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18 de Janeiro de 2018

Embale Certo

Válvula ou bomba: componente facilitador

Novembro/Dezembro 2017

Antonio Celso da Silva

Antonio Celso da Silva

colunistas@tecnopress-editora.com.br

Foi-se o tempo em que a gente comprava aquela colônia preferida e a tampa era a famosa e inseparável tampa cega, que é aquela com rosca em que a vedação se dá por um disco de polexan colocado na parte interior no fundo da tampa. Isso evitava qualquer problema de vazamento do produto.

Essas tampas eram os polímeros, que podiam ser poliestireno (PS) ou polipropileno (PP), mas também havia as charmosas tampas de madeira e as terríveis de baquelite. Essa última, na verdade, só conheceu quem já tem cabelos brancos.

O drama dessas tampas é que não eram práticas e dificultavam o uso do produto, ou seja, tínhamos que retirar a tampa, colocar o produto na mão e achar um lugar para colocar o frasco aberto e a tampa (sim, porque com as mãos ocupadas com o produto não dava para fechar o frasco). Após isso, era preciso depositar manualmente o produto sobre a pele e espalhar. Se fosse a conhecida Aqcua Velva, tinha a famosa esfregada das mãos antes de aplicar o produto.

Faço o resgate dessa embalagem para a gente valorizar as hoje largamente utilizadas válvulas, também conhecidas como bombas. Assim que chegaram ao mercado brasileiro, eram fabricadas por uma empresa no Rio de Janeiro, tinham preço proibitivo e qualidade sofrível.

Nessa época (estou falando da década de 1980), eu trabalhava numa famosa empresa de venda direta brasileira, e, na linha de produção, essas válvulas, depois de aplicadas no frasco, eram testadas uma a uma, podendo ser reprovadas pelo controle de qualidade caso não funcionassem.

Podemos dividir as válvulas em três famílias: as spray, utilizadas para produtos líquidos - na sua grande maioria, as colônias; as dosadoras, usadas em produtos menos fluidos e que requerem uma dosagem conhecida e defi nida em cada acionamento da válvula, como reparadores capilares e silicones em geral, entre os quais os mais usados são para acabar com pontas duplas e proporcionar brilho; e as pumps, usadas em sabonetes líquidos,loções hidratantes etc.

Cada uma tem suas peculiaridades. A válvula spray pode ser de rosca ou recravada, com tampa plástica ou de alumínio, podendo ainda ser apenas uma capa de alumínio sobre a tampa.

Um detalhe muito importante no caso de uso da válvula spray em colônias é que obrigatoriamente a colônia precisa ser filtrada, sob pena de qualquer impureza entupir a válvula e ela parar de funcionar. Se for uma válvula rosca, ainda é possível tirar a válvula e usar o produto - não que isso seja correto, mas pelo menos não se perde o produto. Se for uma válvula recravada, a embalagem fica inutilizada e não se pode usar o produto.

Ainda nas válvulas spray, é importante definir exatamente o tamanho (comprimento) do pescante, pois, se for maior que o dimensionado, vai ficar contorcido dentro do frasco, e, se for menor, vai ficar uma quantidade no fundo que a válvula não vai puxar, pois o pescante não alcança. Chamamos de pescante ou espaguete aquele tubinho plástico que parece uma mangueirinha semirrígida.

Por experiência, vejo que um dos grandes problemas e motivos para rejeições de lote é exatamente o comprimento do pescante, pois a dúvida é sempre de onde para onde fazer a medição. Isso precisa estar informado na especificação técnica. Se medir o pescante sozinho retirando o da válvula, é um tamanho; se medir com ele acoplado na válvula, é outro. Isso porque existe uma parte que fica encaixada dentro da válvula, e essa parte precisa estar totalmente encaixada até o fim do curso interno na válvula.

Existem outras peculiaridades que também se aplicam na válvula spray. A mais conhecida é o diâmetro da válvula em função do diâmetro do gargalo do frasco que vai ser usado. Nesse aspecto, também tem a altura da “saia” da válvula.

Não menos importante é o diâmetro do pescante em função da viscosidade do produto. Produtos mais viscosos requerem pescantes de diâmetro bem maior do que produtos menos viscosos.

Por fim, é muito importante lembrar que a ponta do pescante que fica no fundo do frasco precisa ser cortada em formato de V, principalmente nos de diâmetro maior usados em produtos de alta viscosidade. Esse corte serve para evitar que a ponta do pescante toque totalmente no fundo do frasco, impedindo a entrada do produto quando do acionamento da válvula.

Diferente de alguns tempos atrás, hoje existe uma grande oferta de válvulas no mercado brasileiro, com diversas opções de cores, seja em plástico, seja em alumínio. O preço caiu muito, e já não se ouve mais falar que a válvula encarece o produto e não dá para usar.

Em resumo, se tem um componente de embalagem que facilitou a vida do consumidor quando se fala em cosméticos, esse componente é a nossa querida e inseparável válvula.

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