamos o Zero Atrito 100% vegetal, ou seja, livre de petrolatos. Essa versão foi desenvolvida para atender às necessidades de triatletas, que sofrem com assaduras provocadas por roupas de neoprene, material que não pode entrar em contato com produtos que tenham derivados do petróleo na composição. É o único antiatrito no mercado brasileiro totalmente petrolatum free. A formulação também inclui óleo de melaleuca, vitamina E e D-pantenol, que protegem e hidratam a pele”, afirma Susana Marcondes, farmacêutica e fundadora da Bula Verdde.
 
      O Zero Atrito 100% Vegetal está disponível em duas versões: o stick, que facilita a aplicação sob o frequencímetro, sob as roupas e entre as coxas, virilhas e axilas; e a pomada, que é indicada para as regiões íntimas. O produto faz parte da linha Safe Runners, assim como a Loção para Pernas Cansadas. A loção é formulada com alta concentração de arnica e bétula, ativos naturais que regeneram as fibras musculares. A arnica é uma planta com efeito analgésico e anti-infl amatório, que contribui para o alívio de dores, a diminuição de inchaços e a redução de hematomas. Dentre outras propriedades, a bétula tem ação antisséptica e cicatrizante.
 
      Outro destaque é o Gel de Benjoim. Utilizado desde a Antiguidade, o benjoim é uma resina com características cicatrizantes e que pode ser usado como bactericida e antifúngico, bem como para prevenção e combate a infecções e infl amações. “A Bula Verdde transformou o benjoim em um gel que cicatriza rapidamente bolhas e assaduras”, diz Susana.

 

Produtos que fazem a diferença

 

 

Conheça uma seleção de cosméticos desenvolvidos para evitar ou atenuar queimaduras, assaduras, irritações, bolhas e outros incômodos comuns à prática esportiva. São produtos que aliam proteção, conforto e praticidade, para atender às necessidades de esportistas e atletas – do início ao fim da prova

 



Sugestões em matéria-prima

COSMEDIA DC
INCI Name: Hydrogenated Dimer Dilinoleyl / Dimethylcarbonate Copolymer
Os cosméticos direcionados aos consumidores esportistas devem possuir características diferenciadas, sendo a resistência à água e ao suor uma das características mais importantes. Cosmedia DC é um ingrediente multifuncional que proporciona resistência à água em formulações cosméticas. Confere um sensorial único e hidratação por tempo prolongado. 
Sugestão de uso: Formulação de produtos capilares, maquiagens, loções, cremes e sprays de proteção solar na concentração de 1,0 – 3,0 %.
FLORAESTERS® K-100 JOJOBA (Cosmotec/Floratech)
INCI Name: Hydrolyzed jojoba Esters (and) Jojoba Esters (and) Water (Aqua)
Éster hidrolisado de jojoba que confere efeito de resistência à água, aumento da hidratação da pele e recuperação de barreira cutânea. É bastante inovador por ser um produto certificado Ecocert e, com um único ingrediente, ser possível obter dois benefícios muito buscados pelos consumidores – hidrorresistência e hidratação para a pele.
 
DUB ESTOLINE®
INCI Name: Ethylhexyl polyhydroxystearate 
Éster polimérico multifuncional que age como excelente formador de filme de nova geração, concebido como uma segunda pele com excelente sensorial. 100% biodegradável e composto por 87% de matéria-prima natural, DUB ESTOLINE® é indicado para produtos de linha esportiva por promover resistência à água, aumento da hidratação da pele, além de ação antipoluição e sensorial ultra suave e macio. Além disso, esse ingrediente pode ser aplicado em produtos de cuidados capilares promovendo ação anti-frizz, formação de filme e espuma estável sem efeito build-up. Devido sua multifuncionalidade, DUB ESTOLINE®  pode ser utilizado em produtos 2 em 1, promovendo maior praticidade e eficiência para esportistas que querem cuidar da pele e cabelos sem perder tempo!
A Focus Química possui sugestões de fórmula contendo essa matéria-prima, voltadas para a ação detox da pele e cabelos para uso pós treino. 
Sugestão de uso: Hair Care: 0,5% – 1,0% Skin e Suncare: À partir de 2,0%
LINHA TERSIL
INCI Name: Kaolin
A linha de cosméticos para esportistas é um nicho em constante crescimento que demandam produtos auxiliares para prática esportiva e/ou proteção do atleta.
Atendendo a este posicionamento a LINHA TERSIL é uma linha composta por argilas especiais brasileiras obtida através de processo sustentável, 100% natural. Ativo orgânico multifuncional rico em oligoelementos, promove o reequilibrio dos minerais essenciais da pele durante a atividade física, além de atuar como agente absorvedor de oleosidade e umidade. Possui testes de eficácia comprovada, tais como: atividade antimicrobiana, anti poluição, ação detoxificante, estabilizador de emulsões, FPS booster, resistência a quebra do fio capilar, anti caspa, entre outros. Desta forma, oferece ao atleta proteção e recuperação a sua pele durante a pratica de esportes em geral e de alto impacto.
Sugestão de uso: A partir de 1%.





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